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Esta hist�ria � fic��o e n�o descreve pessoa ou fato real
No sistema de justi�a criminal
o povo � representado por 2 grupos distintos,
mas igualmente importantes,
a pol�cia, que investiga os crimes;
e os promotores que processam os infratores.
Estas s�o suas hist�rias.
Se tiver duas cabe�as, ent�o a gente descarta.
Vamos descartar todos.
N�o penso em comer nada que sai da� de dentro.
Ent�o, pra que pescar?
Preferia estar comendo panquecas com seus sogros?
� um esporte, David. � como paquerar.
Esse neg�cio de descartar � com voc�.
-O que est� fazendo? -Estou com sede.
Meu Deus!
-Est� com seu celular? -Estou, por qu�?
Ligue para Emerg�ncia.
Oh, Deus!
Ele foi encontrado l�.
O rastro de sangue vem at� aqui.
Achamos o rel�gio ali.
Peda�os de sua camisa aqui.
Este � o lugar onde come�ou.
Quase meio quil�metro.
-Marcas de pneus? -Trabalhando nisso.
Que �timo! Quem os convidou?
Algu�m no hospital deve ter avisado.
V� se acostumando com eles. Est� com o rel�gio?
Um Bulova antigo.
2:36h. Parou mostrando quando ele tomou a surra.
Obrigado.
9a Temporada Episodio 2
O couro cabeludo atr�s da cabe�a foi arrancado.
Tem escoria��es profundas nas costas.
De quem foi arrastado.
Achei fibras nos hematomas em volta dos tornozelos.
Um copol�mero de �cido adiposo e diamina de hexametileno.
-Isso vem do espa�o? -Corda de nylon.
Barata, qualquer loja tem.
O que � isso na m�o dele? Tinta?
Sim. Tem na cal�a e nos joelhos.
Tinta reflexiva branca. Do tipo que se usa em estradas.
Quanto tempo demora pra secar?
De 30min a 1h, dependendo da umidade e superf�cie da estrada.
Osso da face e cr�nio fraturados,
costelas quebradas, fratura no pulso e bexiga rompida?
Fizeram a festa, hein?
-Checaram as digitais? -Nada no sistema.
Esperava ach�-lo. Ele tem uma cicatriz no lado direito.
-Poderia ser uma facada. -Ou retirou o ap�ndice.
-Enviamos a Pessoas Desaparecidas. -Se apressem em dar-lhe um nome.
Briscoe. Sim, espere. Tenente....
Van Buren.
Estarei l�.
A festa est� s� come�ando.
GABINETE DO CHEFE DOS DETETIVES COMANDANTE DEITZ TERCA, 15 DE JULHO
O que tem mais prioridade do que um crime de �dio?
Se eu tiver que ligar de novo para o prefeito....
N�o vamos tirar conclus�es precipitadas.
N�o sabemos que tipo de crime �.
Um homem negro foi espancado
e arrastado por 500m por um carro numa estrada de terra.
Voc� chama isso de um crime de amor?
Quero garantias de que a tenente Van Buren
ter� todos os recursos de que precisar.
Basta ela me dar um telefonema.
Em Jasper, no Texas, negros armados marcharam pelas ruas.
N�o � uma boa ideia, Reverendo Dempsey.
Nesta cidade, vai preso quem portar arma de fogo em p�blico.
Prendam os brancos racistas que mataram nosso irm�o!
Pintamos as faixas depois de 1h, s�bado � noite.
Dif�cil � o pessoal seguir na mesma pista.
Detetives!
Tenho impress�es de palmas, uma parcial e uma integral.
Temos um vencedor.
Podemos iniciar as apura��es no bairro.
N�o ouvi nada, estava dormindo. Eu tiro aparelho auditivo.
-E a senhora? -S� pude ouvir o ronco dela.
Toda vez que toma um drinque ap�s �s 22h, ela ronca...
N�o � por isso! � o ar condicionado!
Ela p�e no m�ximo, o quarto vira um freezer!
Acha que somos s�cias da Companhia de luz!
Quem podia estar na rua tarde da noite no s�bado?
Algum vizinho andando com o c�o?
Um homem negro est� sempre na esquina.
Ele limpa p�ra-brisas, ele varre.
-Qual o nome dele? -Raymond. O apelido � Ray-Ray.
Isso mesmo, Ray-Ray.
-Ningu�m na esquina hoje. -Porque ele est� no hospital.
Ele tentou lavar o p�ra-brisa de algu�m
e o motorista deu um tiro no p� dele.
HOSPITAL ST. CASSANDRA'S TERCEIRA AVENIDA 1779 QUARTA, 16 DE JULHO
Na �ltima noite de s�bado,
estava trabalhando na esquida da 95 com a 2a?
-Quem disse isso? -Sr. Davis, n�o est� encrencado.
S� queremos saber se viu algo incomum na 95.
-Eu n�o sei. Tipo o qu�? -Uma briga.
Um dos envolvidos era homem negro, 40 e poucos anos
1,80m, vestindo cal�a cinza e camisa azul.
Eu n�o vi nada disso.
Talvez fique mais confort�vel falando em particular.
N�o vou falar com voc�s! N�o vi nenhuma surra!
Me deixem em paz!
N�o est� preso, Sr. Davis, est� aqui como testemunha.
