All language subtitles for Vivacious Lady (1938)

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QUE PAPAI NÃO SAIBA

Com licença, estou procurando o Sr. Keith Morgan, o tem visto?

É um cliente habitual, vem toda segunda-feira. Siga-me.

Oi, Keith, espero não estar incomodando muito.

Professor, que tom rude!

Estamos muito atrasados!

Vamos, sente-se um momento.

Não aí, aquela é a sua cadeira.

Keith, é tarde e não temos tempo a perder.

Temos que pegar o trem para Old Sharon.

- Não se preocupe. - Desculpe.

É a última vez que aceito bancar a babá para você,…

quando vem para Nova York numa dessas suas farras semestrais.

Não me moverei…

até que a mulher que amo aceite se casar comigo.

Por sorte te encontrei… desculpe.

É a quarta vez que venho, mas voltarei outras 40.

Peter, ela é a mulher mais bonita e fascinante que já…

Não está falando sério!

Sim. É um negócio importante para mim.

O trem para Old Sharon parte às 4. Vou pegá-lo, e você também.

Garçom, traga a conta. Vou pegar as suas coisas.

Old Sharon 242, chamada…

chamada a cobrar.

Quero falar com o Sr. Peter Morgan, meu pai.

Se não atender, tente na universidade,

- ele é o "presidente", sabe. - E o que Roosevelt é, então?

- ♪ Nunca os sonhos vão me saquear ♪ - Alô? Alô?

- Papai? Papai? - ♪ Minha vida virou uma tragédia ♪

- Começou o espetáculo. - Sinto muito, é muito importante.

- ♪ Você nunca adivinharia… ♪ - Papai? Finalmente o encontrei.

Se gritar mais alto, não precisará do telefone.

O quê? Não, estou numa boate, papai.

Não deve ficar pensando coisas, estou indo embora.

O quê?

- É uma mulher cantando. - Como está a mamãe?

Está bem, obrigado. Como disse? Sim, certo, tchau.

♪ É uma memória solitária ♪

♪ Então estou esquecida e sozinha ♪

♪ Mas quando dançar com outra ♪

♪ E tentar romance com outra ♪

♪ Você se lembrará de mim ♪

♪ E quando olhar nos olhos de alguém ♪

♪ Do jeito que olhou para os meus ♪

♪ A lembrança das pequenas mentiras ♪

♪ Vai assombrá-lo todo o tempo ♪

♪ Então esquecerá todas as emoções que tivemos ♪

♪ Mas espere, o dia chegará para você ♪

♪ E quando seu coração estiver partido também ♪

♪ Você se lembrará de mim ♪

♪ Se alguma vez pensar em Nova York depois de escurecer ♪

♪ E lembrar-se de quando andávamos no parque ♪

♪ E, mais tarde, enquanto passeávamos você beijou minha mão ♪

♪ E no meu dedo você colocou uma anilha de charuto de 18 quilates ♪

♪ Você se lembrará de mim ♪

♪ E quando olhar nos olhos de alguém ♪

♪ Do jeito que olhou para os meus ♪

♪ A lembrança das pequenas mentiras ♪

♪ Vai assombrá-lo todo o tempo ♪

♪ Continue esquecendo todas as emoções que já conhecemos. ♪

♪ Mas espere, o dia chegará para você ♪

♪ E quando seu coração estiver partido Você se lembrará de mim ♪

♪ E eu estarei rindo Você se lembrará de mim ♪

Charlie?

Diga ao homem na minha mesa que voltei ao hotel.

Eu quero me livrar dele.

Avise-me quando for embora. Estarei ali.

- Oi. - Como vai?

- Onde está Keith? - Gostaria de saber.

Oh, você é a…

- Alguma coisa errada? - Não, nada.

Diga-me, queria arruinar o espetáculo?

Quando estava cantando, eu tropecei.

- Sinto muitíssimo, eu… - Não se preocupe.

Toda noite alguém mamado faz isso. Não quero dizer que você esteja.

Como disse, desculpe-me?

Disse que não acho que você esteja bêbado.

Bem, não tenho o vício de beber.

- Verdade? - Não. Não é isto…

bem a única explicação é que…

quando era um menino, tivemos um dos primeiros carros de Old Sharon…

- e… - Você também mora lá?

Sim.

Um dia, enquanto estava ao volante, meu pai não me viu,

infelizmente é muito distraído, e me atropelou.

- Levei uma grande pancada. - Verdade?

É como estou me sentindo agora.

Aqui falamos: "me sinto como se tivesse sido atropelado por um caminhão."

- A ideia é o mesma. - Sim.

- Quer um cigarro? - Não, obrigada.

- Aceita algo para beber? - Não, não estou habituada.

- Permite convidá-la para jantar. - Com prazer, estou com muita fome.

- Ah, tudo bem. - Não, não aqui.

- A cozinha é péssima. - Bem, então quer dizer…

Quer me convidar para jantar fora?

Sim, será um prazer para mim.

- O que estamos esperando? - Vamos.

Será divertido, iremos dar uma volta por Nova York.

Sim. Tchau, Charlie. Vou conhecer Nova York.

- Foi embora? - Sim, mas…

Caramba, conseguimos enganá-lo. Só Deus sabe como ficará zangado.

Caramba, nos livramos dele!

Onde está Francey?

Aquele sujeito foi embora com ela.

Caramba!

Foram dar uma volta por Nova York.

Caramba!

- É um lugar muito tranquilo. - O quê?

- É um lugar tranquilo. - O quê?

O único barulho que se ouve é o vento entre as árvores.

- Não entendi. - Disse que Old Sharon é muito quieta.

Gostaria de conhecê-la.

Nunca pensou que a universidade é uma coisa importante?

Agora que você me perguntou, acredito que nunca pensei.

Nós nos preocupamos com a indústria, com negócios…

Poucos entendem que a educação é que pode garantir…

a evolução da civilização.

- Diga, no que trabalha? - Sou um professor.

Bem, não, não realmente, ainda sou um assistente.

A universidade é a coisa mais importante da minha vida porque…

Diga porquê.

Gostaria de explicar,

mas não deve pensar que gosto de me gabar.

Não, gosto das pessoas que sabem o quanto são boas.

Meu avô era o reitor da universidade de Old Sharon.

- Magnífico. - Agora o meu pai está no seu lugar.

Um dia eu estarei naquele cargo.

Garanto que nunca falei tanto em minha vida.

Acabei de perceber que…

quero te causar uma boa impressão.

Quero te confidenciar uma coisa.

- Também procuro causar boa impressão. - Não há necessidade que diga nada.

- Não? - Não.

Você fala por si mesma e é muito graciosa.

Além disso, eu não estava na boate esta noite?

- Gostou da minha dança? - Estava cantando quando cheguei.

Então, chegou tarde! Que pena, não me viu dançar.

- Não. - Perdeu a melhor coisa da noite.

- Bem, quero que você veja. - Por que?

- É um número fantástico. - Verdade?

Sim.

- Então você é muito boa? - Certamente!

Quem está se gabando agora?

Tem razão.

