All language subtitles for Born.Evil.The.Serial.Killer.and.the.Savior.S01E04

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Original subtitles

ESTE PROGRAMA CONT�M CENAS FORTES

QUE PODEM N�O SER ADEQUADAS A ALGUNS ESPECTADORES.

Costa leste, Maryland.

Passei a inf�ncia em

Salisbury, Maryland.

N�o tinha nada pra fazer em Salisbury.

Eu toco em bandas desde os onze anos de idade.

Tocamos rhythm and blues e soul,

que � o meu r�timo preferido.

O meu guitarrista

tinha um amigo em Santa Cruz.

Disse que queria me mostrar uma coisa

pra saber se eu podia ajudar.

Ele trouxe um amplificador e ent�o...

quando ele tirou a parte da frente...

tinha mais de vinte quilos de maconha dentro.

A� eu falei:

Claro que eu posso ajudar!

Eu s� tava a fim de distribuir.

O cara ficou impressionado com a velocidade

que eu passava aquilo pra frente.

Eu tava ganhando entre sete e dez mil d�lares por semana.

Fumava uns trinta cigarrinhos daqueles por dia,

todo dias.

A minha vida era incr�vel...

at� eles botarem o p� na minha porta.

Esse cara � um assassino em s�rie.

Uma hist�ria sinistra.

Eu acho que ele � maluco.

Ele acreditou mesmo que eu era Jesus.

De uma fam�lia de assassinos em s�rie.

Que voc� nunca ouviu falar.

Eu perguntei por que ele tinha feito aquilo com aquelas pessoas?

Ele disse: Eu vi o meu pai fazendo.

Ele � o mal na sua ess�ncia.

N�s t�nhamos que derrub�-lo.

Vamos pra pena de morte.

O Mal na sua Essencia: A hist�ria de Hadden Clark.

Eu morava l� na ponta.

Era demais, cara.

Em 74.

Foi onde eles me prenderam, naquele apartamento.

Cara, aquele dia foi muito ruim.

Eu estraguei tudo, comecei a vender coca�na...

E comecei a usar o produto,

o que n�o � uma coisa muito inteligente de fazer.

Eles bateram na porta.

E eu deixei entrar.

Pol�cia. Parado! No ch�o!

Vai, vai, vai!

Os caras me jogaram no ch�o,

- Fica quietinho a�! - Segura! Segura!

Botaram uma arma atr�s da minha cabe�a...

E disseram:

"Quero ver voc� se mexer.

Falar qualquer coisa."

O cara falou:

que ia estourar minha cabe�a.

E eu achei que ele

tava falando muito s�rio.

Ent�o tentei pensar numa m�sica,

que eu gostava e fiquei

cantarolando a m�sica na minha cabe�a, pra me acalmar.

- N�o se mexe! - -Mostra suas m�os, cara!

Mostra!

Olha pra c�!

Eu realmente achei que eles tavam l�

pra me prender por...

distribuir maconha no litoral.

Da� o promotor me disse:

Eu avisei que n�o era pra mexer comigo.

Eles me levaram pro centro,

pra delegacia de Ocean City.

Eu tava usando um jeans rasgado.

A� um cara me disse

que eu tava sendo preso

pelo assassinato do...

Ed Rice.

A� eu falei: "Qu�?"

Umas duas semanas antes da minha pris�o,

o promotor me disse que queria fazer um acordo.

Ele queria que eu desse pra ele os meus contatos na Calif�rnia

e no Arizona,

e falasse como eu conseguia um volume t�o grande de maconha.

Eu falei que n�o ia fazer um acordo com ningu�m.

Eu falei pra ele bem assim:

Me pega se voc� conseguir.

E ele ficou muito pistola com aquilo...

Eu acabo com voc�!

Ele disse que ia acabar comigo.

Que ia arrumar uma acusa��o que ia me deixar preso pro resto da minha vida.

E eu falei: "Fa�a o seu melhor."

