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Original subtitles

Sim. Não, vou a caminho, vim buscar os bagels.

Obrigada. Fique com o troco.

Alex, devíamos encostar isto à parede.

Temos de arranjar espaço para as coisas que vão entrar.

- Olá. - Tudo bem?

- O que é isto? - Como assim? Isto é o "Duna".

Disseste que cabia num carro.

Na verdade, basta um carro de mudanças.

É temporário, até arranjarmos um espaço permanente.

Conseguem pôr tudo naquele quarto, lá atrás?

Aquele a que falta uma parte do telhado?

Isto não é à prova de água, é papel machê.

Tenho de... Está bem, pronto. Jesus!

Esta parvoíce do "Duna".

Eu ouvi isso, já agora.

Por isso, não fiquem admirados ou alarmados,

se a Anna Booth-Meyers os contactar.

TOGETHERNESS Em Areias Movediças

Quando ela ligar, aconselho que não atendam as chamadas.

Não quero entrar nos pormenores escabrosos,

mas a Anna quer criar uma escola totalmente privada.

Na verdade, ela não tem a autoridade ou o poder para fazer isso.

- Isso não é verdade, Michelle. - Céus!

Le Petit Village é uma escola autónoma bilingue francesa

que está completamente financiada.

Só precisamos de uma votação oficial para passar a escola para o meu nome.

A Direção vai votar neste sábado e será muito emocionante.

Muito bem. O que é que se passa aqui?

A minha escola baseia-se nas artes de língua francesa,

matemática de Singapura, métodos Montessori.

E tu, Michelle? Queres falar connosco sobre a tua escola?

Tens sequer um programa?

Está bem, Anna. Esse era o teu departamento.

Era o meu departamento porque não o conseguias fazer.

Não, porque estava a delegar, porque estava a tentar resolver

as outras 19 mil coisas que também precisavam da minha atenção.

Tens ou não tens um programa para a tua escola?

Tivemos...

Exatamente, obrigada.

Boa sorte.

Muito bem, avancemos.

Estou a trabalhar de perto com o Prof. Watsey, do Occidental College.

Ele dirige o Departamento de Literatura Francesa.

Na verdade,

chamo a vossa atenção para a zona de descarga,

onde verão a primeira instalação

do nosso currículo de artes e humanidades.

Desculpa?

Sr. Pierson! Sr. Pappas!

Podem aproximar-se para cumprimentar o pessoal?

- Sim. - Venham...

O Sr. Pierson tem um MFA da Cal Arts

e o Sr. Pappas tem mais de 20 anos de experiência

com todo o tipo de marionetas.

- Marionetas? - Sim.

Podem explicar o que prepararam para a nossa escola?

- Sim. - Sim.

Ótimo.

- Vou deixar... - Por favor.

- Eu falo primeiro. - Sim, por favor.

Sim.

Essencialmente, aquilo em que acreditamos

é que as artes performativas desenvolvem todos os sentidos

de uma forma que educa todo o ser...

Exatamente, cremos que a criança renascentista é a criança do futuro.

É possível a criança ser erudita, artista e feliz, tudo ao mesmo tempo.

- Três em um. - Esse capacete é em papel machê?

Este capacete é em papel machê. Excelente pergunta de observação.

Sim e, se quiserem ver um pouco melhor,

temos uma sala cheia destas coisas das marionetas.

Por isso, estejam à vontade para ir ver e fazer perguntas.

Aproximem-se, podemos mostrar e explicar.

- Exatamente. - Venham.

Venham, vamos mostrar e explicar o nosso trabalho.

Então, pelo que percebi, precisas desesperadamente

que a parvoíce do "Duna" te salve a escola?

Se ela vai dar uma festa para atrair os votos para o lado dela,

preciso de algo que atraia os votos para o meu lado.

E tu também precisas disto. Se a Anna ganhar,

não escolhemos aquela escola e não temos dinheiro para uma privada.

- Meu! - O que se passa?

O melhor que nos arranjam é alguma areia usada daqui a uns meses.

