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Original subtitles

Na Primeira Grande Guerra, pela primeira vez, -

- as na��es lutaram entre si, usando as armas da altura.

A Segunda Grande Guerra envolveu todos os continentes e novas armas.

Estas atingiram um grau inesperado na sua capacidade de destrui��o.

Agora, repleta das terr�veis armas da super-ci�ncia, -

- a amea�ar cada criatura da Terra, chega...

Ningu�m iria acreditar -

- que os humanos eram vigiados por uma intelig�ncia superior.

No entanto, do outro lado do golfo do espa�o, no planeta Marte, -

- intelectos grandiosos e frios viam a nossa Terra com inveja, -

- e lenta e firmemente elaboravam os seus planos contra n�s.

Marte fica a mais de 210 milh�es de quil�metros do Sol.

H� s�culos que se encontra na fase final da exaust�o.

De noite, as temperaturas descem abaixo de zero, mesmo no equador.

Os habitantes deste planeta moribundo olharam o espa�o com instrumentos -

- com os quais ainda mal sonh�mos, -

- em busca de outro mundo para onde pudessem migrar.

N�o podiam ir para Plut�o, -

- t�o frio que a atmosfera se encontra gelada na superf�cie.

N�o podiam usar Neptuno ou Urano, mundos g�meos em noite eterna, -

- ambos rodeados por uma atmosfera de g�s metano e vapores de am�nia.

Pensaram em Saturno, atraente com as suas luas e an�is, -

- mas a temperatura aproxima-se dos 132 graus negativos, -

- e o gelo tem 22 000 km de profundidade na sua superf�cie.

O mundo mais pr�ximo era J�piter, com vastas fal�sias de lava e gelo, -

- com hidrog�nio a arder nos cumes.

A atmosfera � horr�vel. Milhares de quilos por cent�metro quadrado.

N�o podiam ir para l�, nem para Merc�rio, o mais pr�ximo do sol.

N�o tem ar. A temperatura no seu equador � a de chumbo derretido.

De todos os mundos estudados e vistos pelos habitantes de Marte, -

- s� a nossa Terra era verde de vegeta��o, brilhava de �gua, -

- e possu�a uma atmosfera nublada, sin�nimo de fertilidade.

N�o ocorreu � humanidade que um destino repentino pairava sobre n�s.

Ou que est�vamos a ser observados a partir do espa�o exterior.

At� �quele dia de Ver�o em que nos aproxim�mos da �rbita de Marte...

- Aquilo � um aer�lito ou qu�? - Caramba, � grande.

- Onde ser� que caiu? - Se calhar a meio caminho de Pomona.

Eu vou ver. Quem quer vir?.

Aqui Pine Summit. Tenho um inc�ndio.

- 160/30. - Azimute: 160 graus, 30 minutos.

Grande? Acho que nunca houve nada assim t�o grande na Calif�rnia.

� melhor mandar para l� um carro. J� tem chamas.

N�mero Tr�s para D.O.

- D.O. a N�mero Tr�s, pode falar. - Estamos a controlar isto.

Certo, manda regressar o auto-tanque mas fiquem a postos at� resfriar.

- Algu�m devia vir ver isto. - H� cientistas pescando a� perto.

Devem ter visto isso cair. Eu aviso-os. Qual � a situa��o?

� quente demais para podermos ver de perto, mas � enorme.

Tenho uma mensagem para os senhores. S�o do Pacific Tech, n�o s�o?

- Parece que a pesca foi boa. - Quer?.

Sou capaz de aceitar.

� sobre aquele meteoro.

Dizem que � dos grandes.

Telefonaram-nos para a torre. Pensei que estariam interessados.

- A cerca de 15 quil�metros daqui. - N�o caiu como um meteoro.

� verdade. Caiu em jactos.

Vejam os senhores se percebem. S�o cientistas.

� grande como uma casa e escalda.

- Empreste-me o seu carro e vou ver. - Dev�amos voltar.

- Levo o Bilder no vosso avi�o. - Est� bem, o seguro est� pago.

- Lume? - N�o, fumo mais tarde.

Viu-o descer?. Eu vi-o da minha janela.

Harold, vem aqui um instante.

Afasta-te um bocadinho. Sorri.

