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Os anos 90 foram, para uma nova geração, o vale-tudo.
Sem limites. Podia fazer, dizer e mostrar qualquer coisa.
Está prestes a conhecer o homem que vive
como se fosse um bebé de dois anos.
Desafio qualquer um a ver este programa
e a dizer-me que não é doido.
Quanto mais grosseiro e chocante o espetáculo, melhor.
A cultura pop resumia-se a entrar,
abrir o casaco e mostrar tudo.
Os DJ sensacionalistas dominavam as ondas de rádio.
Estou indignado!
O exagero não existia, independentemente das consequências.
Foi tipo pimba, pimba.
Ela pôs a sua vida toda em exposição.
Era uma história de vida muito chocante, desoladora e triste.
Bem-vindos à década dos tabloides.
Nos anos 80, enquanto o panorama dos média se expandia,
o presidente Reagan afrouxou as regras de difusão dos média.
O governo olhou e viu todos estes novos canais por cabo.
E vimos a ascensão do rádio FM
e achámos que havia espaços suficientes
para exprimir opiniões suficientes.
Antes de 1987, o princípio da imparcialidade obrigava os emissores
a atribuir tempo de antena a pontos de vista opostos. Agora, não.
O governo disse: "Igualdade no tempo, não.
"Princípio da imparcialidade, não. Esqueçam. Vamo-nos livrar disso."
Portanto, viu-se uma ascensão galopante das rádios de direita.
E uma só voz governa as ondas de rádio.
Saudações, conversadores espalhados pela planície frutada
e bem-vindos ao premiado,
emocionante, sempre excitante, popularíssimo,
a crescer a olhos vistos, programa do Rush Limbaugh.
Quando eliminaram o princípio da imparcialidade,
quando as barreiras para a titularidade múltipla acabaram
podia ir do cabo Hatteras, na Carolina do Norte,
até Santa Bárbara, na Califórnia, só a ouvir o Rush Limbaugh.
Os pontos de vista expressos pelo anfitrião neste programa
em breve tornar-se-ão lei federal.
Isto não é só conversa fiada.
Os anos 90 viram cada vez mais pessoas que não foram eleitas,
mas que tinham plataformas públicas, a dirigir o debate político.
Em 1994, os democratas controlam a Casa Branca e o Congresso.
Mas os republicanos têm uma nova maneira de transmitir a sua mensagem.
Como é que os democratas continuam a tratar as pessoas
como se fossem estúpidas?
A bomba de neutrões do Rush Limbaugh
vaporiza os liberais, deixa os conservadores incólumes.
Que bonito de se ver.
O Rush definiu toda uma série de problemas
com uma clareza que quebrou o regime político,
porque o Rush podia dizer:
"Não, é tudo tretas. É assim que devem pensar."
O Rush tem razão!
Limbaugh usa o seu programa para atrair eleitores à causa conservadora.
Sabem o que causou tudo isto? Eu.
Ele tinha cerca de 23 milhões de ouvintes.
É um décimo dos americanos.
Portanto, quando dizia algo,
a mensagem era enviada para uma grande parte do país.
O Rush tem razão!
É uma análise política especializada
e uma das muitas razões porque têm sorte em ter-me como anfitrião.
Em novembro de 1994, Newt Gingrich e os republicanos
tiveram uma vitória esmagadora nas eleições intercalares.
Segundo eles, graças ao Rush Limbaugh.
Foi nesse momento
que os republicanos começaram a depender dos apresentadores de talk-show
para apresentarem os seus argumentos.
O locutor sensacionalista é o maior.
Mas Limbaugh não está sozinho.
Outro locutor está a reunir público de uma maneira muito diferente.
E agora, a dádiva de Deus à rádio,
o muito entesado Sr. Howard Stern!
Nos anos 90, Howard Stern partiu o molde
do programa de rádio das manhãs
ao fazer coisas que nunca tinham sido feitas na rádio.
Neste momento, ninguém vai preso por consumir canábis.
Não me interessa o que os outros fazem.
Deixem-nos fumar até morrer.
Há muitas pessoas no planeta.
O programa de rádio do Howard Stern tem normalmente 16 milhões de ouvintes.
