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Os anos 80.
Uma década que olhou em frente.
Havia a sensação de podermos recriar o mundo,
por isso, havia um orgulho e autoconfiança incríveis.
Foi uma era inebriante, cheia de exuberância e energia.
Uma década que olhou para trás...
Não seria ótimo voltarmos a essa época
em que tudo era tão inocente?
Para dar algum sentido ao presente.
Havia a sensação de transtorno social.
A América estava em decadência.
Reinventando os valores familiares para melhor...
Os anos 80 foram o período da grande homogeneização e limpeza da América.
...e para pior.
Os anos 80 diziam: "Nós somos estranhos
e vamos desfrutar disso."
Seu...
Nasce de novo o dia na América.
Hoje, irão trabalhar mais homens e mulheres do que nunca
na história do país.
Em 1984,
Ronald Reagan está a construir a sua cidade reluzente na colina.
Ao ser eleito quatro anos antes, fez uma promessa...
Eu, Ronald Reagan, juro solenemente. que irei...
Para acabar com a ressaca dos Anos 70
e voltar a tornar a América grandiosa.
A começar pela economia.
Ele acreditava que a revolução conservadora em que se empenhara
não era apenas uma revolução para os ricos,
era uma revolução para os americanos.
A partir de meados de 1984, a inflação começou a descer,
o desemprego diminuiu e começámos a ver crescimento.
Sob a liderança do Presidente Reagan,
o nosso país é mais orgulhoso, mais forte e melhor.
E o verão de 1984
fornece a Reagan o trampolim ideal para a reeleição.
As Olimpíadas de 1984 foram uma celebração incrível.
Foram um motivo quase para mostrarmos isso ao mundo
e também dizermos a nós mesmos que estávamos de novo a crescer.
Três meses depois,
Reagan ganha mais votos eleitorais do que qualquer outro presidente.
Vou fazê-lo só mais uma vez.
Ainda não viram nada.
Reagan promete não só um renascimento económico,
mas também moral.
Às vezes, parece que o fascínio da sociedade permissiva
requer proezas sobre-humanas de autocontrolo.
Mas o apelo do futuro é muito forte.
Quando se ouve Ronald Reagan, o que ele está essencialmente a dizer
de tantas maneiras diferentes, é:
"Temos que voltar a um período
antes da década de 1960 destruir a América."
Os Americanos, num estado de choque cultural
desde que os hippies começaram a chapinhar nus em público,
querem ver a normalidade, tal como a definem, restaurada.
A mera sensação geral de que, na década de 1960,
tudo se tornou transgressão
até não haver mais padrões a transgredir.
Ronald Reagan cria que, para garantir o futuro da América,
é preciso redescobrir o passado.
Recuar no tempo é a forma de progredir.
E, por coincidência, Hollywood produz um filme que faz exatamente isso.
"Regresso ao Futuro" leva o público
de volta a uma América idealizada da década de 1950,
da mãe e da empada de maçã.
Porque me pareces tão familiar? Conheço a tua mãe?
Sim, acho que talvez conheça.
Aquilo só funcionava por ser por gerações
e percebermos os personagens.
Entendíamos as emoções e aspirações
e as suas deceções e frustrações
em todos os níveis geracionais.
Credo, também fumas?
Marty, começas a parecer a minha mãe.
A nossa narrativa é sempre um produto do tempo.
"Regresso ao Futuro" deu-nos a maravilhosa oportunidade
de comparar os Anos 50 com os anos 80.
Dê-me uma Pepsi de borla.
Se queres uma Pepsi, amigo, vais pagá-la.
Poderia justapor alguns valores dos Anos 50
com valores dos anos 80.
Isso deixava convenientemente os Anos 60
e os anos 70 fora da equação cultural.
Tinha havido os anos 60 com os hippies, a confusão dos anos 70
e o país queria, de algum modo, sentir-se limpo e renovado.
Sou o George McFly. Sou a tua densidade.
Aliás...
o teu destino.
REGRESSO AO FUTURO NO TOPO DE VENDAS HÁ 11 SEMANAS.
O filme até trouxe um sorriso à Casa Branca.
Reagan viu o filme e adorou-o.