Vamos precisar da areia agora.

Porquê?

Porque vamos estrear no sábado à noite.

Não estamos preparados e não temos areia.

Vamos preparar-nos e, tanto quanto sei,

há uma grande quantidade de areia na praia.

Está bem, mas essa areia é do Estado da Califórnia.

Queres que o palco se pareça uma casa de crack

ou que se pareça com um reino mágico e misterioso de aprendizagem?

Para isso, precisamos de areia.

Para conseguirmos areia, precisamos de ti e dos pais da escola autónoma,

de todas as pessoas que conseguirmos reunir.

Está bem.

Pronto, está na hora de carregar.

Obrigada, pessoal. Muito obrigada.

Livra! Finalmente!

Podem carregar, pessoal!

Tudo bem, BP? Trouxe-te o meu melhor homem.

Brett!

Natalie?

Não me deixes pendurado, animal.

O que estás a fazer aqui?

Isto é uma coisa minha.

- Como é que conheces o Dudley? - Quem é o Dudley?

O Dudley Walker, o Dud.

Todos conhecem o Walker.

Pessoal, vamos!

Merda!

Vamos à festa!

Meu Deus!

Vamos, atenção ao ritmo!

Vamos, Michelle! Anda cá!

- Anda cá! - Não! Não, não!

Puseste-me aqui e agora não queres vir ter comigo? Quem é que quer?

Ela é mesmo gira.

- Estou a exagerar? - Não, estás no ponto.

Muito bem. Obrigada.

Olá! Obrigada por terem vindo. Obrigada.

Obrigada, pessoal.

Desculpa.

- Olá, sou a Michelle. - Natalie.

- Vim no camião contigo. - Exatamente.

Este é o Brett.

- Sim, já nos conhecemos. - Sim.

Porreiro.

Há muita areia na praia.

É o lugar perfeito, meu amigo. Não se vê vivalma.

Entendido.

Termino.

Meu, quem é aquela Natalie?

- Porque é que perguntas? - Porque ela é boazona.

Viste-nos a dançar no camião?

É aquela, meu. É a miúda daquilo da Uber.

- O quê? - Sim.

Porque é que a convidaste?

Não a convidei, é amiga do Dudley.

- Não sou idiota. - Meu Deus!

Brett, polícia! Polícia! Parem as operações.

Bolas! A Polícia.

Agora, palerma! Eles vão encostar onde vocês estão.

Está bem, larguem as pás

e finjam que estamos a brincar na areia, a conviver.

Divertimo-nos na areia. Vamos, pessoal! Divirtam-se!

Não faz sentido nenhum.

Alex, finge que estás a treinar na areia, como da outra vez.

Vêm aí! Despacha-te.

Despacha-te! Vai!

Muito bem, oiçam com atenção, pastelões!

Quero vinte alpinistas. Para o chão!

Alex, tem de ser algo que as pessoas normais consigam fazer.

- Está bem. Polichinelos! - Polichinelos!

Vamos a isto.

Dez, nove, oito, sete,

seis, cinco, quatro,

três, dois, um.

- Muito bem! Círculos ao barril! - Círculos ao barril!

Dão a volta ao barril e contraem os músculos.

Joelhos para cima! Vamos, assim mesmo!

Quatro, três, dois, um.

Vá, molengões! Quero vinte pontapés no rabo!

A este ritmo, vamos ficar aqui a noite toda.

Isso não é um pontapé no rabo!

Vamos, assim!

Tudo normal.

Com o calcanhar no rabo!

Alex! Alex!

- Bom trabalho, pessoal! - Sim!

Aqui está ele, o inimigo público número um.

Céus! Que vergonha que tenho desta conversa...

Mas vamos tê-la, amigo.

Está ou não está uma mulher a quem chamavas esposa nesta praia?

Sim, estamos separados. Isto é confrangedor.

Devia ter dito alguma coisa. Desculpa.

Concordo, devias ter dito alguma coisa e é confrangedor, mas...

Céus.

Não precisas... Não vou dizer nada, não te preocupes.

