All language subtitles for The.Seventh.Grave.1965

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Original subtitles

A S�TIMA TUMBA

ANTIGA ESC�CIA

TABERNA DO GALO

Sejam bem vindos.

- Obrigada. - H� alguma coisa para comer?

Sim, senhor. Mas ter�o que se adaptar.

Por favor, sintam-se em casa.

- Cuide dos cavalos. - Est� bem.

- Bem vindos. - Obrigado.

- O que tem pronto? - Bem, na verdade...

Entendi. Traga o que tiver pronto e depressa.

- Que tal um ch�? - Est� bem.

Quente, por favor.

- O que pediram? - Ch� quente e algo para comer.

O que vamos preparar?

Parecem americanos. Fa�a uma omelete com bacon.

- S�o americanos? - Sim, eu acho.

- O que est�o fazendo aqui? - Logo eu vou saber.

Sim, Jenkins, eu aconselho que venda tudo e volte para...

Cale-se.

- Chamaram? Eu entendi... - Entendeu mal!

Vai nos trazer algo para comer ou n�o?

Imediatamente, senhor.

Tenha cuidado.

- O que foi? - Est�o com pressa.

Mas isso leva tempo, diga a eles.

Eu sou louco? Diga voc�.

- N�o acha que... - N�o se trata de achar.

Devemos ter cuidado com o que dizemos.

J� volto.

O que est� preparando?

Omelete com bacon, tudo bem?

�timo. Eu adoro omelete com bacon.

Ouviu, Mary? Omelete com bacon.

Aqui tamb�m?

Como assim?

Como � isso que comemos na Am�rica...

ela achava que na Inglaterra se comeriam outras coisas.

- Voc�s gostam? - Sim, desde que seja r�pido.

Que linda.

- O que eu trago para beber? - O que voc� quiser.

- Eu tamb�m vou... - N�o!

E por que falou sobre a Am�rica?

Ningu�m precisa saber porque estamos aqui.

Tudo pronto. J� dei banho e alimentei os cavalos.

Aqui est�, senhores.

Se apresse.

- O que est�o procurando? - De voc�s, nada.

Ouviram? N�o querem nada. Ent�o comam.

- Preparei-lhes uma bebida. - N�s aceitamos, obrigado.

- Sa�de. - O prazer � meu.

- Aqui est� o ch�. - Quem est�o procurando?

Quick.

- E quem � Quick? - Um leproso.

Ele fugiu do lazareto onde estava internado.

Est�o procurando-o h� um m�s, mas n�o conseguem peg�-lo.

E o que estaria fazendo aqui?

Ele conhece muito bem esse lugar.

Antes de ficar doente, era assistente de Sir Reginald.

- Sir Reginald? - Sim, o dono do castelo Nofis.

Morreu h� 3 anos.

- A que dist�ncia fica o castelo? - Apenas alguns quil�metros.

- Por qu�? Querem ir at� l�? - Sim, e podemos dormir l�?

Sim, h� muitas camas sobrando.

Mas � um lugar t�o sinistro.

Lamento ter dito ao not�rio que iria at� l� ajudar o Patrik.

Afinal, eu tinha prometido.

E o not�rio � t�o...

Ent�o o not�rio Elliot j� est� no castelo?

Sim, o senhor o conhece?

N�o o conhe�o pessoalmente mas fui convidado por ele.

Para o testamento do Sir Reginald.

H� outras pessoas no castelo.

- Ouviu, Jenkins? H� mais herdeiros. - Espero que n�o.

Est�o indo para o castelo. Por que n�o pede...

Poderiam dar uma carona para a minha filha?

Ela tamb�m vai para o castelo.

- Se n�o se incomodarem. - Meu irm�o ficar� encantado.

Se � o que quer, tudo bem.

Eu n�o disse? Est�o indo para o castelo.

Confesso que, no in�cio, deparei-me com muitas dificuldades...

mas hoje, com ajuda da divina provid�ncia...

posso dizer que domino todas as pr�ticas da profiss�o...

assim como o meu antecessor, e me sairei bem.

E sobre o testamento de Sir Reginald?

N�o posso dizer nada. N�o conhe�o o conte�do.

Pode falar sobre Sir Reginald? Eu n�o o conheci.

