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Original subtitles

Controle da Fundação Vida, fala FV1. Espécimes seguros. Estamos indo pra casa.

Ciente, FV1. Reentrada autorizada.

Ciente. Iniciando sequência de reentrada.

Estamos a 0,4 por 103--

Merda.

Tranquem tudo!

FV1, é o Controle da Missão. Está cortando. Repita.

Mayday FV1. Mayday!

FV1, é o Controle. Por favor, repita.

FV1, é o Controle. Por favor, repita.

MALÁSIA ORIENTAL

Não vou esperar a faxina pelo relatório.

Coletamos dados o mais rápido possível.

Não basta. Saberia me dizer o que houve?

Uma infiltração. Um astronauta enviou um pedido de socorro.

- E a tripulação? - Ainda estamos investigando.

- Onde foi isso? - 20km a oeste de Sibu.

- E recuperamos todas as amostras? - Não, só 3 delas.

Um dos organismos escapou da contenção e desapareceu.

Não sabemos qual.

O que ela disse?

Um dos astronautas sobreviveu.

É o Jameson.

FUNDAÇÃO VIDA

SÃO FRANCISCO, CALIFÓRNIA

- Bom dia, alegria. - Acordei.

Sentiu minha falta.

- Já acordei. - Toma.

- Toma de volta. - Valeu.

Tá de terninho. Adoro você de terno.

Valeu. Tenho depoimentos hoje no caso da Fundação Vida.

Depois me conta da sua reunião.

Minha reunião?

Ah, merda. A minha reunião.

Café.

- Você é perfeita. - Valeu.

Sabe que noite é hoje, né?

Noite a dois.

Então, te pego umas 18h.

E não esquece seu capacete.

Bom que gostou dele. Vou usar no nosso casamento.

É sexy.

Alimente o gato.

- Tá. Te amo! - Também te amo.

Alimenta o gato.

Eddie Brock, no bairro Mission--

EDDIE BROCK REPÓRTER

No Vale do Silício, chefões do Google, Facebook--

... e a Fundação Vida.

Os sem-teto chegam aos milhares em S.F.

MORADOR DE RUA DESAPARECE

Eddie Brock, hoje do centro de Oakland...

onde manifestantes tomaram as ruas.

Eu investigo esse caso de propina imobiliária, há semanas.

Vão se revoltar. Homens armados--

Ainda não determinaram a causa da morte...

dada a condição dos corpos.

Mas ninguém acaba soterrado num lixão devido a causas naturais.

Então, parece que a cidade não liga pra essa gente tanto quanto o assassino.

Sou Eddie Brock. E este é o Brock Repórter.

Oi, Richard! Tá bonito!

Eddie, não pode parar lá, mano.

Qual é, cara. Não existe "não pode". Como ela foi?

Berkeley, Brown, MIT. Ela conseguiu bolsa, mano.

- O que eu te disse? - O quê?

- Não existe "não pode". - Eddie.

A moto.

MIT.

Sabe o que eu amo nesta vista?

Não cansa.

É. Altura não é muito a minha.

Qual é a parada?

- Te consegui um furo. Exclusivo. - Quem?

- Carlton Drake. - Carlton Drake?

O cara é um visionário. E quer falar dos foguetes dele.

Assegurar a todos que o acidente foi uma anomalia.

- Ele não bate bem. - Vou ser bem franco.

Drake nos compraria com o trocado do bolso...

e faria deste prédio sua garagem, se quisesse.

Você só vai perguntar do programa espacial, agradecer e dar bom-dia.

Ele é um criminoso.

Quando você não tinha pra onde ir, nós o acolhemos.

Adoramos o seu programa.

É o melhor repórter investigativo atual, mas ninguém está acima da emissora.

Então, me faça um favor: não recomeça com suas merdas.

Tá bem.

- Por mim. - Tá, deixa comigo.

Não sei por que ele me deu essa pauta, Annie. Não é minha praia.

Minha mãe dizia que, na vida...

tudo o que vale a pena exige sacrifício...

paciência...

e vai dar muito trabalho.

- É de você que tô falando. - Não é.

Tem sorte de estar comigo. Na boa, sou um partidão.

Era o que minha mãe dizia.

Vai se comportar amanhã?

Não, só vou fazer meu trabalho.

Não posso não fazer. O cara pra quem você trabalha é--

Não trabalho pro Drake.

Meu escritório é que trabalha pra ele.

E aposto que eles defendem muita gente que você despreza...

mas não queremos uma reprise.

- "Reprise"? - Do incidente do Globo Diário.

Sério?

"Incidente"? Não foi um incidente.

Amor, você saiu fugido de NY. Não quero que fuja de São Francisco.

Não, ainda tenho crédito lá.

Eu queria ir longe. Eu não fugi. Queria ir longe.

Na verdade, me mudei pra São Francisco por você.

Você é minha casa.

Você manda bem, campeão.

Menos papo e mais beijos.

Vou pedir a conta.

Vou pegar uma bebida.

Lee Taglin - Memorando Jurídico Confidencial Fundação Vida

Confidencial

Caso em anexo para sua revisão.

Avise, se precisar de algo mais.

Memorando_Jurídico_Fundação_Vida.pdf

FUNDAÇÃO VIDA AÇÃO DE MORTE POR NEGLIGÊNCIA

Voluntários supostos indigentes

Seção de Falecimentos

NOSSA POLÍTICA DISPENSA O AVISO DE ÓBITO

Em breve, a Fundação Vida lançará outro foguete em missão exploratória.

E é assim que, um dia, iremos todos viver no espaço.

Legal, né? Agora que mostrei as coisas legais que fazemos aqui...

espero ter inspirado cada um de vocês a sair por aí...

e criar o que, para os outros, é só um sonho.

Sr. Drake?

Tudo bem. Deixem que ela fale.

- Vem cá. Qual seu nome? - Allie.

