All language subtitles for The.80s.Greatest.S01E04.The.Culture.Clash.1080p.DSNP.WEB-DL.DD+5.1.H.264-NTb_track10_[por]

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American) Download
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Os anos 80, uma década de criatividade incrível...

Nascida de um enorme conflito.

Pensei: "Que raio fizeram com a nossa canção?"

Uma época em que novas vozes jovens exigem ser ouvidas.

Ele ter-me-ia levado para a rua e alvejado.

Afagando a América conservadora da maneira errada.

As letras dessas canções... Aquilo era mesmo pornográfico.

Por amor de Deus!

E quando o choque de culturas dos anos 80 fica explosivo...

nascem novas estrelas.

Levou-nos a outro patamar e fez de nós estrelas do rock.

É o início dos anos 80, e aqueles que já têm alguma coisa,

ainda ficam com mais.

As roupas caras, a musculação

e adivinhar o preço das ações, é o que está a dar.

Mas os não têm nada também querem ser ouvidos.

E, para três jovens,

a revolução começa num pátio da sua escola católica de Nova Iorque.

Darryl McDaniels, de 12 anos, está prestes a ouvir uma cassete

que nunca ouviu.

Ouvimos uma voz...

Quem andar por aí na cidade de Nova Iorque

Vai conhecer o Cheeba, o palhaço do disco

Não pares até chegares Ao topo da montanha

E ao chegares ao topo Dizem que atingiste o auge

E depois paraste

E nós: "Outra vez!"

O que o Darryl está a ouvir

é uma gravação do DJ local, Eddie Cheeba.

Queríamos ouvir mais 30 segundos daquilo.

Ficámos ali meia hora a rebobinar.

Era bom, soava bem,

atingia-nos lá dentro.

O Darryl e os amigos, Joseph Run Simmons

e o Jason Mizell também querem fazer aquilo.

Para nós, começou por ser um lançamento, era uma festa.

No início dos anos 80, passam a adolescência no sótão do Joey,

onde o Darryl compõe rimas.

O D é por eu fazer isto o dia todo

O M é pelas rimas que são todas minhas

O C é de cool, do mais cool que há

Para que são esses óculos

Para poder ver

E, em 1982,

o irmão de Run, Russell Simmons, promotor do partido do bairro, dá-lhes um nome,

os Run DMC.

Não são precisos instrumentos,

apenas dois gira-discos, um palco, pessoal e...

Dois rimadores.

Russell grava-os numa demo,

mas, se os rapazes brancos detestavam o disco,

odeiam o rap.

O Russell levou-a às principais editoras discográficas e recusaram-na.

O estilo do Hip Hop era tão novo,

que as pessoas consideravam-no uma moda de verão!

E potencialmente ilegal.

Agora, o Hip Hop usa a música dos outros,

protegida por direitos de autor.

JAMES BROWN É O ARTISTA COM MAIS SAMPLES DE TODOS OS TEMPOS.

Mas o produtor em ascensão Rick Rubin tem outra ideia.

Quer que os Run DMC deem um novo passo ousado para o mainstream...

regravando uma música de sucesso dos Aerosmith, as lendas do rock.

Achámos que fazer um cover integral de "Walk This Way"

era a coisa mais ridícula de sempre!

Essa não era a única coisa a bloquear o caminho.

Buongiorno, Giovanni.

Estávamos em turné e alguém disse: "Esses tipos querem gravar 'Walk This Way'

e estão a fazê-lo em rap."

E eu pensei nisso e achei:

"O que fizeram à nossa canção?"

Há a música rock...

E há a música rap.

Mas a música não se quer misturar.

- Um, dois e três. - Pronto.

Antes de Rick Rubin engendrar um plano louco,

coloca o novato do rap

e as lendas do rock juntas em estúdio.

Eu não sabia no que me estava a meter.

Vimos o grande sorriso do Rick e pensei:

"O que é isto?"

Éramos B-Boys negros e MCs

e DJs e criadores de grafíti de Nova Iorque,

então, quando lá entrámos pensei:

"Ora bolas!

São os Rolling Stones."

Não sei se eles sabiam quem éramos ou não.

Também não estávamos habituados a ouvir rap.

E é isto, pessoal

-Pessoal - Pessoal

É isto, pessoal

-Rocar com os Aerosmith, pessoal - Aerosmith, pessoal

No estúdio, as câmaras filmam o encontro de grandes mentes musicais

que rasgam o livro de regras.

Ao Estilo do Diggy

Faziam loops com a percussão inicial...

E estavam numa boa,

atiravam deixas de gangues

e foi uma loucura, meu.

O Jase mostrou exatamente ao Steve o que costumávamos fazer com o disco,

como costumava misturá-lo para fazermos o rap.