Obrigado por seres tão porreira com isto.

Estou mesmo a ser porreira. Não tens de quê.

- Muito porreira. - Sim.

- Obrigado. - Não tens de quê.

Foi demasiado cedo? Foi mesmo, a culpa é minha.

Lamento. Não lamento. Lamento mais ou menos.

De repente, ela ficou maluca por bebés.

- Está bem. - Estou um pouco preocupada com ela.

Receio que faça uma parvoíce qualquer.

Podias simplesmente dizer-lhe para ir mais devagar.

Já tentei, mas...

Percebes? Ela não nos ouve.

- O que vais fazer depois disto? - Vão ser cinco da manhã.

- Então, estás livre. Vamos sair. - Amigo.

Podes ir ao outro lado da estrada dar isto ao Dudley?

- Eu ia mas aleijei-me. - Sim.

Volto já.

- Estarei aqui à espera. - Obrigado, meu. Agradeço-te muito.

O que estás a fazer?

O quê? Aleijei-me na virilha.

Sabes, acho que devias... Devias ter calma.

- Ter calma? - Sim, com o Colin.

Acabaste de o conhecer. Vai com calma.

Uau! Estás a dar-me conselhos? Céus! Obrigada!

Não sabia lidar com isto

e agora estás aqui para me ajudar. Sinto-me muito melhor.

Está bem, talvez devas comê-lo na praia.

Talvez o faça.

Um, dois, três...

- Onde está a rampa? - Não tem.

- Como assim, não tem? - Não há rampa.

Bolas!

Eu... Talvez os possamos levantar.

Podem ajudar-nos? Vamos ver se conseguimos.

- Um, dois... - Meu Deus!

Isto é uma hérnia quase certa. Não vamos continuar. Bolas!

Há alguém a quem possamos ligar, que nos traga uma?

Posso tentar, mas estamos a meio da noite.

Vamos tentar. Seria uma grande ajuda. Obrigado.

- Está tudo bem? - Sim, estamos bem.

- Estamos lixados. - Nós conseguimos resolver isto.

- Esta rampa é perfeita. - Sim, é ótima.

- Caramba! - É pesada?

- Não. - Pronto, está bem.

Lembras-te de quando limpaste o aquário com o Shop Vac

e largaste água pelo apartamento todo?

Ficámos a pensar: "Porque é que tem uma opção de sopro? É um aspirador."

- Sim. - Portanto...

Podíamos ir a uma loja de bricolage sempre aberta, comprávamos dez,

sugávamos a areia e projetávamo-la para o camião.

Estou a ver onde queres chegar.

Mereces um prémio pela criatividade, é uma ideia brilhante.

Não sei se conseguiriam projetar areia a seis metros, até ao camião.

Mas gostei. Foi bem pensado, sem dúvida.

Isto também não vai a lado nenhum. Bolas!

Estamos sem sorte com a rampa.

Bem....

- Sim. - Minha...

- Está a resultar! - Sim.

Boa! Continuem, continuem. E parem agora.

- Isto é pesado. - Meu Deus!

Raios!

Agora, vamos balançá-lo e, aos três,

vocês largam-no. - O quê?

Ele está a falar a sério.

Um, dois...

Três!

Bolas!

- Saiam da frente! - Empurrem!

Minha, que grandes músculos!

Pronto, foi fácil. Vamos aos outros bidões?

Estamos a roubar areia Na LBC

A levantar bidões Com a força da malta

A trabalhar para uma peça maluca Chamada "Duna"

Brett, vem aí outro carro.

Brett, Brett, Brett!

Vai um carro na vossa direção.

Está aqui a Polícia.

Atende! Atende! Vamos, meu! Atende!

Raios!

Está bem.

Senhor, volte para o passeio, por favor.

Senhor, volte para o passeio.

Senhor, saia da estrada.

Bolas! É a Polícia. Polícia, malta!

Caminhem, não corram para os veículos.

Andem para o camião ou para os carros.

- Ainda estamos a atar os bidões. - Nós atamos o resto. Está tudo bem.

