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Fizeste um vestido decotado
Um chap�u com fitas e rosas
Estavas rodeada Por tr�s ou quatro chanteuses
E falavas franc�s, n�o era?
Foi anteontem que te conheci
Foi anteontem Na Rua Toledo, sim
Eu amava-te
Tu amavas-me
Agora j� n�o nos amamos
Mas, �s vezes, tu
Distraidamente, pensas em mim
AMOR TRAI�OEIRO
- Bom dia. - Bom dia.
Ent�o, minha senhora, como lhe estava a dizer...
Ol�, Gabriella.
Qual � a pressa?
Est�s a treinar para a maratona?
Desculpa, estava distra�da.
- Bom dia. - Bom dia.
Gabriella, bom dia. Entre, chegou a cole��o nova.
Bom dia, Sabina.
Entrem.
Estas acabaram de chegar.
Esta cole��o � linda.
Depois, diga-me quais guardo para o hotel.
Esta ficava-te t�o bem.
Realmente, � linda.
Agora, temos de ir. Obrigada, Sabina.
Obrigado.
N�o te posso dar a m�o? Desculpa.
V� l�.
J� me apresentaste � tua fam�lia.
Parecia o fim do mundo, mas conseguimos sobreviver.
Mais ou menos.
O que importa o que eles pensam?
Eles s�o os meus vizinhos.
Trabalho com eles e conhecem-me de certa forma.
De que forma?
Como mulher s�ria e respons�vel.
E torno-te menos respons�vel?
Que queres que fa�a? Que ponha cartazes?
- Dizer a toda a gente que �s... - O qu�?
N�o, diz. Que sou eu?
Queres a verdade?
N�o sei.
Quando te decidires, diz-me.
N�o quero ser um objeto sexual.
Que gostarias de ser?
Porque est�s comigo?
Vejo como olham para ti.
Ningu�m olha para mim assim h� anos.
� f�cil ter a ideia errada.
�?
Ent�o, vamos dar-lhes algo para ver?
Que est�s a fazer? Que...
Disse � Serena para n�o copiar ou diria ao professor.
Sen�o, como vai aprender?
�timo. Fizeste bem. Espera, querida.
- Ol�. - Tinhas raz�o.
Encontrei algo sobre o tal Elia.
Envio-te tudo por e-mail. Ter�s muito para ler.
Vens buscar-me?
Est� bem.
Ent�o?
Mexe-te.
At� logo.
Est� bem. At� logo.
- Ol�, Elia. - Ol�, Stefano. A tua m�e est� l� dentro.
Vinha falar contigo.
Elia, parte do meu trabalho � descobrir coisas sobre pessoas.
Coisas que preferiam manter escondidas.
E o que descobriste? Estou curioso.
Bem, vejamos.
Dois dias antes de conheceres acidentalmente a minha m�e,
apagaste as tuas redes sociais,
onde nem usavas o teu nome verdadeiro.
Fechaste a tua conta banc�ria.
Descobriste que me fartei das tretas das redes sociais
e que mudei de banco?
Bem... Parab�ns.
Caso resolvido.
Tamb�m descobri que n�o tens bens.
E que o teu nome est� na lista negra de um banco espanhol.
Sou bom no que fa�o.
Isso � ilegal.
� como fugir para n�o pagar d�vidas.
A minha m�e pode iludir-se que n�o queres o dinheiro dela,
mas ambos sabemos que n�o � verdade.
Ao contr�rio de ti, n�o a quero humilhar nem magoar.
Por isso, n�o direi nada. Nem a ela nem � Pol�cia.
Mas dou-te 12 horas para desapareceres.
Diz � minha m�e que tens de ir.
N�o ter�s dificuldade em arranjar uma desculpa.
Vai-te foder. N�o sabes nada de mim.
�s um vigarista e nem �s dos bons.
As despesas deste ano aumentaram imenso.
Temos de fazer cortes.
- O n�mero que... - Alguma ideia?
M�e?
Tenho de te tirar o telem�vel, como � Sofia?
Desculpa, tens raz�o.
Combinei ir ao cinema. com o Elia esta noite, mas...
O telefone dele est� desligado.
Ficou sem bateria.
Continuamos?
Sim.
- Ainda nada? - Ainda nada.
Espero que ele esteja bem.
�s sempre t�o dram�tica.
Talvez tenha havido um mal-entendido.
N�o, t�nhamos combinado.