Sir Reginald era um m�dico. Mas n�o praticava a medicina.

Dedicava seu tempo a experi�ncias estranhas.

- De que tipo? - N�o fa�o ideia.

S� quem sabia a respeito era o Dr. Quick...

que foi afligido pela lepra.

Quando as enfermeiras e os policiais chegaram ao castelo...

para levar o Dr. Quick, descobriram...

que Sir Reginald, que havia chamado-os...

estava morto, acometido pela lepra.

Morto pela lepra em t�o curto espa�o de tempo?

� estranho, mas o relat�rio do m�dico foi bem claro.

Tratava-se de uma forma mais grave dessa doen�a.

Estava t�o desfigurado que n�o conseguiram fazer uma aut�psia.

Por que seus parentes n�o foram avisados?

Por vontade do falecido, o enterro foi privado.

Estavam presentes meu antecessor, um policial e Patrik...

o guardi�o do castelo.

Sir Reginald descansa em paz na cripta.

Na s�tima tumba.

O que houve?

Chegaram os outros herdeiros.

Mande-os entrar.

- Quem s�o? - A Srta. Ferguson e o irm�o Jenkins.

Boa noite, Sra. Ferguson.

N�o � a Sra. Ferguson. � Mary. Ela est� comigo.

- � Jenkins, certo? - Sim. Por qu�?

Meu nome � Elliot. Eu o convidei.

- Como vai? - Bem, obrigado.

Meu irm�o Fred. Diga oi ao not�rio.

Ah, sim. Como vai?

Queria saber o que ele viu naquela garota.

Venham por aqui.

- Por gentileza. - Obrigada.

- Naquela cadeira? - Sim.

Ent�o, vamos ler o testamento?

Lamento, mas n�o � poss�vel.

Hoje � dia 16 e o testamento deve ser lido dia 18...

na presen�a de todos os herdeiros.

E aqui est� faltando a Sra. Ferguson.

Naturalmente, ela foi informada.

Sim, enviei a todos duas cartas. Ela chegar� em breve.

E se ela n�o vier?

Perder� seu direito � heran�a.

Que parece ser muito maior do que se imaginava, por sinal.

Coronel, creio que deveria explicar a situa��o em todos os detalhes.

Nos velhos documentos da fam�lia...

consta que meu primo Reginald era herdeiro de Sir Francis Drake...

que vagava pelos mares...

atacando os navios que n�o pertenciam � coroa brit�nica.

Em 1873...

N�o precisamos de uma li��o de hist�ria agora.

Um minuto. Serei breve.

Parece que neste castelo h� um tesouro escondido.

Agora tudo muda.

Parece que est� olhando para algo bastante interessante.

O que foi?

Desculpe-me.

Mas aquela mesinha me provoca emo��es estranhas.

Not�rio Elliot, n�o se incomode.

Minha filha � uma m�dium bastante sens�vel.

� mesmo? Porque quando se fala sobre espiritismo...

temos de ser muito, muito cuidadosos.

Existem muitos charlat�es.

Mas est�vamos falando de tesouros. N�o era isso?

Sim, e vamos encontr�-lo...

nem que seja preciso desmontar o castelo pedra por pedra!

- H� uma alternativa melhor. - Qual?

A mo�a � uma m�dium. E deve ter um guia espiritual.

Podemos us�-lo para entrar em contato...

com o esp�rito de Sir Francis Drake.

Est� disposta, senhorita?

Sim.

Mas amanh�. Preciso descansar da viagem.

Ent�o todos concordam?

E o senhor, pastor Crabbe, vai assistir a sess�o?

A igreja permite?

A igreja me permite tudo...

exceto magia negra e rela��es com o maligno.

Vou assistir � sess�o.

At� amanh�.

Minha bolsa.

Aqui est�, senhorita.

Tem sido muito gentil.

- Obrigada. - De nada.

Podemos ir?

Ela n�o chegou ainda. Lamento por ela...

mas come�aremos o passeio sem a presen�a dela.

Mas qual � a utilidade desse passeio?

Porque o testamento pode incluir v�rios codicilos.

Sr. not�rio, quando quiser, estou pronto.

O que ele quer?

� Patrik, o zelador do castelo.

