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Mais uma.
Outra, por favor. Olhem para mim e…
Sorrisão! Perfeito. Certo.
Vamos fazer uma em grupo. Preciso que venham comigo.
Preciso das madrinhas e dos padrinhos, por favor.
Com licença.
Demorou.
Você trouxe?
Tudo?
Ótimo. Vai ser como sempre?
É. Pode ser no spa do hotel.
Cinco minutos. É, cinco minutos.
O quê?
Não, isso…
O que está fazendo? Acha que pode me ferrar?
Meu preço subiu.
Vai custar mais dez mil.
Ou posso ligar rapidinho para o FBI.
Por acaso, você sabe o número?
Tudo bem.
Tem um número que passa informação…
Alô?
Alô?
Que droga!
Onde está?
FORA DE SERVIÇO
MONK: UM DETETIVE DIFERENTE
- Surpresa! - Surpresa!
Surpresa!
- Feliz aniversário. - Nossa!
Obrigado.
Ele é um bom companheiro
Ele é um bom companheiro
- Ele é um bom companheiro - Isso é demais!
É incrível! Quer dizer…
- Não acredito que lembraram. - Como íamos esquecer?
Minha mãe ligou, não é?
Todo dia no último mês.
- O que é isso? - Celofane.
- Ideia do Monk. - É.
Para proteger o bolo e deixar mais divertido.
Como assim?
Quando sopra as velas,
sempre cai um pouquinho de saliva.
É uma ótima ideia.
É um escudo de baba para bolos.
É a primeira ideia sua em que me deu vontade de investir.
- Obrigado. - Pedido!
Apague as velas, tenente.
Feliz aniversário.
Acho que vou cancelar o investimento.
Tudo bem.
Tudo bem. Não, tudo bem.
Não preciso de bolo
para sentir o amor de todos aqui agora.
- Oi. Estava pensando em você. - Há pouco, estudava…
na Universidade da Filadélfia…
O quê?
Não, Roger, não pode! Porque não!
Não posso achar outra pessoa.
O jantar é hoje, Roger. O casamento é amanhã.
O que o médico disse?
Então não rompeu tecnicamente.
Tudo bem, Roger. Vá cuidar de você.
Tchau.
Para que serve o apêndice?
É um apêndice! Significa extra, não é?
Posso ajudar?
Que não me atrapalharia?
Pode ir ao casamento do meu irmão comigo amanhã.
- Meu par cancelou. - Casamento?
- Não, desculpa. Natalie, não dá. - Por favor.
É uma péssima ideia por sete motivos.
Espere aí. Oito, na verdade.
Nove. Nove motivos. Não dá.
Estou de folga, caso não ache ninguém.
Greenburg ainda namora a policial?
Não, casou com ela.
Tenho meu próprio smoking.
E o suspeito de roubo da semana passada? Era bonitinho.
Mas não pagou fiança.
Ficaria honrado se conhecesse minha família.
- Não é um encontro. - Entendo.
Preciso de um escudo. Não aguento minha família só.
Sou um escudo. Sou forte. Desculpa a piadinha.
- Pensei que tinha sido engraçado. - Quartos separados.
Mas é claro!
Obrigada.
Aqui está o convite. É em Pebble Beach.
Legal! Quem é Jonathan Davenport?
Meu irmão.
Hálito sempre fresco com Davenport,
igual à pasta de dentes.
Não sou como a pasta de dentes.
Nós somos a pasta de dente.
O quê?
Mentira!
- Espere aí. - O que foi?
- É sua? - É.
Por que nunca nos disse?
Se passasse três minutos com eles, entenderia.
Uso o sobrenome Mitch para não fazer parte deles nem disso.
Então deve ser cheia da grana, não é?
Eles são.
Não pegaria um centavo deles, nem se oferecessem.
Isso não muda nada, não é?
- Não. - Por que mudaria?
Você ainda é Natalie. Continua sendo você.
E continuamos sendo nós.
Cheia da grana.
Davenport.
- Karen! - Sim, Sra. Davenport?
Onde diabos está o fotógrafo?
Ele marcou comigo aqui.
- Não sei, mas vou achá-lo. - Obrigada.
O que é isto?
- Guardanapos para coquetel. - Deviam ser quadrados.