Bem, eu perdi o meu trem.

- Que pena! - Tudo bem.

Todo dia parte um.

Até logo.

- Como assim "até logo"? Por quê? - Bem, eu moro aqui.

Até logo.

Espere, mas você… costuma refletir bem sobre as coisas que faz?

- Coisas? Que coisas? - Não sei, as coisas.

- As irrelevantes ou as importantes? - Em geral.

Se são coisas irrelevantes, não reflito muito.

Mas o mesmo vale também para as coisas importantes.

Está errada, deveria sempre refletir bem sobre elas.

Também as coisas irrelevantes podem se tornar importantes.

Refletir não serve de nada, as coisas acontecem de qualquer modo.

Com isso quer dizer talvez que fogem ao nosso controle?

Ninguém pode controlar nada.

- Alô. - Bom dia.

Bom dia.

Gostaria de tomar o café da manhã comigo?

- Sim, onde você está? - No café aqui embaixo.

- Me dá 15 minutos? - Pode fazer em 5?

Sim, tudo bem. Até logo.

Cadê meus sapatos? Aqueles marrom?

Hoje temos uma oferta especial,…

uma escova grátis na compra de um enxaguante bucal.

Coragem, prove, não tem ferro nem estanho. Não irritanta a garganta.

Tem cabelos escuros, olhos azuis e é alto, 1 metro e 80.

- Tem certeza de que esteja aqui? - Certamente.

Não o vi.

Siga-me, por favor.

Não se preocupe, já o encontrei.

- Está bem, obrigado. - Deixe-o em paz. Keith, acorde.

O que foi?

Posso ver os bilhetes?

Pode me ceder a sua cabine?

- Pago um leito para você. - Sinto muito, não há vaga.

- Dormirei aqui, então. - Cabine A, no vagão 71 .

Obrigada. Por favor, poderia…

Keith, escute,

aconteceu uma coisa extraordinária.

Alguém diria que é um milagre, uma coisa…

que acontece uma vez só na vida.

As pessoas sempre exageram.

Não é nenhum milagre.

Existe uma explicação científica.

- O anodo atrai o catodo. - Entendi,

- você está apaixonado. - Não, não. Estou casado.

Com um catodo?

- Nome estranho para uma garota. - Cuide dele.

- Chama-se Francey. - Gostei, é um belo nome.

Francey.

- Mas é a minha garota! - Espere, se acalme, senhor.

Ei, o que está fazendo, quer se livrar de mim?

Não.

Não faria nunca uma coisa assim.

Te conheço há só um dia e sei que te amarei por toda a vida.

- Conseguirá me suportar? - Bem, tentarei. Sim.

Por favor, podem se acomodar.

Não acredito!

- Ser casado faz um estranho efeito. - Sim.

Desculpe-me, sinto muito, meu marido e eu queremos entrar sozinhos.

- Sofre de claustrofobia. - É verdade.

Não se preocupem, entendi.

Sabe, Peter, nunca fui casada e…

- Tem medo? - Medo? Não.

Nunca mais terei medo em minha vida.

Agora tenho você e me apoiarei em você.

Sempre procurei ser forte, no sentido tradicional do termo.

Mostre que é, pegue-me nos braços para…

- passar pelo portal. - Ah não, Francey.

Não, estas são coisas que a gente fazia antigamente, não se usa mais.

É antiquado.

Venha.

Aqui está.

Desculpem-me.

Está tudo bem. Não se preocupe, sei muito bem o que tentava fazer.

- O que está acontecendo? - Pode ficar quieto?

- Foi um engano. - Bem, poderia bater, pelo menos.

- Por favor, tenho que sair. - Não é a cabine A do vagão 71?

Sim. Exato. Aqui está o nosso bilhete.

- Como pode acontecer? - O que vai fazer sobre isso?

- Eu acho… - Por que não os joga para fora?

Cale-se, irão embora.

Não, pretendemos dormir aqui.

- Tínhamos planos para usar esta cabine. - Chamarei o conferente.

- para expulsá-los daqui. - Esta é a nossa cabine…

e não sairemos. Sente-se Peter.

Bem! Estava começando a me perguntar como passaríamos esta noite.

Quando viajo com você, acontece sempre algo de desagradável.

- Ah, isso mesmo. - Acho que também quando…

não viajo com você há algum problema.

- Chega! - Não precisa dar risada.

Sei com que tipo de homem me casei, sempre foi um incompetente.

- E eu não me importo. - Agora olhe querida,

feche a boca antes que eu a faça calar à força.

Ouviram? Vocês são testemunhas!

- Queria ter uma mãe para onde voltar! - Eu gostaria de ter um outro marido.

Tudo bem, tudo bem. Na próxima estação, desça.

Voltaremos quando tiverem terminado de brigar.

Venha, querido.

Há bastante espaço no vagão de observação.

- Está assustada. - Com o quê?

Outra palavra e esta noite dormirá no corredor.

BEM VINDO A OLD SHARON

- Não há outro, obrigado. - Por favor, senhor.

Querida, devemos descer.

Peter?

O que uma esposa de um professor faz? Ainda não te perguntei.

Antes de tudo deve fazer o seu marido feliz. Está pronta?

Sim.

Irá gostar de Old Sharon, querida. E também da minha família.

- Vão te acolher como a uma filha. - Assim espero.

Nunca tive uma família minha, mas é uma coisa que sempre sonhei.

- Bom dia Peter, olá Francey. - Keith…

Francey, o que faz aqui? Ah, sim, nos casamos ontem à noite.

- Ah não, espere, ela se casou comigo. - Ah tudo bem, então somos primos.

Agora podem se acomodar na nossa cabine.

Calada!

Ei, o velho parece meio calmo.

Achei que ficaria contente com a notícia.

Ainda não disse a ele.

- Não sabe ainda? - Não ainda.

Reserve-me um lugar na primeira fila.

Direi imediatamente.

Afinal sou adulto, sei o que faço.

Não fugi de casa, só me casei.

Pensei muito nisso.

Se tiver problemas, ele deve me dizer.

Talvez seja melhor eu ir a algum lugar,

enquanto você esclarece tudo.

- Pode vir à minha casa. - Não é o caso, Keith, de verdade.

Então diga a eles que tem uma esposa maravilhosa e então eu volto.

- Não posso fazê-lo, acredite-me. - É melhor que vá com ele.

- Talvez tenha razão. - Vamos logo, prima Francey.

Francey, espere.

- Adeus. - Adeus.

Adeus? Não ficaremos afastados por tanto tempo, nos veremos mais tarde.

Não se preocupe, vamos para minha casa. Ligue, quando puder.

Keith, o seu telefone está sempre ligado?

- Tchau, tio! - Quem é aquela loira com Keith?

Olhe ele ali. Oi, querido, como está?

- Quem é aquela mulher? - Helen, sua noiva.

- Peter é bígamo? - Não se preocupe,

Helen é a mulher que o tio dele escolheu para ele. Vamos.

- Vamos, Francey. - Não, não.

Espere um minuto, eu tenho que lhe dar uma chance.