A �nica pessoa que o conhece em profundidade.

Por onde come�amos?

- Por onde quiser. - Muito bem, senhores, sigam-me.

- Desculpe-me. - Nada disso.

Eu que pe�o desculpas.

Por gentileza.

S�o muito belos esses baixos-relevos, n�o acha?

Este � o parque, senhores.

Essa coluna � extraordin�ria.

Ent�o, gostou?

Sim, � lindo.

� t�o po�tico. N�o acha?

Sim.

Talvez pela primeira vez eu percebi que...

Est�o nos esperando. Vamos junto com eles.

E este � o cemit�rio.

A fam�lia Thorne foi enterrada aqui at� recentemente.

Depois, passaram a usar a cripta.

- Vamos l� agora. - Gostaria de ver a cripta.

� a cela de prisioneiros. Nada de interessante para ver.

- Est� fechado? - N�o. Est� aberto.

Aqui est�.

Poderia ter nos avisado.

N�o sabia que eram t�o sens�veis.

Agora vamos at� a cripta. H� t�mulos magn�ficos.

Os t�mulos dos Thorne.

Aquele � o de Sir Reginald.

Mas est� fresco.

- Como � poss�vel? - Coloquei esta manh�.

Este � o laborat�rio.

- Est� quente! - Imposs�vel.

- Como explica isso? - N�o sei. Talvez...

Provavelmente, um raio de sol.

Certo.

Talvez.

Vamos prosseguir, senhores.

E daqui retornamos ao sal�o onde est�vamos.

Agora vamos para o almo�o.

Betty j� deve ter preparado.

- Ainda est� abalada? - N�o, agora estou muito bem.

Bem o bastante para iniciar a sess�o esp�rita?

N�o, Jenkins!

- Por que n�o? - Por favor.

Estaria mesmo disposta?

Estou pronta.

O que pretendem fazer?

Se n�o se incomodam, eu vou conduzir a sess�o.

Tenho uma certa pr�tica com estas coisas.

� justo.

Muito bem, coronel.

Primeiro de tudo, temos de afastar aquela mesa.

O que est� fazendo parada a�? Ajude-nos.

- As cadeiras em c�rculo. - O que v�o fazer?

Espiritismo. N�o est� vendo?

Ah, est� bem.

Agora sentem-se. Vamos formar uma corrente.

Sentem-se.

Todos fa�am o mesmo.

Estendam as m�os e toquem no dedinho da pessoa pr�xima.

A corrente est� formada.

Nunca participei dessas coisas. Os esp�ritos v�o aparecer?

Sem brincadeiras.

Nossa m�dium precisa do m�ximo sil�ncio para se concentrar.

Est� pronta, Katy?

Concentre-se.

Precisa limpar sua mente de todos os pensamentos.

Relaxe o corpo, mas mantenha as m�os extendidas.

Agora invoque o seu guia espiritual.

N�o posso.

Absolutamente n�o posso.

N�o consigo me concentrar.

Sinto que h� algu�m entre n�s que n�o quer...

Que n�o quer que eu...

N�o consigo me concentrar. Eu posso.

Voc� precisa.

Estamos todos � sua espera.

Concentre-se.

Respire fundo algumas vezes.

E relaxe o corpo.

N�o posso, n�o consigo.

Talvez haja muita luz nesta sala.

Um minuto.

- Estou com medo! - Pare com isso.

Est� no escuro agora.

Voc� pode se concentrar e o far�.

N�o pense em absolutamente mais nada.

Onde est� voc�, Dan?

Onde voc� est�?

N�o est� ouvindo o meu chamado?

Eu quero Dan! Eu quero Dan!

Manifeste-se, Dan!

Onde voc� est�, Dan?

Onde voc� est�?

Onde voc� est�?

Dan...

Dan! Por favor, Dan!

Dan!

Dan! Dan!

Pode ser isso, Katy.

Insista! Insista!

Dan!

Dan!

Sabemos que aqui h� uma presen�a.

Pedimos a esta presen�a que se manifeste.

Dan... Dan...

Basta uma batida na mesa.

Eu imploro, Dan! Ou�a o meu apelo!

Pedimos novamente que a presen�a se manifeste.

- Dan. - Estamos esperando.