Quando baixas as calças à frente duma moça nova,
elas dizem: "Ai, meu Deus, não sei se dou conta?"
Os pontos de vista libertários criaram livros, um filme e adoração.
O REI DA RÁDIO
- Vou tirar a t-shirt. -Howard, fazes exercício.
- Estás tola. -Fazes mesmo exercício.
Já não faço exercício há duas semanas. Que tal, meninas?
Respira, Howard.
Sou a pessoa mais sincera do mundo, acreditem.
Quem admitir ter um pénis de 2 cm é honesto.
Acho que o Howard levanta os véus dos homens
e do seus comportamentos grosseiros e nojentos
e as pessoas gostam muito.
É divertido, é louco, é como os homens são.
Tenho uma mente como a dele, perversa, divertida e astuta.
Os fãs do Stern preocupam-se menos com política do que com a piada.
Em janeiro de 1992,
Howard Stern mandou o seu correspondente infiltrar-se numa conferência de imprensa.
Gennifer Flowers afirma ter tido uma relação sexual com Bill Clinton.
Sim, fui amante do Bill Clinton durante 12 anos.
-O governador Clinton usou preservativo? - Caraças. Aqui.
Alguma vez fizeram um ménage?
Irá dormir com mais algum candidato presidencial?
Acho que ele é um protesto de uma parte da sociedade
cuja voz não é ouvida com atenção.
É brusco e grosseiro.
Vou mesmo masturbar-me...
Essa é umas das coisas em que os libertários também acreditam.
Masturbação. Somos todos a favor.
Ele diz ou vai dizer algo
que muitas pessoas se calhar acham que não está certo.
E dá-lhes voz.
Gostam de o ver a derrubar ícones.
Mas Stern não derruba apenas pessoas.
Na corrida para governador de Nova Jérsia de 1993,
Stern decide testar a sua tacada política.
Jim Florio. Não podemos pagar mais quatro anos.
A Christy Whitman está pronta para ser governadora?
Fazia campanha, quando o meu assessor me deu o telefone
e disse: "Diga olá."
Eu disse: "Quem é?" E ele disse: "O Howard Stern." Eu disse: "Quem?"
Stern tinha prometido apoiar o primeiro candidato a ligar.
A republicana Christine Todd Whitman reclamou o prémio.
Fez à risca o que tinha prometido.
Promoveu-me todos os dias.
Com o seu público fiel, Stern é um aliado valioso.
Quando uma eleição é tão renhida como a minha, todos os votos contam.
O Howard Stern foi um canal muito genuíno
para as pessoas que não se teriam envolvido na campanha.
Whitman torna-se a primeira governadora da Nova Jérsia.
Em troca, a seu pedido, ela nomeia um WC em homenagem a Howard Stern.
Nos anos 90, o espetáculo em si
torna-se num negócio muito lucrativo.
Howard Stern era um tipo que ganhou
milhões e milhões de dólares por ser um espetáculo.
E nos anos 90, o espetáculo não se cinge à rádio.
Está prestes a entrar de rompante nas nossas salas.
Nos anos 90, um dos maiores programas da televisão
é um talk-show com um elenco de pessoas comuns a expor tudo.
O "The Jerry Springer Show" é um marco
do sensacionalismo da cultura popular americana,
da cultura americana em geral.
Está prestes a conhecer o homem que vive
como se fosse um bebé de dois anos.
A sério. Ele chama mamã à mulher com que é casado.
Sim, ela dá-lhe banho, alimenta-o e até lhe muda as fraldas.
O Jerry Springer poderia ter sido o início do fim
do que realmente era boa televisão durante um tempo.
Porque agora temos televisão mesmo muito boa,
mas houve uma altura em que era uma porcaria.
-Tenho de perceber. - Certo.
Porque foi forçado a crescer cedo,
anda por aí como um adulto que faz cocó nas calças?
O que é isso?
Não... Ajude-me a compreender.
Poderá não haver maneira de entender isso,
mas para entender o Jerry Springer, tem de ver o seu escândalo.
Passei um tempo com uma mulher que não devia e paguei-lhe com um cheque.
Quem me dera não ter feito isso.
E quem me dera que nunca ninguém soubesse.
Mas no mundo duro da política,
os adversários não deixarão esquecer as vergonhas pessoais.