Não posso permitir que o meu marido seja noivo uma qualquer.

Não esperava te encontrar. Oi, papai. Escute…

Não diga nada, estou vendo!

Não sei porque sempre que dou uma missão a alguém, me decepciono.

- Foi a Nova York para trazer Keith. - Eu o trouxe.

Sim, mas não deveria tê-lo deixado vir com aquela loira.

Não é aquela garota da qual me falou?

Sim, mas antes não a conhecia.

- É uma boa menina. - Você tem 26 anos, Peter!

Aos 12 eu o encontrei, mas não sabe ainda julgar as mulheres.

Não podemos falar nisso agora.

Acompanhe Helen para casa. Tenho uma reunião na universidade.

- Espere. - Vamos, Peter. Sei que não é sua culpa.

O seu instinto predatório é hereditário ou adquirido?

- O quê? - É alérgico a loiras.

Quando se aproxima de uma, ganha problemas.

O conhecemos bem agora.

Confio nele.

Eu não. Sr. Morgan, obrigada, me diverti muito.

Quando penso naqueles momentos, chego a me arrepiar.

- Tentou? - Não recentemente.

Pensarei no senhor como um amigo.

Obrigada de novo.

- Vamos já para casa, senhor? - Sim.

Limpe a boca antes que Joseph lhe dê um beijo.

Até logo.

Tire estas cortinas da janela e procure algumas leves e vaporosas.

Na cama quero algo delicado.

Arrume o quarto, deve ter um toque bem feminino.

- Alô? Oh, oi, querido! - Alô, Francey!

Você está bem? Onde está Keith?

Saiu um instante. Não, acabou de chegar.

Oh, Keith! É fantástico!

Oh, é um verdadeiro tesouro!

- Ei! - Alô?

- O que está acontecendo? - Keith comprou um bolo.

- O que é todo esse barulho? - É um bolo de casamento. Escute.

- Não corte até que eu chegue. - Não.

Falou com seus pais?

Falou com seus pais?

Ainda não, mas estou certo de que reagirão bem.

Sua mulher não me incomoda.

Ela pode ficar aqui o quanto quiser.

Por que não pede a Keith para sair para a varanda para fazer algo?

Não ouça. Venha aqui.

Aproxime-se.

Sim… Pode desculpar-me?

Espere um momento, Keith.

- Papai… - Termine sua conversa.

- Já terminei. - Ele desligou.

Aposto que Helen entrou. Eu não me preocuparia… muito.

Você sabe, Peter, hoje à tarde tem reunião do Conselho Docente.

Como membro do comitê consultivo você vai estar lá, é claro.

Além disso, estamos tendo os problemas habituais da primavera…

entre os estudantes de sexo masculino e feminino.

Muita confraternização nos intervalos.

E há o baile hoje à noite.

Papai, preciso explicar para você sobre aquela garota.

Para você será um alívio saber…

que te deixarei fora desta história.

- Eu mesmo cuidarei do Keith. - Sim, mas você não entendeu direito.

- Devo te explicar. Eu insisto. - O assunto está encerrado.

Não, deve escutar-me!

Este negócio é um tanto desagradável.

Com o risco de brigar com você,

- insisto em falar. - Deve respeitar a minha vontade.

- Tenho que lhe falar! - Eu não…

O que está acontecendo?

Por que gritam?

- Recuso-me a obedecer, papai! - Não grite!

Um homem educado sabe exprimir-se de outro modo.

Leve-a para a cama. Veja o que você fez?

Pegue os sais aromáticos, sabe que sua mãe não suporta emoções fortes.

- Eu sei, vou pegá-los imediatamente. - Volte logo.

- Vá pegar os sais. - Já fiz isso.

Aqui está, cheire.

Mamãe, perdoe-me.

- Eu não queria te chatear. - Ah, estou bem querido.

- Cedo ou tarde terá que me escutar… - Já não fez estrago suficiente?

- Agora estou bem. - Um pouco mais, coragem, querida.

Eu…

Alô?

Francey?

Ainda não consegui esclarecer a situação, mas tenho uma ideia.

Quero que você se vista bem bonita…

e peça a Keith para te acompanhar no baile desta noite.

Sim, meus pais estarão lá.

Ele quer que me leve ao baile à noite.

Deveria passar assim a primeira noite em Old Sharon?

Quero que Francey esteja presente quando eu falar com meus pais.

A música e a atmosfera da festa irão ajudar.

Ficarão felizes em conhecê-la.

Nos encontramos no saguão de entrada. OK, fique fora do saguão.

Um momento, Sr. Morgan.

Oh, tudo bem senhor, quem é a jovem?

Ela é minha convidada.

Esta é uma festa reservada aos estudantes e aos membros da faculdade.

Ah, tudo bem. É a Srta. Francey Brent, estudante.

Oh, sim, é aluna sim, está na minha sala.

- Curso de Botânica. - Tudo bem.

Bem, mas o que aconteceria se descobrirem que não é verdade?

Você e Keith teriam problemas!

Não importa. Um convidado a mais não vai quebrar a universidade.

Agora, não se preocupe. Tudo será exclarecido esta noite,

- assim que papai e mamãe chegarem. - Você acha que vou gostar deles?

Quero dizer, acha que gostarão de mim?

Nada como você já aconteceu com os Morgans antes.

É disso que tenho medo.

- Oh, querido… - Oh, Francey!

- Agora Francey, sente-se aqui. - Sim.

Tire o casaco, mamãe e papai vão entrar por aquela porta.

- Você sumiu, Peter. - Oh, oi Helen!

Gostaria de apresentar a Srta. Francey Brent.

Sim, veio conosco esta noite. Está no meu curso de Botânica.

- É uma especialização. - Sim.

Reconheço que é de arrepiar os cabelos.

Sim, gosto de me destacar das pessoas na multidão.

Tem gosto discutível na escolha das amizades, Keith.

- Vem, querido? - Sim.

- Olha, já volto, com licença Keith. - Fique à vontade.

"Venha, querido". Mas quem ela pensa que sou? Vou lhe dar uma lição.

Não agora!

- Boa noite, Sr. Morgan, como está? - Como vai?

Sra. Morgan.

Boa noite, tio Pete.

- Boa noite tia Marta. - Boa noite, Keith.

Keith.

Certamente causei uma má impressão. Melhor ir embora.

- Ah, poderia ter sido pior. - Sim, eu poderia ter batido nele.

Espero que seu tio goste de mulheres decididas.

- Vamos dar uma volta. - Não, espere. Como estou?

Onde está Peter? É melhor que vá arrumar a maquiagem. Tome isto.

- Há um toalete por ali. - Obrigada. Volto logo.

- Desculpe-me, devo falar com meu pai. - Não!

- O que quer dizer com "não"? - Não, eu não vou te desculpar.

Bem, porque não?

Bem, porque é a minha dança.

Pretendo começar a corrigir os defeitos que herdou de seu pai.

- Meu pai é um grande homem. - Mais alto, eu não ouvi você.

É um grande homem. Desculpe-me. É culpa dela.

