All language subtitles for Divorce American Style (1967)

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional) Download
co Corsican
hr Croatian
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian Download
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian Download
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian Download
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American) Download
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish Download
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

DIVÓRCIO À AMERICANA

Quer sair daí, Phil? Está fazendo algo?

- Dois minutos. - Já levou dois minutos,

o que está lendo?

Rapaz, você fala mais do que uma gravação.

Isso deveria ser uma ameaça?

Quer parar com isso, por favor?

Parar com que?

Essa coisa que está fazendo com o nariz.

É repugnante!

É só não ouvir.

Richard, por favor, acabei de me maquiar.

Oh, vamos lá...

- Já era hora. - Trinta minutos?

Richard, pare. Estou na cama todo dia as dez.

Você nunca vai para a cama até uma da manhã.

As visitas vão chegar em menos de uma hora.

Estou correndo para arrumar tudo, precisamos da sua ajuda.

Provavelmente sou eu, Mildred. Está frio.

Você fica separada apenas por complexo.

Então joga suas frustrações em mim.

Você me faz de bode expiatório, psicologicamente...

Porque não comeu o meu assado?

Porque sempre diz que fica enjoado?

Vou dizer por quê. Porque não sou perfeita.

Você deveria ter se casado com sua mãe.

A santa.

- Phillip! - Dois minutos!

Você disse isso há dez minutos atrás.

O que você está fazendo?

Estou enfeitando o tapete!

Phillip!

É inútil não posso entrar nessa roupa, estou muito gorda.

Você está doida.

Como vou nessa festa, não consigo vestir isso aqui.

Querida, você só tem 36 anos.

Quanto tiver 60 vai ser só gordura, só gordura.

No dia que casamos eu deveria estar bêbado.

Fungar, fungar... Me deixa maluca.

Esse frio está me pegando pesado.

Está bem Richard. Agora você está zombando.

Só porque eu costumo ser tratada como um animal.

O que eu pareço para você? Um cachorro?

Você que disse isso, eu não.

Melhor você ir sem mim.

Ontem estava muito bem, hoje está muito gorda?

Eu estou, veja isso. Eu odeio, eu odeio.

Querida, pare de se lamentar.

Você está me provocando! Você está me provocando!

Me diga o que quer dizer que não me comunicamos?

Eu comunico tudo que veem a minha mente.

Ah, você não.

Não faz mais do que criticar.

Agora você muda a conversa, terminando em somente criticar.

Não é verdade. Você sempre critica tudo.

Aonde vai?

Tenho que colocar no forno pão francês.

O pão francês?

O que há de errado com o pão francês?

Nada.

Só que comumente se serve esses pães redondos e nada mais.

Você entendeu?

E se isso é criticar, eu desisto.

Richard, você não ousaria...

- Celia, coloque o pão no forno. - São seus convidados, não meus.

- Quer que ouçam você? - Então?

Quer parar de gritar?

Por quê? Só se importa com que pensam os outros em vez do que eu penso.

Olá, como está?

Adeus Bárbara, passe bem.

Obrigada.

Dirija com cuidado.

O que houve com Celia. Quebrou o braço ou algo assim?

Foi um longo dia. Tivemos companhia.

Ela se cansa muito.

Deixei-a ir para casa.

É a primeira noite que trabalha em muitos meses.

Deixá-la ir é um crime.

Então diga a ela você.

- Talvez eu deva. - Ótimo.

- Boa noite, Celia! - Boa noite, Celia.

Os 250 dólares por mês e o trabalho eu tenho que fazer.

- Assim vai quebrar os cinzeiros. - Que quebrem, eu que pago.

Grande homem!

O que há com você ultimamente?

Tudo que faço está certo.

Nada do que digo.

O que há com você?

Prefiro não falar disso.

Ok. Quem não quer se comunicar agora?

Comunicar não é só falar, é...

é sentir a outra pessoa.

É fazer contato.

Você não entenderia.

E você sempre lá em cima, no pedestal de superioridade.

Lembro-me que antes nos entendíamos perfeitamente.

Agora do nada, tudo mudou.

Por quê? É o que quero saber. Por quê?

Você não entenderia.

Você em vez de responder, sai com evasivas.

Quero saber o motivo que te faz tão infeliz.

São as crianças? A casa?

Imaginou que vive em uma casa de cinquenta mil dólares?

É só o que te importa. Dinheiro, dinheiro.

Tudo o que pode comprar.

Não creio que isso seja tão desagradável.

Não levante sua voz, Richard.

Eu não necessito de nenhuma casa de cinquenta mil dólares.

Não, sou eu que necessito.

Eu só preciso de 12 metros quadrados para colocar a máquina de lavar...

e a secadora e o freezer.

E minha geladeira de duas portas.

Tudo combinando as cores com as paredes.

Richard, as crianças.

Esqueça as crianças?

Eu quero saber por quê você está infeliz.

E se voltar a dizer que eu não poderia compreender...

Eu arranco esse telhado.

Vá em frente, grite o quanto tiver vontade.

Por quinze anos as crianças já estão cansadas de ouvir.

Estou esperando que responda-me, Bárbara.

Você não está esperando, você está exigindo.

Exatamente, estou exigindo.

Por favor, Richard, está me dando do de cabeça.

Não venha com isso de dor de cabeça comigo.

Ainda não respondeu a minha pergunta, Bárbara.

Bárbara.

Então, vai largar isso ou vai segurá-lo a noite toda?

Vou fazer o que quiser, mas se continuar com esse...

tom de voz, verá que eu o solto.

Então solte-o, Richard.

Então, isso já basta?

Pare!

Você não vai quebrar outro prato.

Ok, eu só... derrubo esse.

Era meu prato favorito.

Suponho que está satisfeito.

Eu não estou, até você conte-me uma coisa.

Uma coisa.

Temos passado quinze anos lutando.

Quinze anos sem levantar a cabeça.

Eu sem uma profissão, ou uma graduação.

Quinze anos trabalhando tirando meu couro.

Rezando para... não perder o emprego.

Quinze anos de esforço, Bárbara.

E você ao meu lado. Você sempre ao meu lado.

E agora dois anos atrás. Quando tudo está bem.

Quando por fim começamos a ver um sinal de luz.

Quando conseguimos algumas coisas que sempre havíamos sonhado.

Quando depois de tudo, enfim, conseguimos...

Você decide que não é feliz.

Por quê? Apenas responda.

Muito bem. Quer saber por quê?

Por você. É o que aconteceu com você.

Tudo começou quando você tornou-se diretor-geral.

Mudou de repente. Sentiu-se um personagem.

Agora pretende que eu o ame pelo dinheiro que tem e pelas coisas que compra?

Eu não sou uma pagã, Richard.

Quero amar um homem. Não uma barra de ouro.

Uma barra de ouro?

Mas que tolice está dizendo?

Quem te ensinou tudo isso? O Dr. Zenwinn.

Rapaz o dia que levei você nesse conselheiro matrimonial...

- Um psicólogo. - O que seja.

Já que eu aconselhei que o visse, deveria arrancar minha língua.

Outra vez o Dr. Zenwinn.

Cada vez que falamos, cada vez que discutimos,

Terminamos brigando por causa do Dr. Zenwinn.

Veja como não nos comunicamos. Somos dois estranhos.

Totalmente estranhos.

Não sei por que perdemos o tempo falando?

- Seria melhor ficarmos quietos. - Concordo.

Se é desse jeito que quer!

Eu disse que é assim que prefiro? Eu disse?

- Disse que devia ficar quieta. - Não me repita o que eu disse.

Eu falei...

É inútil. Vou dormir. Boa noite.

Sim, já sei Sr. Harmon.

Sua esposa me contou o incidente.

Mas creio que foi tudo algo infantil.

- Sim, sim? - Sim.

Você tem algo contra os conselheiros matrimoniais, Sr. Harmon.

Também sou psicólogo, sabia?

Não, não, só é que... É só que...

Minha família nunca saiu por aí pedindo conselhos.

Se alguém quebra uma perna, precisa de alguém que a conserte.

Há problemas, se é que me entende, há problemas pessoais.

As brigas de família. O dinheiro e...

Sexo?

Eu não disse isso.

Essa palavra o incomoda, Sr. Harmon?

Pois não, porque deveria?

O ato em si, então?

Mas que ato está dizendo?

Mas que diabos está acontecendo com você.

Eu não vim tratar com um simples desconhecido...

Para que você veio, Sr. Harmon?

Eu vim para ouvir.

Há dois anos ela vem me pedindo para que venha vê-lo,

para salvar nosso casamento.