N�o testemunhei nada! J� disse a eles!
Acham que esconde algo.
E geralmente eles acertam essas coisas.
Com eles, eu n�o falo!
Tudo bem, vamos p�r a leitura em dia.
Eles puxaram o irm�o do carro e o jogaram no ch�o,
bateram nele e o jogaram contra o carro.
-Eles quem? -Uns caras brancos. Eram dois.
Voc� os reconheceria?
Eu n�o vi seus rostos, mas usavam jeans e camisetas.
-Que tipo de carro? -Cutlass.
Dourado, talvez champanhe. Cap� de vinil.
Aqueles branquelos acabaram com o irm�o.
O que aconteceu depois disso?
N�o sei, fui cuidar dos neg�cios.
-Posso ir agora? -Ap�s assinar uma declara��o.
N�o, n�o, n�o, n�o.
Eu disse que ia contar para voc� e mais ningu�m.
N�o quero confus�o com "os homens".
N�o se preocupe, Sr. Davis.
Nesta casa, eu sou "os homens".
Profaci toma a declara��o. Voc�s dois achem o Cutlass.
-Setor de multas de tr�nsito? -�timo, o 1o c�rculo do inferno.
Foi trazido segunda de manh�.
Sem placa. Ent�o, chequei o VIN com o departamento de Transito.
-Algu�m j� revistou? -J�.
Achei um saco com barras de ouro no porta-malas.
Me aposento na pr�xima semana.
Ei, Lennie.
Pol�cia auxiliar de Westchester.
Ele era policial de meio expediente.
Carteira tempor�ria,
Floyd Michael. Agora ele tem um nome.
�. Aqui est� o resto da fam�lia do Michael.
Ele trabalhou em Westchester at� �s 12h.
Quando ele n�o chegou em casa �s 3h eu liguei.
Disseram que j� tinha sa�do.
-Quanto tempo tinha o emprego? -Um m�s.
S� trabalhava nos fins de semana.
Tinha um emprego fixo como motorista de entregas.
Costumava vir direto para casa?
Por que n�o viria?
� s� uma pergunta.
Vou lhe contar uma coisa, detetive.
Domingo de manh�, fui � delegacia na Lexington.
Disseram que s� poderiam d�-lo como desaparecido ap�s um dia.
Mandaram que eu voltasse na segunda.
Segunda, um policial branco me disse que Floyd
devia estar com alguma vadia
ou chapado pelo crack!
Ele me disse: "Volte daqui a alguns dias".
"Ele vai voltar pra casa quando sentir fome de comida caseira".
Ent�o, nada � "s� uma pergunta"!
Eu quero o corpo do meu marido de volta!
Hoje!
Uma unha quebrada no banco da frente do carro
e marcas compat�veis no estofamento.
Tentou se segurar quando o arrastaram.
Tentamos ligar o carro, bateria est� descarregada,
alternador gasto.
Ent�o, Michael n�o podia partir com o carro.
Virou alvo f�cil.
Ele conservava o carro limpo.
Isto estava no banco da frente.
Sabonete perfumado, Velas de lavanda.
Talvez Michael foi tomar banho no East Side.
Fabienne de Paris. Venda de porta-a-porta.
Tem o nome do vendedor no recibo.
Se o cara vai chegar �s 2h, sabe que a mulher vai chiar.
Com um vidro de perfume, ele passa pela porta da frente.
Ent�o, Michael comprou o sabonete
-e vela perfumada pra esposa? -Sim, foi o que ele disse.
S� que ele n�o foi direto para casa.
N�o est� encobrindo um bom cliente, n�o �, Sr. Cutty?
N�o, senhor, n�o senhor. Floyd tomou 2 cervejas e saiu.
Ele n�o queria encrenca.
-Ele saiu sozinho? -Com Artie Dickson.
Floyd ia ajud�-lo a chamar um t�xi.
N�o sei quanto tempo esperou pelo t�xi.
Mas depois Michael disse que me levaria em casa.
-Voc� mora na East 95? -Nos �ltimos 47 anos.
Expliquei o caminho ao Michael, mas ele n�o prestou aten��o.
Acabamos dando voltas no quarteir�o.
O barman disse que voc� estava cambaleante.
Porque tenho joelhos ruins.
Michael ajudou voc� a subir at� o apartamento?
Por causa do joelhos. Michael era um �timo rapaz.
Voc� sabe, ele tinha filhos e tudo o mais.
-Viu algu�m ali pela rua? -N�o, n�o vi.
-Algum carro estacionado? -N�o, n�o estacionou.
Mas voc� viu algu�m em um carro?
Bem, Michael achou que algu�m estava nos seguindo.
Na 2a volta na quadra, disse que um carro saiu perto do mercado.
-Que mercado? -Na 94 pr�ximo a Lex.
Nos seguiu at� a 2a Avenida.
Viu a marca do carro ou n�mero da placa?
O Michael disse que era um Pontiac vermelho.
Esportivo.
-Viu quem estava dirigindo? -Eu n�o vi o carro.
Estava descansando os olhos.
Eu devia ter mais aten��o a como Michael dirigia, sabe?
Era um �timo rapaz, o Michael. Um �timo rapaz.
Estava parado do outro lado da rua.
Um Pontiac Firebird vermelho, com 2 caras brancos.
Meu pai viu primeiro.
