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Original subtitles

ESTE PROGRAMA PODE CONTER CENAS

SUSCETÍVEIS DE FERIR

A SENSIBILIDADE DOS ESPETADORES.

Os anos 90,

a década em que surge uma nova via rápida.

Foi nos anos 90 que tudo explodiu,

a internet explodiu.

A invenção da internet

é tão importante quanto a invenção da imprensa.

Foi uma revolução total.

Surpreendentemente, poucos o conseguiram prever.

Isto não vai pegar, a internet. Nunca.

Ou entender o que iria causar.

Tudo o que fizeste, eles devem ter visto na internet.

A internet era um recém-nascido, a chorar, a gritar

e a perturbar o sono de todos.

Mas, de repente, o mundo acordou.

- Querido. - Boa.

Em 1991,

radicais comunistas enviam tanques para Moscovo,

mas enquanto o golpe falha e a União Soviética colapsa,

noutro lugar, prepara-se outro tipo de revolução.

No início da década, comunicar resume-se a carregar em botões,

num mundo maioritariamente analógico.

Ainda estávamos a enviar faxes, ainda estávamos a ligar às pessoas,

ainda deixávamos mensagens,

as pessoas ainda conheciam as vozes umas das outras.

Computadores pessoais povoam as secretárias pelo mundo fora,

mas não comunicam entre si.

Com estes computadores, podias escrever algo num Apple

e algo num PC, mas não dava para partilhar.

Era necessária uma tecnologia muito específica

para o fazer. A maioria das pessoas não tinha acesso a ela.

E tal como as máquinas,

os seus programadores são também anti-sociais,

ainda largamente confinados ao seu habitat natural,

em Silicon Valley, na Califórnia.

Comer, tomar banho, ter uma namorada,

ter uma vida social não é importante.

Interfere no tempo de programação.

No fundo da hierarquia social, eles são algo estranhos.

Mas isso está prestes a mudar.

O que é um nerd?

Nos anos 80, havia um filme chamado "A Vingança dos Nerds".

Nos anos 90,

a "Vingança dos Nerds" tornou-se realidade.

Os nerds estão prestes a forjar um salto quântico na comunicação,

algo nunca visto desde a invenção do telefone, um século antes.

- Estou? -Quando, em 1991,

o nerd Tim Berners-Lee,

conseguiu que os computadores falassem entre si, com a worldwide web.

Tim Berners-Lee criou o HTML,

uma linguagem universal que, ao ser utilizada,

faria com que o navegador exibisse os mesmo dados

para toda a gente.

As coisas nunca são perfeitas, mas foi por pouco.

Na altura, destinava-se apenas a académicos e funcionários da Defesa.

Se alguém entrasse na rede nessa altura

e colocasse algo à venda, estaria a cometer um crime

e isso teve que mudar.

Para a internet se tornar global e atingir todo o seu potencial,

era preciso um nerd num lugar de destaque.

O Al Gore foi o primeiro político americano a perceber isso.

Ao trazermos a revolução digital

para as nossas casas e escolas,

seremos capazes de comunicar ideias e informação.

O futuro está mesmo nas nossas mãos.

Ele ajudou a aprovar uma lei

que estabeleceu algumas regras e alguns financiamentos

para o que se tornou na internet comercial que conhecemos hoje.

Mas o velho Al Gore dá demasiado crédito a si próprio.

EDIÇÃO DA NOITE CNN, Março de 1999

Eu tomei a iniciativa de criar a internet.

Quem foi o tipo que criou a internet?

Não foi o Al Gore, nós eliminámo-lo.

O Al Gore reivindicou, talvez,

mais crédito do que merecia.

Foi um mal-entendido político.

O Al Gore esteve muito envolvido e foi importante

para trazer esta tecnologia

para fora do governo, do exército, da investigação académica

e entregá-la ao mundo.

Com apoio político e financiamento de 600 milhões de dólares,

a internet está pronta para dominar o mundo.

Mas há um nerd que acha que a web é um desperdício de tempo

e todos sabemos que Bill Gates nunca se engana, certo?

É ridículo. Não vou usar isto.

Não, alguém está confuso. Alguém não está a pensar.

