Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Os anos 80, a década maior que a vida.
De loucos.
Onde tudo fica mais pequeno.
Os anos 80 viram a miniaturização dos aparelhos
de uma forma nunca antes vista.
Um sol nascente lança uma sombra assustadora.
Os japoneses iam comer a economia americana.
Os computadores tornam-se pessoais.
A máquina que construímos mudou o mundo.
E um dos mistérios mais confusos do mundo...
O Cubo de Rubik.
Qual é o objetivo?
... é resolvido por uma criança.
Espreitei-o por dentro e foi aí que a ficha caiu.
Mas enquanto um muro virtual é derrubado,
um muro real guarda os seus segredos.
Ou saio de Moscovo com os direitos do Tetris
ou saio sem eles, mas não vou voltar.
No início dos anos 80,
um poder ascendente do Oriente conquista o mundo.
Os aparelhos japoneses invadem o mercado americano,
e todos vão às compras.
A cena fixe era japonesa, entende?
As coisas a ter eram japonesas.
Tínhamos o mundo da eletrónica
totalmente dominado pelas empresas japonesas.
Se querias uma ótima televisão em 1982,
só havia uma escolha.
O Japão desenvolvia a tecnologia.
Não a tínhamos aqui nos Estados Unidos,
tínhamos de a ir buscar algures.
Défice comercial dos EUA com o Japão 1979: 10,8 Mil Milhões de dólares
Défice comercial dos EUA com o Japão 1984: 34 Mil Milhões de dólares
Uma coisa que a tecnologia japonesa fazia melhor do que ninguém era reduzir.
As coisas estavam mais pequenas e melhores,
e cada vez mais baratas.
O transístor, o microchip,
muitas coisas que antes só eram acessíveis
às grandes empresas tornaram-se coisas pessoais.
Em 1980, a gigante tecnológica Sony
lançou um pequeno dispositivo com um grande impacto,
o Walkman.
O primeiro leitor áudio portátil produzido em massa
bate novos recordes de vendas nos EUA,
e muda a forma como vivenciamos o mundo.
Pode ouvir-se música tão alto que calamos o mundo.
Muitos fazem o seu trabalho ligados ao seu som favorito.
Os auscultadores portáteis eram o produto de áudio mais popular de sempre.
Antes, ouvia-se música com outras pessoas.
O que quer que seja que os pais punham, já estava.
Não havia escolha.
Agora, a aparelhagem doméstica seguia-o para todo o lado.
200 milhões de walkmans vendidos até à data
Considero os anos 80, como um grande momento de individualismo,
porque agora, a tua música é só tua,
a pessoa ao lado no autocarro,
pode ter a música dela e perdemo-nos nos nossos mundos.
Em miúda pensava: "Porque é que o mundo não tem banda sonora?"
E depois colocava o Walkman e ficava: "Na verdade, tem."
É como se fosses a estrela do teu próprio filme.
Mas muita atenção,
estes Walkman eram armas de distração maciça personalizáveis.
Mohamed Roof tinha os auscultadores no máximo.
Não ouviu um comboio aproximar-se e morreu.
Primeiro walkman de CD vendido em 1984.
A única coisa a ter a tocar no teu Walkman
era uma compilação bem escolhida,
gravada, claro, numas cassetes japonesas.
Perdia muito tempo com as compilações, não minto.
E quando as dávamos a alguém, ficávamos:
"Olha a minha cassete."
De repente, ficamos expostos à música
não através da rádio nem da cultura de massas,
mas pelos amigos, pelas nossas redes sociais.
A compilação era como um panfleto áudio.
Havia certas equipas de DJs que gravavam as suas músicas,
por isso esta era uma forma de fazerem ouvir o seu som.
Sentados ao almoço, a trocar cassetes com os amigos,
foi a primeira vez que ouvi hip-hop.
A cassete desempenhou o mais importante
e crucial papel na difusão do hip-hop.