Diz-me, rapaz do futuro,
quem é o Presidente dos Estados Unidos em 1985?
- Ronald Reagan. - Ronald Reagan, o ator?
O ator?
Isso lembrou o público que aquilo era meio louco.
Ele riu-se tanto dessa piada, que mandou o projecionista da Casa Branca
parar o filme e voltar trás, para poder voltar a ver.
Estúdio de televisão portátil.
O Presidente tem de ser ator.
Para ficar bem na televisão.
Sem nunca perder a ligação com o público,
Reagan refere o filme
no seu discurso de 1986 sobre o Estado da União.
Como diziam no filme "Regresso ao Futuro",
-"Para onde vamos, não é preciso..." - Não é preciso estradas.
Como Reagan estava a divulgar a ideia dele dos valores familiares,
penso que há um elemento político
no "Regresso ao Futuro" e no seu sucesso.
Não sei se aquilo é a sério.
A cidade reluzente de Reagan na colina
assemelha-se muito à Main Street da década de 1950,
com todos os valores tradicionais inerentes.
Assistimos a uma reconsagração dos valores sólidos
da fé, da família, do trabalho, do bairro, da paz e da liberdade.
Valores que ajudam a reunir-nos como um só povo.
A posição de Ronald Reagan pode ser vista assim:
não quero regressar ao passado,
quero voltar à maneira antiga de enfrentar o futuro,
com ímpeto no andar.
O futuro parecia tão cor-de-rosa
para a presidência Reagan em meados da década de 1980,
que era fácil esquecer o evento que quase matou essa visão,
junto com o próprio homem.
TRÊS ANOS ANTES
30 de março de 1981.
14h00, Washington DC.
O Presidente Reagan está a discursar para uma multidão sindical cética.
Tem havido muita conversa nas últimas semanas
aqui em Washington, sobre comunicação.
Ao fim de dois meses no cargo,
Reagan continua a querer reunir apoios.
O público ainda estava muito dividido
sobre se aquele ex-ator de cinema,
que parecia tão duro,
cuja preocupação era entrarmos numa guerra termonuclear com os Russos,
se seria mesmo adequado para eles.
Mas o mundo estava prestes a ver o verdadeiro Ronald Reagan
e uma extraordinária demonstração de graça sob pressão.
14h27, perto do Hilton de Washington.
Os três grandes canais noticiosos filmam.
Vi o Presidente ser empurrado para dentro da limusina dele
e os agentes dos serviços secretos
não pensaram logo que ele fora baleado ou atingido.
Relataram que regressavam à Casa Branca.
Rawhide está bem.
Nessa época, não tínhamos telemóveis
e eu encontrei um telefone e liguei para o meu gabinete.
Fomos informados pela correspondente da Casa Branca, Sam Donaldson,
que estava lá na altura, que pelo menos três pessoas tinham sido atingidas.
O Presidente não foi atingido.
Na limusina, o agente principal, Jerry Parr,
viu sangue sair da boca do Presidente
e viu que tinha espuma,
e percebeu que houvera uma penetração pulmonar.
Os agentes dos serviços secretos de Reagan mudam de rumo.
Minutos depois, está no George Washington Memorial Hospital.
Vá, saiam! Afastem-se, depressa!
A primeira indicação de que havia algum problema
foi quando se ouviu dizer pelo altifalante:
"Equipa de trauma à urgência."
Eram umas 2h00. Eu tinha voltado para a minha mesa.
"Dr. Aaron à urgência."
Também chamaram alguns dos cirurgiões séniores.
Nunca ouvira aquilo.
Quando entrei na urgência, a multidão afastou-se.
E demorei para aí um milésimo de segundo...
a perceber que o rosto parecia familiar...
e a seguir, demorei outro milésimo de segundo a perceber,
que era o rosto do Presidente dos Estados Unidos,
o que não faz sentido.
Os presidentes vão à televisão, vão aos jornais,
mas não se encontram a dois palmos e meio
de um estagiário de cirurgia desalinhado.
Apercebi-me de que o Presidente ia ser meu paciente
e vi que aquilo ia ser complicado.
