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Os anos 80 onde tudo era sobre mais, mais e mais.
Tudo era maior que a vida.
O que quero, acabo por conseguir.
E quando os vilões fazem o melhor género de heróis.
Há algo muito glamoroso
sobre uma figura muito competente que sabe exatamente o que quer.
A nova filosofia gera um novo tipo de capitalista.
A ganância é boa.
A única regra é, não há regras.
Se não é metal, é uma porcaria!
Numa era de cabelos compridos, grandes bónus e telefones ainda maiores.
Indulgência excessiva.
Mas tudo o que sobe, tem de descer.
Vi homens adultos a chorar. Foi assustador.
1980.
A economia americana está de rastos e a despesa interna
está num mínimo histórico.
A menos, claro, que por acaso viva no grande estado do Texas.
Lá, os altos preços da gasolina significam bons tempos para os barões do petróleo,
reais e imaginários.
Dallas representava riqueza e arrogância.
E julgo ter sido isso que se repercutiu no mundo inteiro,
era essa a mensagem que passava e as pessoas queriam um pouco disso.
Diz-se que os ricos são diferentes de nós
e no início dos anos 80,
Dallas chafurdava positivamente nessas diferenças.
Éramos criados nos Estados Unidos a dizer: "O dinheiro não é tudo".
E em todos os programas televisivos como o The Waltons
era esse o nosso valor.
Nos anos 80, tornou-se aceitável dizer que é sempre sobre dinheiro.
"Só quero dinheiro, só quero o poder."
Julgo que as pessoas queriam ver ricos a viver loucamente na mesma casa,
podres de ricos.
Tudo era maior que a vida.
Dallas era um programa que basicamente dizia,
isto é uma coisa normal que acontece nos Estados Unidos.
Enriquecer como os Ewing.
Estamos a gravar! Corta!
O problema é que não era normal.
Ninguém queria saber.
As audiências de Dallas começaram a subir.
Ajudadas por um anti-herói que se tornou a estrela do programa.
Vais perder esta luta.
Desde quando me viste perder?
O que quero, acabo por conseguir.
Não desta vez.
Continua a pensar isso querida.
Por volta de 1980, as coisas mudaram nos Estados Unidos
e provavelmente no resto do mundo.
Homens de poder e homens de ganância tornaram-se palavras caseiras
e de certa forma representava-os.
JR é alguém
que os homens amariam ser.
Ele tem as mulheres, ele tem o dinheiro e tem o poder.
Diz-me, JR, com que pega vais estar esta noite?
Que diferença faz?
Seja quem for será mais interessante que a pega
que vejo agora.
E ao mesmo tempo, podiam odiar o filho da mãe.
E o Larry Hagman, que tinha sido secundário
em talvez mais séries más do que alguém se quer recordar,
teve hipótese de desempenhar o homem com que cresceu no Texas.
Este tipo de predador, totalmente alheio
a qualquer milionário simpatizante de petróleo.
Quem está aí?
Dallas tornou-se uma obsessão nacional
e depois veio o tiro ouvido no mundo inteiro.
Vinte e um de março de 1980.
De Londres a Hong Kong, todos querem saber,
"Quem matou JR?"
Até a Família Real Britânica recebeu uma nega.
Senhoras e senhores, apresento-vos o Sr. Larry Hagman!
Depois do espetáculo, a Rainha Mãe veio aos bastidores
e disse-me: "Imagino que não me possa contar
"quem o matou, JR?"
E eu disse: "Não, minha senhora, nem sequer a si."
Depois, a vida imita a arte.
Quando se trata de renegociar o seu contrato,
Hagman age como JR e busca mais dinheiro.
Pensei, pessoalmente, esta é uma boa altura para pedir um aumento.
Pensei que seria a maior aposta da minha vida
porque se perdesse isto, nunca mais trabalharia no ramo.
Hagman acaba por conseguir uns enormes 100 mil dólares por episódio.
E isso estabelece a fasquia para as negociações que virão.
Julgo que todos os miúdos de Friends me devem 10% do que receberam
porque estabeleci que poderia ser feito.