Deve ter deslizado pela colina.

Depois a terra solta caiu em cima dele.

- A maior parte deve estar soterrado. - Isso tem 3,5 m de espessura, talvez mais.

S�o pesados. N�o v�o conseguir levar este para um museu.

Uma boa atrac��o para os condutores de domingo.

Melhor que uma data de le�es ou cobras. N�o precisa de comer.

- Podemos vender tamales e cachorros-quentes. - Sorvetes, refrescos, recorda��es.

- Dev�amos p�r mesas de piquenique. - Assim j� traziam o almo�o.

- Vais cavar ouro, Buck?. - Pensas que est�s a brincar?.

Vai ser como ter uma mina no quintal.

Vou ver aquilo mais de perto.

- � aquilo ali. - Ainda est� muito quente.

- Tem cuidado, Buck. - Cuidado.

- Viu isto descer?. - Sim, estava a pescar na montanha.

- Isso � uma data de apetrechos. - Os outros voltaram no meu avi�o.

Porque n�o fez uma cratera maior?.

Caiu de lado e deslizou ali para dentro. � o que eu penso.

Vem a� um cientista, ele j� nos diz.

- Sabe quem � o Clayton Forrester?. - Que � que aquele fulano quer fazer?.

� o mais entendido em astrof�sica e f�sica nuclear. Percebe de meteoros.

- Parece saber tudo sobre ele. - Fiz a tese sobre cientistas modernos.

- Serviu-lhe de alguma coisa? - Claro, tirei a licenciatura.

- Por acaso tem um f�sforo? - N�o, desculpe. N�o fumo.

O Forrester veio na capa da Time. S� quem � bom � que consegue isso.

- Ele n�o � assim t�o bom. - Nem sequer o conhece!

- Conhe�o-o, ligeiramente. - Como � ele?

Bom, � como...

N�o parece voc� com essa fatiota, mas fico feliz por o conhecer.

Sylvia Van Buren. Ensino organiza��o de bibliotecas na USC.

- N�o sabia como faz�-la parar. - Estava sem �culos na Time.

S�o para ver ao longe. Para ver ao perto, tiro-os.

- At� dava para estrelar ovos. - A areia est� a conservar o calor.

Tio, o Dr. Forrester. O Dr. Matthew Collins � o pastor da regi�o.

- Como est�? - E o senhor?.

Voc�!

Que � que tem aqui dentro? Faz tique-taque como uma bomba.

� um contador Geiger para detectar radioactividade.

- � aquele meteoro. - � radioactivo?

Sim. � dif�cil explicar uma reac��o destas.

- Olhe para isto. Endoideceu! - Talvez fosse bom afastar as pessoas.

Vou colocar aqui uns agentes.

Aquele meteoro ou � muito leve, o que � inaudito, ou ent�o � oco.

Se fosse pesado e s�lido, teria feito uma cratera tremenda.

Vou esperar at� ele arrefecer. H� aqui um s�tio onde me possa lavar?.

- Gostaria que ficasse na minha casa. - Obrigado.

S� daqui a 24 horas vai arrefecer. Que � que se faz por aqui ao domingo?

- Pouca coisa. - Esta noite dan�a-se a quadrilha.

Vamos dar outra vista de olhos.

- Est� quase frio. - Mais vale irmos para casa.

- N�o vale a pena ficarmos aqui. - Vamos embora.

Est� a mexer-se!

- � uma bomba! - N�o explodiu ontem � noite...

- Se calhar vai explodir agora. - � um ataque surpresa. Vamos.

Esperem l�.

As bombas n�o se desaparafusam.

N�o h� d�vida que n�o � um meteoro.

Nunca vi coisa assim, a maneira como se desaparafusa.

- Obrigada, doutor. Est� divertido? - Sabe o que estava a pensar?.

A energia de uma quadrilha mandava o meteoro de volta para casa.

- Deve haver algu�m ali dentro. - Quem? De onde � que vieram?

Li que Marte estava pr�ximo da Terra. Acontece em cada 20 anos, dizem eles.

Homens de Marte...

- Que lhe parece? - Talvez n�o sejam homens, como n�s.

Nem tudo o que � humano se tem que parecer comigo ou contigo.

Se s�o homens de Marte, dev�amos dizer-lhes que somos amigos.