A minha formação é em política, quando não pude voltar a concorrer,
a NBC disse-me: "Acabaste o teu mandato como presidente da câmara.
"Queríamos que fosses pivô do noticiário."
É o News 5, às 18 horas, com Jerry Springer.
Dominávamos as audiências, então chamaram-me para almoçar e disseram:
"Lançaremos um programa. Serás o pivô."
Quando o programa estreou,
era um programa respeitável.
Tinha figuras políticas respeitáveis.
Teve o Jesse Jackson, o Oliver North.
Na segunda temporada, as audiências estão a cair a pique.
O Sr. Jerry Springer!
Com o programa prestes a ser cancelado, Springer procura um novo público.
A Ricki Lake apareceu
e foi o primeiro programa a ir atrás dos miúdos.
Quando digo miúdos, é o secundário e a faculdade.
A ideia era explorar este público mais jovem.
Tínhamos uma lista de espera de um ano para os bilhetes.
Era incrível, havia esta eletricidade no nosso público.
Sem dúvida, que fazíamos coisas provocadoras.
- Então é algo sexual? -Às vezes, na maior parte das vezes.
Posso-lhe perguntar... Isto fascina-me.
Sei que estamos todos de boca aberta, não é?
Depois vê-se o rumo que o Jerry Springer seguiu.
Decidimos que só íamos ter jovens no público
e temáticas jovens.
Os jovens são mais abertos sobre as suas vidas,
mais doidos, mais selvagens, portanto o programa começou a endoidecer.
Andas a dormir com uma prima
e estás chateado por ela andar a dormir com outro primo?
Exato, porque é primo em primeiro grau.
O que fazem vocês nas reuniões de família?
O Jerry Springer subverteu todas as tradições da televisão diurna.
Não havia regras.
Às vezes parecia anarquia,
acho que isso foi a ascensão do "vale-tudo".
Eu criei o "tornar o programa interessante com o som desligado".
Haveria algo naquele ecrã que o faria parar.
Jerry! Jerry! Jerry!
O cântico "Jerry, Jerry, Jerry" surgiu
porque se o público estava em pé a cantar "Jerry! Jerry!",
as pessoas iriam pensar que ele era famoso.
Cabra!
Tinha de ser escandaloso.
Tem de estar fora da norma do comportamento aceite,
porque era o tema do programa.
Nada supera o escândalo, e as lutas tornam-se um ritual.
A Tammy afirma que a Angie dormiu com três dos seus maridos.
Tammy, deixe-me começar por si. O que se passa?
Antes de mais, és um tretas do caraças.
Tínhamos de ter guarda-costas no cenário
a separar as porradas.
Aqui estou, um polícia de Chicago,
que nem sequer estava a tentar entrar no ramo do entretenimento.
Quando o programa arrancou, foi um sucesso.
Sim, é hilariante. Os parolos a lutar, sabe?
Para Springer, o programa tocou numa verdade universal.
Se pegar num professor de Inglês de Harvard,
se ele chegar a casa de noite
e encontrar a esposa na cama com o vizinho do lado,
acha que, em algum momento,
aquele professor de Inglês muito culto e bem-formado diria:
"Ora, minha querida, o que é isto que descobri?"
Não, ele diria: "Põe-te a andar."
Começaria a atirar coisas, a gritar e a berrar.
A verdade é que, numa determinada situação,
todos nos comportamos da mesma forma.
-É melhor que a Oprah. - Jerry!
Em 1998, o presidente das relações disfuncionais bate Oprah nas audiências.
O Jerry é convidado a falar na Universidade de Oxford,
e outras honras de maior prestígio seguem-se.
Ninguém fala assim com o meu filho. Está tudo bem, Scott.
Seu...
Pronto, estou bem.
- Está tudo bem? - Pronto.
Tirem este parvalhão daqui.
Já te mostro... seu monte de...
A televisão já não é de baixo nível, não tem nível.
Se quer salvar as baleias, ligue para a Oprah.
Se está a dormir com a baleia, ligue para nós.
As audiências estão a subir,
e a imitação sendo a forma mais genuína de fazer televisão,
o circo de Springer inspira uma série de cópias.