Não sei o que é isto.
- Vou dar um jeito já. - Por favor.
Karen.
O que é ele?
É um garçom.
Ele é nativo-americano? É hippie? O quê?
Eu…
Eu não sei.
Acho melhor ele não servir amanhã.
Ele não combina.
Mudei de ideia quanto ao ratatouille.
Vai pingar em tudo!
Diga ao cozinheiro.
- Acredita que tenho de fazer tudo? - É, querida.
Princesa!
Vovó! Vovô!
É seu pai?
Robert Davenport. Todos o chamam de Bobby.
Vovô!
Olhe para você! Meu Deus!
Vai ser a daminha mais linda do mundo.
Oi, querida.
- O que ele faz? - Herda dinheiro.
- E sua mãe? - A Peggy. Ela tem dois passatempos.
Tênis e me deixar mal. É campeã nos dois.
- Parecem legais. - Você vai se sentir em casa.
Parecer legal é o que importa aqui.
No colégio, só se importavam
se eu namorava o cara certo da família certa.
E namorou?
Namorei todos os errados. Alguns bem errados.
Como o Mitch.
Ainda se recusam a pôr a foto dele no piano.
Isso significa algo?
Significa para eles e para mim.
Nossa! Estou suando.
Parece que sou alérgica a eles. É possível?
Espera. Vem cá.
Preciso de um sinal.
- Sinal? - É.
Se eu entrar em pânico, vou perguntar a hora.
É só me tirar de lá. Me arrastar de lá.
"Que horas são?" Entendi. Não se preocupe.
Tchau, mãe.
Certo.
Oi, filha.
Oi, querida.
Este é meu amigo, Randy Disher.
Sr. e Sra. Davenport, é um prazer conhecê-los.
Os dois.
Ouvi maravilhas sobre vocês.
Por exemplo?
Bem…
Não sobre vocês especificamente.
Sobre sua pasta.
Ainda mais aquela que já vem com o enxaguante bucal?
Você deve ter sido a inspiração.
Por quê? Qual o problema com meu hálito?
Que horas são?
O quê?
- Que horas são? - Não.
Tem algo errado com este Bloody Mary.
Querida! Você é bartender. Experimente.
Mãe, não sou mais bartender.
Desculpa. É detetive júnior ou algo assim.
Sou assistente de um detetive particular.
É tão difícil acompanhar. É o seu 17º emprego?
Randy, por favor, experimente. O que tem de errado?
Falta sal de aipo.
É exatamente o que eu pensava.
Cadê Jonathan? Não conheci Theresa.
Vai adorá-la. É fantástica!
Como assim? Vocês aprovam!
É claro que aprovamos.
Não estaríamos aqui se não aprovássemos.
- Já devem tê-la investigado. - Já, sim.
Foi rapidinho.
Conheceram-se há três semanas no Havaí.
Ela nunca se casou. Os dois pais faleceram.
Vive de ótimos investimentos.
- Ela não quer dinheiro. - Excelentes.
- É para valer. - Jonathan está felicíssimo.
Ela o faz feliz. É tudo o que importa.
Mitch me fazia feliz, mãe.
Nat.
- Peg… - Isto nunca vai…
É o dia do Jonathan. Dá para esquecerem isso?
Tudo bem, não falo nada. Vou achar a Julie.
Ainda não guardamos nossas coisas. Onde ficam os quartos?
Descendo a escada e cruzando o estacionamento.
Ótimo.
Até mais, Peggy. Bobby!
Eu tenho de ir.
- Você está bem, não é? - Estou ótimo.
Não precisa vir ver como estou.
Preciso, sim. Prometi isso à Natalie.
- E jurei pelos olhos da minha mãe. - Capitão, não sou um bebê.
Vou ficar bem.
Aqui.
Sozinho.
O dia todo. Aqui.
Tem algo para beber?
Na geladeira.
Tem uma tabela dividida por cores.
Não preciso da tabela.
Como será que estão Natalie e Randy?
Adoro casamentos.
Sabia que conheci Karen num casamento?
Adoro casamentos mesmo assim.
É.
Sabe quem teve um belo casamento?
Você. Você e Trudy.
Foi um ótimo dia.
Cadê aquele álbum?
Ela estava… Nossa!
Linda.
