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No sistema de justi�a criminal
o povo � representado por 2 grupos distintos,
mas igualmente importantes,
a pol�cia, que investiga os crimes;
e os promotores que processam os infratores.
Estas s�o suas hist�rias.
Dorminhocos, � hora de levantar.
Vamos l�.
Alice, pegue as tintas e passe os aventais, por favor.
-Claro. -Vamos acordar.
Venha. Dobre seu cobertor, querida.
Ryan, querido, acorde!
Ryan Downing! Est� na hora de levantar!
Tudo bem, vamos todos visitar a sala da Sra. Fredman.
Ligue pra emerg�ncia. V�!
Ryan Downing teve febre de 41�C. Morreu no Lenox Hill.
-Infec��es ainda matam crian�as? -Geralmente n�o.
Staphylococcus aureus resistente � vancomicina. VRSA.
Significa que n�o responde aos antibi�ticos?
Sim. Bact�rias mutantes resistem a antibi�ticos de amplo espectro.
Milh�es de ciclos reprodutivos depois, temos uma bact�ria mortal.
Com todo respeito, Doc,
n�o deveria estar falando com o Depto. de Sa�de?
-J� fiz. -Ent�o, por que estamos aqui?
Esta cepa de bact�ria n�o ocorre nos EUA.
-Ent�o como infectou o garoto? -Foi por isso que chamei voc�s.
Ele n�o saiu do laborat�rio. Algu�m o liberou.
Algu�m? Est� falando terrorista?
Eu espero que n�o.
� barato, r�pido e fatal.
9� Temporada Episodio 4
Gene stereotyping, bact�ria que matou Ryan Downing
vem da �rea rural da Fran�a, Chambord.
-A crian�a pegou de um turista? -N�o.
Um turista j� estaria hospitalizado agora.
-Ou morto. -Ent�o o que devemos procurar?
Dores musculares, desidrata��o, febre alta, voc�s sabem.
-Qual o tempo de evolu��o? -48 horas, no menino Downing.
Pode prolongar em adultos.
Ent�o, o garoto foi infectado na ter�a?
-H� outros casos? -N�o. Ryan Downing � o �nico.
At� agora.
Olha, a infec��o do garoto pode ser um epis�dio isolado.
Algum maluco testando um projeto cient�fico?
Ou o ensaio para um ataque terrorista.
Seja o que for, temos que ach�-la.
Como se tem acesso � VRSA.?
Qualquer pessoa com credencial pode encomendar uma amostra.
Ent�o, estamos falando de uns poucos microbiologistas?
Qualquer idiota com um PC e impressora
Como assim?
Basta papel timbrado do m�dico, enviar fax com o n� do cart�o.
A empresa entrega durante a noite.
-Mas f�cil do que comprar arma. -�, e mil vezes mais perigoso.
Suponhamos que voc� quisesse infectar algu�m.
Uma pessoa?
Bastaria borrifar um pesticida de $1.99 no rosto do garoto.
Coloque uma bomba aerossol no metr� iniciaria uma epidemia.
GABINETE COMISSARIO ADJUNTO QUARTA, 10 DE SETEMBRO
A fam�lia do menino e a casa deram negativo.
E a escola do menino?
Limpa. Verificamos cada aluno. Nada de VRSA.
Notificaram os hospitais?
Todos os hospitais e cl�nicas em um raio de 80km.
A unidade de materiais perigosos est� em alerta.
-Bom. Agente Sykes. -O FBI estuda se � terrorismo.
Informamos a Interpol.
O pessoal anti-terrorismo vai monitorar os loucos locais.
A prop�sito, esque�am as costumeiras rixas territoriais.
Todo mundo coopera.
E quanto a quem vende esse material?
Estamos consultando fornecedores daqui e do exterior.
Estou montando uma for�a-tarefa,
com a pol�cia e a Vigil�ncia Sanit�ria.
Voc�s cuidar�o da investiga��o local.
Descubram como o garoto Downing foi infectado.
Talvez meus detetives devessem ser vacinados antes.
N�o ajudaria. Ser infectado, � morte certa.
O comiss�rio quer completo sigilo das informa��es.
N�o querem criar p�nico.
-O que diremos aos pais? -Nada. � investiga��o de rotina.
Como � o cont�gio desse neg�cio?
N�o � transmitido por contato casual.
A n�o ser que espirrem em voc�.
E se isso acontecer?
O que eu posso dizer?
CASA DO SR. E SRA. DOWNING QUARTA, 10 DE SETEMBRO
Algu�m infectou nosso filho de prop�sito?
Provavelmente foi um acidente,
mas precisamos saber onde Ryan esteve na ter�a.
Era um garoto de 5 anos.
Foi � escola e voltou pra casa, como todos os outros dias.
-Ele estava se sentindo bem? -Ele demorou para acordar.
N�o achei que fosse nada.
-Quem o levou para escola? -Fui eu. A aula come�a �s 8:30.
E Angie o pegou �s 14h e o trouxe para casa.
Est� tudo bem.
Angie?
Nossa empregada.
-Como ela se sente? -Eu n�o sei.
Eles a mandaram consultar um m�dico.
Quanto tempo Angie est� com voc�?
H� 3 anos, desde que voltei a trabalhar.
Sabe se Angie parou em algum lugar no caminho de volta?
N�o. Damos dinheiro pro t�xi e ela traz Ryan direto pra casa.
Ser� que vou pegar isso?
� improv�vel se os m�dicos a mandaram pra casa.
Precisamos encontrar o t�xi que voc� pegou com Ryan.
Por acaso tem um recibo?
N�o tomei um t�xi. Ryan gosta de ir no �nibus.