Por qu�? Ele gosta de carros vermelhos?
Estavam observando minha loja.
Tivemos 8 assaltos no bairro este m�s.
-Pegou o n�mero da placa? -187 alguma coisa.
Placa de Nova Jersey. Eu chamei a pol�cia.
-O que eles fizeram? -Nada.
Quando vieram, o carro tinha sumido.
Receberam 3 chamadas naquela noite sobre um Pontiac.
Compraram 2 bananas e 1 iogurte.
Policiais dur�es.
Parece que vamos a Jersey.
CASA DE LINDA COFFEY SEXTA, 25 DE JULHO
Ent�o, voc�s querem falar com o Charlie sobre o qu�?
Sra. Coffey, seu filho tem um Pontiac Firebird vermelho,
-placa 187 JRL? -Sim.
-Ele o dirigiu s�bado � noite? -Duvido.
Por qu�?
Porque Charley foi preso na cidade em mar�o passado,
e agora est� pagando 6 meses na Rikers.
Gra�as ao defensor p�blico incompetente.
que n�o entrou com a apela��o.
-Quem dirige o carro agora? -Ningu�m.
Quando os policiais prenderam Charlie, levaram o carro.
E agora ele est� na garagem da pol�cia,
e isso vai me custar US$2 mil para tir�-lo de l�!
Voc�s policiais de NY, t�m muita coragem!
-Voc� disse placa 187 JRL? -New Jersey. Foi o que disse.
-N�o consigo localizar o ve�culo. -Olhe, est� aqui ou n�o est�?
-N�o localizei, tentem amanh�. -Algu�m j� o retirou?
-N�o, eu n�o disse isso. -Ent�o, voc�s o perderam?
S� n�o localizei. Me deem at� amanh�!
Amanh� � tarde demais.
Qual � o problema, Fenwick? Emprestou para os sogros?
Pessoal, v�o ter que me dar cobertura nisso.
Foi emprestado, fora dos livros,
pelo Unidade de Estabiliza��o de bairro
para o servi�o de patrulha.
O carro estava sendo usado � paisana por policiais
da Unidade de Estabiliza��o do Bairro
na preven��o de assaltos em potencial no East Side.
� pr�tica comum, usar carros apreendidos como prova?
Est� me perguntando extraoficialmente?
Onde est� o carro agora?
Est� desaparecido.
Sabemos quais policiais tiveram acesso a ele?
Temos 4 nomes. Fratelli, Carlson, Dietrich e Sawchuck.
Todos patrulheiros da 21a.
O que dizem seus arquivos?
Dois deles t�m advert�ncias do Conselho de Revis�o
por uso excessivo da for�a. � normal no trabalho policial.
-Est� querendo desculp�-los? -N�o.
Mas h� provas concretas que os ligue ao Sr. Michael.
Eu espero que tenhamos tomado o rumo errado aqui.
Eu tamb�m.
Algu�m testemunhou o ataque?
Vamos l�, Ray-Ray.
Se reconhecer algu�m, nos d� um sinal!
Tem algo estranho com esses caras.
Eles s�o t�o arrumadinhos.
Aqui.
Este aqui.
Sim, eu lembro desse cara.
De onde?
Ele me multou por obstruir o tr�fego. Ele � policial.
Sei o que h� de estranho com esses caras.
S�o policiais, n�?
E os 2 brancos do s�bado � noite tamb�m eram.
N�o se preocupe com isso.
-Eu n�o reconhe�o ningu�m. -Sr. Davis....
Eu nunca os vi.
Tudo bem, Sr. Davis.
O policial vai lhe ofecer um almo�o.
Misturaram os suspeitos com fotos de outros policiais?
Tente achar 20 caras brancos bem apessoados nas fichas.
Ei, LT, era um tiro no escuro, que ele apontasse algu�m.
Voc� n�o conta, eu n�o conto.
Temos uma testemunha, Fratelli.
Ele viu dois caras surrando Michael na cal�ada na Rua 95.
-Voc� e seu parceiro, Carlson. -N�o fomos n�s.
Se aposta tanto na testemunha, fa�a um reconhecimento.
A vez dele ja vai chegar, mas o Carlson vai primeiro.
Ent�o, se tem uma explica��o para o que aconteceu,
aproveite que estamos de bom humor.
-Quando a Corregedoria assumir... -Vamos esmagar voc�, Fratelli.
Est�o levando o Fratelli para o reconhecimento, Carlson,
A menos, claro, ele j� falou.
N�o h� o que falar, n�o fomos n�s!
Voc� e Fratelli estavam no Pontiac, certo?
Sim. Mas devolvemos � garagem na sexta.
-Por que n�o acham, Carlson? -�.
Como � que vou saber?
Esses palha�os n�o conseguem achar nem os pr�rpios traseiros!
N�s largamos � meia-noite.
O Sawchuck foi para casa, eu fiquei fazendo relat�rios.
-Viu o Fratelli e o Carlson? -Em frente a delegacia, �s 2h.
Ei, pessoal,
-est�o na pista errada. -Bem, ent�o, Dietrich,
o que voc� acha que houve com o Sr. Michael?
Esbarrou com as pessoas erradas, mas n�o eram policiais.
Ent�o, dane-se a sua testemunha.
S� h� duas possibilidades, Sawchuck.