E a� que eu me ferrei.

Eu fui pra delegacia e l�...

eles tiraram as fotografias pro reconhecimento.

Eu tava com um jeans todo cortado,

sem camiseta, sem sapatos.

E os caras que estavam comigo

pareciam policiais...

Eles tavam bem-vestidos, com o cabelo cortado.

A� eu pensei:

"Beleza...

eu j� sei o final dessa hist�ria."

O meu nome � Davis Ruark.

Eu sou ex-promotor do condado de Wicomico, no estado de Maryland.

Loja do Rice.

Eu tinha uma loja de selas.

Ele vendia selas, vendia botas,

roupas de caub�i,

mas acredit�vamos que ele tinha um neg�cio secund�rio

que era a distribui��o de drogas pra diferentes pessoas.

O cara que foi morto

morava ao lado de um trailer onde voc� n�o conseguia nem

entrar se n�o se espremesse muito.

Tinha um estoque de maconha que ia at� o teto.

No dia 28 de junho de 1974,

Paul Trevitts entrou na loja do Rice.

Ele comprou um par de botas.

Ele estava vendo as camisas e um homem entrou na loja.

Ele viu que o cara estava com uma esp�cie de m�scara de Halloween,

al�m da mascara, ele tinha uma meia-cal�a presa na cabe�a.

A �nica coisa que o Paul ouviu foi:

"Voc� tem alguma coisa pra mim?"

E o Rice disse alguma coisa do tipo:

"N�o tenho nada pra voc�, Sonny."

E ent�o Paul Trevitts ouviu o som de disparos.

O atirador chegou mais perto do Ed Rice

e puxou o gatilho mais algumas vezes l� nos fundos.

O atirador abordou o Paul Trevitts,

apontou a arma e disse:

"Voc� vai me levar daqui.

Paul o levou na dire��o da cidade de Salisbury

e naquele momento, o homem tirou a m�scara,

e o Paul pode ver muito, muito bem...

o rosto daquele homem.

O atirador disse que ia descer do carro e mandou ele parar.

Paul Trevitts foi imediatamente

pra delegacia de Salisbury.

Ele entrou e disse que viu algu�m levar um tiro,

e que ele estava morto.

10 horas depois...

Eles fizeram a foto pro reconhecimento,

e houve uma identifica��o positiva feita pelo Paul Trevitts:

Esse, esse � o cara.

E o cara era o Jack Truitt.

Era ele.

Jack foi indiciado por homic�dio.

Tamb�m foi indiciado por

roubar e

por sequestrar o Paul Trevitts.

Eu n�o sei quem matou o Ed Rice.

Mas posso contar quem n�o matou o Ed Rice:

eu.

Eu n�o matei o Ed Rice.

O julgamento.

Eu quis bater de frente com o juiz,

porque em primeiro lugar,

eles n�o tinham nenhuma prova f�sica de que eu

tinha feito aquilo.

Eles tinham tr�s pessoas

que disseram:

"Acho que foi ele."

S� isso.

E eu achei...

que n�o tinha nada a perder.

Mas, antes do julgamento

o m�dico da pris�o me deu alguns medicamentos:

paris 400,

metaqualona

e doxepina.

Ent�o, quando eu fui pro tribunal, eu tava assim...

O juiz perguntava e eu dizia: Qu�?"

Eu n�o sabia o que tava acontecendo, sacou?

N�o foi um bom julgamento.

Eu recebi pena de pris�o perp�tua

mais vinte oito anos.

Eu achava que nunca mais

ia sair da pris�o.

Eu fiquei na cela com o Hadden por...

Quarenta dias.

Claro que eu n�o queria ficar ali ouvindo aquele cara falando sem parar.

Eu sufoquei ela.

Eu era obrigado a ficar no mesmo lugar.

Eu tentava bloquear aquilo da minha mente.

Eu falei pra ele:

"Quando tiver vontade de me contar alguma coisa,

desenha, escreve."