Escuta. Deve estar tudo bem.
N�o se desaparece assim.
Olha, se ele n�o aparecer, vou eu contigo...
- Achas que ele n�o vem? - Bem...
Desculpa o atraso.
Elia.
Que se passou?
Desculpa. Esqueci-me de algo importante.
� para ti.
- Para mim? - Claro.
- �s doido. - Talvez.
Chamo a Pol�cia?
M�e, lamento dizer-te isto.
Ele n�o � quem diz ser.
A verdade � que est� cheio de d�vidas. Fugiu de Espanha para n�o pagar.
- D�vidas? De que est�s a falar? - Dizes-lhe tu ou digo eu?
Sim, � verdade. Tenho d�vidas.
Mas n�o fugi, posso explicar tudo.
Ent�o, explica. Por favor.
� melhor sa�res.
M�e.
Tens de compreender.
- Quero proteger-te. - N�o � da tua conta.
Deixa-me a s�s com ele.
Tive uma ideia simples.
Um servi�o de charter em Ibiza.
Pedi ao meu amigo Francesco para ser meu s�cio.
Durante meses, trabalhei para obter autoriza��es e licen�as.
No dia em que o empr�stimo chegou,
fic�vamos felizes e embebed�mo-nos.
Nessa noite, houve uma tempestade.
Os barcos foram destru�dos.
E o Francesco desapareceu, deixando-me as d�vidas.
- De quanto estamos a falar? - N�o � da tua conta.
Eu vou pagar.
Como?
Quero arranjar o barco que comprei,
vend�-lo pelo dobro do pre�o e ir pagando a d�vida.
E vou sald�-la.
Basta!
N�o digas mais nada.
� tarde.
Queria falar pessoalmente porque a situa��o se descontrolou.
O Elia � um vigarista.
- E a m�e est� em nega��o. - Se ela n�o se importa...
Ela n�o sabe o que quer, acredita nele.
� �bvio que a est� a usar, Giulia. Ela � velha e ele �...
Giro? E depois? Que se divirta. N�o quero saber.
Cada um com a sua vida. N�o � melhor continuar assim?
F�-lo por n�s, ent�o.
Pode ficar no hotel e ser titular das contas.
Tenho a minha casa. Tu tamb�m. Temos dinheiro. Que te interessa?
- Eu n�o tenho casa nem dinheiro. - Pois �.
Foi bom, mas tenho um evento. Tenho de me arranjar.
Para esta merda?
Refugias-te nas redes sociais, n�o te d�s com ningu�m.
A come�ar pela fam�lia.
Est�s feliz assim, n�o est�s?
Estou. E tu?
Treinamos juntos?
Claro, entra.
Faz de conta que est�s em casa.
Seja como for, j� est�s instalado.
V� l�. Eu ajudo-te.
For�a.
Est� bem.
Sim, isso � demasiado f�cil. Tenta assim.
Para, � pesada. Para.
Gosto de estar aqui.
N�o me vou embora t�o cedo.
Tu e o teu irm�o
t�m de se habituar.
N�o achas?
Pronto.
Boa noite.
Acho que a imagem � bonita,
mas temos de mudar o aspeto,
porque � antiquado.
- Bom dia. - Elia.
Entra.
Giuseppe, � o Elia Marini.
O meu namorado.
- Muito gosto. - O gosto � meu.
Elia, este � o Giuseppe, a alma do hotel.
Gere-o, desde que o meu pai o abriu.
Sem ele, estaria perdida.
- Est�s a trabalhar... - N�o, fica.
Est�vamos a falar de atualizar a imagem do hotel.
Podes dar-nos uma opini�o.
Por exemplo, fui ao gin�sio ontem � noite.
E?
� bom, mas um pouco vazio.
Deviam comprar mais m�quinas.
Os nossos clientes habituais n�o v�m pelo gin�sio.
Os mais antigos, n�o, mas podem alcan�ar novos mercados.
� s� uma ideia.
Sou apenas um convidado.
O senhor � a alma do hotel.
Deixo-vos.
At� logo.
Conseguiste?
Olha quem veio.
Vamos mesmo a seguir o namorado da m�e?
S� para esclarecer, o que esperas descobrir?
Que anda a gozar com ela? Ou que s� quer o dinheiro dela?
� claro, mas n�o vai anunci�-lo aos quatro ventos.
- Nem sei se gosta de mulheres. - Est� bem.