Sem a cassete, acho que o hip-hop
nunca teria saído do Bronx e de Manhattan.
No mesmo ano em que o Walkman chegou às ruas,
o Japão enviou outro presente do Oriente, o Pac-Man.
- Que idades tens? - Catorze.
-Quanto recebes de mesada? - Sete dólares.
Quanto gastas nas máquinas?
Cerca de cinco.
Em salões de jogos sombrios,
o Pac-Man devora números recorde de moedas americanas.
O Pac-Man foi jogado mais de 10 mil milhões de vezes no século XX
Antes do Pac-Man, a maioria dos videojogos envolviam ou espaço ou desporto,
e quase só eram jogados por homens.
O Pac-Man foi o primeiro jogo a surgir
que as mulheres também queriam jogar.
FIM DE JOGO
Esta invasão cultural japonesa até tinha o seu próprio tema musical.
Virei-me acima e abaixo
Ando às voltas e voltas
Acho que estou a virar japonês
Acho mesmo
Mas uma importação japonesa não será recebida de braços abertos.
No início dos anos 80, os EUA ainda estão nas garras de uma crise de combustível.
BOMBAS FECHADAS
Os preços quase triplicaram em apenas dois anos.
Preço de petróleo de barril em 1978: 13 dólares
Preço de petróleo de barril em 1980: 36 dólares
De repente, pela primeira vez na vida,
os americanos prestavam atenção ao que pagavam nas bombas.
Os carros americanos pareciam mal concebidos para o seu tempo.
Ainda estão presos na grande, ousada
bonita visão da estrada aberta do que era a América.
Carros pesados não foram feitos para uma crise de combustível,
nem para muitos quilómetros ao litro.
E adivinhem que oferece a cura perfeita para esta condição crónica.
Os carros japoneses eram elegantes,
eram interessantes, eram novos,
e eficientes no combustível.
O Toyota, o Datsun ou o Honda têm melhor construção
que o carro americano comparável e são mais baratos.
Mas os pequenos carros japoneses atiçam grandes medos.
Tinha-se a ideia que o Japão Lda., estava a tirar-nos os empregos
e o futuro do mundo era o Japão.
Douglas Fraser e os Mecânicos Unidos
estavam preocupados
com uma enchente de carros japoneses despejada nos Estados Unidos.
Havia tanto medo, era uma loucura,
e parecia que os japoneses
iam comer a economia americana,
em pouco tempo.
O número de carros americanos caiu 50% entre 1978 e 1982.
À medida que os carros chegavam, sentimentos antijaponês desencadeavam.
Era mais provável um carro japonês ser destruído
do que comprado por mecânicos,
que perderam emprego para a concorrência externa.
A América funciona melhor com mentalidade de herói,
por isso precisam de vilões.
Esse papel calhou ao Japão.
De repente podemos dizer:
"Não são as nossas políticas pobres que encerram as fábricas,
são as malvadas empresas japonesas."
Mas o consumidor americano é o derradeiro juiz
e eles querem o que querem.
Quando o sol se põe no século XX,
o Japão é o líder mundial de produção de carros.
Mas nunca subestimem a aptidão americana para inventar o futuro pensando em grande,
ou, neste caso, pequeno.
A máquina que construímos mudou o mundo.
No início da década, os escritórios usam máquinas de escrever,
papel químico e tinta corretora.
A maioria dos computadores são gigantes pesados e impessoais.
A IBM decide tentar algo diferente e construir um computador pessoal.
A IBM na verdade começou um departamento um pouco secretamente
para fazer um produto de consumo
o que foi uma grande intuição dizer:
"Este mercado vai ser de muito sucesso."
A IBM não é a primeira a criar o computador pessoal.
A Apple e outros fizeram-no antes.
Mas a IBM é o primeiro peso-pesado da indústria a tentar,
e é tudo confidencial para os 12 engenheiros na Flórida
incumbidos de o fazer.
Tínhamos um nome de código, Bolota,
a pequena semente de onde o poderoso carvalho nasce,
por isso alguém entendeu que isto era importante.