Foste ao escritório nessa noite com a arma do JR.
Quando o episódio "Quem Matou JR?" é exibido a 21 de novembro de 1980,
não são apenas 83 milhões de americanos a sintonizar-se.
Foste tu, Kristin, que mataste o JR.
Torna-se na transmissão americana de maior audiência da altura
com mais de 350 milhões de pessoas em 57 países a ver.
Incluindo o isolado estado comunista da Roménia
onde o brutal ditador, Nicolae Ceausescu,
permitiu que Dallas fosse para o ar.
ROMÉNIA
Porquê? Perguntam vocês.
Ele acreditava que mostraria ao seu povo como o dinheiro corrompera o Ocidente.
Se já houve um estudo de caso sobre a lei de consequências indesejadas,
pode muito bem ser este.
Eu estava na Roménia numa instituição para crianças
e um homem veio ter comigo na rua com lágrimas nos olhos
e disse: "JR, salvou o nosso país."
As pessoas viram esse programa e disseram: "Porque não temos aqueles carros
e aquelas roupas, e toda aquela comida e as joias?"
Tinham sido totalmente isoladas do mundo,
exceto através de Dallas.
Levaram-no para a rua e alvejaram-no 500 vezes.
A morte de Ceausescu e o desmoronar do seu regime déspota
encerraria os anos 80.
Mas de volta ao início da década,
o mundo a fingir de Dallas estava a inspirar uma geração
muito mais perto de casa.
Em 1983, a América está a sair da recessão.
As taxas de juro estão baixas, e a economia prospera.
O tempo do jovem profissional urbano, o yuppie, chegou.
Na verdade, os baby-boomers que cresceram nos anos 60,
que ultrapassaram a sua rebelião adolescente,
começam a ver que é hora de ganhar dinheiro.
Os yuppies são só gays heterossexuais.
Éramos cifrões representados por homens.
Espera lá, sou eu, sou um yuppie.
Esta nova geração vive sob um novo código,
trabalhar duro, jogar ainda mais duro e gastar tanto quanto possas.
Um homem de seis dígitos.
Eram esbanjadores, eram gananciosos,
eram egoístas.
Era anticriativo. Era antiartístico.
Mas ao mesmo tempo, eram essas pessoas
que tinham dinheiro para comprar a arte e a música.
Não são com quem querias andar
mas se vos quisessem levar a jantar fora,
julgo que iriam com eles.
E estava prestes a ser-lhes vendida uma nova forma
de mostrar a riqueza deles, uma que nos apaixonaria a todos.
Quantas vezes precisou mesmo de fazer uma chamada,
mas esteve preso no trânsito ou não há um telefone público à vista?
Não gostaria de tirar um telefone da sua bolsa?
Bem, aqui está ele.
Vinte e cinco anos antes do smartphone infiltrar as nossas vidas,
havia isto,
-o Motorola DynaTAC 8000 - X de 4 mil dólares,
o primeiro telefone portátil comercial,
também conhecido como "O Tijolo".
Lembro-me do dia em que tivemos um telemóvel.
Saí do Kitt e disse: "Meu Deus, isto é fantástico."
Um telefone gigantesco.
E pensei: "Não, isto nunca vai resultar."
Se há algo que agora tomamos como garantido,
é que nunca estamos incontactáveis.
Isso é agora. Isto era na altura.
Como diabo encontrávamos alguém para jantar?
Encontramo-nos debaixo do relógio na estação Grand Central.
Tínhamos encontros assim.
Marcados com dias de antecedência.
Nos anos 80, o telefone de moedas era omnipresente.
Se estávamos em movimento, ligávamos de um telefone de moedas.
Estamos a tentar visualizar quando as pessoas descem a rua
e falam sozinhas ao telefone.
E isso vai acontecer ou não?
E começamos a praticar e dissemos: "Sim, julgo que vai."
Mas uma das maiores companhias telefónicas americanas
não acredita que vá pegar.
