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CONTÉM IMAGENS GRÁFICAS QUE PODEM SER PERTURBADORAS.
ACONSELHA-SE DISCRIÇÃO.
Os Anos 90,
a era em que tudo pode ser apanhado em câmara.
O privado tornou-se público.
E deixou de haver privado.
O que vais fazer? Bater-me?
Câmaras a seguir as pessoas na sua vida.
- Estás a desrespeitar-me. - Não.
Consumimos notícias como se fosse drama.
Tudo o que põem em filmes tínhamos na vida real.
E drama como se fosse realidade.
Fazer um documentário sobre uma bruxa.
Meu Deus!
Cada momento de cada história é filmado em direto.
Coisas a alta velocidade, conduzir em passeios,
embater contra veículos, disparar armas.
Não queríamos perder um segundo.
Cada pormenor! Víamos porque queríamos ver o que acontecia.
Maio de 1992,
a MTV lança um programa
que mudará o rosto da televisão para sempre.
Era tão fresco e novo,
câmaras a seguir pessoas nas suas vidas.
Esta é a história verdadeira. A história verdadeira.
De sete estranhos...
A viverem num apartamento.
E terem as suas vidas filmadas.
The Real World.
The Real World na MTV foi, na altura, muito inovador.
Era uma experiência social
sobre o que aconteceria, pondo na mesma casa
pessoas com vidas diferentes.
Nunca tinha sido feito.
Não há guião. Foi fantástico, foi genial!
Filmem-no.
Mas quando as câmaras começaram a filmar,
os executivos do canal tiveram dúvidas sobre quão real devia ser a realidade.
No início, o canal estava nervoso com:
"E se não acontecer nada? O que fazemos?"
E pensaram: "Faremos com que algo aconteça."
Houve algumas vezes, nas primeiras duas semanas de filmagem,
em que tentámos algo.
Preferiam ter uma lesão nervosa
que deixasse a região genital dormente ou uma que vos deixasse surdos?
- Surdo. - A sério?
Correu muito mal e o elenco passou-se e disse:
"Não estamos aqui para jogos".
Revoltaram-se e disseram: "Vamos fazer um motim."
Sou um ativista. Se me dessem um guião:
"Não vou ler isto." Não vou. "Porque faria isso?"
Só se sabe, fazendo.
Pudemos ver que, à medida que filmámos mais e mais,
não era preciso manipular nada, porque acontecia naturalmente.
No início da primeira temporada, The Real World torna-se demasiado real
e tocou no ponto sensível da experiência americana,
a raça.
Só estávamos os dois em casa.
Ela disse que tinha derrubado um castiçal.
Ele passou-se e ficou muito zangado.
Que a tinha ameaçado e coisas assim.
Fiquei um pouco assustada e liguei...
Liguei à MTV.
Estava num táxi a caminho de Brooklyn,
quando me dizem: "Volta ao apartamento.
A Julie e o Kevin tiveram uma discussão enorme. Volta."
Portanto demos a volta, regressámos
e ele estavam a meio da discussão.
De alguma forma, acabámos no exterior,
à frente do edifício e éramos só nós e a equipa de filmagem.
Continuamos a filmar e, de repente, tínhamos uma multidão
de 100 pessoas à nossa volta.
Podes ouvir?
As pessoas negras são emotivas.
As pessoas brancas são... Meu Deus!
- Podes ouvir? - A questão não é ser negro ou branco.
Ele estava constantemente a pressionar a questão racial.
O que vais fazer, bater-me?
Não e lá estás tu de novo. Disseste isso ontem.
Porque presumes que por ser negro te vou bater?
- É o que pensas? - Não!
Tinha opiniões fortes e ela tinha opiniões fortes,
do meu passado, do passado dela.
O racismo está por todo o lado. É isso que quero dizer.
Por causa de pessoas como tu, Kevin!
- Não! - Negros não podem ser racistas.
Negros não são racistas.
Não escrevemos aquilo, não o manipulámos e simplesmente
foi como a história se passou.
Sem escritores, sem atores, mas com muito drama.
O The Real World marcou uma tendência e nunca mais parou.
Inventámos a nossa televisão
da vida real moderna, ponto.
