Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Nos anos 90, emergiu uma nova América.
Os anos 90 foram um período de boom económico.
A sentirmo-nos sempre bem.
Ao vermos "Seinfeld" percebemos que não tínhamos muitos problemas.
Temos negros na televisão...
Tio Phil!
...era uma ótima época.
Nas ondas de rádio novas vozes quebravam barreiras.
Quando começámos, chamávamos-lhe reality rap.
Sempre que falo, quero que saia a verdade.
E a verdade não foi a única coisa a sair.
Estava no armário!
Foi avassalador. Mudou a cultura.
Mas, para alguns, as coisas estavam a mudar demasiado rápido.
Temos de reconquistar a nossa cultura e o nosso país.
É uma guerra que pergunta: "De que lado estás?"
Em 1988, um executivo da NBC foi incumbido de encontrar a próxima estrela da noite.
...que tipo de vida é essa?
A estrela de stand-up em ascensão, Jerry Seinfeld,
é contratado como possível candidato,
mas decide que quer fazer uma série.
O programa, baseado no Upper West Side,
era sobre nada de especial.
Molhou a batata duas vezes?
- Desculpe? - Molhou a batata duas vezes!
Duas vezes? Como assim?
Molhou a batata, trincou, e voltou a molhar.
"Seinfeld" era um programa onde sabíamos que íamos rir.
Tinha pessoas engraçadas, piadas inteligentes,
e nós íamos rir.
Não surpreendentemente, para um programa sobre nada, o sucesso demorou a acontecer.
O piloto de "Seinfeld"
é, historicamente, um dos piores pilotos na história da NBC.
No nosso centésimo episódio, deram-nos uma cópia emoldurada dos resultados.
Desempenho do piloto...
-Fraco. -...fraco.
Os espetadores acharam que o Jerry precisava de um elenco de apoio melhor.
Era demasiado fixe, demasiado urbano, diz mesmo "demasiado judeu".
Era o último babka. Ficaram com o último!
Eu sei. Vão entrar primeiro com o último babka.
- Era o nosso babka. - Não há nada melhor!
Tivemos aquele babka!
Tinham um "judeu-ómetro", ou "judeu-gráfico", ou tinham o quê?
Apesar da má receção do piloto,
Seinfeld teve finalmente luz verde para fazer o programa
que ele e os seus colegas criativos queriam ver.
Nem parece que fazemos um programa.
Aparecemos e brincamos, é tipo uma banda de garagem,
está a entender?
"Seinfeld" tinha personagens
que não se preocupavam se eram simpáticas.
O Jerry Seinfeld e o Larry David eram brilhantes
a batizar coisas que não tinham nome.
Ele reciclou este presente! Ele é um "representor"!
Eram tão escandalosos, sabe,
e tão egocêntricos, e, no entanto, tão vulneráveis,
e acho que era isso que lhe dava uma qualidade humana que era universal.
A minha mãe apanhou-me.
Apanhou-te? A fazer o quê?
Sabes...
Estava sozinho...
Tentei perceber porque o público acolheu
quatro pessoas egoístas, imorais,
manipuladoras, destrutivas e disfuncionais.
Toda a gente tem o seu grupinho
que se senta no seu café, ou restaurante, ou bar, ou assim,
e pensa que são as pessoas mais importantes do mundo
e que os outros são idiotas,
e "Seinfeld" era isso, e a vida é isso.
Não que haja algo de mal nisso.
"Seinfeld" teve nove temporadas
e tornou-se uma das séries com melhores audiências na década.
Mas Seinfeld não era o único comediante de stand-up com um sucesso na televisão.
Na costa oeste, uma miúda comum de bom coração
estava a tornar-se na menina querida da América.
Vocês estão entusiasmados, calados. Porque sou a única a falar?
"Ellen" era uma comédia convencional
que tinha como protagonista Ellen DeGeneres, uma mulher
a tentar ganhar a vida em Los Angeles com os seus amigos e família.