Que meias maravilhosas, senhorita. Onde as comprou?

Compro todas as minhas meias na Livingstone, na quinta Avenida.

Vendem só as melhores coisas. Vale a pena pagar mais caro.

- Certamente. - Para comprar o melhor, quero dizer.

Queria que tivesse uma loja dessas aqui.

Também pode pedir a mercadoria escolhendo em um catálogo.

Tem um cigarro?

- Posso fumar um cigarro? - Ah, cigarro?

Sim, certo, aqui está.

- Não posso aceitar, é o seu último. - Por favor, ofereço com prazer.

Aqui está, tome.

Obrigada.

Se posso lhe dar um conselho, não compraria aquelas meias por correio,

pode comprá-las em qualquer lugar a um preço inferior e economizaria.

- Verdade? - Sim.

Na Livingstone custam mais porque é uma loja de nome.

Não vale realmente a pena.

- Não nos conhecemos, não é? - Não.

- Vai demorar na cidade? - Sim.

- É uma nova estudante? - Exato.

- Sra. Morgan? - Sim?

Seu marido a está esperando.

Muito obrigada.

Sra. Morgan, melhor apagar o cigarro antes de encontrá-lo.

Claro! Obrigada. Até logo, querida.

- Espero que goste de nós. - Eu ia dizer a mesma coisa.

Se meu marido não me deixasse fumar, o deixaria!

Tudo depende do que gosta mais.

- Acabei de conhecer a mãe de Peter. - Disse a ela quem você era?

Não, não tive chance, mas a achei maravilhosa.

Eu a adorava antes que se casasse com o velho.

Vamos procurar Peter.

Sim, começo a ficar preocupada.

- Olhe. - Estão abraçados.

Sinto que não respondo mais por mim.

O que acha que está fazendo?

Oh, você não sabe querida? É evidente, sou louco por você.

Deixe-me dar uma mordida no seu pescoço, na jugular.

Desculpe-me, mas não achei certo o modo como se abraçavam.

Era ela que me abraçava.

Querido…

seria muito se te pedisse para romper o noivado com Helen?

Na realidade o noivado já está rompido, só que…

Helen não sabe. Tenho que tratar de uma coisa por vez.

Conseguiu seu anel de volta?

- Eu nunca lhe dei um anel. - Ora, não minta.

Discutimos em público e ninguém sabe que somos casados.

Não podemos dizer até que todos saibam da notícia.

Por outro lado, se queremos brigar em público por que não podemos?

Todos os casais brigam em público, é uma das coisas boas de ser casado.

- Sim, certo. - Certo.

Tudo bem agora, você se senta aqui, eu vou dizer a eles.

- Querida, desculpe-me! - Por que não vai dizer?

Bem, eu só não queria te chatear.

Não se trata disto, sinto que estou abalada.

Sei que já arruinei tudo. Borrei toda a maquiagem?

Está tremendo, não deve ter medo.

São apenas minha mãe e meu pai, eles vão entender. Tenho certeza.

- Então porque está tremendo também? - Por solidariedade.

Vamos, conte até 10.

Um, dois, três, quatro, cinco… é inútil.

Tudo bem, agora…

vá até eles.

Fique parada assim com as mãos no alto. Não se mova!

Volto logo.

Se eu fosse você sairia daí, o vento pode te levar.

Keith, traga a minha mãe até lá, vou procurar meu pai.

Percebe a situação? Não entendeu que não gosto de você.

- Quer ir embora? - Não antes de dizer algumas palavras.

Peter e eu pretendemos nos casar.

Verdade?

Certamente, não que isso venha fazer alguma diferença para você.

Bem… não.

Peter precisa ser protegido de mulheres do seu tipo.

Obrigada pelo conselho.

Não se intrometa mais entre nós, se não quer que lhe diga o que penso.

Não me importa o que pensa.

Por que fez isso? Sou obrigada a devolver a bofetada.

Está maluca? Como tem coragem de me bater?

Não teria te batido, se fosse no mínimo educada.

Quem você pensa que é?

Agora espero que tenha entendido com quem está mexendo.

Como você ousa? Como você ousa? Não pode fazer isso comigo.

Falo quanto quiser.

Acha que vou deixar alguém como você…

roubar o meu noivo? Vou te dar uma bela lição.

Vamos, mexa-se.

- Queria falar comigo, filho? - Sim.

É um homem agora, mas dirige-se ainda a seu pai.

Meu filho é assim. Precisa de ajuda?

Algum problema muito grande para você?

Seu pai ainda está bem das pernas.

- Nos veremos depois. - Com licença.

Sei que tem algo em mente, vejo nos seus olhos.

Diga-me do que se trata.

Não posso, é uma surpresa. Pedi a Keith para achar mamãe. Espere aqui.

- Espero que seja boa. - Fique tranquilo, papai.

- É realmente uma bela surpresa. - Sim.

- Não acha que estejam exagerando? - Talvez tenha razão.

- Venha aqui. - Esperem!

Deixe-me com ela.

- Solte-me! Solte-me! - Bruxa feia!

- Como se sente? - Bem, obrigada.

Acalmem-se, por favor. Vão embora! Mamãe.

Então, Helen te espetou com um broche?

Sim, bem no meu traseiro.

É uma pena que o encontro ficou adiado.

- Arruinei tudo. - Não seja tola.

Foi bom, Helen merecia uma lição.

Keith? O que acontecerá quando descobrirem que não sou uma estudante?

- Perderá o emprego? - Me preocuparei com isso amanhã.

Vou pensar em algo. Agora só quero pensar nesta noite.

Fique à vontade, Francey.

Se não achar o que precisa aqui, terá que se virar sem isso.

Vou dar um beijo de boa noite no seu marido por você.

- Jenny, Peter está no seu quarto? - Sim, está, eu acho.

- É o convidado que ele esperava? - Sim, claro.

Então, não estou entendendo nada.

O que faz aqui?

Sei que não quer que te perturbe, mas esqueceu de uma coisa.

Mexa-se.

Boa sorte.

Bom dia.

Bom dia.

- "Agora, e aquela garota?" - Bom dia, Sr. Morgan.

"Então, e a respeito daquela mulher?"

- Oi, Keith. - "O que me diz daquela moça?"

"Em relação a essa jovem…"

Agora, e aquela garota?

Não entendi por que não disse… "a respeito daquela mulher."

Não banque o engraçadinho!

Detesto o seu hábito de ficar fazendo rodeios.

Sempre vou direto ao ponto.

Aceito que seja uma tradição dos Morgan, mas queria apostar…

- aposto que você perde muita diversão. - Agora, não fuja do assunto.

Chamei você porque queria falar sobre aquela garota.

Tio, aquela garota é…

bem, é uma querida amiga minha.

Não vou tolerar que traga suas aventuras para esta casa.

- Deve levá-la embora da cidade. - Não posso tio, ela está aqui porque…

bem, porque veio aqui para seguir um curso de Botânica.

Um curso de Botânica?

Keith Morgan, este ano, vi você no caminho da perdição…

pelo menos duas vezes, mas nunca interferi.