Como assim?
Nada, h� coisas que sabemos.
Tenho radar para h�teros falsos.
Radar?
L� vai ele.
Ol�, Sabina. Posso ajudar?
Desculpe incomodar, mas n�o sabia como...
Sim?
O homem que veio consigo comprou...
Uma pulseira.
Passou um cheque, mas depositei-o e n�o tem cobertura.
- N�o tem? - N�o.
Um cheque careca?
Deve ser engano.
Tem de haver um mal-entendido.
Se pudesse dizer-lhe para verificar...
- Est� bem. - Muito obrigada.
Claro, entrarei em contacto. Vou j� ver.
- Desculpe o inc�modo. - Adeus.
Porque muda de roupa?
- Deve ser dos Servi�os Secretos. - E tu, uma idiota.
Foda-se!
Vou segui-los.
A t�cnica � sempre a mesma.
O vigarista seduz mulheres mais velhas,
fazendo-as sentirem-se importantes, amadas.
Come�a a pedir dinheiro.
M�e, vamos tratar disto juntos.
Eu falo com ele. Nem voltar�s a v�-lo.
Claro, porque eu n�o me sei defender.
N�o disse isso.
Foste enganada. N�o tens de ter vergonha.
Tu � que devias ter!
Seguiste uma pessoa.
Que eu fa�o, o que o Elia faz, n�o � da tua conta.
S� estou a tentar proteger-te. Estas fotos...
Estas fotos n�o provam nada!
Eu sei defender-me.
Est� bem.
Se precisares de ajuda, diz.
Ele era querido, carinhoso.
Parecia que nos conhec�amos h� muito.
A primeira vez que me disse "amo-te",
nunca a esquecerei.
Um dia, disse que a filha tinha de ser operada
e que ele n�o tinha dinheiro.
Mas a opera��o era urgente e n�o sabia a quem pedir.
Dez mil euros.
Prometeu pagar-me assim que tivesse dinheiro.
Passa uma semana, a filha foi operada, tudo bem.
Na vez seguinte...
Toma.
Este vinho � perfeito com lagosta.
Que fizeste ontem?
Qu�?
Ontem, onde estiveste?
Estive na pens�o.
O tempo todo?
Sim, estava cansado.
Prova isto.
Se gostares, dou-te a receita e podemos p�-la na ementa.
"Podemos"? Agora, decidimos a ementa do hotel juntos?
Que se passa?
N�o sei, diz-me tu.
N�o gosto destes joguinhos.
Nem eu. Deixa-te de merdas.
Diz-me. Est�s comigo pelo dinheiro?
Outra vez? O teu filho anda a meter-te coisas na cabe�a?
Abriste uma garrafa de vinho de 500 euros da minha adega.
Est�s a cozinhar a minha lagosta na minha cozinha.
E ages como se fosses o dono do hotel!
Repito. Est�s comigo pelo dinheiro?
Sabes porque estou contigo?
Porque pensei que eras livre.
Mas deixas-te levar pelo que os teus filhos pensam.
�s bom virar o bico ao prego.
O problema n�o sou eu nem os meus filhos.
O problema �s tu.
A Sabina ligou-me e disse que o cheque que lhe deste era careca.
Houve um problema. Fui pagar de manh�.
Sim, claro, como as d�vidas em Espanha.
Sabes? Vamos perguntar-lhe diretamente.
For�a. Vou-me embora.
- � a Gabriella? - Sim.
Queria pedir desculpa.
O Elia foi t�o am�vel e resolveu tudo. Pediu tantas desculpas.
Elia!
Elia.
Onde est�s?
Desculpa.
Desculpa.
- Desculpa. - Desculpa, o qu�?
- Por seres est�pida? - N�o!
- N�o. - �?
N�o!
Para.
- Bom dia. - Bom dia.
Acorda, vamos tomar o pequeno-almo�o fora.
N�o podemos ficar na cama o dia todo?
N�o.
Vamos levantar-nos. Vou tomar duche.
DUAS CHAMADAS PERDIDAS UMA MENSAGEM
DIVERTI-ME. MESMO QUE S� LIGUES PARA PEDIR DINHEIRO.
Cabr�o de merda!
Sabia que n�o devia ter confiado em ti.
Sabia que n�o devia ter confiado!
Cabr�o de merda!
Vai-te foder, Elia!
Vai-te foder!
Que vais fazer?