Foi quando ele come�ou, cara.

Ele come�ou a escrever que nem um man�aco.

Os desenhos do Hadden eram muito sinistros,

assustadores...

e pareciam feitos por uma crian�a,

era uma total insanidade.

Ele desenhava pistas das pessoas que matou.

O Hadden Clark provou pra n�s

que ele n�o era um assassino de ocasi�o.

Ele na verdade podia se encaixar na defini��o de assassino em s�rie.

O Hadden me disse

que esteve na marinha

e que tinha matado gente sabendo que jamais seria descoberto,

porque ele tava num navio da marinha e ficava pouco tempo em cada lugar.

Pra quais pa�ses voc� viajou enquanto esteve na marinha?

Eu viajei por toda�sia.

Austr�lia.

Fran�a.

It�lia, oeste da Espanha.

Quando a gente tava de folga,

eu sempre queria ir pra M�naco ver a corrida.

Eu conheci muita gente.

Eu lembro que ele me contou uma hist�ria da marinha,

que ele conheceu uma pessoa que tinha jogado algu�m pra fora do navio

e eu sei que significa que foi ele.

Ele jogou algu�m pra fora do navio.

O investigador Tarney nunca deixou de manter

contato nem de investigar o caso.

Depois que recuperamos o corpo da Michelle,

come�amos a ir l� uma vez por semana,

pra tentar conseguir mais detalhes

sobre os outros corpos dos quais ele falava.

A investiga��o envolveu v�rias jurisdi��es,

e o FBI estava envolvido,

auxiliando no caso.

No in�cio, tentamos extrair qualquer informa��o

que ele pudesse nos dar.

O meu nome � Lou Luciano.

Sou ex-agente especial do FBI.

T�.

Vamos voltar.

Voc� tava falando de

antes do primeiro assassinato

do que voc� consegue se lembrar.

Mesmo que tenha que fechar os olhos

e reviver o momento.

� uma pessoa muito dif�cil de conversar.

A Maioria das minhas v�timas,

todas elas, eu diria...

que eu atra� elas.

Muitas vezes, eu fazia perguntas.

Posso at� ter perguntado coisas enquanto a gente ia pra Washington's Crossing.

"Voc� faz aulas de carat�?"

Sei l�...

Eu digo isso porque

eu fazia muitas perguntas pra Penny,

eu sabia tudo sobre a Penny.

Ele come�ava a divagar durante a conversa.

Esse cara tinha um cachorro.

O meu coelho era duas vezes maior

que o cachorro e ficava correndo atr�s dele.

Na primeira vez que eu vi o Hadden,

achei que ele era um ator.

Um Coelho grande e marrom.

Tinha um branco tamb�m.

Ele era alc�olatra, o nome dele era Buzz.

Manter o Hadden Clark focado era extremamente dif�cil,

e era muito exaustivo.

Al�?

Qu�?

Quem tava falando com voc�?

Al�?

Estou aqui.

Sobre o que a gente tava conversando?

Quando eles serviam sorvete de casquinha...

O sorvete era

assim e eles davam desse jeito,

com um papel.

Quando ele come�ava outro assunto,

era uma hora pra fazer ele voltar

a falar sobre o que interessava.

Tinha tanto sorvete naquela casquinha.

N�o dava pra segurar assim.

Ele divagava no meio da conversa.

Era quase imposs�vel fazer ele contar alguma coisa.

Ele � muito manipulador

e tenta te levar na dire��o que ele quer.

Voc� gosta da minha foto. Sou eu.

Sou eu.

- T�. - Essa � a Kristen.

Ficou claro que ele...

ele tinha m�ltiplas personalidades.

Como voc� assinou o seu nome a�?

Kristen.

Um dos nomes preferidos que ele usava

pra se referir a si mesmo era Kristen Bluefin.

� o meu nome verdadeiro.

A Kristen � pr�prio mal.