- N�o, n�o sabemos de que se trata. - Ser�amos os primeiros a falar-lhes.

V�nhamos nos jornais todos.

Pod�amos ir at� ali com uma bandeira branca.

Tenho uma saca de a��car no carro.

Que � que lhes vamos dizer?.

"Bem-vindos � Calif�rnia."

Venham l�.

Somos amigos!

Abram!

- Como � que nos v�o entender?. - Falamos por gestos.

Todos sabem que a bandeira branca significa que somos amigos.

- � de casa, abram a porta! - Saiam, somos amigos!

- Damo-vos as boas-vindas! - Somos amigos!

Nada de namorar no escuro, amigos.

- H� por a� alguma vela? - N�o h� luz na cidade inteira.

- Algu�m encontrou velas. - Gosto de estar �s escuras.

Telefona para a companhia para saber o que se passou.

- O telefone est� desligado. - O telefone n�o � do mesmo circuito.

Que � que est�o a dizer?. Passou-se qualquer coisa com o meu aparelho.

Tocamos "Good Night Ladies" � meia-noite. Est� quase na hora.

- O meu rel�gio parou. - Eu tenho horas.

- O meu tamb�m parou. - O meu n�o trabalha. Que se passa?

Pararam todos � mesma hora.

S� h� uma explica��o para isto. Tem um alfinete?

V�? O meu rel�gio est� magnetizado.

Foi isso que desligou os telefones tamb�m.

- Mas todos ao mesmo tempo? - Tem uma b�ssola de bolso?

- O ponteiro n�o indica o norte. - Est� a apontar para o meteoro.

Deixem-me passar!

- Que � que se passa? - Sei tanto como tu.

Olha para aquele fogo!

Os cabos de electricidade ca�ram. Da� n�o haver luz.

- Olhem para os carros! - Onde est�o os homens que deixou?

Olhem para ali!

As pessoas come�aram a seguir-nos. N�o as deixem aproximar daqui.

Protejam-se!

- Que engenhoca � aquela? - Uma m�quina de outro planeta.

� melhor avisarmos as autoridades. Veja!

Xerife, � melhor avisar a tropa. Vai precisar deles.

Mexam-se. Depressa.

Protejam-se ao longo do leito do rio. Tragam essas armas para aqui.

A �rea � controlada por Marines. A ravina est� cercada.

Este � o Prof. McPherson do Canad�.

� verdade que tem relatos de aterragens noutros lugares? No Canad�?

No Canad� ainda n�o, mas em Bord�us, na Fran�a. Algumas em Espanha...

Parece que houve uma em It�lia.

Estamos a tentar localizar o segundo meteoro que caiu aqui � meia-noite.

- Acha que eles v�m de Marte? - Dr. Forrester?.

� poss�vel. Parece certo que s�o de outro planeta.

Se s�o marcianos, que aspecto ter�o? Mais altos? Mais baixos?

Para os marcianos, o nosso ar mais pesado oprimi-los-ia.

� de esperar que respirem como n�s. E quanto a cora��es e sangue?

Se s�o marcianos, e t�m cora��es, eles iriam bater a um ritmo inferior.

Os sentidos deles podem ser muito diferentes dos nossos.

Podem conseguir cheirar as cores.

� poss�vel que tenham mais do que um c�rebro.

- Dois? Tr�s? Imaginem s�! - � mera especula��o.

E estas m�quinas de meteoros?

Devem ser controladas por jactos, navegadas por sistema girosc�pico.

Obrigado, doutor. Coronel, que sabe dizer-nos sobre este avi�o?

Vai lan�ar um foguete luminoso para os operadores de c�mara tirarem fotos.

Tem havido uma grande actividade misteriosa em volta da m�quina.

Luzes e p�, como se se estivessem a desenterrar. L� vem outra vez!

Se continuar assim, vai servir de guia ao avi�o.

O piloto deu o sinal com o motor. Significa que lan�ou o foguete.

Seremos os primeiros homens da Terra a ver estes invasores do espa�o.

Est�o a perseguir o avi�o com raios!

Saltem!

C� estamos...

Cortaram-me a comunica��o! Levaram a minha carrinha!

N�o tardam a sair da ravina. Temos de ter as defesas prontas.