Dan.

Se voc� � Dan, responda-nos com duas batidas.

Caso contr�rio, s� uma batida.

Agora ficou claro que voc� � Dan.

Pode nos colocar em contato com o falecido Reginald Thorne...

que repousa no s�timo t�mulo da cripta?

Far� isso por n�s?

Uma batida para sim, duas para n�o.

� um n�o.

Pode incorporar na nossa m�dium e falar atrav�s dela?

Pode fazer isso?

N�o vamos impedi-lo de maneira alguma.

Pedimos que se manifeste no corpo de nosso m�dium.

V�o embora! V�o embora daqui!

- Parece morta. - Depressa, pegue seu espelho!

Acenda as luzes!

Ela ficou confusa.

- Vamos, me ajude. - Imediatamente.

Precisamos de um m�dico.

S� nos resta confiar na provid�ncia divina.

Venha aqui um momento, pastor.

O que �?

Veja.

H� uma luz na capela.

O que est� acontecendo?

A capela est� iluminada.

Tarde assim? N�o pode ser. � melhor irmos ver.

� estranho mesmo.

O que foi?

- Como est� se sentindo? - N�o mais...

Seu pai ficou muito preocupado.

Sinto muito. Que tolice minha desmaiar assim.

- Vamos. - Onde est�o indo?

- Para a capela. - Est� iluminada.

N�s vamos com voc�s.

Eu tamb�m iria, mas n�o posso deixar a jovem sozinha.

Estou �tima.

N�o h� motivo para eu n�o ir com voc�s.

S� estou um pouco tonta. Posso me apoiar no seu bra�o?

Ser� um prazer para mim.

Leve as mulheres embora.

O c�o.

- O t�mulo foi aberto! - O caix�o tamb�m!

- O cad�ver sumiu! - N�s o invocamos e ele apareceu.

- N�o diga bobagem. - Meu Deus!

Vejamos se � bobagem.

- Boa noite, Sr. not�rio. - Boa noite.

Uma carta do pastor Smith. A Sra. Ferguson n�o vir�.

Significa que a Sra. Ferguson perder� seu direito � heran�a.

Ela morreu h� dois meses.

E aqui encontramos um t�mulo profanado e um homem enforcado.

Alerte a pol�cia assim que cheqar.

- Boa noite. - Boa noite.

Acabo de receber uma carta do pastor Smith.

Diz que a Sra. Ferguson faleceu.

- Ela n�o vir�, obviamente. - Finalmente uma boa not�cia.

Minha filha, sei que est� abalada com o ocorrido nesta noite...

mas, por favor, pense bem.

Como vai conseguir chegar em casa t�o tarde?

Meus nervos est�o muito abalados. Aquele pobre homem...

Tem certeza que a Sra. Ferguson n�o vir�?

Sim, o not�rio disse que ela morreu h� dois meses.

Um herdeiro a menos para se preocupar, Jenkins!

- Mas n�o � isso que me preocupa. - � o qu�, ent�o?

O sumi�o do cad�ver de Sir Reginald.

- Como se sente, querida? - J� era hora de me perguntar.

Minhas desculpas, mas foi uma noite bastante agitada.

Pessoal, acabo de saber que a Sra. Ferguson n�o vir�.

Tendo em conta os recentes desenvolvimentos...

e visto que j� passa da meia-noite, iniciaremos a leitura do testamento.

O testamento desapareceu! Como � poss�vel?

A chave estava comigo o tempo todo!

Sumiu. Desapareceu como um fantasma.

Espera que eu fique aqui?

Com aquela mesa que se mexe sozinha?

- Acho que algu�m est� batendo. - Vamos l� ver.

- Boa noite. - Quem � voc�?

Martin Wright. Sou inspetor de pol�cia.

Chegou na hora certa.

Tem acontecido muitas coisas estranhas.

At� encontramos o zelador enforcado com a corda do sino.

Um t�mulo foi profanado e o corpo arrebatado.

Sem falar no testamento desaparecido.

Coisas realmente estranhas.

Mas acho que chegaremos ao fundo disso.

Estamos aqui reunidos para o testamento de Sir Reginald.

- Entre. - Contem-me tudo.

Voc� foi a �ltima pessoa que viu Patrick vivo, correto?