E quando o Hadden

come�ou a mostrar que...

a sua personalidade mais forte

e a personalidade mais prol�fica, era essa mulher.

Ele come�ou a...

se transformar nela.

Ele ficava indo e voltando.

- O Hadden n�o existe. - O que � isso?

A Kristen existe.

Deus me disse que sou a Kristen.

A Kristen diz que foi ela quem matou a Laura,

n�o o Hadden.

Eu Sempre quis saber se foi voc�.

Foi a Kristen.

A Kristen � quem matava as pessoas.

Podem achar que eu t� brincando.

Acho que t� brincando com voc�s.

Acho que a Kristen

devia funcionar com um escudo pra ele.

Sei l�.

�� o jeito da Kristen.

Ele parava...

e ele n�o falava mais nada.

Foi por isso que eu disse pra ele:

"Sei que voc�...

nunca quis contar nada pra ningu�m,

mas foi voc� quem pediu por mim."

A� ele perguntou o que tinha que fazer.

E eu falei pra ele me contar tudo.

Foi quando ele falou:

"Vou te dar o balde...

dos tesouros que eu guardei de todo mundo que eu feri

ou matei."

O Hadden falou de um balde

nas conversas que teve com o Jack

quando eles dividiram a cela.

E ele desenhou um mapa onde o balde estava enterrado,

em Massachusetts

na casa do av� dele.

Acredito que ele passava as f�rias l�.

Foi o parquinho da inf�ncia dele, a casa do av�.

Eu vi um interrogat�rio

em que voc� disse que n�o amava ningu�m,

mas amava o seu av�.

�� verdade?

Eu amava o meu av�, sim.

Ele disse que colocou um carrinho de m�o em cima

de onde enterrou o balde pra marcar o local.

Foi quando ligamos

pra pol�cia de Wellfleet e falamos com o Arthur Parker.

Estramos na Pamet Point.

Essa � a entrada da casa do Silas Clark,

que era o av� do Hadden Clark.

O meu nome � Arthur Parker

e na �poca eu era sargento da pol�cia de Wellfleet

em Cape Cod, Massachusetts.

A frente da propriedade era cheia de flores.

Parecia quase um jardim profissional.

A casa ficava muito longe das casas vizinhas.

Dava pra fazer qualquer coisa ali

que ningu�m ia perceber.

Enquanto est�vamos naquele lugar,

encontramos um carrinho de jardim.

Ele foi tirado e uma das policiais que levou um c�o farejador

tinha uma vareta de metal comprida.

Ela espetou

a vareta na �rea exposta,

E quando ela entrou no solo fez um barulho...

Na areia.

E quando isso aconteceu,

o Ed Tarney falou:

"Pega isso e agora espeta bem no meio."

Ouvimos um barulho muito n�tido de que ela tinha batido

em alguma coisa s�lida.

Foi um barulho que deixou todo mundo

que tava ali arrepiado.

N�s desenterramos o balde.

Eu tenho uma lembran�a bem clara

de levar aquele balde pra delegacia de Wellfleet.

O conte�do do balde foi virado

numa lona azul

e n�s vimos as joias que tavam l� dentro.

Ele tava cheio de joias.

Naquele momento,

todo mundo teve certeza de que

havia mais v�timas do que se pensava,

Provavelmente eram mais de cem.

Pensando no balde cheio de joias que tinha sido recuperado,

se voc� vira o balde e despeja

tudo de uma vez,

o que fica no topo da pilha

� o que estava no fundo e foi colocado antes.

E as tr�s joias que tavam por cima

eram joias que pertenciam a Laura Houghteling.

A d�vida era quantas v�timas existiam.

Quando encontraram o balde,

me perguntaram se ele tinha falado mais alguma coisa.

Eu respondi:

Ele disse que tem muitas outras.

Eu conhecia mulheres na Cruz Vermelha.

Muitas mulheres queriam sair comigo.

A gente ia passear no bosque.

