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Estamos em meados dos anos 80,
onde o dinheiro não fala, grita.
Esbanjava-se dinheiro.
Foi fantástico.
Gastar dinheiro tornou-se o novo passatempo nacional.
Quero este.
E o melhor é que podíamos pagar mais tarde.
O crédito mudou tudo.
Ofereceram-me crédito e aceitei.
Neste novo mundo, o marketing transformou os jeans em génios.
Calvin Klein vendia sexo.
Não deixava nada à imaginação.
Os anunciantes podiam vender de tudo.
O que podia correr mal?
- O que se passa, Wilbur? - Mudaram-me a Coca-Cola.
Em meados dos anos 80, o crédito imediato gera um frenesim de gastos em todo o país.
Basta mostrar o cartão de crédito e pagar mais tarde,
compre agora, pague depois.
Com que frequência come fora?
Pelo menos, três vezes por semana.
- Tem capacidade financeira para isso? - Para que serve o plástico?
Mas não foi assim que a década começou.
Em 1980, a América estava em plena recessão.
As taxas de juro eram as mais altas numa década,
e oito milhões de pessoas estavam desempregadas.
As taxas de inflação subiam drasticamente,
as pessoas sentiam que não conseguiam avançar
e a economia dos EUA tinha recuado.
Na época, para o americano médio,
ter um cartão de crédito era impossível.
Para ter um cartão de crédito, há que ser muito especial.
Em 1950, o Diners Club introduziu o primeiro cartão de crédito,
estritamente para a elite.
Ter um cartão do Diners Club, significava que éramos dignos de crédito.
Grandes bancos, como o Citibank, em Nova Iorque, seguiram o exemplo,
emitindo cartões de crédito para clientes selecionados.
As pessoas mais abastadas tinham crédito à disposição.
Mas em 1980, esta linha de negócios
custou uma fortuna ao Citibank e a outras entidades bancárias.
Enquanto a inflação disparava,
1980 - Inflação Eua: 14%
as leis estaduais limitavam os juros a cobrar sobre os cartões de crédito.
Perdiam cerca de 300 mil dólares por dia
devido a esta discrepância.
O Citibank está a falir.
Tem de sair de Nova Iorque.
Walter Wriston, o CEO do Citibank na época,
começou a procurar opções.
Ele começou a procurar os locais onde não havia limites às taxas de juro.
Iniciemos um diálogo.
Apresentamos uma cidade chamada Sioux Falls, no Dakota do Sul,
Bem-Vindo Ao DAKOTA DO SUL Governador: William J. Janklow
um estado mais conhecido pela pecuária
do que pelo mercado de ações.
O Dakota do Sul estava com dificuldades já que a economia agrícola
estava em declínio.
O Citibank fez ao Estado uma oferta que não foi recusada.
Empregos em troca da liberdade de cobrar juros mais altos aos consumidores.
Era facílimo, não tinham alternativa.
Citibank, fala a Kyper, pode dar-me o número da conta?
O banco foi para lá, criou empregos,
e podiam cobrar o que quisessem.
O Estado do Monte Rushmore passou de pobre a potência financeira.
De repente, todos se dirigiam a Sioux Falls para montar operações.
Por isso é que o meu cartão de crédito diz "Sioux Falls, Dakota do Sul."
Isso sempre me intrigou.
Juros mais altos geram grandes lucros.
Nasce uma indústria de triliões de dólares.
Os bancos aperceberam-se: "podemos fazer dinheiro com isto."
E como tubarões a sangue, atiraram-se ao negócio.
Foi como se a porta do celeiro se abrisse.
Em 1984, mais de metade das famílias americanas
tinham cartões de crédito.
Os cartões de crédito, se chegavam pelo correio
e me ofereciam crédito, eu aceitava.
Devia dinheiro a toda a gente.
As pessoas aceitavam as ofertas de cartões de crédito dos bancos,
quando não deviam tê-lo feito.
Dívida Média dos Titulares de Cartões nos EUA: 1980: 395 $ - 1990: 2350 $
Era o sonho americano ter cartões de crédito,
e isso levou muita gente a meter-se em problemas.