Sabe, Allie, as pessoas costumam fazer isso.

Tentam silenciar quem questiona.

Mas, ao final...

nós é que mudamos o mundo.

Cuide bem disso, Allie.

Com vocês, a dra. Skirth. Digam "oi".

Olá, crianças.

Sinto interromper, mas precisa se trocar pra sua entrevista.

É. Crianças, tenho que ir. Allie, está no comando. Bate aqui.

A dra. Skirth responderá à pergunta da Allie e às demais.

Até a próxima, pessoal!

O que acha, sr. Drake, de começarmos do início?

Filho de pais britânicos.

E aos 19 anos, você descobriu uma terapia genética...

que dobrou a expectativa de vida pro câncer de pâncreas--

Não, triplicou a expectativa de vida.

Mas tudo bem.

Aos 24, ainda bem jovem, né...

- você criou a Fundação Vida. - Não foi da noite pro dia.

Depois, foguetes. E aí, decidiu como qualquer pessoa normal...

que ia explorar o espaço.

Sabe o que é? Sempre acreditei que...

a exploração espacial é crucial na busca pra curar tudo o que nos aflige na Terra.

Se pensar em tudo o que há nos oceanos e em terra...

não é hora de buscar no espaço...

os infinitos recursos inexplorados?

Como os infinitos recursos dos seus laboratórios...

que o ajudarão a realizar sua ambição, imagino.

- É um círculo completo. - Mas preciso perguntar:

como, exatamente, funciona a Fundação Vida?

Como é...?

Como ela testa, digamos, produtos farmacêuticos?

Eddie, viemos falar sobre o foguete.

Eu não. Vim falar sobre as acusações--

Desculpe. Eu não--

De que seu império foi construído sobre cadáveres.

Eddie.

É verdade, né? Aqui diz que recrutam...

"os mais vulneráveis como voluntários..."

"em testes que acabam matando pessoas".

Conheço os boatos on-line. São muitas fake news hoje.

- E os casos na Justiça? - Perdão?

Casos levados à Justiça, como Sarah Chambers, Phil Barclay e Rob MacDonald.

Alguns dos que passaram por essas portas...

e nunca saíram, porque estão mortos. Mortos.

- Retire-os daqui. - Esta é a Fundação Morte.

- Não acabamos. - Acabou pra você.

Isso é uma ameaça?

Tenha uma ótima vida.

Sei o que vai dizer, mas...

esse cara é totalmente do mal, Jack. Se me der--

Quem é sua fonte?

- Como? - Quem é sua fonte, Eddie?

Não tenho uma, de fato, é só uma intuição.

Não estamos no Velho Oeste.

Não seguimos uma intuição de meia-tigela.

Fazemos nosso trabalho.

Embasamos nossas acusações, apresentando provas.

Olha, pra um cara inteligente, você é burro demais.

Está demitido, Eddie.

Não posso confiar em você.

Tenha uma ótima vida.

Você é um egoísta patológico.

Seu ego requer atenção constante.

E é teimoso feito uma mula.

Mas eu me dispunha a aceitar, porque amava você.

"Amava"? Como assim?

Por sua causa, fui demitida.

Você me usou.

Annie?

Meu Deus.

Como é lindo.

SEIS MESES DEPOIS

Teste 36:

interações biológicas entre 2 organismos distintos.

Eles precisam de um hospedeiro respiratório...

para que possam sobreviver em um ambiente rico em oxigênio.

Por que os hospedeiros têm essa rejeição hiperaguda?

É o que estamos tentando descobrir.

O processo de união está começando.

NIVELANDO

Está nivelando.

Mas por quê? Por que esse coelho?

É similar a um transplante de órgão.

Onde o doador e o receptor precisam ser compatíveis?

Exatamente.

Então, pensa:

se conseguirmos simbiose, eles poderão sobreviver aqui...

e nós também poderíamos sobreviver lá.

- "Nós"? - Comece os testes em humanos.

É muito cedo pra começar a pensar--

Está na vanguarda de um avanço científico. Deve ter coragem. Entendeu?

- Sim, mas tem a questão ética. - Pense nas futuras gerações. Seus filhos.

E como estão seus filhos?

Comece testes em humanos. Bom trabalho.

Ei, Jack.

Já se sentiu como se sua vida fosse um gigantesco fracasso?

Não.

Não é teu amigo?

Nesses meses desde a queda do foguete, aprendemos muito.

Dá pra desligar ele?

- Tem gente querendo ver. - Você, né?

Você não é o Eddie Brock?

Eu era.

--prazer de anunciar que a Fundação Vida já prepara o próximo lançamento.

Jack, pra você. Não gasta tudo de uma vez.

Vou pra casa me dar mole e me fazer de difícil.

- Oi, Maria. - Eddie.

- Tudo bem? - Beleza, Eddie.

Tá vazio.

Custa $ 5.

$ 5 por um jornal grátis?

Eu andei até essa vitrine, tirei os jornais...

e trouxe pra cá só pra te entregar, pessoalmente, em mãos.

- Fez isso por mim? - Fiz.

- $ 5. - É bem salgado.

Então, me dá $ 1 por uma música, e o jornal é de graça.

Seguinte: vou te dar $ 20, mas pra não cantar, tá?

- Fechado. - Valeu.

- De nada. - Não, eu que agradeço.

- Sra. Chen. - Como está, Eddie?

Sofrendo, sabe, sofrendo muito.

Você tá um lixo.

Como é que é?

Você tá um lixo.

E a senhora, linda como sempre. Credo.

Mente é corpo, Eddie. Tem meditado como te ensinei?

- Não. Não funciona. - Porque você não dá uma chance.

Não funciona, porque comprei um DVD do seu primo, e estava em mandarim.

Também não entendo isso.

Isso aí. Não entendi o que falou. Taí o problema.

Uma garrafa de uísque.

E não esquece meu troco.

Por favor.

Anda! Ou o preço da minha proteção sobe.