A América apaixonou-se pela adorável gerente de livraria
que está sempre a tentar fazer o correto da pior forma.
Desculpe, senhora, fala a segurança.
Por favor, não salte no elevador.
Então, após três temporadas,
a verdadeira Ellen decide que tem algo que precisa de dizer.
Sabes, é possível ser feliz sem um homem.
Tens de brincar com tudo?
Não achei que fosse importante
e depois apercebi-me que enquanto tivesse este segredo
que me preocupava, fazia parecer que algo estava errado.
Estará a América preparada para ouvir o seu segredo?
A América nos anos 90
é muito conservadora no interior.
Em 1992, o político republicano Pat Buchanan fez um discurso
que iria marcar a agenda da América conservadora.
Direitos dos homossexuais, discriminação contra escolas religiosas,
mulheres em unidades de combate, isso é mudança, sem dúvida.
Mas não é o tipo de mudança que a América precisa,
não é a mudança que a América quer,
e não é o tipo de mudança que podemos permitir
numa nação a que ainda chamamos país de Deus.
O Pat Buchanan falava
sobre os elementos da América liberal
estarem a tomar conta da sociedade.
Meus amigos, temos de reconquistar as nossas cidades,
e reconquistar a nossa cultura, e reconquistar o nosso país!
Deus os abençoe, Deus abençoe a América.
Foi o começo
da polarização das políticas que temos agora,
onde os dois lados não encontram uma plataforma comum,
onde existe uma guerra que pergunta: "De que lado estás?"
Com o avançar da década, os direitos dos gays tornam-se uma batalha,
e foi o governador do Arkansas que deu uma voz aos que eram atacados.
O apoio de Bill Clinton aos gays e lésbicas nas forças armadas
é o aspeto mais controverso
do seu apoio aos direitos dos gays.
É importante para a comunidade gay porque Clinton é o primeiro a fazer isto.
Ele torna esse assunto importante.
Temos de ter uma sociedade tolerante, mas não permissiva.
Temos de ter uma sociedade que usa o talento de todos os americanos.
É a posição que tomaria como presidente.
Não podemos desperdiçar o talento de qualquer americano.
Ele reconheceu a nossa comunidade. Ele falou connosco.
Ele dizia a toda a gente: "Sinto a vossa dor",
e votámos nele em larga escala.
Por favor, deem as boas-vindas ao próximo presidente dos EUA.
Os gays comemoraram nas ruas.
Estamos aqui, somos gays, vamos para a Casa Branca!
Mas o otimismo inicial depressa desaparece
quando o presidente perde a batalha no Congresso
para anular a proibição de gays assumidos nas forças armadas.
Pensa-se que eram apenas os generais que não estavam preparados,
mas asseguro-lhe, o país não estava preparado,
e nem os militares estavam nessa altura.
A política de "não perguntar, não dizer" permitia gays nas forças armadas
desde que não revelassem a sua homossexualidade
ou tivessem um comportamento homossexual.
Não é não perguntar, não contar. É não ser.
Não ser gay de forma alguma.
Mais tarde, a igualdade de direitos sofre outro golpe
quando a Lei da Defesa do Casamento é promulgada.
Quando chegou à Casa Branca, após a meia-noite, sem fanfarra,
assinou uma lei a proibir o reconhecimento federal dos casamentos homossexuais.
Ele roubou o nosso voto!
Direitos para os gays, já!
Em 1996, 68% dos Americanos opõem-se ao casamento gay.
Queremos o que nos foi prometido, agora!
Os regulamentos do "não perguntar, não dizer",
e a Lei da Defesa do Casamento
representam a crença da América popular.
Mas agora, a menina querida da América está prestes a desafiar essas crenças.
A Ellen DeGeneres era a pessoa perfeita para se assumir
porque era segura.
Ellen, onde estás?
Estava no armário!
Nos primeiros anos em que a série esteve no ar,
a Ellen DeGeneres era privada em relação à sua vida pessoal.
E se eu dissesse algo que vos chocasse, tipo a minha vida ser uma mentira,
e eu fosse canhota?