Estou disposto a, mais uma vez, tolerar a situação…

mas se sua amiga fizer mais uma tolice como ontem à noite,

você será considerado responsável.

Pode ir.

Que figurão ele teria sido na época da Revolução Francesa!

- Como foi? - Estava zangado.

De qualquer modo, está inscrita no curso.

Seu marido será o seu professor.

E lembre-se querida, este é o seu primeiro dia na escola.

Seja uma boa menina e deixe a mamãe orgulhosa.

Voltarei quando o professor tiver me ensinado tudo sobre flores.

- Veja bem. - O quê?

- Reconhece esta planta? - Não.

Não é difícil. Deve olhar para a forma das folhas.

Um momento.

Portanto, se trata de um raro exemplo de vida vegetal.

- Viu? - Olá.

Olá, veja como são perfeitos.

- Falamos disso semana passada. - Eu te amo.

- O professor estava falando comigo. - Depois continuamos.

- O senhor é o professor Morgan? - Sim.

- Disseram para procurá-lo aqui. - Ah sim, isso é…

- Vou levá-la ao seu lugar, professor. - Deixe, Culpepper, eu mesmo a levo.

Então… tenho tantas coisas a aprender.

- Espero que você possa me ajudar. - Certo.

Estamos estudando uma das formas de vida vegetal,

os procariontes.

Pego uma gota de água e a coloco aqui, sobre o vidro.

Esta água estagnou na calha do telhado por algum tempo.

Não sabia que fosse tão bom.

Colocando em foco as lentes,

poderá notar uma mancha verde…

Uma… espécie de mancha verde com um monte de micro organismos vegetais.

Viu?

Agora observe-os com atenção…

e se tiver dificuldade, dirija-se a mim ou a um dos monitores.

- Bem, apresse-se, sim, querido? - Tudo bem querida.

Se têm perguntas no exercício de amanhã,

pergunte a Culpepper. É tudo.

Aquela garota não tem nada na cabeça além de…

um monte de cabelos loiros.

Espere um momento! Veja como fala.

Não a critique! Não gosto que falem dos novos alunos.

Aquela garota não vinha seguindo as aulas.

Acho melhor ajudá-la a recuperar o tempo perdido.

Acomode-se, por favor. Vou te explicar algumas coisas.

Neste curso você vai entender que a botânica é a poesia da vida.

Quando tiver terminado este curso, não pisará mais na grama.

- Verdade? - É estranho, mas plantas são como nós.

Quando jovens são despreocupadas,…

mas quando crescem se tornam muito sérias, se é que me entende.

Culpepper, vá ao laboratório pegar outros vidros.

Sim, senhor. Com licença.

Volto logo.

Oh, querida, estava tão ansioso para falar com você.

- Nunca poderemos ficar sós? - Bem…

aqui.

Bem… você está bem, Francey? Como está? Helen te machucou muito?

Não, mas estava tão assustada que fugi sem pensar.

Keith me consolou, mas sem você me sentia só.

Foi uma noite terrível! Meu pai parecia um louco.

Ficou muito chateado com tudo o que aconteceu.

Estava agitado e achei melhor que se acalmasse.

Espero não ter arruinado tudo.

Não se preocupe. Sei que não é fácil, mas…

tudo que começa mal, termina sempre bem.

- Devo esperar uma vida feliz, então. - Juntos.

- Keith me disse… - Keith, sempre Keith!

Temos nos aproveitado muito dele,…

quero que deixe o apartamento dele e encontre um apartamento para nós.

Você vai?

Amanhã haverá uma prova. Outros professores examinarão minha classe.

Suponho que você não saiba nada de Botânica.

Bem, se for algo como nós, estou pronta.

Não, não, é um pouco diferente.

Venho te encontrar esta noite e…

dar as respostas das perguntas de amanhã.

Está bem.

Tudo bem.

Vá até os apartamentos…

Martha Gregory, um lugar ideal para estudar.

- Será muito bom para nós. - Certo, professor.

Obrigada, professor.

Não terá tratamento especial porque perdeu as aulas, Srta. Brent.

Para recuperar deverá estudar com o máximo empenho.

- Está bem, professor. - Até logo.

- Certo. - Ei, quase esbarrou em mim.

MARTHA GREGORY APARTAMENTOS

Pronto, minha querida. Vou te dar um cobertor de reserva.

Nossas jovens estão sempre reclamando das noites frias.

Se precisar de algo, é só me chamar.

Obrigada, Sra. Wickett.

Nossa! Walter começou de novo, sempre a mesma brincadeira.

Quem é Walter?

Meu marido. Não era confiável, não se podia…

contar com ele.

- Onde pensa que vai? - Ver a Srta. Francey Brent.

Este hotel é reservado só para mulheres.

- Eu sei, foi por isso que a mandei… - Senhor, se você…

- Sou o professor de Botânica dela… - Leia, por favor.

- Veja: livros… - Não são admitidas exceções.

"APÓS AS 6 NÃO SÃO ADMITIDOS VISITANTES DO SEXO MASCULINO."

Então é professor de botânica?! Nunca ouvi desculpa mais esfarrapada.

Pode avisá-la que estou aqui?

Sim.

Pode sentar-se, por favor.

Enfim sós.

Ei, Professor, não me incomodo que se sente aí, mas deixe-me ver a paisagem!

Vamos, apaguem as luzes!

- Não fiz nada. - A noite está arruinada.

Ninguém acredita que eu seja seu marido.

Começo a duvidar que seja casada.

Deve dizer a verdade a seu pai. Não acha que seu pai pode aceitar?

Bem, quente ou frio, vou dizer a ele agora.

Está na universidade fazendo um discurso agora.

Vou junto, mas será melhor ficar do lado de fora.

Esta noite estamos aqui reunidos…

em homenagem ao Sr. Noble que…

generosamente doou uma biblioteca…

à nossa universidade.

- Por que não está com os outros? - Sente-se, por favor.

Devemos render homenagens ao Sr. Noble pela nova biblioteca.

O mínimo que podemos fazer é honrá-lo com a nossa presença.

Por favor, ponha sua beca.

Tenho de lhe dizer uma coisa importante!

Seus problemas são secundários.

Papai, sabe a moça que Keith hospedava em sua casa?

Tem que me escutar. Aquela moça é minha esposa.

Cedo a palavra ao reitor.

Esta noite, estamos aqui reunidos,

para homenagear um homem…

quem tem, hoje…

Não me sinto bem, não posso continuar.

Devo pedir-lhes que me desculpem um momento.

- O que você disse? - Que aquela garota é minha esposa.

E é a melhor mulher que um homem pode esperar encontrar.

- Está louco? - Se perdi a razão,

- espero que seja para sempre. - Não pode jogar fora a sua vida.

Quero viver do meu modo.

É o direito de todo ser humano.

Não diga idiotices. É um docente desta universidade,

um dia poderá se tornar reitor!

Papai, você está bem? O que foi?

Não se trata de mim, mas deste garoto.

Fiquei tão assustada…

- Estou feliz que esteja aqui. - Quieto, Peter.