As equipas de filmagem capturaram a vida real em The Real World
e os Anos 90 também foi a era da câmara de filmar de bolso.
EM MEADOS DOS ANOS 90, AS PESSOAS COM CÂMARAS AUMENTARAM 3000%
Em LA, um dos vídeos amadores mais ínfames de sempre
capta o espancamento de Rodney King.
Finalmente alguém conseguiu filmar.
Tínhamos visto estes espancamentos, tínhamos ouvido falar deles
e agora alguém tinha conseguido filmar.
KING SOFREU 55 GOLPES COM UM BASTÃO,
FOI PONTAPEADO E ELETROCUTADO.
A Polícia de LA tinha carta branca
para fazer praticamente o que quisesse.
Regra geral, o entendimento comum
era que íamos ser espancados.
E foi isso que aconteceu ao Rodney King.
O vídeo amador chegou às notícias locais,
às televisões nacionais
e foi depois reproduzido por todo o mundo.
Ficaram chocados em todo o mundo.
A forma como se tornou viral
mostrou o poder que as imagens em vídeo,
de câmaras de vigilância e vídeos caseiros
teriam nos Anos 90, para moldar os acontecimentos.
Com a força das provas em vídeo,
os quatro agentes foram detidos e julgados.
Nós somos ingénuos
a ponto de acreditar que teremos justiça.
Qualquer pessoa que visse o vídeo
via que aquilo não era correto,
no entanto, o julgamento não produziu o resultado
que as pessoas esperavam.
Estava filmado, para todo o mundo ver,
como é possível que não os tivessem condenado?
O crime de agressão por força, provável de causar grandes danos corporais
e com uma arma mortal.
Inocente.
Não sei se a comunidade negra esperava justiça,
mas não me parece que esperasse que os polícias fossem exonerados.
Esperavam um veredito de culpado.
Aquilo disse algo sobre o nosso sistema de justiça
em relação aos afro-americanos.
Não há justiça,
não há justiça.
Acho que não me estava a controlar,
pois era algo que tinha no coração
e penso que fiquei preso numa espécie de luta psicológica,
naquela altura, ao ver isto acontecer.
Este veredito,
isto foi acender o rastilho de uma bomba.
Os parafusos estavam prestes a soltar-se, estava tudo prestes a rebentar.
A 29 de abril de 1992,
horas depois do veredito de Rodney King,
os protestos em South-Central LA tornaram-se violentos.
Havia muita frustração, havia muita angústia
e, obviamente, explodiu
e pegaram fogo à cidade.
As horas que se seguiram levariam a cobertura de notícias ao vivo
para outro patamar, assustador.
Reparei, na televisão,
que estava um helicóptero a sobrevoar Florence e Normandie.
Como algumas ruas não eram seguras para os jornalistas,
o piloto e repórter Bob Tur estava determinado a mostrar
a violenta realidade dos eventos no solo.
Ordenaram-nos que abandonássemos a área e eu recusei.
Ao ligar um interruptor estávamos em direto e o resto é história.
Bob Tur difundiu ao vivo as cenas horripilantes
que expuseram as divisões dentro da cidade.
Enquanto isso, no solo,
as câmaras capturavam a fúria e os seus alvos.
Vimos o início da violência,
na forma de pedras a garrafas que foram atiradas
a carros conduzidos por asiáticos, brancos e alguns hispânicos.
Parece que uma lata de cerveja foi atirada pela janela.
Atingiu o condutor.
Não há controlo nas ruas,
não há presença policial, nesta altura.
Foi um tsunami de violência
por toda a zona South-Central.
Estão a retirar o condutor
e estão a pontapear e a espancar o condutor.
O camionista Reginald Denny entrou no cruzamento
entre Florence e Normandie
e foi forçado a parar quando os tijolos lhe partiram o parabrisa.
Estou a receber um relatório da Polícia.
Os agentes foram ordenados
a manterem-se afastados desta área em geral.
O olhar inabalável da câmara capta uma realidade assustadora.
Isto é tentativa de homicídio.
Há muito sangue a jorrar da cabeça do homem,
mas ninguém o ajuda.
Reginald Denny está indefeso e isolado,
mas o seu destino está a ser partilhado com milhões.