Tudo isso estava prestes a mudar.
Tomei a decisão no verão...
que não ia mais viver a minha vida como uma mentira.
A 14 de abril de 1997, Ellen assume-se perante o mundo.
Foi uma imagem tão simples.
Foi uma afirmação tão simples, mas tão poderosa.
A Ellen real também decidiu que estava na hora da Ellen ficcional se assumir,
mas nem toda a gente na estação está contente com isso.
Era um produto da Disney,
por isso, acredito que houve muitos avanços e recuos
sobre se ia acontecer ou não.
A televisão americana existe para vender carros,
e se pensar que algo
vai ofender o comprador do carro, não o faz.
Mas Ellen recusa-se a recuar.
E, um dia, a Ellen apareceu,
e eu reparo que tem um olhar diferente.
Ellen, vais sair ou não?
O que tem de especial? Tenho uma hora.
E ela disse-nos que íamos fazê-lo,
e ela ia conseguir assumir-se na televisão,
e era um acontecimento gigante.
Porque tenho de sentir vergonha?
O EPISÓDIO DO CACHORRO
Porque não posso dizer a verdade, ser quem sou?
Tenho 35 anos. Receio em dizer às pessoas. Quer dizer...
Susan, sou gay.
Lembro-me de ter visto o programa num bar gay,
e, naturalmente, estava cheio de lésbicas aos gritos,
e houve uma vibração.
Houve uma eletricidade.
Foi avassalador. Mudou a cultura.
Com 42 milhões De Espetadores, é o episódio com maior audiência.
Soube tão bem, e pareceu-me tão alto.
Mas a repercussão foi ainda mais alta.
A ABC apresenta a Ellen e a situação dos gays
como um estilo de vida aceitável e pomposo.
Estas pessoas estão a sofrer, estas pessoas estão destroçadas.
Trabalho com homossexuais, e é muito trágico.
A Ellen tinha caído num debate cultural num momento muito sensível.
Lembro-me de a chamarem de Ellen Degenerada.
- Viu? -Não e recuso-me a ver,
e disse aos meus filhos para não verem.
A série foi renovada mais uma temporada, mas com audiências baixas, foi cancelada.
Vou ter saudades da série.
Na altura em que a Ellen se assumiu, foi muito corajosa,
e tenho a certeza de que sabia o que estava em jogo.
A carreira dela acabara. A repercussão foi severa durante anos.
A Ellen sofreu de depressão, e foi uma altura dura para ela.
Felizmente, regressou ao que a fazia feliz
e começou a fazer stand-up outra vez.
A minha vida tem sido interessante nestes três anos,
e sei que as pessoas querem que fale disso,
algumas podem não querer,
e sinto que podia ser melhor exprimido através de dança interpretativa.
Para a Ellen, assumir-se teve um custo,
mas ajudou-nos a ter uma nova era de visibilidade.
Ajuda a rapariga a dizer aos pais: "Eu também sou gay."
Ajuda o rapaz a dizer: "Eu também sou gay",
e torna-o menos mau.
E ser fiel a si mesma transformaria a sua vida.
Todos os dias, quando saio de casa, passo por um cartaz gigante
com a cara da Ellen DeGeneres e filas de pessoas
para entrar no programa dela.
Em 2016, Ellen recebe a medalha da liberdade do Presidente Barack Obama.
A noção de que uma mulher gay é uma figura normal
da cultura pop não é nada de especial hoje em dia.
É tão fácil esquecer o acontecimento que foi nos anos 90.
A personalidade radiante da Ellen tornava difícil odiá-la,
mas a Ellen não foi a única embaixadora da boa vontade cultural dos anos 90.
Em 1990, os espetadores apaixonaram-se por um miúdo espertalhão de Filadélfia
que vai viver com a sua família rica em Bel-Air.
Olá, tio Phil!
- Como está? - Não sou o seu tio Philip.
Peço desculpa, meu. Enganei-me na morada.