Qual �nibus?
O 104. Olha, levei Ryan direto para casa.
Enquanto estava no �nibus notou algo incomum?
Como o qu�?
Algu�m borrifou algo no Ryan ou espirrou em cima dele?
N�o, n�o, nada disso.
Lembra quem estava do seu lado?
N�o prestei aten��o. Como isso p�de acontecer?
O �nibus foi retirado das ruas 15 minutos ap�s sua chamada.
J� terminamos aqui.
Os passageiros foram pra casa?
Est�o seguros. A bact�ria morre ao entrar em contato com o ar.
-E por que os macac�es? -Protocolo para risco n�nel 3.
Isso me tranquiliza muito.
Nenhuma bomba aerossol. O �nibus est� limpo.
Se lan�aram VRSA. j� ter�amos detectado.
Ent�o, at� onde sabemos, s� o garoto Downing adoeceu.
�, quem sabe demos sorte?
O tempo de incuba��o da infec��o por aerossol j� se esgotou.
-A exposi��o � s� pelo ar? -N�o, � s� a mais prov�vel.
E a improv�vel?
Examinei cada cent�metro com lente de aumento.
Vejam.
Marca de injec��o no quadriceps feita ha menos de 1 semana.
Pode ter sido vacinado.
N�o de acordo com o registro m�dico.
Podem ter injetado VRSA no garoto.
Ent�o, o garoto est� voltando da escola
e um maluco espeta uma agulha na perna dele?
O fato de ser inje��o muda a linha do tempo.
O meio de transmiss�o afeta a taxa de absor��o.
Os sintomas progrediriam mais lentamente injetado no m�sculo.
Tudo bem, se foi injetado, quando isso aconteceu?
Considerando a hora da morte,
domingo � noite ou segunda de manh�.
Algu�m espetou uma agulha em Ryan?
Alguma chance de estarem enganados, detetive?
H� uma marca na coxa esquerda de seu filho.
-Alguma ideia do que foi? -N�o.
Claro que n�o. Quem faria isso?
Voc� e sua esposa t�m algum inimigo?
Talvez algu�m no trabalho?
Passo o dia fazendo contas na Seguradora Foxbury.
Minha esposa � analista de sistemas.
-Quem poderia nos odiar tanto? -N�o consigo pensar em ningu�m.
Tem certeza de que n�o foi aleat�rio?
� poss�vel.
-O Ryan foi � escola na segunda? -Como todos os dias.
Eu estava viajando...
minha mulher o levou antes do trabalho e a Angie o pegou.
-E domingo? -Ele ficou em casa conosco.
Fiquei trabalhando na renda trimestral.
Ele n�o reclamou de dor na perna?
N�o, n�o, acho que n�o.
Lennie.
A tenente recebeu liga��o do hospital Beekman.
Outro caso de VRSA.
Quando chegou com a namorada tinha 40�C de febre
freq��ncia card�aca, descontrolada.
Um residente errou o diagn�stico. Gripe asi�tica.
-O paciente tem um nome? -Clarence Meeks.
Viu marcas de agulha?
Esse � o problema.
Sr. Meeks � usu�rio de hero�na h� 10, 15 anos.
-Podemos falar com ele? -Ele morreu h� 10 minutos.
Os pertences do Clarence Meeks. Precisam de luvas?
Temos as nossas.
Estive na Am�rica do Sul em 89. Febre hemorr�gica boliviana.
Roupas e len��is contaminados. Uma pauleira.
Hemorragia interna, sangramento nos orif�cios, v�mitos...
Sim. Sim. D� pra imaginar, Doc.
Dois sacos de $0,10, "Armagedom".
Pobre Clarence, doente demais para aplicar o �ltimo pico.
Aqui est�.
-Utens�lios do Clarence. -Ou a arma do crime.
Tem VRSA na seringa.
A an�lise gen�tica indica que � a cepa que matou Ryan Downing.
Ambas as amostras vieram de do mesmo lote de bact�rias?
Exatamente.
E havia vest�gio de sangue de Ryan Downing na agulha.
Ent�o, Clarence espetou o garoto e a si mesmo?
N�o vejo um drogado com ele comprando germe ex�tico.
-O Clarence � mais uma v�tima. -Ent�o, onde arrumou a agulha?
N�o faz sentido!
Clarence foi ao hospital por uma febre,
e agora planejo seu enterro!
E ningu�m diz o que o matou.
Clarence esteve em Midtown na segunda?
Fomos ao VA, no Bronx, para um programa de reabilita��o.
O homem estava se recuperando! Estava s�brio h� 2 semanas.
Fora a seringa e a hero�na que achamos no bolso dele.
A bacteria que o matou veio da agulha.
Ele n�o tinha uma agulha.
Filho da m�e, Willie!
Quem � Willie?
Ele e Clarence se drogavam juntos.
-Onde este Willie vive? -N�o tenho ideia.
Mas ele vende seu lixo na Rua Clinton.
-Willie vende drogas? -N�o, n�o vende drogas.
Voc� sabe, lixo.
Clarence Meeks? N�o o vejo h� uma semana.
� porque ele est� morto.
Caramba!
-Teve overdose? -Algo assim.
-Soubemos que a droga era sua. -Minha, n�o!
Tem licen�a para vender isto?
Esta � uma galeria livre, n�o preciso de licen�a!
Ent�o, vamos revistar voc� para ver no que d�.
A droga que matou Clarence era dele.
Onde arrumou a agulha?
Vendi pra ele. Na ter�a, eu acho.
-Voc� usou essa agulha? -Eu tenho a minha.
Onde conseguiu a que vendeu a Clarence?