Dá o pagamento total.

Agora!

Melhor arrumar minha grana toda, Chen. Não gosto de esperar.

A vida é dura, Eddie.

É isso.

Tenho que ir.

- Te amo. - Tchau, gata.

Que babaca.

AVISO DE COBRANÇA

Nem peço um emprego aí. Pra quê? Não posso usar meu nome.

Posso usar um pseudônimo. Você escolhe.

Posso ser mulher. Assistiu à Tootsie?

Pintou trabalho?

Pena, Eddie, não tem nada pra você aqui.

LAVADOR DE PRATOS

Ligo pra você depois. Tá, não ligo.

Perceba profundamente que o presente é tudo que você tem.

Faça do agora o foco principal da sua vida.

Qualquer ação é melhor que nenhuma ação...

sobretudo, se estiver numa situação infeliz por muito tempo.

Se for um erro, ao menos, aprendeu alguma coisa. E nesse caso, não é mais um--

Agradeço por termos chegado até aqui.

Nossos nomes serão citados muito após voltarmos às cinzas.

A história começa agora. Hoje é o 1º dia.

Este é o 1º contato.

Vamos ao trabalho.

Determinando parâmetros do sujeito.

Todos os sinais vitais estão normais.

Abre o áudio.

Não precisa ter medo, Isaac.

Não precisa.

Isaac. Sabe que é um nome bíblico?

Sim, senhor.

Deus disse a Abraão: "Me entregue seu filho..."

"mostre que está disposto a sacrificar a coisa lhe é mais preciosa".

E Abraão concordou.

Sabe o que me impressiona nessa história?

Não, o sacrifício de Abraão. O de Isaac.

Que tipo de Deus pediria isso a alguém...

mas não muda nada pra mim.

Isaac ainda é o herói da história.

Olhe à sua volta. Olhe o mundo.

O que vê?

Guerras, pobreza, um planeta à beira do colapso.

Eu diria que Deus nos abandonou.

Ele não cumpriu sua parte...

e, agora, cabe a você e a mim consertarmos isso.

E, desta vez, Isaac, nós podemos.

E o faremos.

Desta vez, não vou nos abandonar.

Sim.

Abra.

- TRANCADO - ABERTO

O que é isso? Não, o quê--? Me solta!

Não. Por favor!

Sinais vitais estáveis.

- Pra onde ele foi? - Incrível.

Pra onde foi?

Cadê ele?

Tragam o próximo voluntário.

Eu era repórter.

E era bem-sucedido, sabe.

Meu trabalho exigia que eu...

seguisse pessoas que não queriam ser seguidas...

e sumisse à luz do dia.

E é preciso saber desaparecer.

Eu era ótimo, mas você...

seja lá quem for, é péssima.

Meu nome é Dora Skirth. Preciso da sua ajuda.

- Eu trabalho na Fundação Vida. - Jura?

Que bom.

Já acabamos.

Sr. Brock, por favor, me escute.

Estava certo em tudo de que o acusou. É tudo verdade.

Não quero mais saber.

É? No laboratório dele, há indigentes...

que assinaram termos que não entendem...

usados como cobaias, e eles estão morrendo.

Estão todos morrendo.

- Você viu isso? - Vi.

Vem cá.

- Por que devo acreditar? - É verdade.

Acreditei nele e achei que...

valia a pena, porque íamos curar o câncer...

mas agora é diferente. É outra coisa.

- Procura a polícia. - Não dá.

Tenho medo pela minha família.

Ele é um homem muito perigoso.

Sei o quanto, porque na 1ª vez que eu o entrevistei...

perdi meu emprego no dia seguinte.

Perdi a carreira, o relacionamento, o apartamento.

Perdi tudo que me importava. Sabe por quê?

Carlton Drake me arruinou, me finalizou!

Mas se você é mesmo quem afirma ser e tem provas...

deveria estar com muito, muito medo.

Eu tô.

Arruma outro cavaleiro andante, porque tô fora.

Tô fora de toda essa merda!

Que merda?

Toda essa merda de ajudar o próximo. Entendeu? Boa noite.

Eddie?

Oi, Anne, eu só estava passando...

e vi o sr. Belvedere. Fiquei preocupado com a saúde dele e...

Este é o Dan.

Dan, o Eddie.

Oi, cara.

- A Annie falou muito de você. - É mesmo?

- Sou muito fã do seu trabalho. - Obrigado.

É verdade?

É bem legal, fez tanta gente ser demitida.

É, fui uma delas.

Vou deixar vocês conversarem. Te vejo lá dentro.

- Foi um prazer, cara. - O prazer foi meu.

Ele tem a chave. Sabe que ele tem a chave?

Claro, como ele iria entrar?

Tá...

Então, o que tem feito?

Sabe que isso nem remotamente é da sua conta, né?

Só estava puxando papo, ora.

Então, o Dan é advogado?

Não, ele é médico.

Cirurgião, na verdade.

Como está o sr. Belvedere?

Dizer que sente sua falta...

- seria mentira, pois-- - É um gato.

- Nunca gostou de você. - Gato não gosta de ninguém.

Você parece bem. Tudo bem?

- O que tá fazendo aqui? - Sinto sua falta.

Muito.

Íamos nos casar, não faz muito tempo, e agora, né...

não acredito que não estamos...

Tem alguma chance de a gente voltar?

Não tem.

Você fez isso, Eddie.

Não o Carlton Drake nem a emissora. Você.

Ecologia Astral Microbiana

Aqui é a Dora Skirth.

É o Eddie Brock.

Conta tudo.

Tem certeza que vai dar certo?

É só ficar abaixado e calado.

12°C, ventos a 909 RPM.

Superpopulação e mudança climática:

duas coisas que o Drake não pode controlar.

Estamos, literalmente, a uma geração de uma Terra inabitável.