Mas o crédito também faz disparar o consumo
e os consumidores sabiam exatamente onde ir.
Podemos gastar mais do que o que costumávamos poupar.
Não tardou a que, nos EUA, abrissem 60 megacentros comerciais por ano.
O crédito mudou tudo.
Passámos a ter centros comerciais caríssimos
com lojas à disposição, onde se pode gastar.
É um passatempo.
Um verdadeiro desporto.
E o campeão indiscutível deste desporto é um novo tipo de consumidor.
A betinha.
As betinhas vinham do Vale de São Fernando.
Eram jovens raparigas com cartão de crédito,
que eram loucas por consumismo.
As betinhas iam ao centro comercial
e consumiam sem parar.
Faziam compras, compravam mais.
É um dia fantástico.
E como todas as adolescentes, falavam de uma forma muito peculiar.
É tipo completamente incrível.
É fixe ao máximo.
- Tipo brutal. - Amordaça-me com uma colher.
Coloca-se o queixo para a frente
e pronuncia-se tudo
como se tivéssemos berlindes na boca.
De repente, tornou-se moda.
E nos anos 80, as modas cresciam muito e muito depressa.
A forma de falar do Vale está a alastrar a toda a nação, portanto atenção, América,
há relatos hoje à noite de que "fixe ao máximo"
foi ouvido em St. Louis.
Tipo, totalmente incrível.
Eu vestia-me como uma deusa...
As consumidoras adolescentes eram mais do que uma novidade.
Criaram um enorme novo mercado.
Os anúncios das revistas mostram-me como conjugar tudo.
Os anunciantes começam a perceber e a prestar atenção.
O que vemos aumentar é um foco na moda,
um foco nas compras,
e, claro, alimentado pela imensamente
poderosa indústria da publicidade,
que faz com que adultos passem as suas carreiras a pensar:
"Como manipular adolescentes?"
Um novo tipo de consumidor requer um novo tipo de abordagem.
Na década de 80, houve um enorme surto de mercantilização
e rentabilização de coisas que tínhamos como garantidas, como as calças de ganga.
Um homem entre todos apercebeu-se de como uma reclassificação
pode tornar especiais as coisas do quotidiano.
Calvin Klein.
Acho que ninguém foi melhor a criar uma marca do que o Calvin Klein.
No início dos anos 80, lancei uma coleção de jeans,
jeans de designer, como lhes chamavam.
Para tornar a ganga desejável, Calvin Klein adicionou um ingrediente.
Sex appeal.
O que o Calvin fez em publicidade estava tão à frente de tudo.
O Calvin Klein vendia sexo.
O sexo podia chamar a atenção, mas contratar Brooke Shields, de 15 anos,
como modelo, fez manchetes.
Os anúncios da Brooke eram divertidos.
Então, foi isto que me aconteceu.
Era atriz, era muito jovem.
Fui calvinizada!
E isso desencadeou tudo o resto.
O anúncio mais provocante de Klein chocou a América.
Queres saber o que há entre mim e as minhas Calvin Klein?
Nada.
Algumas cadeias de televisão suspenderam o anúncio.
Mas ele vendia dois milhões de calças por mês.
Foi incrível.
De repente, as pessoas estavam dispostas a gastar muito dinheiro
numas calças de ganga.
Mas Calvin Klein não estava satisfeito
e virou o olhar para uma direção diferente.
Meninas, comprei muita roupa interior para o meu homem
e, há uns anos, escolhi a Fruit of The Loom.
- Surpresa, Emma! - Surpresa, Emma!
Klein quer tornar a roupa interior masculina sensual, mas para isso,
terá de ser algo em grande.
Acha que era para os abdominais que se olhava
nos anúncios do Calvin Klein?
Nos anos 80 viciados em compras, parecia que o sexo vendia tudo.
Não contente com reinventar os jeans,
Calvin Klein aponta para o último reduto do glamour.
A roupa interior masculina não era sexy.
Era funcional e pensei: "porque não ser bonita?"
Porque não ser atraente, sensual, mais excitante?