O que j� devia ter feito.
Apagar todos os vest�gios de ti.
Sei quem �s e o que fazes.
�s louca. Que merda queres?
Quero que te v�s embora.
Se for, nunca mais me ver�s.
M�e. Est�s bem?
Sim, amor, estou bem.
Est� bem, vou para o meu quarto.
Sim.
Tudo est� bem quando acaba bem.
O VADIO FOI-SE!
Ent�o? N�o tens nada a dizer?
E se fosse ao contr�rio?
Um homem de 60 anos e uma mulher de 30.
Pensarias que era uma vigarista? E os teus filhos?
Teriam reagido da mesma forma?
Vou trabalhar.
Gabriella.
- Gabriella. Ol�. - Sim?
Mario.
Quantos tomaste?
- Um. - Pois...
Que fazes aqui?
O Nico pediu-me para o levar a uma loja em Salerno.
Eu podia ir.
Gabriella, n�o te conseguimos acordar. Fic�mos ralados.
Se vieste dizer que me avisaste, n�o vale a pena, est� bem?
Na verdade, vim dizer que lamento.
Falaste com a Giulia?
Um dos patrocinadores despediu-a
e substituiu-a por uma mais nova.
At� pode ser uma coisa boa.
Pode ser uma oportunidade de olhar � volta, procurar...
Um emprego a s�rio?
N�o ponhas palavras na minha boca.
S� estou a dizer que assim podes descontrair um pouco...
Andas sempre t�o tensa.
Gosto do meu trabalho.
Quer dizer, gostava.
N�o sejas dram�tica.
N�o percebem nada.
Tu �s...
�s inteligente, �s...
N�o digas.
�s lind�ssima.
- Disseste. - Qual � o problema? � verdade.
N�o. N�o � verdade.
Substitu�ram-me por uma de 23 anos, mais alta e magra.
�s obcecada por ser magra e alta.
- Ningu�m sobe na vida por... - M�e, acorda!
H� sempre uma mais magra, mais alta e mais nova.
N�o fa�o as regras, � o que �.
At� com o Elia. O Stefano foi cretino,
mas como podes pensar que algu�m como ele...
Adeus, Giulia.
V� l�, m�e.
- Bom dia. - Bom dia.
- Quero vestir o vestido preto justo. - Sim.
�timo. Serve-lhe como uma luva.
�timo. Levo-o, obrigada.
- E tamb�m os sapatos. - Claro.
E tamb�m o vermelho e o cor-de-rosa que experimentei.
- E a bolsa vermelha. - Sim. Est� a renovar o guarda-roupa?
N�o. Estou infeliz.
Est� bem. Eu fa�o-lhe a conta.
Fica-te t�o bem.
Delia.
Tamb�m tu?
Estava a passar e vi-te.
- Que queres? - O Mario contou-me o que aconteceu.
- N�o duvido. - Lamento imenso.
Que te disse? Disse quem era a outra mulher?
N�o lhe perguntei.
Para qu�, Delia?
Para encher a cabe�a com merdas, outra vez?
J� passei por isto, Delia.
Basta. Acabou-se.
Meu Deus! Porque �s sempre assim?
� tudo preto ou branco. Os tons de cinza n�o existem.
Quando dormiste com o meu marido, que tom era?
Se insultar-me te faz sentir melhor, for�a.
Se quiseres falar, diz.
Falar de qu�?
De ter sido enganada?
De ter sido tratada como uma atrasada? Queres falar disso?
Depois de tudo o que ele me fez, sabes o que me d�i mais?
Sentir falta dele.
Mesmo que me tenha enganado. Faz-me falta.
Sou est�pida para acreditar que o que t�nhamos era verdadeiro.
Talvez fosse.
Gabriella. As pessoas s�o complicadas.
N�o o conhe�o. N�o sei quem ele �, mas conhe�o-te.
Sei que n�o �s est�pida nem ing�nua.
Se sentes que o que tinham era verdadeiro, � porque devia ser.
Se precisares de algo, diz.
Vi a m�e.
Agi como uma idiota.
Qual � a novidade?
A novidade � que fomos todos idiotas.
Esta hist�ria do Elia magoou-a muito.
Ela s� precisa de tempo.
Era melhor n�o termos dito nada.
N�o me parece.
Est� mesmo mal. Nunca a vi assim.
Giulia. Eu j�.
Quando �ramos pequenos, foi pior.