Sabíamos que acabaríamos com um na nossa secretária,
mas histórico?
Não pensávamos em mudar a história.
Em três meses, tivemos de passar do papel
para o equipamento físico
onde se podiam colocar programas.
Contra todas as expetativas, a equipa conseguiu.
A IBM pensava em como fazer o computador mais útil
e, como uma boa ideia leva a outra,
começou a ficar mais pequeno, mais rápido e mais fácil de usar.
Custando cerca de 5 mil dólares na moeda atual,
o PC IBM não era necessariamente acessível.
Mas era amigo do utilizador.
A máquina não era a melhor do mundo,
não era a mais rápida,
mas tornou-se na norma da indústria.
A grande questão tornou-se: "É compatível com PC?"
O PC transformou o local de trabalho.
Fora as penosas máquinas de escrever e os ditados
e entram processadores de texto e folhas de cálculo para fazer o trabalho duro.
O número de pequenos negócios dispara.
Entrei na minha lavandaria
e ali estava...
Era um PC da IBM,
e ele disse: "Olhe o que pode fazer,"
e lá estava o senhor da lavandaria a demonstrar-me o meu produto.
Foi um daqueles momentos que não se esquece.
Vendas previstas nos primeiros 5 anos: 250 mil
Vendas reais nos primeiros 5 anos: 3 milhões
Acho que ficámos chocados,
mesmo que não tentássemos ser humildes.
Não podíamos prevê-lo.
Mas enquanto a IBM construía as peças do computador,
conhecidas por componentes,
subcontratava a conceção do interface do utilizador,
o programa, a uma pequena companhia chamada Microsoft,
gerida por Bill Gates, que desistiu da universidade.
Gates toma uma aparentemente louca decisão de negócios.
Em vez de vender o seu programa Microsoft à IBM
por uma pequena fortuna,
Gates vende-lhes a licença por 50 mil dólares.
Sabem onde isto vai dar, certo?
Por muito que a IBM nos pudesse vencer no mercado...
Não era a IBM, era a Microsoft.
Bill Gates está disposto a garantir que o seu acordo com a IBM não é exclusivo.
A Microsoft fornecia o sistema operativo à IBM,
mas eles forneciam-no à Sanyo, e à Sony, e à Hitachi,
e todas as empresas do mundo.
Uma das coisas que era chave para as pessoas adotarem os computadores
e tornarem-nos mais comerciais era o Windows,
essa tecnologia da Microsoft que tornava muito mais fácil
para se entender:
"Porque tenho este naco de metal na minha secretária?"
A Microsoft limpa tudo e um novo império americano nasce.
Em 1993, a Microsoft tem mais de 90% do mercado mundial de PCs.
A Time substitui a Pessoa do Ano de 1982
pela Máquina do Ano.
Quando passei de escrever numa máquina de escrever
para escrever num computador,
para mim como escritor, foi como ir à lua.
Revolucionou, literalmente,
não só a forma de comunicarmos,
mas a forma de gerir negócios.
Como tantas coisas nos anos 80,
o poder passava de grandes instituições centralizadas
e estava a ser descentralizado
e as pessoas assumiam o controlo do seu próprio trabalho, das suas vidas.
O computador dá à economia americana o combustível de que tanto precisa
e impulsiona um pequeno local chamado Silicon Valley
para o palco mundial.
A tecnologia com 0,8% do PIB nos EUA.
Em 2010, a indústria tecnológica atinge os 5% do PIB nos EUA.
Os sistemas computacionais e a Internet que surgiria pouco depois
eram verdadeiras forças motrizes em tornar o mundo mais pequeno
e a aproximar as pessoas.
Mas em 1981, é um dispositivo muito menos tecnológico
que unirá o mundo em frustração.
Preparar, comecem.
Toda a gente fala sobre uma coisa,
como diabo resolver o Cubo de Rubik.