Gates não acredita que irá ganhar dinheiro com a web.

Bill Gates via-a como...

Ele chamou-lhe "socialismo".

Disse: "Como é possível?

"Como é que as pessoas não são proprietárias do conteúdo?"

Mas, em agosto de 1995, ele acredita que o seu novo Windows

vai dominar o mundo

e escolhe os melhores para a demonstração do programa.

Bem-vindo ao Guia do Microsoft Windows 95.

Carregue numa tecla e vai vê-lo atrás do protetor de ecrã.

Fantástico.

E sem o DOS a atrapalhar.

Isto é um anúncio a papel de cozinha?

Mas o Windows '95

não possui nenhuma forma de aceder à net.

E 15 dias antes de sair, a rival Netscape

mostrou a Bill como se faz,

com o primeiro browser de fácil utilização.

Wall Street reconhece os bons negócios.

Ás 11:00h, as ações da empresa ficaram disponíveis

e Wall Street foi à loucura.

O Bill começou a perceber

que a Netscape era uma concorrente séria.

Era uma ameaça existencial.

A empresa emitiu cinco milhões de ações,

mas os corretores receberam pedidos para 100 milhões.

A OPI da Netscape abriu os olhos a toda a gente

para o valor da internet.

As ações dispararam muito rapidamente.

O homem que pensou que a web

não ia ser bem sucedida, engolia as suas próprias palavras.

Bill Gates mudou de ideias.

Viu o futuro e percebeu

que a internet ia ser o foco,

não o sistema operativo.

Quatro meses depois, Bill Gates reuniu as tropas.

Não vamos criar um departamento de internet.

Para nós, isso é...

É como ter um departamento de eletricidade

ou de software.

A internet está presente

em tudo o que estamos a fazer.

A Microsoft está a focar-se no seu Internet Explorer

para recuperar terreno à Netscape.

É a luta mais feroz que o mundo tecnológico já viu.

A única máxima que parecia invadir a empresa

era competir e ganhar.

Foram batalhas capitalistas sangrentas.

No final de contas, a Netscape é esmagada.

Houve um sentimento

de que a start-up inovadora

foi preterida pela Estrela da Morte.

No final dos anos 90,

A Microsoft tinha capturado 80% do mercado dos browsers.

Enquanto competem para levar a internet às pessoas,

os nerds descobrem que não há lá ninguém.

Em Dezembro de 1995,

Apenas 0,4% d a população mundial usa a internet.

O que é a internet, afinal?

Aquele "a" com o círculo à volta?

-"Em". - Pois, foi o que eu disse.

A Katie pensava que era "sobre".

Sim.

O problema é que a internet leva o seu tempo.

Era um barulho irritante, a ligação, não era?

Eu odiava.

E não havia lá grande coisa.

A internet é apenas

um grande espaço à espera de habitantes.

E precisa de motéis, precisa de lugares para visitar.

Para atrair pessoas para a internet

era preciso um homem, uma mulher e uma câmara.

Meu Deus, vamos bater, sabes?

Em 1995, as atenções estão viradas para a praia de Malibu.

Rotulada como a série mais vista da TV,

"Marés Vivas" tem uma audiência semanal

de 1,1 mil milhões de pessoas,

em 148 países.

Havia movimento de certas partes do corpo

e muitos homens viam-na em câmara lenta.

Vou dizer-vos o segredo, o motivo de ser em câmara lenta.

Nunca revelado antes.

Não tínhamos dinheiro para acabar a série.

Faltavam sempre seis a oito minutos.

O que fazemos?

Um dia, eu disse: "Põe isso em câmara lenta"

e tornou-se a marca registada da série.

Rimo-nos muito disso até hoje.

Uma das estrelas de "Marés Vivas" é Pamela Anderson.

A Pamela ficava muito bem de fato de banho,

mas tinha um certo magnetismo de estrela.

Um magnetismo que atrairia involuntariamente

mais gente para a internet do que qualquer outra coisa.

Em 1995, Anderson é casada com Tommy Lee,

o baterista dos Mötley Crüe.

A Pamela Anderson e o Tommy Lee estavam sempre nas notícias.