Ou voc� e seu parceiro Dietrich mataram Michael...
N�o, nem pensar. Estava em casa. Perguntem a minha esposa.
Ou voc�s sabem quem fez.
Voc�s todos v�o para o reconhecimento.
Quando a testemunha apontar algu�m, acabou. Fim de jogo.
Sua falta de coopera��o ser� devidamente anotada,
como a repreens�o por uso excessivo da for�a.
Eu n�o trabalho para a Unidade de ratos!
Logo n�o estar� trabalhando para ningu�m. V�o te chutar.
N�o me importo, tenho 15 anos de servi�o.
Acha que vai sair daqui com a sua pens�o?
Acabei de falar com o comiss�rio. D� adeus aos benef�cios.
Est�o blefando. O sindicato n�o deixaria.
O sindicato j� concordou.
Estamos todos levando isso muito a s�rio.
Ser� dif�cil pra sua fam�lia, Sawchuck. N�o tem 3 filhos?
Meu cliente n�o teve nada a ver com a morte do Sr. Michael.
Se garantirem seu emprego e benef�cios, dir� o que sabe.
Sem problema.
Eu e minha esposa fomos ao s�tio do Carlson domingo � tarde,
para um churrasco.
Fratelli j� estava l�.
Ele e Carlson me contaram que tiveram problema com o Pontiac.
O que exatamente eles disseram?
Que uma batida no tr�nsito acabou mal.
A pris�o foi problem�tica, ent�o, tiveram que se livrar do carro.
-N�o deram mais detalhes? -N�o. E eu n�o pedi.
S� queria sair r�pido de l�.
N�o � bom o suficiente. N�s precisamos do carro.
Est� no s�tio do Carlson.
-Voc� o viu? -Sim, eu o vi.
O banco de tr�s estava coberto de sangue.
SITIO DO POLICIAL CARLSON SEGUNDA, 4 DE AGOSTO
Que lugar para um churrasco!
Est� sem o banco de tr�s.
Onde fica o dep�sito de lixo local?
O banco e tapetes estavam no dep�sito de Ellenville,
ao ponto para bem passado.
A per�cia n�o p�de coletar fluidos ou fibras.
Preencham os mandados de pris�o.
Acharam fibras de nylon no p�ra-choque traseiro.
Mesma tipo que as fibras encontradas nos p�s do Michael.
Prendam-nos.
Est� sendo preso por assassinato, Fratelli.
Tem direito de ficar em sil�ncio.
Qualquer coisa que disser poder� ser usada contra voc�.
Tem direito a um advogado.
Se voc� n�o puder pagar, designar�o um para voc�.
Mas j� sabe de tudo isso, n�o �, Carlson?
A Procuradoria Federal estaria lhes fazendo um favor.
Voc�s precisam conden�-lo,
sem perder a boa rela��o com o Departamento de Pol�cia.
A Procuradoria Federal n�o tem essa preocupa��o.
Voc�s n�o t�m san��o adequada para o que os policiais fizeram.
De fato, n�o temos a pena de morte.
Mas a lei federal � r�gida com quem ajuda a acobertar.
Desde quando houve acobertamento?
J� encontrou um policial que ficou calado.
Mas agora, Sawchuck est� cooperando.
O muro azul n�o � apenas um tijolo.
N�s temos arsenal para enfrentar o Departamento de Pol�cia.
O procurador do Brooklyn j� nos deu o caso Louima,
e, provavelmente, ficaremos com o caso de Jasper, Texas.
N�o estamos no Texas, n�o estamos no Brooklyn.
Agrade�a ao Procurador Federal por sua oferta,
mas lavaremos nossa pr�pria roupa.
Bom dia.
Como uma averiga��o p�de acabar assim t�o mal?
Temos um problema imediato.
Estava ao telefone com o dep�sito de Ellenville.
Eles fecham ao meio-dia nos domingos.
Sawchuck disse que viu o banco no s�tio de Carlson, �s 15h.
Talvez Carlson levou o banco um outro dia.
O recibo da taxa de lixo est� com data de domingo.
Sawchuck est� mentindo.
Qual � o �libi dele para a hora do assassinato?
Ele disse que estava com a esposa.
CASA DO SR. E SRA. GIL SAWCHUCK QUINTA, 7 DE AGOSTO
Gil chegou � 00:30h no s�bado � noite.
N�o acreditam nele?
Ele mentiu sobre o que viu no s�tio do Carlson, no domingo.
Achamos que ele sabe mais do que nos contou.
Ele n�o teve nada a ver com a morte do pobre homem.
Mas a hist�ria dele n�o bate!
Vou acus�-lo juntamente com Carlson e Fratelli.
N�o!
Isso n�o � justo! Ele n�o � como eles!
Ent�o, conven�a-nos.
O parceiro de Gil, Frank Dietrich, contou a ele o que aconteceu.
Quando chegamos ao sitio Dietrich j� estava l�
com Carlson e Fratelli.
No caminho de casa, Gil contou o que Dietrich dissera.
Ele me disse que o Dietrich estava envolvido.
-Envolvido como? -Gil n�o disse.
Ele ficou p�ssimo!
Ele n�o queria dedurar seu parceiro.
-Quem s�o voc�s? -Da Procuradoria de Justi�a.
-Diga o que seu parceiro contou. -Saiam.