Nunca terminei um Cubo de Rubik na vida.
Quem inventou isto tem de ser o cromo mais cromo de todos.
Deixam-me incrivelmente ansioso.
- Um Cubo de Rubik, certo? - Sim.
Nunca dominei estas coisas.
Mas porquê alinhar as cores certas neste cubo é loucamente difícil?
A razão, há apenas uma resposta correta
e mais de 43 milhões de biliões de respostas erradas.
Se começasse a rodar isto uma vez a cada segundo
desde o momento que o universo foi criado,
ainda não teria terminado.
Então, um rebelde britânico de 12 anos
decide enfrentar o cubo e o mundo...
fazendo batota.
Espreitei-o por dentro para ver como funcionava e foi aí que a ficha caiu.
Patrick vê que as seis peças centrais estão ligadas.
Agora sabia que seria capaz de resolvê-lo.
E se começar pelos cantos,
tudo o resto acabará por se alinhar.
Procura-se sempre o caminho, a pista,
e tudo se encaixou depois disso.
Patrick vende a sua solução aos amigos, por 50 cêntimos a cópia.
Uma editora sabe disto, e oito meses mais tarde,
Patrick é o mais novo autor a entrar na lista de mais vendidos do New York Times.
TU CONSEGUES FAZER O CUBO
Tu Consegues Fazer o Cubo tornou-se o livro mais rapidamente vendido
desde O Amante da Lady Chatterley.
Patrick torna-se presença constante na televisão.
É importante lembrar que uma peça do canto
só pode ser uma peça do canto.
Digressão do livro, sessões de autógrafos, entrevistas na rádio.
Pensei que venderia uns milhares de cópias
mas em vez disso vendeu 1,5 milhões.
O Cubo de Rubik é um fenómeno global.
Isto é indicativo do que se passava nos anos 80.
Todas estas coisas que as pessoas consideravam muito importantes
estavam de certo modo a tornar o mundo mais pequeno.
As pessoas ligam-se mais do que nunca,
mas há um convidado que ainda não se juntou à festa.
A Rússia estava tão afastada culturalmente quanto era possível.
Seria preciso um pequeno jogo a trazer a Rússia do frio,
mas adquiri-lo não seria fácil.
Era definitivamente uma possibilidade
que eu iria acabar num gulag, não sabia.
Nos anos 80, pequenas engenhocas e jogos punham o mundo a falar.
Mas há uma superpotência que ainda não quer jogar,
até uma nova engenhoca entrar em cena.
Aqui chegou o Game Boy aos EUA,
um aparelho portátil a pilhas, e pensem só,
cada miúdo vai receber um de presente de Natal.
O Game Boy é lançado em Abril de 1989.
Era muito fixe. Como crianças, podíamos levá-lo no autocarro connosco,
podíamos jogá-lo a toda a hora.
Para o bem e para o mal, o nosso mundo encolheu para dentro daquele pequeno ecrã.
E o novo produto da Nintendo cria um mercado
que ninguém sabia que existia.
O Game Boy foi uma espécie de primeira ama virtual.
Esta ideia de que se tiver dois minutos de sobra,
posso perder-me num aparelho.
E o único jogo em que todos se perdem...
o Tetris.
Parece tão simples mas é tão difícil.
O Tetris é sobre construir muros,
uma expressão perfeita do império que o desenvolveu pela primeira vez.
Não foi os Estados Unidos nem o Japão,
mas a União Soviética.
O Tetris era o icónico jogo soviético.
Olhava-se para ele e era... Tresandava a sovietismo.
Então, como escapou o Tetris da Rússia?
Em 1988,
o criador de jogos Henk Rogers vê uma versão preliminar de Tetris
licenciado para PC,
mas acha que funcionaria ainda melhor no Game Boy que será lançado brevemente.
O Tetris tem formas quadradas muito simples
que são bastante visíveis naquele pequeno ecrã
e pensei, "Esta é a máquina perfeita para o Tetris."