Eu achei.
Mostre onde.
Quem vai ficar de olho em minhas esculturas?
Eu n�o me preocuparia com isso.
-Quanto cobrou pela agulha? -Dez.
-Voc� a limpou antes? -Sim, sim, claro.
Voc� sabe, aquela agulha matou seu amigo.
Eu limpei!
Foi aqui! �!
�, �, nessas latas!
-O que voc� veio fazer aqui? -Vim procurar material.
-N�o acredita o que jogam fora. -Ou pegam.
O que voc� acha, Rey, s�o uns 90 apartamentos?
Muitas campainhas para apertar.
Vamos obter a lista de locat�rios com o gerente do pr�dio.
Mildred Kinsky. Mora h� 40 anos no pr�dio.
-Quanto ela paga? -US$ 212 por 3 quartos.
Com essa renda, eu poderia me aposentar.
FBI enviou as respostas dos fornecedores europeus.
Nenhuma encomenda de VRSA.
-E os fornecedoress americanos? -Duas respostas negativas.
Os outros querem consultar os advogados.
Est�o escondendo algo.
�, que pessoas est�o morrendo pelos germes que vendem.
A per�cia vasculhou as latas de lixo. N�o h� nada l�.
E voc�s?
Checamos os inquilinos, n�o h� m�dico, bi�logo.
Ningu�m trabalha em laborat�rio.
Enfermeiras? Funcion�rios do hospital?
Um quiropr�tico aposentado.
Theresa Copeland, apartamento 8C.
O Sr. Downing n�o trabalha com seguros?
Sim, no Grupo Foxbury.
Park Avenue, 42.
-A srta. Copeland tamb�m. -� uma grande empresa.
Consigam a foto de Theresa Copeland da habilita��o
e mostrem ao Sr. Downing.
Theresa Copeland. Ela trabalha em Sinistros.
A Foxbury tem 1.200 funcion�rios aqui.
-Tem certeza? -Posso ter visto no elevador.
Seu departamento tem a ver com indeniza��es?
Nada. O que esta mulher tem a ver com o meu filho?
A agulha usada no seu filho nos levou ao pr�dio dela.
Por que uma estranha mataria o Ryan?
Talvez sua esposa a conhe�a?
N�o vejo como.
Podemos mostrar a foto. Voc� acha que ajudaria?
Conhece Aaron Downing? Trabalha na Reclama��es.
N�o temos nada a ver com a Reclama��es.
N�o foi o que ele perguntou.
Lamento, n�o o conhe�o.
Pode dizer onde esteve na segunda?
-Aqui. -E antes do trabalho?
Segunda.
Fiquei sem �gua, fui tomar banho na minha irm�.
Saiu do escrit�rio durante o dia?
Sa� para almo�ar. Algu�m me acusou de alguma coisa?
-Onde comeu? -N�o comi.
Precisava de sand�lias.
-Tem um recibo? -N�o, s� olhei.
Em que loja?
Prada, Chanel,
Manolo Blahnik.
Em Midtown.
Quanto tempo ficou fora do escrit�rio?
N�o sei, cerca de 2 horas.
N�o � crime, �?
As crian�as comeram cedo na segunda, �s 11:30.
Ap�s o descanso, n�s as acordamos.
O dia estava bonito, ent�o, fomos � Pra�a Heckscher
Perto das lojas de sapatos.
Ser� que notou esta mulher no parque?
-O nome dela � Theresa Copeland. -Sinto muito, n�o a reconhe�o.
-Foi ela que... -S� estamos checando pistas.
Ela � bonita. � amiga dos Downings?
Trabalha na mesma empresa que o Sr. Downing. Por qu�?
Bem, n�o tenho certeza, mas...
a Sra. Downing que trazia Ryan pra escola
porque o Sr. Downing corria no reservat�rio �s 7:00.
E?
Eu corro no reservat�rio todas as manh�s essa hora
e n�o o vejo por l� pelo menos 6 meses.
Daniel, Christopher! Com licen�a.
Quer adivinhar onde ele se "exercita"?
Isso mesmo. Srta. Copeland, 8C.
D� uma olhada nisso. Se chama Aaron Downing.
Voc� nunca a viu na casa dela?
Geralmente fico aqui. N�o acompanho o vem e vai.
Esse cara estava com problema na chave, eu o deixei entrar.
-Quando foi isso? -No m�s passado, pela manh�.
Ele veio ver Theresa Copeland?
Sim, ele tinha a chave. Achei que ia mostrar o apartamento.
-Ela vai se mudar? -S� Deus sabe.
Ela me notificou 3 vezes nos �ltimos 3 meses.
Vive mudando de ideia.
Foram ao meu trabalho!
Alguns pais disseram que estiveram na escola!
-O que mais posso dizer? -Por que est� mentindo?
Voc� est� tendo um caso?
Com esta tal de Copeland? Qual �!
Ei, minta pra sua esposa, mas n�o nos fa�a de idiotas.
Ela pode ter assassinado seu filho.
-O que voc� disse? -O zelador da Theresa viu voc�!
Sabemos que anda "malhando" na cama dela.
Ent�o, estamos nos entendendo?
�, est� bem.
Eu a estava vendo.
-H� quanto tempo? -H� quase um ano.
Mas era um casinho � toa.
-N�o foi grande coisa. -Para voc�.
-E para Theresa? -Ela sabia que seria assim.
Talvez ela n�o concordasse.
-Ent�o ela matou Ryan? -Ei, eu sei como �, amigo.
Algumas promessas sob len��is e a mo�a cria expectativas.
N�o havia expectativas.
Theresa achou que ia se mudar pelo menos 3 vezes.