Drake está usando seus foguetes pra explorar locais pra se viver--

História intrigante...

mas chega logo à parte em que ele mata gente.

Ele lançou uma espaçonave de reconhecimento.

Na trajetória de volta, encontraram um cometa.

Um cometa.

Os computadores indicaram presença de vida. De milhões de organismos.

Que quer dizer com "milhões de organismos"?

- Trouxemos de volta alguns espécimes. - Tá falando de alienígenas? Tipo...

"E.T. casa telefone".

Mas não os chamamos assim.

- São "simbiontes". - Simbiontes?

E não sobrevivem no nosso meio sem ajuda.

Drake crê que a união entre humanos e simbiontes...

é a chave da sobrevivência, mas não na Terra.

O Drake tá tentando unir seres humanos com alienígenas?

Pra ele viver no espaço?

Chamamos de hospedeiros.

É loucura, né? É muita loucura.

É, não há protocolo pra isso. Ele sacrifica essa gente.

Se não são compatíveis...

Patrulha dos elevadores leste.

Entra aí e não toca em nada. Vai! Vai! Eu cuido dele.

Dra. Skirth, achei que tinha ido pra casa.

É. Mas sabe como é?

"A ciência não dorme."

STATUS ATUAL: MORTO DIAS NO HOSPEDEIRO: 4

DIAS NO HOSPEDEIRO: 4

DIAS NO HOSPEDEIRO: 7

- Eddie! - Maria?

- Sou eu, Maria! - Maria?

Sou eu! Me tira daqui!

- Me tira daqui! - Não sei como.

Não! Maria!

Maria! Não!

Interferência na segurança do laboratório setor 3.

Não! Maria? Maria! Merda!

Repetindo: interferência de segurança código prata.

Parado!

Tô vendo ele!

- Pra onde ele foi? - Não o vejo!

Se espalhem! Achem ele!

- Nada! - Nada ainda!

Equipe de busca 4, equipe 4.

Aqui é a Dora. Deixe um recado.

Skirth, sou eu. Acabei de voltar.

Você tá bem? Não soube mais de você. Quero saber se tá bem.

Mas acertou quanto ao laboratório. Você estava certa.

Escuta, eu tenho um cara. Vou ligar pra ele.

Tenho um monte de fotos.

Ele publica as fotos, e você vem comigo--

Pode me ligar? Me liga.

O que há de errado comigo?

Eddie.

Muito grave?

- Muito. - Muito quanto?

Acreditamos que o intruso levou um.

Levou um? Levou um?

Não sabemos o que aconteceu.

Quero falar com todos a serviço ontem.

- Já falei. - Eu não.

Tira isso daqui.

Carlton. Precisa ver isso.

- Que foi agora? - A pressão dele normalizou.

Funções hepáticas também.

Eu sabia.

Viram? O corpo precisava de tempo pra se adaptar.

Não quero perder mais tempo. Avancem com os testes.

Vamos.

Você está demitido.

Encontrem meu simbionte! Agora!

Nossa.

Atenção, passageiros do voo 2517...

para São Francisco via Hong Kong:

embarque no portão 9 em 15 min.

Tenham os cartões de embarque--

Suzy! Vem, vem cá.

Posso falar com Annie Weying, por favor?

Pode dizer que é uma emergência?

Comida.

Quem disse isso?

Não, não falei com você.

Poderia me dizer onde ela está?

Ótimo. Obrigado.

O que houve? Me liga!

Tô bem. Já te ligo. CUIDADO

Com licença. Senhor. Senhor!

- O que faz aqui? - Desculpa, Anne.

- Não! - Preciso te contar.

E é pra já. Falaram que estava aqui.

Só confio em você.

- Tá bêbado? - Não, invadi a Fundação Vida.

- É o quê? - E posso ter sido infectado.

- Tá ardendo. - Parece alterado.

Eu tô! Tô alterado.

Eddie, poxa!

Já estava morto. Morto.

Eddie, senta!

- Tudo bem. - Eddie.

- Sinto muito. - Eddie, para com isso. Larga!

Deixa disso!

Não!

Não serve.

Bobby, você tá bem?

Eu sou médico. Sou médico.

Tô com calor. Mais alguém?

- Senhor, pode-- - Não!

Aonde vai? Eddie!

Isso é inaceitável. Vou chamar a polícia.

O que vai fazer? Não, Eddie, por favor.

- Agora eu chamo a polícia. - Não!

Chame uma ambulância. Sou médico. Ele é meu paciente.

Bem melhor.

- Você é louco. - Ele tá matando gente.

- Quem tá matando? - Carlton Drake!

- Não, de novo. - Ele tá! Tenho provas!

Ei, Eddie.

Eddie.

Eddie, tá me ouvindo?

É o Dan.

Oi, Dan.

Bem-vindo de volta.

- Onde estou? - Na ressonância.

Recebeu uma sedação leve.

Cadê a Anne?

A Anne não está aqui agora. Vamos fazer alguns exames, tá?

Vai ser totalmente indolor, então, procura ficar parado, relaxado e...

vamos lá.

O que está havendo aí?

Você tá bem?

Desliga.

Tudo bem. Saindo.

Tá tudo bem?

Olha pra mim. Tudo bem?

É só respirar fundo. Tá tudo bem.

Escuta, não é o 1º a surtar lá.

Também fico claustrofóbico.

Dr. Lewis.

- Eita. Sra. Manfredi, como vai? - Acabo de ver o Morris.

Choramingava e reclamava de novo como um bebezinho.

- Que bom. - Muito obrigada.

É um prazer.

Já falamos sobre o cachorro. Amo cães, mas não pode trazer.

Desculpe. Gemini!

Acharemos o problema, prometo.

Vá pra casa e descanse.

- Eu ligo com seus resultados. - Obrigado, Dan.

De nada.

Olá, doutora.

Boa tarde, dra. Skirth.

A criatura e o hospedeiro se fundiram. Está tudo bem.