Rogers sabe que será uma combinação arrasadora.
Só precisa da licença para juntar os dois
antes que alguém o faça.
Mas há um grande problema,
os direitos são detidos por uma agência governamental
no coração do império malvado.
Nos anos 80, todos os dias, o mundo inteiro acordava
num aperto desta grande luta
entre os EUA e a União Soviética,
preocupados que uma guerra termonuclear pudesse rebentar.
Mas sob pressão para reformar,
o Presidente Gorbachev introduziu liberdade de expressão limitada
e maior abertura a comercializar com o Ocidente.
Era honesto sobre as falhas da economia.
As pessoas costumam pensar que a Perestroika, a reestruturação,
como sendo uma espécie de fator que precipitou
o colapso da economia soviética, mas não era o objetivo.
O objetivo era salvar o sistema,
e reformá-lo, e dessa forma preservá-lo.
Mas as novas reformas não significam que era fácil no terreno.
Para a maioria dos Ocidentais, a Rússia ainda era um local assustador.
Mas isso não impede Rogers.
Dois dias depois, estava num avião para Moscovo.
Sem dados do contacto e sem plano,
Rogers parte à procura da misteriosa agência dona do Tetris.
Chegando a Moscovo era verdadeiramente estranho e assustador.
Olhem aqui para fora. Isto é Moscovo.
Parece bastante cinzento.
É por ser bastante cinzento.
Parecia ser como estar numa prisão gigantesca.
Com apenas um intérprete a seu lado,
Rogers parte para a agência que detém os valiosos direitos.
Mas o seu guia avisa-o
que não poderá entrar sem marcação.
Estando lá com visto de turista,
a única coisa que me era permitido fazer
era tirar fotografias de Moscovo.
Era definitivamente uma possibilidade
que eu iria acabar num gulag, não sabia.
Henk Rogers arrisca.
Ou saio de Moscovo com os direitos do Tetris
ou saio sem eles, mas não vou voltar.
Rogers ilude para entrar no edifício,
e finalmente encontra o homem que controla o Tetris.
Um deles é o criador do jogo.
Este é o Sr. Alexey Pajitnov.
Ele é o autor do Tetris.
Uma aliança inesperada é formada entre o Oriente e o Ocidente.
Tornamo-nos amigos quase de imediato.
Sou o primeiro criador de jogos de outro lado qualquer
com quem ele fala.
Foi a primeira pessoa que conheci
que podia considerar verdadeiramente meu colega.
E juntos, Alexey e Henk conseguem o acordo.
Sabem o que têm e o mundo está prestes a concordar.
Venderam-se mais de 35 milhões de unidades do Game Boy com o Tetris.
Milhões de americanos ficaram viciados.
Não havia escapatória.
Atinge um centro de puro prazer
e esse centro de puro prazer nos humanos
é criar ordem do caos,
e isso é um instinto básico que todos têm,
por isso construímos coisas.
O Tetris é um daqueles jogos raros
que foi um dos clássicos de todos os tempos, como o Monopólio.
Penso que a maioria dos americanos pensavam no Tetris
como parte da sua cultura popular.
O Tetris foi feito pelos russos,
comercializado pelos japoneses e vendido nos Estados Unidos.
Em suma, isso é o globalismo dos anos 80.
Os anos 80 diminuíram a tecnologia e revolucionaram as nossas vidas.
Dos anos 80, todas estas tendências, vídeos, música,
comunicações, computadores, e agora não vivemos sem eles.
Desde a aparelhagem de bolso que nos rebentava a mente e os tímpanos
ao computador do tamanho da mão que derrubou muros
muito antes daquele em Berlim ter caído.
Estes aparelhos moldaram as nossas vidas
e permitiram-nos trazer os média
e ideias de outros locais e vivenciar algo de longe.
Todos ficamos mais ligados num novo mundo conectado.
Vivemos num mundo mais pequeno e mais inteligente do que costumávamos.
Legendas: Pedro Barbosa
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.