Para vender o seu conceito radical,
precisa de uma nova campanha arrojada
e alguém com as características certas para a encabeçar.
Vi o Tom Hintnaus
a correr na Sunset Boulevard,
parei o carro, saí
e apresentei-me.
E sabia que ele ia usar a roupa interior.
Klein encontrou a sua musa.
Tom Hintnaus estava A Treinar para os Jogos Olímpicos De 1984.
E leva a sua equipa de moda para a ilha grega de Santorini
para filmar a nova campanha.
Quando comecei como modelo, não levei a sério.
Fazia-o para pagar a renda.
O Tom não sabia que estava prestes a tornar-se um dos melhores modelos.
Preparávamo-nos para a sessão seguinte
e estava lá um miúdo de Malibu.
Ele entrou para mudar de roupa, saiu
e só tinha umas cuecas apertadas vestidas e eu comecei a rir-me,
e pensei: "Ainda bem que não sou eu."
Vestiram outra pessoa com a roupa interior e eu disse:
"Não, não, não."
E ouvi o Calvin a dizer: "Não, ele não vai usar isso.
"Vistam a roupa interior ao Tom."
E eu disse: "Meu Deus!"
Eu sabia.
E disse: "Está bem, vou arriscar."
Mas achei que nunca ia sobreviver.
Presenciei tudo.
Foi uma sessão difícil, com pessoas embasbacadas, a olharem fixamente.
Olhei e pensei:
"Meu Deus, é isto mesmo. É esta a foto."
No início dos anos 80, não existiam anúncios com homens semi-nus,
mas Calvin planeava a exposição máxima.
Não me interessa.
Não me interessa o que os outros pensam.
Isto é para todos.
Surgiu um placar gigante em Times Square
e nem dá para descrever
algo assim, é apenas "Uau!"
Não deixava nada à imaginação.
Roupa Interior Calvin Klein
Ele era muito à frente para a época.
Quando vim para Nova Iorque, os meus amigos
pediram-me todos para lhes levar roupa interior Calvin Klein.
Também fez parte do início de levar o imaginário gay
ao grande público.
Não se tratava de controvérsia, mas de vender o produto.
Nunca nada tinha sido direcionado para os homens.
Veste umas cuecas apertadas, um fato e vai trabalhar.
De repente era: "Sabes que mais? Também tens de ser sensual."
Era só para as mulheres, mas agora os homens também tinham de ser obcecados
por não terem o corpo perfeito.
Num mês apenas,
Calvin vendeu cerca de 250 mil pares.
Cuecas Normais: 1 $ Cuecas Calvin Klein: 4,83 $
O que se passou a seguir chocou até a equipa de marketing de CK.
Não sucedeu com um ou dois, mas com todos,
e, claro, corremos para o Calvin:
"Calvin, não vais acreditar. Roubaram os nossos cartazes."
Tornou-se uma campanha publicitária viral antes mesmo das pessoas saberem
o que era uma campanha viral.
Não eram criminosos,
eram apenas miúdos e pessoas que gostavam tanto da imagem,
que a única forma de a conseguirem naquele tamanho e a colocarem no quarto
era roubando-a.
Calvin Klein transformou a roupa interior masculina
de uma velharia a ouro de Hollywood.
Sexo e controvérsia,
as duas coisas combinadas granjearam-lhe muita atenção,
atenção essa que se traduziu em vendas e dinheiro!
Dois anos mais tarde,
uma controvérsia não intencional atirou uma marca emergente
para o centro do palco.
E desta vez, os holofotes apontavam para a roupa de desporto.
Havia grandes apostas em sapatos de basquete e a Adidas e a Converse
tinham dominado o mercado.
Em vez de sexo, os concorrentes apostavam em celebridades para ter sucesso.
A Nike começava a ser uma marca da moda,
mas só com o Michael Jordan
é que a marca arrancou.
No verão de 1984,
Michael Jordan ainda nunca tinha jogado na NBA.
Mas Jordan tinha algo especial e a Nike apercebeu-se disso.
Foram as coisas que o Mike fazia
que o levaram para outro nível.
