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TRADUÇÃO, SINCRONIZAÇÃO E REVISÃO Diego Cryptkeeper

O CARNIÇAL

Daphne...

Daphne, me ajude...

Aqui em cima, Daphne...

Daphne, me ajude...

Aqui dentro...

Eu ganhei! Eu ganhei!

- Não gritei, Geoffrey, e ganhei a aposta! - Você ganhou, Daphne.

Nada mal para uma garota. Aqui está seu prêmio.

Ei, alguém poderia me ajudar a descer?

Bem, o que acharam da atuação? Bem dramática, não?

- Pessoalmente, achei muito crua. - Sim, mas aposto que você gritaria.

Gritaria até sua cabeça explodir.

Ei, Angie, achei mais champagne na adega.

Ótimo!

Quanta aceleração?

Cerca de um terço. E retarde a marcha.

- Sabe fazer isso? Sei. Vá, pode subir na esquina.

Ei... Vocês dois! Onde pensam que vão?

Só dar uma volta.

- Vão longe? - O quanto pudermos.

- Land's End. - O quê?!

Land's End? Isso fica a cem milhas daqui.

- Isso mesmo. - 119 milhas.

- Duzentas. - Não estão falando sério.

- Não mesmo. - Estamos.

Agora... Se quiserem passear em um carro de verdade...

- Essa coisa vermelha vulgar, é sua? - Minha.

- Poderia ser. - Deixaria o de vocês para trás.

- Tem muitos cavalos ai, sabe? - Só músculos...

Nenhuma finesse.

Geoffrey...

Desafie-o para uma corrida.

Nós o desafiamos para uma corrida!

Aceito!

Olhem... Quietos, todos!

Olhem... Ouçam! Quietos!

Vamos!

Olhem... Vamos, calem a boca!

Fiquem quietos, todos. Billy tem algo a lhes dizer.

Qual o problema?

Vocês estão convidados a sair para ver o início

da maior corrida do ano.

- O quê?! - Quem vai correr?

Mas quem? Quem correrá contra quem?

Geoffrey e Daphne me desafiaram para uma corrida.

Que emocionante! Para onde?

Para Land's End. - Vocês são loucos!

- Posso ir? - Não.

Ei, Geoffrey, qual rota vai pegar?

Nem tivemos tempo de discutir isso.

Não importa qual rota!

O primeiro a nadar no Atlântico é o vencedor.

- Nadar?! - Remar, então.

Precisarão de testemunhas. Eu posso ir para checar seus tempos.

Eu serei uma testemunha. Eu irei.

Ótimo! Angela será sua testemunha, e eu irei com Billy.

O quê?! Eu não quero...

Geoffrei irá com Angela, e eu irei com Billy.

- A corrida começa... - Quando terminarmos a champagne!

- Você está usando meu casaco! - Não se preocupe, eu devolverei!

Não deixe o Billy tomar nenhuma decisão estúpida.

Não se preocupe, traremos ele de volta inteiro.

Billy, vamos! Apresse-se!

Certo, certo. Não se preocupe. Temos muito tempo.

Trinta segundos!

- É isso que vai usar? - O que há de errado com isso?

Não gosta dele?

Gosto, é absolutamente maravilhoso, só que...

Vinte segundos!

- Vamos lá! Ligue isso! - Tente de novo!

Não fique aí parado, Billy. Apresse-se!

Não se preocupe. Ele vai ligar de primeira.

Dez segundos!

Entre! Entre, Billy! Entre!

- Você não sabe dirigir isso! - Vou dirigir. Entre!

Quatro segundos!

Três, dois, um...

Vão!

Eu admito, Daphne definitivamente sabe dirigir.

Meu irmão, deixando-a dirigir o carro dele?

- Por quê não me deixa dirigir? - Você sabe dirigir?

Bem, eu dirigi o carro de Billy. Uma vez.

- Você sabe dirigir! - Sabe ler mapas?

Bem, um pouco.

Então veja o trajeto mais direto para Land's End, por favor.

Qual direção?

Maldição!

Não se preocupe, navegaremos pelas estrelas.

Enquanto a Estrela Polar estiver daquele lado, estaremos bem.

Você consegue vê-la?

Bem, eu não sei!

- Está ali. - Não olhe para trás!

Temos que correr tanto? É tão esburacado.

- Você quer vencer, não quer? - Suponho que sim.

- Estou com frio. - Meu Deus, ela sabe mesmo dirigir.

- Disse que tenho frio! - O quê? Deite-se no chão, então.

- O quê?! - Deite perto do motor, é quente lá.

Maldição! Maldita corrida! Queria não ter vindo.

- O quê? - Cale-se!

Acho que vou vomitar.

Bem, o carro é seu. Só não vomite em cima de mim.