-Ter� que depor ao Grande J�ri. -N�o dou a m�nima.
Recuse-se a responder, voc� ser� preso.
O policial Dietrich j� disse aos detetives tudo o que sabe!
Sim, ele deu um �libi para o Carlson e Fratelli.
Ele foi muito mais sincero com seu parceiro.
O policial Sawchuck alterou sua declara��o.
Voc� disse a ele que os policiais Fratelli e Carlson
bateram e mataram o Sr. Michael.
Pelos detalhes que deu o fez acreditar
que voc� viu muita coisa e ajudou a destruir provas.
E, claro, voc�s acreditaram na �ltima mentira do Sawchuck.
N�s....
Achamos que � um policial honesto tentando agir certo.
E o j�ri vai concordar.
Meu cliente vai contar o que sabe.
Em troca de imunidade estadual e federal
contra processo criminal e san��es departamentais.
O procurador federal concorda em dar imunidade.
N�o h� acordo sem a anu�ncia do procurador de justi�a.
At� saber exatamente o que seu cliente era....
O testemunho do Sawchuck � limitado.
Se querem um testemunho direto contra Carlson e Fratelli,
ter�o que lidar com meu cliente.
Tudo bem, voc� tem um acordo.
Na madrugada de domingo, por volta de 2:00....
eu vi Carlson e Fratelli chegando no Firebird vermelho.
Havia um homem negro algemado no banco de tr�s.
Ele n�o parecia bem.
Disseram que resistiu � pris�o e iam dar uma li��o nele.
Eu disse para autuarem o cara e esquecerem aquilo.
-Carlson disse que ia quebr�-lo. -O que significa isso?
Eu n�o pensei que fossem matar o cara.
Perguntaram se eu queria ir junto, eu disse que n�o.
Eles foram embora.
E no dia seguinte, no s�tio do Carlson?
Eu cheguei l� cedo.
Eles me mostraram o que fizeram com o carro.
Pediram para eu deixar o Sawchuck de sobreaviso.
Por que pararam o Sr. Michael afinal?
Ele tinha o perfil indicado.
Estava no bairro errado, na hora errada.
Cor da pele errada.
SALA DO TENENTE GILBERT RAUSH TERCA, 12 DE AGOSTO
N�o toleramos discrimina��o racial, Sra. Carmichael.
Digo ao meu pessoal que � ilegal e n�o ser� tolerado.
Bem, sua mensagem n�o chegou.
A Comiss�o do Cidad�o disse que recebem muitas queixas de voc�s.
Ningu�m gosta de ser parado pela pol�cia.
N�o visamos as minorias, mas os criminosos.
Alguns de seus policiais acham que d� no mesmo.
A maioria das abordagens sem justificativa
por suspeita de tr�fico e roubo
acontece com afro-americanos e hisp�nicos.
Sra. Carmichael, � a realidade desta cidade.
A maioria dessa subclasse criminosa
desfavorecida e ignorante, s�o de pessoas de cor.
Ent�o, toda pessoa de cor � um suspeita?
Eu estava errada, tenente.
Sua mensagem est� chegando claramente.
Dois policiais tiveram coragem de fornecer informa��es cruciais.
Puseram a dec�ncia e a lei acima da lealdade equivocada.
Suas a��es jogam por terra o mito do muro azul do sil�ncio.
O prefeito emitiu uma diretiva para todos os policiais,
incentivando-os a seguir o exemplo corajoso deles.
O prefeito tamb�m est� preocupado com as queixas
de discrimina��o racial feita por policiais nos 5 distritos.
Ele orientou a Comiss�o do Cidad�o...
Trar� um grande conforto � fam�lia Michael.
Prefeito arrumou uma nova causa.
Se a 21a � um exemplo, ter� muito trabalho pela frente.
Ele abusam do sistema de sele��o racial.
A maioria das averiga��es foram feitas por nossa testemunha.
Policial Dietrich.
Carlson e Fratelli aprenderam com ele.
Foi ele quem os treinou
quando entraram pra Unidade de Estabiliza��o de Bairro
-Gosto cada vez menos do Dietrich. -Basta o j�ri acreditar nele.
Comprei gato por lebre.
Mas n�o serei pego de surpresa quando ele testemunhar.
DIVIS�O DE PESSOAL SEXTA, 15 DE AGOSTO
Policial Dietrich recebeu 8 queixas por for�a excessiva
e 15 por abuso verbal.
S� alega��es. A Comiss�o n�o encontrou nenhuma base.
E estes?
Advert�ncias do departamento. S�o queixas tolas.
N�o notificou uma pris�o; 6 faltas sem justificativa.
O que � isto?
� um pedido de antecipa��o de aposentadoria por invalidez
em fun��o de estresse no trabalho.
Espere... 1994.
O que aconteceu? Ele mudou de id�ia?
Houve uma audi�ncia, e o pedido foi negado.
Dietrich processou a cidade para se aposentar por invalidez.
Porque estava estressado?
Porque, nas palavras de seu psiquiatra,
exibia sintomas psiqui�tricos graves de incapacita��o
no cumprimento das suas obriga��es.
Que obriga��es?
De 1989 a 93 trabalhou na unidade anti-droga no Bronx.
Ele alega que passou a sofrer de raiva e depress�o.
Meu velho sabia o que era isso.
Nunca lhe ocorreu processar o governo.