Achei que o tinha visto morrer
e Los Angeles inteira viu o que eu vi em direto, na televisão.
É indescritível, a sensação de quão impotentes somos.
Conseguem ver aquilo?
Ele está a pedir ajuda e alguém o pontapeou na cabeça.
Mas as imagens da câmara de Bob Tur incitam um homem,
Titus Murphy, a agir.
Algo me disse, no momento:
"Levanta-te, faz algo, porque isto não era correto."
Quando vemos alguém que precisa, ajudamos.
Não vemos a sua cor ou isso.
Fazemos o que é preciso.
Murphy conduz até ao cruzamento.
Denny rastejou para dentro do seu camião.
E olho para o camião e está uma jovem lá dentro
e ela disse: "Sou enfermeira".
E quando olhei para ele, os olhos dele não estavam nas cavidades,
estavam nas bochechas dele.
O CRÂNIO DE REGINALD DENNY TEM FRATURAS EM 91 SÍTIOS.
Reparei que outro tipo, tão grande como eu era,
apareceu do lado do condutor,
olhámos um para o outro pelas janelas e ele...
Olha para mim, olho para ele, diz:
"O que vais fazer?" E eu: "O que vais fazer?"
E ele diz: "Sou camionista".
E eu digo: "Boa, vamos."
Eles navegaram pelo coração do motim,
com Titus agarrado à parte de fora do camião.
a gritar orientações.
Entrámos imediatamente em modo de resgate.
Apesar do perigo, só têm uma coisa em mente,
salvar a vida de Reginald Denny.
Dispararam contra mim
e nenhum de nós temeu o que fazíamos.
Estávamos focados em levá-lo ao hospital.
Contra o horror dos tumultos,
esta história humana comove milhões,
começando com o homem a sobrevoar.
Do ar, vi a minha cidade arder,
vi a violência em Florence e Normandie
e foi terrível.
No entanto, quando vi estas pessoas
a descer Florence e Normandie para salvar a vida do Sr. Denny,
isso foi muito poderoso.
Os socorristas chegaram a um hospital
e Denny recebe tratamento de urgência vital.
Talvez uma hora depois, um dos cuidadores disse:
"Sabem que mais? Se tivessem demorado mais 30 segundos,
aquele tipo teria morrido."
OS TUMULTOS CAUSAM DANOS DE MIL MILHÕES DE DÓLARES.
MORRERAM 55 PESSOAS.
Dois anos depois, a câmara de Bob Tur liga-se novamente,
para capturar o início de outro drama da vida real
que se torna num épico americano.
Peguei no rádio e disse: "Temo-lo",
e as pessoas incrédulas,
no outro: "Como assim?"
Disse: "Temos o O.J."
Crê-se que O.J. Simpson
está armado e é perigoso.
Estamos em 1991
e um pequeno canal de cabo lança uma nova ideia radical,
fazer cobertura em direto de julgamentos criminais.
A Court TV era
coisas a reais a acontecer em tribunais reais com pessoas reais.
Televisão de realidade real.
As pessoas começaram a ver julgamentos
da mesma forma que agora veem reality shows.
Mas quando o canal é lançado, as expectativas são baixas.
Tínhamos um grupo alvo e as pessoas começaram a sair da sala.
E disseram: "Isso é a pior coisa do mundo.
"Advogados num tribunal? Estão a brincar? Quem vai ver?"
Mas, três anos depois, um homicídio em LA torna a Court TV
numa sensação de visualização.
O corpo de Nicole Brown Simpson, de 34 anos,
ex-mulher de O.J. Simpson,
foi encontrado após a meia-noite, num passeio à porta de sua casa em L.A.
A seu lado, o corpo de um homem de 26 anos não identificado.
Quando O.J. recusou entregar-se,
a Polícia perseguiu-o num espetáculo na televisão nacional.
Decorre uma caça ao homem em Los Angeles,
a esta hora, por O.J. Simpson.
Crê-se que O.J. Simpson
está armado e é perigoso.
Os canais interrompem as Finais da NBA
para dar a perseguição de carro.
Bob Tur, ouve-nos?
As pessoas estiveram coladas à televisão
no que pareceram horas.