A vida do Presidente está nas mãos dos médicos,
e o mundo inteiro está a ver.
Houve um evento de última hora, dispararam tiros fora do hotel.
Em toda a América, as redações estão um caos.
As minhas desculpas. Os detalhes são muito vagos, de momento.
A tecnologia antiga tenta manter-se a par das últimas notícias.
Vou repetir mais uma vez. O Presidente não foi atingido.
Isto está a crescer porque não foi há pouco tempo.
E não são só as redações que estão confusas.
Na urgência, os médicos suspeitam que o Presidente de 70 anos
tenha tido uma paragem cardíaca.
Havia imensa gente na urgência,
a tentar perceber o que realmente acontecera.
Depois, encontram um ferimento de bala.
Era uma lesão muito pequena, com uns sete ou oito milímetros.
Parecia um pequeno corte.
A bala ainda está lá dentro.
Um pulmão colapsado e forte hemorragia interna.
Perdeu aproximadamente
algo na orla de 40% do seu volume sanguíneo,
maioritariamente antes de chegar à urgência.
O Presidente corre perigo de vida.
As redações ainda tentam manter-se a par.
Espere aí. Diz que o Presidente foi...
O Presidente foi hospitalizado?
Mas pode confirmar que não foi levado para um hospital?
A sensação geral era
que a vida dele estava por um fio
e não tinha grandes hipóteses de sobreviver.
Estamos mesmo a meio disto e toda a gente quer saber:
"O que se seguirá?"
A primeira-dama corre para as urgências.
Prepara-se para o pior.
Os cirurgiões querem remover a bala,
mas primeiro, têm de a encontrar.
Depois de voltar ao gabinete, juntei-me a Frank Reynolds, o nosso pivô.
Graças a Deus, o Presidente não foi atingido.
E de repente, entregaram-nos um pedaço de papel.
Tanto quanto percebi, foi...
Frank leu mal e disse: "Não, o Presidente não foi atingido."
O Presidente não foi ferido.
Vi que as palavras eram diferentes.
- Isso fora. - Ele foi ferido.
Meu Deus, ele foi...
O Presidente foi ferido?
A reação acho que foi o que se esperaria de um repórter,
mas também de alguém em estado de choque.
Ele encontra-se estável. Todas estas informações...
O Presidente foi atingido.
O ex-ator estava prestes a ser impelido
para um papel derradeiro.
Os seus olhos abrem-se
e ele olha em volta para cada um de nós e diz:
"Só espero que vocês sejam todos republicanos,"
e um de nós avançou e disse: "Sr. Presidente,
por hoje, somos todos republicanos."
16h30, o Dr. Aaron começa a cirurgia.
A última coisa que soubemos
é que o estado dele foi descrito como sendo estável.
Meu Deus.
A situação não era tão estável como os repórteres pensavam.
Quando começamos a apalpar através do pulmão,
não conseguimos encontrar a bala.
Precisam de correr o risco de ver mais fundo.
O Dr. Aaron pediu-me que afastasse gentilmente o coração,
para ele poder procurar por trás, e assim fiz.
Até que, a dada altura,
tinha as mãos em torno do coração do Presidente, a bater.
Sinto as terminações nervosas e tenho os cabelos em pé.
Isso colocava tudo na dura realidade
de que era um grande momento
e estávamos ali e não podíamos falhar.
Pouco sabemos, e o facto de montarem um centro de imprensa...
Só para saber o que se passa, qual o estado do Presidente Reagan.
O Dr. Benjamin Aaron, que é cirurgião torácico...
Recapitulando, tem sido uma tarde horrível.
Ao fim de uma hora e dez minutos,
os médicos encontram por fim a bala dentro de um dos pulmões.
Pensei para comigo: "Tem sido um dia e peras."
Ficámos todos muito aliviados
mal começámos a fechar a ferida.
A bala foi removida, e depois, fechámos a incisão.
Como afirmei, encontra-se estável e está bem.
O tubo sai, ele tosse, vira-se e diz:
"Alguém sabe como era a carne deste tipo?"
Claro, pensámos: "O quê?"
Foi excelente. Era apenas um ser humano.
Foi uma saída clássica à Reagan, diria eu.