- Então, por que o humano só se deteriora? - Não sei.

Demos nutrição parenteral pra elefante.

- E não afeta o ser? - O simbionte se desenvolve.

De novo, está matando o hospedeiro. Consumindo seus órgãos.

Veja isso.

Estão machucando ele! Parem!

Sons na faixa de 4.000 a 6.000 Hz fazem muito mal a ele.

Então, não usem esses sons.

Já ia estabilizar. Que houve?

Terá insuficiência renal aguda. É preciso outro hospedeiro.

Tão medíocres.

Quê?

Os seres humanos.

Com licença.

Talvez goste da boa notícia.

Me perdoe.

- Fome! - Eita, porra!

Tá tudo bem. Não se preocupem.

Dá licença, por favor? Licença.

Vou só ficar aqui, falou? Até o bonde parar.

Beleza. Valeu. Dá licença.

Oi, Anne!

Eddie, oi. Como se sente?

Moído. Tô doente.

Bom... você tá com um parasita.

Não sabem exatamente como pegou, mas explica a febre.

É isso.

Também estou ouvindo uma voz.

Alucinações auditivas são comuns.

Oi, Dan. E aí?

- Não sabia que também estava na ligação. - Tô aqui.

Dan, esse parasita poderia me fazer, sei lá...

escalar uma árvore muito, muito alta, mas super, super-rápido?

É, fizemos isso.

Ele pode ter causado uma anomalia metabólica...

impedindo manter a homeostase do corpo.

Ouvi "causou" e "corpo", e me perdi.

Escuta. Vamos te medicar e te livrar disso.

Não vai rolar.

Dá pra parar com isso? Agora não.

Só tentamos ajudar.

Eu sei. Não tô falando com vocês, Annie.

Com quem tá falando?

Ligo depois, tá?

Eu agradeço. Ao Dan, a ambos.

Pode abaixar essa música? Porque tô num dia ruim.

Que se dane.

Claro, cara. Abaixo. Foi mal.

Valeu.

Fiquei apreensiva com o que estamos fazendo.

Eu entendo.

Eu entendo.

Estamos todos apreensivos. É a natureza do que fazemos.

Mas preciso que me diga quem esteve aqui com você.

Preciso que me diga.

Não posso fazer isso.

Só podemos consertar tudo, se...

começarmos com o seu amigo...

que veio aqui, pois ele vai morrer.

Está em perigo.

Sabe disso, não é?

Vai morrer, se não o trouxermos pra cá...

onde você pode ajudar a mantê-lo vivo.

Ei, Dora.

Prometo que, daqui em diante, agiremos de modo diferente.

Confia em mim?

Eddie Brock.

Eddie Brock?

Você era a melhor.

Abra.

Não! Não! Não!

Não abra essa porta.

Parado aí.

- Ei, Eddie. - Quem é esse cara?

Preciso que devolva a propriedade do sr. Drake.

O que está fazendo?

Tô me rendendo.

Vai deixar a gente mal.

Não, não vou!

Vai, sim.

- Não vou. - Vai!

Por que quer fazer isso?

Porque é a coisa sensata a fazer.

- Eddie? - Deixa que eu resolvo isso.

Eddie, onde está o bicho?

Derruba ele.

Sinto muito pelos seus amigos.

- O que é isso? - "Isso", não.

"Quem".

Merda.

Sensacional!

Vamos arrancar as cabeças e empilhar no canto.

Pra que isso?

Pilha de corpos, pilha de cabeças.

Puta merda, cara!

- Que porra é essa? - Cara, como fez isso?

Parece que tô com um parasita.

Sr. Drake, nosso sujeito está com o simbionte. Mando imagens.

Alcançou a simbiose. Estão vendo isso?

Veem isso? Ele alcançou a simbiose!

Treece, traga de volta minha criatura.

Eddie.

Você nem tá aqui. Tô vendo coisa.

Não é real. Tá na minha cabeça.

- Porque você é só um parasita. - "Parasita"?

Você tem um tumor no cérebro, Eddie.

PRÉ-LEITURA DO LOCAL

Achei. Tá no beco atrás do Edifício Schueller.

Me perdoa por te chamar de parasita. Vamos falar de homem pra homem.

O que é isso? O que é isso?

Não deixa ele fugir. Ouviu bem, Treece?

Ciente. Armas engatilhadas e prontas.

Lancem os drones.

Abaixa!

- Valeu. - De nada.

Isso está além de tudo o que imaginamos.

Cara, não!

Puta merda!

Treece, não deixa ele fugir.

Eu pego ele. Frota terrestre, avance.

Alvo segue rumo leste na Grant.

Meu Deus! Faz alguma coisa!

Mas que--?

Temos mais amigos. Show.

Não, você tá louco!

- É sem saída! - Não pra gente.

- Eu vou morrer! - Não vai morrer.

Isso foi muito legal. Não vou mentir.

- Peguei ele. - Traga pra cá.

Entendido.

Que incrível.

Você tem sido um grande pé no saco pra mim, Eddie.

Sabe como é, eu me esforço.

Olhos, pulmões, pâncreas.

Tantos petiscos, tão pouco tempo.

Polícia! Parado aí!

Pro chão!

Minhas pernas.

Meu Deus. Minhas pernas estavam quebradas. Agora, não estão. Como pode?

Você é o quê?

Eu sou Venom. E você é meu.

Você arrancou a cabeça de alguém.

É meu combustível.

Presta atenção, Eddie.

Vocês não nos acharam. Nós achamos vocês.

Considere-se como meu veículo.

Pra onde você vai?

Precisamos do foguete do Carlton Drake. Lembra dele?

- Como sabe disso? - Eu sei tudo, Eddie.

- Sabe? - Tudo sobre você.

- Como? - Estou dentro da sua cabeça.

Você é um fracassado, Eddie.

- Pretende comer mais alguém? - Provavelmente.

Caramba.

