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Droga, Kasia, que confusão! Você está muito bêbada.
Como vai interrogá-lo assim?
Trepa.
Encoste, por favor.
Eu não estou bem.
Entre no carro.
Chefe, eu sei o que parece,
- mas tivemos que intervir. - Guardem as desculpas para o Szymanski.
Vimos o suspeito na balada, então, o seguimos.
E daí?
Sabia sobre o Radwan?
Não.
E por que ele estava lá?
Certo, você tem vinte minutos para salvar seu rabo
antes que o Szymanski chegue.
Vá falar com o Radwan.
Mas desligue a câmera.
Parabéns.
Vou te falar,
está com fome?
Vai dizer alguma coisa?
O que estava fazendo lá?
Sou só eu e você aqui.
Vai me falar alguma coisa?
Você está infiltrado, certo?
Extraoficialmente?
Fui expulso da polícia e precisava de emprego.
Trabalhando para o Molski?
O dinheiro é bom.
Radwan,
eu vi a gravação.
Você, Wojtek e aquelas garotas.
Tudo aquilo fez o Wojtek dar um tiro na cabeça.
E agora, simplesmente, está trabalhando para o Molski?
Certo, Oliwier Galewski, o que você sabe?
O garoto inocente assassinado nas docas. Estou ouvindo.
Você está bêbada.
Não deveria interrogar pessoas nesse estado.
Kasia, está tudo bem?
Chegaram.
O que estão fazendo?
- Estamos prestes a começar. - É?
Parece que acabaram de terminar.
Há quanto tempo trabalha para ele?
Há quanto tempo é motorista do Molski?
Lembra do nosso último caso?
A filha do Kosinski?
Acharam que ela estava morta,
mas você não parou de procurar.
Certo, o tempo acabou.
Zawieja, saia.
Você fica.
Eles viram um suspeito de uma investigação de homicídio.
Ele estava agindo estranho, tinham todo o direito de segui-lo.
E de fazer uma prisão espetacular?
Sim, pois Molski sacou uma arma.
Certo.
E eles estavam na balada por acaso?
- Você bebeu? - Não.
Eu estava dirigindo.
Por que não o interrogou na balada?
Precisávamos de mais evidências.
Vigilância era a única opção.
Entendo que alguém autorizou a operação, certo?
Sim, conversamos por telefone e eu autorizei.
Tem uma gravação da ligação?
Aqui, meu celular.
Eles fazem o trabalho deles.
Vamos interrogar os detidos de manhã e falar com o promotor,
se houver base, vamos indiciá-los.
Certo.
Mas não desliguem a câmera da próxima vez que interrogarem alguém.
- Escuta... - Tudo bem.
- É só isso? - É.
Boa noite.
O Radwan, ele estava...
tentando me dizer algo.
- Entende? - Sim.
É sério!
Durante o interrogatório,
ele tentou me dizer algo.
É o processo administrativo dele, dê uma olhada.
Veja se ele é confiável ou não.
Vou para casa, quer carona?
Sim, não?
Até mais.
Ferrou tudo, garoto.
Eles seguiram você.
Eu sei.
Perdão.
Eu não percebi.
E o lance dos contêineres?
O que está rolando?
Não é da sua conta.
O Janek terá alta hoje.
Às quatro da tarde, já arrumei a cama especial que você queria.
Buscarei a Hania na escola e uma ambulância vai trazê-lo.
Mas alguém precisa estar aqui, não posso estar em todos os lugares.
Pode passar a toalha?
O café está pronto.
- Vai querer? - Sim, por favor.
Hania.
- Hania, hora de acordar. - Mãe?
Venha tomar café.
Quero um beijo.
- Obrigada. - Ouviu o que eu disse antes?
Ouvi.
O Janek receberá alta do hospital e você não pode estar em todo lugar.
Vou dar um jeito para buscá-lo.
- O quê? - Você envelheceu.
Obrigada, mãe.
Você está cada dia mais jovem.
Também te amo.
Crânio fraturado.
Lesões em múltiplos órgãos.
Baço e fígado rompidos em três lugares.
