All language subtitles for Basket Case 2 (1990)

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Original subtitles

Uma bizarra e chocante trag�dia aqui no Times Square na noite passada.

Um jovem caiu ou foi empurrado do terceiro andar do Hotel Broslin.

Mas o que torna essa hist�rica particularmente estranha...

� que ele n�o estava sozinho. De acordo com testemunhas oculares,

em sua queda ele teve a companhia de uma pequena e grotesca monstruosidade.

Essa criatura tamb�m foi descrita como uma...

- Oh, meu Deus! - Est� em todos os canais.

... de acordo com o que disseram, esse ser pode ser, de fato, humano.

Uma pequena deformidade, que possui as fei��es de um rosto humano.

Um rosto semelhante ao do jovem que caiu do Hotel Broslin com ele.

Esse homem foi identificado como Duane Bradley,

residente de Glens Falls, no norte do estado de Nova York.

O porta-voz da pol�cia prometeu nos dar qualquer informa��o dispon�vel.

- S�o eles, n�o �? - Com certeza.

Os detalhes s�o poucos, mas as testemunhas dizem que o monstro,

se podemos usar essa palavra, vivia em uma grande cesta...

que seu acompanhante carregava a todo momento.

Ent�o, voc� o conhecia?

Duane era um dos caras mais gentis que j� conheci.

� horr�vel o que aconteceu.

- Voc� viu a criatura? - Eu a vi muito bem.

- Sabe o que era? - Sim, seu irm�o.

Era o irm�o do Duane. Acredita nessa merda, cara?

De acordo com os registros enviados do norte do estado,

Duane e seu irm�o nasceram como g�meos siameses.

Acreditava-se que o pequeno tinha morrido na opera��o clandestina que os separou.

Vamos.

Tamb�m temos raz�o para acreditar que entre as v�timas dos Bradley est�o...

os m�dicos que realizaram a cirurgia.

- Oi, bonit�o. - Ei, como voc� est�?

Como est�o as celebridades hoje � noite?

Eles n�o v�o a nenhum lugar.

Ent�o, estava aqui mais cedo, quando os trouxeram?

- N�o, cheguei a uma hora atr�s. - Voc� perdeu.

Foi como um circo. Tinha c�meras da TV por toda parte, foi uma loucura.

Tenho certeza que sim.

Ent�o, quer fazer alguma coisa depois do trabalho?

N�o h� muito para se fazer �s oito da manh�.

Eu posso pensar em algumas coisas.

- Tenho certeza que sim. - Ei, eu falava sobre caf� da manh�.

�, eu tenho trabalho a fazer. Te vejo depois.

Nada mal. Nada mesmo.

Tenho v�rias possibilidades...

Eu volto j�, est� bem?

Ali.

Eu tenho permiss�o para estar aqui. A enfermeira na entrada me deixou entrar.

Que bom, ent�o vamos falar com ela primeiro.

O m�dico dos Bradley disse que eu poderia ter 5 minutos com eles.

- Est� cometendo um grande engano. - Sim, n�s veremos isso.

- Pensei que todos tinham saido. - Deve ter entrado pelo restaurante.

- Encontrei ela no quarto andar. - Eu tenho permiss�o da dire��o.

Deixe-me ver alguma identifica��o.

Disseram-me que tudo seria organizado e teria coopera��o de toda equipe.

Eu s� quero 5 minutos com eles.

Ningu�m precisa saber. Ser� um favor, nada de mais.

Deixe-me verificar isso.

Voc�s me ajudam e eu ajudo voc�s. Neg�cio fechado?

N�o, isso n�o � bom.

Isso apenas me deixa deprimido e com raiva.

Isso � o tipo de coisa que vai deixar a nossa rela��o bem feia.

Muito ruim. � isso que voc� quer?

- Quer que eu fique muito furioso? - S� quero 5 minutos com eles.

Mo�a, voc� tem um problema s�rio de atitude, sabia disso?

Duane! Duane!

Duane Bradley!

Belial?

Somos amigas. Eu conhecia a sua tia. Podemos te ajudar.

Por favor, entrem antes que algu�m os veja. Por favor, vamos.

Vamos envolver algu�m de fora nisso?

N�o, n�o quero arriscar. Eu mesma cuidarei dos ferimentos.

Ser� mais seguro assim.

Onde eu estou?

- Ele est� acordado. - Est� � salvo agora, Duane.

- Est� com amigos. - Onde est� o meu irm�o?

Ele est� aqui tamb�m. Cuidaremos de voc�s dois.

O que aconteceu? Quem s�o voc�s?

Me chamam de vov� Ruth e essa � a minha neta, Susan.

- Como eu cheguei aqui? - N�o se lembra?

N�o, o Belial devia estar na minha cabe�a.

Temos que colocar a perna dele na tra��o.

E tire a minha antiga m�quina de raio X da naftalina.

- Onde est� o irm�o dele? - No ber��rio.

Ele est� muito incomodado, confuso e assustado.

� melhor eu ir v�-lo.

Seu nome � Belial, n�o �?

Nunca conheci sua tia, mas ela me pediu ajuda depois que seu pai morreu.

Sabe, n�s convers�vamos com muita freq��ncia.

E ela me contou tudo sobre voc�.

Existem outros aqui como voc�.

Outros que foram feridos e precisam se esconder do mundo exterior.

Outros como voc� que tornaram essas paredes o lugar que chamam de lar.