É por isso que estamos aqui.

Coopere e pode ser que você sobreviva.

Esse é o trato.

Boa noite, sras. e srs. Bem-vindos a São Francisco.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE SÃO FRANCISCO

- Amor, quase em casa. - E o Eddie?

Por quê? Que foi?

Recebi os exames dele e...

é pior do que pensei.

Sistemas renal e endócrino...

com funcionamento anormal. Nunca vi igual.

O que significa? Que tá me dizendo?

Precisa trazer ele aqui.

Eddie Brock. Deixe um recado.

Onde estava quando ele saiu da dra. Skirth?

- Onde ele estava? - Eu--

É um ser mais evoluído.

Ficaram parados, vendo-o morrer.

Que arrogância.

Treece, escute.

Depois dessa, não podemos nos arriscar a matar o Brock.

Não até termos outro hospedeiro compatível.

Só quero te ver de novo, trazendo o Brock!

Policial, o que houve? Preciso entrar lá.

- Um amigo mora lá. - Evacuaram o prédio.

- Não está segura aqui. - Achei outro, Bill.

Saia da rua. Vá pra casa. Há corpos por toda a cidade.

Corpos?

Meu Deus, Eddie, cadê você?

Quem é Anne? Seu coração disparou.

Isso não é da sua conta.

Tudo sobre você é da minha conta. Não temos segredos.

Nesse caso, sabe por que vim aqui antes de irmos ao foguete.

Claro. Não sou irracional.

Onde você está? Preciso te ver.

Não. Não pode me ver.

Me diz onde está. Vou te pegar.

Não pode chegar perto de mim. Não se aproxima de mim agora.

Richard. Oi! Richard.

- Eddie! - Não devia estar aqui.

- Tenho que ir lá em cima, cara. - Te considero, mano, mas não pode.

- Não existe "não pode". - Sinto muito, cara.

Pode entregar pra ele? Ele precisa ver o que tem aí.

Por favor. Preciso muito desse trabalho.

- Come os miolos dele. - Não encosta! É meu amigo.

- Você tá bem? - Tem 3 empregos pra sustentar a família.

Que tá havendo?

- Nós já vamos. - "Nós"?

- Como assim, "nós"? - Fica aí!

Quer subir?

Por que não falou?

Que paz aqui em cima.

Não sou muito fã de altura.

Seu mundo não é tão feio, afinal.

Quase sinto pena de ver seu fim.

Como assim?

Cadê você? Cadê você?

Salvei nós 2.

De novo?

Vai acabar me matando.

Se você morrer, eu morro.

É, mas sempre pode largar minha carcaça...

e trocar por outra, se precisar.

Por que eu faria isso?

Você é compatível demais pra se descartar tão cedo.

E comecei a gostar de você. Nós não somos tão diferentes.

Valeu.

FAÇA A COISA CERTA BABACA!!!

Aí está sua prova.

Saltamos?

Frouxo.

Mãos pro alto!

No chão! Agora!

Gente, vocês não vão querer fazer isso. Vão por mim.

- Máscara! - Entendido.

Beleza, como quiserem.

- Máscara! - Entendido.

O que é essa coisa?

Que isso?

- Cessar fogo. - Sinalizadores!

- Ele tá aqui! Tá aqui! - Recarregar!

Alguém vê ele?

Não enxergo.

Alguém o vê?

Passando pra termal. Buscando alvo.

Não dá pra ver ele.

Cadê ele?

Granada não letal!

Fogo!

Granada não letal!

Nas vigas!

Lá em cima!

Ele tá lá!

Saiam, saiam!

Não! Não comemos policiais!

Annie, espera!

- Que que é isso? - Não era eu! Fui infectado.

- O que tá acontecendo? - Ele tá dentro de mim.

"Ele"?

- Sei que parece loucura. - Você tá doente.

- Você tá muito doente. - Não, tô com medo!

E preciso de ajuda.

Hospital.

Agora.

Não posso ir com você.

- Não é seguro. - Entra no carro, Eddie.

- Atrás. - Gosto dela. Entra.

Estou fora de controle.

O Dan quer outra ressonância.

- Sem ressonância. - Sem ressonância.

Quê? Por quê?

Sons de 4 a 6 mil Hertz são letais.

A frequência sonora da ressonância é muito nociva a ele.

Então, o som é como a sua kriptonita?

- Nem todos. - E fogo.

Fogo. E fogo.

Ele tá falando com você.

Sempre.

Tá sentindo dor?

Não sinto nada, na verdade, fora fome o tempo todo.

E se sente triste, não é, Eddie, quando está com ela?

Sai da minha cabeça, cara.

Você nunca se desculpou.

Pode não viver pra ter outra chance.

Annie.

Só quero dizer que, haja o que houver...

sinto muito por tudo o que eu fiz a você.

Sinto muito mesmo.

E eu te amo.

Eddie.

Agora não é hora. Vamos só te manter vivo, tá?

Isso é bom.

Sabe, tô encharcado e com frio.

Posso vestir isso aqui?

Claro. Veste o que quiser.

Valeu.

O que está fazendo aqui?

Está perdida?

Não tô perdida.

Obrigado por vir.

Eu sinto muito.

Que foi?

Recebi seus exames. Seu coração teve uma atrofia severa.

- Não escuta ele. Eu resolvo isso! - Você não.

Eu posso te curar.

Você pode resolver?

Não. Nunca vi nada igual. Esse parasita...

- "Parasita"? - Está te comendo por dentro.

Não é um parasita.

- Vai acabar com ele. - Não! Ela tá errada.

- Você precisa ir pro CTI. - Espera.

Eu, Eddie, tô morrendo?

- Não! - Tá matando ele.

Eles não sabem do que estão falando.

- Não temos muito tempo. - Nossa!

Temos que sair daqui.

Ele vai te matar. Eu vou te matar. Desculpa.

- ESCANEAR - Não! Não faz isso.