Mas, meu, nem sabia que havia tantos irmãos
a viver neste bairro. Estamos a safar-nos bem, não é?
A série passa-se numa fantasia.
Uma mansão propriedade de negros com um mordomo negro
que tem dinheiro para acolher um miúdo do gueto?
Pois.
Vou nadar antes do jantar.
Boa sorte. O aquecimento está avariado.
- Não odeias quando acontece? - Sim, é uma treta.
Acho que a coisa mais importante em "O Príncipe de Bel-Air"...
Este é o meu sobrinho, o Will.
...foi ter desfeito a parede,
para que as pessoas pudessem ver os negros de forma diferente.
Trate-me por Whitey.
Não posso tratá-lo por esse nome,
porque depois vai chamar-me a outra coisa, e vamos discutir...
"O Príncipe de Bel-Air" falava de assuntos que os jovens enfrentavam
com um estilo único.
-É a polícia? - Acelera, meu. Estamos num Benz!
Estás doido? Isto é uma sorte.
Um polícia é nosso amigo. Podemos pedir indicações.
Saiam do carro, agora.
Mas na sua Los Angeles de fantasia,
ele sai sempre por cima, mesmo contra os polícias,
e todas as pontas soltas se resolvem antes do fim do episódio.
Abra o raio da cela e tire os dois rapazes de lá,
ou eu encho isto com tanta litigância
que os seus netos vão precisar de advogados!
Mas no centro sul real de Los Angeles, os finais felizes são raros.
Vivíamos numa época em que todos os negros que conhecia
já tinham sido mandados encostar pela polícia. Todos.
Excesso de acusações, policiamento e detenções.
Já estamos no fundo.
Entrar e sair da prisão.
Matar e ver irmãos a serem mortos.
Pode marcar muito a nossa vida.
Alimentado pela realidade opressiva,
um controverso novo género musical começa a dominar as ondas de rádio da América,
transformando estrelas dos guetos em estrelas comerciais.
E para Tupac Shakur, isso implicaria tornar-se uma lenda e um mártir.
No fim dos anos 80, emergiu um novo som das ruas de Los Angeles,
e o seu estilo conflituoso era difícil de ignorar.
Os NWA documentavam um estilo de vida, uma cultura,
centrada à volta do policiamento militarizado...
...cocaína, e a cultura dos gangues
específica do centro sul de Los Angeles.
Significava liberdade para mim. Significava ter uma voz,
ter uma arma para quebrar as correntes, entendes?
Quando eu era um miúdo em Little Rock, pintava um cenário
de vivência e um estilo de vida que via diariamente.
E o espelho artístico levantado pelos NWA
ajudou a espalhar um novo género de música.
Agora, só precisava de um nome.
Quando começámos, chamávamos-lhe reality rap,
e era reality rap para nós.
E os media deram-lhe o nome de "Gangsta rap",
e era tão apelativo que toda a gente o adotou,
e não pensámos que toda a gente começasse a fazê-lo.
Mas todos começaram a fazê-lo e, em 1994,
o gangsta rap tinha-se tornado uma indústria de 400 milhões de dólares.
O modelo de negócio por trás do gangsta rap
era normalizar um conjunto de queixas e uma cultura,
e vender não só à comunidade afro-americana,
como também aos miúdos brancos dos subúrbios.
Adoro gangsta rap. Adoro o Dr. Dre.
Deem-me Snoop, deem-me Ice Cube.
Foi uma estratégia de negócio brilhante.
É uma mina de ouro para editoras brancas
que, segundo os artistas, encorajam as letras agressivas porque vendem.
E, nos anos 90, não havia ninguém maior a pregar o evangelho do gueto
do que o platinado Tupac Shakur.
O Tupac queria abalar
as ideias pré-estabelecidas.
Não digo que vou mandar no mundo, ou que vou mudá-lo,
mas garanto que vou despertar o cérebro que vai mudar o mundo.
Ele não se conseguia decidir se queria ser
um líder ou um bandido,
mas não era nem uma coisa nem outra.