Ao juntarem-se,

foi como se dois mundos se fundissem.

O casal está ocupado a construir a casa de sonho

em Mulholland Drive,

mas o conto de fadas acaba quando despedem um empreiteiro.

Como vingança, ele rouba-lhes o cofre que continha uma cassete

e muda o mundo inteiro com isso.

Começaram a ver a cassete e o queixo caiu-lhes,

só pensaram em dinheiro.

-Meu Deus! - Querida.

Pensaram: "Meu Deus,

"saiu-nos o jackpot!".

Um vídeo de sexo

com duas das maiores celebridades da época.

Meu Deus! Vamos bater, sabes?

Os pornógrafos consideram a cassete demasiado perigosa para publicar,

e o empreiteiro vira-se para uma nova fronteira

sem censura e, aparentemente, sem lei, a internet.

Por causa da natureza global

e descentralizada da internet,

o vídeo espalhou-se rapidamente,

com pouca consciência

de que não tinha sido

legalmente obtido.

O Tommy era, aparentemente, muito bem dotado.

Conseguia fazer umas habilidades a conduzir um barco

com certas partes do corpo, o que não eram para qualquer um

e toda a gente queria ver o vídeo.

A privacidade do casal está a ser invadida com o clique de um botão.

A Pam e o Tommy estavam doidos

a tentar controlar isto.

Fizeram de tudo para que não fosse publicado

mas, ainda assim, estava a ser.

A comunicação social aproveita.

Isto foi com a câmara barata do Tommy.

Estás incrível.

- Certo, aposto que sim. -Estás mesmo.

Pensava que, se alguém me roubasse algo de casa,

não ficaria impune.

Anderson e Lee moveram uma ação de dez milhões de dólares

contra todos os que tivessem uma cópia,

mas não havia volta a dar.

Mostrou a força da internet, logo no início.

Depois de ser publicado, não há nada que se possa fazer.

O vídeo gera 77 milhões de dólares em vendas online.

O vídeo foi responsável

por levar mais utilizadores à internet, nos anos 90,

do que qualquer outro evento.

Em 2000, o Guiness nomeia Anderson

como a estrela com mais downloads de sempre.

Quem via a web como algo para o negócio,

ou para a educação,

percebeu de repente: "Também pode ser para diversão."

E os primeiros sites visitados por diversão nos anos 90 foram...

Sites de pornografia, claro.

- Só pornografia. - Muita pornografia, sim.

É escusado dizer.

Acho que se chamava "I Hump Brother".

Houve uma tempestade perfeita da internet a explodir

e a criação do Viagra, ao mesmo tempo.

De repente, toda a gente lá está pela pornografia.

Como se sente hoje, Sr. DeBlow?

Nos anos 90, 80% do tráfego da internet é relacionado com sexo.

A pornografia era e continua a ser

um enorme motor para a internet.

A razão pela qual temos transmissão de vídeo

é porque as pessoas queriam ver vídeos de sexo.

A razão pela qual temos processamento de pagamentos

é porque as pessoas queriam usar cartões de crédito

para comprar vídeos de sexo.

A pornografia pode ter atraído as massas,

mas depois de lá estarem,

as pessoas começaram a querer fazer mais coisas.

Em 1995, a amazon vende o seu primeiro artigo.

Um livro sobre inteligência artificial.

É lançado o primeiro site de encontros, o match.com

e o nytimes.com é publicado.

As pessoas começam a comunicar como nunca.

Com a AT&T World Net, pode enviar emails aos amigos

ou conversar e fazer amigos novos.

Antes desta nova tecnologia,

muita gente só conhecia o sítio onde vivia.

Estavas confinado àquela realidade.

De repente, acendeu-se uma lâmpada.

Deu às pessoas acesso a informação

e a ideias a que elas não tinham acesso antes.

E quando a revolução da internet passou para as escolas,

uma nova geração ficou viciada para a vida.

O Presidente e o Vice-Presidente instalaram hoje cabos

numa escola da Califórnia.

-Só o cor-de-rosa. - Só o cor-de-rosa?

-Sim, só esse. - Eu sabia.

Estavam entre os voluntários menos qualificados,

de 16 mil, em toda a Califórnia,

que trabalham para ligar três mil escolas californianas à internet.