Pois aqui estou. Salve-o.

Bem, uma atribuição bastante difícil, Sr. Harmon, não é?

Sim, me parece que sim.

Quando tiveram relações pela última vez, Sr. Harmon.

O que?

Você deve saber, ela vem a sua consulta duas vezes por semana.

Eu quero a sua resposta, Sr. Harmon.

Veja você, eu responderia o mesmo. Para isso falta se comunicar.

Ouça, Sr. Harmon. Tenho a certeza que relações físicas...

são de certa maneira parecidas com um violino.

Se você toca o violino com regularidade...

e se mantém afinado...

sempre responderá satisfatoriamente.

Mas se você o deixa em um armário, por assim dizer.

O que você acha que vai acontecer, Sr. Harmon?

Sr. Harmon?

Certamente terminaria ficando desafinado.

Exato.

Terminaria ficando desafinado.

Sim, Dr. creio que estamos perdendo tempo aqui.

Faça o favor de dizer a minha mulher...

que pare de me provocar e tudo vai ficar muito bem.

Fala-me do mal que estou fazendo ao seu ego.

Você deve pensar no seu ego, Sr. Harmon?

Como um grande balão.

Quando nos sentimos felizes e satisfeitos, está cheio.

Mas os fracassos de cada dia o murcha,

e o balão vai perdendo o ar.

Seu trabalho como marido é colaborar para que esse...

balão do ego de sua esposa, permaneça inflado.

Com seu respeito e amor.

E ela deverá fazer o mesmo por você.

Se deixa escapar o ar de um balão, Sr. Harmon...

O que acontecerá?

- Ele murcha? - Exato.

Ele murcha.

- Nada mais. - Isso é tudo?

Por vinte dólares? Que não murche o balão da minha esposa?

Faltam dez para as doze, restam quinze minutos.

Creio que deve entrar agora a senhora Harmon.

- Senhora Harmon? - Sim.

Por favor.

Então...

Sra. Harmon, seu marido e eu tivemos uma breve conversa.

Então nós vamos visitá-lo com regularidade?

O que?

Disse que estava disposto a colaborar.

Você não disse que desejava salvar o seu casamento?

Mas quem disse que está em perigo?

Doutor, gostaria de esclarecer uma coisa.

Não somos gente sofisticada...

e não sei o que a minha esposa andou falando.

Confesso que tive muita sorte dela pode se...

permitir ao luxo de ter um conselheiro matrimonial.

Digo, de um psicólogo.

Mas meu pai era um gesseiro.

O pai dela era carteiro.

E as pessoas como nós não... bem não...

Enfim, não sei o que estou fazendo aqui.

Richard, por favor, não vá embora.

Eu sei que é difícil acreditar. Eu também quase não acreditei.

Mas está acontecendo algo conosco, Richard.

Nós estamos sufocando.

Sim, vou chamar os bombeiros.

Bem vindos a gatinha pálida...

Casa de desfile de modelos de nylon transparentes com apliques feitos a mão.

É criação da Sra. Slay, de Hollywood.

Com sapatinhos dourados de Arnold Dreyfuss.

Todo conjunto a sua disposição por menos de 30 dólares...

e os números mais abaixo na casa de encontros.

Esse número vale 28.45 na casa de encontros.

É uma cópia do original de Dry e baseado no último número de Bob.

Fabricado na cidade também pode ser adquirido...

nas cores, amarelo, rosa e creme.

É a mão de meu pai.

O que sai da minha manga, é a mão de meu pai.

Costumava ser um garoto, Lionel.

Agora sou o pai.

Não vou voltar para casa esta noite.

Sim, assim terá algo em que pensar.

Que se preocupe um pouco.

Seguir para a pista. Não é a resposta.

Sabe o que passa com você, Richard?

Você depende muito de Bárbara.

Já está casado dezenove anos...

E acredite, o único modo de viver...

no casamento é viver...

viver fora também.

Entende?

De vez em quando, uma pulada é quase imprescindível.

Não Richard, eu te conheço... Quanto tempo acha que te conheço?

- Seis, sete anos. - Sim, talvez isso.

Nunca vou compreendê-lo.

Você se casou quando tinha vinte anos.

E vai me dizer que em todo esse tempo nunca...

Nem uma só vez?

Porque não?

Lionel, não é que pretenda dar uma de puritano,

Eu que eu... nunca senti...

Bem nunca me deu vontade...

Mas que diabos...

eu amo a minha esposa.

Porque tenho que te dar explicações.

Eu nunca fui infiel. Então atire em mim.

Vamos, vamos, espere aí.

Não estou recomendando que tenha um romance.

Estou falando sobre...

E que não se ponha sentimental...

com uma secretária atraente.

Não me refiro a nada disso.

Tudo isso para mim é uma traição.

E para você pagar uma mulher não é uma traição?

Não, porque não é por amor, é um tranquilizante.

Uma terapia.

Bárbara queria que fosse ver esse psicólogo, não é?

Eu tenho o mesmo alívio e ainda economizo cinco dólares por consulta.

Vamos, Richard. É uma visitinha.

A caminho de sua casa. É uma garota muito simpática...

e muito compreensiva.

Você perdeu a cabeça Trazer um homem nessa condição.

- Digo que perdeu a cabeça. - Não a perdi totalmente.

Ele precisa de você.

Quem ia trazer um homem nesse estado se não necessitasse de você?

O que faz pensar que ele necessita? E pode ser que eu também não necessite.

Mas está claro que ele não sabe.

Ele saberá.

Dê uns dois minutos para descansar.

- Lionel. - Está tudo bem.

Ei, isso aqui é legal.

Eu gostei daqui. Onde estamos?

Ele está tão bêbado que não vai se interessar nem pela miss América.

Eu digo que já vai passar.

Dê alguns minutos para que se acalme e vai ficar como novo.

Você está bem? Viu só, está bem?

Olha como está ótimo.

Vamos, adiante. Sejam boas crianças e carinhosos.

Lionel, nem pensar em deixá-lo aqui, nem pensar.

Então vamos ficar assim?

Eu trago um camarada para uma velha amiga confortar,

- e é isso que recebo? - Eu não sou a Cruz Vermelha.

E deixe de jogar comigo com psicologia.

- Acha que fiz isso? - Sim.

Pois deveria ter vergonha de pensar isso de mim.

Este homem está em apuros. Tem sérios problemas no casamento.

E quem não tem?

Tinha dezenove anos quando se casou,

e dezessete anos depois... segue tendo 19 anos.

Os homens nunca crescem, apenas ficam velhos.

Sabe como chamam o meu apartamento? A cidade dos garotos.

Está bem, Dede. Está bem.

- Esquece. - Está bem.

Vamos, Rich.

Não nos querem aqui.

Vamos lá. Dede é importante demais. Importante demais.

Lionel. Vamos lá, espere, espere.

Vamos lá, doçura.

Lionel! Lionel!

Venha aqui.

Vamos amigo, vamos lá.

Aonde vamos?

Ao paraíso. Não temos a noite toda. Vamos lá.

- Venha com Dede. - Dede?

- Dede Murphy. - Dede Murphy?

Onde está Lionel?

Anda, vamos, que saber, é muito agradável.

Tem um não sei que muito especial. Vamos.

Vamos. Parece que o estou levando para a morte.

Está reclamando. Vamos!

- Eu não creio que... - O que, o que?

Não, por favor, não durma, por favor.

Não durma.

Maldição.

O que eu faço agora?

Espere aí, senhor. Você não está dormindo.

- O que é isso afinal? - Por favor, não fique com raiva.

Está me tomando por idiota. Vocês estão jogando comigo?

Eu já conheço os tipos como você.

Acham-se bons demais para mim, não é?

- Não, não. - Sim, eu entendi.

Acha-se bom demais.

- Isso não é verdade. - Fora!

- Vá embora. - Ouça...

Dede, tem que compreender,

Eu não sabia aonde ia quando subi aqui.

Não me acho bom demais. Eu apenas sou...

um imbecil.

Eu esquecia, é casado.

Casado de verdade.

Bem, não fique assim. Tem coisas que não tem jeito.

- O que está fazendo agora? - Pelo tempo que tomei...

Eu não fiz nada para isso.

Que tipo de mulher pensa que sou?

Rapaz você sabe como insultar.

Perdão, desculpe, não sei o que dizer.

Tente dizer adeus.

Richard, obrigado por ter trazido champanhe.

E por mandar as crianças para dormir fora.

E por querer estar a sós comigo.

E por me escutar com tanta paciência.

Acha que estou louca?

- Está brincando? - Não, não, não.

Quer que te diga uma coisa? Estou louca.