A� est� voc�.

E bem-vindo.

Mas ter� que viver sob minhas regras, sob o meu teto.

E isso significa contribuir, ajudar e se tornar parte de nossa pequena comunidade.

Eu entendo que se sinta confort�vel dormindo em uma cesta.

Essa aqui servir�? Susan!

E agora, eu gostaria que conhecesse os outros.

Crian�as. Crian�as.

Temos um novo membro da nossa comunidade.

Ele passou por um supl�cio terr�vel nessas �ltimas horas,

ent�o sejam gentis com ele.

Se ele quiser ficar sozinho, por favor, deixem-no.

Aproximem-se, crian�as.

Aproximem-se e conhe�am o novo membro da nossa fam�lia.

Deixe-me te apresentar ao Lorenzo. Ele veio da Am�rica do Sul.

Nasceu com uma cabe�a grande e um corpo pouco desenvolvido.

Foi abandonado por seu pais e colocado em exibi��es baratas.

Ele tamb�m possui uma das vozes mais bonitas que eu j� escutei.

Poderia, Lorenzo?

Agora, eu gostaria que conhecesse Ellice.

Ningu�m foi capaz de determinar a sua origem.

Ela leu sobre meu trabalho e veio at� mim sozinha.

� como uma segunda neta para mim. Tamb�m � nossa poetisa.

- Ol�, Belial. - Agora, conhe�a Frederick.

Eu comprei Frederick de seus pais.

Sim, comprei. Ou seria eu ou um show de aberra��es.

Ele � muito introvertido e muito dif�cil de entender,

e o primeiro a oferecer ajuda quando algu�m da fam�lia precisa.

E aqui est� algu�m que eu espero que voc� seja capaz de ajudar.

Algu�m muito parecida com voc�.

N�o sabemos o seu nome, ent�o a chamamos de Eve.

Ela est� conosco a um pouco mais de um ano.

Parece estar t�o cheia de dor e desespero que...

Bem, estamos todos tendo dificuldade em alcan��-la.

Ela parece estar t�o imersa em seu pr�prio mundo particular que...

ela tem sido incapaz de compartilhar nossa felicidade e uni�o.

Ent�o talvez, Belial, talvez voc� seja capaz de ajud�-la.

Cuide dela. Deixe-a saber que tem um amigo.

JUIZ E J�RI O JORNAL MAIS CORAJOSO DA AM�RICA

Ou�a, tenho uma �tima id�ia envolvendo sua hist�ria favorita e...

- sei que ir� adorar. - Eu j� odeio.

Um especial de anivers�rio em quatro partes sobre seus g�meos favoritos.

UM MILH�O EM RECOMPENSA PELO PARADEIRO DOS G�MEOS MONSTROS

Vamos ver at� onde podemos levar isso.

Quero que reescreva o que sabemos e me d� brilhantes id�ias sobre o que n�o sabemos.

Nasceram g�meos siameses, foram separados, mataram uns m�dicos e...

- e desapareceram do hospital. - Nem me lembre.

- Ent�o, onde eles est�o? - Quem sabe? Mortos, provavelmente.

N�o, mortos n�o vendem. Vamos mant�-los vivos.

Eu segui essa hist�ria at� n�o ter mais nada para seguir.

Se ainda houvesse algum rastro, eu estaria seguindo.

Mas a hist�ria ainda vende.

Mas n�o tenho nada para seguir. Sem rastros, sem pistas. Nada.

Ent�o, arrume algumas suposi��es, opini�es.

Pergunte � alguns m�dicos, s�bios, m�diuns. Voc� sabe.

Traga algumas quest�es. E se eles foram por aqui? E se eles foram por ali?

- E aquele detetive amigo seu? - Phil? O que tem ele?

Anos atr�s, ele se uniu � uma mulher que cham�vamos de Dra. Aberra��o.

Dra. Aberra��o?

Ruth Smoeller. Foi antes da sua �poca.

Deu � luz � um menino com onze bra�os.

O menino morreu, mas ela se tornou uma mission�ria pelos direitos das aberra��es.

At� tinha uma comunidade de aberra��es no oeste.

Public�vamos v�rias hist�rias sobre isso a anos atr�s.

- Ela ainda est� viva? - Descubra.

Consiga a opini�o dela.

Mas quando escrever isso, n�o se esque�a de mencionar que...

os Bradleys s�o fugitivos procurados e como esse jornal est� ajudando a justi�a...

atrav�s das suas buscas e bl�-bl�-bl�.

- Uma s�rie de quatro partes? - Na primeira p�gina.

E vou promov�-la bastante.

E se eu os encontrar, eu ganho o milh�o?

Milh�o? Que milh�o?

Al�? Al�? Al�? Sim? Sim?

- Al�? Al�? - Oi, voc� � o cara com a...

- sereia, certo? - Sim, isso mesmo.

Oi, meu nome � Marcie Elliot, do Juiz e Juri,

e estou escrevendo uma hist�ria sobre os g�meos Bradley.

Sim, sim. Eu tenho um deles bem aqui, agora mesmo.

O que? Diga isso de novo?

Eu disse que tenho o monstro bem aqui, agora mesmo.

Ele � a nova atra��o da minha exibi��o. Eu comecei � anunci�-lo.

Certo, ou�a. Voc� est� � 40 milhas de Manhattan. Posso estar a� em uma hora.