Eu levava elas pra outra parte...

Eu ia bem pro fundo.

A� elas se perdiam.

N�o sabiam onde estavam.

Voc� levava mulheres pro bosque � noite?

Como conseguia ver alguma coisa?

Eu consigo ver no escuro.

Voc� sa�a e fazia o qu�? Uma fogueira?

N�o. Nada de fogueira.

Onde tem fogo, tem fuma�a.

E eu n�o queria que ningu�m soubesse onde eu tava.

A gente sentava e conversava.

Fazer sexo n�o era uma prioridade pra mim.

Voc� tinha jeito com as mulheres?

N�o.

Jesus ama as...

Jesus ama as criancinhas

Todas as crian�as do mundo!

Vermelhas, amarelas, pretas, brancas, todas s�o preciosas...

Jesus ama as criancinhas do mundo!

O meu nome � Sandra O'Brien,

eu era investigadora da pol�cia de Wayland

e trabalhei no caso Sarah Pryor.

A Sarah tinha nove anos.

Wayland, Massachusetts.

No dia nove de outubro,

quando chegou em casa da escola,

a Sarah foi dar uma volta.

Ela saiu �s quatro, quatro e quinze.

O tempo tava quente,

era um belo dia de outubro.

Eu achei que ela estaria de volta pelas cinco horas da tarde,

ent�o fiquei preocupado

quando ela n�o voltou �s cinco.

N�o demorou muito pra pol�cia ser chamada.

Foi r�pido.

Havia muita esperan�a de que

ela tivesse se perdido

porque eles moravam l� fazia seis semanas.

Naquele momento, chamamos o FBI...

e a pol�cia estadual.

Fizemos uma grande busca,

usamos helic�pteros.

Mais de mil policiais e volunt�rios se envolveram na busca.

A m�dia noticiou o caso imediatamente e fez uma grande cobertura.

Logo, Wayland, em Massachusetts

foi inundada por not�cias do desaparecimento da Sarah.

A pol�cia parece muito empenhada em encontr�-la.

Mas n�o encontramos ela.

Era como se tivesse desaparecido na rua

sem deixar rastros.

E quando a v�tima n�o � encontrada

nas primeiras quarenta e oito horas,

provavelmente alguma coisa muito ruim aconteceu com ela.

10 anos depois...

E Depois, alguns anos depois,

algu�m andando com o cachorro

atr�s de um muro de pedra

em Wayland encontrou um cr�nio.

N�o tinha outros ossos.

Apenas o cr�nio.

Mas ele lembrou do caso Sarah Pryor

e ligou pra pol�cia de Wayland.

Identificamos positivamente uma parte

dos restos...

mortais...

da Sarah Pryor.

N�s j� acredit�vamos h� algum tempo

que a Sarah estava no c�u.

Agora, n�s...

A fam�lia e amigos, vamos nos concentrar...

na lembran�a da nossa preciosa Sarah.

E isso encerrou a busca pela Sarah.

Mas n�s continuamos indo atr�s do assassino.

Pelo que consegue se lembrar,

voc� foi na regi�o de Sudbury ou Wayland em Massachussets pra isso?

Sim, eu fui.

Descobrimos que o pai dele morava perto de Wayland

na �poca em que a Sarah Pryor desapareceu.

No final de semana em que a Sarah Pryor desapareceu,

o Hadden Clark tinha ido visitar o pai e a nova esposa dele,

mas a nova esposa do pai n�o queria saber do Hadden.

Quando ele chegou na casa,

o casal n�o estava,

e eu acho que ele ficou bravo.

Acho que ele ficou enfurecido

porque o pai saiu e n�o disse pra onde ia.

Ao conhecer o Hadden um pouco melhor,

come�amos a ver um padr�o

de rea��es bem exageradas.

Esse era o gatilho do Clark.

Era o...

suficiente pra fazer o Hadden se vingar

machucando algu�m,

foi assim que a Michelle foi morta.