Olhem quem fala. Catorze novos programas tentarão ser ouvidos,
juntamente com 19 programas de tagarelice já existentes, no outono de 1995.
E esta corrida para o fundo leva a um tropeção mortal.
O ponto mais baixo da televisão sensacionalista da década
é o caso da Jenny Jones.
Jenny Jones!
Em 1995, um convidado no "The Jenny Jones Show"
é convidado a conhecer uma admiradora secreta,
mas descobre em direto que a sua admiradora é um homem.
Ele tem um corpinho jeitoso.
Jonathan Schmitz fica tão humilhado, que dá um tiro no seu admirador secreto.
Muitos de nós, certamente críticos de televisão,
tinham avisado desde o início que algo ia acontecer.
Vão irritar alguém num destes programas
e alguém vai reagir.
Algum crime vai acontecer, alguma tragédia vai acontecer
e, quando isso acontecer, o que farão?
Schmitz é condenado.
Naquele momento, as pessoas tiveram de parar e pensar:
"O que consideramos entretenimento?"
Na década do sensacionalismo, o entretenimento leva à tragédia.
Mas é outro crime que leva a tragédia a tornar-se numa sensação mediática.
Por mais impressionado que esteja, está a assistir à reportagem, não está?
Em 1993,
a década que ultrapassa os limites percorre novos horizontes.
A Lorena Bobbitt testemunhou hoje
que não se lembra de cortar o pénis do marido.
Em Manassas, na Virgínia, um casamento é empurrado para a ribalta nacional
com um ato horripilante de vingança.
Uma noite foi para a cama,
quando acordou, alguém tinha-lhe cortado o pénis.
Senti um puxão, uma sacudidela e uma dor agonizante.
Que, desde já vos digo, é uma grande chatice.
John e Lorena Bobbitt encontram-se no centro de um frenesim mediático.
Mas fora todas as insinuações e a curiosidade mórbida
subjazem alegações muito perturbadoras de violação.
Ele magoou-me.
Nunca obriguei a minha esposa a fazer sexo.
Ele punha as mãos à volta do meu pescoço.
A Lorena afirmou: "Eu cortaria-lhe a...
"porque isso o magoaria mais do que matá-lo."
Ela atacou a arma
que era o instrumento da sua tortura.
Não creio que estivesse em plenas faculdades para controlar as suas ações.
Por mais impressionado que esteja, está a assistir à reportagem, não está?
Sim, estávamos.
Seis meses após o ataque com cobertura contínua,
o caso termina com Lorena absolvida por razões de insanidade temporária.
John Wayne Bobbitt é ilibado das acusações de violação, mas o circo continua.
O drama real transforma-se rapidamente numa piada adolescente nacional.
Bob, Bob, Bob Bobbitt Querida, não me cortes o zezinho
John Wayne Bobbitt, o homem que sofreu o corte mais cruel de todos,
agora é protagonista num filme para adultos.
E o escândalo leva a uma nova carreira.
Porquê tu?
Porque és especial.
Sim. Anda cá.
O pénis de Bobbit foi cozido após 10 horas de cirurgia.
A segunda cirurgia acrescentou-lhe 5 cm.
Todos gostam de um acidente.
A conduzir pela rua fora, temos de abrandar.
Há um prazer grotesco
de apreciar a vida disfuncional de outra pessoa.
E a má televisão está prestes a ter uma nova condutora. Todos a bordo.
Anna Nicole Smith era a história clássica da pobreza à riqueza.
Cresceu numa cidade chamada Mexia, no Texas,
e sempre quis ser uma estrela.
Anna Nicole parecia a primeira celebridade
a ser famosa por ser famosa e nada mais.
Sabe, é esse o mundo em que vivemos agora.
Num clube de strip em Houston, uma jovem mãe solteira com pouco dinheiro
tem todos os ingredientes da Cinderela à anos 90.
O príncipe encantado?
Um bilionário de 86 anos, J. Howard Marshall.
Stripper casa-se com um tipo velho, branco e rico. Como não estar interessado?
Mas em vez de sapatos de cristal, ela pôs peitos novos.
Quando estava a crescer, era lisa no peito.
Nada que se compare a isto.
Não há muito comparado a isso.