Seu pai tinha vontade de matar pessoas?
Dietrich disse ao psiquiatra queria, abre aspas
"Queimar todos os negros e cucarachas do Bronx."
fecha aspas. � s� uma de suas fantasias violentas.
-Por que ainda est� de uniforme? -O governo o acusou de fingir.
Chamaram-no de...
"Narcisista, auto-indulgente, pessoa emocionalmente inst�vel
que espera aten��o imediata e piedade".
Vejo por que n�o queriam que ele se aposentasse.
�, eles fizeram os c�lculos. Era mais barato mant�-lo na ativa.
� uma audi�ncia sobre uma aposentadoria.
Sem qualquer relev�ncia!
� relevante o governo concluir que ele era mentiroso.
N�o sou mentiroso!
Ent�o, quando dizia a seu psiquiatra
que queria matar minorias, voc� queria?
Estava passando por um div�rcio. Eu era um cara revoltado.
Tamb�m tinha raiva das mulheres.
-E agora, tudo passou? -Sim.
O trabalho n�o me abate mais.
E esse impulso do qual voc� falou
"o impulso de matar pessoas que o irritam"?
Isso � uma inquiri��o?
Ele n�o vai testemunhar at� dar uma explica��o satisfat�ria.
Voc� quer uma explica��o?
Trabalhe nas ruas durante 16 anos!
-Ficou inojado com o que viu? -Eles vivem como animais!
Eles se drogam, matam criancinhas...
Por isso que Carlson e Fratelli o chamaram naquela noite!
-Do que voc� est� falando? -Sabiam que voc� toparia!
Dr. McCoy, j� chega.
Anote o que voc� fez depois que os encontrou.
Para onde voc� foi, com quem voc� falou.
Isso � palha�ada.
Dr. McCoy,
o policial Dietrich arriscou sua vida e sua carreira
para testemunhar contra seus colegas.
O prefeito o chamou de her�i, pelo amor de Deus!
O prefeito devia ter falado comigo primeiro.
Eu quero um relato completo policial.
Nomes, endere�os, servi�o completo.
N�o se trata uma testemunha assim.
Ele est� envolvido at� o pesco�o.
-Ele estava l�. -E, agora, ele tem imunidade.
Ele fez o que?
Retirei a oferta de imunidade para o policial Dietrich.
Ele n�o vai mais testemunhar contra Carlson e Fratelli?
N�o o quero como testemunha, eu o quero como r�u!
Baseado em qu�?
No testemunho do seu psiquiatra dado em audi�ncia.
-Ele � um racista violento. -S� isso?
Ele se recusa a dizer onde estava na hora do crime!
Isso n�o se sustenta numa den�ncia.
O caso contra Carlson e Fratelli existe sem testemunho de Dietrich?
Um caso fraco. Voc�s precisam dele!
� melhor refazer a oferta de imunidade.
Sr. Schiff, se este caso ruir,
os conflitos raciais em LA ficar�o no chinelo.
O caso � dele.
Espere uma liga��o do Governador.
Sr. Butler, a Procuradoria Federal
mant�m a oferta de imunidade para o policial Dietrich.
-Estamos prontos pra avan�ar. -Vai dar imunidade a um homem....
Fiquem com o caso!
Vamos retirar as acusa��es contra Carlson e Fratelli.
Vamos cooperar com voc� no que pudermos.
Isso deixar� o Prefeito feliz?
Adam, isso n�o est� certo.
Pelo que sabemos, Dietrich � o l�der.
At� onde sabemos, voc� n�o sabe de nada!
Entre a Corregedoria e voc�, nem o time do Red Sox faria pior.
Estamos cedendo a jurisdi��o para os federais!
Vou redigir a anula��o das acusa��es
contra Carlson e Fratelli.
Logo a cidade estar� fazendo homenagem ao Dietrich!
Ainda n�o terminei com ele.
Junte tudo o que puder sobre concess�es de imunidade.
Comprei o jantar.
N�o sabia do que voc� gostava, ent�o...
trouxe salada, molho light....
Molho light?
Desculpe?
Eu queimo, n�o armazeno. O que vai comer?
-Costelas. -�timo.
Parece bom. Eu como, voc� pasta.
N�o achei nada significativo, mas tive uma ideia.
Quando os federais decidiram dar imunidade ao Dietrich,
eles usaram nosso acordo, s� mudando os nomes.
-� uma pr�tica comum. -Sim, mas v�o pagar por isso.
J� leu o Estatuto Federal sobre suborno de testemunha?
Isto � perfeito.
Vamos entrar com a peti��o.
Voc� est� contestando um acordo federal de imunidade?
-Sim. -Voc� est� me desafiando.
Acho que estou.
Dietrich � um assassino, Adam.
Estou convencido de que ele participou do assassinato,
e os federais v�o deixar que ele se safe.
Ent�o, voc� vai sabotar o caso deles.
Alguma outra ideia brilhante?
N�o queria saber como uma averigua��o acabou t�o mal?
Porque ningu�m disse, "J� chega".
"Desta linha, eu n�o passo".
Posso dar um fim nisso com um simples telefonema.
Voc� poderia fazer isso.
Eu entraria com a a��o como cidad�o comum.
� bom ter escolhas.