N�o sei. Est� meio tarde e a exibi��o est� fechada.

Olha, eu te darei 100 d�lares se puder v�-lo hoje � noite.

100 d�lares, huh?

Sim, voc� tem o meu endere�o. Certo, eu estarei te esperando.

Nossa, cem paus! Cem paus!

Nossa, cem paus!

Certo, certo. Nossa, isso foi r�pido. Certo, certo.

Ag�enta a�! J� estarei a�. J� estou chegando.

- Senhor Barker? - Sim, ol�. Como vai?

- Howard Barker? - Sim.

- E esse � o seu an�ncio? - Sim, mas estamos fechados e...

Por favor. Eu dirigi de t�o longe e o tr�nsito est� terr�vel.

Olhe, s� posso ficar por alguns minutos. N�o poderia por favor? Por favor?

Bem, tudo bem. J� que eu tenho que esperar por outra pessoa mesmo.

As tendas est�o l� atr�s. Eu te mostro.

Ter� uma grande surpresa. Espere at� ver meus filhinhos.

S�o todos meus filhinhos e eu os amo. Vou acender as luzer para que veja melhor.

N�o s�o lindos? Eu amo todos. Vamos entrar.

Aqui est�o, senhoras e senhores. Mist�rios da natureza.

A vanguarda de uma nova forma de vida.

Nasceram da pr�pria terra, como essa mo�a aqui,

ou s�o crias de seres do espa�o, como esse cara aqui.

Eu o encontrei uma noite abandonado em um campo.

Ou s�o invocados das pr�prias profundezas do inferno.

Como esse amiguinho aqui, o monstro Bradley.

Essa criatura incr�vel rastejou at� aqui dos antros infestados de drogas de Nova York.

E quando chegou aqui, carregava um garota em um bra�o e um m�dico morto no outro.

Um fazendeiro local atirou nele. Ent�o, sabe o que fizeram?

Enfiaram seu corpo em um po�o de lix�via. Sim, po�o de lix�via.

Mas � t�o grande. Como poderia caber dentro daquela cesta?

Acromegalia. Acromegalia. O acento � no "me".

Significa que ele ficou maior antes de morrer.

Ossos de animais. Tela de galinheiro.

Gesso. Papel-mach�.

Eu reparei que voc� os chamou de mist�rios da natureza.

- Sim, senhora. - Bem, como chama algu�m...

que explora os mist�rios da natureza?

Lixo? Vagabundo? Esc�ria?

Senhora, n�o h� raz�o para ficar nervosa.

N�o se importa se est�o vivos, mortos ou se s�o reais. Voc� � nojento.

Lixo? Vagabundo? Esc�ria? S� estou tentando ganhar a vida, senhora.

O que ser� que aconteceu com aquela mulher das cem pratas?

Malditas sejam as mulheres! Malditas sejam!

E acho que voc� deve uma desculpa ao Sr. Bradley.

Deve desculpas � quem?

Voc� me ouviu. Voc�s se resolvam. Eu estarei no carro.

De jeito nenhum.

De jeito nenhum. Voc� n�o me engana. De jeito nenhum.

Lixo, vagabundo, esc�ria.

Lixo, vagabundo, esc�ria. Est� vazio. Est� vazio.

Sr. Barker!

Ol�?

Sr. Barker?

Ent�o, quando acabei de vomitar, eu chamei a pol�cia.

Tenho que verificar com a per�cia mais tarde, mas... onde est� aquela garrafa?

Por que n�o me chamou, Marcie?

Eu s� tinha uma hora. N�o sabia que eu ia visitar um presunto.

Pensei que �ramos uma equipe.

N�o esse tipo de equipe. Vamos ser profissionais.

Bem, voc� tem uma �tima manchete. "Belial ataca de sua tumba."

�, "Monstro massacra homem e sereia."

- Que coisa ador�vel. - Que tal...

"Barker foi assassinado por um culto de adoradores de Belial."

"Eles acreditam que sua imagem � profana e n�o gostam de reprodu��es baratas."

- Me d� um tempo. - Certo. Ent�o... N�o, essa n�o � boa.

Sei o que aconteceu. Um OVNI aterrisou nas terras do Barker...

cheio de s�sias do Belial. Eles viram a exibi��o e...

pensaram que ele tinha seq�estrado um deles. Entendeu?

Arty!

Talvez houvesse um terceiro g�meo.

Talvez eles nasceram trig�meos siameses.

E o terceiro g�meo vaga por a� vingando o nome da fam�lia.

Vou para Staten Island amanh�. Quer vir comigo?

Staten Island? Eu adoro aquele lugar.

Oi, como vai? Nossa, toda essa comida s� para voc� e sua av�?

Eu n�o sei. Acha que pode me convidar para jantar algum dia?

Ei, s� estou tentando ser simp�tico.

Talvez se eu fosse uma aberra��o, voc� seria mais simp�tica.

Minha av� se aposentou. Ela n�o tem mais nada a ver com aberra��es.

E quanto a voc�? Eu fico te convidando para uma drinque.

Nunca vai � minha casa. Meu lugar n�o � bom o bastante para voc�, n�o �?

Venha, eu te preparo uma margarita. Eu coloco uma sombrinha nela.

Eu coloco um lim�o. Eu coloco cerejas nela.

Tenha um bom dia. Piranha!

Apenas relaxe.

Relaxe. Apenas se acalme.