Voc� estava enrolando a mo�a.
-Talvez ela visse assim... -Qual �, Aaron!
Esta mulher investiu os melhores anos da vida num homem casado.
Talvez ela se cansou de esperar voc� largar sua esposa.
Theresa sabia que eu deixaria minha esposa sem problema.
Mas que nunca deixaria Ryan.
N�o.
-N�o, isso � loucura. -Talvez ela seja louca.
N�o acredito.
Ela n�o faria algo assim.
Fizeram avan�os?
Ele admitiu o caso, mas insiste que n�o era s�rio.
A informa��o do cart�o de cr�dito de Theresa chegaram.
-Algum d�bito pra fornecedor? -N�o, mas vejam o saldo.
-US$20 mil no cart�o Amex. -Ela est� na pior.
� o cr�dito dela.
US$20 mil no MasterCard, US$45 mil no Visa.
Ela usa os cart�es de cr�dito como contas banc�rias.
De onde ela tirou tanto dinheiro?
Vai falar sem advogado?
N�o preciso de advogado. N�o fiz nada.
Uma testemunha a viu no parque no dia que Ryan foi injetado.
O qu�?
O mais perto que cheguei de Ryan
foi quando Aaron me mostrou uma foto.
A agulha que usou no garoto estava no lixo do seu pr�dio.
Eu n�o pus l�, acreditem em mim.
Por qu�? Voc� estava envolvida com Aaron Downing.
Ele disse que n�o iria deixar a fam�lia por causa do filho.
-O Aaron disse isso? -Vamos l�, Theresa.
Ele ia deixar a esposa.
N�o era um casinho, t�nhamos algo muito especial!
Ele disse que n�o era grande coisa.
N�o.
Aaron precisava de mim. Ele disse que eu o completava.
�, oferecendo uma cama diferente
Voc�s n�o entendem!
N�s conversamos sobre casar!
Achamos um apartamento com um quarto para o Ryan...
Ele estava enrolando voc�!
Voc� avisou que deixaria o apto 3 vezes diferentes.
Voc� se cansou das promessas, pensou: "Se me livrar do garoto!"
-Eu n�o matei o Ryan! -Ele acha que voc� matou.
Ele n�o diria isso, n�s t�nhamos planos.
O dinheiro era pra isso?
-Que dinheiro? -O saldo dos cart�es de cr�dito.
Sabemos tudo sobre voc� agora.
E vamos descobrir como conseguiu a bact�ria.
S�o 25 anos no m�nimo, Theresa.
Seu namorado dedurou voc�.
Ent�o, se tem algo a dizer.
Eu poupei aquele dinheiro.
Do qu�? Seu sal�rio semanal de US$500?
Fiz alguns investimentos.
Chega, Lennie. Vamos autu�-la por homic�dio.
Est� bem, est� bem!
N�s roubamos o dinheiro.
Eu e o Aaron.
Da Foxbury.
US$ 100 mil.
Com esse dinheiro, poderia come�ar uma nova vida.
Ele ia deixar a fam�lia.
Ryan n�o era... problema.
Ela planejou uma fraude de 6 d�gitos
de seu cub�culo no departamento de indeniza��es?
Parece que ela teve ajuda.
Downing?
Theresa pagava ap�lices expiradas comunicando troca de endere�o.
Downing sabia o que fazer com a papelada.
Prendam os dois por desfalque.
Downing, espertamente, fez a namorada fazer o trabalho.
E espertamente ficou com a maior parte do dinheiro.
O desfalque foi de US$450 mil.
US$350 mil est�o desaparecidos.
-Est�o na conta de Downing? -N�o numa conta neste pa�s.
Talvez Theresa matou o garoto pra tirar dinheiro de Downing.
Por que confessaria o desfalque?
Nos deu um motivo numa bandeja de prata.
-Ent�o quem foi? -Aaron Downing?
Espere um segundo. Ele matou o pr�prio filho?
N�o descartaria. Ele teve oportunidade.
Ele tra�a a esposa,
escondia dinheiro da amante, quem sabe do que seria capaz?
Matar o pr�pio filho?
-Eu n�o acredito. -N�o tem que acreditar, s� prove.
Liguem-no � seringa. Refa�am todos os passos dele.
Sua esposa nos disse que esteve em Syracuse.
Certo. Eu disse a voc�s.
N�o disse que foi naquela manh�.
-Voc� n�o perguntou. -N�o achou que era importante?
Por que importa onde eu estava?
-Como foi para o aeroporto? -T�xi.
-E onde pegou o t�xi? -Na frente do meu pr�dio.
-Parou no caminho? -N�o, ou perderia meu voo.
Bom. Se viajou a trabalho, deve ter um recibo.
Atrav�s dele, podemos confirmar sua hist�ria.
Eu esqueci de pedir recibo.
Porque estava com a Theresa, como todas as manh�s, certo?
Onde jogou a agulha que usou para matar seu filho.
N�o!
Por que n�o conta tudo, Aaron. Tire esse peso.
N�o h� o que contar!
E o dinheiro que voc� desviou com o seu amor?
Eu n�o sei do que est�o falando!
Sabe aquele seu p� de meia? Sabemos tudo sobre ele.
O que voc� vai fazer? Largar sua esposa e a namorada?
-Matou seu filho por isso? -J� chega!
Sei tudo sobre sujeitos como voc�, Aaron.
Sentiu o peso da esposa, do trabalho, obriga��es.
-Voc� n�o deu conta. -N�o.
Voc� queria fugir, mas n�o podia deixar seu filho.