CORTE FEDERAL DO DISTRITO AUDIENCIA TERCA, 23 DE SETEMBRO
O Dr. McCoy est� tentando equiparar
a concess�o de imunidade a suborno uma testemunha.
� um absurdo.
Artigo 18, item 201 do C�digo dos Estados Unidos
pro�be qualquer pessoa, direta ou indiretamente,
dar ou prometer, "Qualquer coisa de valor
em troca do depoimento de uma testemunha".
Est� dizendo que a concess�o de imunidade
� "algo de valor" perante a lei?
Sim. Como resultado da imunidade,
al�m de manter a pens�o da pol�cia,
a testemunha, o Sr. Dietrich, n�o ser� preso.
N�o posso imaginar nada mais valioso
do que liberdade da pessoa f�sica.
Excel�ncia, fazer acordos com testemunhas em potencial
� uma pr�tica aceita em todas as jurisdi��es.
O pr�prio Sr. McCoy redigiu o texto do acordo de imunidade.
Ele tentava subornar a testemunha?
O Sr. Gervits n�o consegue entender
que a lei de Nova York difere da lei federal.
Segundo a lei de Nova York, subornar uma testemunha
implica induzi-la a dar falso testemunho.
A lei federal n�o implica tal coisa.
-Um simples quid pro quod. -Sim.
Pela lei federal, o simples fato de dar algo de valor
em troca de um testemunho, verdadeiro ou falso,
-constitui suborno. -Excel�ncia,
se deferir a peti��o do Sr. McCoy
e invalidar esta concess�o de imunidade,
o sistema de justi�a criminal federal vai parar!
Se n�o podemos fazer acordos com testemunhas...
Isso n�o � preocupa��o desta corte.
O acordo com o Sr. Dietrich viola claramente a lei federal.
Estou deferindo a peti��o do Dr. McCoy.
A concess�o de imunidade est� cancelada.
A primeira coisa a fazer amanh�,
denunciar Carlson, Fratelli e Dietrich.
Homic�dio qualificado.
Decis�o absurda!
Aprisiona todos os promotores federais do pa�s.
E, gra�as a voc�, temos parte nisso.
A decis�o ser� revertida na apela��o. Daqui a 6 meses.
At� l�, Dietrich e os outros estar�o no corredor da morte.
Ou sua carta de demiss�o estar� na minha mesa.
Minha flamula da Longhorn ficar� �tima ali.
Morda sua l�ngua.
� um caso dif�cil sem o testemunho de um deles.
Era o nosso problema inicial.
Cara errado, acordo errado.
Faria um acordo com os outros dois?
Carlson tem 3 advert�ncias. Uma por uso excessivo da for�a,
uma por divulgar literatura racista para outros oficiais....
Fratelli tem 7 anos na pol�cia e ficha limpa.
Se ele n�o falou at� agora....
Temos uma testemunha.
-O cara do rodinho? -Ray-Ray Davis.
No relato da pol�cia ele n�o identificou
Fratelli ou Carlson no livro de fotos.
Talvez ele se saia melhor se os vir pessoalmente.
Tudo bem, Sr. Davis, d� uma boa olhada nesses homens
e diga se viu algum deles na Rua 95.
N�o se apresse.
N�mero 3 da direita.
N�mero 3, um passo a frente.
Foi o homem que viu agredindo o Sr. Michael?
N�mero 3. � um deles.
Dra. Carmichael.
Meu cliente est� pronto para coversar com o Dr. McCoy.
�timo. Vou marcar.
-Ele se rendeu? -Sim, gra�as ao Sr. Davis.
O bom e velho Ray-Ray.
Escolhemos um n�mero de que ele se lembrasse.
Tr�s. Rima com rodo.
Ter�o a confiss�o e testemunho contra Carlson e Dietrich.
Em troca de homic�dio doloso,
com recomenda��o de pena de 15 a perp�tua.
Minha oferta se resume � sua vida. S� isso.
N�o h� possibilidade de condicional.
Ele vai lhe dar o Dietrich numa bandeja de prata. Sem ele...
N�o me importo quem ser� executado com Dietrich,
Carlson ou seu cliente.
Pelo amor de Deus, McCoy, ele tem fam�lia!
Como o Sr. Michael.
E ela n�o poder� visit�-lo aos domingos.
SUPREMA CORTE - AUDIENCIA TERCA, 4 DE NOVEMBRO
J� est�vamos na frente do mercado havia 40 minutos,
quando o Cutlass passou pela 2a vez.
Condu��o lenta, com 2 negros no banco da frente.
O policial Carlson achou que planejavam roubar o mercado,
ent�o n�s o seguimos.
O Cutlass manteve velocidade regular, mas baixa.
N�o lhes ocorreu que podiam estar perdidos?
N�o.
� um bairro de classe alta.
Os ocupantes do carro n�o pareciam ser de l�.
Porque eram dois homens negros dirigindo um carro velho?
Sim.
O que aconteceu depois?
Seguimos o carro at� cruzar a 2a Avenida.
Demos a volta no quarteir�o.
Quando voltamos,
vimos o Cutlass estacionado com o motorista ao volante.
N�o pod�amos ver o 2o ocupante.
Sa�mos do carro e nos aproximamos do Cutlass.
Enquanto o policial Carlson falava com o motorista,
eu fiquei vigiando os pr�dios � procura do 2o homem.