Vamos necessitar de muitos refor�os.

- As tropas est�o a avan�ar. - Mandou avisar o 6� Ex�rcito?

N�o, o cor. Heffner � o comandante.

Nunca se sabe onde se vai acabar quando se vai dan�ar a quadrilha.

- Isso � D-24. - Correcto.

Coloque o seu posto de observa��o nesta colina.

Coloque o canh�o 75 aqui atr�s. Em Carbon Canyon.

Quero a bateria aqui. Se ficarem expostos, preparem-se para retirar.

- Mas a primeira tentativa � vossa. - Por mim, tudo bem.

Heffner... Tanques? Est� bem.

Para tr�s da Colina Tr�s.

Se for um alvo m�vel, sigam-no da�. Termino.

Localizaram o segundo meteoro.

Um est� aqui, o outro ali. N�s estamos no meio.

- A cidade tamb�m. - Avisei-os que evacuassem a cidade.

Est� toda a gente avisada.

- Gen. Mann, j� estava � sua espera. - N�o vim c� para interferir.

Clayton Forrester, n�o o via desde Oak Ridge.

Este � o pastor Collins, o xerife Bogany, chefe da pol�cia local.

- Miss Van Buren. - Quer um caf�?

O gen. Mann � o chefe dos servi�os secretos para a zona do Pac�fico.

N�o h� d�vida que est�o cercados.

- Neutralizaram as comunica��es? - Os telefones de campanha funcionam.

Um cilindro relatado por Huntington Beach. Isso � coisa para a marinha.

- H� not�cias do estrangeiro? - Contact�mos as for�as militares.

Est�o a descer por todo o lado. Santiago tem dois cilindros.

Est�o nos arredores de Londres. Est�o em N�poles.

Est�o espalhados desde aqui at� Fresno. Dois em Long Island.

- Est�o a descer ao acaso. - N�o.

Segundo informa��o de fontes estrangeiras, eles t�m um plano.

Qual �, ainda n�o est� claro, porque mal se come�am a movimentar, -

- deixa de haver not�cias dessa zona.

Tivemos relat�rios de destrui��o, de massacres.

"Cidade a sul de Bord�us devastada por um raio."

"Relatos dizem que nada resta." Que � que acha disto?

- S� vimos os raios t�rmicos deles. - As nossas �ltimas armas travam-nos.

Segundo os dados e a fotografia que a For�a A�rea tirou esta noite,

- esta � a nave piloto.

As observa��es dela guiaram as outras at� � Terra.

Aterra uma, depois outra, formando grupos de tr�s magneticamente ligadas.

Tenho ordens para n�o avan�armos a n�o ser que saiam da ravina.

� o �nico lugar onde as temos isoladas.

O que acontecer aqui servir� de orienta��o �s outras opera��es.

Quando come�ar, e se houver um plano de defesa, informarei Washington.

- Colocou bem as suas for�as. - Vamos expuls�-los da Terra.

Devem avan�ar de madrugada.

H� qualquer coisa a mexer na ravina.

Olhe para aquilo.

Seres de outro mundo.

- � uma m�quina voadora? - N�o.

� sustentada acima do solo por raios. Talvez uma forma de fluxo magn�tico.

Isto � espantoso!

Devem manter os p�los opostos equilibrados e levantam a m�quina.

A postos para abrir fogo.

Todos a postos para disparar.

- Coronel, disparar n�o adianta. - Sempre foi um bom dissuasor.

N�o devia tentar comunicar primeiro e disparar depois, se for preciso?

Alvo indicado.

Dev�amos tentar que percebessem que n�o lhes queremos fazer mal.

Est� outra m�quina a sair!

S�o seres vivos.

N�o s�o humanos. S�o uma civiliza��o avan�ada.

Se s�o mais avan�ados do que n�s, deviam estar mais perto do Criador.

N�o foi feita qualquer tentativa de comunicar com eles.

Vamos voltar para dentro, tio Matthew.

Eu fiz tudo o que podia. Volta tu para l�. Sylvia...

Gosto daquele Dr. Forrester. � um bom homem.

Aten��o todas as baterias: preparar para disparar uma rajada.

Quem � aquele?

Que julga ele que est� a fazer?.