Um tipo inteligente, mesmo muito inteligente.
O cantor e ator de 22 anos foi acusado de alvejar
dois polícias fora de serviço.
Miúdos brancos nos subúrbios dos EUA
são grandes fãs do Tupac, e querem usar o lenço e ser tatuados.
É o pior pesadelo deles.
A violência segue o Tupac e, em novembro de 1994,
ele foi alvejado cinco vezes à porta de um estúdio de gravações em Nova Iorque.
Acreditando que o rapper Biggie Smalls está envolvido,
o seu amigo de outrora torna-se no seu maior inimigo,
e começa uma guerra de gangues.
A costa oeste disse: "Esquecemos-te.
"Somos o futuro, tu és o passado." E tornou-se...
Estes idiotas estão a combater entre o este e o oeste
como se fosse um jogo. Não é.
Com a celebridade, a violência e a controvérsia,
tudo estava preparado para Tupac Shakur se tornar o arquétipo dos anos 90.
Na noite de 7 de setembro de 1996,
o príncipe do rap está na primeira fila do combate em Las Vegas
da sensação do boxe, Mike Tyson.
O MGM Grand numa noite de boxe
é a maior coleção de bandidos e chulos,
e forças do mal que vão àquele sítio, percebe?
Quando começa o combate, Tyson começa a atacar.
É dramático, é tenso, e acaba.
Sessenta segundos. O Tyson era bom a esse ponto.
Foi tão rápido. Toda a gente disse: "Raios, já acabou."
Depois, a luta saiu do ringue.
O Tupac e o Suge Knight envolvem-se numa luta.
Uma câmara de segurança captura a luta.
O Suge e o Pac estavam a pisar um tipo.
Depois de saírem da arena, os grupos rivais dispersam.
Íamos atuar.
Uma festa grande, ia estar lá toda a gente.
O Tupac estava a caminho do clube.
O que acontece a seguir está envolto em mistério.
Éramos uma caravana. Se calhar 20 carros.
Tive um pressentimento de que algo mau ia acontecer.
Tudo parecia acontecer em câmara lenta.
Queria ver a cara das pessoas,
da mão que segurava a arma.
Lembro-me de dizer: "Quem me dera ter conseguido ver a cara."
No hospital, Tupac luta pela vida.
Eu e os Outlawz fizemos turnos,
e acho que os Outlawz tinham
armas no carro porque o tempo que lá estivemos,
tínhamos medo que viessem acabar o serviço.
Ninguém regressou para matar o Tupac,
mas após seis dias, ele morreu vítima das feridas.
E o maior mistério é quem o matou.
O Tupac tinha alvejado dois polícias fora de serviço em Atlanta,
por isso, as forças da lei no país não eram grandes fãs do Tupac.
A polícia escondeu os assassinos?
Tenho a certeza de que sabem o que aconteceu.
Isto é a América, entende? Encontrámos o Bin Laden.
Acredito
que se o Justin Bieber tivesse sido alvejado no carro do Tupac,
saberíamos mais.
A polícia diz que a investigação estancou, não por falta de esforço,
mas porque as testemunhas se recusaram a cooperar.
Após a sua morte, foram vendidos mais de 70 milhões de discos do Tupac.
A vida prematuramente tirada aos 25 anos, Tupac Shakur continua a ser um enigma,
e mesmo agora, a sua pessoa vive.
Holograma de Tupac
As pessoas ainda ouvem a sua música
e encontram significado na sua poesia, e nas coisas que ele dizia.
Deus o abençoe.
Tudo bem, Coachella?
As guerras na América não começaram nos anos 90, e não acabariam aí.
A América é um país tão diversificado,
e é difícil dizer que toda a América era feliz com tudo o que se passava.
Mas as batalhas travadas nessa altura tornariam-nos o que somos hoje.
Gosto de pensar que mudámos um pouco o mundo.
As portas do armário foram escancaradas.
Legendas: João Paulo Possantes
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.