Vai na carrinha. Este lugar é para o Dudley.

- O quê? Não, entra! - Não temos tempo. Vai!

Tem lá calma!

O que foi aquilo?

Estás a vingar-te de mim, por causa da Pam Watkins de Houston?

O quê? Não! Foi para o teu bem.

Desculpa?

Como é que sabes o que me faz bem?

- Tenho as coisas a andar com ele... - Tens as coisas a andar com ele?

- Sabes lá do que estás a falar! - Qual é o apelido dele?

- Vai-te lixar! - Não sabes o apelido dele,

mas estás preparada para receberes um esguicho dele?

Sabes que mais? Isto não te diz respeito.

O que quero fazer, se quero família, o que ando a fazer,

não te diz respeito, não sabes nada.

Apareces do nada e ages como se fôssemos amigos.

- Não somos amigos! - Somos. E olhamos um pelo outro.

Há meses que não tenho notícias tuas.

Estás a ser imprudente e descuidada.

Queres apanhar doenças? Já pensaste nisso?

Além disso, se queres esperma, há opções melhores.

A sério? De quem?

O que é?

Estás a divertir-te demais.

Teu? Esperma teu?

Sabes de quem descendo?

Hércules, Apolo, Ájax, Aquiles, Agamémnon.

Já ouviste falar neles? Inventámos tudo,

a democracia, a matemática, a ciência, a música, a medicina.

Tinhas uma grande sorte, se recebesses o meu esguicho helénico.

Serias uma sortuda.

Estava só a imaginar os teus pequenos espermatozoides.

Com olhos esbugalhados.

- Não tenho olhos esbugalhados. - Como o Jon Lovitz.

Pessoal, boa.

Obrigada. Está bem, eu vou...

- Sim. - Ótimo, obrigado por tudo.

- Fica bem. - Claro.

Até logo. E pronto.

Está bem, ouve...

Seu sacana! Seu grande cabrão!

- Para de me empurrar. - Seu parvalhão merdoso!

- Não faças isso. - Não te empurro?

- Não me empurres. - Já não me dizes o que devo fazer.

Achaste que era giro fingir que não se conheciam, à minha frente?

Foi uma situação estranha. Tentei fazer o que pude.

- Não sabia que ela tencionava vir. - Então, tens uma namorada?

- Não tenho uma namorada, Michelle. - Tens alguém com quem dormes?

- Vens falar-me disso? - Sim ou não?

- Estás a acusar-me? - Diz-me.

- Sim, dormi com ela, sim! - Finalmente.

Finalmente, um momento de sinceridade.

Não dormiste com alguém também? Sim, dormiste. Quem o fez primeiro?

Esforcei-me tanto para estar à tua altura

e, assim que lá cheguei, deixaste-me pendurado.

Por favor, não me acuses destas tretas!

Tu não me podes fazer isto,

depois de me dares esperança, de me deixares à espera

e de me julgares de cima do teu pedestal.

Tudo o que tenho feito, nos últimos dois meses,

tem sido para ti e para nós,

para ficarmos juntos, pelos nossos filhos.

Relembram-me a todos os segundos que posso ter estragado isso

e olhava para ti e pensava: "Este homem é tão bom,

ele nunca faria uma asneira destas."

E ia dormir à noite, a chorar,

a pensar em ti, na casa do Alex.

E tu estavas metido numa miúda de 17 anos?

Espero que te estejas a divertir a dormir na casa do Alex.

Porque eu estou farta.

É lá que tu vives agora.

Nunca na vida, eu teria...

Sinto que o nosso mundo está a ruir

e não podemos fazer nada para...

Não sei.

Eu também queria

pedir desculpa.

Tenho andado a afastar-te,

há algum tempo.

Eu fiquei muito magoado,

ciumento e zangado.

Mas, sabes, à luz disto tudo,

parece-me mesquinho e quero, genuinamente, que sejamos amigos.

Não amigos porque não temos outras opções, estamos desesperados,

ou porque não temos mais nada.

Amigos?

Amigos.

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