- Tio! Agarrem-no! - Tarde demais. Est� muito longe.

Embora caminhe pelo vale da morte, n�o receio o mal.

Aquilo j� o viu.

Unges a minha cabe�a com �leo. A minha ta�a transborda.

E eu habitarei na casa do Senhor para sempre...

- Acabem com eles! - Fogo!

As balas n�o passam. Eles ergueram uma barreira electromagn�tica.

Aquele raio deve ter sido o que usaram para destruir a cidade francesa.

Qualquer objecto que atravesse aquela for�a magn�tica deixar� de existir.

Acredite em mim, general. Esta defesa � in�til contra eles.

� melhor avisar Washington. E depressa.

Detenham-nos enquanto puderem.

Ordenem a todos os postos de comando que retiram para norte do bunker.

Saiam todos daqui! A For�a A�rea vai encarregar-se destes meninos!

Dr. Forrester, saia daqui. Saiam todos...

- N�o pode subir mais? - Isto n�o tarda tudo cheio de jactos.

Leia tudo sobre a invas�o marciana. Est�o em Nova Iorque e Miami.

H� luta nos arredores de Los Angeles. Leia todas as not�cias.

- N�o saia da�, Sr. general. - Que � que acha da situa��o?

- Acredita que conseguimos det�-los? - Desculpe, n�o tenho tempo.

Parem com isso.

Pela reac��o dele, talvez n�o os tenhamos detido. Ouvi as not�cias.

Austr�lia, �ndia... Ainda ningu�m os deteve.

- Se a cidade tem de ser evacuada... - J� muita gente saiu de l�.

- Mobiliz�mos carros e autocarros. - A Cruz Vermelha est� a postos.

O inimigo est� a 45 quil�metros de Los Angeles.

N�o � a for�a completa, mas est� a desenvolver-se. Deve estar para breve.

- Washington est� em linha. - General Mann.

Diria que as nossas baixas efectivas foram 60% de homens, 90% material.

Os jactos entraram, mas nenhum saiu.

Os bombardeiros foram expulsos do c�u e as suas bombas n�o fizeram nada.

A cobertura electr�nica � impenetr�vel.

O Forrester pensa que eles geram for�a at�mica sem a blindagem que usamos.

Muito bem. Prepare-me o avi�o mais r�pido que temos.

Agora j� posso prestar declara��es �queles jornalistas.

Muito bem, o senhor general vai receb�-los.

Soubemos que o Forrester est� consigo. Que � que ele pensa disto?

- Perguntem-lhe. Est� no Pacific Tech. - N�o est�, n�o. Ainda n�o apareceu.

Acorde.

Vamos embora.

- Est�s bem? - � aquela m�quina!

Desapareceu. Estamos a sudoeste de Corona.

Devia haver aqui outro cilindro. Eles levaram todos daqui.

H� ali uma quinta. Vamos arranjar comida.

Estamos muito bem assim. J� quase esqueci quando comi.

Isso tem bom aspecto. Costumo comer em cafetarias e restaurantes.

- N�o vive em casa? - N�o, no campus. N�o tenho fam�lia.

Eu venho de uma fam�lia grande. Somos nove, todos no Minnesota. Menos eu.

N�o tenho familiares chegados. Os meus pais morreram eu era crian�a.

Uma fam�lia grande deve ser divertido e dar a sensa��o de pertencer a algo.

D� sim. Talvez seja por isso que me sinto perdida agora.

Vai correr tudo bem. N�o se aflija.

Eles matam tudo o que mexe.

Se s�o mortais, t�m fraquezas mortais. H�o-de ser detidos.

Ainda n�o estive perto deles para poder observ�-los a s�rio.

Sinto-me como uma vez quando era crian�a. Assustada e s�.

Fugi de casa. J� me esqueci porqu�.

A fam�lia e uma data de vizinhos foram � minha procura.

Encontraram-me numa igreja. Tive medo de ir para outro lugar.

Fiquei junto � porta, a rezar para ser encontrada pelo que mais me amasse.

- Foi o tio Matthew que me encontrou. - Gostava dele.

Ele gostava de si. Ah, estou doida para chorar.

Mas n�o vai chorar, n�o � o g�nero. Est� cansada, n�o dormiu toda a noite.