Tudo bem? Me perdoa, tinha que tirar ele de você.

O que é isso?

Você estava me matando?

E aquela parada de "nós", cara? E aquela parada de "nós"?

É, e olha pra você agora, né?

Agora, você também tá morrendo.

Acabou.

- Aonde pensa que vai? - Dar o fora daqui.

- E esse probleminha? - Espera. Não vai me deixar com esta coisa?

- Quer me dizer o que tá havendo? - Digo. E você tá certo.

Precisamos falar disso. Mas não sei muito mais que você.

Ele não tinha ninguém a quem recorrer.

É um cara complicado. Mas, Dan, juro...

- não há nada entre mim e o Eddie. - Não estou falando de você e Eddie.

Me refiro àquilo.

Dan.

Cadê ele?

Eddie, Eddie.

Pode me matar, porque tô morrendo mesmo.

Não vou só te matar.

Não teria graça.

Não, não. Vou arrancar essa tua língua fora.

Para.

Ensanguentou meu laboratório. Sai.

Saiam!

Onde ele está?

Não sei. E quer saber? Mesmo se soubesse, eu não diria.

Não confio em você...

e você é louco.

- Magoou. - Foi mal.

Vai pro meu diário esta noite.

Tá sendo burro, Brock. Não sou louco. Louco é o modo como todos vivem hoje.

Pensa. Só o que fazemos é tirar, tirar, tirar. Isso não pode continuar.

Levamos o planeta à beira da extinção.

Somos parasitas. Você, por exemplo.

Pensa. Tudo que você faz é tirar.

Tirou meu simbionte.

Tira sarro de um grande homem, realizando algo.

Quem?

Você não tirou da pessoa que mais amava, que mais confiava em você?

Isso é loucura.

O que eu iniciei é um mundo totalmente novo, uma nova espécie:

homem e simbionte combinados.

Vou te falar uma coisa, amigo, de homem pra homem...

porque passei um tempo considerável...

com uma dessas criaturas no meu rabo:

não é nada divertido.

E aí, descobri que, além do mais, eles estão te matando.

É a última vez que pergunto: cadê meu simbionte?

Não faço ideia.

Onde ele está?

Nossa!

Onde está o Venom?

Essa é a coisa mais feia que já vi.

Sabe, Brock...

você não me serve pra nada.

- Treece! Vem limpar a sua sujeira! - Ele...

também tem um enfiado no rabo.

Pelos seus amigos e os outros, perdão. Tentei mantê-los vivos.

Existem mais de nós. Aos milhões.

Eles farão o que eu mandar.

O que nós mandarmos.

É, nós.

Mas, primeiro, temos que trazer eles de volta.

Eu me encarrego disso.

O que vão fazer? Me fazer andar até morrer?

Cala a boca.

Droga.

Não se garante sem o seu amigo.

Sua mãe não amava você?

Porra!

Vale a pena ser um especialista, né?

Não importa mesmo, se me matar...

pois tem algo muito maior em curso no mundo do que você e eu.

Muito maior que eu.

E é muito, muito maior que você.

Carma é uma merda.

Não acredito em carma.

Oi, Eddie.

Ai, não.

Mordi a cabeça daquele cara.

Pois é. Sei bem como é. Não é legal.

- Aquele com o Drake é o Riot. - Quem é Riot?

Riot é, tipo, um chefe de equipe.

Ele tem um arsenal de guerra.

Drake tem um simbionte.

- Ele é imparável. - Ótimo.

- Temos que ir. - Temos que ir pra onde?

- Vou com vocês. - Não!

A briga vai ser feia.

- Ela é boa de briga, na moral. - É, sou boa de briga.

Hoje, não.

Isso é sacanagem!

Isso não é uma simulação.

A equipe de voo ainda não está pronta.

- Eu vou pilotar a espaçonave. - O senhor?

Sim, eu. Quanto tempo?

Estão carregando a sonda, rodando diagnósticos.

Mas mesmo 100% automatizada, não pode pilotar a nave sozinho.

Não estou sozinho.

Caramba! O que aconteceu lá? Deixamos a Annie.

Não é seguro pra ela.

Se não pararmos o Riot, ele voltará aqui com milhões da minha espécie.

Milhões?

O quê? Você ia pegar o foguete...

e vir pra cá com uma tropa de invasão?

E depois? Vocês iam devorar o planeta inteiro?

Sim! Mas é diferente agora, Eddie.

Eu decidi ficar.

No meu planeta, sou um fracassado. Como você.

- Mas aqui, podemos ser mais. - Como é que é?

E estou gostando daqui.

Agora, gosta da gente, né?

Mas não sobrará o que gostar, se não pararmos aquele foguete.

Ah, entendi. Se há risco de ser aniquilado, aí, somos "nós" de novo.

É "nós". Goste ou não, isso requer nós 2.

Sem sacanagem, cara. O que te fez mudar de ideia?

Você. Foi você, Eddie.

Cancele os diagnósticos.

Senhor?

Me ouviu? Iniciar lançamento.

CHAVE DE LANÇAMENTO

5 minutos para o lançamento.

Sequência automática iniciada.

ABORTAR LANÇAMENTO

Merda.

4 min e 30 seg para o lançamento.

Caramba. Você se garante com esse cara, né?

Ele faz umas paradas que você nunca viu.

Como assim? Quais as nossas chances?

Quase zero.

Ah, foda-se! Vamos salvar o planeta.

4 min para o lançamento.

Iniciar testes de aerossuperfície do orbitador.

Venom. Entra no foguete.

Não. Não vamos deixar você destruir este mundo.

Então, morre.

- Puta merda. - Eu avisei.

3 min para o lançamento.

Seu hospedeiro é forte.

Mas não o bastante.

2 min e 30 seg para o lançamento.

Eddie?

Drake, para!

Falei que eu era boa de briga.

1 min para o lançamento.

Tarde demais.

