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Zulu
Colúmbia, Houston, 40 segundos para a descolagem.
Todos no chão.
Os Anos 80. para alguns, dez anos de exuberância,
tralha e muito dinheiro.
É de doidos. Eu tinha 24 anos e possuía um Ferrari.
É a pior década da minha vida.
Foi a última década do glamour.
Os Anos 80 tinham uma energia incrível.
Eu bebia umas cinco garrafas de champanhe por dia.
Tudo era especial nos Anos 80.
Mas no início dos Anos 80...
estávamos muito longe de celebrar.
Esta é a história do jogo que mudou isso
e nos deu algo para nos animarmos.
Não esperávamos tornar-nos heróis nacionais.
Um combate entre dois ícones americanos.
Não, na verdade, isto é uma canção de protesto.
Ainda não viram nada.
E da série que lançou a geração dos Anos 80.
- Os Anos 60 já acabaram, pai. - Obrigado pela dica.
Que mais houve nos Anos 80? Uma dica.
Quando os Anos 80 começaram, a América estava na defensiva.
Os Americanos procuravam algo que não viesse numa garrafa.
É uma crise de confiança.
Uma nova sensação de esperança.
Acho que a melhor palavra para descrever a década de 1970 é claustrofóbica,
o mundo exterior, o Vietname, a OPEP, a crise dos reféns,
e depois, também nos Estados Unidos, o emprego a desaparecer,
a inflação a subir, as pessoas a sentirem
que estão cercadas por todos os lados.
Estamos a ficar sem combustíveis fósseis,
estamos a ficar sem comida, estamos a ficar sem energia,
mas, acima de tudo, estamos a ficar sem futuro.
Os Japoneses a invadirem as autoestradas e lojas de produtos eletrónicos.
Um aiatola a fazer diplomatas reféns
e a tentar bloquear as vendas de petróleo.
Lamentamos... NÃO HÁ GASOLINA
E o império que viria a ser declarado maligno
a aquecer a Guerra Fria.
A América precisa de reagir.
A América quer um estimulante.
E, a 22 de fevereiro de 1980, encontrámo-lo.
Éramos um grupo de sujeitos comuns.
Éramos amadores, éramos jovens,
basicamente, tipos de famílias da classe operária,
com muita ética profissional.
Somos um grupo de tipos que tiveram
muitos sacrifícios feitos pelos pais e pelas cidades e comunidades deles.
Antes, pintava pontes.
Ganhava dinheiro no verão.
A minha mãe acabara de morrer, o meu pai perdera o emprego.
Os Russos estavam no Afeganistão. Havia a situação dos reféns.
Estávamos cansados das pressões,
cansados por a economia ser como era.
Inflação dos E.U.A. 13,6% Taxa de juro dos E.U.A. 21%
Imenso desemprego, combustível caro, as pessoas cansam-se.
Procuramos boas notícias algures.
E uma pista de gelo olímpica em Lake Placid
era o último lugar onde julgaríamos achá-las.
A União Soviética dominou totalmente a pista.
2 EMPATES 4 DERROTAS 39 VITÓRIAS
Tendo recebido medalhas de ouro no hóquei nas últimas 4 Olimpíadas,
usaram uma arma não muito secreta.
Pertenciam ao Exército Vermelho.
Essa era a vida deles, o seu ganha-pão.
É assim que o Exército Vermelho ensina as tropas a dominar o medo.
Recrutados pelos militares soviéticos, estes supostos amadores
treinam 11 meses por ano.
Defrontámos a equipa B russa num torneio pré-olímpico
e, enquanto jogávamos, um dos nossos jogadores, Buzzy Schneider,
empurrou um dos jogadores russos contra as bancadas.
E a camisola dele subiu, revelando uma arma.
E porquê? Porque era um tipo do KGB com medo da deserção...
dos jogadores, e eles tinham o nosso talento em tão má conta,
que resolveram deixar jogar os tipos do KGB.