Sempre que o Jay dizia "Dah" e voltava para a traz no disco,

o Steven Tyler dizia ao Jay,

enquanto o Jay lhe dizia: "Quando é que me ouves?"

E o Jay dizia: "Pois é, Steve, nunca te ouvimos."

E o Steve dizia: "Uau".

Ninguém faz isto como os DMC

É o melhor que conhecemos E arranhamos assim

Ninguém faz isto como os DMC

Eu sei quando algo é bom, e sou o primeiro

a querer melhorar as coisas.

Porque é que esta versão vai ser diferente do original?

Porque nós vamos participar.

Os opostos não só se atraem, como fazem magia.

Não só no estúdio de gravação,

mas num vídeo clássico feito para a MTV.

Há um amante no banco de trás Que está sempre disfarçado

E falamos até o meu pai dizer

Tínhamos de fazer um vídeo e tivemos a ideia

de romper a barreira entre pretos e brancos, e olá!

Pego no suporte do microfone e...

E aquilo pareciam os desenhos animados antigos, a tremer!

Arrepanhou-me as costas

e fiquei tão lixado que achei que estavam... comigo

e voltei a arremessá-lo.

E foi aí que ela começou a ceder.

E depois a luz entrou e foi perfeito.

Caminha assim, fala assado

Isso levou-nos a outro patamar e fez de nós estrelas do rock,

fez de nós estrelas do rock.

O último álbum dos Run DMC já vendeu

mais de um milhão de cópias em apenas 13 semanas.

Topem isto.

Foi tão bom participar no derrubar de barreiras.

Como o filho de Deus, sabes?

E dei um beijinho à miúda Assim

EM 1986, OS RUN-DMC ASSINAM UM CONTRATO DE 1.6 MIL MILHÕES COM A ADIDAS

Há histórias de miúdos da faculdade

a dizerem que, por causa de "Walk This Way",

"no meu dormitório, negros e brancos conseguiam sentar-se juntos

e ouvir música."

Dá-lhe!

Com a junção do rap e do rock,

as velhas barreiras da divisão estão a desmoronar-se.

Mas se os adolescentes da América julgam poder ouvir só o que querem,

aí vem mais uma surpresa.

Ouvi as letras:

"Conheci uma miúda chamada Nicky, a masturbar-se com uma revista."

Pensei: "Isto é muito grosseiro para esta miúda."

É o verão de 1984,

com a economia a crescer,

está tudo bem na capital.

Mas um grupo de mães locais irá receber uma chamada de alerta.

Estava no quarto da minha filha e ela diz-me:

"Tens de ouvir o meu novo álbum, adoro este álbum.

É de um tipo chamado Prince, mas não ouças as letras."

Conheci uma miúda chamada Nikki

Um verdadeiro demónio do sexo

Conheci-a num átrio de hotel

A masturbar-se com uma revista

Fiquei parva.

E não consegui resistir

Quando vi a racha da Nikki

É muito grosseiro para esta miúda.

e pensei: "Isto não me agrada."

E isso levou-me a pensar: "Que mais haverá por aí?"

Foi como levantar uma pedra e espreitar por baixo dela

e ver imensas coisas.

Eram drogas e álcool.

A cabra foi destruída E vi a morte diante dos olhos

Aquilo era muito violento.

Apagam-se as luzes, espeto a faca

Tiro-lhe a vida O sacana está morto

E eram letras pornográficas.

Um impulso da pelve e o suor começa a arder

...como um animal

"...como um animal," por favor.

Senti que tinha de fazer alguma coisa.

Os outros pais saberiam disto?

PARAR O ROCK PORNOGRÁFICO - MY TURN/ - KANDY STROUT

Eu era jornalista e escrevi uma peça sobre isso para a Newsweek.

Acontece que Kandie Stroud não é a única mãe indignada em DC.

Com ela está Susan Baker, esposa do Secretário do Tesouro,

e Tipper Gore, esposa do senador Al Gore.

Mary Elizabeth Gore diz que ficou chocada com o que estava a ouvir.

Gore é mãe de quatro e esposa de um senador dos Estados Unidos.

As esposas de Washington criam o Parents Music Resource Centre,

o PMRC,

uma organização com uma intenção.

O objetivo era: "Meus senhores,

com todo o respeito, deixem-se de porcarias."

E há uma banda em particular

que querem atingir, os "Twisted Sister".

Aqui entra aquela luz brilhante

Fica mesmo ao teu lado

Aí vem a escuridão, é esta noite

A lâmina vai saltar

O PMRC dizia que "Under the Blade"

é sobre sadomasoquismo e bondage.

E eu pensei: "O quê?"

Eles falavam na letra sobre uma operação à garganta.