Eu me lembro.
Na igreja, ela chorou tanto, que nem conseguiu dizer "sim".
Já viu alguém chorar tanto?
Foi você, Monk.
E, não, nunca vi.
Randy, você viu quem estava dirigindo?
Consegue identificar o motorista?
Volvo prata.
Não, Randy, o carro está aqui.
Quem estava dirigindo?
- Capitão. - Oi?
Peguei a placa.
Não preciso da placa, Randy.
- Estou a vendo. - Quatro.
Paul…
"C" de Charles.
- Ele vai ficar bem? - Vai. É o analgésico.
Como ele está?
Quebrou o braço, a perna e algumas costelas.
As malas protegeram. Poderia ter sido pior.
- Ele identificou o motorista? - Nem identificou a mim.
Depois vou tentar.
- O que foi? - Condensação.
O ar- condicionado estava ligado.
A umidade deve estar em 70%.
O carro ficou ligado aqui por uns 20 minutos.
Estava esperando por ele?
Devido às marcas de pneu,
ele deve ter acelerado com tudo.
Ele nem tentou frear nem virar.
Filho da mãe!
O que aconteceu?
Ele ficou aqui só uma hora. Irritou alguém?
Não!
E achamos isto no chão do carro.
Perto do acelerador. Parece uma lama esverdeada.
Vou mandar para o laboratório já.
- Capitão, o caso não é seu. - Claro que é!
Ela tem razão. É minha área.
Tenente Bristo. Polícia do Condado de Monterey.
Como vai?
Não se preocupe. Vai ficar a par de tudo.
Onde vai ficar?
Acho que aqui.
Este é Adrian Monk. Também ficará.
Acho que não.
Vai ficar aqui também.
Acho que vou ficar aqui também.
O carro é de Margaret Davenport.
Margaret Davenport?
Tia Madge!
Ou tia Madge!
Pegaram a chave do casaco,
que estava na chapelaria.
Ela estava montando a decoração.
Não foi ela, mas ele sabia onde procurar.
Qual era o carro dela?
A chave não tem o símbolo da Volvo.
Pode ter sido qualquer um. Um funcionário…
Acho que não. Falei com o gerente.
Os funcionários estavam numa reunião. Não faltou ninguém.
O que foi?
Acham que foi alguém da minha família?
Não.
Vamos subir. O hotel liberou um quarto para você.
Filha!
Depois encontro vocês.
Tudo bem.
É. Como ele está?
Espero que vá ficar bem.
Filha, lamento pelo seu amigo,
mas você não pode fazer nada.
Agora só temos de…
O quê?
- Temos de ser fortes. - Isso mesmo.
Temos de ser fortes.
O jantar do ensaio é em 20 minutos. Então…
O que é isso?
Encontrei lá fora.
É a calça do Randy.
Vou mostrar a cor para a organizadora pegar toalhas iguais.
Cáqui?
Não, o sangue! Carmim.
As que ela escolheu são framboesa.
Não combinaram com as flores.
- Mãe, isso é uma prova. - É.
Não pode pegar assim. É crime.
Aquelas toalhas são um crime, filha.
- Vou devolver depois. - Mãe, não pode pegar.
Eu… Não…
Natalie Jane!
Obrigada, filha.
O jantar de ensaio é em 20 minutos.
Não vai com essa roupa, não é?
Sr. Monk!
Natalie, aquela lojinha não tem minha escova de dentes.
Não tem a Gertler 4000. O que vou fazer?
Depois vemos isso. Nós estamos atrasados.
O jantar é em 20 minutos.
"Nós" estamos atrasados? Você disse "nós".
- Você é meu par. Parabéns. - Espere!
- Olha… - Sr. Monk!
Talvez alguém da minha família tenha atropelado Randy.
Não é detetive? Vai poder investigar.
- Olha… - Olha!
Não posso ir sozinha. Você é meu par!
Com licença.
Não sou de me levantar e fazer discursos.
Logo vão descobrir o porquê.
Prometo que, depois de amanhã, vou deixar Jonathan falar.
Não sei, não.
Só queria agradecer a todos vocês
por me deixarem tão à vontade.
Sei que foi tudo muito rápido.
Ainda não sei como planejaram tudo em uma semana.