O Presidente foi ferido com uma arma que me compraram.
Julga que consigo dormir?
JOHN HINCKLEY JR. ALVEJOU REAGAN PARA "IMPRESSIONAR" A ATRIZ JODIE FOSTER.
O Sr. Reagan pode ter alta
e voltar à Casa Branca até ao fim da semana.
O estado dele é bom e os médicos estão otimistas.
CUSTO DOS SERVIÇOS SECRETOS EM 1981: 175 MILHÕES DE DÓLARES
EM 2012: 1,6 MIL MILHÕES DE DÓLARES
11 de abril, o Presidente regressa a casa.
POPULARIDADE ANTES DO TIRO: 59%
DEPOIS DO TIRO: 73%
AS MELHORAS
Ele provou ser um autêntico americano comum.
Provou ser alguém. que o público admira...
e foi visto como um herói,
pela forma como agiu nesse dia, e acho que o público estava certo.
E a produtividade baixou por dois anos consecutivos.
O peso médio... Sentiram a minha falta. A média...
A afinidade de Reagan era com as pessoas. Era o que Obama tinha com a América.
Eles gostam dele. Duro de roer.
Fortalecida por uma ressurreição pessoal e política,
a era Reagan começa verdadeiramente nesse dia de março.
Ao longo dos anos 80, a popularidade de Reagan mantém-se
e a economia começa a recuperar.
Mas em 1987, o seu objetivo de um renascimento dos valores tradicionais
entra em choque frontal com uma sociedade que seguiu em frente.
E, tanto quanto se sabe, somos uma família normal.
E "Os Simpsons" anunciam a morte da família convencional.
Sejam normais!
Nos anos 80, Reagan quer que a América
assuma as normas culturais pacatas dos Americanos dos Anos 50,
com a fé, a família e o patriotismo no seu coração puro e saudável.
A maioria das sitcoms familiares também mostrava a visão dos americanos
tal como aspiravam vir a ser, e não como eram verdadeiramente.
Olha quem eles são, o Huck Finn e o Tom Sawyer.
Como correu a escola? Almoçaram juntos?
As sitcoms dos anos 80 tinham fama de ser
tolos e banais...
- Bom dia. - Bom dia.
Tomam o pequeno-almoço?
E sem a menor ponta
de qualquer experiência lógica, quanto a mim.
Você tem uma casa linda e é tão bonita.
Mas a realidade da vida familiar é bem diferente.
Na década de 1980,
começou-se a ver a propagação do divórcio
e um rápido declínio do núcleo familiar.
As famílias tradicionais, o pai é que manda,
tudo isso é atacado.
Até que, em 1987, os Americanos sofreram um grande choque,
o choque de reconhecimento.
Sai a empada de maçã e a mãe, e entram...
"Os Simpsons".
- Come os meus calções. - Perdão?
- Ora! -Ai, caramba!
Sim, "Os Simpsons" eram o máximo para nós.
Eu entrei nos "Simpsons".
Homer, és o homem mais rico que conheço.
Sinto o mesmo por ti.
É de morrer a rir, meu.
"Os Simpsons" encarnam tudo o que Reagan combatia.
A família americana convencional a partir da década de 1950,
com a mãe e do pai, os 2,2 filhos,
os dois carros na garagem e a vedação branca
já não funcionam
e "Os Simpsons" anunciam a morte da família convencional.
Todos legítimos?
Sim, embora o miúdo tenha sido por pouco.
"Os Simpsons" abandonam o regresso à moralidade dos Anos 50 da era Reagan...
e, em vez disso, ecoam a cena subversiva do grunge
que surge no noroeste.
EM 1987, UMA NOVA BANDA CHAMADA NIRVANA DAVA O PRIMEIRO CONCERTO.
Ao mesmo tempo,
um rapaz vindo de Portland encena o seu plano desonesto
contra as vacas sagradas da cultura americana.
Quis captar um pouco dessa energia
e alguma dessa atitude de contracultura
que recordo dos Anos 60 e da era punk
e pô-la em animação,
ver se conseguíamos invadir a cultura pop e ver até onde conseguíamos levá-la.