- Vamos mulher... - Não, não...

Sério, de verdade.

Pode ser até verdade, mas vai ter que me mostrar.

Ok.

Primeiro tenho vontade de rir.

Está gelado.

As bistecas.

Isso não poderia ter acontecido.

E para que estamos precisando da carne.

Não sei, eu não gosto.

Tenho uma boa ideia...

vou buscar os biscoitos e você pega o leite.

Quase queimamos toda a casa.

Você poderia segurá-las, por favor.

Aí está.

Muito bem.

Obrigado.

O que há com você?

Jantar a luz de velas.

É um doce.

Bem, onde estávamos?

Sim, lembro-me que você disse que estava levemente louca.

É verdade.

- Promete não rir de mim? - Eu prometo.

Richard...

Você é casado com uma sexomaníaca.

Você uma sexomaníaca? Uma sexomaníaca?

Eu realmente falo sério, Richard.

Oh. Richard, fique sério. É um problema enorme.

Eu... Eu quero dizer...

Ultimamente tem me ocorrido...

Bem, como seria estar acompanhada...

de Marlon Brando ou de Antony Queen.

Sim?

Uma vez...

Você não ia acreditar.

Uma vez cheguei a pensar no Doutor Zenwinn.

Oh não.

Você e o velho doutor?

Richard, não ache graça.

Ajude-me. Estou assustada.

Oh, doçura, não fique assustada.

Por isso diz que está ficando meio louca?

Desde que fiz 35...

Cada vez que abro um jornal, sabe a primeira coisa que procuro?

Garotas.

Garotas, até na revista Time. Até na Time.

Charles de Gaulle está de destaque na capa...

e busco a seção de cinema e de teatro e de moda.

Procurando os decotes nas roupas.

Fiquei duas semanas feliz com isso.

É curioso, não notei que gostava tanto das mulheres.

Você está brincando.

Claro, cachorro que ladra, já sabe.

Pergunte a Lionel. Pergunte a Dede Murphy.

Quem é Dede Murphy?

Barbara.

Amor.

Porque ficou assim, de repente?

Assim como?

Como fiquei assim?

Não seja boba, doçura.

Eu te disse onde estive essa noite.

Não aconteceu nada.

Teria contando toda a minha história se algo tivesse acontecido?

Não diga que não acredita em mim. Pois eu sei que acredita.

Está bem.

Acredito em você.

Estava bêbado.

Foi levado a algum lugar, e não aconteceu nada.

Mas se tivesse um ataque cardíaco...

o teriam encontrado no apartamento de outra mulher.

Como?

Como eu ia saber que morreu lá?

Como seus filhos iam saber?

Eu não morri lá.

- E se morresse lá. - Oh, Barbara.

E se morresse lá, Richard?

De agora em diante vou levar sempre um bilhete no bolso.

Se eu morrer no apartamento de uma desconhecida,

que incinerem meu corpo e sumam com as cinzas.

Assim está melhor?

Muito engraçado.

Richard.

Não vamos falar disso agora.

Richard, não me beije assim.

- Eu não gosto. - Você adora.

Vê-se na grossura dos lábios.

Eu não gosto mais.

Beije-me como um homem.

Não como um esquilo.

Beijar como um homem?

Não reconheceria um homem nem que um caísse do teto.

Não, é possível que não.

Se ao menos tivesse vivido com um homem.

Parece-me que já chega, Barbara.

Não.

- Aonde vai? - Qualquer lugar.

Não sei com quem pensa que esteve vivendo todos esses anos e não me importa.

Mas acredito que não viveu tão ruim comigo.

Qualquer mulher daria tudo para viver como você vive.

Tente não esquecer isso.

As coisas novamente. Já volta a falar de coisas.

Quando vai colocar na cabeça que eu não preciso de coisas.

- Eu preciso de você. - Você já tem a mim.

Aonde vou? Que faço?

Você abre a porta para mim pela manhã...

e pela tarde volto para casa pontual que nem um relógio.

Entretanto ainda quer mais?

Quer me cortar em pedaços...

e me devorar, é isso que está tentando fazer.

Se sou menos homem que antes, eu não perdi nada.

Você que fez isso. Tenho que me curvar para você.

Você é o macho aqui.

- Richard! - Me chamou, senhor?

É que eu não sou assim.

Não é verdade que eu seja assim.

Você deformou tudo para parecer que sou assim.

- Você não é um homem, Richard. - Barbara.

Sim, você não é!

Porque um homem não teme a ternura.

Não tem medo de ser gentil.

E suave.

- Já chega, Barbara. - Não chega não.

E tenta demonstrar sua masculinidade falando de coisas o tempo todo.

E não com palavras persuasivas para sua mulher...

porque uma fulana o decepcionou.

Com tantas coisas e tantas histórias nunca me contou o que houve.

Ele foi embora com outra?

Não.

Tem outro alguém com você?

Oh, Fern.

Barbara, Richard saiu de casa. Algo tem que ter acontecido.

É como se... como se...

houvéssemos desintegrado.

Começamos um dia a não nos falar e não nos tocar.

Nossas relações, tudo que compartilhamos juntos...

Começaram a sumir.

Desapareceu.

Alguns casamentos não se rompem.

- Somem. - Eu não sei.

Fern. Você acha que ainda devo ligar para ele?

Eu não disse que deveria ligar para ele, querida?

Não sei de onde tirou essa ideia.

Eu só disse que se fosse meu marido que podia...

continuar fora que eu não o chamaria.

Apenas disse isso.

Eu odiaria mencionar essa palavra, querida.

Você deveria falar com um advogado.

- Um advogado? - Para que te aconselhe.

Nada mais que isso, querida. Para que te aconselhe.

Escritório do Sr. Grieff. Sim, está.

Estou em uma conferência, diabos.

Trata-se da prima de sua esposa, Barbara Harmon.

Olá Barbara, faz muito tempo que não a vejo, como vão as crianças?

Muito bem, David, obrigado.

- Sim, sim! - E sua família?

Muito bem. Barbara se ligou-me pelo orfanato,

que você esteve trabalhando no último ano.

Mas, eu já contribui.

Não te liguei pelo orfanato, David.

O caso é que não sei como dizer isso.

Mas tenho que falar com alguém, alguém que me aconselhe.

Trata-se de Richard. Tivemos uma briga terrível.

Muito séria.

E se foi de casa.

O que disse de Richard, Barbara?

Teve uma noite terrível e vão vender a casa?

- Senhor Grieff... - Está bem.

Procure-o.

Desculpe, Barbara. Espere um instante.

Agora está melhor, Barbara. O que me dizia?

Richard me deixou, David.

Há algumas noites.

E que pensa que quer? Divorciar-se?

Divorciar-se?

O que foi, parece que nunca ouviu essa palavra?

Não, veja que...

Essa palavra nunca havia surgido.

O divórcio é algo muito definitivo, Barbara.

Eu só pensaria nele como, como uma última solução.

Mas eu não disse nada sobre divórcio.

Você é quem falou nisso, David.

Espere um instante.

Eu não te liguei, que eu saiba.

Barbara, não creio que seja um assunto para falar por telefone.

Venha me ver pela manhã, lá pelas...

- Onze. - Onze.

Você acha que é necessário, David?

Ah, Bárbara...

Acho que deveria...

passar no banco antes de vir aqui.

Cancele a conta conjunta que têm, e o plano de previdência.

David, não está pensando que Richard vai...

Bem, nunca se sabe.

Alguém pode ter aconselhado a ele, só para evitar problemas.

Meus amados...

Eu digo que aliviem as suas dores...

Pois tirem do coração o seu peso.

Suas angústias, tristezas e aflições.

Apesar dos seus tormentos, desgraças e infortúnios.

Apesar de sua miséria, desventuras e desolação.

Como fundador da igreja mundial dos companheiros.

Eu vos digo que tem salvação, amigos.

Celia, pelo amor de Deus.

Não quero ouvir essa palavra até que me diga diretamente.

Em vosso peito assume a esperança...

Oi mamãe, como foi levantar tão cedo no domingo?

Porque vou preparar para vocês um excelente café da manhã.

- O que vão querer? - Só quero um suco.

Não temos tempo, vamos esperar que papai venha nos buscar.

Pois vai ter que esperar.

Pedidos da cozinheira.

Podem comer panquecas, ovos, cereal.

Mark, vou preparar com esse extra de bacon que tanto gosta.

Mamãe, papai e você parecem estar competindo por nós.

Tenho pedido esse extra de bacon por anos.

Sim, e papai também nunca levanta-se tão cedo aos domingos.