Abra seus sentimentos. Apenas relaxe.

Agora, vamos come�ar de onde paramos na �ltima vez.

Conversar sobre a sua separa��o do Duane.

Eu sei. N�s j� discutimos isso v�rias vezes,

mas hoje quero que realmente confronte os seus sentimentos,

realmente confronte a sua raiva.

Eu entendo. Para voc�, foi mais do que perder um irm�o.

Voc� tamb�m perdeu uma parte de si mesmo.

Voc� n�o se sente como uma pessoa completa.

Voc� sente sua falta e precisa dele, e, ao mesmo tempo, o odeia.

Eu entendo essa tristeza. Eu entendo a sua dor.

Mas arrancar o rosto das pessoas pode n�o ser para o seu bem.

Perdoe-me.

Quando ser� a hora de preparar a minha cena?

Voc� levantou cedo. Como est� a perna?

Est� bem. Est� bem.

- Ainda est� r�gida? - S� o tornozelo.

Mas n�o me queixo. N�o depois do que voc� e a vov� Ruth fizeram por mim.

N�o podemos virar nossas costas aos nossos semelhantes.

Obrigado, querido.

Sabe, posso n�o ficar muito com os outros, mas sei o quanto eles te amam.

E eu os amo mais ainda.

Eu nunca conheci algu�m como voc�.

Nunca tive algu�m como voc�, que cuidasse de mim e me ajudasse.

Bem, voc� sempre teve o seu irm�o.

Sim, mas � diferente agora, n�o �? Quero dizer, tudo mudou.

Ele � feliz aqui. N�o h� raz�o para ele partir.

E enquanto ele estiver aqui, ele n�o precisa de mim.

Eu finalmente estou livre dele.

Pela primeira vez, eu posso viver a minha vida.

Apenas entrar em um carro e ir para qualquer lugar.

- Ir? - Isso n�o seria �timo?

N�s dois indo para qualquer lugar, fazendo o que quisermos.

- Indo para onde quisermos. - Eu n�o poderia partir daqui.

Nem voc� poderia. Nosso lugar � aqui.

Mas por que? N�o somos um deles.

Eu sou. E voc� tamb�m �. E sempre seremos.

Somos todos da mesma carne, Duane.

Besteira de segunda opini�o. Eu tive 12 anos de segundas opini�es.

Estamos falando do seu filho.

Filho? Duane � o meu filho. N�o aquela outra coisa.

S� quero que Duane seja normal. � tarde demais para mudar o outro.

- Apenas separe-o do Duane. - Eu n�o sei. Eu n�o sei.

O hospital diz n�o. Todos os m�dicos a quem eu pedi dizem n�o.

Voc�s dois podem ser a minha �ltima esperan�a.

N�o sei quem s�o nem onde Lifflander os encontrou. E n�o me importo.

N�o farei perguntas. Apenas os separem.

Ele tem raz�o. O garoto deveria ter a chance de ter uma vida normal.

Eles n�o compartilham �rg�os nem ossos. Apenas tecido e carne.

Se a opera��o tiver �xito, Duane ter� no m�ximo uma cicatriz.

- E o outro? - Doutor,

eu nem tenho certeza que seja humano.

Duane.

Esse costumava ser um dos meus favoritos.

- Est� tudo bem? Voc� est� bem? - Sim, claro. Estou bem.

Vivo em uma casa cheia de aberra��es em Staten Island,

e ainda sinto como ele se estivesse ligado � mim. Tudo est� �timo!

Duane, acredite em mim. Entendo como tudo pode parecer confuso.

N�o, n�o entende. Como poderia?

- Voc� n�o tem id�ia. - Duane, voc� n�o � o �nico.

S� tenho que enterrar o passado. S� tenho que fugir de quem eu era.

Eu s� tenho que ficar sozinho por um tempo, est� bem?

N�o! N�o! Socorro! N�o!

Pare de resisitir, droga!

S� vamos para a sala de jantar, Duane! Agora, pare com isso!

N�o vai doer, Duane. Eu prometo. N�o vai doer.

Socorro! Socorro! N�o!

Duane, fique quieto!

Isso n�o vai funcionar se ele ficar se mexendo. Segurem-no!

N�o � quem eu sou agora.

O meu irm�o est� aqui?

N�o. J� terminamos a algum tempo. Ele deve estar l� em cima.

- Certo, obrigado. - S� um momento, Duane.

Eu sei que voc� n�o gosta, mas quero fazer sess�es com voc�.

Estou aflita por voc�. Estou preocupada.

N�o fique. Eu irei embora daqui logo.

Entendo. E para onde voc� vai?

Eu n�o sei. Esse apenas n�o � o meu lugar.

Quero dizer, sempre serei grato � voc� e tudo que fez.

Eu apenas n�o sinto que esse seja o meu lugar.

- N�o se sente como um de n�s? - Eu costumava ser, mas n�o sou mais.

- Seu irm�o sabe sobre isso? - Vou falar com ele agora.

Belial? Belial? Voc� est� aqui em cima?

Belial?

Elmo, oi. Como vai?

- Meu irm�o est� aqui em cima? - Sim, ele est� aqui em cima.

L� no fundo, com ela.

Oi.

Belial? Belial?

N�o quero interromper nada, mas n�s precisamos conversar.

N�o tenho certeza como dizer tudo que est� na minha mente.