O seu avi�o despenhou-se, dormiu numa valeta. E sabe uma coisa?

N�o se nota nada em si.

Abaixe-se!

- Quanto tempo estive desmaiado? - Horas. Tive tanto medo!

Eles est�o l� fora. Desceram v�rios juntos.

Est� uma m�quina parada mesmo perto de n�s.

Um olho electr�nico. Como uma c�mara de televis�o.

Est� � nossa procura.

Talvez n�o saibam se estamos aqui.

Podem estar t�o curiosos acerca de n�s como n�s acerca deles.

Talvez nos queiram apanhar vivos.

Est� a afastar-se.

N�o podemos sair daqui?

- Mexeu-se qualquer coisa ali fora! - Agora n�o est� l� nada.

- Era um deles! - Qual era o aspecto dele?

- N�o consegui ver no escuro. - Tenho de conseguir v�-los bem.

- Isto est� bloqueado! - Aqui tamb�m.

Empurraram terra � volta do exterior.

� por aqui se vai para o s�t�o.

Cuidado!

O seu len�o.

Est� molhado.

Sangue...

Pare. Pare!

Temos de tentar fugir. Vamos!

Os marcianos calcularam a descida com uma perfei��o espantosa.

� medida que outros cilindros vinham das profundidades do espa�o, -

- as suas m�quinas de guerra, terr�veis de poder e complexidade, -

- criavam uma onda de medo pelo mundo fora.

Os governos tentavam coordenar as defesas com as de outras na��es.

O governo da �ndia reuniu-se numa carruagem de comboio, -

- enquanto milh�es acorriam � seguran�a imagin�ria dos Himalaias.

Finlandeses, turcos, chineses e bolivianos laboravam e lutavam.

Todos os esfor�os contra os inimigos do outro mundo acabavam na mesma.

� medida que os marcianos incendiavam campos e matas e as cidades ca�am -

- as pessoas eram expulsas das suas casas. A fuga era j� uma torrente.

Tornou-se numa debandada, sem ordem nem objectivo.

Era o in�cio da fuga da civiliza��o, do massacre da humanidade.

Um grande sil�ncio caiu sobre meia Europa, com o corte das comunica��es.

Quando a �ltima foto sa�da de Paris chegou ao governo franc�s exilado, -

- este teve a ideia de usar jactos como correios.

Ao transportarem combust�vel extra em vez de armas, -

- mantinham contacto com o Norte de �frica, os EU e Inglaterra.

Os marcianos sabiam da import�ncia estrat�gica das Ilhas Brit�nicas.

Os seus habitantes receberam os invasores com pompa, mas em v�o.

Enquanto os marcianos avan�avam sobre Londres, o governo estava reunido, -

- coordenando toda a informa��o que conseguiam recolher, -

- transmitindo-a � ONU em Nova Iorque e da� para Washington, -

- o �nico ponto estrat�gico que n�o fora atacado.

� preciso evitar que as m�quinas dos marcianos se liguem umas �s outras.

Depois de o fazerem, adoptam uma t�ctica militar extraordin�ria.

Formam uma crescente, ancoram-na numa das extremidades -

- e avan�am at� terem libertado um quadrante.

Depois ancoram o extremo oposto e invertem a direc��o.

Avan�am pelo pa�s e eliminam tudo o que tentar evit�-los.

Por isso as comunica��es s�o cortadas assim que eles come�am a mexer-se.

- Montreal est� �s escuras. Nada. - � o mesmo na costa do Pac�fico.

- J� disseram alguma coisa? - S. Francisco ainda n�o disse nada.

- Aqui est� a imagem de Los Angeles. - � uma imagem de radar s�nico.

Mostra pormenores do ninho marciano nos arredores de Los Angeles.

As m�quinas parecem manchas redondas.

Os cilindros rec�m-ca�dos s�o ovais.

Cada grupo tem tr�s cilindros, cada cilindro tem tr�s m�quinas.

Muito bem, j� vi o suficiente.

S� uma coisa os deter�. Evit�mos isso por causa da radia��o.

Agora n�o h� outra sa�da. Washington confirmar� o uso duma bomba at�mica.

O primeiro objectivo ser� o primeiro local de aterragem perto de L.A.