Espreitem por aquela janela
e talvez consigam ver O.J. Simpson ali sentado.
Quem não viu a perseguição de carro do O.J.?
O.J., está aí?
Deixem-me voltar para casa.
Vamos fazer isso.
Está bem? Juro-vos, dou-me,
- dou-vos o meu corpo todo. - Está bem.
Mais telespectadores viram a perseguição em direto do que o Super Bowl.
... atire a arma pela janela.
Não posso fazer isso.
Eu estava na Sala Oval, conheci o Presidente Clinton
queria falar com ele sobre ciência forense
e ele disse: "E a perseguição de carro?"
Nem falou sobre os meus livros. Estava ocupado a falar do O.J.
Milhares de pessoas se alinhavam nas estradas
só para vislumbrarem o cortejo.
Só queria fazer parte da história
e ver se era mesmo ele a conduzir
ou o que raio se passava.
Queria ver por mim, queria estar lá.
Finalmente, após duas horas hipnotizantes,
o Bronco branco do O.J. estaciona na entrada dele.
Muito bem, amigo...
O que se passa?
Amigo, vá lá. Deita-a fora, meu.
Após um impasse tenso com a Polícia, ele entrega-se.
Ele foi levado para a esquadra da Polícia e detido
e isso foi o fim da história, até ao julgamento.
Mas este julgamento seria como nenhum outro,
por causa do homem envolvido.
O.J. era um ícone americano
e tê-lo nesta situação era um choque.
Já precisou de alugar um carro rápido?
O.J. era uma estrela de anúncios
e da comédia de culto do cinema.
Um golfista célebre e popular...
Não dá para fazer pior!
... que tinha alcançado a fama como jogador de primeira.
Mas, agora, todos olhavam para O.J. pelos motivos errados.
O.J. Simpson.
Ele é agora, de longe, o suspeito de homicídio mais famoso
da história americana moderna.
Inocente.
O drama de tribunal de O.J. cria um programa imperdível ininterrupto
e a Court TV está lá para capturar cada momento.
As suas audiências disparam.
A velha Court TV teve mais audiências,
de longe, do que a CNN.
Acho mesmo que o julgamento do O.J. mudou o jogo,
porque os telespectadores estavam sentados a ver o circo
e era fascinante.
Todos os olhos na América estavam colados à televisão.
O estatuto de celebridade de O.J. transformava a justiça num programa
e o elenco secundário em nomes familiares.
Juiz Ito,
Johnnie Cochran a liderar a defesa,
Marcia Clark e Chris Darden na acusação.
Estávamos a criar um apetite enorme
por entretenimento baseado na lei e na justiça.
E quem podia esquecer Kato Kaelin,
por mais que tentássemos, chamado a depor contra o amigo?
Senti uma pressão a acumular-se
e soube que sentia que ia começar gritar
e queria apenas dizer: "Cometeste este crime?
"Se cometeste, diz às pessoas. Estás a magoar muita gente."
Duas pessoas foram brutalmente assassinadas,
mas a atmosfera é mais de feira do que de tribunal.
Chamava-se "Acampamento O.J.".
Lembro-me de levar lá a minha filha
e alguém lhe tentar vender um relógio
com o carro do O.J.
a andar à volta do mostrador,
enquanto o carro da Polícia o perseguia.
O que o O.J. Simpson e o julgamento significavam para a América
era um teatro incrível.
Era entretenimento.
A América está viciada em todas as coisas O.J..
E fica cada vez maior.
O que acontece a seguir cria história da televisão.
Aquilo foi o derradeiro frenesim.
Em 1995,
a América está agarrada pelo julgamento de O.J. Simpson.
Após quase nove meses de telenovela legal,
o júri dá o seu veredito.
Nós, o júri, na ação acima intitulada,
consideramos o réu, Orenthal James Simpson,
inocente do crime de homicídio.
O veredito de O.J. Simpson atrai 150 milhões de telespectadores,
na altura, a maior audiência na história da televisão americana.
Apesar da decisão dividir a opinião pública,
a América está unida no seu apetite
por vida real na televisão.
Há uma onda que começa a dominar.
As pessoas adoram televisão de realidade.
E era fascinante, irresistível e resultou.