Um dia, a internet da nossa escola falhou

e ficámos loucos.

Foi aí que percebi: "Isto é a sério."

Porque, em apenas um ano letivo, tínhamos ficado viciados.

Mas não demoraria muito até o lado negro da websurgir.

Eles mexeram nas minhas informações e impressões digitais.

Tornar-se-iam os sonhos do domínio da internet

em pesadelos?

Segunda-feira, os investidores perderam 300 mil milhões de dólares.

As grandes derrotadas foram as famosas ações da internet.

Estava falido.

Em meados dos anos 90, toda a gente tem o bichinho da internet.

Depois de começar a crescer, pegou como fogo na floresta

e todas as famílias compravam modems.

Mas sabíamos o real significado

de estar ligado à internet?

Como vamos organizar-nos, como sociedade.

Este é o teu toque de despertar.

Esta questão não deixou Hollywood indiferente.

Em 1995, são lançados seis filmes sobre a paranóia da internet.

Um deles, em particular, alimenta-se do medo em relação ao alcance da internet.

Vivemos na era da informação.

Tudo sobre nós está codificado algures,

A REDE

numa complexa rede de informação.

"A Rede" é sobre uma programadora

que acidentalmente descobre que existe uma força obscura,

uma empresa que controla a Bolsa de Valores de Nova Iorque

e o aeroporto de Los Angeles.

Pode controlar toda a vida dela.

Eles mexeram nas minhas informações e impressões digitais.

O filme tem uma mensagem clara.

Há demasiada informação na internet, tornando-nos a todos vulneráveis.

Dá-nos a disquete e devolvemos-te a tua vida.

Refletia, realmente, algo que se estava a passar.

Vimos esta gigante mudança tecnológica

e não a compreendemos.

Sandra Bullock é apanhada na Rede.

A REDE

Esses filmes criaram

uma versão algo exagerada de piratas informáticos assustadores,

mas, na verdade, foi isso que aconteceu.

Temos que estar cientes do cibercrime.

Eles estavam a prever alguns dos maiores problemas

com que lidamos atualmente.

Sem medo do lado obscuro da web,

surgiu um novo tipo de investidor para capitalizar o seu potencial.

Os investidores não têm mãos a medir

e a bolha começa a crescer.

Foi literalmente assim: "Vamos dar muito dinheiro

"a alguém que nunca ganhou nenhum,

"mas que tem uma ideia que pode vir a ganhá-lo

"neste novo mundo, com esta tecnologia, sem sustentação nenhuma."

Por exemplo, em 1995,

dois jovens criam o theglobe.com,

um site que não faz nem vende nada,

a não ser a possibilidade de conversar e publicar mensagens.

Ouvimos falar de dois tipos de Stanford que criaram uma coisa chamada Yahoo!

Por isso, começámos o The Globe,

que foi uma das primeiras redes socais.

O seu timingé perfeito.

Num piscar de olhos, os investidores

aplicam 20 milhões de dólares na empresa

e isso significa "Olá, Wall Street".

Ligaram-nos do banco e disseram: "Não vão acreditar,

"mas a empresa vai ser cotada em bolsa. Vai disparar."

A Globe.com entrou hoje na bolsa com a venda de três milhões de ações.

Vimos os corretores todos lá.

Diziam-nos: "Parece que vai abrir a 20 dólares cada ação."

"Meu Deus! A sério?"

"Não, vai abrir a 50."

Mais um milhão. Sim, Compaq.

"Não, vai abrir a 60."

- Oitenta e sete. - 150, 35...

- Noventa e sete. - Mais 250.

As nossas ações foram de nove para 97 dólares de um dia para o outro.

No final do dia, a empresa valia mil milhões de dólares

e eu e o meu sócio valíamos 100 milhões cada.

A globe.com regista o maior lucro inicial numa OPI.

Se a Walmart estivesse a negociar nas mesmas cifras,

teria uma capitalização de mercado

de 72 biliões de dólares.

Naquela noite,

fui com uns amigos a um sítio chamado Spy Bar.

Trouxeram muito álcool

e, claro, no final da noite, a conta ficou para mim.