Alguém na AT&T disse: "Dá o negócio dos telemóveis à RBox,
empresas regionais Bell,
nunca serão mais de um milhão de assinantes."
Com este catastrófico erro de cálculo,
um dos principais desenvolvimentos da história da comunicação
cai numa empresa regional chamada Ameritech.
Bob Barnett e a sua equipa passam anos a aperfeiçoar a tecnologia de telemóveis
e em 1983, a rede é lançada com um grande golpe publicitário
no Soldier Field em Chicago.
Em frente à imprensa, Bob planeia demonstrar
a tecnologia dos telemóveis ao mundo.
Estava bastante confiante que iria funcionar,
mas nunca se sabe, certo?
Houve muito de nós que não dormiram
porque quando começarmos, é comercial.
Não nos podemos dar ao luxo de lançar isto e ser um fracasso.
Bob Barnett marca o número.
Sim, Sr. Grosvenor, daqui fala Bob Barnett em Chicago.
E a resposta dele: "Ouço-o bem,
é como se você estivesse num telefone fixo."
É um prazer falar consigo.
Como sabe, esta chama de hoje é a primeira que fizemos
com um telemóvel.
Quando aquela chamada foi feita, eu próprio, assim como os meus colegas
suspirámos de alívio.
E dissemos: "Muito bem, conseguimos."
Eventualmente, ver pessoas a usar telemóveis
pode ser tão banal como alguém ver as horas
num relógio digital ou programar num computador eletrónico.
Um mundo de comunicação constante chegou.
Nenhum produto de consumo na história da humanidade
foi adotado pelas pessoas em todo o mundo tão rapidamente
quanto o telemóvel.
Se tivessem dito: "Acha que daqui a 25 anos
haverá quase seis mil milhões de telefones no mundo?"
Diria: "Isso é mesmo muito."
Nos anos 80, ter um telemóvel gigante
não era a única forma de confirmar o seu estatuto.
Um salário gigante também não magoava.
E esses salários e muito poucos saldos bancários
podiam ser encontrados numa rua de Nova Iorque em particular.
E negócio é negócio, continua a comprar.
Dilui o filho da mãe.
O filme de 1987 de Oliver Stone,
documenta as radicais mudanças de valores
no coração do distrito financeiro americano,
liderado por uma nova geração de homens de negócios impiedosos.
Penso que Wall Street foi um dos filmes
que melhor capturou o ambiente dos anos 80.
E penso que Michael Douglas
foi brilhante como Gordon Gekko.
Não gosto de perdas, parceiro.
Nada arruína mais o meu dia do que perdas.
Boston é agora recordada pela personagem do vilão
em vez do herói.
Ganância, à falta de melhor palavra,
é boa.
Ganância é correto. Ganância resulta.
Resumiu o que achei que começou a correr mal
no nosso mundo financeiro.
Taxas de juro desreguladas.
Alguém mais quer vender TRON alto?
Tenho 50 para comprar.
Jovens invadiram Wall Street em número recorde
levados pelo entusiasmo, a competição,
o jogo e os ganhos.
Desregulação é reescrever as regras da alta finança
e os ganhos sobem imenso.
Não é nada anormal alguém estar a ganhar
um quarto de milhão, meio milhão de dólares ao ano nisto,
e isso é só o início.
Chegámos miúdos saídos da universidade
e por isso é que tendemos a assimilar esta ideia
que éramos nós a aumentar isto, daí o Complexo de Deus,
abastecido por sexo e drogas.
Estás imparável, miúdo.
Aproveita enquanto podes porque nunca dura.
O título de Wall Street era Ganância.
O filme explora a sedutora e corrupta natureza do dinheiro fácil.
Enquanto fazemos chamadas pelo país a solicitar negócios,
estamos a receber chamadas de traficantes, prostitutas e vendedores de carros.
Por isso, num dia típico, talvez fizesse 10 ou 20 mil dólares
em comissões numa manhã,
mas à tarde, comprávamos um Porsche
e organizávamos uma festa para a noite e ficávamos 20 mil dólares em dívida.
Num lugar de bens manufaturados,
a nova mercadoria em destaque é o próprio dinheiro.