Uma geração está prestes a conhecer os piores modelos do mundo.
Como se pode formar uma palavra com estas letras miseráveis?
Espera, aqui está uma boa. "Faz".
- Ido. Três pontos em palavras. - Nada de abreviaturas.
Não é Identidade, pai. Ido. É uma palavra.
- Como em este jogo é estúpido. - Cala a boca, miúdo.
Matt Groening é um cartonista underground
a apresentar a sua banda desenhada, A Vida no Inferno,
a um novo canal de televisão.
A FOX SURGE EM 1986.
Mas, enquanto espera, tem outras ideias.
Descobri enquanto esperava para apresentar a ideia,
que seja o que for que eu apresentasse...
ia ficar na posse da nova rede Fox
e pensei: "Meu Deus, Não posso dar-lhes a "Vida no Inferno".
É o meu ganha-pão.
Tenho de lhes dar algo que, se falhar, quem se importa?"
Em desespero, Groening tem uma inspiração.
Simples, brilhante e mais próxima.
Pensei logo nos "Simpsons" e dei-lhes os nomes da minha própria família:
a minha irmã Lisa e a minha irmã Maggie
e o meu pai Homer e a minha mãe Margaret,
e transferi isso para uma espécie de mundo de sitcom.
Bart! O que é que te deu?
Mas não há famílias na vida real
iguais à família de uma sitcom tradicional.
Por ex., a maioria das famílias não recebem a visita da primeira-dama...
- Sou a Nancy Reagan. - Sim, sem dúvida que é.
Para dar conselhos médicos gratuitos, como em "Different Strokes".
Sabem, estou muito preocupada com o abuso de drogas,
especialmente entre os jovens,
e fiquei muito impressionada pelo modo como falaste.
- O que compraram, meninos? - Eu comprei este porta-lápis fixe.
Demais, meu. Não via um cachimbo-de-água há séculos.
A barriga branca e macia da cultura americana
-estava prestes a levar um soco. - Ora!
Achei que seria divertido abraçar a ideia
da insensibilidade das pessoas
e da estupidez e crueldade e, ainda assim, celebrá-lo.
Seu...
Todas as famílias são disfuncionais da mesma forma ou equivalente.
Vejam, meninos. Nada de lutas nem gritos.
Nem arrotos. O pai está de camisa.
Essas pessoas são mesmo aberrações.
A RESERVA NAVAL É UM TRABALHO FÁCIL.
"Os Simpsons" reescrevem o livro de regras dos valores americanos
no mundo moderno.
Após a formação básica, só terá de trabalhar uma semana por mês,
e passará a maior parte do tempo bêbedo que nem um cacho.
Então, vou fazer isso.
De uma forma doentia,
diz tudo o que todos têm medo de dizer.
Lisa, se não gostas do teu trabalho, não fazes greve.
Limitas-te a ir lá todos os dias
e trabalhas a meio gás.
É essa a maneira americana.
É a liberdade moderna. A série define-a.
O poder de "Os Simpsons" foi ser simultaneamente inteligente
e estúpida, subversiva, um grafito indelével...
Sim, estou à procura de um amigo meu.
Nas paredes daquela cidade brilhante na colina.
Espere aí, vou ver.
Hugh Jass?
Alguém veja se o Hugh Jass está na casa de banho.
"Os Simpsons" refletem o tipo de confiança dos americanos
na capacidade de se rirem de si e soltarem algumas das nossas ansiedades.
Sim, o que quer?
Uma cerveja.
Os anos 80 começaram por recuar no tempo
para restaurar os valores familiares tradicionais e fazer-nos sentir-nos bem.
- Está tudo bem? - Sim, está tudo ótimo.
Mas no fim da década, com a economia recuperada,
tínhamos confiança para sermos nós próprios,
para o bem ou para o mal...
Tenho de ir para a minha festa de anos.
"Os Simpsons" dizem: "Somos uma família, mas não somos perfeitos..."
Ai, Caramba!
"E vamos ser burros às vezes."
Tal como na vida real.
A família americana que nunca mais seria a mesma.
Se precisarem de mim, estarei no quarto.
Legendas: Maria Júdice
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