- Mas eu juro que n�o... - Ah, eu sei.

Voc� n�o o matou.

� necess�ria muita for�a para erguer um homem.

E voc� n�o parece ter tanta.

E o que ele estava fazendo quando o viu pela �ltima vez?

- O que ele fazia? Nada. - Tem certeza?

Absoluta! E mesmo que voc� me perguntasse cem vezes...

minha resposta seria a mesma!

O que ele fazia? Nada.

Servi frutas aos convidados e levava a lou�a para a cozinha.

Eu passava pelo corredor quando encontrei Patrick...

indo em dire��o � porta do vest�bulo.

E quando isso aconteceu?

- Que horas eram? - N�o me lembro!

Eu juro! Acredite em mim, inspetor!

Poucos minutos depois voltei aqui...

e vi todos reunidos em torno daquilo.

Em torno daquilo?

Certo, n�s n�o te contamos. Fizemos uma sess�o esp�rita.

Da qual todos participamos, inclusive Betty.

� mesmo?

Come�ou exatamente tr�s minutos depois das cinco horas.

Sempre anoto o in�cio e o fim de cada sess�o.

- Compreendo. - � verdade.

Nenhum de n�s se mexeu at� ouvirmos o sino e ent�o...

O sino?

Sim, a jovem desmaiou durante a sess�o...

e tivemos que interromper a experi�ncia.

E enquanto os outros a socorriam, eu olhei pela janela...

e foi quando vi uma luz na capela.

Quando mencionei isso, os homens do grupo vieram olhar pela janela.

Entendo. Mas e o sino?

Nesse momento ouvimos o badalar do sino...

ent�o resolvemos ir investigar.

- Todos voc�s? - Todos n�s.

A mocinha tamb�m? Responda-me.

- Sim. - Ela j� tinha se recuperado.

E do in�cio da sess�o at� o sino tocar...

todos permaneceram juntos, correto?

At� o momento em que encontramos o cad�ver de Patrick na capela.

- A capela fica longe? - N�o, cerca de cinquenta metros.

Posso lev�-lo at� l�, se quiser.

Fica no fim do p�tio.

N�o, prefiro que todos fiquem aqui.

Poderia me acompanhar, pastor?

- Com prazer. - Obrigado.

Poderia me trazer uma x�cara de ch�?

V� voc� na cozinha! Eu, n�o!

- Posso acompanh�-la. - Voc�?

Ficarei feliz, juro.

Certamente n�o est� com medo, eu imagino?

Sim, estou com medo. E n�o tenho vergonha de admitir.

Vamos juntos escoltar Betty at� a cozinha, meu rapaz.

Vamos dar um passeio pela cozinha.

- Nos deixaram a s�s. - Por qu�?

- Minha companhia n�o te agrada? - N�o disse isso.

- Mas pensou. - N�o.

- N�o se importa mesmo? - N�o.

N�o est� com medo?

- Sim. - De mim?

- N�o. - Do que tem medo, ent�o?

De tudo.

Da atmosfera opressiva deste castelo.

Dos t�mulos no jardim.

E minha obsess�o por aquele caix�o vazio...

que quase parece esperar outro cad�ver.

Acredite, n�o aguento mais.

Sinto muito.

- N�o pensei que... - Mas...

N�o, voc� � quem deve aceitar minhas desculpas.

�s vezes n�o consigo controlar meus nervos.

O que eu posso fazer? N�o consigo.

N�o, n�o precisa se desculpar comigo.

Eu te entendo perfeitamente.

- � verdade? - Sim.

Sinto que te entendi desde o momento em que nos conhecemos.

- N�o est� zombando de mim? - Por que eu faria isso?

N�o sei.

Talvez seja porque sempre me senti s�.

E � a primeira vez que um homem fala assim comigo.

N�o ser� a �ltima, Katy.

Posso cham�-la pelo seu primeiro nome?

Eu me chamo William. Amigos me chamam de Bill.

Podem me chamar de Bill.

Sim.

Bill.

- Onde est�o os outros? - Tomando ch� na cozinha.

Onde est� o Sr. Martin?

Fomos juntos � capela.

Onde ele est� agora?

Est� ocupado com a investiga��o.