Oh, rapaz Eu não sei.

A verdade é que não entendo nada.

Vocês têm lidos livros e escutado histórias?

Como as crianças podem ficar positivas com esse tipo de coisa?

Mamãe, você quer que fiquemos traumatizados?

Não.

E porque não? Não tem nem um pequeno trauma?

Uma pequena dor de estômago.

Vários garotos na escola vem de lares desfeitos.

Jonathan!

Escuta Jonathan, não gosto de ouvir você falar assim.

Tem razão, não é grande coisa.

- Aí está o papai. - Temos que ir, mamãe.

Até logo.

Adeus, mamãe. Tenha um bom dia.

Assim foi meus amados...

não importa o quanto estejam cercados, cerceados, perseguidos.

acossados e atormentados...

Quaisquer que sejam seus problemas...

Que ótimo! É um strike!

Como fez isso? Está praticando todas as noites ou algo assim?

Sim, senhor.

Ei papai, vamos ver você fazendo.

- Eu? - Sim.

- Jogando boliche. - Eu quero ver essa.

Vamos lá papai, derrube tudo.

Tenha certeza que a bola vai chegar lá, papai.

Mas sorte na próxima vez, coroa.

Vamos, papai, dessa vez vai dar certo.

Fique tranquilo, papai.

Aí vamos nós.

Oh não!

- É a primeira vez que vem aqui? - Você conseguiu perceber?

O que passa é que meus dedos têm claustrofobia desses buracos.

Não, não queria dizer isso.

É que parece que nunca jogou boliche.

Quero dizer que se esse é o seu primeiro divórcio?

- Como? - Pais de domingo.

Temos a mesma expressão de saber que não haverá continuação.

O que vai fazer agora?

O que os garotos quiserem.

Minigolfe, por exemplo.

- Talvez andar a cavalo. - Viu o que eu digo?

Minhas filhas estão ali, na pista quatro.

- Me chamo Nelson Downes. - Richard Harmon.

Ouça, tenho uma ideia. Ei, crianças, venham aqui.

Venham conhecer os filhos do Sr. Harmon.

Sr. Harmon gostaria de apresentar minhas filhas Cintia e minha filha Maggie.

Prazer em conhecê-las.

Ei venham aqui, amigos. Mark e Jonathan.

Bem, as crianças estão se entendendo bem.

Sou distribuidor geral das bebidas Shenny.

Ah sim.

É um grande trabalho.

Sim, muito bem.

E você?

Eu trabalho na Fábrica Delany.

Sou diretor geral.

Não, eu pago. É uma empresa muito boa essa Fabrica Delany.

Diretor geral, hein?

Ótimo. Ótimo.

Não é fácil esse assunto de divórcio.

Quanto ela levou de você?

Olha, eu não estou divorciado. Isso é suposição sua.

Vamos, vamos Harmon. Não venha com tecnicismos.

Se você não está divorciado, você está quase lá.

Conheço como se parece.

Quanto calcula que terá que perder?

- Eu não sei por quê... - Quanto ela vai pedir?

Quanto a garota vai pedir? Trinta? Trinta e cinco?

Ah, mais de 35 mil?

Isso é muito bom.

Bem, provavelmente ela pedirá...

Está na hora do almoço. Vou buscar os garotos.

Ah sim, claro, muito bem. Ouça. Não se irrite comigo.

Só queria lhe ajudar a calcular o que terá que pagar.

Eu, vou te dizer. Deixe sua mente descansar.

Sou um homem rico. Minha mulher é rica.

Somos independentes economicamente.

Porque deveria se preocupar comigo? Sou bom demais?

Sim, claro.

Bom demais.

Bom demais...

Você não deveria se irritar, amigo.

A parte divertida dos divorciados é que...

somos dois doentes com a mesma operação.

E comparamos as cicatrizes.

Talvez eu tenha sido impertinente.

Apenas queria comprovar se tivemos a mesma ferida.

Sabe que não tenho nenhuma ferida, amigo.

Ah sim, já vejo e me alegro muito.

Ouça, um momento. Tenho outra ideia.

Cintia, Maggie! Venham aqui, por favor.

Ei, garotas.

Gostariam de convidar Jonathan e Mark para nossa casa para almoçar.

Podemos ir no seu carro, a Cintia dirige.

Ela dirige desde dezembro, está tudo bem.

Nós iremos no meu carro.

Sim, a minha ex-mulher adora as visitas.

Não vai se importar.

- Terei que dar-lhe as chaves. - Ah, sim. Aqui está, querida.

Bem, aqui estamos.

Vou entrar por esse lado, a outra está quebrada.

Maldita seja essa porta. O garoto da minha rua consertou ontem.

Segure isso.

Não me disse que distribuía todos os produtos Shenny.

Sim.

Mas de forma local, em um só setor da cidade.

Não, toda Califórnia e todo noroeste do pacífico.

Alguns de nós saímos mal no divórcio.

Eu digo que é um crime.

Depois de quinze anos de casamento com dois filhos...

quando o tribunal termina contigo não tem...

o bastante com 32 mil dólares ao ano.

- 32 mil? - Sim.

E mais 600 dólares por semana.

Menos mal que você está protegido de tudo isso.

Provavelmente já está pensando em procurar novas obrigações.

Como se casar de novo.

Sim, senhor, imagino a vontade que está de achar a mulher certa.

Sua esposa atual é loira?

Sim, sim.

Nesse caso uma morena atraente é o que o médico lhe recomendou.

Ei, olá.

A mulher da hora.

- Nancy Downes. - Richard Harmon.

E aí estão seus filhos, Mark e Jonathan.

Muito prazer em conhecê-lo, Sr. Harmon.

Como vai?

Suponho que os filhos sejam do primeiro matrimônio.

Oh não, estão no processo de divórcio agora.

Mas vai se sair bem de tudo isso, não é amigo?

Ontem o conheceu, na pista de patinação ou no boliche?

No boliche.

Nelson, acho que deve parar de ir a patinação.

E que achou da casa, Richard?

Nancy é uma ótima dona de casa. Ela fez tudo sozinha.

Sim, sem decoradores, ela faz tudo sozinha.

Nelson exagera muito. Recebi ajuda de profissionais com as lâmpadas,

Com as cadeiras, antiguidades e materiais de enfeites.

Eu só fiz os cinzeiros e essa linda caixa de fósforos.

É uma piada, é claro.

Mas Nelson exagera mesmo sem se dar conta que ofende a minha modéstia.

Entretanto, permita que o conheça, Sr. Harmon.

Sou uma mulher notável.

Sim, deve ser uma mulher extraordinária, Sra. Downes.

É a primeira pessoa que conheço que tem um escravo pessoal.

Isso foi um pouco injusto, Richard.

Está gastando a vida para colocar outros nesse plano, e pareço injusto?

Mas Nancy não tem culpa, rapaz. Ela não fez a lei do divórcio.

Basta me dizer que é coisa dos tribunais desta nação...

em reduzir um homem a pobreza mas desprezível...

enquanto sua ex-mulher siga vivendo com luxo?

Ah, não acredito.

Porque diabos não voltou a casar?

Questão econômica.

Não encontrei um homem que possa proporcionar...

o que nos dá a pensão alimentícia do Nelson.

Além disso, Sr. Harmon, tenho duas filhas.

Uma irá para a universidade no próximo ano.

A outra vai entrar antes que a primeira termine.

O que quer que diga a elas? Que parem os seus estudos?

Que já não temos essa casa? Elas cresceram nessa casa.

Todos seus amigos moram aqui. Sua vida e segurança estão aqui.

Vamos destroçar as vidas delas só por que seus pais destruíram o seu casamento?

Vamos?

Sei que é entediante. Mas Nelson não tem culpa.

Ele é um bom provedor.

Eu adoraria deixá-lo livre.

Eu gostaria também de me ver livre.

Por isso me diverte conhecer os homens que me traz aqui.

Estou muito sozinha, Sr. Harmon.

- Voltaremos a vê-lo? - Talvez.

Vamos lá, garotos.

Ei, isso na perna é coisa grave?

Não é nada, me rompeu a cartilagem do joelho...

há uns seis meses, mas me pedem 500 dólares para operar.

Malditos cirurgiões.

Eu tenho uma belo pedido aqui de seis mil,

mas querem cinco semanas para que entreguemos.

- Acha que poderemos fazê-lo? - Vamos fazer.

Não tem notícias de Barbara ainda?

Ligou para seu advogado. A verdade é que depois...

Sim, eu sei.

Tenho tentando falar com ele. Ontem seis vezes, hoje quatro vezes.

Sempre em reuniões.