Sabe que algo tem me incomodado nesses �ltimos meses...

porque eu podia sentir voc� tentando entrar na minha cabe�a.

Mas tudo � diferente agora. Tudo mudou entre n�s.

Mudou no momento que chegamos em Nova York.

Eu sempre te amei, ajudei e lutei por voc�. Eu sempre provei isso.

Mas minha d�vida com voc� acabou.

A nossa liga��o acabou. N�o sou mais parte de voc�.

Eu quero ser livre e quero ir embora.

Quero recome�ar a minha vida, me tornar parte do resto do mundo.

N�o � como se estivesse te abandonando. Voc� encontrou um lar aqui.

E parece que voc� encontrou algu�m com quem voc� se importa.

O que?

Quem? Susan? O que tem ela?

Sim, acho que eu a amo e acho que ela me ama. Tem algum problema com isso?

Que bom, porque quero que ela fique comigo.

Ela � importante para mim, � a minha esperan�a, minha chave para uma nova vida.

Se eu puder t�-la, posso abandonar o passado.

Poderia dizer adeus ao velho Duane Bradley e recome�ar de novo.

Se eu puder t�-la do meu lado, eu...

- Tem certeza que quer ir sozinha? - Quero conversar, n�o a assustar.

- Deixe-me ver no que isso vai dar. - Espera! Espera!

- E tenho que ficar aqui sentado? - Aqui, leia um livro.

DA MESMA CARNE por Dra. Ruth Smoeller

Jesus Cristo!

Oi. Ruth Smoeller, por favor.

Voc� � incrivelmente persistente, Srta. Elliot.

Bem, voc� n�o atendia minhas liga��es e eu estava no bairro ent�o... aqui estamos.

Aqui estamos.

Eu respeito quem voc� �. S� quero a sua opini�o.

E eu te desprezo. Desprezo tudo que voc� representa.

Foi gente como voc� e jornais como o seu que destruiram o meu trabalho.

Tornou imposs�vel dar � alguns ind�viduos �nicos o respeito e privacidade que mereciam.

Acho que tudo sobre voc� � barato e repreens�vel.

S� quero te fazer algumas perguntas sobre os Bradley.

Se eles estivessem na sala ao lado, nunca admitiria para gente como voc�.

Pelo que consta, eles s�o procurados pelos homic�dios de, pelo menos, 5 pessoas.

E pelo que consta, voc� n�o receber� nenhuma ajuda minha.

Estou aposentada. Minhas pacientes s�o apenas algumas senhoras do bairro.

Eu n�o tenho mais nada a ver com indiv�duos �nicos.

E acredito que essa entrevista acabou.

- Talvez na semana que vem... - Agradeceria se n�o ligasse...

ou de nenhuma outra maneira nos incomodasse no futuro.

N�o h� nada aqui que pudesse te interessar, Srta. Elliot.

Susan? Susan, preciso falar com voc�...

Michael, voc� nos assustou.

Michael mora no bairro. Ele faz algumas tarefas para n�s.

Oh, sim, certo.

Eu trouxe as compras que voc� queria.

Ali dentro.

Ol�, Michael.

Como dizia, agrade�o pelo seu tempo e por ter me recebido.

Oh, de nada, mas tenho certeza que voc� compreende.

Acha que ela me reconheceu? Eu acho que ela n�o me reconheceu.

Ela n�o disse nada. Ela n�o agiu como se tivesse me reconhecido.

Se ela tivesse me reconhecido, ela teria dito alguma coisa.

O que voc� acha? Acha que ela me reconheceu?

Voc� encontrou? Podemos tirar fotos? O que foi?

- Bradley est� l� dentro! - Meu Deus! Tem certeza?

Eu estava falando com ele. Olhei bem no rosto dele.

Puta merda! Voc� o encontrou. Voc� o encontrou!

- E o outro cara? - Eu n�o o vi.

Mas Bradley carregava uma cesta. Uma grande cesta de madeira.

Puta que pariu! Espere at� que o Lou ou�a isso.

Esque�a o Lou! Essa hist�ria vale mais do que Lou poderia pagar.

- Quanto mais? - Falamos da revista People.

Estamos falando de vendas de sete d�gitos, direitos autorais da TV e do cinema.

Essa pode ser a hist�ria da nossa carreira e est� bem na nossa frente.

Contanto que n�o estraguemos tudo.

- O que fazemos agora? - Deixe-me recuperar o f�lego.

- Pensei que tinha avisado todos. - Pensei que estavam com os outros.

N�o � culpa dela.

Est�vamos na garagem e eu n�o tinha levado a minha chave dos fundos.

- Ela o reconheceu? - Claro. N�o tenho d�vida.

Eu irei embora. Eu pego o Belial e vou embora.

- Eu queria ir mesmo. - Mas ainda vir�o procurar.

- E quando vierem... - Encontrar�o os outros.

- Oh, meu Deus! - Vir�o procurar por n�s...

- e encontrar�o todos eles. - Exatamente.

- N�o posso deixar isso acontecer. - Ent�o, o que voc� far�?

O que eu precisar.

Se eu n�o posso fugir, eu ficarei.

- Eu ficarei e lutarei. - Voc� me d� a sua palavra?

Sim, eu te devo isso e muito mais.

N�o partirei at� que voc�, Susan e os outros estejam � salvo.

Era isso que eu esperava.

Susan, convoque uma reuni�o. Re�na todos.