Ent�o, foi ao quarto, enquanto ele dormia,
puxou a coberta, talvez fez cafun� por um tempo
antes de espetar a agulha na perna dele.
Eu n�o machuquei meu filho!
V�o me prender?
Se n�o v�o, saiam do meu escrit�rio!
Downing se livrou da agulha a caminho do aeroporto.
As chances s�o pequenas, mas podemos procurar o t�xi.
Voc� sabe, Theresa disse que havia um problema no chuveiro
na segunda de manh�, certo?
Ent�o, foi ao apartamento consertar os canos?
Sim. A garota saiu zangada porque cortei a �gua.
Por acaso viu um cara chegar no apartamento em torno de 9h?
Sim, um cara com uma mala. Ficou l� por um minuto e saiu.
Este cara?
Pode ser.
Devia estar vestindo terno e gravata.
Pode ser, mas n�o posso jurar.
Pessoal, eu estava debaixo da pia.
Est� bem. Obrigado de qualquer forma.
Um cara com uma mala na casa da Theresa que podia ser Downing?
-N�o � causa prov�vel? -Vou ligar pra Carmichael.
Downing!
Largue essa roupa!
-Por qu�? -Apenas fa�a.
Est� preso pelo assassinato de Ryan Downing.
Tem o direito de ficar em sil�ncio.
Qualquer coisa que disser pode e ser� usado contra voc�.
Tem direito a um advogado. Se n�o puder pagar um...
Pode pular a pr�xima parte, Lennie.
O Sr. Downing tem bastante dinheiro, passaporte,
passagem de avi�o.
Ilhas Fiji. Retorno em aberto.
Vamos, Robinson Cruso�.
SUPREMA CORTE, AUDIENCIA TERCA, 30 DE SETEMBRO
Excel�ncia, o Sr. Downing nunca esteve encrencado.
Ele se declara inocente e tem direito � fian�a!
O r�u matou o filho de 5 anos.
-Ele � o pai biol�gico? -Sim, juiz.
E nega veementemente essas alega��es.
Sr. Downing injetou no filho uma bact�ria letal.
Que n�o pode ser ligada ao Sr. Downing.
N�s podemos lig�-lo � arma do crime.
Um homem com a descri��o do Sr. Downing
foi visto onde a seringa foi jogada.
Por um bombeiro que n�o p�de identificar meu cliente.
-Motivo, Srta. Carmichael? -Sr. Downing levava vida tripla.
Ele enganou a esposa, enganou a amante,
desviou dinheiro do seu empregador.
Sim, mas matar o pr�prio filho? Por qu�?
Motivo n�o � relevante para a fian�a de Sr. Downing.
Ele estava a um passo de fugir do pa�s.
Tinha passagem para as Ilhas Fiji no porta-luvas do carro.
Meu cliente n�o vai fugir, juiz.
A pol�cia confiscou passaporte, bilhete e dinheiro.
Exceto por US$350 mil que ele escondeu em algum lugar.
J� chega. O r�u claramente tinha inten��o de fugir.
Mas alega��o de homic�dio exige imagina��o, Srta. Carmichael.
Espero que tenha algo mais para o Grande J�ri.
A fian�a ser� de US$1 milh�o.
Ele se declara culpado pelo desfalque, � isso.
Com as provas que tem, isso � um presente.
Ent�o n�s fizemos uma longa viagem pra nada.
Dr. McCoy, eu n�o matei meu filho.
-Ent�o quem matou? -E quanto � Theresa?
Voc� foi o �nico que tentou fugir.
Tudo bem, eu precisava dar um tempo,
pensar sobre as coisas.
Eu estava sufocando!
Meu trabalho, minha mulher, Theresa!
Eu s� precisava fugir de l�.
N�o estou tentando me defender disso.
Ryan?
N�o.
Homic�dio doloso, pena m�xima. Incluindo o desfalque.
-Nada feito. -Vejo os dois no tribunal.
O caso pode n�o chegar ao tribunal, Dr. McCoy.
Voc� tem que convencer o Grande J�ri primeiro.
Downing n�o tem US$1 milh�o. Ele n�o vai a lugar nenhum.
Nos pr�ximos 6 dias. Se n�o o indiciarmos at� l�...
Ter�o um problema ainda maior. Juiz Fraser acertou em cheio.
Se provarmos que Downing infectou o filho,
n�o teremos que explicar o motivo.
Positivamente, n�o pode ser outra pessoa?
Esgotamos as outras possibilidades.
N�o foi terrorista, nem a esposa ou a namorada.
Tudo aponta para Downing.
-Tem uma prova irrefut�vel? -Provas circunstanciais.
H� provas que ia fugir.
Downing cogitou comprar um restaurante em Fiji.
Ia deixar tudo pra tr�s.
Podemos negociar, Adam.
Mas antes injetou no filho uma bacteriazinha?
Ele disse que ia deixar a esposa e n�o o filho.
-Isso n�o faz sentido. -Ainda temos 6 dias
para levar o caso ao Grande J�ri antes que soltem o Downing.
Se n�o conseguem me convencer como v�o convenc�-los?
O que sabem sobre o passado dele?
Classe m�dia, cresceu em Meriden, Connecticut.
Se formou em Biologia na Brown, pois n�o passou pra Medicina.
Explica seu interesse por micr�bios.
Agora, ele � contador numa seguradora.
E rouba.
-Hist�rico de abuso no filho? -Nada.
Os outros pais da escola dizem que Downing � um bom pai.
O que ele faz pra se divertir?
A esposa disse que ele adorava golfe, mas deixou de repente.
Chegava em casa b�bado de vez em quando.
Corria pela manh�, mas trocou pela cama da namorada.
Quer um palpite?