E Quando seu pai te rejeitou,

voc� descontou nela,

como descontou na Michelle.

E da�?

Eu gosto de matar.

�� assim que eu sou. Sou um assassino.

Pode descrever o que fez?

Cortei a cabe�a dela.

Cortou a cabe�a dela?

O Hadden disse que decapitou uma menina

num dia de veranico.

Voc� sabe o que � um veranico?

N�o tenho certeza.

� Quando faz muito calor

fora de �poca.

O Hadden disse que pegou a menina

numa cal�ada em Wayland.

Eu pedi uma informa��o.

E coloquei ela no carro.

Ele disse que cortou a garganta dela.

Mas a faca tava t�o afiada

que a cabe�a foi cortada de uma s� vez.

Ele disse que colocou o tronco num saco.

A Cabe�a tava no saco?

O cr�nio dela tava no saco?

N�o.

Ele deixou a cabe�a atr�s do muro de pedra.

Eu Larguei, que nem a fronha.

Largou que nem a fronha?

�, sabe, quando eu matei a Laura Houghteling,

larguei a fronha por engano.

A cabe�a

foi encontrada atr�s

do muro de pedra que ele descreveu.

Sab�amos que o Hadden tinha estado naquela regi�o,

na �poca em que a Sarah Pryor desapareceu,

por isso t�nhamos quase certeza

que est�vamos no caminho certo.

Precisamos de mais detalhes sobre essa menina.

Quer me mostrar algumas fotos?

Mostramos uma s�rie de fotos.

N�o me lembro de nenhuma loira.

Acho que n�o matei a loira.

E ele fez tentou identificar a Sarah Pryor

como a menina que ele matou e enterrou na cova em Cape Cod.

Eu fiz coisas bem doidas na �poca.

Seria o corpo que depois ele levou pros fundos

da propriedade do av�.

Peixe, peixe num riacho...

O papai te pega com o anzol

A mam�e te manda pra panela

E a Kristen te come

Cru!

Eu n�o como gente.

Voc� nunca fez isso?

N�o. Nunca comi ningu�m.

Durante toda a investiga��o,

descobrimos que ele passava a maior parte do tempo

nos interrogat�rios como a Kristen Bluefin.

Muitas vezes, quando eu me livrei de alguma coisa...

eu sei que ningu�m vai encontrar.

A Kristen diz que � hora do esconde-esconde.

A Kristen adora esconder coisas.

Eu acho que escondi algumas coisas t�o bem

que nem eu consigo encontrar.

Mas chegamos num beco sem sa�da com o Hadden.

Ele contava s� parte das coisas.

Desconversava.

Acabava dando poucas informa��es.

Quando era tratado como a Kristen,

ele melhorava um pouco.

Eu achei que dali n�o ia sair mais nada.

Ele n�o tava contando muita coisa.

Durante um interrogat�rio, perguntei se ele tinha alguma imagem dela.

Se sabia como era a apar�ncia da Kristen.

E ele me mostrou um papel com uma mulher loira de olhos azuis.

E ent�o ele me olhou nos olhos e disse:

"Esta sou eu. Esta � a Kristen."

Eu olhei o desenho e eu pensei:

caramba, mas isso n�o � poss�vel.

Era como olhar pra uma pessoa que eu conhecia.

E essa pessoa era uma nova agente especial.

O nome dela era Desiree Smith.

Em janeiro ou fevereiro de dois mil,

eu recebi uma liga��o do Lou Luciano.

Ele queria saber se eu podia

falar com o Hadden Clark

e ajudar na investiga��o.

Meu nome � Desiree Smith,

eu era agente especial e fui chamada pra trabalhar no caso de Hadden Clark

no meu primeiro ano no FBI.

Eu sempre fui um pouco diferente da maioria das pessoas.

Eu sou muito obstinada e bastante autoconfiante, ent�o...