Toda a gente presumiu que eu pagaria, e paguei.

O engraçado é que eu não tinha esse dinheiro na conta.

Não tinha ganho nada.

Como a maioria das start-ups da internet,

o valor da theglobe.com apenas existia no papel,

ou melhor, num código de zeros e uns.

Mas o Grinch estava atento e avisou.

Como saber quando a exuberância irracional

inflacionou indevidamente o valor dos ativos?

Em algum momento, a empresa tem de começar a dar lucro.

As receitas foram de zero a cinco milhões,

de 18 milhões a 40 milhões.

Estávamos a crescer imenso, mas também estávamos a perder 40 milhões ao ano.

Por mais que sejas valorizado,

se não há lucro, não adianta.

Quando Wall Street percebe isso, a bolha rebenta.

...14 mil, 2002...

Segunda-feira, os investidores perderam 300 mil milhões de dólares.

As grandes derrotadas foram as famosas ações da internet.

Estão sobrevalorizadas,

tornaram-se demasiado onerosas, vendam-nas.

As ações continuaram a descer, sem parar, durante o ano seguinte,

até valerem um dólar cada uma.

Um ano mais tarde, não valiam nada.

A implosão da internet continua.

Estava falido.

Nos negócios, podemos perder a cabeça,

fazer coisas parvas, mas não para sempre.

De repente, a fonte secou.

O novo investimento parou e houve muitas consequências

ao nível do desemprego.

Quase metade das Star-Ups da internet do final dos anos 90 colapsaram.

Como em qualquer corrida ao ouro, a esperança é eterna.

Em Silicon Valley, há outra start-upcom grandes sonhos.

Em 1999, coloca um anúncio para um chef.

Quando fui entrevistado,

lembro-me de ver um tipo

a sair do elevador numa daquelas bolas saltitonas,

com pegas.

E o tipo passa por mim. Interessante.

Saí da entrevista a pensar que os tipos eram doidos.

Mas este ex-chef dos Grateful Dead não se deixa intimidar.

Disseram-me: "Cozinha o que quiseres, com o coração,

"cozinha o que achas que devemos comer."

Os donos acham que comida gratuita e brinquedos

vão manter os funcionários felizes e motivados.

Isso e uma pequena parte das ações.

Liguei ao meu pai e disse:

"Preciso que me emprestes dinheiro

"para compra ações."

Mas ele estava cético.

O pai do Charlie não era o único cético.

Em breve, isso mudará,

porque a empresa chama-se Google.

Quando Tim Berners-Lee inventou a web em 1991,

montou a estrutura que temos hoje,

sites e nomes.

Mas não lhe ocorreu

ter uma forma de os procurar porque não havia muitos.

Número de nomes de domínios registados: 1995: 120 000

1998: 2 Milhões

Todos dizem que podemos procurar na web

e encontrar coisas,

mas eu não encontro nada.

Havia sites como o Yahoo! e o AOL

que tinham um diretório com todo o tipos de sites

e podíamos navegar dessa forma, mas era difícil.

Mas a Google viu um mapa para o futuro.

Quanto mais popular for a página, mais acima aparece.

Simples, certo?

Porque é que a malta dos 40 e tal não o fez?

Porque estávamos toldados pela convenção

e eles viram um caminho novo.

Em 2004, as ações de Charlie valem 26 milhões.

O meu pai adora a Google como um Deus.

Telecomunicações do mundo por internet: 1993: 1%

2000: 51%

2007: 97%

Nos anos 90, o mundo como o conhecemos estava a começar.

Tens um antigo império Soviético frágil,

a colapsar e a dissolver-se

em simultâneo com este milagre desmaterializado

que nos liga a todos, a internet.

O que engrandeceu a internet

foi o facto de ser livre. Não há regras.

Mas isso significa que não havia segurança

e ainda estamos a viver com as consequências disso.

Reunimo-nos num espaço que tinha algo para todos.

E uma vez lá, ninguém quer sair.

Antes da banda larga éramos muito conscientes:

"Vou à internet agora."

Hoje em dia é tipo: "Nunca saio de lá."

Legendas: Cláudia Nogueira

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