E gerou um tipo novo de cultura de celebridades.
Sim, todos nos tornamos em estrelas, da noite para o dia.
Raparigas vinham ter comigo para lhes autografar o peito.
Recebi roupa interior pelo correio, na minha agência,
algumas pequenas, outras grandes,
e era fantástico quando as miúdas diziam:
"Kato, faz sexo comigo."
Daria crédito
ao julgamento de O.J. Simpson por ser um momento crucial
em mover a cobertura de celebridades.
Nunca um homem fez tão pouco para ser reconhecido por tantos.
Kato Kaelin.
O julgamento de O.J. Simpson cimenta a era
em que a realidade domina a televisão.
Mas, no final da década, um meio novo, a Internet,
ajuda a transformar a forma como as pessoas veem os filmes.
Tenho medo de fechar os olhos. Tenho medo de os abrir.
Em 1999, os boatos online
enlouquecem com um vídeo caseiro a mostrar três alunos
a filmar a sua investigação sobre uma bruxa lendária,
antes de desaparecerem misteriosamente, para nunca mais serem vistos.
Depois, alguém encontrou a cassete
e foi vendida como esta ideia de que era real.
Uma parte do vídeo torna-se viral.
Usámos a Internet,
ou a Internet usou-nos,
porque era uma forma fantástica
de disseminar a informação.
Na altura, ainda era possível, com os inícios da Internet,
fazer este tipo de campanha, e resultou mesmo.
Na realidade, o vídeo viral são notícias falsas,
parte de uma campanha promocional
para o filme mais rentável da década.
Esta é uma pequena cidade chamada Hollywood, Califórnia,
que se maravilhou com um filme que quebra as regras
da produção de filmes de sucesso.
O Projeto Blair Witch não tem estrelas famosas,
não tem um orçamento enorme, não tem sexo,
não tem efeitos especiais fantásticos, é só um trabalho de câmara foleiro,
filmado pelos próprios atores.
Os alunos de cinema Eduardo Sanchez e Daniel Myrick
fazem um filme de terror improvisado
que parece ser um filme caseiro filmado pelas vítimais reais.
Mexe com as mentes do público e do elenco.
Nos nossos contratos, inicialmente, havia uma isenção de responsabilidade,
se tivéssemos problemas psicológicos,
não devíamos assinar.
Espiado de longe,
os produtores deixam-lhes, muitas vezes, instruções contraditórias.
A Heather recebia um recado que dizia:
"Estás a perder-te,
"mas não te descontroles, mantém o controlo do grupo."
Aquela foi a forma mais direta de chegar,
esta é a forma mais direta de voltar ao carro.
- A sério? - Sim, a sério.
- Sabes o que se passa? - Sim!
Continuemos.
O Josh recebia um recado a dizer:
"Achas que a Heather está a perder o controlo. Assume-o."
Sabendo que isto seria um conflito, algures ao longo do caminho.
Queres ver o mapa?
Se nos mantivermos juntos, ficaremos bem.
Relaxa, Mike.
Com uma filmagem de apenas oito dias,
Myrick e Sanchez capturam a tensão bruta que se desenrola.
Meu Deus!
O filme faz uns surpreendentes 249 milhões de dólares em todo o mundo.
Coisa de documentário!
E foi tudo filmado sem guião,
só atores a improvisar com câmaras de filmar.
Foi mesmo jogar com o fenómeno
da reality TV dos Anos 90.
Não, essa é a árvore por que passámos.
Aquela coisa está no chão, é a mesma!
Meu Deus!
Foi um pequeno filme independente.
Provavelmente, um dos filmes mais assustadores,
porque é difícil distinguir a ficção da realidade.
Nos Anos 90, é difícil acreditar no que aparece nos nossos ecrãs.
Mesmo à nossa frente, vemo-lo acontecer.
É a vida real.
É cru, sem censura e está na televisão.
Ninguém teve coragem
para dizer: "Basta!"
As notícias falsas e as verdadeiras são todas iguais.
A linha foi cruzada.
Nem sequer podemos voltar atrás.
As câmaras capturam tudo
e o mundo quer ver.
Temos acesso a informação
e não dá para voltar a guardar esse génio.
Legendas: Ana Braga
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