- Sabe que sua mãe tem o coração fraco. - Fiquei calado por muito tempo, papai!

- Sente-se mal? Um pouco de água! - Mamãe, sinto muito, eu…

Traga um pouco água.

- Está bem, querida? - Não se preocupe, não é nada.

Me dê aqui.

- Quer matar sua mãe? - Papai, é uma coisa importante.

Não deve dizer nada a ela!

Sinto, mas devo…

Talvez não se importe com ela, mas eu sim.

Sinto tanto pela sua mãe. De verdade.

Por que eu seria um choque para ela?

Não é você o problema.

Papai tem medo que minha mãe fique chocada com tudo…

que aconteceu durante o seu discurso.

Ah, eu não sei.

Não sei. Trata-se do Sr. Noble.

Não queria que não doasse mais a biblioteca por minha culpa.

- Não, por minha culpa. - Não.

Não, querida, você não tem nada a ver.

- O que quer dizer? - Adeus, Peter.

Francey!

- Francey, quer me escutar? - Pare! Onde acha que vai?

- O que foi? - Lembre das regras da casa.

Não tente me meter medo. Além disso, eu uso óculos.

Não estou usando agora, mas isto não muda nada.

E além disso, é contra a lei bater em um homem de óculos.

Alô? Por favor, reserve um lugar no primeiro trem para Nova York.

Pode mandar um carregador para as minhas bagagens?

Vejo que está zangada comigo e decidiu partir…

- mas, por favor, não vá. - Não estou zangada.

Bem, deveria estar.

No seu lugar estaria furioso e não hesitaria em ir.

- Mas não me deixe. - Não faça assim,

já é bastante difícil. Vá embora…

- antes que chegue alguém. - Se não parar,

vou para baixo e grito que sou seu marido.

É um direito meu estar aqui.

- Vamos resolver este assunto. - Não.

Não consigo raciocinar se você fica muito perto.

Fique aí.

Está bem, mas não se iluda, não permitirei que me deixe.

Agora decidi.

Mas e nós dois?

- Ninguém tem o direito de nos separar. - Não se aproxime.

É o bilhete da senhora para Nova York. Está em cima da hora.

Escute, posso ao menos…

ficar sentado aqui enquanto faz as malas?

Prometo que não direi nada e que não tentarei fazer com que mude de ideia.

Eu vou sentar aqui.

Tudo bem.

Um beijo de despedida!

- Está bem. - Adeus, amor.

- Adeus, querido. - Adeus.

- Walter! Começou de novo! - Quem é Walter?

A cama. A camareira chama assim porque não é…

confiável como seu marido.

Espere um momento, eu te ajudo.

Quando abro aquela gaveta, a cama vem abaixo.

Tem que abrir com cuidado.

Será melhor me apressar,

senão há risco de perder o trem.

Terá cuidado quando descer pela escada anti-incêndio?

Sim.

Havia um policial quando subia, mas correrei este risco.

Poderia te confundir com um ladrão e atirar.

Sei. Não importa.

Talvez seja melhor esperar aqui até que vá embora.

Bem, também posso ficar alguns minutos.

Fico aqui com você.

- Não há sentido esperar na estação. - É uma coisa triste.

Tem razão, ficarei aqui. Costumam mandar uma camareira para…

verificar se falta algo. Se não roubei nenhuma toalha.

Se te encontrarem aqui,

no quarto de uma mulher…

- Sem nenhuma mulher? - Sim. Nunca acreditariam.

Não, certamente.

Terminou de fazer as malas? Pegou tudo?

Creio que sim.

Esqueço sempre algo nas gavetas quando deixo um hotel.

Não, aqui não há nada.

Deixei alguns livros na gaveta. Pode devolvê-los à universidade?

- São estes? - Posso ficar com um de recordação?

A universidade tem tantos.

- Não se importariam com um livrinho. - Sim, claro.

- Pode autografá-lo? - Mas não sou o autor do livro.

Ah, mas é muito melhor que o autor.

- A tinta está na cozinha. - Está bem.

Espere, eu fecho…

"Querida Francey, te amo tanto,

nunca leia além desta página." Não posso deixá-lo, não me deixe ir.

Eu te amo.

- Quem é? - O porteiro. Estou com sua passagem.

O trem parte em 15 minutos.

A senhora mudou de ideia, pode devolver a passagem.

- Quem está aí com a senhora? - Devolva a passagem.

- Está bem, vou embora. - Sim, vá logo.

Vejo você amanhã.

Abra a porta, a senhora conhece as regras.

Abra a porta! Onde ele está? Que fim levou?

Quem? De quem está falando?

Mas o que aconteceu?

Peguei um resfriado horrível, por isso estou… com a voz rouca.

Trarei chá quente com mel e limão.

Misturo tudo junto e verá que vai…

- passar logo. - Obrigada pela atenção.

Boa noite, Helen.

A Srta. Brent não pôde te acompanhar até a porta?

Só vim entregar uns exercícios e…

Tchau.

Oh, o meu carro está lá embaixo.

- Como está a Sra. Morgan? - Bem.

- Vou ler para ela. - É muito atencioso de sua parte Helen.

Mas o médico disse que ela precisa de repouso e silêncio.

- Eu disse silêncio. - Mas eu não disse nada.

Ou será que disse?

Alô?

- Oi, Francey. - Oi, querido.

- Está atrasada. - Sei.

A aula está para começar.

Já vou me levantar, fazer o café da manhã…

e dizer o quanto te amo.

Walter é tão desconfortável!

- Diga que me ama, querido. - Sim.

- Sim, o quê? - É verdade.

É verdade o quê?

Que te amo, mas não posso falar, tem gente aqui.

Mas quem é o seu grande amor? Vamos, diga!

Eu, se você enviar uma amostra…

eu amaria testá-lo para você.

- Entendeu? - Entendi.

"A nobreza da coragem e um coração generoso são os atributos…

que nos fazem amar o próximo. Um homem honesto que saiba…"

- Helen? - Sim, Sra. Morgan?

O que foi?

Aquela garota que achávamos que estava com Keith, tem um caso com Peter.

Não deve ser nada sério, só uma flerte.

Acha que um homem saindo da sua janela no meio da noite é só um flerte?

Minha querida, não deve prestar atenção às fofocas.

Esta manhã, eu mesma o vi fugindo do seu quarto.

Bem, só há uma maneira lidar com uma mulher assim.

Helen, eu cuidarei disso.

- Olá. - Posso entrar?

Sim, por favor, acomode-se.

- Quer se sentar? - Se incomoda se ficar em pé?

Como quiser, Sra. Morgan.

Visto que sabe quem sou, será mais fácil dizer o que penso de você.

Veja, senhorita, sei tudo sobre você e Peter.

Mamãe, estou feliz que saiba a verdade.

Temia que tivesse reagido mal à notícia de nosso casamento.

Tinha medo de ser forçada a renunciar a Peter.

É estranho apaixonar-se à primeira vista, mas quando o vi entendi…

que era o homem dos meus sonhos.

Não sabia que estivessem casados. Acho que vou pegar essa cadeira.