Parece ser um cara decepcionado com sua vida.
Odeia o trabalho, acha que merece uma esposa melhor.
Conhe�o muitos caras que se sentem assim.
Toda a vida dele � um compromisso.
O desfalque e a amante s�o estrat�gias para sobreviver.
Como abandonar tudo e ir para Fiji?
A s�ndrome de Jimmy Buffett. Pura fantasia, escapismo.
Todo mundo sonha acordado.
-Mas matar o pr�prio filho... -Ele acha que fez "um favor".
Que o salvou da dor inevit�vel, desilus�es e trai��es.
Ent�o, Downing � carrancudo, ego�sta...
� mais do que falha de personalidade.
Para fazer o que ele fez, s� sendo muito doente.
Como aquele cara na Calif�rnia.
Preferiu incendiar o filho a perder a cust�dia.
"Eu te amo tanto que preciso te matar."
Acha que ele tem uma defesa psiqui�trica vi�vel?
Vi�vel eu n�o sei.
Se fez terapia por alguns anos a defesa pode argumentar isso.
Aaron jamais iria a um psiquiatra.
Eu o obriguei a fazer terapia de casal.
Mas ele deixou depois de 4 meses.
Por que procurou terapia?
Bem, ele teve uma crise de meia-idade.
Ele odiava o emprego,
odiava o modo como vivia.
Essa situa��o piorou?
A mesma.
Achei que estivesse deprimido.
Quer dizer, eu n�o sabia.
Ele deu sinais de que podia ser violento?
N�o, exceto pelo desejo de me matar.
Nas nossas sess�es, eu sempre era o bode expiat�rio.
-Bode expiat�rio pelo qu�? -Pela infelicidade do Aaron.
Ele...
Ele dizia que eu n�o o estimulava mais.
Voc� sabe, que ele casou com a pessoa errada.
Que eu o aprisionei numa vida vazia e materialista.
Alguma vez ele culpou o filho?
N�o.
N�o. Ele e Ryan eram as v�timas.
Ele disse uma coisa uma vez.
Aaron sabia que eu queria ter outro filho.
Meses atr�s, minha menstrua��o atrasou.
E o olhar de Aaron foi de p�nico.
Ele disse ao Dr. Newman, "Para que ter mais filhos?"
"V�o acabar sendo infelizes como eu."
Aaron disse que as crian�as n�o deviam nem nascer.
Ele matou o filho porque estava deprimido?
Ele � "O Homem no Terno de Flanela Cinza", Adam.
Com uma seringa no bolso.
Quando estou mal, bebo scotch e escuto Louis Armstrong.
Downing estava contra a parede. N�o podia ficar, n�o podia fugir.
N�o deixem esse doente sair. Conseguem lig�-lo � bact�ria?
Toda casa tem um fornecedor respons�vel pela expedi��o.
Exceto a Companhia Allgen. Est�o enrolando.
Ou obstruindo a justi�a.
N�o querem admitir que enviou o material para Downing.
Calma. Precisamos da coopera��o deles para este caso.
Colocaremos Paula Downing em frente ao Grande Juri amanh�.
O que Downing disse em terapia
os convencer� que ele � capaz disso.
Se o denunciarmos at� o fim da semana, ele ficar� preso.
Obrigada. Resolveria o problema do prazo.
Peti��o para excluir o testemunho de Paula Downing.
-Opini�o de terceiros? -Sigilo conjugal.
Maravilha.
SUPREMA CORTE, AUDIENCIA SEGUNDA, 13 DE OUTUBRO
Qualquer declara��o do meu cliente � protegido pelo sigilo.
A esposa do r�u n�o pode revelar comunica��es confidenciais.
N�o h� sigilo conjugal na presen�a de terceiros.
Terceiros � uma psic�loga.
Se n�o h� privil�gio conjugal, h� o privil�gio m�dico-paciente.
-N�o chamamos a m�dica. -Que diferen�a isso faz?
A esposa est� violando o sigilo da terapia!
A presen�a dela anula o privil�gio.
N�o houve comunica��o privada entre Downing e sua m�dica.
Excel�ncia, o Dr. McCoy est� manipulando a lei processual.
Est� usando um privil�gio para anular o outro.
A defesa � que est� manipulando a lei pra proteger um assassino.
Cavalheiros, cavalheiros olhem.
A lei deve incentivar casais a procurarem aconselhamento.
O que � dito na terapia n�o pode ser usado num lit�gio posteiror.
O testemunho da Sra. Downing est� fora.
Mas ele disse que meu filho devia morrer!
Por favor, sente-se, Sra. Downing.
Voc� o matou, filho da m�e! Voc� matou o meu beb�!
-Leve-na para fora. -Voc� matou o meu beb�!
� isso? N�o posso testemunhar?
Podemos tentar com o juiz do julgamento.
Voc� disse que v�o solt�-lo sem a den�ncia.
Dentro ou fora, vamos peg�-lo. Ele vai para a pris�o.
Ele vai fugir, Dr. McCoy.
Espero que consiga det�-lo.
O que quer fazer, Jack? Vai ao j�ri com o que temos?
N�o sem provar que ele comprou a bact�ria.
� hora de pressionar a Allgen.
Sempre me encaminham ao advogado, e ele est� sempre com cliente.
Uma intima��o chamar� a aten��o deles.
N�o entendo o problema.
Basta que um funcion�rio nos d� a c�pia do pedido.
Sinto muito, n�o � poss�vel.
Allgen recebeu uma intima��o. Voc� n�o tem escolha.
Temos, sim. Vamos pedir sua anula��o.
Com base em qu�?