Podemos retomar esta conversa em outra ocasi�o.

Quando voc� quiser.

Sr. pastor, o senhor considera o inspetor Martin competente?

Creio que sim.

- E voc�, o que acha? - Bem...

- Parece preocupado. - N�o vejo Fred h� alguns minutos.

- Ele estava com voc�? - Sim, mas em algum momento...

Foi voc� quem viu o cad�ver de Patrick pela primeira vez?

- Sim, por qu�? - Voc� n�o notou...

o que estava na lapela dele?

N�o havia nada, se n�o estou enganado.

� melhor dar outra olhada ent�o.

Quero que voc� veja que o cad�ver de Patrick...

tem uma flor na lapela.

- Est� de brincadeira? - Venha comigo e ver�.

Vamos segui-los.

Not�rio Elliott, como pretende proceder agora...

que o testamento desapareceu?

Tudo o que posso fazer � relatar os eventos desta noite...

para a autoridade judicial.

Mas se tiver outras sugest�es, estou disposto a ouvir.

N�o creio que possa proceder de outra forma.

Acho que � a primeira vez que desaparece um testamento...

sob a cust�dia de um not�rio.

- Est� vendo? - N�o olhe se isso te perturba.

A tumba est� em perfeita ordem, o caix�o foi fechado.

Meu pobre Fred!

Ele era meu irm�o, entendeu?

Ele foi morto e eu exijo que descubra quem fez isso...

sen�o juro que vou fazer voc� pagar caro!

Encontraremos o culpado.

Acalme-se agora. Venha.

Oh, Jenkins...

Pobre Jenkins.

Meus amigos, estou encantado com sua companhia.

Mas n�o sou mais um jovem.

E quando fica tarde, preciso descansar.

- Boa noite, reverendo. - Boa noite.

- Boa noite. - Boa noite.

Vou acompanh�-lo, pastor Crabbe.

- Voc� vem tamb�m? - N�o, vou ficar mais um pouco.

- Boa noite. - Boa noite.

- Como esse ch� est� demorando. - � mesmo.

J� faz um bom tempo que sa�ram. Vamos atr�s deles.

Por favor, n�o.

- Vamos ficar aqui. Estou com medo. - Com medo?

- Ah, � voc�s. - Sim. Por qu�?

O que houve?

� Fred. Seu corpo foi colocado dentro do caix�o de Sir Reginald.

- Se eu pego quem fez isso... - Encontraremos o culpado.

Se n�o quiserem pedir mais nada, eu gostaria de ir dormir.

Tamb�m precisa descansar. Vamos, Jenkins.

Eu levo.

Qual a sua opini�o sobre o caso, inspetor?

Ainda � cedo para dizer.

Gostaria de dar uma volta pelo castelo...

antes de ir para a cama, se n�o se importa.

Falando nisso, onde posso descansar um pouco?

Na verdade, n�o sei.

Pe�o desculpas, n�o lembrei de voc�.

Ficaria feliz em conceder-lhe o meu quarto.

N�o se preocupe. Estou aqui para investigar.

Vou tirar uma soneca naquele sof� ali.

Boa noite.

- Boa noite. - Boa noite.

At� amanh�.

Este � o meu quarto. Boa noite, Bill.

Boa noite, Katy.

N�o. Por favor, algu�m pode nos ver.

N�o, por favor.

Ouviram isso? Foi um grito.

- N�o sei, mas tamb�m ouvi. - Vamos verificar.

Ela tamb�m?

Acalme-se. Vamos examinar o corpo.

Ainda est� respirando. Gra�as a Deus ela est� viva.

O que pode ter acontecido?

Temos que socorr�-la.

- Levem-na para o seu quarto. - Pode me ajudar, Coronel?

Sim.

Deixe comigo, eu a levo.

- O que est� fazendo? - Estou cansado.

Vou mudar Mary de posi��o.

- Quem trouxe isso para c�? - N�o sei.

Ningu�m tem permiss�o para toc�-lo a partir de agora.

O que aconteceu?

Mary desmaiou ao ver o cad�ver de Sir Reginald.

- Onde? - No sal�o.

Por favor, cuide de Mary.

Tenho um assunto para tratar.

D�-me essa bolsa, r�pido.