Quando não está em reunião está jogando golfe.

É que quer que faça? Que instale um telefone no campo de golfe?

Bem amigo, só queria ajudar.

Sr. Harmon, tem um senhor querendo vê-lo.

- Sr. Harmon? - Eu sou o Sr. Harmon.

Oh, minha nossa, como eu poderia saber?

Aqui.

Oh não, não!

Sr. Harmon é só assinar aqui.

Srta. Feltman, ligue para o Dr. Strickland novamente.

Oh, vamos lá, Sr. Harmon.

Diga que é urgente!

Não há tempo a perder!

Depressa senhorita, por favor.

Ele ainda está em reunião Sr. Harmon, sua secretaria nega-se a avisar-lhe.

- Está em que linha? - Linha Um.

Alô, escritório do Dr. Strickland?

Aqui é o Dr. Harry Suadosck falando.

Médico de confiança do Sr. Harmon.

Estou ligando da sala de operação do hospital Cedars of Lebanon.

De onde acabo de abrir o coração do Sr. Harmon.

Possivelmente lhe restam de três a seis minutos de vida.

E quer falar com o Sr. Strickland para ditar-lhe...

os últimos ajustes do seu testamento.

E coloque-o ao telefone imediatamente.

Como?

Está ocupado?

Que dite das mudanças de última hora para que você vá anotando?

Esse homem está morrendo.

Mas o que há com vocês?

- Não é possível que... - Dê-me isso aqui.

Antes de tratar do acerto financeiro em si...

sigo com meu dever em perguntar pela última vez pela reconciliação.

Já disse a meu cliente e tenho certeza, querido colega...

que deve ter explicado o mesmo a Sra. Harmon.

Que o divórcio é um assunto extremamente triste...

e desagradável.

Naturalmente deve se reconsiderar os benefícios da reconciliação.

Estive envolvido em casos difíceis de divórcio...

Lovewest contra Lovewest.

Fred Lovewest?

Sabe, eu representei Fred Lovewest.

Represento-o desde que teve problemas de garantias.

Então conhece Bob Acherny?

Ei, como Bob encarou toda a divisão?

Já o conhece? É um lutador quando está com a lei.

Eu representei sua irmã...

Não podemos falar do nosso caso?

- Depois nos falaremos. - Na hora do almoço.

E agora vejamos, quanto ao acerto financeiro temos...

preparados uma lista de coisas importantes...

de propriedade comum.

Com algumas ideias para distribuir para ambas a partes.

Richard.

Obrigado.

Sim, me parece justo.

Repartir pela metade.

A casa para Barbara.

A hipoteca para mim.

Os móveis, a TV em cores e o piano para Barbara...

as mensalidades para mim.

Os benefícios de seguro para Barbara...

as apólices para mim.

- O urânio de nossa mina para Barbara... - Mina de urânio?

e a radiação para mim.

Isso é uma visão amarga...

Isso é o que devemos evitar a todo custo, amigos.

Porque ficar tão hostil? Já não é ruim o suficiente?

Porque jogar sal por sobre as feridas.

Um momento, pode-se saber quem começou a jogar sal?

Eu nunca tive ódio por você.

Ódio?

Eu não disse nada sobre ódio.

Aqui estão essas frases.

O acusado insultava, era cruel, abusava de sua força.

A ainda era sádico.

O acusado ameaçou a demandante de causar-lhe graves danos.

Eu não disse nada disso.

É verdade. Não poderia ter dito tal coisa.

David, você distorceu as minhas palavras.

Eu já expliquei tudo. Não leve isso tão pessoal.

Bem, vocês estão dispostos a continuar?

Colega, parece que poderíamos abreviar alguns detalhes.

Já calculou tudo que o Sr. Harmon deverá pagar depois de todas as deduções?

Sim, além dos pontos definidos na ação, pedimos...

uma cifra mínima para manutenção dos filhos...

pela condenação dos pagamentos dos encargos...

e para o imposto da Sra. Harmon...

não podemos esquecer o Tio Sam.

e gastos médicos extras.

deduzidos todos esses custos para a Sra. Harmon...

E os impostos de ambos e resta...

esta quantia que aqui está.

Oito, sete, três, zero.

Como oito, sete, três, zero.

Oito, sete, três, zero o que?

Oito, sete, três, zero, veja.

Isso é uma piada?

Não é uma piada?

Ficaram loucos.

- Sr. Harmon. - Não me chame de Sr. Harmon.

Só tem oito, sete, três, zero.

Chame-me de frouxo. Mate-me!

Não seja desagradável, Sr. Harmon.

Desagradável? Eu só ganho 25.000 dólares ao ano.

Como eu poderia viver com $ 87,30 por semana?

Não quero falar disso. Nem uma palavra mais.

Lutarei contra tudo isso até a morte.

Vou recorrer ao Supremo Tribunal.

Para Nuremberg!

Chega, Sr. Harmon.

Mas, excelência, um ser humano não pode viver 87,30 na semana.

Muitos seres humanos podem e fazem isso, Sr. Harmon.

E você será um homem melhor quando descobrir como.

O acusado deverá ser condenado a todos pagamentos no documento número um.

Este procedimento está concluído.

Esse foi osso duro. Pelo menos tentamos, Richard.

Isso não pode ser verdade.

Devo estar sonhando.

Sim, é um pesadelo.

Quando vamos ao tribunal é amanhã, não é?

Venha vamos tomar uma bebida.

Barbara, você venceu. Diga onde quer almoçar.

Eu pago. Scandy, Derby's...

- Cale-se. - Chop suey?

Cale-se, David.

Vamos homem, dá pena com essa cara.

Não é o primeiro a quem acontece essas coisas.

Isso não está ruim.

Está muito bom.

Tem sua privacidade aqui e seu bar e sua pia.

Você tem tudo.

Sim, está muito bem.

Eu adoro, pode alcançar tudo de qualquer lugar.

Não precisa ficar andando pelo lugar todo.

Muitas pessoas gostam das grandes cozinhas, mas isso...

Sim.

Veja...

Quase estava esquecendo.

Encontrei uma garota que seria legal para você.

De uns trinta anos. Uma preciosidade.

E seu namorado está sempre viajando.

É como apertar um botão.

Muito bem, aperte você mesmo.

Espere um minuto, amigo. Já sabe a minha opinião.

Primeiro tem que convidá-la para jantar e beber e ficar sentimental.

Eu sou um homem casado.

Na verdade, não o entendo.

Leva dezessete anos com uma corrente no pescoço.

E quanto está livre vai...

Bem, é isso.

Já tenho que ir, Richard. Até amanhã.

Não se vá. Não vai ficar para jantar?

Eu gostaria muito mas Fern me espera essa noite.

É o único dia que posso jantar com as crianças na semana.

Grande coisa.

Não poderia ligar a Fern? As crianças não se importarão.

Claro que não se importarão, mas já conhece Fern.

Vai fazer um drama por essa tolice.

Olha, tem certeza que não...

Bem, eu tentei.

Até a vista.

Aqui hambúrguer duplo, batatas fritas e Coca-Cola...

Sessenta e sete centavos.

Coca-Cola e hambúrguer e pouco queijo.

Nancy Downes, lembra-se?

Sim, naturalmente que me lembro.

Como vai o dedo.

Meu dedo?

Deve estar quebrado o dedo que você disca.

Saiu bem no tribunal?

Oh, não.

Levo a roupa suja em um carro velho porque eu perdi uma aposta.

O mataram.

A mim? Matar?

Primeiro me tiraram o escalpo, atiraram em mim.

me eletrocutaram e então me mataram.

Agora é por isso que Nelson não tem falado de você nesses últimos meses.

Melhor você correr.

Quando tiver o dinheiro, volto para meu armário.

Lembra-se do meu endereço?

Sim, claro que sim.

Dezessete anos desde que comecei a sair.

Mas acredite, nada mudou, doutor.

Após dez mil pacotes de cigarro, os homens...

Respiram um pouco mais fundo e nada mais.

Os homens seguem ser saber que coisas que penduram e as que engancham.

Graças a Deus.

Não tenho certeza de ter entendido essa exclamação, Sra. Harmon.

É normal que o homem se sinta estimulado pela mulher com quem sai.

Não acha?

Não sei, só sei que estou cansada.

Acho que a melhor maneira de consertar isso é começar de novo.

Pois quer saber uma coisa?

A única coisa que importa aos homens é que sou divorciada.

Por exemplo, minha irmã e suas amigas quando eram jovens...

adoravam brincar sempre de enfermeiras.

Diziam que conquistar uma era resolver a vida.