O conselho diretor precisa de mais tempo
para considerar legais as ramifica��es...
Papo furado! Quero o documento no escrit�rio �s 9h de amanh�!
Essas decis�es n�o podem ser precipitadas.
O que h� com voc�s?
Ou vendeu a bact�ria a Downing ou n�o vendeu!
N�o � t�o simples.
� sobre dinheiro, n�o �?
-Temem ser processados? -De jeito nenhum, Dr. McCoy.
-� s� pol�tica da empresa. -Ou arrog�ncia da empresa!
Voc�s enviam bact�rias para todo o pa�s!
-Precisam responder por isso! -N�o sou a empresa, Dr. McCoy.
Eu s� trabalho para ela.
Nosso tempo se esgotou.
Pe�o a liberta��o do meu cliente.
A promotoria tem uma acusa��o de homic�dio ou desfalque?
N�o, Juiz. Pedimos uma prorroga��o.
-Fundamento? -Circunst�ncias excepcionais.
Uma testemunha se recusa a cooperar
e precisamos de tempo para levar a testemunha ao Tribunal do J�ri.
A testemunha � a Allgen.
Meu cliente n�o deve ficar preso enquanto o Dr. McCoy
luta com a empresa americana.
� isso, Dr. McCoy?
Se Downing for solto, ele fugir�.
Juiz, sei das minhas responsabilidades.
N�o vou fugir das minhas responsabilidades.
Confiscaram meu passaporte e minha passagem de avi�o.
O Sr. Downing tem US$350 mil escondidos.
Eu amava o Ryan.
-Ryan era o meu garoto. -Aaron. Por favor.
Lamento, Dr. McCoy, mas a lei � clara.
Sem den�ncia, minhas m�os est�o atadas.
Sr. Downing, aguardar� o julgamento em liberdade.
Mas sugiro que fique bem pr�ximo de casa.
Ema patrulha est� vigiando o Downing.
N�o podem vigi�-lo para sempre.
Precisam coloc�-lo atr�s das grades.
Allgen continua ignorando a intima��o.
Ainda conseguiram adiar a audi�ncia sobre a anula��o.
Eles sabem jogar nos quatro cantos.
Estou farto dessa embroma��o.
Se Downing fugir, eles ser�o respons�veis.
Cabe um processo por desacato.
Eles foram al�m do desacato. S�o c�mplices e o acobertam.
Planeja acus�-los de serem c�mplices?
Por que n�o? Enviam VRSA sem qualquer cuidado.
N�o verificam a idoneidade. � mais dif�cil obter penicilina!
Uma t�tica para obter a documenta��o necess�ria.
-Voc� nunca aprende, n�o �? -Isto n�o � t�tica, Adam.
Eles enviaram VRSA para um assassino.
Se isso cair em m�os erradas, haver� 10 mil Ryan Downings.
Boa sorte.
Podemos acusar a Allgen
por neglig�ncia criminosa na morte de Ryan Downing.
� um crime leve. E quanto a homic�dio culposo?
Homic�dio por negligencia?
Com dois telefonemas saberiam que ele n�o era m�dico.
Ryan Downing estaria na escola amanh�.
Ou o pai acharia outra forma de mat�-lo.
Vamos tentar homic�dio culposo.
Eu redijo o mandado de busca para Allgen.
No pior cen�rio, teremos o documento que precisamos
para pegar Downing.
Alguma coisa interessante?
A Allgen vendeu 17 unidades de VRSA no �ltimo ano.
Mas s� conseguimos encontrar 16 ordens de compra.
�, eles limparam os arquivos antes da apreens�o.
-Ata das reuni�es? -�.
Obrigada.
Em uma reuni�o ano passado um Vice-presidente da Allgen
criticou sua pol�tica irrestrita de venda.
Hyram Jenkins.
Jenkins.
Aqui. Jenkins deixou a empresa no ano passado.
Teve uma boa indeniza��o?
Tr�s semanas de f�rias vencidas.
Nem um reloginho?
Um laborat�rio no Paquist�o pediu pequena amostra de antraz.
H� aplica��es leg�timas de pesquisa.
A Allgen devia ter posto o pedido no microsc�pio.
Por que isso?
Acabou nas m�os de um iraquiano em Paris.
Isso me deu calafrio na espinha.
Quando questionei, a c�pula da empresa riu.
Riu de qu�?
Eu sugeri um protocolo para pedidos de patogenicos.
Verifica��es de rotina, cruzamento de dados com a pol�cia.
-Cria��o de per�odos de car�ncia. -Tudo parece razo�vel.
Eles fizeram uma an�lise de custo benef�cio.
Minhas sugest�es eram muito caras.
Corte nos lucros da empresa.
Os compradores iriam para a concorr�ncia.
Quando a levei ao presidente da empresa, eles me demitiram.
Voc� foi demitido e n�o reclamou com ningu�m?
Ficaria p�ssimo no meu curr�culo.
Eu tenho esposa e filhos.
Al�m disso, ia reclamar com quem?
Conhe�o 26 pessoas que adorariam ouvir isso.
Vamos reservar o Grande J�ri do caso Downing.
SUPREMA CORTE, AUDIENCIA SEXTA, 24 DE OUTUBRO
Excel�ncia, o CEO da Allgen interrompeu sua agenda ocupada
e veio por conta pr�pria responder a acusa��o fr�vola.
Uma acusa��o de homic�dio n�o � fr�vola.
� uma t�tica do advogado para obter documentos
relacionados ao caso Downing.
A pol�tica frouxa da Allgen causou a morte de Ryan Downing.
Estes homens devem ser responsabilizados.
Isso tem fundamento, Dr. McCoy?