Embora eu soubesse

que ele era um assassino em s�rie

e que se sa�sse da pris�o ia cortar a minha garganta,

eu achava que podia fazer isso.

Al�m disso, eu entrei na Academia do FBI

pouco depois de ver "O Sil�ncio dos Inocentes"

De certa maneira, eu idolatrava a Jodie Foster.

Achei que seria uma �tima oportunidade de

fazer uma coisa parecida

com o que ela tinha feito.

Ela ficou do lado de fora.

Naquele dia ele usou uma peruca.

Eu peguei o desenho

que ele tinha dado pra n�s

dizendo que era a Kristen Bluefin,

devolvi e disse que tinha uma surpresa especial pra ele.

E ent�o o Hadden disse:

"O que voc� trouxe?"

O Lou me disse que ele ia tentar me intimidar,

que ia brincar comigo.

Eu tava nervosa, mas sabia que n�o podia mostrar o nervosismo.

Eu entrei...

e na hora ele olhou pra mim e sorriu.

Um sorriso macabro, mas era um sorriso.

O Hadden, quando viu ela...

sua express�o facial,

todo o seu corpo,

ele ficou extasiado.

N�o conseguia se conter.

E ele dava todos os sinais que estava quase

explodindo de felicidade.

Ele arregalou os olhos e ficou me encarando.

Tentou me intimidar com aquele olhar sinistro que o Charles Manson tinha.

Eu precisava mostrar que aquilo n�o tava me chocando nem me assustando,

ent�o, fingi que aquilo n�o me afetou e continuei falando.

Ele olhou pra Desiree e disse:

"Voc� � a Kristen."

E a gente sabia que tinha acertado,

agora ele tava vendo uma de suas fantasias

em 3D, ao vivo e a cores.

Eu te acho bonita.

Eu gosto de mulheres bonitas.

Ela foi falar com ele

e passou

um tempo l�, n�o sei quanto,

meia hora, talvez.

Eu n�o sei.

Me disseram que voc� queria falar comigo?

N�o, eu quero ser como voc�.

Eu quero ser voc�.

- Estou aqui. - C� entendeu? Eu quero ser voc�.

Isso � o mais pr�ximo que vai chegar dela.

- T� bom. - -Ela est� aqui, pode olhar.

- Ent�o t� bom. - -Pode falar com ela.

� o que posso fazer.

Olha, pode me contar... Eu t� aqui pra te ajudar.

Eu... olha, eles me disseram...

Pra n�o assustar voc�.

Eu n�o quero usar as suas roupas, porque...

se eu usar as suas roupas,

eu vou querer matar voc�.

Eu ia te obrigar a dizer que as roupas eram minhas

e depois te matar.

Eu quero ser voc�.

Ele � doente.

Voc�s acham que eu sou o Hadden,

mas na verdade eu sou a Kristen.

Foi como se o sol sa�sse por de tr�s das nuvens naquele momento.

Olha, acho que passei em alguns testes com o Hadden,

pelo menos no come�o.

E quando ele meio que me aceitou,

ficamos amigos.

Conversamos como se fossemos amiguinhas.

O efeito foi t�o frande que ele come�ou a soltar informa��es.

Ele come�ou dizendo: "Posso te ajudar."

Ele come�ou a falar de pessoas

que ele tinha matado, onde ele matou,

e ele achava que podia contar pros investigadores e pro FBI

onde estavam algumas dessas pessoas.

Come�aram os cad�veres das pessoas que ele disse que tinha matado.

Em v�rios estados diferentes.

E...

como ele s� conseguia

se expressar atrav�s de mim,

Eu tive que ir junto.

Eu tava no banco de tr�s do carro,

e a Desiree tava do outro lado do Clark.

E ent�o, de repente, tudo mudou.

O Clark ficou furioso.

Come�ou a gemer e a gritar.

Os pelos da minha nuca se arrepiaram.

Ele come�ou a gritar feito um louco.

Ele n�o parava.

Vers�o brasileira, DPN Santos.

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