O Pacific Tech seguir� o lan�amento. Eu vou mandar evacuar a zona.

Ainda podemos apanh�-los antes de anoitecer. Vamos acabar com eles.

- Temos andado � sua procura. - Viemos de Corona quase sempre a p�.

Miss Van Buren. O Dr. Grotzman, o Dr. Pryor, James, Bilderbeck.

- Que vem a ser isto da bomba at�mica? - Vamos avan�ar a seguir a ela.

- O que � isso? - Um olho electr�nico.

Moldado segundo os olhos deles. Usam-no como n�s usamos um perisc�pio.

- D�-nos a conhecer os metais deles. - Pode dar-nos a conhecer a �ptica.

- Muito interessante. - E isto...o sangue de um marciano.

N�o me lembro de ter visto cristais de sangue t�o an�micos como estes.

Podem ser gigantes a n�vel mental, -

- mas, pelos nossos padr�es, a n�vel f�sico, s�o muito primitivos.

Tudo o que lhes diz respeito parece ser em grupos de tr�s.

Os olhos t�m tr�s lentes, tr�s pupilas. A luz forte choca-os.

A luz do sol em Marte tem cerca de metade da intensidade que tem aqui.

Se juntarmos as nuvens e poeiras, n�o � mais do que o nosso crep�sculo.

Fa�a o favor de se p�r aqui.

Mont�mos o epidiasc�pio para reflectir aquilo que a lente marciana capta.

Chegue-se um bocadinho. Obrigado.

A� est� como os marcianos nos v�em.

� evidente que h� um desvio no espectro.

Eles devem absorver a cor de forma diferente de n�s.

Vamos ver o que lhes causou tanta curiosidade por si, Miss Van Buren.

- Est� na hora, meus senhores. - Vamos embora.

- Vamos analisar o sangue deles. - Pode dar-nos uma pista.

Depois de lan�armos a bomba vai poder analisar todo o sangue que quiser.

O Asa Voadora vai transport�-la.

Torre, aqui Asa Voadora, pronto para descolar.

Asa Voadora, aqui torre. Tem autoriza��o para descolar.

Deseje-nos sorte.

O alvo � o ninho das m�quinas marcianas em Puenta Hills, -

- onde mais cilindros pousaram ontem � noite.

Um avi�o ir� assinalar o alvo a seis milhas de altitude.

Esta bomba � dez vezes mais forte que qualquer uma das j� usadas.

Nunca nada assim potente foi detonado. Vamos estar bastante perto, -

- mas h� observadores num bunker avan�ado que estar�o bem mais perto.

O mundo inteiro est� � espera. Isto ir� decidir o destino da civiliza��o.

Se vamos viver ou morrer vai depender do que acontecer aqui.

Aten��o! Faltam quatro minutos.

Devem estar uns milh�es de pessoas atr�s de n�s nestas serras, -

- � espera de saberem se podem voltar para casa.

Estamos em contacto telegr�fico directo com Washington, -

- mas n�o h� contacto via r�dio. Nem com o bombardeiro que vem a�.

O contacto via r�dio est� morto, -

- Logo, estes registos s�o para bem da hist�ria futura, se a houver.

A hist�ria futura, disse ele.

Sim, se a houver.

O Bilderbeck calculou o tempo que falta at� eles controlarem o mundo.

Se a bomba falhar, os marcianos podem conquistar a Terra em seis dias.

O mesmo n�mero de dias que demorou a ser criada.

Aten��o! Faltam dois minutos. Preparem-se para ir para os abrigos.

Se n�o tem �culos, desvie o olhar.

Lembre-se, a onda de calor e o abalo que se seguem s�o perigosos.

50 segundos.

Ali est� o avi�o.

40 segundos.

Avist�mos o avi�o.

- 30 segundos. - Olhe. Veja!

Eles est�o a usar aquelas c�psulas protectoras outra vez.

Aten��o! A postos.

15 segundos.

10 segundos. 9, 8, 7, 6...

...5, 4, 3, 2, 1.

Est� l�? Que � que v�?

H� qualquer coisa a mover-se!

Nem sequer foram tocados!

N�o os deteve. Canh�es, tanques, bombas, s�o brinquedos para eles!

S� vai ter um fim. Fomos derrotados.