Uma operação à garganta!

Então, quando o PMRC

e as Esposas de Washington,

começavam a erguer as suas carantonhas,

ou as suas cabeças bem penteadas, diria eu...

Não as levámos a sério.

Ninguém levou isso a sério no meu mundo.

Pensámos: "Quem presta atenção

a um bando de donas de casa a reclamar."

É só rock and roll, mas muita gente não gosta.

Hoje, algumas músicas de rock são mesmo pornográficas,

e isso levou pessoas da Main Street

à Pennsylvania Avenue, para dizerem: "Basta."

De repente, isso tornou-se uma bola de neve

que foi crescendo cada vez mais.

ISTO JÁ FOI LONGE DEMAIS

"Apagam-se as luzes, espeto-lhe a faca, tiro-lhe a vida,

o sacana está morto."

Pelo amor de Deus.

Um miúdo não vai resolver matar alguém

só porque a canção o mandou.

Não ligo às palavras. Ouço a batida para poder dançar.

Esses miúdos põem o disco deles favorito dos "Twisted Sister",

e aí, a mãe e o pai entram e dizem:

"Tira essa porcaria." "O quê?"

Gostávamos de ver um aviso nos discos,

álbuns, cassetes

com material sexualmente explícito ou violento.

O PMRC elabora a lista dos 15 mais porcos,

uma lista dos piores infratores.

Acho que até festejámos, foi do tipo:

"Boa, estamos entre os 15 mais porcos!"

Mas isso não é motivo de riso para as esposas do PMRC,

que usam a influência dos maridos para levar os membros da lista

ao gabinete do diretor.

Tipper criou uma audiência no Congresso

através do marido, Al Gore.

Crê-se ser o maior evento de media

na história das audiências do Congresso.

Não sobre o orçamento ou o défice,

mas sobre as letras obscenas da música rock.

O evento nunca teria acontecido

se não fossem as esposas

de proeminentes senadores dos E.U.A.

As letras de rock passaram de: "Não consigo satisfazer-me"

a "Vou obrigar-te a comer-me vivo, de faca apontada."

Quando a gerência ligou a dizer:

"Perguntaram se querias depor."

Respondi: "Claro que quero."

Ele entrou ali com a sua t-shirt

e os cabelos louros deste tamanho,

que julgo que seria uma peruca.

Pensei: "Meu Deus."

Não me ia vestir a rigor

ou ser quem não era,

para impressionar aqueles senadores.

Sr. Snider, obrigado por ter vindo.

Nessa altura...

apercebi-me da gravidade daquilo...

e o terror instalou-se,

e pensei: "Meu Deus,

no que te foste meter?

Mas depois, a outra voz disse: "Sai dessa, meu!"

Tens trabalho a fazer, raios," e comecei a ler.

Gostaria de aproveitar esta ocasião para falar mais pessoalmente

e mostrar como pode ser injusta a noção

da interpretação e do julgamento lírico.

E como, muitas vezes, isso se resume

a pouco mais que um homicídio de carácter.

O Dee Snider foi... Ele impressionou-me, de facto.

A beleza da literatura, da poesia e da música é deixarem espaço

para o público pôr a sua própria imaginação,

experiências e sonhos nas palavras.

Como o criador de "Under the Blade",

posso afirmar categoricamente

que a única violação, bondage e sadomasoquismo da canção

estão na mente da Sra. Gore.

O Al estava furibundo.

Ter-me-ia mandado prender e matar,

se pudesse. Estava...

Os olhos lançavam chamas...

Mr. Snider, muito obrigado.

Obrigado pelo seu tempo.

Senti imenso orgulhoso no Dee Snider,

porque ele enfrentou-os.

CENSURADO

As audiências do PMRC tiveram fortes repercussões.

Elas puseram os seus avisos,

mas alguns artistas viram-nos como um distintivo de honra,

dizendo para si mesmos:

"Se não recebermos a etiqueta de aviso,

não fomos ofensivos quanto baste."

CONSELHO PARENTAL CCONTEÚDOEXPLÍCITO

A icónica etiqueta do conselho parental

torna-se o símbolo eterno da guerra cultural dos anos 80

entre a América conservadora e os seus filhos.

Todas as músicas que o PMRC tinha nessa lista,

as 15 mais porcas, são recordadas com carinho

por todos e cantadas estridentemente e com orgulho

em todos os bares de karaoke do mundo.

Nós não vamos aguentar mais

Nem pensar

Se os roqueiros adolescentes da América calaram os pais,

outro grupo de jovens rebeldes está prestes a enfrentar mais oposição

nas ruas de Nova Iorque.

Isto não é brincadeira nenhuma, é um crime,

Dá direito a prisão.