Aqui est�.

Acho melhor tirarmos este corpo daqui.

Vi uma maca no quintal, se n�o me engano.

Voc� se importaria de peg�-la para mim, Reverendo?

Sim, se o Sr. not�rio puder me ajudar.

- Com prazer. - Obrigado.

Muito obrigado.

- O que aconteceu? - Acalme-a. Vou at� o sal�o.

Espero que n�o nos deixe sozinhas.

Onde est�o minhas pantufas?

O que aconteceu?

Encontrei isso assim que entrei.

E n�o � s� isso. Vejam.

Obrigado.

O que houve com voc�?

N�o fa�o ideia.

Estava aqui quando de repente senti algo estranho, como se...

Que sentimento estranho?

Como posso explicar?

Mas n�o desmaiei, tenho certeza.

Foi algo totalmente diferente.

Como se algu�m colocasse um feiti�o em mim.

N�o est� sugerindo que foi algo sobrenatural?

N�o, eu n�o disse isso.

De repente, me senti tremendamente exausto.

- Tamb�m estou cansada. - Todos estamos.

Por que voc�s n�o v�o dormir?

As mulheres n�o foram feitas para essas coisas.

- E ent�o? - O Sr. Jenkins est� certo.

Vou com voc�s.

- Vazia? - Foi assim que a encontrei.

Esperemos que n�o haja mais emo��es esta noite.

Tomara.

- Vamos dormir juntas esta noite? - Sim.

- Boa noite. - Mas... Katy...

Boa noite.

Um cad�ver n�o pode desaparecer assim.

Algu�m deve t�-lo levado.

- Devemos encontr�-lo. - Vou participar da busca.

- Vem comigo, Coronel? - Sim, claro.

Eu vou com voc�.

N�o precisamos mais da maca.

Podemos lev�-lo de volta para o p�tio.

Ajude-me.

Aqui est� seu casti�al, reverendo. Boa noite.

Obrigado, mas n�o vai precisar?

Pegarei outro no sal�o, n�o se preocupe.

Est� bem, boa noite.

Ouviu esse barulho? Vamos verificar.

O que aconteceu?

Ainda n�o sei, mas ouvi um grito.

Est� machucado?

Espero que n�o. Onde est� Katy?

Est� no sal�o com as outras mulheres.

- Voc�s viram Katy? - Ora, ela est� no quarto dela.

Voc� tem certeza?

N�o.

� melhor irmos conferir.

Ela n�o est�.

Temos que encontr�-la, custe o que custar.

Onde ela estaria?

- E ent�o? Deram sorte? - Nada.

Devemos encontr�-la a todo custo.

� melhor nos dividirmos para continuar a busca.

Senhorita, voc� ir� com o coronel e o Sr. Jenkins.

Os outros vir�o comigo. N�o percamos tempo.

N�o quero ver!

Voc�s precisam me ajudar. Sinto que Katy n�o est� longe.

Faremos todo o poss�vel.

- Quem est�o procurando? - Um leproso que fugiu da col�nia.

- E vieram procurar aqui? - � aqui que ele morava.

Est� bem, enttrem.

- � voc�... - Sim.

N�o esperava por isso, n�o �?

N�o fique a� parado, desamarre-me.

Desamarre-me, depressa!

Espere um pouco, acalme-se.

Antes, tenho algo a lhe dizer.

- O qu�? - Algo sobre mim.

- N�o entendo. - Quem voc� pensa que eu sou?

- N�o � o inspetor Martin? - N�o.

- Meu nome � Reginald Thorne. - � impossivel!

- Eu vi seu t�mulo. - Vazio.

Quer dizer que...

Ent�o aquele corpo na sala de estar...

- Pensou que fosse eu? - Eu tinha certeza disso.

Voc� errou.

Mas como pode ser?

Era o corpo de Quick. Meu assistente.

- Era necess�rio. - Voc� me d� nojo.

Por causa do Patrick?

N�o entende que tive que mat�-lo?

Por qu�?

Foi essencial para mim encontrar um porto seguro.

Eu havia deixado tudo para ele em meu testamento...

porque o considerava uma pessoa honesta.

E depois?

E o covarde, aproveitando-se da situa��o...

amea�ou me denunciar � pol�cia.