E em 1986, um verdadeiro Gordon Gekko está a inspirar uma geração.
A vossa missão, procurar ajuda.
Não faz mal.
Durante o discurso inaugural em Berkeley,
o famoso corretor, Ivan Boesky, orgulha-se de que a ganância não faz mal.
Vais ganhar muito dinheiro, meu.
Os riscos aumentam.
Como Gordon Gekko, Ivan Boesky é especulador corporativo,
comprando empresas e vendendo os seus ativos,
pouco preocupado com as consequências.
Fazia um ataque hostil.
Se fizesse uma aquisição, podias vender muitos ativos
e acabar com enormes lucros.
Mas Boesky tinha um segredinho sujo.
Pareço um pirata?
Um que faria a verdadeira Wall Street ajoelhar-se.
Em 1986, o verdadeiro Gordon Gekko está prestes a ser exposto.
O segredo do sucesso de Ivan Boesky é informação privilegiada ilegal
sobre empresas que vai adquirir.
Fusões: em 1980 4 mil por ano.
A informação privilegiada era a moeda do corretor da bolsa por essa altura.
Quero saber onde ele vai e o que vê.
Quero que tu, meu, preenchas a imagem em falta.
Se a SEC descobre posso ir preso.
Isso é informação privilegiada, não é?
Conhecia tipos como o Gordon Gekko
e tráfico de informações estava mesma a acontecer
e sem dúvida que conhecia histórias reais como essa.
Em agosto de 1986, os agentes federais apanham Ivan Boesky.
Ele negoceia uma última transação em troca de uma pena reduzida.
Boesky ajudou a localizar os seus colegas corretores.
Gravou chamadas telefónicas e usou um gravador oculto
chamada escuta.
Em Wall Street, pânico!
Dezenas de corretores são detidos com acusações de corrupção.
Estavam a enganar à grande,
dando enormes quantias de dinheiro para divulgarem informação privilegiada,
isso não era correto.
Não tive pena deles,
nenhuma, zero.
O mundo corporativo começou a perder confiança
nos mercados inflacionados.
Estás num barco que sentes que está a afundar,
estão a retirar as cavilhas desta máquina.
E no verão de 1987, houve um verdadeiro,
pesado sinistro vender todos os dias, vender, vender.
Vem à tona em outubro num dia conhecido
como "Segunda-feira Negra", a bolha rebentou!
Wall Street teve um dia que nunca esquecerá.
Parecia um desastre financeiro enquanto a venda frenética ameaçava
dominar o sistema.
"Segunda sangrenta."
Sentado no escritório na segunda-feira, 19 de outubro,
o desastre está a desenrolar-se, telefones aos berros e as notícias
que sabes serem más notícias.
O medo eclipsa a ganância.
Vendas em massa varrem 500 mil milhões de dólares
do mercado em apenas um dia.
A QUEDA
É a maior queda desde 1929.
Dow Jones perde 22,6%
Foi um dia inacreditavelmente brutal
e vi homens adultos a chorar
e vi pessoas a enlouquecerem totalmente e era assustador.
Isto era o rebentar dos nossos Complexos de Deus.
Este era o grande momento desanimador.
Isto era a chamada de atenção.
Mas era impossível manter Wall Street em baixo.
Em apenas meses, o mercado começa a recuperar as suas perdas
ajudado pelos 12 mil milhões de dólares injetados pela Reserva Federal.
Felizmente, Wall Street aprendeu a lição.
Desculpem, brincadeira.
Nos anos 80, não são só os executivos da Costa Leste
que vivem a vida à grande.
Na Costa Oeste, jovens profissionais urbanos de um género diferente
preparam a sua própria aquisição hostil.
Olho para o cenário do metal em LA um pouco como Calígula em Roma.
É como uma indulgência excessiva.
Éramos jovens e loucos e fazíamos a nossa cena.
Partilham o amor pelo excesso com os seus irmãos de Wall Street,
mas estes tipos faziam um pouco diferente.