É o início dos anos 80,

e trava-se uma luta nas ruas de Nova Iorque.

É o homem do spray contra o homem.

Odeio grafítis.

Acho que é a coisa mais nojenta da cidade de Nova Iorque.

Mas para alguns dos que pulverizam as suas visões fluorescentes,

os grafítis são uma expressão profunda da sua criatividade.

Éramos meros adolescentes que pintavam por aí,

sem qualquer formação artística.

Aquilo era puro. Vinha das entranhas.

Como começaste a pintar grafítis?

Uns tipos entraram na cena e comecei a andar com eles.

Adoro grafítis, comboios.

Não tens medo de fazer isso, sendo rapariga?

Foi um dos poucos movimentos inter-raciais.

Havia miúdos brancos, miúdos negros e miúdos latinos,

e acho que o nosso movimento se baseava na rebelião,

atirávamo-los à cara.

A carruagem do metro torna-se a tela de eleição.

Punha-se uma marca em cada linha e cada divisão,

chama-se a isso "fazer a cidade."

Veem as nossas marcas em Queens, na baixa, na alta, em todo o lado.

As carruagens eram um veículo natural,

porque os grafiteiros exibiam arte,

enviando-a até à outra ponta da cidade,

para os da outra ponta a verem.

E os da outra ponta da cidade diziam:

"Uau" e faziam alguma coisa em resposta.

Basicamente, reenviavam-na para o Bronx, e era assim.

E expúnhamos a nossa obra a milhares e milhares

de pacóvios que iam trabalhar.

Então, tínhamos um público enorme.

Mas os grafítis não interessavam as autoridades.

Vou mostrar-lhes grafítis

como as letras na traseira daquela carruagem,

mesmo atrás de mim.

Aquilo é uma forma de arte?

Não sei, não sou crítico de arte,

mas posso dizer-lhes com toda a certeza que é um crime.

Tem o direito de permanecer em silêncio e não responder.

Compreende?

Sabia bem o que estava a fazer, isto não é nenhuma brincadeira,

é um crime, dá direito a prisão.

Sabendo travar uma batalha perdida,

a cidade lança um novo ataque aos rebeldes.

Se quiserem fazer algo com a vossa vida, usem a cabeça.

Ou a voz, mas não percam tempo a sujar tudo.

Deixem a vossa marca na sociedade,

não a manchem.

O Presidente da Câmara de Nova Iorque Ed Koch deixa a mensagem bem clara.

Deixem a vossa marca na sociedade,

fazendo algo na sociedade.

Estraguei um pouco o texto, mas perceberam a mensagem.

Mais ou menos.

Mas a onda de grafítis está a tornar-se num negócio.

Gosto de ganhar dinheiro. Vais à escola e o professor diz:

"Isso não vale nada, não se ganha dinheiro com grafítis."

E a gente diz-lhes:

"Quando foi a última vez que ganhou 2 mil dólares por mês?"

Tínhamos um grupo de miúdos sem formação escolar,

que criavam algumas das mais prolíficas

obras de arte de sempre.

Aos 16 anos, eu expunha em galerias e vendia os meus quadros

a torto e a direito.

O grafíti é mais um estilo, é uma cultura.

É toda uma cultura.

O movimento dá origem a artistas como Keith Haring,

Jean-Michel Basquiat e Fab 5 Freddy.

Todos os meus amigos me chamam Fab 5 Freddy, sabe?

E não tarda muito até a lista de glitterati

pintarem o rosto para a festa.

O Fab 5 Freddy disse-me Que toda a gente é mosca

O DJ roda, eu digo: "Ena pá"

O Flash é rápido, o Flash é fixe

O Francois c'est pas, O Flash não é um meu

E não se para

Quando a Blondie referiu o Fab 5 Freddy no êxito "Rapture",

canção de que gostei, aliás...

Conduz até bem longe

Conduz toda a noite Até veres uma luz

Isso foi ótimo para dar a conhecer os grafítis à America convencional

e por todo o planeta.

No limite...

Para não ser ultrapassada, Madonna saca da sua lata de spray

no seu êxito "Borderline".

E até o Andy Warhol e o Michael Jackson abraçam o grafíti.

Para os artistas urbanos da América,

o movimento do grafíti ficará na história

como um conto de fadas, das etiquetas até a riqueza.

Vem por aqui

O que vemos na década de 1980

são forças a erguerem-se.

De um lado, havia a América conservadora,

do outro, havia os artistas

dispostos a enfrentar essa onda enorme

e a dizer: "Não vamos aguentar mais."

Os anos 80, a década

em que a cultura pop entrou em guerra com os seus mestres

e mudou a América para sempre.

Legendas: Maria Júdice

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.