Pois vou lhe dar uma notícia, doutor.

Eles já não acreditam nessas histórias sobre as enfermeiras.

Não mais.

Ah não, senhor. Agora são as divorciadas.

É possível, Sra. Harmon.

Mas você é muito capaz de manejá-los.

Creio que não deve deixar de sair.

Lembre-se.

Aí fora, em algum lugar. Pode lhe esperar o marido ideal.

Faz um dia maravilhoso, não é?

Agora vamos recolher os dois filhos do meu segundo casamento.

Esses dois são do primeiro. Quatro crianças maravilhosas.

- Dê-me isso. - Não quero.

Harriet, pare com isso.

Não eu quero!

Bruce, deixe-a em paz.

Não é um bairro lindo.

Comprei essa casa quando me casei com minha segunda mulher.

Quando decidiu se casar novamente decidir conservar.

Minha primeira mulher continua também na casa que comprei.

Olha, aí está o Frank.

Depressa, abre.

Eu também quero brincar.

Já chegamos.

Essa menina que está sentada na manta que tem uma boneca...

e o garoto que está jogando com a bola, são meus: Melissa e Benji.

E o outro garoto da bicicleta é do primeiro casamento de Ruth.

Ruth, minha segunda mulher também já foi casada.

Eu a ajudarei.

Obrigado.

O outro garoto é daquele casamento.

A garota pequena que estava no balanço, é do seu marido atual.

Está casada com Howard há três anos.

Aí está Howard.

- Olá, Howard! - Olá Farley.

Betsy, querida.

Howard também já foi casado.

As crianças que estão com ele são de sua primeira esposa.

Eles os traz aqui todos os domingos.

Harriet, Russ.

Vão buscar Melissa e Benji.

Não Harriet.

Essa não é Melissa.

Melissa é sua irmã, a do cobertor.

Melhor ir ajudá-los.

Melissa e Benji, aqui está seu pai.

- Olá Farley. - Como está rapaz?

Eu estou bem.

Barbara Harmon, Howard Thresham.

Como vai?

Aí está Ralph.

Ei, Ralph!

Esse é Ralph, o primeiro marido de Ruth.

Que vem buscar os seus.

As três crianças que estão com ele são...

filhos deles e de sua segunda esposa.

Recolhe-os antes de vir aqui.

E os outros dois são de seu casamento atual.

Eles gostam também de vir passear.

Olá, Ralph.

Olá Farley.

Como vão as crianças, rapaz.

Essa é Barbara Harmon.

Harriet, traga Melissa que vamos embora.

Vamos, venha, aqui.

Está ficando tarde para sair em piquenique, tem que sair já.

Ruth, lhe apresento Barbara Harmon.

Muito prazer, Barbara.

- Benji! - Michael!

Nancy, vamos sair.

- Quero ir com papai. - Hoje você vai comigo.

Você não vai com seu pai hoje.

Você não vai nesse carro, Benji, mas ela vai.

É domingo, lembra-se? Hoje vai com seu tio.

Você não vai com esse irmão hoje, vai com outro irmão.

Você vai aqui.

Vamos querida. você vai aqui.

Vamos lá Ritchie. Chega dessas tolices.

Você vai com seu irmão e comigo.

Richard.

Nada.

Eu acho que é tempo de falarmos sobre nós.

- De nós? - Do futuro

Que vamos fazer?

Não havíamos combinado de não levar a sério?

Sim, havíamos combinado isso, certo.

Não estou perguntando se você me ama.

Ainda não

E estou começando... a amar você.

Oh, Richard.

É preciso que fale isso novamente.

Já está divorciada oito anos.

- E já saiu com muitos homens. - E então?

Porque conosco não pode ser do mesmo jeito?

Porque tem que ser diferente?

Porque prefere a mim?

Desta vez eu me importo.

Richard, logo teremos que pensar em uma explicação.

A-ha!

Nelson, que faz aqui?

Se não se importa, eu faço as perguntas.

O que você faz aqui?

Oh, Nelson, está bêbado.

Uma dedução inteligente.

Olha Nelson...

Não venha com essa de olha Nelson.

Ele tem uma navalha!

E não vou usá-la contra você.

Você que vai usá-la contra mim.

Vamos, pegue-a e corte-me a garganta.

Não seja idiota.

Não se faça assim, meu amigo. Pegue-a.

De qualquer maneira já está me matando, só vai adiantar um pouco.

Chega de idiotices, Nelson. Já chega.

Você quer fazer isso, Nancy?

É só um segundo.

E prometo que não vou contar para ninguém.

Maldição.

Vai me passar de uma vez a navalha, ou não?

Ah?

Nelson, por favor, solte a navalha, ninguém quer machucá-lo.

Desejamos que viva.

Deseja isso?

Ouviu isso Nancy?

É verdade que quer que eu viva, certo?

Naturalmente.

Muito bem. Está bem.

Tem que deixar de se ver de agora em diante.

Acabou isso de sair juntos e acabaram as visitas a esta casa.

Nem sequer os permito falar por telefone, está claro?

- Não! - Não.

Não?

Não, não quero.

Por favor, Nelson, não chore.

Não há nada pior do que um homem chorando.

Eu sei disso, Richard. Mas estou tão envergonhado.

Mas não posso parar.

Quando começaram eu os avisei.

Não se apaixone por esse cara.

Não tem mais que oitenta e sete dólares...

e trinta centavos por semana.

Pense em mim, eu disse.

Não há futuro para mim com você tendo relações com ele.

Só no mês passado encontrei três possíveis maridos para ela.

E um deles era dentista.

Era dentista, imagina isso.

Nem sequer quis falar ao telefone.

Porque está apaixonada de um mendigo.

Porque não disse que estava tendo um caso, Nancy?

Por quê?

Nelson, deveria ter lhe dad0 atenção.

Richard, por favor, não se vá.

Desde o começo dissemos que nada de compromisso.

Nem ataduras e nem correntes.

Nem tampouco decisões.

Não se trata só de Nelson. Depois teríamos que nos separar.

Eu lamento, Nancy.

Tive que vir.

Minha noiva está me pressionando pela data do casamento.

Está apaixonada de verdade por ele?

Maldito seja.

Você não tem a culpa, Nelson.

Que vamos fazer?

Entretanto não poderia esquecer seus 17 anos de casamento.

Ei.

Nancy, não poderia se arrumar com o que tem?

Eu continuaria pagando pelas crianças.

Que são cinquenta dólares por semana.

Com seus oitenta e sete.

Seriam 137 dólares semanais.

E eu estaria disposto a dar os cinquenta dólares extras, de vez em quando.

Se o tribunal souber, não poderia me impedir.

É inútil, é loucura.

Já viu como vive?

Para manter essa casa necessitaria...

Porque estou lhe dizendo isso.

Bem...

Era só uma ideia.

Nelson, me ocorreu uma coisa.

Diga-me.

Você quer me casar, e eu também quero.

Mas quero me casar com Richard,

mas ele não quer se casar comigo por causa de Barbara.

Então...

Em lugar de buscar alguém para mim...

Porque não tenta arrumar um marido para Barbara?

Buscamos um marido para Barbara.

E Richard recupera o seu dinheiro.

E você pega o Richard,

e nesse caso saio do gancho e fico livre para casar...

E também o pobre diabo fica em liberdade.

Que ideia magnífica.

E eu encontro um marido para Barbara em um piscar de olhos.

Olá, sou Al Yearling.

Proprietário e diretor da automóveis Al Yearling.

Voltaremos ao nosso filme dentro de instantes.

Amigos, essa é a maior vendedora de carros do oeste dos Estados Unidos.

E se querem saber a razão, Vou resumir em duas palavras.

Nos preocupamos.

Vamos ver quantas possibilidades temos.

Dick Case e Roger Flown.

Nick King.

Você acha que Barbara vai gostar de Nick King?

Não do jeito que Richard descreveu.

Que tal Chuck Linch?

Alto, atraente.

Se não vai assistir a televisão então desligue.

Em nosso desejo leal de oferecer a vocês e a suas famílias...

os melhores veículos que seu dinheiro pode comprar.

E a um preço muito razoável.

E os automóveis Al Yearling...

lhes dá a oportunidade de...

prestações mensais cômodas as suas necessidades.

Al Yearling. Tinha me esquecido dele.

Ele é um festeiro, eu mesma gostei, lembra-se?

E Bárbara também vai gostar.

É simpático. Sem complicações.

Bom, generoso e riquíssimo.

Oh, Nelson, acho que já o temos.

Um momento, e quanto a mãe dele?

Por ela eu tive que recusá-lo.