Costelas quebradas e pulmões perfurados.
Não tinha chance de sobreviver.
Alguém o teria espancado?
Ele morreu de uma queda.
Talvez de um contêiner de dois a quatro metros de altura?
O estado do crânio dele indica que ele caiu de muito mais alto.
Em uma superfície dura.
Talvez um guindaste do porto.
O chão ali é de concreto.
Eu o encontrei perto dos contêineres, a 50 metros dos guindastes.
Alguém deve tê-lo arrastado, é possível.
Ele foi espancado, depois empurrado.
O nariz dele foi quebrado recentemente, vários cortes profundos.
Não tem DNA debaixo das unhas.
Ele não se defendeu?
Não.
Olá, deixe sua mensagem.
Trepa, me ligue de volta.
Quando puder.
O Molski colocou uma arma na cabeça do Marek.
Ele não confessou e Marek está do lado dele.
Mas nós apreendemos a arma.
É legalizada.
Ele é membro de um clube de tiro.
E todo aquele dinheiro?
Havia uma fatura vencida no valor.
Então, vamos perguntar sobre a noite que o Oliwier morreu.
- Ele dirá que passou com Lanski. - Os técnicos olharão o celular.
E não acharão nada, ele é esperto.
- Ele sabe como operar. - Então só vamos deixá-lo ir?
E evitar passar vergonha.
Nós indiciamos o Molski pela morte do Oliwier.
O caso é nosso, nós que decidimos, não?
Não, o inspetor-chefe está certo, não temos nada contra ele.
Estou sentindo que você está protegendo o cara.
Palavras fortes.
Talvez desnecessárias.
Esta manhã, recebi o relatório com o resultado da autópsia.
Eu fui até lá.
Parece que não foi um triste acidente.
O Oliwier foi empurrado de um guindaste, arrastado e deixado nos contêineres.
O que está sugerindo?
Que alguém descobriu que ele falou e decidiu matá-lo.
Quem, o Lanski?
Ele não.
Ele não seria burro de matá-lo no próprio território.
E não é o estilo dele.
É o estilo do Molski.
O Molski o contratou para traficar pessoas.
Ele fica de olho nos negócios, se descobriu um dedo-duro,
ele apenas o eliminou.
Eu pedi para que seguisse o manual.
Horas depois, motivada por emoções e álcool,
faz uma prisão com uso de arma de fogo?
Eu segui um suspeito do assassinato do Oliwier Galewski.
Não tenho culpa que Molski apareceu.
Eu disse desde o começo que os casos têm relação.
Isso não importa.
O que importa é que não temos nada.
Temos que soltar todos sem interrogar.
Se eu interrogar Marek, ninguém será solto.
- O Molski ameaçou com a arma. - Não vamos deixar.
O Marek Lanski não quer falar sem o advogado.
E não temos nada para usar no tribunal.
- Eu falo com o Radwan. - Zawieja.
Você deveria sair do caso.
A promotora e eu decidimos que,
se passar por avaliação psiquiátrica, poderá voltar ao caso.
Cadê o Trepa?
Não sei.
Não se preocupe com a avaliação.
Eu vou enrolar.
Eu tinha que dar algo para a Budka se acalmar.
Certo.
O que acha do Radwan?
Falei com o líder do esquadrão dele.
Soube que ele estava tão perdido que foi chutado da polícia.
Pelo que soube, ele não estava infiltrado.
Ele está com o Molski por diversão?
Não creio! Quando o interroguei, ele tentou me dizer algo.
É sério, esqueça isso.
Mesmo agindo sozinho, a prisão o compromete.
Foque no caso do Oliwier.
Zawieja, acho que é importante.
Os registros de segurança mostram que o Galewski saiu das docas
depois da meia-noite,
não às oito, como eles disseram.
Obrigada.
Viu? Você tem trabalho a fazer.
Carteira, chaves, cinto e corrente.
E mochila.
Como assim? Cadê meu dinheiro?
Ele fica na sala de evidências até a origem ser esclarecida.
Como assim, sala de evidências? O dinheiro é legalizado, entendeu?