13 de fevereiro, os jogos começam em Lake Placid.
Orientados pelo treinador Herb Brooks e vivendo em isolamento total,
os oprimidos saem-se melhor do que o esperado.
5 PARTIDAS
A equipa olímpica
que, uma semana antes, ganharia uma medalha de bronze,
de repente, os Americanos eram tão populares em Lake Placid
como um autocarro pontual.
Chegam às semifinais.
Mas não é fácil concentrarem-se, tendo em conta o adversário.
As relações entre o oriente e o ocidente ainda estão congeladas.
A cortina de ferro é rígida, e as armas nucleares estão prontas.
Duas superpotências preparavam-se para um confronto.
Recebi um telegrama do Texas
e só dizia: "Vença esses sacanas dos comunistas."
Éramos nós contra eles,
era o comunismo contra a democracia.
E.U.A. VS. U.R.S.S.
Dia do jogo.
Mais de 8 mil pessoas encheram o estádio
para ver uma luta renhida entre homens
munidos de sticks e discos.
O jogo já começou,
com a União Soviética de vermelho e os E.U.A. de branco.
Uma tacada forte! E o disco entrou.
E a União Soviética ganha por 1 a 0.
E.U.A. 0 U.R.S.S. 1
Tentando voltar a marcar. E Makarov volta a marcar.
Tínhamos que manter o jogo cerrado.
Se marcássemos dois, três golos, o jogo acabava.
Faltam poucos segundos.
Para os soviéticos, ganhar o primeiro período
é uma conclusão precipitada.
Mas os desajeitados dos Americanos não pensam assim.
E, ao patinar até ao banco,
vi o Mark Johnson passar e pensei: "Aonde vai?"
Tacada longa, boa jogada, vai para a lateral da baliza
e marca a um segundo do final do período!
E.U.A. 2 U.R.S.S. 2
Eu disse: "Agora é um jogo de hóquei, tudo pode acontecer."
Os soviéticos retiram o guarda-redes por deixar passar dois golos tão depressa.
Mas os E.U.A. ainda têm de enfrentar uma equipa em média cinco anos mais velha
e com mais seis quilos do que eles.
Uma pausa para os E.U.A.
Como na Guerra Fria, o jogo transforma-se num impasse tenso.
Mas os Americanos mantêm-nos a 3 a 3, até...
Quando ia pisar a linha vermelha,
tenho à frente um defesa soviético.
Eis Eruzione.
E eu atirei.
Eruzione! Ele marca! Mike Eruzione!
Acho que foi aí que começaram a cantar "E.U.A."
Foi nesse edifício de Lake Placid em 1980.
E.U.A.
Mas ainda com dez minutos de jogo, a celebração pode ser prematura.
Nunca se sabe o que irá acontecer.
Aquilo era um jogo de hóquei, mas, para a América, era mais do que isso.
Sempre fui um grande fã do hóquei, e vi o milagre no gelo.
Foi incrível.
Os soviéticos teriam falta se ele cruzasse a linha azul.
É o terceiro e último período depois de um jogo extenuante.
Ainda com dez minutos de jogo,
os E.U.A. estão a ganhar por 4-3.
E.U.A. 4 U.R.S.S. 3
Tentam desesperadamente assegurar a liderança.
É quase como bater numa colmeia,
uma pessoa diz: "Não os acordem."
Patinámos no gelo e jogámos um turno
e, ao olhar para o relógio, indicava 9h59. Uma eternidade.
Os soviéticos atacam a baliza norte-americana.
Vi aquilo como uma enorme onda vermelha a cair sobre nós.
Começa a contagem regressiva.
Cada segundo dura uma eternidade.
Estamos na contagem regressiva, Morrow passa para Strobel.
Faltam cinco segundos de jogo.
Acreditam em milagres? Sim!
Depois de vencermos, a emoção,
homens a abraçarem-se e a chorar.
Olhar para cima e ver toda aquela gente,
aquelas bandeiras e toda a gente tão orgulhosa.