- Ah você… - Quer dizer que não tinham te contado?

Oh, querida, se soubesse não teria falado nada. Seu coração…

Quer um copo d'água? Como se sente?

Sabe de uma coisa?

Nunca me senti tão bem.

Receio tê-la assustado. Queria ter falado de outro jeito.

Queria que me falasse de seu filho para saber o que lhe agrada e…

- o que devo fazer para fazê-lo feliz. - Não duvido que conseguirá, querida.

Pode me dar um cigarro?

O seu coração!

- Não é grave. - Peter disse que sofre do coração.

Ah, bem…

talvez seja verdade, mas só quando é conveniente.

Por exemplo, quando meu marido levanta a voz,

me poupa de muita chateação, das reclamações do seu cargo de…

reitor, de suas obrigações,

eu encontrei o modo de ficar tranquila ficando na cama.

Passei grande parte de meu casamento com a desculpa do coração.

Bom dia, Francey.

Oh, oi, tia Martha. Tenho que acompanhar a Srta. Brent à universidade.

Keith, a Sra. Morgan sabe que eu e Peter somos casados.

- Bem… como se sente, tia? - Nunca estive melhor.

Não queria ser indiscreta, mas o que fazia…

antes de casar com Peter?

Nunca ouviu falar de Francey Brent, cantora e dançarina?

O canto cintilante da Broadway?

Não posso acreditar. Tia, conhece a "Big Apple"?

Bem, sei que a maçã é um fruto, mas o que quer dizer com "Big Apple"?

Francey, mostre a ela. Vamos, comece.

Mexa-se. Um, dois, três.

Mexa-se, Francey, dance. Um, dois, três e joga!

- Para trás e para frente. - O que devo fazer com ele?

Vamos, coragem, dance.

- Gostaria de ver a Srta. Brent. - O 307.

As nossas jovens recebem visitas só na sala de visitas.

Sou Peter Morgan, Reitor da Universidade.

Não importa, sem exceções. E além disso, por que não está na universidade?

- Estou cabulando. - Que vergonha!

Coragem, dance. E um, dois, três… gire.

- Louvado seja Deus. - Vamos, entre.

- Vamos, venha a senhora também! - Louvado seja Deus.

Vamos Sra. Morgan, não quer aprender também?

Não, não, poderia.

Eu nunca dancei assim em toda a minha vida.

1, 2, muito bom, você consegue.

1, 2, 3, 4.

- Ah, isso é divertido. - 1, 2, 3, 4.

1, 2, solte a maçã.

- Abaixe, tia. - Você está me matando.

- 1, 2, 3, 4. 1, 2, Suzie Q. - Suzi Q.

- Indo para a cidade. - 1, 2, 3, 4.

Pulando. 2, 3, 4. Pule. 2, 3, 4.

- Pulando, 2, 3, 4. Pular, 2, 3, 4. - A-1, A-2, A-3, A-4.

Louvado seja Deus, ei sol.

- Brilhe, brilhe, todo mundo brilhe. - Faça o que quiser.

Vamos tia, se solte, não pare até conseguir.

- Como eu estou indo? - 1A a 2A, para baixo.

- Acabe com isso. - 1, A2, A3, A4.

Aonde vão? Não parem.

Louvado seja Deus, louvado seja Deus.

Louve a…

- Então, terminou? - O meu coração.

O meu coração!

Bem, uma surpresa depois de outra.

Não haverá outras surpresas.

Festejávamos, porque mamãe sabe que sou a esposa de Peter.

Mamãe. Quanta intimidade! É melhor que você se sente, querida.

- Você parece uma jovem muito prática. - Peter, por favor…

- Peter, por favor… - Não me interrompa.

Eu sou prática o suficiente para ver você não me aprova.

Você esperava ser aprovada?

Mas, Sr. Morgan, você não saber nada sobre mim.

Sei que meu filho a encontrou numa boate. Seduziu-o, sem dar…

tempo de refletir. Em outras palavras,

- você o fisgou. - Eu o fisguei,

porque ele tem um trabalho interessante mas também mal pago,…

ou porque tem uma invejável posição social. É isto o que quer dizer?

Certo. A única solução para este desagradável incidente é o divórcio.

Não está falando com os seus estudantes, Peter…

é o meu marido.

Visto que tem tal atitude,

serei obrigado a pedir a Peter que se demita.

Mas não pode fazer uma coisa dessas.

Vem, querida. Devo ir para a universidade.

Vem, querida?

Venha. Vamos…Venha aqui, vá ali.

Há 30 anos que me dá ordens. Tudo por Old Sharon.

E a sua querida universidade. "Ria se tem vontade de chorar."

"Quando tem vontade de rir, faça-o com compostura."

"Não use vestidos vermelhos, não convém à esposa de um reitor."

A sua universidade, o respeito dos colegas, dos estudantes,

é a única coisa que conta para você.

Também decidiu partir o coração de Peter, deveria obedecer.

Mas agora as coisas vão mudar.

Fique com a sua universidade,

Mas para mim, chega.

Está perdendo o afeto da sua família.

- Vamos, querida. - Com você? Vou sozinha.

- Eu também vou, Sr. Morgan. - Obrigado.

As samambaias são plantas herbáceas, comuns em lugares sombreados.

As folhas são distintas em estéreis e férteis.

Entenderam?

Sim, professor. Mas o que não entendo é se nas samambaias…

amadurecem antes os órgãos sexuais masculinos ou femininos?

O que veio fazer aqui?

Vim te consolar, primo.

Por que não vai para casa? Faça algo!

Meu pai está mostrando a universidade ao Sr. Noble. Vá!

Estará aqui a qualquer momento.

- Professor? - Sim, Srta. Barkin,

repita a pergunta, por favor.

Quero saber se a reprodução das samambaias…

É a primeira vez que vem me encontrar enquanto estou dando aula.

Porque é a primeira vez que sua mulher te deixa.

- O que disse? - Que na reprodução da samambaia…

Francey decidiu partir no trem das 16 horas.

Culpepper, continue a aula.

- O que devo fazer? - Fale.

- Francey? - Diga que nos veremos em Nova York.

Keith acabou de me contar.

Não pode me deixar, querida.

Desta vez parto de verdade. Não pode fazer nada.

Não, querida, escute.

Está bem, te faço uma proposta. Pegue o trem das 16 horas.

Se não tiver esclarecido a situação até às…

16 horas, poderá partir.

Não te deterei, mas antes das 16:00 tudo ficará como está.

- Não me conformo em te perder! - Eu te amo, querido. Adeus.

Não comprometerá toda a sua carreira…

por uma garota que só desonrará a família?!

Posso desonrar a família também.

- O que está fazendo? - Espere um minuto.

Agora meu pai pensará que não sou digno de Francey.

Tudo bem.

É o bastante para o que pretendo,…

- manchar o meu nome. - Ei, Peter, vá devagar.

Que Deus lhe abençoe e lhe conserve em perfeita saúde. Hoje se tornou um homem.

Não sinto nada. Quero dizer, estou bem.

Tem mais bebida?