N�o te lembras, mas eu, sim.
Lembro-me de como estava quando nasceste.
� melhor sofrer agora. Mais tarde, seria pior.
E se quiser pagar para estar com ele?
Quem somos n�s para julgar?
Que est�s a dizer, Giulia? Acorda!
Ele n�o presta.
O costume. Fazem asneira, e quem resolve?
Sou sempre eu, o idiota.
De certeza?
Elia Marini. Ele n�o ficou aqui?
De certeza.
Acabei de verificar o registo. e o nome n�o est� l�. Desculpe.
Obrigada.
Podia ver no Delfino Blu.
J� l� fui.
O tipo que te agrada est� no Rox. Despacha-te e apanha-lo.
- Quantos s�o? - Tr�s.
Ol�. Ent�o...
Que est�s a fazer?
Vamos l� para fora.
Ent�o?
N�o fiz nada. V� l�.
Que se passa?
- Que porra queres? - Para!
- Elia! Mas que merda? - Ol�!
N�o, deixa-o em paz!
- Fica a�! - Elia!
N�o!
Baza!
Anda, vamos.
Toma. Segura assim.
- Se ficar negro, vou ficar fulo. - Ent�o?
Ainda vais levar muitas tareias.
- Isto � s� o come�o. - Tareias?
Sou da Gera��o Z. N�o lutamos.
Escuta. Quanto consegues ganhar?
A fazer o qu�?
- Andar com as velhas. - De que raio est�s a falar?
Estava com o Stefano e a Giulia e vi-te.
Tamb�m temos fotos.
N�o sei do que est�s a falar.
Estou a falar disto.
Mas que merda...
Seguiram-me?
A m�e n�o te disse?
Escuta.
Voc�s t�m de aprender a meterem-se na vossa vida.
Percebeste?
Sim? V� l�.
Que caralho!
... mandou uma mensagem.
- Com licen�a. - Sim? Posso ajudar?
Conhece este homem?
Chama-se Elia.
Sim, deve estar no �ltimo barco da doca.
Tem a certeza?
N�o passa despercebido.
Gabriella.
Que fazes aqui?
� aqui que est�s agora?
N�o � uma pens�o.
Pois.
Depois da confus�o em Ibiza, comprei este barco com o que tinha.
E, agora, vivo aqui. Tive vergonha de te dizer.
Mostraram-me uma foto tua com uma mulher. Quem � ela?
E diz-me a verdade. Chega de mentiras, por favor.
- A minha m�e. - Disseste que n�o tens fam�lia.
Sim, de certa forma, � verdade. Nunca me dei bem com o meu pai.
Era um merdas. Discut�amos imenso.
At� and�mos � porrada.
Juro, Gabriella, houve dias em que o teria matado com raiva.
E detestava a minha m�e, que sempre o defendeu.
Fui ter com ela para lhe pedir dinheiro.
Porque estava cansado de pagares tudo sempre.
E queria dar-te um presente.
Tamb�m me importo com o que pensam.
Sobretudo, o que tu pensas.
Mas...
Tamb�m deves ter segredos.
Quero conhecer a tua m�e.
Depois de 18 anos nos EUA, n�o foi f�cil regressar a It�lia.
Agora, n�o voltaria por nada.
Exatamente. Vamos deixar o passado no passado.
Claro, querido.
- Tem filhos, n�o tem? - Sim. Tr�s.
Fazem-lhe companhia, n�o a deixam em paz.
- Bem... - Bom dia.
Obrigada.
- Tome. - Obrigado.
Muito gosto em rev�-la.
- Pode trazer-nos champanhe? - Claro.
- Temos de festejar. - �timo.
Que vamos festejar?
Que duas mulheres importantes para mim se conhe�am.
Ent�o, Gabriella.
O Elia disse-me que tem um hotel lindo.
Sim. Constru�do pelo meu pai. Tento impedir que se desfa�a.
Ele disse-me que � �tima nisso. Que gere tudo sozinha.
Com licen�a, volto j�.
- Conhecem-se h� muito tempo? - Foi tudo muito r�pido.
Calculava.
Lamento.
O qu�?
Por ti.
Como?
O meu filho n�o � boa pessoa.
Que est�s a tentar dizer-me?
Ent�o?
Que v�o pedir?
Ent�o...
BASEADO NA S�RIE BRIT�NICA GOLD DIGGER
Legendas: Dina Almeida
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