Identifico-me com a sensação que nos toma
quando o relógio chega ao zero
e a nossa equipa é agora a melhor do mundo,
e essa é a melhor sensação de se ser um campeão.
Se pudesse, queria ver o nosso país voltar a sentir-se assim.
Aquilo não era apenas um jogo, Era mais do que isso.
Não foi um jogo de hóquei. Foi um milagre.
Dois dias depois, após vencer a Finlândia,
a equipa dos E.U.A. leva a medalha de ouro olímpica.
O Presidente Carter liga a felicitar pessoalmente a equipa.
Digam a toda a equipa o quanto os amo,
e vemo-nos amanhã na Casa Branca.
Muito obrigado. Estaremos todos lá.
-Boa sorte. - Boa sorte para si.
-Vão comemorar. - Não iremos, não.
Entrevistei o primeiro desertor do KGB,
perguntei-lhe sobre 1980, e ele ficou arrasado.
Houve uma depressão na Rússia.
As vendas de vodca subiram.
Aqueles miúdos, se eles conseguiram vencer
a poderosa equipa do exército vermelho, eu posso fazer seja o que for.
As pessoas estão cansadas. Querem algo para se sentirem bem
e, em 1980, fomos nós.
O orgulho, o orgulho voltou.
E.U.A.
Mas, enquanto os heróis olímpicos da América
se comprazem na glória,
o Presidente Jimmy Carter larga uma bomba...
e boicota os Jogos Olímpicos de Verão em Moscovo.
Notifiquei o Comité Olímpico
que, com as forças invasoras soviéticas no Afeganistão,
nem o povo americano nem eu apoiaremos
enviar uma equipa olímpica a Moscovo.
A maioria dos aliados da América apoiam o boicote.
Mas Carter dificilmente encontra apoio em África.
As coisas fugiam-lhe
e estava a perceber que viria a ser um presidente de um só mandato.
Então, o presidente recruta o diplomata
brando e tímido perante as câmaras para o ajudar.
Garante que toda a gente te vê, e o mundo,
o mundo vergar-se-á e admitirá que sou o melhor de todos os tempos.
A missão de Muhammad Ali a África atrai as multidões.
Mas O Maior é alvo de críticas
dos líderes africanos, que veem a política externa dos E.U.A.
como sendo imperialista, e Ali como uma marioneta.
Sou contra qualquer país que cometa qualquer ato injusto.
Não estou aqui para falar, estou aqui para apoiar
tudo o que a América fez e venha a fazer.
Nesta questão, estou com a América.
No fim, só um dos países que Ali visita apoia o boicote.
Não conseguiu mais nada, senão alienar
uma parte do resto do mundo.
Respeito o Muhammad Ali por tentar alinhar
com essa péssima ideia,
mas não posso crer que acreditasse nisso.
Na Casa Branca, as coisas vão de mal a pior.
Jimmy Carter viu-se no meio de uma atribulada crise de reféns...
de uma economia incerta e de uma nação ainda a debater-se
com a ressaca dessa festa descontrolada que foram os Anos 70.
A maioria dos americanos ansiava pela mudança.
Então, chega o proverbial homem a cavalo.
Ronald Reagan é o anti-Carter, prometendo uma nova alvorada na América
e um regresso aos valores antiquados.
Ele ia levar-nos a "Recuperar
a grandeza da América,"
que era o slogan dele, antes de ser do Donald Trump.
E Reagan está mais que pronto para o horário nobre.
Uma recessão é quando o vosso vizinho perde o emprego...
uma depressão é quando vocês perdem o emprego,
e a recuperação
é quando o Jimmy Carter perde o dele.
A América alinha, em grande.
Eu, Ronald Reagan, juro solenemente
que executarei fielmente o cargo de Presidente dos Estados Unidos.
Minutos após a tomada de posse, todos os 52 reféns dos EUA
ainda detidos por revolucionários iranianos, são finalmente libertados.
É ótimo e maravilhoso tê-los de volta.