- Vou arrumar mais. - Não, não há tempo.

Eu mesmo vou preparar.

Segure isto.

Deixei o melhor para o final, a classe de meu filho.

- Ficará orgulhoso dele. - Sim.

Os seus alunos estão preparados. Constatará pessoalmente.

Sr. Morgan, sei que avisou seu filho que eu estaria vindo.

Acomodem-se.

Fecundando-se produzem o embrião do qual terá origem a planta.

- Continue, por favor, Sr. Culpepper. - Sim, senhor.

Faça-me um favor, Peter, se divorcie de Francey, assim caso com ela.

O que disse?

Disse que estou disposto a casar com ela logo após o divórcio.

O que me diz?

Voltando à vida das plantas,…

Voltando ao assunto sobre a vida das plantas, o tema da última aula,

naturalmente imagino que saibam que a samambaia…

nunca foi inimiga do homem, não é?

Não é assim?

Eu continuo a aula, obrigado.

Então, vamos às dúvidas. Têm perguntas?

Tenho uma. E sei que o caro Culpepper também tem uma.

Não é verdade, caro Culpepper? Fale. Qual a sua pergunta.

Tenho uma pergunta, mas acho que não estou em condições de fazê-la agora.

- O senhor vem do Texas, não é verdade? - Exato e tenho orgulho disso.

O Texas, que Deus nos ajude!

Nunca me diverti tanto numa sala de aula.

Com licença Peter, classe dispensada.

Peço que o perdoe, Peter não está se sentindo bem.

Ele nunca esteve tão bem na vida dele.

Adeus.

Não se preocupe, sou favorável a uma educação liberal.

Terá o mesmo na biblioteca.

- O que está tentando fazer? - Quem é o senhor? Tenho a cabeça vazia.

Na frente dos seus alunos! Que vergonha! Que explicação tem?

Pensei que se desonrasse o nome de nossa família,…

Francey teria sido a esposa ideal para mim.

- Então é isso, é? - É isso senhor.

Vê que não sabe o que é melhor para você?

Papai, um de nós está errado.

Como membro desta faculdade, deve obedecer às minhas ordens!

A partir de hoje não sou mais membro da faculdade.

- Não deve se demitir. - Está surpreso?

Não tem palavras?

A universidade vem antes de todas as outras coisas para um Morgan, não?

Eu amo o meu trabalho.

A coisa que mais desejo no mundo é ser um bom professor.

Mas quero também de ser um bom marido.

Você não consegue entender, e sinto muito por você, papai,…

mas não sacrificarei a felicidade…

da minha esposa pelo meu trabalho nesta universidade.

Todos a bordo.

- Em 5 minutos devo estar na estação! - Não vou deixar você ir, Peter.

Você não é responsável…

- não sabe o que faz. - Não tenho tempo de discutir.

Peter, está bem?

Fique calmo, não se preocupe. Vai ficar bem.

Bebeu demais, isto é tudo.

ADEUS OLD SHARON

Entre.

Aqui está, senhora, trouxe um sanduíche de frango.

O cozinheiro preparou antes que fechasse a cozinha.

É bom e genuíno. Espero que aprecie.

- Está tudo bem, senhora? - Está muito bom.

Obrigada.

Entre.

Aqui está o sanduíche. O cozinheiro fez antes de fechar a cozinha.

É bom e genuíno.

Espero que aprecie.

Talvez preferisse o pão integral?

Não, obrigada, está bem assim.

Sei como se sente…

- A sua mostarda. - Não quero!

- Não consigo comer nada! - Nem eu conseguiria.

Pode me trazer um maço de cigarros, por favor?

Sinto muito, mas o bar está fechado.

Mas arrumarei um cigarro, nem que precise roubá-lo.

Senhor, pode me dar um cigarro, por favor?

Aqui está.

- Garçom… - Sim, senhora?

Por favor, pode ir comprar um maço de cigarros?

Sinto, o bar está fechado. Acabei de pedir um para a senhora aqui do lado.

Está tão triste.

Mas me parece que a senhora está pior. Pegue o cigarro.

Não posso aceitar, tem um só.

Bem…

Muito gentil de sua parte.

Pedi um cigarro a um passageiro.

A senhora aqui do lado está triste como a senhora.

Tinha um só e partiu na metade. Este é para a senhora.

Mamãe!

- Oi, mamãe! - Oh, Francey!

Minha querida! Sente-se.

- Acabei de deixar meu marido, sabe? - Também acabei de deixar o meu, sabe?

Estou feliz em te ver. Estou com muita fome.

Tome, pegue metade de meu sanduíche.

Que gentileza!

Um pedaço tão grande? Obrigada, estou esfomeada.

Eu também. É a alegria de ter conquistado a liberdade.

Sabe, me sinto tão… livre.

A liberdade é uma coisa bela.

Vamos nos divertir em Nova York.

- Há tantos lugares para se ver. - Iremos onde quisermos.

Sim, senhora.

Faremos aquilo que quisermos.

Sem um marido…

chato, que nos vigie…

e aborreça!

Mamãe, não está feliz de partir?

Não sei, Francey.

É tudo minha culpa.

Vocês eram uma família unida antes de eu chegar.

- Não fale assim. - A mostarda, senhoras.

- Não é culpa sua. - Não me importa de ter deixado Peter,

eu mal o conhecia.

Quer preparar a cama, por favor?

- Boa noite, minha querida. - Boa noite.

Mas o que está acontecendo?

- Foi um acidente? - Uma batida.

- Ah, alguém se machucou? - Não.

Graças a Deus.

O trem partirá de novo dentro em pouco.

Isso é bom.

- Boa noite, querida. - Boa noite.

Deixou o carro nos trilhos para parar o trem!

É a maneira mais barata de se parar um trem.

Se sua esposa te deixar de novo,

resolva do seu jeito!

Poderia ter vendido o carro por $200.

Francey vale mais e…

não a venderia por valor nenhum.

Estou procurando uma mulher, é jovem, loira…

- Que deixou o marido? - Sim, sim.

Cabine B, senhor.

- Estou procurando minha mulher. - Cabine C.

Obrigado.

Quem é?

Sou eu! Abra a porta, querida, e me deixe entrar.

Vamos, querida, deixe-me entrar.

Vim para te levar para casa. Esta tolice deve terminar!

Silêncio, por favor.

Parece que voltamos à época da Revolução Francesa.

Mas papai, parece que tem uma decisão a tomar.

Bem, o que você sugere?

O que é mais importante para você, seu orgulho ou sua esposa?

Vá embora!

Vamos, querida, abra!

Durante a batida fiquei ferido. O meu coração! Estou mal!

Meu querido, por que não disse nada?

Ajude-me.

Meu querido!

Oh, meu amorzinho!

Querido, como veio parar aqui?

É absurdo ir a uma lua de mel sem marido.

Cuidado com o Walter!

PEDE-SE SILÊNCIO EM RESPEITO A QUEM ESTÁ REPOUSANDO.

FIM

Revisão e ajustes das legendas de jmedeiros17 por RdeA58 em out/22

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