Como alguns sabem, eu perdi meus pais em 1995
e nunca achei que voltaria a me sentir assim.
Então…
Sr. e Sra. Davenport,
quando nos conhecemos ontem, me pediram para chamá-los de mãe e pai.
Na hora, não sabia o que dizer,
mas andei pensando e…
Mãe e pai,
eu adoraria.
Natalie, na minha infância na Filadélfia,
eu sonhava em ter uma irmã mais velha.
Estou louca para te conhecer melhor.
Vou fazer uma despedida de solteira hoje à noite.
- Espero que vá. - Vou, sim.
Pare! Ele fica mexendo na minha comida.
Mentira.
Só estava ajudando.
Ele parece confuso quanto…
Está tudo misturado aqui.
Ele vai ficar bem.
O fundo é bonito aqui.
Muito bem. Obrigado.
Capitão, o que está fazendo?
Tirando fotos.
Ouvi sua mãe dizer
que o fotógrafo não veio e me ofereci.
Peguei com um dos peritos.
- Por quê? - Por quê?
Randy disse que talvez consiga identificar o motorista.
- Ele o viu bem? - Viu.
Homem, branco, altura média, boné vermelho e óculos de sol.
Pensei em tirar fotos e revelar hoje à noite.
- Talvez tenhamos sorte. - Espere aí.
Vai estar no casamento do meu irmão?
Vou. Estou fazendo um favor.
Se não for isso, vou levar todos lá para cima,
um por vez.
Sorriam.
Muito bem.
- Oi, minha irmã. Sr. Monk. - Oi, meu irmão!
Ficou lindo em você.
- O terno? - Não, o sorriso.
Ele nunca sorri.
Nunca tive motivo.
Quer meu conselho? Saia já. Salve-se.
Não, obrigada. Não vou sair daqui.
Até que a morte nos separe.
- Como está seu amigo? Sargento Disher? - É tenente Disher.
Ele se machucou, mas vai ficar bem.
Não acredito que foi aqui.
Queríamos mandar flores. Em que hospital está?
Ele voltou. Está num quarto descansando.
Ótimo! Podemos entregar pessoalmente.
- É. - Será que ele vai ao casamento?
- Acho que não. - Que pena.
Acho que vou levar uma bebida para meu novo sogro.
Não se esqueça. Quarto 304. Festa!
E aí?
Não acredito que vou dizer isto, mas a mãe tinha razão.
Ela é incrível. Você não a merece.
Não mesmo.
Temos 87 coisas em comum. Ontem fizemos uma lista.
- Parem com isso. - É loucura.
Ela não tem nenhum parente? Irmãos, irmãs?
Não, ela tinha um tio,
mas ele estava no voo da PanAm para Madrid com os pais dela.
- Era um voo da PanAm? - Era.
Ela já sofreu tanto,
mas a deixou mais forte.
E passou para mim. Me sinto mais forte.
- Logo serei forte como você. - Até parece!
Ela deve estar me procurando.
Vejo vocês amanhã. Nossa!
O que foi?
Nada.
O que foi?
Ela disse que os pais morreram em 1995.
A PanAm fechou em 91.
E daí? Ela se confundiu.
É.
O "M" está um desastre.
E este aqui? É o tio Ferdy de Memphis.
- Não. - Não?
- É o primo da Natalie. - Não.
Nenhuma foto da Theresa?
A noiva. É claro.
É ela de lado.
Estranho. Não tenho uma foto boa dela.
Pode ter sido uma mulher?
Acho que sim.
- Será que foi ela? - Não sei.
Ela mentiu sobre os pais.
Vamos dar uma olhada.
Eu atendo.
Preciso de um frasco maior.
Quarto do Randy Disher. Stottlemeyer falando.
O quê?
Eu entendo. Já vamos descer.
Acharam um corpo.
- Onde? - No spa.
- Quem é? - Não faço ideia.
Vamos lá.
Você não vai sair daqui. Me encontre lá embaixo.
Ache Natalie.
Recebemos reclamações, moças.
Ainda bem que trouxe as algemas!
Policial, eu aprontei muito.
Oi.
Com licença.
Oi. Natalie.
Natalie.
Natalie.
Natalie.
Sr. Monk, o que houve? Randy está bem?
Algum problema?