Rock glamoroso, hair metal
era uma experiência única dos anos 80.
E olhando para trás, goste-se ou não deles, eram tempos divertidos.
Calças rasgadas, cabelo comprido.
Cabelo mais bonito que as raparigas.
Céus, as bandas de metal podem muito possivelmente
ser responsáveis por destruir a camada do ozono.
A propósito, nunca usei laca na vida.
Era tudo meu, de verdade, pimba!
Foi-me explicado por um jovem que disse:
"Faz as miúdas sentirem-se mais confortáveis
se formos parecidos com elas e é mais fácil dar quecas."
Porque é que as raparigas saiam com estas bandas?
- Porque têm boa música e beijos. - Sim, a sério. São muito bonitos.
Mesmo muito bonitos.
E em lado algum a festa era mais louca do que na Sunset Boulevard de Hollywood.
O que quer que tenha ouvido sobre a Sunset Strip é verdade,
era usada para o rock and roll!
O lema era: "o que vale a pena fazer vale a pena exagerar."
Fazíamos sexo com quantas pessoas quiséssemos.
Consumíamos drogas toda a noite.
Era apenas como as coisas eram
e nessa altura, não pensávamos: "Espera lá,
não devia fazer isto."
Enlouquecíamos. Nos anos 80, enlouquecíamos.
E os indiscutíveis reis do excesso
eram os roqueiros rufias, Mötley Crüe.
Sou o Vince Neil, vocalista.
Tommy Lee, baterista e consumidor de cerveja.
Mick Mars, guitarrista da desgraça.
Sou o Nikki, toco baixo.
Os fãs enlouquecem pelas suas palhaçadas dentro e fora do palco.
-É o que os miúdos fazem. - O quê, sexo e violência?
Qual é o mal disso?
Só se é criança uma vez.
Se estás aborrecido ou deprimido pões Mötley Crüe
e divertes-te de novo!
Em 1986, com mais de cinco milhões de discos vendidos,
até tinham o próprio programa televisivo.
Só porque usamos batom não significa que não damos cabo de ti.
Mötley Crüe venderam mais de 100 milhões de discos no mundo.
Lembro-me de ver os Mötley Crüe pegarem fogo às pernas
e esta coisa louca e fico: "Isto é do caraças!"
É levar tudo aos limites.
Sabem, não só o sexo, as drogas e o rock and roll
mas a maquilhagem e o narcisismo e o...
Apenas tudo ao limite.
E é desafiando os limites
que a década de decadência dos Mötley Crüe quase tem um fim prematuro.
À boa maneira da estrela rock,
Nikki Sixx tinha saído com o Slash dos Guns N' Roses
e estiveram na festa toda a noite.
Nikki Sixx tem uma overdose de heroína e está inconsciente
e a ficar azul, não reage.
Nesta altura, Nikki está aparentemente morto.
Os paramédicos reanimam-no com uma injeção de adrenalina no coração
levam-no para o hospital.
Reza a história que quando acordou,
disse à polícia para ir embora,
arrancou os tubos e fugiu do hospital
e vai conviver com os miúdos no parque de estacionamento.
Isso muda os seus modos?
Nem por isso, mas a experiência de quase morte inspira o próximo disco de sucesso.
Meu coração, meu coração
Reinicia o meu coração
O excesso dos anos 80, penso eu,
alguns de nós felizmente sobrevivemos.
E infelizmente, alguns não sobreviveram.
E julgo que muito disso tem a ver com a tua inteligência
e o que deves ou não fazer
e muito tem a ver com conviver com os Mötley Crüe.
Não se devia fazer isso, entendes.
Os anos 80, dez anos de crescimento, fracasso e luxúria.
O fluxo livre de dinheiro,
a celebração dos ricos, a celebração dos excessos,
foi o que tornou as pessoas hedonistas nos anos 80.
Uma década onde todos queríamos uma coisa,
ter mais.
Foi uma reação, penso, a um movimento muito conservador
a acontecer no país e no mundo nessa altura.
Tornou-se a década da decadência.
Legendas: Pedro Barbosa
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