Após a libertação, os reféns assistem ao milagre no gelo.
Reagan define a década
e, amemo-lo ou odiemo-lo,
ninguém pode ignorá-lo ou à revolução dele.
Ronald Reagan foi, creio, ao mesmo tempo causa e efeito.
Chegou na altura certa,
com o seu "Não, América, tu és boa,
nós somos bons, somos excelentes, somos maravilhosos.
"Não. Levantem-se do chão."
Muito obrigado.
Ele fez o povo americano acreditar
que somos uma cidade reluzente numa colina.
Restaurou a fé americana.
Em 1980, 20% mais pessoas estão otimistas
quanto ao futuro do que em 1979.
Mas só charme não é suficiente.
No primeiro mandato, a Reaganomia traz um fluxo de riqueza a alguns,
mas pouco contemplou a classe operária tradicional.
E, por volta de 1982, o desemprego atinge o nível mais alto
desde a Segunda Guerra Mundial.
As coisas estavam péssimas quando o presidente foi eleito.
Esse é uma das razões pela qual foi eleito.
E ele tratou deliberadamente de as fazer piorar.
Sofre muito, e depressa.
A Reaganomia, ou a economia do lado da oferta,
era essencialmente uma ideia da economia do gotejamento,
em que, se proporcionarmos mais capital à elite,
isso acabará por aliviar os pobres.
Mas inaugura uma nova era de desigualdade.
Um cantor e uma canção
abordaram esse desencanto inicial dos Anos 80.
Mas o que era uma balada de colarinho azul
viria a tornar-se um hino improvável da Reaganomia.
Nasci nos E.U.A.
Nasci nos E.U.A. Nasci...
A primeira estrofe é: "Nascido na cidade de um homem morto.
Levei o primeiro chuto ao cair no chão."
Nascido na cidade de um homem morto
Levei o primeiro chuto ao cair no chão
As palavras podem não nos fazer sentir bem,
mas a música sim.
"Born in the U.S.A." vende 500 000 exemplares e é disco de ouro.
A canção e o álbum são um enorme êxito,
e Springsteen torna-se uma vedeta.
Tive um irmão em Khe Sahn
A lutar contra os Vietcongues
E eu pensei: "Ele disse Khe Sanh?
Ele disse Saigão?"
Quase fiquei arrepiado.
"Born in the U.S.A." é sobre um tipo que regressa a casa vindo do Vietname
e não arranja emprego. Está perdido.
Foi uma das canções que ajudou a acolher os veteranos
ou a fazê-los sentir que alguém ouvia
o que eles estavam a passar.
Na sombra da penitenciária Nas chamas da refinaria
É um ardente democrata, o Springsteen,
e acho que não percebeu que, ao lançar uma canção
intitulada "Born in the U.S.A.",
com esse tipo de música empolgante, iria ter o impacto que teve.
Springsteen não é a única vedeta em palco em 1984.
E, quando a campanha de Reagan
começa a passar o hino de Springsteen nos seus comícios...
dois dos maiores ícones dos Anos 80 entram em rota de colisão.
1984. Nem George Orwell poderia ter previsto
uma luta entre dois homens que só pareciam partilhar
o mesmo gosto pela moda.
E quando a canção é sequestrada
pela campanha Reagan para lhe dar crédito nas ruas,
O Chefe não fica contente.
Acho que o atrativo de artistas como Bruce Springsteen
é assemelharem-se mais à classe operária
e parecerem ser genuínos.
Mas, numa eleição renhida, os conselheiros de Reagan
querem um bocado da taxa demográfica do Chefe
e sabem bem onde ir buscá-la.
O futuro da América assenta em mil sonhos nos vossos corações...
na mensagem de esperança nas canções de um homem
que tantos jovens americanos admiram,
a New Jersey de Bruce Springsteen.
Só há um problema. A única coisa com que Bruce se identifica
menos do que Ronald Reagan é com interpretarem mal as suas letras
e toda a ideia por trás da canção dele.