- Pode falar com ele? - Não é problema meu, perdão.
Jaqueta.
Assine aqui.
Droga, meu pai vai me matar.
Não sei quem, onde ou quando vão matar você,
mas será o próximo se não me der nada.
A única coisa que posso dar
é um beijo.
Muito engraçado.
Você salvou minha vida, certo?
Seu pai fez você levar o dinheiro?
Fique longe do meu pai.
Marek, vamos conversar.
Quer conversar? Vá até a balada.
Seremos só nós dois.
Esses desgraçados...
- E aí, você dedurou? - Eles pegaram o dinheiro.
Ótimo.
Então, eu...
Escuta.
- Tem um problema. - Tem mesmo.
- O Janek terá alta às quatro. - E daí?
Temos que falar com os Galewskis, mentiram para nós.
Soube que ele ficou nas docas até de madrugada.
Então, eu falo com eles e você pega o Janek.
- Eu deveria falar com eles. - Por quê?
- Porque o caso é meu. - É seu?
Nossa, e eu aqui pensando que era policial também.
Parece que só sirvo para outra coisa.
Vamos, Zawieja!
Trepa, por favor!
Alô?
Trepa, não fique bravo.
- Eu não quis dizer aquilo. - Não estou bravo.
As coisas são assim.
Então, o que vai fazer agora?
Como assim?
- Vou buscar o Janek como você mandou. - Certo.
Olha, o negócio do Radwan está me corroendo.
Acho que eu deveria ir até eles.
- Aonde? Até quem? - Ao Radwan e a Zofia.
Onde estiverem registrados.
É o único jeito de entrar em contato com eles.
Você sabe o que eu acho disso.
Acho que está se metendo em mais confusão, mas...
se é o que quer fazer, vá.
Obrigada.
De nada.
Posso fazer mais alguma coisa por você?
Não.
Então,
tchau.
- Oi, meninos. - Oi, tia.
- Sua mãe está? - Saiu para fazer compras.
- Podem abrir para mim? - Claro!
Muito bem.
Olá, meninos.
- Olá. - E aí?
- Com fome? - Sim.
Vou fazer sanduíches.
- Oi. - Oi.
Com licença, parem um pouco! Homem doente passando.
Mas eu consigo sozinho.
Droga!
Mas que droga!
Mas que droga!
Que droga!
Droga.
Que droga.
- Que droga! - Vou levantar sua perna.
- Droga! - Viemos ajudar, não vamos machucá-lo.
Tudo bem.
Que droga!
- Vamos deixar você na cama. - Eu faço sozinho.
Que droga!
Olá, Hania.
- Tudo bem? - Tudo.
- Tudo? - É.
- O vovô está gritando, não? - É.
O que aconteceu com ele criou barreiras no cérebro,
então, ele não consegue falar direito ou se mover.
- Até mais. - Só sobrou uma palavra para ele.
- Qual? - Não posso dizer.
Diga!
Não posso dizer, é a droga de uma palavra feia.
- Você acabou de dizer. - Não uso essas drogas de palavras.
De novo.
- Mas você não pode falar, certo? - Certo.
Você deve falar direito, não igual ao vovô.
Qual será meu quarto agora?
Não sei, mas a mamãe e eu resolveremos.
Soube que o Radwan foi expulso da polícia.
Então, vim ver como estão.
Não sei o que dizer.
Nada mudou.
Ele começou a beber, usar drogas,
então, foi expulso.
Basicamente, ele é viciado.
- Ele mora com você? - Não.
Ele arrumou um emprego.
Às vezes aparece para ver os meninos.
É melhor assim.
Estou ganhando dinheiro, pagando a casa.
Sabe onde ele mora e para quem trabalha?
Não.
E não me importo.
Meninos, os sanduíches!
Pelo menos agora eles têm uma vida normal.
Sem um pai que decepciona.
Imagino que ele apareça às vezes para ver os meninos.
Certo?
- Tudo bem. - Vá se ferrar.
Liga!
Estão brincando ou comendo? Vou jogar tudo fora!