Ele é incrível, é fantástico.
Como é que ele salta tão alto?
A Nike assina com ele um contrato milionário
e dá um salto gigantesco.
Os anúncios eram icónicos, com ele pendurado no cesto.
Os Air Jordan deixaram o público empolgado quanto a sapatos de basquetebol.
Os Air Jordan não são brancos,
são encarnados e pretos, e custam 65 dólares,
mais do dobro de quaisquer outros ténis no mercado.
Algo que é conhecido como preço psicológico.
Quando colocam um preço de 65 dólares, achamos que são muito mais valiosos,
e queremo-los.
Mas aconteceu um desastre. A NBA tentou proibir Jordan
de os usar por não terem branco suficiente.
Os jogadores de basquetebol só deviam usar ténis brancos.
Sempre que eles os usava,
era multado pela Comissão de Basquetebol.
A Nike reagiu de imediato.
Lançaram anúncios muito duros.
Nada de sorrisos, muito sérios.
-Em setembro de 1984... - Boom, a bola saltava.
-A NBA americana... - A imagem descia até chegar aos sapatos.
O narrador dizia:
Felizmente, a NBA não pode impedir-te de os usares.
Foi um golpe de génio da Nike.
De repente, o Michael Jordan
e os Air Jordan eram icónicos.
Quase instantaneamente.
Dois meses após o lançamento, a Nike já vendera 70 milhões de dólares.
Voavam das prateleiras.
As lojas não conseguiam manter os Air Jordan em stock,
pois mal dizemos os americanos
que não podem ter seja o que for, mais eles o querem.
Mas, para uma das marcas mais icónicas do país,
dizer aos americanos que não podem ter algo quase a levou à ruína.
Durante décadas, a guerra das colas não ficou atrás da guerra fria.
Até que em 1983,
a Pepsi
parecia ultrapassar a Coca-Cola pela primeira vez,
graças ao desafio Pepsi.
Como consumidor de Coca-Cola prefere...
- Qual é que prefere? - Sim, a Pepsi.
Diabos me levem, quem diria.
Com esta campanha, dissemos: "Espere,
se não souber que é Coca-Cola,
vai perceber que a Pepsi sabe melhor que a Coca-Cola.
O que pensa disso?"
Combatemos isso com inúmeras campanhas.
Mas ainda assim, lentamente, a quota de mercado foi subindo.
Em 1985, as pessoas pronunciaram-se.
A supremacia da Coca-Cola em relação à Pepsi tinha quase desaparecido.
A Pepsi continua em segundo em relação à Coca-Cola,
mas aumentou muito as vendas nos supermercados.
A Coca-Cola pensou: "Meu Deus,
mais alguém está a vender água gaseificada com açúcar
com tanto sucesso como nós.
O que vamos fazer?"
NOVA! Coca-Cola
A Coca-Cola anuncia um ataque de retaliação.
Quando soubemos que a Coca-Cola
ia lançar uma nova bebida,
apanhámos um susto de morte.
Mas a Coca-Cola estava prestes a descobrir que a reinvenção podia ser um desastre.
1985, a rainha das Colas está sob ameaça.
O efeito que o Desafio da Pepsi teve na gestão da Coca-Cola
foi atordoá-los um pouco
pois viram incursões dramáticas nas suas vendas.
Esta!
Numa década de marcas ousadas,
o gigante dos refrigerantes tinha de fazer algo radical.
Na Coca-Cola, a ideia de mudar a fórmula sagrada
guardada no cofre é inédita.
Era o produto verdadeiro.
Mas a Coca-Cola pensa no impensável.
Mudam a história para criar uma Nova Coca-Cola com um sabor novo.
A Nova Coca-Cola começa com uma festa gigante na sede da empresa em Atlanta.
Foi organizado um evento que transformou a baixa de Atlanta
num circo com três anéis.
Música, fogo de artifício, convidados especiais, e muita Coca-Cola gratuita.
Toda a empresa estava tão orgulhosa da Nova Coca-Cola
porque acreditávamos no que fazíamos.