Para Anna, desde o início que os peitos eram tudo.
Ela sabia que precisava deles
para conseguir o que estava a tentar fazer.
Ela era como uma novela da vida real.
Deu-nos tanto material, da sua origem
até à sua relação com um tipo mesmo muito velho,
mesmo muito rico.
Logo, a sua carreira lançou-se.
Ela protagoniza um anúncio da Guess e é eleita a Playmate do ano.
É uma senhora linda...
Mas tem também uma magia especial.
Ela era sexy. Ela era delicada, emotiva,
uma lástima, divertida e altiva.
Não sou magrinha e não sou gorda. Sou voluptuosa.
Assim entrei na indústria, e é assim que quero continuar.
Ela era, nem sei, era um personagem muito fascinante.
E Anna está ansiosa por mostrar
que a sua relação não é só para as câmaras.
O que as pessoas não entendem
é que já conhecia o meu marido
quatro anos antes do casamento.
Ele pediu-me para casar com ele já muitas vezes antes
e sempre disse: "Gostaria de elevar-me pelo meu mérito."
Ele era um homem muito bom.
Tirou-me da pobreza e fez de mim uma senhora.
E o casamento deles tem um final amigável para os tabloides.
Fizeram a cerimónia e tudo.
Ela meteu-se logo num avião rumo à Grécia com o guarda-costas,
e deixou o Sr. Marshall a chorar no altar. Mas ela amava-o mesmo.
Amo-te, J. Howard Marshall. Meu marido, eu amo-te.
Só queria dizer isso. Quero dizer isso.
Espere. O anel?
Espero que estejas a ver. Está aqui.
O seu famoso casamento fez dela uma das mulheres mais famosas do mundo.
O que estás a fazer?
Seguramente, Hollywood chama.
Estou só a contemplar a minha próxima jogada.
O teu bispo está à mostra.
Se olharem para as suas representações, não era má.
Anda cá, sexy.
A Anna sempre me disse
que era preciso ser-se muito inteligente para saber fazer-se de burra.
As opiniões não têm preço, mas Anna foi inteligente para fazer valer a sua
ao conseguir a sua coluna no National Enquirer.
Nunca fui escritora.
Preciso de um pouco de ajuda na ortografia, sabem...
Mas sou eu, percebem?
Sou eu quem está a fazer a coluna.
Mas ao fim de só 13 meses de casamento, o marido de Anna morre.
Anna usa o vestido de casamento no funeral.
Começa uma batalha amarga pela herança de 1,6 mil milhões.
Não acho que a Anna fosse uma chupista.
A morte do Sr. Marshall fez-lhe mais mal
do que bem.
Em 1997, a vida de Smith é transformada numa E! True Hollywood Story
e depois numa tragédia real pública.
Começou a tomar comprimidos em 1987
e como as várias mamoplastias iam e vinham,
ela começou a tomar cada vez mais.
Ela andava muito stressada,
portanto a quantidade de comprimidos que tomava tornou-se copiosa.
Nessa altura, estava a tornar-se viciada em fármacos.
O uso de drogas de Anna aumenta e a máquina mediática que a fez famosa
começou a destruí-la e à sua família.
Em 2006, o filho amado de Anna, Daniel, morre de overdose.
Tinha apenas 20 anos.
E cinco meses depois...
O choque da morte súbita
da antiga Playmate da Playboy e alvo dos tabloides, Anna Nicole Smith.
Após mais de uma década enquanto figura pública,
a 8 de fevereiro de 2007, Anna Nicole Smith morreu.
A autópsia revela
que teve uma overdose de 9 drogas.
Ela expôs a sua vida toda.
Era uma história de vida muito chocante, desoladora e triste.
As pessoas não se fartavam e isso levou à sua morte.
A celebridade não tem lema nem rema.
Mas se tornarem um desastre numa celebridade,
ela será lamentável.
Na verdade,
ela era a sua pior inimiga.
Mas, enquanto sociedade, atiçámos o fogo e matámo-la.
Apesar ou por causa da sua vida difícil,
Anna Nicole Smith esculpiu um lugar permanente na cultura americana.
Um ídolo trágico para a nova era da televisão sensacionalista.
Legendas: Filipe F. Oliveira
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