Zofia, eu estou com um caso.
As docas, tráfico de pessoas.
Um garoto morreu, não sei se Radwan está envolvido nisso.
Preciso falar com ele.
Você é viciada, igual a ele.
Zofia...
Vá embora.
Zofia, por favor.
Avise que eu estive aqui.
Peça para entrar em contato.
Até mais.
Você disse para eu dar uma segunda chance a ele.
Vocês nunca mudam.
Boa noite.
Licença, Stanislaw?
Boa noite.
Perdão, mas preciso mais uma vez
perguntar até que horas esteve aqui
naquela noite.
- Até sete da noite. - Certeza?
Tenho.
Entendo que seja muita emoção e possa ter esquecido os detalhes,
mas temos as gravações do estaleiro, então, qual é a história?
Venha comigo.
Fui falar com o Lanski no escritório dele.
Eu precisava falar sobre dinheiro, eu devo para eles.
Muito dinheiro.
Por quê?
Eu peguei dinheiro emprestado
para investir na empresa.
Na época, o Lanski estava preso e, quando saiu,
ele queria receber, mas eu não tinha dinheiro.
- Por que não contou? - E dizer o quê?
Não teve conversa.
O Lanski nem apareceu, esperei feito idiota.
Você falou com meu filho no dia que ele morreu.
Os funcionários viram você.
O que queria com ele?
Seu filho
era parte de uma investigação em andamento.
O quê?
Que investigação? Você sabia?
Sim, eu falei com ele, contei qual era a situação dele,
queria salvá-lo, protegê-lo.
- Entende? - E você fracassou, sabia?
Por que não falou comigo? Sou a mãe dele.
- Eu podia ter ajudado! - Tem que entender, eu não podia.
Sinto muito, estou fazendo o possível para encontrar o responsável.
E está procurando aqui? É o lugar errado.
Encontre-o, está ouvindo?
Mexa esse traseiro!
Odeio você, entendeu?
Odeio você!
- Pare! - Pare com isso.
- Odeio você! - Acalme-se.
Odeio você, entendeu?
Mas que merda!
Mas que droga!
"Eles se deitaram em uma casa abandonada,
perto da velha mina, seria difícil de..."
Eles dormiram.
Por que está fazendo tudo isso?
Pare de desperdiçar a vida, garoto.
Eu não tenho escolha, diferente de você. A Kasia não é...
É a Kasia.
Alô?
Olá, como vocês estão por aí?
Está tudo bem.
E aí, descobriu algo sobre o Radwan?
Na verdade, não.
Ele não mora mais com a família.
Não oficialmente.
E a Zofia não ficou muito feliz com minha visita.
Mas depois eu visitei os Galewskis.
Eu descobri que o Galewski pegou dinheiro emprestado dos Lanski.
Naquela noite, ele ficou nas docas, pois se encontrariam,
mas o Lanski não apareceu.
E onde você está?
No carro.
Ainda estou voltando para casa.
Por quê?
Quando você vai chegar?
Porque acho que vou embora.
Certo, já eu chego.
Pode ir.
Obrigada.
Certo.
Sei que eu estraguei coisas com a prisão deles,
mas não sei o quê.
Quando descobri que o Molski voltou a traficar menores,
não podia deixar para lá.
Fiz de tudo para ser expulso da polícia.
Eu sei, vi seu arquivo.
Então, trabalha sozinho?
- Acho que sim. - Caramba!
- Devo isso ao Wojtek. - Não deve nada, ele odiaria isso.
E não liga para a Zofia e os meninos?
Por que não entende?
Esse caso precisa ser encerrado, essa é a regra.
Quer fazer tudo sozinho?
Quer?
Só posso confiar em você.
Se você confiar em mim e me der algo contra ele,
eu pego o Molski e você não vai preso, ficará livre, entendeu?
Livre?
Eu sou livre! Olhe para mim.
Certo.
As garotas do contêiner ainda estão por aqui.
Uma delas é especial para o Molski.
O garoto que morreu deve tê-las escondido.
Aviso se eu descobrir mais algo, certo?
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