Fui obrigado a cuidar dele.

Como pode falar assim?

E o que far� comigo agora?

S� eu sei.

O que foi?

Por que est� me olhando assim?

Quando olho para voc�, penso no tempo que passei...

no lazareto, entre os leprosos!

Tr�s longos anos e agora voc� � toda minha!

N�o, por favor!

O que pretende fazer comigo?

Preciso do seu sangue para minhas experi�ncias!

- Voc� � um monstro! - Ainda n�o!

A lepra ainda n�o afetou meu rosto!

- Sou um dos sortudos! - N�o! N�o!

N�o!

Sim!

N�o se preocupe! Voc� n�o sentir� nada!

A lepra...

- Encontrarei uma cura! - N�o se aproxime!

Eu vou te mostrar!

- Em breve voc� ficar� como eu! - N�o!

- Sim! Muito em breve! - N�o! N�o!

Estou muito animado com este novo experimento!

O momento se aproxima!

Como eu! Como eu!

Vou matar voc�s todos!

Sir Reginald tentou matar o meu assistente...

mas ele conseguiu se salvar.

Sr. not�rio, desculpe interromp�-lo.

Gostaria de saber quem avisou a pol�cia.

Meu assistente, na verdade.

Ele encontrou os dois policiais que procuravam o leproso...

e contou a eles o que aconteceu aqui.

Sr. not�rio, queria saber outra curiosidade.

Como sabia que Martin era Sir Reginald?

Bem, eu tinha algumas suspeitas.

Mais tarde, um policial, Sr. O'Connolly...

me disse que recuperaram Quick em um lazareto tr�s anos antes...

porque foi acometido pela hansen�ase.

E o Dr. Quick foi assistente do Sr. Reginald.

Ambos faziam algumas experi�ncias estranhas.

Como eu havia mencionado anteriormente.

Alguns meses atr�s, chegou ao lazareto...

um antigo colega do Dr. Quick.

Depois de ver os registros cl�nicos de seu colega...

e de ter lamentado o incidente...

foi procurar seu amigo.

E ficou surpreso que Quick, al�m de n�o t�-lo reconhecido...

tinha ficado mais alto.

Entenderam? Um leproso que fica mais alto.

Evidentemente, tratava-se de outra pessoa.

O m�dico falou com o diretor e ele informou a pol�cia.

Mas, durante a noite, o paciente fugiu...

e apesar das buscas, ele conseguiu desaparecer.

E perderam seu rastro. Como um p�ssaro selvagem.

Sim, mas n�o indicava que fosse Sir Reginald.

S� uma pessoa teria interesse em sumir com o testamento.

E, neste caso, viria a ser Sir Reginald...

que havia deixado tudo para o zelador.

Com o testamento sumido, a propriedade n�o foi dividida.

Cometeu um crime que parecia in�til. A morte de Fred.

Entretanto, ele fez isso apenas para seus estudos.

Como assim? Um assassinato por seus estudos?

Que Deus o perdoe.

Qual era o objetivo de suas experi�ncias e estudos?

Em seu di�rio, descobrimos que ele tentava...

a regenera��o das c�lulas do corpo humano.

Investiu todo seu patrim�nio nesta pesquisa.

Inclusive o famoso tesouro de Sir Francis Drake...

que ele havia encontrado.

Se tiv�ssemos dado ouvidos...

ao aviso do guia espiritual da senhorita...

para que f�ssemos embora, meu irm�o...

ainda estaria aqui.

Comigo.

Jenkins... Fred estar� sempre conosco.

Em nossa mem�ria.

Sr. not�rio, posso recolher aquilo ali?

Minhas pantufas. Olha onde deixei.

- Ent�o, Sr. not�rio? - Vou lev�-lo para minha casa.

Pode ser �til. N�o � verdade, Katy?

N�o pretende fazer outra sess�o?

- N�o. - E fazem bem.

� sempre perigoso libertar for�as...

que n�o se pode controlar.

A religi�o pro�be essa sedu��o ao profano exatamente por isso.

� apenas uma s�bia precau��o.

Cheguei a pensar que n�o chegaria a tempo.

N�o pense nisso. Voc� chegou a tempo.

FIM

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