Vai ser como os velhos tempos.

Crian�as! Crian�as! Os lobos est�o de novo na nossa porta.

Uma rep�rter de um tabl�ide deseja explorar um de n�s.

E fazendo isso, arrisca expor todos n�s,

destruir tudo pelo qual trabalhamos nesses �ltimos anos desesperadores.

Mais uma vez, nosso direito de viver com privacidade e dignidade...

est� sendo invadido pela mentalidade de shows de aberra��es.

Mais uma vez, os olhos cheios de �dio do mundo exterior...

desejam apontar seu cruel holofote sobre n�s.

Nosso santu�rio foi profanado!

N�s podemos fugir e achar outro lugar para se esconder ou lutar.

Sei que entre voc�s existem aqueles que s�o fisicamente incapazes...

de confronto f�sico ou que s�o filosoficamente contra isso.

E eu respeito isso. Pe�o que todos respeitem.

Mas para o restante de voc�s eu imploro uma resposta.

N�s fugimos? Ou n�s lutamos?

Se nossa amiga rep�rter ainda n�o trouxe a pol�cia at� aqui,

� porque ela procura outra coisa.

O mais prov�vel � que ela, ou algu�m que trabalha com ela,

primeiro tentar�o entrar aqui.

Algu�m sem d�vida tentar� entrar no nosso lar.

Eu digo para deixarmos. Vamos receb�-los de bra�os abertos.

E vamos lhes dar umas boas-vindas que eles nunca se esquecer�o.

- Que horas v�o aparecer? - Eu n�o sei.

Olhe! Olhe!

Acha que o Bradley est� na van?

N�o. Olhe para a casa. � �bvio que tem algu�m em casa.

- � agora ou nunca. - Apenas tire uma foto do Duane.

Lembre-se, o outro � muito perigoso.

Tire uma foto de Duane e fa�o com que entremos l� amanh�.

- Vou entrar l� hoje � noite. - Fa�a o que eu digo, Arty.

- N�o fode comigo. - Eu sou profissional.

Prepare-se para arrancar.

Sim, ele est� doente. Muito doente. Ele n�o consegue se mexer.

Ele s� fica sentado na cesta e encarando. Acho que est� morrendo.

O que?

N�o, n�o posso mov�-lo.

N�o.

N�o, est� no s�t�o. Est� muito fraco para descer. Por que?

O que?

Tudo bem.

Tudo bem.

Belial? Belial, pode me ouvir?

A vov� foi buscar rem�dios. Eu vou at� o por�o pegar alguns cobertores.

O que? N�o.

N�o, eu disse que voc� n�o conseguia se mexer.

Eu disse que n�o poderia te levar at� l�. Ele disse para esperar at� amanh�.

Espere!

Pensei ter ouvido algo. � melhor ir ver.

Como vai?

N�o tenha medo. N�o vou te machucar.

Voc� n�o se sente bem, ent�o s� quero que relaxe.

Vou tirar umas fotos e irei embora. Est� meio escuro, ent�o vou usar o flash.

Vai haver uma grande luz, mas n�o se assuste.

Apenas relaxe e diga "xis."

Merda.

Oh, meu Deus!

N�o! N�o!

N�o!

- Espero que seja bom. - Phil, aqui � a Marcie Elliot.

Preciso de sua ajuda. Estou com muitos problemas.

- N�o pode esperar at� amanh�? - Acho que mataram o Arty.

O que quer dizer, mataram o Arty?

Lembra dos g�meos aberra��es da Times Square?

Eu os encontrei em uma casa em Staten Island, que pertence � Ruth Smoeller.

- A Doutora Aberra��o? - Sim.

Esse � um nome que eu n�o ou�o a muitos anos.

Uma vez, tive que liberar uma aberra��o daquela comunidade dela no oeste.

N�o foi agrad�vel.

Olha, quero o Duane. Antes de ir at� a pol�cia, quero falar com o Duane.

Bem, entrar na casa dela e perguntar por ele n�o vai funcionar.

Voc� precisa fazer com que Duane saia.

Fazer com que saia, se sentar e bater um papo.

- Al�? - N�o desligue.

Ou estarei na sua porta da frente em 5 minutos com a pol�cia.

- Entendeu? - Quem est� falando?

- Deixe-me falar com o Duane. - N�o h� ningu�m aqui...

Coloque-o na linha ou vou fazer com que a cavalaria bata na sua porta.

S� um minuto. � para voc�.

Est� funcionando.

Quem �?

Aqui � algu�m que sabe quem voc� e seu irm�o s�o. Estou sendo claro?

O que voc� quer?

Quero conversar, Duane. Quero te encontrar cara a cara.

Tomar umas cervejas, conversar sobre a vida.

Sem o seu irm�o, � claro.

Voc� � o Duane?

- Te paguei uma cerveja. - Obrigado.

Meu nome � Phil. Estava ansioso para te conhecer.

- Trabalha com aquela rep�rter? - Mais ou menos.

Somos velhos amigos. Mas somos apenas voc� e eu hoje � noite, certo?

O que voc� quer?

Para come�ar, quero saber o que aconteceu com outro velho amigo meu.

Um cara chamado Arty. Ele entrou na casa onde voc� mora e nunca mais saiu.

Isso nunca aconteceu.

Eu acho que sim. E acho que ele conheceu o seu irm�o.