N�o... Ainda n�o.

Washington ordenou a evacua��o das cidades-alvo caso a bomba falhasse.

Eles v�o avan�ar sobre L. A. agora. Vamos lev�-los para as montanhas.

A nossa esperan�a est� naquilo em que voc�s forem capazes de nos ajudar.

Seis dias, disse. Seis dias...

Eles v�o arrasar a cidade.

Vamos montar um laborat�rio nas Montanhas Rochosas.

- Vamos procurar-lhes as fraquezas. - Uma esperan�a perdida.

- Mas h� uma hip�tese. - O sangue pode dar-nos uma pista.

- Para uma tentativa biol�gica? - N�o conseguimos vencer as m�quinas.

Temos de venc�-los a eles.

Ou�am todos com aten��o!

Os marcianos dirigem-se para c�. Temos de sair daqui.

Levem comida, �gua e roupa a mais.

As estradas est�o marcadas para vos levarem a centros de assist�ncia.

N�o parem!

Vamos!

INSTITUTO DO PAC�FICO DE CI�NCIA E TECNOLOGIA

- Gratzman, trouxe os exames? - N�o, julguei que voc� os tinha.

Eu vou busc�-los. Meta-se no autocarro. A Sylvia leva-o.

Deixe-me subir. Dou-lhe $500 pelo seu lugar. Dou-lhe $1 000.

O dinheiro j� n�o serve!

A� vem outro cami�o!

Corre com esse tipo!

Parem com isso, seus tontos!

Tontos!

- Depressa, temos de det�-los! - A lei j� n�o serve de nada aqui.

Est� assim por toda a parte.

Eles devem ser travados. Os instrumentos!

Esperem um momento!

Precisamos desses instrumentos. Eles s�o a nossa �nica hip�tese!

Apanharam os cami�es antes de mim? Viu o pessoal do Pacific Tech?

N�o sei. H� combates por todo o lado.

- Eles levaram o autocarro escolar?. - Se o viram, levaram-no.

N�o h� boleias por nada deste mundo!

AUTOCARRO ESCOLAR

Gratzman! Bilderbeck!

Sylvia!

- � melhor sair daqui! - Procuro o pessoal do Pacific Tech.

- J� n�o h� c� mais ningu�m. - Pod�amos t�-los detido.

A multid�o roubou os cami�es e partiu tudo. Degolaram-se uns aos outros!

Est� doido... Vamos, entre.

Depressa. Entre!

Estava uma rapariga com eles. Se conseguisse encontr�-la...

- Ela est� perdida. - Voc� tamb�m parece perdido.

- Mas creio que sei onde ela est�. - S� tem esta hip�tese para sair daqui.

Humildemente rogamos que nos guies, Senhor.

Livra-nos do medo que se apoderou de n�s.

Do mal que se aproxima cada vez mais.

Do terror que em breve -

- bater� � porta da Tua casa.

Senhor, n�s Te rogamos.

Concede-nos o milagre da Tua divina interven��o.

N�o v�s, filho. Fica connosco.

N�o, procuro uma pessoa. Deve estar numa igreja, perto da porta.

- Forrester! - DuPrey, Bilderbeck! Est�o...?

- Onde est�o os outros? - N�o sabemos deles.

Fiquei preso debaixo do nosso cami�o.

A DuPrey tirou-me c� para fora.

- Que aconteceu � Sylvia? - N�o volt�mos a v�-la.

Nesta afli��o rogamos-Te. Socorre e conforta-nos nesta hora.

Por favor, Senhor.

Sylvia!

- Aqui! Aqui! - Sylvia!

Deixem-me passar! Por favor!

Acalmou. Talvez tenham partido.

Est� acontecendo alguma coisa.

Est� morto.

Est�vamos rezando por um milagre.

Os marcianos n�o eram resistentes as bact�rias da nossa atmosfera.

Respiraram o nosso ar e os micr�bios, inofensivos para n�s, mataram-nos.

O fim veio devagar. Por todo o mundo as suas m�quinas pararam e ca�ram.

O que os homens fizeram falhou, -

- e os marcianos foram destru�dos e a humanidade salva -

- pelas coisas mais pequenas que Deus, na sua sabedoria, p�s na terra.

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