O comportamento da Allgen foi imprudente.
Eles se recusaram a monitorar a distribui��o de bact�rias.
Isso causou a morte de Ryan Downing.
O pai do garoto injetou a bact�ria, n�o a Allgen.
Se a Allgen n�o tivesse enviado VRSA a Downing,
seu filho estaria vivo.
O Dr. McCoy n�o pode afirmar que a bact�ria era da empresa.
A Allgen nunca negou isso. H� uma ordem de VRSA faltando.
Se vai pedir anula��o, Dr. Axtell, esque�a.
Os r�us ser�o acusados por homic�dio.
O qu�?
Dr. McCoy.
Acha realmente que consegue provar isso?
Hyram Jenkins vai testemunhar.
Arriscaram milhares de vidas por alguns d�lares no bolso.
-� s� sobre o garoto Downing. -�, s� um garoto morto.
Ajuda a dormir melhor?
Dormirei melhor quando deixar sua jurisdi��o.
Se n�o forem presos.
Criarei para o juri a imagem de um barco no rio Hudson,
lan�ando ao vento produtos da Allgen.
Talvez possamos resolver mais discretamente.
O que tem em mente?
O pedido de compra de Downing.
Talvez possamos localiz�-lo.
-Ficar�amos livres? -N�o exatamente.
Precisam se declarar culpados por neglig�ncia.
-Sem pris�o? -Sem pris�o.
Sr. Buckner?
Daria um �timo homem de neg�cios, Dr. McCoy.
O que acabou de fazer?
Reduziu a acusa��o para um delito menor!
Teremos os documentos para processar Downing.
Vendeu a alma ao diabo para obt�-los.
Ou matei dois abutres com uma pedra s�.
Vamos p�r o j�ri Downing para trabalhar.
SUPREMA CORTE, AUDIENCIA SEXTA, 31 DE OUTUBRO
A �nica venda de VRSA para NY nos �ltimos 12 meses.
Acabamos de achar. Estava no arquivo errado.
Um pedido de compra por fax
em nome do Laborat�rio M�dico de Diagn�stico.
Provavelmente falso.
A fatura da Allgen foi enviada para uma caixa postal na Rua 28.
Vou mandar Briscoe e Curtis mostrar a foto do Downing.
Excel�ncia, meus clientes n�o querem prolongar isso.
Sem admitir nenhum crime espec�fico,
eles se declaram culpados do crime menor
de homic�dio por neglig�ncia.
-Tem a aprova��o do Dr. McCoy? -Sim, juiz.
O acordo est� aceito.
Os r�us renunciam ao relat�rio pr�-senten�a?
Entendo que a multa m�xima � de US$ 10 mil.
Ou o dobro do lucro pela conduta criminosa.
Certo. O que daria US$ 18.
Pe�o ao tribunal que multe a Empresa Allgen
duas vezes o lucro corporativo pelo tempo que venderam VRSA.
Isso � lucro de 5 anos. US$ 11 milh�es.
Excel�ncia, estamos sendo enganados.
S� prometi que n�o haveria pris�o.
Certo, mas isso n�o � dobrar os lucros.
Leia a lei Direito Penal, artigo 80, item 10.
-Eu conhe�o a lei. -Ent�o, n�o pode reclamar.
Interpreta��o interessante, Dr. McCoy.
A Allgen n�o tem essa quantia.
Sim. O tribunal pode nomear um liquidante
para administrar a empresa at� que a multa seja paga.
-Ele n�o est� falando s�rio. -Se ele n�o est�, eu estou.
Isso � ultrajante!
Envie uma lista de candidatos para liquidante, Dr. McCoy.
Vou avaliar sua recomenda��o de senten�a.
S� venceu uma batalha, McCoy. Vamos ver quem vence a guerra.
O Grande Juri acusou Downing por homicidio doloso.
-Mande a pol�cia prend�-lo -Acabei de receber isto.
Uma liminar federal?
Proibindo o Juiz Schreiber de sentenciar a Allgen.
Devem ter voado at� a Vara Federal do Distrito.
Jack, � uma ordem de restri��o tempor�ria.
GABINETE PROCURADOR DE JUSTI�A QUARTA, 5 DE NOVEMBRO
A boa not�cia � que indiciamos Aaron Downing.
Um funcion�rio do correio o reconheceu.
-Ele est� preso? -A pol�cia foi busc�-lo.
-A Allgen conseguiu se livrar. -Deixe estar.
Empresas tomam decis�es todos os dias que matam pessoas.
Se investissem em freios, 100 vidas seriam salvas.
Um carro n�o � uma arma letal.
N�s acusamos os fabricantes de armas por mortes � bala?
Talvez dev�ssemos.
O logotipo corporativo n�o absolve essa gente
-da responsabilidade. -Onde isso vai parar?
Na f�brica de papel que faz as caixas das balas?
Prenda os criminosos
e deixe que os legisladores e os ju�zes civis fa�am o resto!
Downing conseguiu fugir. Foi visto em New Jersey.
No aeroporto?
No motel Eden, em Secaucus. Curtis vai nos encontrar l�.
Rodovia 3, a oeste do ped�gio.
Pode ver da autoestrada.
A pol�cia de Hudson viu o carro dele.
Ele se registrou duas horas atr�s.
-Sozinho? -Ele est� no n�mero 4.
Bom, n�o � Fiji.
Envie o material do caso para Paula Downing.
Ela pode processar a Allgen.
Eles t�m um batalh�o de advogados.
Dar�o um castigo nela e se safar�o disso.
-Assim como Aaron Downing. -N�o exatamente.
O CD de Louis Armstrong est� � m�o?
Sim.
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