O motorista se identificou como Floyd Michael.
Disse que foi levar um amigo pra casa e seu carro n�o ligou.
O policial Carlson o mandou sair do carro.
Ent�o, o Sr. Michael disse em tom autorit�rio
que era da Pol�cia de Westchester.
O que aconteceu ent�o?
O policial Carlson foi pra cima do cara.
Ele o puxou do carro
e bateu nele v�rias vezes com o cassetete.
O que voc� fez?
O Sr. Michael xingava e tentava fugir.
Eu ajudei meu parceiro a domin�-lo.
Com a for�a adequada?
Eu diria que foi excessiva.
Ent�o, algemamos Sr. Michael e o colocamos no banco de tr�s.
E nos dirigimos pra delegacia.
-Voc�s param no caminho? -Sim, senhor.
O Sr. Michael continuava nos xingando.
Em duas ocasi�es, o policial Carlson parou o carro
e foi na parte de tr�s para bater nele.
O que voc� fez, se � que fez alguma coisa?
Nada.
O que aconteceu quando chegaram � delegacia?
Vimos o policial Dietrich caminhar para seu carro.
O policial Carlson encostou e contou o que aconteceu.
O policial Dietrich disse que dev�amos dar uma li��o nele.
O policial Carlson concordou.
Ele disse ao Sr. Michael que n�s �amos quebr�-lo.
O policial Dietrich entrou no carro,
sentou atr�s com o Sr. Michael,
e fomos para o West Side, pra um campo sob a Henry Hudson.
O que aconteceu quando chegaram l�?
O policial Dietrich puxou o Sr. Michael do carro,
e ele e meu parceiro ficaram batendo nele no peito e cabe�a.
Voc� bateu no Sr. Michael?
Nas pernas.
S� nas pernas.
O que aconteceu depois disso?
O policial Dietrich tirou uma corda do porta malas.
Amarrou uma ponta em torno dos tornozelos do Sr. Michael,
enquanto meu parceiro amarrava a outra ponta no carro.
O Sr. Michael estava consciente durante este tempo?
Ele s� gemia.
N�o dizia nada.
Ningu�m dizia.
Dietrich assumiu o volante.
Eu e Carlson entramos no carro...
e Dietrich apenas....
Eu queria dizer alguma coisa....
Mas Dietrich e Carlson, eram meus superiores.
Dietrich parou o carro,
e Carlson saiu.
Eles voltaram com a corda.
Eles o jogaram no banco de tr�s do meu lado.
Havia sangue onde amarraram os tornozelos do Sr. Michael.
Ent�o, fomos embora...
Eu queria....
Sinto muito pelo que aconteceu com o Sr. Michael.
Eu sinto muito ter desonrado o uniforme.
Como algo t�o horr�vel p�de acontecer em nossa cidade?
Pode ser reconfortante apontar esses dois oficiais
e dizer que a morte do Sr. Michael
foi resultado de suas mentes doentes e cheias de �dio.
Ou colocar a culpa na Pol�cia. afinal, eles foram avisados.
Pegaram o Sr. Carlson distribuindo literatura racista.
O policial Dietrich
disse que fantasiava em matar afro-americanos e hisp�nicos.
E a Pol�cia n�o fez nada, a n�o ser emitir advert�ncias.
Ent�o, outros policiais bem intencionados
entenderam a mensagem.
O Departamento tolera racistas.
N�o h� problema em usar insultos raciais,
for�a excessiva, e discrimina��o racial.
N�o s� isso, � permitiso faz�-lo diante dos colegas.
N�o se preocupe, o sistema de lealdade protege voc�.
O muro azul
vai proteg�-lo da autoridade civil.
N�o que tivessem realmente algo a temer de n�s.
Este � o motivo menos reconfortante
para esse horror acontecer.
Se a taxa de crime � baixa, e as ruas s�o seguras,
se o abuso policial acontece em outro bairro,
n�o nos incomodamos de fechar os olhos.
Esses oficiais contam com isso.
Nosso fracasso em polici�-los
manifesta a nossa indiferen�a
e at� nossa aceita��o dos seus m�todos.
Senhoras e senhores do j�ri,
est� � sua chance de enviar uma mensagem clara e inequ�voca
para cada policial, bom ou mau.
N�s n�o vamos tolerar o racismo.
N�s vamos punir todos os abusos.
E podem fazer isso hoje,
aplicando �queles dois indiv�duos
a mais extrema puni��o nos termos da lei.
A Quarta Emenda da Constitui��o
reconhece nosso direito � seguran�a enquanto pessoas
e nos protege de apreens�es arbitr�rias.
Nenhum policial
pode nos tirar esses direitos.
A n�o ser que abramos m�o deles.
Dois policiais de Nova York no Corredor da Morte.
Trar� graves consequencias.
Dev�amos ter deixado os federais pagarem o pato?
Saberemos quando um de n�s precisar de um policial.
Sua 1a senten�a de morte.
-Voc� est� bem? -S� uma coisa me incomoda.
Ray-Ray, o cara do rodo.
Os policiais disseram a ele quem era o Fratelli.
Eu sei. Eu lhe disse.
Perfeitamente legal.
Nunca usar�amos o reconhecimento no julgamento.
Legal ou n�o....
Os crimes mais graves, Abbie.
Bem-vinda � liga dos grandes.
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