Sim, mas essa é a melhor parte.

Creio que sua mãe morreu.

Al Yearling pode começar a viver.

Pegue o telefone e ligue para automóveis Al Yearling.

Deixe seu nome, endereço e o carro que quer.

E sem demorar nada eu vou entregar o automóvel pessoalmente.

Olá, sou Al Yearling,

Eu lamento, seja o que estiver vendendo...

Não senhora. Procuro Barbara Harmon.

Eu sou Barbara Harmon.

Ah, isso.

Olá.

É um belo torcicolo que você tem aí.

Minha mãe costumava ter isso o tempo todo.

Sim, e como se curou?

Ela morreu.

Olha, estou muito ocupada...

Você não entendeu, trouxe o seu carro.

- Meu carro? - Sim.

Eu sou Al Yearling.

- O vendedor de carros. - Ah, esse Al Yearling.

Lembro-me de tê-lo visto...

- Na televisão... - Com sua mãe. - Isso mesmo.

Eu tinha aquele lema:

Não venderia um carro que não pudesse carregar minha mãe.

Agora a pobrezinha está morta.

Sim, já me disse.

Muito triste.

Não posso imaginar como você pode sofrer tanto como ela.

Escute, tenho jeito com essas coisas.

Tudo que tem que fazer é relaxar assim...

Os nervos de trás contraem-se com o tempo.

Sente-se melhor, não é?

Não é?

Sim, é verdade que fez muito bem.

- Minha mãe sempre dizia isso. - Muito obrigado.

Não tem de que.

- Obrigado, Richard. - De nada.

Uma excelente partida.

Vamos ver se semana que vem você pode jogar uma partida.

Vou dormir o fim de semana todo. Até logo, Richard.

Obrigado por nos deixar usar a sala, Richard.

Não tem de que.

Acha que vai gostar?

Claro que sim.

Se alguém me desse um desses aos dezesseis anos eu ficaria doido.

Você é um pai magnífico, Richard.

- Mark já viu? - Não, não.

Estou querendo ver a cara que vai fazer.

Lionel, venha!

- Até logo. - Adeus.

Papai, papai, venha aqui.

Olha!

Olá, agora mesmo ia buscá-los.

Mas o que é isso? De quem é?

- É meu. - O Big Al que deu.

Espere um momento. Conte-me devagar.

- Veja só papai... - Deixe Jonathan,

Ele me deu essa manhã pelo meu aniversário.

Big Al que deu ao Mark.

Eu posso saber que é esse Big Al?

- Assim é como mamãe o chama. - A quem?

Big Al.

Seu nome é Al Yearling. Ele sai com mamãe.

Ele te deu isso?

Ele vende automóveis. Esse chamam de carro executivo.

Vai deixar esse comigo enquanto eu necessitar e logo me dará outro.

Big Al tem milhares de carros.

- É muito legal? - Sim, é muito legal.

- Papai, vamos com ele ao jogo? - Sim.

- Claro, claro que sim. - Vamos, papai, suba.

Agora sim que vamos passar a todos.

Vamos nos divertir.

Teve ter sido pelo menos 850 metros.

Acha que ele chegou aos quarenta?

Não, quarenta ele deu semana passada.

Viu na semana passada?

Mas a partida não passou na TV.

Eu vi no campo com mamãe. Big Al nos trouxe.

Ele vê todas as partidas. Seu lugar fica bem ali.

Logo ao lado de terceira base.

Já vi o jogo na base antes.

Está quase terminando, temos que pensar onde vamos comer.

Tenho um compromisso essa noite com o Big Al.

Prefere que o chame de Sr. Yearling, papai?

Eu não sei, falem como quiser, porque ia me importar?

É que tinha duas entradas para o Hollywood Bowl.

E ele é mamãe vão sair, então ele me deu.

Está bem, está bem.

Olha, porque não leva Jonathan e eu para comermos em algum lugar?

Mamãe está saindo com ele há um mês.

- Com quem? - Com o Sr. Yearling.

Não fique embaraçado, papai.

Já pensávamos que iria fazer-nos muitas perguntas.

Boa noite, filho.

Foi um grande dia, não é?

De certa maneira nos vemos agora mais do que nos víamos antes.

Sim, Mark me disse que isso aconteceria.

Como assim?

Porque você sempre tinha uma lista de coisas para fazer.

E agora estamos na lista.

- Bem, boa noite, papai. - Boa noite.

Papai...

Big Al é legal. Mas um pouco quadrado.

Meio idiota, quero dizer.

Que seguimos com você, papai.

Até mais.

- Olá. - Oi.

Não achei que voltaria a vê-lo. Não nessa vida.

Vai entrar ou...

Ou quer que tente comprar uma luva para jogar?

O motivo de haver vindo...

Você ia tomar uma bebida?

Não é água. Ia tomar meu boa noite cinderela.

Fico feliz que não tomei.

Eu me enganei.

É melhor que eu vá.

Muito obrigada por essa visita tão encantadora.

Nancy, eu vim aqui para jogar limpo.

E para dizer tudo que você quer ouvir.

Algo como...

que se diz no próximo nível.

porque eu...

preciso de você.

Então.

Vamos, isso não é o que queria ouvir, e sabe disso.

Sim. É verdade.

Talvez seja melhor nós dois pensamos nisso,

fazer um cheque de chuva.

Está chovendo.

Bem, estou nessa. Eu dei-lhe todas as possibilidades.

Concordo, tenho muito que fazer.

Acha melhor primeiro escolhermos o vestido?

Ok.

Vamos ver se encontramos algo na Spacey's.

Algo muito simples vamos a Joe Magazine?

Barbara?

O que? Desculpe.

Olha, saímos para fazer compras. Pediu-me para acompanhá-la.

Sim, claro. Joseph Magazine, boa ideia.

Vamos.

Sim. Parece mentira que vai fazer um ano, não é.

Vai comemorar alguma coisa mais além da sentença definitiva?

Como o que?

Não sei, como algum plano para o futuro.

Não se surpreenderia se lhe pedisse em casamento na quinta.

Eu disse ao Al que ia levar você no Monthy's.

Ele ficou muito impressionado. Disse-me...

- Achei que viemos fazer compras. - Desculpe, querida.

É que descobri uma coisa muito...

Não é só você, Fern. São todas minhas amigas.

Todo mundo tem curiosidade. Querem saber a todo custo o que sinto.

Na verdade é muito difícil.

Não sei como expressar.

Sinto-me muito sozinha. Sozinha e com frio.

Quer saber alguma coisa mais?

Barbara, me desculpe.

Você me conhece. Sempre fico falando bobagens.

Ouça, talvez se nós...

Sinto-me como que partida ao meio.

E que me falta a outra metade.

É muito estranho que sinta isso.

Deveria estar contente.

Al é tão bom, tão generoso e tão encantador.

Mas ainda me lembro de Richard.

No começo, quando me beijava de certa maneira.

Me parecia que ia perder a cabeça.

A cabeça não se perde tão facilmente depois dos trinta e cinco.

Claro que não.

São 08:25.

Dentro de três horas será livre como um pássaro.

Não está contente, Richard?

Ah, sim, sim, claro.

Me alegro que quis festejar essa noite.

Ademais, como você pensou nesse lugar?

Um amigo meu, Lionel. Mostrou-me onde fica.

Nancy, Richard.

Então estão aqui. Acharam que ia se livrar de mim?

Imaginei que saíram por aí esta noite e liguei para casa...

e me disseram que estavam aqui.

Ninguém tem mais motivos para se alegrar essa noite que o velho Nelson.

Tudo se ajeitou tão finalmente que devia unir-me a vocês.

- Nós? - Sim, eu e Eunice.

Eunice, pelo amor de Deus. Amor.

O que você estava fazendo?

Anda, vem comigo. Tenha muito cuidado.

Lhe apresento a minha ex-esposa, Nancy Downes.

- Encantada. - Olá.

Esse é seu noivo, Richard Harmon.

- Encantada. - Olá.

E essa é minha noiva, Eunice Tase.

Sente-se por favor.

Sim, obrigado.

Ultimamente tenho engordado tanto...

Muito pesada, sabe.

E me canso muito.

Sim, todo excesso é muito perigoso.

Acaba de chegar de Bakersville.

Obrigada.

Um momento...

Uma margarita para essa dama e um Manhattan para o velho cavalheiro.

Gostaria de uma cereja extra se não se importa.

Um brinde, minha linda. Pelo privilégio de estar ao seu lado.

Caramba, que surpresa! Nancy Downes e Nelson estão também.

Venha, quero lhe apresentar a estes amigos.

Olha, olha, olha.