Springsteen fica furioso
e distancia-se rapidamente de Reagan.
Quando Ronald Reagan, na campanha,
tentou agregá-lo, foi como se estivesse tudo do avesso.
Já nada fazia sentido.
Springsteen rejeitou rapidamente o apoio do presidente.
Pouco lhes importava o Ronald Reagan ou o país.
O público pouco se importava...
com o sentido que Springsteen quisera transmitir
ao escrever "Born in the U.S.A.".
A única coisa que ouviram foi que era uma canção rock
barulhenta, com garra,
que, ao saírem das Olimpíadas de Los Angeles,
a entoar E.U.A. estava de acordo com esse espírito.
Um estado de espírito nacional que Reagan capta na perfeição,
vencendo a eleição de 1984 numa subida vertiginosa,
ajudado pela grande taxa demográfica que Springsteen representava.
Há mais 50% a apoiar o partido republicano
do que os Democratas.
Em 1968, 38% dos jovens votaram nos republicanos.
Em 1984, esse número subira para 60%.
O maior voto juvenil num Presidente republicano desde 1971.
Abrindo caminho a uma nova geração de Reaganistas superconfiantes.
Mais quatro anos!
E um sitcom apanhou o humor dessa geração
melhor do que qualquer outro.
- Os Anos 60 acabaram, pai. - Obrigado pela dica.
Foi empolgante. Eu tinha 23 ou 24 anos,
e era a oportunidade por que esperava.
"Quem Sai aos Seus" era uma comédia baseada num choque de culturas,
pais hippies...
Devem estar a gozar.
...e um filho que adorava Reagan.
Reagan tornou o conservadorismo muito fixe para imensa gente,
incluindo os jovens.
Não o via assim desde a eleição do Reagan.
Os jovens que cresceram na década de 1960...
são maioritariamente democráticos.
Os que cresceram na minha era, no fim das décadas de 1970 e 1980,
continuam a ser os maiores apoiantes dos Republicanos
no eleitorado atual.
Não ia contar mas, esta manhã, achei uma edição
do The Wall Street Journal debaixo da cama dele.
Michael J. Fox em "Quem Sai aos Seus"
está bem no cerne desta questão, deste novo tipo
de jovem republicano,
é contra o seu pai liberal
e é mais ou menos o contrário
do que esperamos que sejam os conflitos de gerações.
Alex, tu és um jovem,
não devias preocupar-te com o êxito.
Os adeptos de Reagan gostavam do personagem
e os Liberais de Jerry Brown gostavam da série.
Custa ser-se humilde
quando se vai ganhar 75 mil dólares por ano.
De certo modo, ele encarna melhor que ninguém nos Anos 80,
um miúdo jovem...
que não para
e vai ganhar dinheiro e sacudir as coisas.
Parece destinado a ir para Wall Street.
Sabes quanto dinheiro o Nick vai ganhar em toda a sua vida?
Devo ultrapassá-lo na quinta-feira.
Jovem, popular e conservador,
Alex torna-se a figura de proa da revolução Reagan.
Captando um pouco o zeitgeist e acompanhando-o, e foi isso.
Isso vai trazer-te realização?
Pai, vai trazê-la, vai limpá-la...
e tê-la passada a ferro de manhã.
E o personagem de Michael J. Fox, Alex,
define o tom
em que os yuppies, não se esqueça, dominam.
Uma década que começou em recessão estava prestes a levantar voo.
Esta é a década em que tudo viria a crescer,
dos saldos bancários aos "tijolos".
Nos Anos 80, os meus dois maiores interesses
eram o hip-hop e a banda desenhada.
Dos grandes penteados aos enchumaços nos ombros.
Os enchumaços foram ficando cada vez maiores.
Para resumir os Anos 80 numa palavra, diria que toda a gente era positiva.
Uma histeria, meu.
Os Anos 80 puseram a América novamente de pé.
Legendas: Maria Júdice
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