Esse é o próximo estágio do--

Você fala demais.

30 seg para o lançamento.

Você é um nada.

10 segundos.

9.

8, 7, 6...

5, 4, 3, 2...

1.

Decolar.

Traidor.

Tenha uma ótima vida.

Adeus, Eddie.

Venom! Não!

Obrigado por ter ficado comigo, Annie. E por me salvar.

- Como se sente, depois de tudo? - Bem. Tô ótimo.

Mas tô pensando em processar. Quer me representar?

Deu sorte. Optei pela advocacia pro bono.

Vou entrar pra defensoria pública.

Você é uma boa pessoa, Annie.

E você? O que vai fazer?

A emissora quer a volta do programa, a começar com algo sobre o Drake.

Sério? E o que você disse?

Não tô a fim. Quero me concentrar na palavra escrita.

Consegui a entrevista da minha vida.

É? Quem?

Você vai ter que ler.

Como todo mundo.

Sinto muito pelo Venom.

Quer falar daquele beijo?

Aquilo? Chama aquilo de um bei--? Não. Aquilo foi...

Foi... ideia do seu amigo.

Claro. É bom saber.

- Mas até que achei bom. - O quê?

- Digo, o-- - O poder?

- É. Quando está... você sabe. - Dentro de você?

Sabe o que quero dizer.

Ei, Eddie?

Não vamos contar ao Dan sobre isso, tá?

Olha pra ela. Não tem ideia de que vai voltar a ser nossa.

Não, acho que não.

- Como é que é? - Não vou contar ao Dan.

- Quer me dizer alguma coisa? - Não.

- Você é nossa, Annie. - Tem certeza?

Nossa, olha. Olha a hora. Tenho que ir.

É bom ver você, Annie.

Se cuida, tá?

Tá. Você também.

Não desista dela.

Nenhum de vocês 2.

Não vamos desistir.

Quem é esse cara?

Espera. Isso aí parece uma delícia.

Não tem problema algum você ficar...

mas, pra isso, vamos a algumas regras básicas, tá?

Não pode sair por aí, comendo quem você quiser.

- Não posso? - Não, não pode.

Olha, vou deixar algo bem claro.

Existem pessoas boas neste mundo. Muitas.

E também pessoas ruins. Precisa saber ver a diferença.

O trato é que você só vai poder tocar, ferir, machucar...

e, muito possivelmente, comer gente muito, muito ruim.

Mas nunca, jamais, pessoas boas. Falou?

- Tá. - Ótimo.

- Mas como vou saber a diferença? - Supersimples. Só tem que--

Dá pra intuir, dá pra pressentir. Às vezes, até pra sentir.

Você que sabe. Mas vamos comer agora?

Senão, seu fígado vai começar a parecer bem gostoso...

e suculento.

Tá. Conheço um lugar aqui perto.

Oi, sra. C!

Como vai indo, Eddie?

Na mesma. Só muda o tempo, sabe?

Então, que iguarias aguçam nosso apetite esta noite?

Batatinhas. E chocolate.

Claro. Sem problemas.

Dá o pagamento, Chen.

Por favor. Não aguento mais isso!

Agora!

- Cara ruim, né? - É.

Se vier aqui de novo...

Aliás, se for a qualquer lugar nessa cidade, atacando gente inocente...

vamos te achar e comer teus braços e, depois, tuas pernas.

E aí, vamos devorar tua cara toda.

Entendeu?

Por favor, não.

E você vai ser um troço sem braços, pernas nem rosto, não é...

rolando pela rua, como um cocô ao vento.

Tá ligado?

Você é o quê?

Nós somos Venom.

- Pensando melhor... - Por favor.

Eddie? O que foi isso?

Tô com um parasita.

Boa noite, sra. Chen.

"Parasita"?

É um termo carinhoso, só isso.

Pede desculpa!

- Não. - Pede desculpa!

Tá, desculpa.

E o que quer fazer agora?

Eu digo pra gente fazer o que a gente quiser.

PENITENCIÁRIA DE SAN QUENTIN

Preciso que você fique quieto.

Essa parada é só minha. Não, nossa, falou?

Tá. Mas não demora.

Abrir portão 5.

PAVILHÃO DE ISOLAMENTO

Acho burrice deixar ele dar as cartas.

Assim que pediu pra te trazer pra entrevistar ele, eu teria negado.

Conhece o FBI.

Vão aproveitar a única chance de ele falar com alguém.

Esperam que eu possa ajudar a identificar corpos adicionais.

O FBI não fica cara a cara com ele.

O FBI terá que identificar teu corpo, se não seguir as regras.

Ruivo!

Tenho uma visita pra você!

BEM-VINDO EDDIE

Oi, Eddie.

Vamos pular toda a parte do maluco assassino, tá?

Por mim, tudo bem.

A menos que você queira.

Posso falar sobre...

os padrões dadaístas do jorro de sangue de uma artéria.

Aposto que sim.

É difícil te ver nesta luz, Eddie.

Chega aí.

Tudo bem.

Tô aqui.

Quando eu sair daqui...

e vou sair...

vai ser uma carnificina.

Sinto muito, sr. Parker.

Quero fazer o que você pediu.

Quero muito. Mas...

sinto muito.

Não consigo fazer isso sem você.

Ei, moleque.

Mas que...?

Quê?

Não.

Quem é você?

O que tá fazendo aí?

Parado! Polícia!

Garoto! Parado aí!

Tá tirando com a minha cara?

Moleque, larga o corpo!

Alguém para esse trem!

O quê?

Foi mal.

Vou morre-e-e-e-er!

Parece que um menino de Homem-Aranha arrasta um mendigo morto atrás de um trem.

- Quem é você? - E você?

- Por que tá tentando me matar? - Não tô.

Tô tentando te salvar!

Vocês podem desviar da gente?

Valeu, Nova York.

Tradução: Monika Pecegueiro do Amaral

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