Deixe-me dizer-lhe que a América mudou,
a fórmula original existe há 99 anos
e vamos entrar no segundo século de Coca-Cola
com um fantástico novo sabor
e achamos que é o melhor risco que alguma vez corremos, Jane.
A Nova Coca-Cola sai da linha de produção aos milhões.
A primeira lata da Nova Coca-Cola!
É mais doce? É mais ácida? É melhor?
É pior?
A imprensa quer saber, aliás, a Pepsi quer saber.
NOVA! Coca-Cola
Muito dececionado, acho que perdemos a tradição americana.
Não tem gás.
Não tem o que precisamos quando queremos Coca-Cola.
É assim há 100 anos e deviam manter a tradição.
Eles criaram uma guerra no seu próprio quintal,
com os seus melhores amigos,
os apreciadores de Coca-Cola, que não estão contentes com o novo sabor.
Sou fã de Coca-Cola, detesto o novo sabor.
Não comprei nem uma Coca-Cola desde que lançaram esta coisa nova.
Vou comprar Dr. Pepper e Sprite.
A reação da América foi:
"Espera aí, é um dos nossos produtos preferidos,
como se atrevem a alterá-lo?"
- O que se passa, Wilbur? - Mudaram-me a Coca-Cola.
Tinha algum problema?
Não sei, mas mudaram.
- Podiam ter perguntado. - Claro.
Mantive-me leal três guerras e algumas tempestades de areia
mas isto é demais.
Acho que algo grande os fez mudar.
Bem grande.
Bem grande.
Pepsi, a escolha da nova geração.
Mesmo assim, podiam ter perguntado.
A Coca-cola já era!
A Coca-Cola está a afogar-se em má publicidade.
Porque mudaram o que já estava testado e aprovado?
Não sei.
Passa-se alguma coisa que não saibamos?
Precisam de recuperar da situação rapidamente.
Setenta e oito dias após o anúncio da Nova Coca-Cola,
a marca convoca a imprensa para o lançamento de outro produto.
A paixão pela Coca-Cola original foi algo
que nos apanhou de surpresa.
Vamos trazer de volta a fórmula original e clássica da Coca-Cola.
Um caso clássico de "Se não está partido, não concertes."
O que aprendemos foi que o consumidor tem o poder,
não as agências de publicidade
nem os departamentos de marketing das empresas
que tentam vender-lhes produtos.
A fórmula original da Coca-Cola é relançada e renomeada
como Coca Cola Clássica.
O seu slogan abraça a sua história e tradição.
Em menos de um ano, as vendas da Coca-Cola ultrapassam as da Pepsi.
Ironicamente, não foi o sucesso da Nova Coca-Cola
que fez a Coca-Cola...
que trouxe a Coca-Cola de volta.
Foi o fracasso da Nova Coca-Cola, porque foi um fracasso
e as pessoas começaram a falar sobre quanto apreciavam a antiga.
De repente, voltou a ser um produto emocionante.
A Nova Coca-Cola foi remetida para o caixote do lixo da história.
Nos anos 90, a Coca-Cola ganha vantagem à Pepsi,
inaugurando a maior liderança em 20 anos.
Por acidente ou desígnio, o erro que foi a Nova Coca-Cola terminou as guerras.
Alguns críticos dirão: "A Coca-Cola cometeu um erro de marketing",
e alguns cínicos dizem
que planeámos tudo.
A verdade é que não somos assim tão burros,
nem somos assim tão inteligentes.
A Nova Coca-Cola é o símbolo do fracasso maciço
que pode quase destruir um negócio,
se, arrogantemente, pensarmos:
"Não, tenho uma ideia, é a Nova Coca-Cola."
Coca-Cola
Nos anos 80, o marketing transforma seja o que for em objeto de desejo.
Tínhamos de usar jeans com tudo.
Esbanjar era uma forma de vida.
Ouvimos vezes sem conta: "gaste o seu dinheiro."
O mundo entra na era do consumo desenfreado.
O nascimento das marcas, ter aquele logótipo, era importante.
E nunca mais recuou.
"Faça compras até cair" e nós fazemos.
Legendas: Isabel Monteiro
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