- Est� desperdi�ando o meu tempo. - Espera.

Sente-se. Sente-se. Termine a sua cerveja.

Relaxe. Relaxe.

- O que voc� quer de mim? - Quero saber onde est� seu irm�o.

- Por que? - Porque ele mata.

E porque ele precisa de ajuda.

Oh, voc� quer ajud�-lo, certo? Voc� quer ajudar o monstrinho.

- Quer ajudar a aberra��o. - N�o o chamei disso.

Eu o chamei de "seu irm�o." � isso que ele �, n�o �?

Mas ele precisa de ajuda, Duane. Precisa de muito amor e ajuda.

E eu posso lev�-lo para pessoas que cuidariam dele.

- Dar o que ele precisa. - E se dissesse que ele j� tem isso?

E se eu dissesse que ele j� recebe toda a ajuda que ele precisa?

- Ent�o eu perguntaria: E voc�? - Eu? O que h� de errado comigo?

Nada, esse � o seu problema.

Voc� est� preso na sombra do seu irm�o.

Todos te associam � ele como se ainda estivessem ligados.

Droga, voc� n�o � uma aberra��o. N�o � diferente do resto de n�s.

Voc� � at� muito bonito.

N�o posso imaginar que uma garota diria n�o para voc�.

Voc� poderia ser um garanh�o.

N�o posso imaginar que ningu�m acharia que voc� n�o � um cara comum e normal.

Isso � o que eu sempre quis ser.

Queria apenas que as pessoas achassem que sou normal.

Eu s� queria me ajustar aos outros.

Mas voc� � normal, Duane. Voc� �. � t�o normal quanto eu sou.

Mas n�o pode ser t�o simples assim.

Quero dizer, voc� diz que sou normal porque pare�o normal, certo?

Eu me pare�o com a maioria. Eu me pare�o com todos os outros.

Abaixe a voz, Duane.

Mas na casa das aberra��es as coisas seriam diferentes.

Na casa das aberra��es, n�s ser�amos os desajustados, certo?

- Certo? - Falo do mundo real, Duane.

N�o quer ser normal no mundo real?

N�o se n�o tiver nenhum significado.

Quero dizer, e aqui dentro? N�s somos considerados normais aqui dentro?

N�s parecemos nos ajustar?

- Claro que sim. - Bem, talvez.

Ou talvez n�o. Vamos fazer uma vota��o.

Duane, sente-se! N�o seja bobo! Algu�m pode...

Oh, merda.

Quem s�o essas pessoas?

Oh, meu Deus!

Com licen�a. Com licen�a. Posso ter a aten��o de todos?

Queremos fazer uma vota��o. N�s queremos descobrir...

quantos de voc�s acham que eu e o senhor...

- Como disse que era o seu nome? - O que diabos est� havendo aqui?

Quantos de voc�s acham que eu e "O que diabos est� havendo aqui?"...

somos normais? Levantem as m�os, por favor.

Ningu�m? Nenhum?

Nenhum de voc�s?

Minha nossa. Certo, quantos de voc�s acham que nosso lugar n�o � aqui?

Quantos de voc�s acham que n�s somos as aberra��es?

Sabe, eu n�o acho que esse pessoal concorda com voc�.

Eu n�o quero nenhum problema.

Eu n�o quero machucar ningu�m.

Vamos devagar.

Fiquem longe de mim.

Jesus!

Deus Todo-Poderoso!

Vamos, crian�as. Vamos.

- Isso mesmo. R�pido. - Abaixe-se.

Abaixe-se. Abaixe-se. Isso mesmo.

Frederick, aqui! Frederick.

Isso mesmo, Frederick. Agora, abaixe-se. Isso mesmo.

- Est� bem? Eu ouvi tiros. - Estou bem. Estou bem.

- Revistou os bolsos dele? - Revistou os bolsos dele?

Eu encontrei.

Srta. Marcie Elliot, 443 Palisades Terrace, apt 4.

- Flushing. - Sabia.

Phil? Phil?

Al�?

Al�. N�o posso atender o telefone agora,

mas se deixar seu nome e n�mero, retornarei assim que puder.

Maldi��o, Phil! Onde voc� est�? Eu estou muito preocupada.

- Boa noite. - O que voc� quer?

- O que est� fazendo aqui? - Pensei que queria me ver.

Pensei que queria escrever uma grande hist�ria sobre n�s.

Agora n�o. N�o hoje � noite.

Droga! Ele vai ficar desapontado. Ele estava muito ansioso por isso.

- Cad� o Phil? O que fez com ele? - Ele estava todo animado.

Todo empolgado. Estava morrendo de vontade de te conhecer.

- Quem? - Meu irm�o, � claro.

Belial.

O monstrinho sobre quem voc� queria saber tudo.

Oh, meu Deus.

N�o quero v�-lo agora. N�o hoje � noite.

Isso n�o � maneira de uma rep�rter se comportar.

Ele quer te dar uma entrevista.

Uma entrevista particular. A primeira dele. Ele est� todo empolgado.

Ele n�o est� mais na cesta. Eu o deixei sair.

Ele deve estar escondido em algum lugar por aqui com seus amigos.

- Seus amigos? - Sim, amigos. Como ele.

A casa da vov� Ruth est� cheia deles.

Voc� perdeu isso, sabe?

Quero dizer, voc� n�o tinha id�ia de quem mais estava l�, n�o �?