Eu vou só falar com minha mãe.
Já volto. Festão!
Tchau!
Melhor você vir também.
Eu?
Tem um corpo lá embaixo.
Parece ser um 187.
- Um 187? - É.
Acho que o tenente Bristo vai querer você lá embaixo.
- Vamos. - Certo.
Por aqui.
Já vou.
- O que é isso? - Meu rádio.
Seu rádio.
Tudo bem. Vá logo.
Você parece que malha.
Eu tento.
Estou querendo fazer Pilates.
Monk!
- Quem é ele? - Por ora, um indigente.
A carteira deve estar na lama.
Aposto que essa lama é a mesma que achou no carro.
- Era o motorista? - Pouco provável.
Segundo o legista, ele morreu há 36 horas.
Capitão.
É o fotógrafo.
- O desaparecido. - Como sabe?
A descoloração na ponta dos dedos é causada pelo líquido revelador.
Já vi em outros fotógrafos.
Que bom que ele é da nossa equipe.
Se estiver certo, e ele for daqui, deve ter um estúdio na cidade.
Pediremos um mandado de busca.
O que ele faz aqui?
É Hondo. Ele está comigo.
Ele pode controlar as pessoas.
Podemos conversar?
Monk, ele não é policial.
É um stripper.
Acho que não.
Não viu o distintivo dele? Está escrito "Policial Gostosão".
E daí?
Monk, tem notas presas no cinto dele.
Pensei que tinha perdido a carteira.
Um segundo.
Um minuto.
Caiu no meu sapato. Natalie!
Não!
Lenço!
Lenço!
Não, preciso de algo maior!
Talvez tenham razão quanto a ele.
Sinto muito. O juiz Allen estava caçando patos.
Conseguiu?
Mandado de busca. Estamos autorizados.
Você está tão linda! Seu pai ficaria tão orgulhoso.
Queridos amigos, estamos reunidos aqui para celebrar
a união de Theresa e Jonathan,
que se conheceram só há três semanas.
O amor verdadeiro surgiu espontaneamente.
Ele se chamava Frank Ruddle.
Dei uma olhada na conta dele.
Estava quebrado.
Não sobrava nada do salário.
Escute esta.
Segundo a irmã, ele estava conversando com corretores de imóvel.
Procurava casas.
Achou que ia ganhar uma grana.
Olha só!
Achei.
E você, Theresa Scott, aceita Jonathan Davenport
e jura amá-lo, respeitá-lo e cuidar dele na riqueza e na pobreza,
na saúde e na doença, até que a morte os separe?
Aceito.
Pelo poder outorgado a mim pela Califórnia,
eu vos declaro marido e mulher.
Pode beijar a noiva.
Com vocês, Sr. e Sra. Davenport.
Meu Deus! É ela! É Theresa.
É uma viúva negra.
QUEDA EM LUA DE MEL FOI HOMICÍDIO
Não é ela. O cabelo é diferente.
Mãe, ela pintou de loiro e cortou.
Não é ela.
É o dia mais feliz da vida dele. Por que está fazendo isso com seu irmão?
Estou fazendo pelo Jonathan. Mãe, isto explica tudo.
Por que ela não tem família nem amigos.
A melhor amiga dela está doente, e os pais morreram.
Leu o artigo?
Ela matou o primeiro marido por dinheiro. Talvez mate de novo.
Não, cancele isso. Não acredito.
Sra. Davenport,
Randy Disher foi quem a investigou seis anos atrás.
Ele poderia identificar Theresa.
Por isso ela tentou atropelá-lo assim que ele chegou.
Sinto muito, mas é um absurdo.
Ontem ela o chamou de sargento Disher.
Ele era sargento quando ela o conheceu há seis anos.
Rapaz, pode sair daqui?
Obrigada.
Nós sabemos do que se trata isto.
Não se trata da Theresa
nem de uma foto besta que acharam.
- Trata-se de nós. - Mãe, pare!
É, de nós e do Mitch.
Você acha que o tratei mal.
Isso é…
E por não ter posto a foto dele no piano.
Como se significasse algo.
Não sei como pode trabalhar com ele
nem levar a sério o que ele diz.
Posso?
É claro.
Devo me ofender?
Por quê?
Os guardanapos.