Nancy Downes e Nelson. Deve fazer séculos que não nos vemos.

Vou apresentá-los a Barbara Harmon.

Barbara, Nancy Downes e seu ex-marido Nelson.

Parece-me que os demais não tive o prazer de conhecer.

Essa é minha noiva, Eunice Tase.

- Olá. - Como vai.

Esse é Richard Harmon.

- Como vai, senhor. - Como vai?

Nancy e eu saímos por um tempo.

E foi Nelson quem nos apresentou.

Lembro-me que aquele tempo foi muito engraçado.

Ei, gente, vocês são terríveis.

Era divertidíssimo.

Nelson tem que pagar uma enorme soma a Nancy até que volte a se casar...

Você disse Richard Harmon?

Seu filho da mãe.

Amor, lembra-se do dia em que nos conhecemos.

A pegadinha sobre que você queria comprar um carro?

- Aposto em Nelson. - Aposto que sim.

- Nós quatro vamos jantar. - Porque os quatro?

Saímos para festejar algo. Então festejemos juntos.

- De acordo Big Al? - Certo.

Garçom. Queremos muito mais.

Outra rodada para a távola redonda.

Esse é o grupo mais original que já vi na minha vida.

Ele sempre conta coisas engraçadíssimas.

Ele realmente conta.

Eu e você somos os únicos que não sabemos nada um do outro.

Brindemos por nós, Eunice.

Pelos desconhecidos.

Não existem pessoas mais desconhecidas...

que as duas metades de um casamento desfeito.

- Não é Nelson? - Certo.

Quando um casamento termina parece algo tão distante, lido em um livro.

Sim, parece que todos os anos da vida passaram em uma simples tarde.

- Sim. - Oh, não.

Você pode bloquear tudo, se você quiser.

Por exemplo, o sol tem milhões de milhas de diâmetro.

E pode ser tapado com um dedo.

E não quer dizer que não está lá.

Você é um filósofo, Richard.

É claro que nunca casei, mas...

mas eu penso que o mal está em se perder os velhos valores.

O casamento, a religião.

A maternidade.

Definitivamente a maternidade.

Eu creio que a culpa é dos legisladores.

Os legisladores.

O que há de errado com o mundo?

Precisamos de leis. Fazer leis diferentes para o casamento.

Não tem razão.

Eu creio que não.

O problema do casamento não é nenhum mistério.

Desde logo.

É muito simples, o casamento é um trabalho e ninguém quer trabalhar.

O verdadeiro problema é essa linha que separa os sexos.

A mulher trabalha tanto o dia que fica cansada.

E nós, os homens confundimos o nosso trabalho com o casamento.

Só porque trabalhamos muito no escritório, achamos que o outro por si só entende.

Eu creio que o que confunde as mulheres é a velha lei da oferta e da procura.

Somos as fornecedoras de todas as coisas, que vocês exigem de nós.

Creio que tanto faz que um homem chegue a ser presidente.

Em casa não tem nada absolutamente grátis.

Porque não entende que as mulheres podem ser provedoras...

porque isso é a razão de que haja demanda.

Tudo se reduz a uma coisa.

Trabalhar, porque o resto é só esperar um milagre.

O único milagre do casamento consiste em que...

duas pessoas se encontrem em primeiro lugar.

O único milagre do casamento consiste em que duas se encontrem...

Você já disse isso.

Antes que conte até três será como tivessem escutado...

a piada mais engraçada de toda a sua vida.

Uma história tão engraçada que você não consegue parar.

Que tal são eles? Não são selvagens?

É maravilhoso como nos soltamos quando estamos hipnotizados.

É claro que não escutaram uma história engraçada.

Essa coisa foi implantada na sua imaginação.

A imaginação é fantástica. Vou mostrar o que digo.

Ok, a história engraçada acabou em três.

Obrigado, obrigado. São um público maravilhoso.

Vocês são pessoas legais.

Vamos ver como podemos fazer qualquer coisa.

Vocês vão se mexer como uma máquina de lavar...

quanto eu contar até três. Um, dois, três

Eles não são selvagens?

Agora quando eu contar até três vocês vão virar cafeteiras.

Um, dois e três.

Olhe para eles.

Perceberam, agora quanto eu contar até três todos...

ficarão imóveis. Agora, três.

Al, abra os olhos agora.

Vamos conversar um pouco.

Oi Al, está hipnotizado?

Não.

Não. Venha mais aqui para falar com você.

Está meio tenso, não é? Não acha que está hipnotizado?

Você foi tímido. Normalmente você é tímido?

Sim.

Barbara, você que veio com ele, o que me diz?

Quando está sozinho com você ele é assim tímido.

Pobrezinha.

Bem, eu vou dizer algo para animar um pouco.

Agora vocês vão achar que são dançarinas fazendo seu número.

Um, dois, três.

Solte-se, Al.

Oh, eu posso fazer isso.

Talvez Barbara possa soltar o resto de vocês.

Barbara, tente convencê-lo.

Vamos Barbara, convença-o.

Pode fazê-lo, Barbara. Vamos, convença-o.

Mostre para ele como se faz. Mais selvagem.

Mais selvagem, Barbara.

Você pode fazer isso.

Você pode mandar nele.

Mostre quem é o macho aqui!

Tenho que me curvar para você, Barbara.

Você é o macho aqui.

O que foi, Barbara? Não quer dançar?

Sim.

Gosta de dançar?

Sim.

- Não quer dominar Al? - Não.

Muito bem, durma eu vou dominar você.

Al, vou mandá-lo de volta para sua cadeira enquanto os demais se divertem.

Ok, durma.

Quando eu contar até três pode despertar e voltar...

para o público e ver como os demais de divertem.

Um, dois, três, acorde.

Bom dia, que tal?

Aplaudam por ser tão simpático.

Muito bem, agora quando eu contar até três...

todos vocês vão continuar com movimentos exóticos.

Um, dois, três.

Uau. Lá vai ela.

Parece que teremos uma estrela.

Que tornado.

Ela é boa para dançar na noite.

Vamos, todos durmam.

Agora é com você, Barbara.

Está pensando no que eu estou pensando?

O perdemos.

Na verdade nunca o tivemos.

Quieta.

Já chega, Barbara. Vamos. Mas que show.

Existem muitas dançarinas, mas ao lado dessa mulher parecem colegiais.

Qual é o seu nome completo?

Barbara Harmon.

Não perguntei, senhora ou senhorita?

Bem, está casada ou não?

Que horas são?

Lhe pergunto se está casada e me pergunta as horas.

Vamos ver, está apaixonada?

Sim.

Magnífico, tenho uma ideia, durma Barbara.

Muito bem, quando eu contar até três, pode abrir os olhos.

Antes de ir ao público vai se dirigir ao homem que está apaixonada...

e vai dar o beijo mais apaixonado que já deu na sua vida.

Tão apaixonado que seus lábios não poderão se separar dos dele.

Pense que não o vê há dez anos, Barbara...

Que está muito apaixonada. Quando eu contar até três.

Um, dois, três.

Barbara? Barbara?

Enganou-se, Barbara?

O que vai fazer domingo, velho amigo?

Nancy faz uma torta que ninguém nunca viu.

Três ovos caipiras, manteiga da fazenda...

Queijo fresco gratinado e...

Ah, que divertido.

Divertido, divertido.

Segure os meus sapatos.

Richard.

Este ano tem sido espantoso.

Agora toda a violência que havia entre nós...

Todas as tensões...

Livramos-nos delas.

Como te amo.

Sabe de uma coisa?

Dentro de três minutos...

vamos entrar ilicitamente nessa casa.

Bem, terei que achar a chave se não quiser passar a noite no carro.

Como poderia esquecer.

Como pode se esquecer das chaves da casa.

Não fiz de propósito, querido.

Aqui está.

Eu não disse que fez de propósito.

Mas deu a entender.

Não, sei perfeitamente o que quero dar a entender e o que não.

Richard, não vamos discutir isso agora?

Eu não comecei.

Eu comecei. Eu o critiquei por esquecer a chave.

Mas eu não estava sendo crítico.

Lembre-se querida, você falou para parar de cruzar a linha entre os sexos.

Deixe-me argumentar, ok?

Ok, você venceu. Vou parar de criticar.

- Barbara. - Eu não ligo, querido.

O casamento é um trabalho árduo, lembra-se?

Barbara, você fez isso comigo.

Richard, não levante a voz, lembre-se das crianças.

Toda vez toca nisso, lembre-se das crianças.

Quer me fazer um favor? Diga-me uma coisa, uma coisa.

Legendas: Kilo

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.