Juro que n�o escreverei uma hist�ria. N�o contarei nada � ningu�m.

Ningu�m saber�. Voc� tem a minha palavra.

Isso depende do Belial.

Quero dizer, ele estava ansioso por uma entrevista com voc�.

Ele pensou que poderia lhe fazer umas perguntas, conhec�-lo um pouco mais.

Ent�o, ele poderia arrancar a sua cara. Nada demais.

- Ei, voc� voltou. - Est� bem, seu filho da puta.

Seu irm�o quer me conhecer? Ent�o vamos nos conhecer.

N�o tenho medo de voc�, dele ou de nenhum de voc�s.

Ent�o venha. Deixe-o me olhar na cara...

para que eu possa estra�alhar seu corpo doentio e ris�vel.

Onde ele est�? Onde ele est�?

Nossa, eu n�o sei. Ele estava aqui a alguns minutos atr�s.

Talvez voc� o tenha chateado.

Talvez todas aquelas palavras cru�is que disse o assustaram.

Talvez ele esteja com medo de voc� e esteja se escondendo.

Talvez...

O que tem na cesta?

Nossa, Marcie. Voc� deveria se olhar.

Voc� � tamb�m uma aberra��o agora.

E como voc�s, crian�as, est�o? Pegou mostarda suficiente?

Voc� precisa ouvir isso.

Leon, vejo que pegou um refrigerante. Voc� gosta disso, n�o �?

Tem mais de onde isso veio. Voc� j� pegou comida?

Que tal umas batatinhas? Susan, pode me passar?

Isso est� bom?

Quente! Quente! Quente!

Sei que j� comeu mais do que cinco.

Estou t�o orgulhosa deles. Especialmente...

- Onde est�o os irm�os? - Deixei o Belial com a Eve.

Ela estava t�o triste por ele ter saido que eu pensei...

Sabe, � primeira chance de ficarem sozinhos.

- Que gentil. E o Duane? - N�o sei onde ele est�.

- Estou preocupada com ele, vov�. - Eu tamb�m.

Quero colocar um casaco. Ent�o, vou aproveitar para dar uma olhada nele.

Tem bastante para todos, crian�as. V�o em frente.

Comam tudo que quiserem.

Duane, o que est� fazendo aqui?

N�o consigo dormir. Preciso falar com voc�.

Preciso estar com voc�.

- Voc� � tudo que quero e preciso. - Duane, eu n�o sei. Eu...

Vamos sair daqui. Voc� e eu. Hoje � noite. Agora mesmo.

Mas eu n�o posso partir. Meu lugar n�o � l� fora.

Do que est� falando? Voc� n�o � diferente de mim.

Mas seu lugar n�o � l� fora tamb�m.

- N�o podemos ignorar quem somos. - Mas voc� � t�o normal quanto eu.

N�o! N�o, eu n�o sou.

O que foi? O que h� de errado?

� o Belial. Est� acontecendo algo. Eu posso sentir.

Eu n�o sei. Ele... ele...

Ele tamb�m est� apaixonado.

Duane, espera. Tem algo que deveria saber.

Eu j� estive com um homem antes, uma vez, quando eu era muito jovem.

- E da�? Eu n�o me importo. - Havia algo sobre mim que eu n�o sabia.

E estar com ele fez piorar. Mudou tudo.

Deixou-me confusa por dentro.

O que quer que seja, n�o importa. Eu te amo, Susan. Eu te amo.

Duane, espera.

N�o. Eu n�o posso. Eu estou gr�vida.

Eu tenho estado gr�vida pelos �ltimos seis anos.

O que?

Tentamos tir�-lo, mas ele n�o quer sair.

Ent�o a vov� tem cuidado de mim at� que ele esteja pronto para nascer.

O que?

N�o tenha medo dele.

Ele n�o � perigoso. Apenas precisa sair para tomar ar �s vezes.

- Deus, n�o! - N�o fa�a isso comigo, Duane!

- Deus, n�o! - N�o! N�o, por favor.

Por favor! Pare! Pare! Olhe para mim! Olhe para mim!

- Olhe para mim. - N�o!

Olhe para mim!

Olhe para mim! Olhe para mim!

- Pelo amor de Deus, Duane! - Deixe-me em paz!

Onde est� a Susan?

Ela me avisou. Ela me disse.

Ela disse que era um deles. Disse que eu era tamb�m.

Disse que nosso lugar n�o era l� fora.

Disse que n�o pod�amos fingir.

Encontrem o Duane.

Eu estava me enganando.

Cortar-nos no meio n�o nos torna dois indiv�duos separados.

Apenas duas metades separadas.

Quero dizer, um de n�s ser cortado n�o o torna uma pessoa.

Apenas uma parte perdida.

Mas sei o que fazer.

Sei como consertar as coisas.

Sei como tornar as coisas certas.

Sei como consertar as coisas entre n�s.

Oi, posso v�-lo por um momento?

O que disse? Voc� � feliz agora?

Est� apaixonado? N�o! N�o! N�o!

Voc� � apenas uma pessoa pela metade.

Voc� n�o pode ser feliz se eu n�o sou feliz.

Voc� n�o pode estar apaixonado se eu n�o estiver apaixonado.

Tudo pelo que passamos antes n�o importa.

Essa � a �nica maneira de tornar as coisas certas de novo.

Duane!

Ei, est� tudo bem. Estamos juntos de novo.

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