Tem medo de tocar em mim, Sr. Monk?
Por que teria medo de você?
Não me casei com você.
É um belo vestido.
Obrigada.
E ainda serve.
Como assim?
Usou o mesmo vestido na Filadélfia seis anos atrás.
Na época, usava o nome Darlene Coolidge.
Vi as fotos do casamento tiradas pelo Frank Ruddle.
Quem?
Frank Ruddle.
O fotógrafo que cometeu o erro fatal
de reconhecer você.
Sr. Monk, não sou quem ou o que você acha que sou.
Estou negando claramente.
No entanto,
se estivesse certo,
e eu fosse essa mulher,
a última coisa que iria querer fazer é entrar no meu caminho.
Está me ameaçando?
Oi!
Como planeja fazer?
Como vai matá-lo?
A música acabou, Sr. Monk.
Com licença, Sra. Davenport.
É nossa música.
Vem cá!
Senti sua falta.
Invadiu o quarto dela? Isso é legal?
Não precisa de mandado para entrar num quarto de hotel após o checkout.
É verdade?
- Não sei. - O que achou?
Boné vermelho.
- Lama verde. - Prenda-a.
Não, Natalie!
- Não basta. - Temos de fazer algo.
Eles vão para o México.
Se Randy confirmar que é Darlene Coolidge, podemos prendê-la.
Vou tentar acordá-lo. Mantenham-na aqui.
Não a deixem sair.
Está na hora.
Tudo bem.
Vamos sair.
- Mas já? - É.
Faça algo.
Theresa quer pegar um voo mais cedo e ela é muito teimosa.
Nada a faz mudar de ideia.
Não vá.
Preciso falar com você.
Nunca precisou de mim para se divertir.
Oi. Tenho de levá-lo.
- Tenho de levá-lo, está bem? - Me deseje sorte.
Jonathan. Theresa.
Eu queria dizer algumas palavras.
Eu…
Na verdade, eu não conheço nenhum dos dois muito bem.
Mas eu sei algumas coisas sobre casamento.
Minha esposa Trudy dizia que o casamento
é 90% amor
e 10% perdão.
Ela era casada comigo, então era especialista em perdoar.
É verdade.
- Filho da mãe! - Esquece!
- Tem alavanca? - Vou andando.
- Consegue? - Consigo. Vamos lá.
Vamos.
Vamos logo. Muito bem.
Queria agradecer a todos pela presença.
Acho que falo em nome do Bobby e da Peggy.
Não, na verdade, não fala, não.
E, Jonathan e Theresa,
eu sei que querem aproveitar agora
para agradecer os maravilhosos garçons e garçonetes.
É. Com certeza.
Sabe quem mais está aqui? É Julie Teeger.
Venha aqui, Julie. Suba aqui, por favor.
- Julie é, obviamente… - Vá lá.
É sobrinha do Jonathan.
Suba aqui.
Ela teve de…
- Vamos embora. - Ela decorou um poema para a escola.
E gostaria de recitá-lo agora em homenagem a Jonathan e Theresa.
Julie Teeger.
Venha, Julie. Venha, menina.
Certo. Tchau!
Pai William de Lewis Carroll.
"Você é velho, Pai William," disse o rapaz
"E seu cabelo ficou todo branco."
Desculpa.
"Porém você vive de cabeça para baixo.
Você acha que, na sua idade, isso é certo?"
"Você acha que, na sua idade, isso é certo?"
Sempre me emociono.
Vamos lá!
Quando era criança…
Agora vamos. Parabéns.
Criança, não.
Estava mais para rapaz.
Sabe, pré-adolescente.
Adolescente, na verdade.
Esperem aí!
Oi, Darlene. Quanto tempo!
É ela?
Darlene Coolidge.
Você desapareceu em Seattle em 2001.
Na época, ela se chamava Phyllis Gaffney,
e já estava no terceiro marido.
Ele durou cinco semanas e meia.
Devia amá-lo de verdade.
O que é isso?
Não faça nenhuma bobagem!
Falei para fugirmos e casarmos.
Aí, papai!
- Você tem um jatinho. - É da empresa.
Quero pronto para decolar em 20 minutos.
Fique longe da nossa família.
Já temos muitos problemas.
Obrigada.
Legendas: Guilherme Ferreira
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