A estrada fica mais larga aqui, acho que posso tentar ultrapassar.

Não me interessa nada do que você faça.

Não, você não vai.

Consegui! Agora ganharei, Angela!

- Quanto ele aguenta? - O quê?

O motor! Quantos graus?

Só mantenha o ponteiro longe da coisa vermelha no visor.

Certo.

- Eu quero descer! - Você o quê?!

- Quero descer! - Mas não pode!

Pare o carro, vou vomitar!

- Não... - Sim, agora!

Ele está parando. Ele está parando!

- Você não vai parar? - Para quê?

- Ele pode ter problemas! - Acha que ele pararia por mim?

- Sim! - Vamos ganhar esta corrida.

Anime-se, Billy. Logo será dia.

Não vai parecer tão ruim.

Não...

Vá devagar. Vá devagar, sim?

Está tudo bem, contanto que eu consiga ver a estrada.

- E se tiver algo na estrada? - Ninguém está por aqui essa hora.

Nós estamos.

Vá devagar, pelo amor de Deus, antes que sejamos mortos.

Perdi a estrada. Você consegue vê-la?

Não. Olha, é melhor parar.

Voltaremos para ela em algum lugar.

Está louca? Ela pode estar em qualquer lugar!

Gasolina...

- Não checou antes de sairmos? - Você não pediu.

- Você tem um galão de reserva? - Sim.

Claro que tenho um galão... De reserva.

Mas está vazio.

Sim, está vazio. Usei o último.

Então é melhor você pegar a lata vazia

e ir procurar alguma gasolina, não é?

Mas estamos no meio do nada!

Olhe, Billy... Estamos em uma corrida, lembra?

- O mínimo que pode fazer é tentar! - Certo. Certo.

- E agora, o que foi? - Tem um penhasco ali!

Mais alguns metros e teriamos caído!

Mas não caimos! E o freio de mão está acionado.

Será que agora pode ir e pegar essa gasolina?

- Tem certeza que sabe o que faz? - Vamos! Rápido!

Certo. Certo!

Billy? É você?

"VOLTO LOGO. ESPERE AQUI. D."

Billy? Onde está você?

- Assustei você, senhorita? - Sim, assustou.

- Será que posso ajudar? - Não a menos que possa...

me mostrar onde fica uma oficina ou pousada.

- Não há nada assim aqui. - Não...

Então, não pode me ajudar.

Não pode ir lá, senhorita.

- Por quê? O que tem lá? - A casa, mas não pode ir lá.

- Por quê não? - Vazia, senhorita.

Está vazia há muito tempo. Não tem ninguém lá agora, senhorita.

Tive de fazê-lo, senhorita. Impedí-la de ir lá.

Eles estão lá, sabe, senhorita.

"Eles"?

Mas você me disse que não havia ninguém lá.

Sabe, eu não queria que fosse lá, senhorita.

Quem está lá?

Se não me disser, terei de descobrir.

Não!

Não?!

Eu a machucarei.

Saia da minha frente!

Eu disse.

Sim, e eu o avisei.

Percebe que está invadindo? O que quer aqui?

Mas... Mas ele me atacou!

- Quem? Ele estava ali, há um momento.

É melhor você entrar.

Quem é você?

Meu nome é Daphne. Daphne Wells Hunter.

- Estava andando no pântano? - Eu estava de carro.

- E o seu chofer? - Eu estava dirigindo.

Sozinha?

Não. Tinha um passageiro, mas o perdi.

Então, veio aqui sozinha?

Sim.

- O que aconteceu com o carro? - Ficamos sem gasolina.

O senhor teria um pouco por aqui, aliás?

Não, temo que não. Onde está seu carro?

No pântano. Desculpe, mas dirigi a noite toda.

Talvez queira descansar um pouco.

Não, eu não poderia me aproveitar do senhor assim.

Ao menos deixe-me oferecer um chá.

Seria muito amável. Obrigada.

Ayah, essa jovem vai ficar conosco por algum tempo.

Traga um pouco de chá para ela e depois prepare seu quarto.

Um quarto?

Essa bruma matinal está fadada a persistir.

Às vezes, por dias. Ayah, o chá.

Nós mantemos a casa quente. Estamos acostumados, sabe?

- Suponho que esteja com frio. - Sim, não percebi o quanto estava frio.

- Essa é sua esposa, senhor...? - Lawrence.

Sim, é.

Ela é linda. Eu a conhecerei?

Minha esposa morreu.

Desculpe. Mas quando disse "nós", assumi...

Sempre penso que ainda estamos juntos,

mas me referia à Ayah, minha governanta.

"Ayah" significa ama, não é?

Ela foi ama do seu filho?

Sim, foi.

Ele era um menino muito bonito.

Ele continua bonito assim agora que cresceu?

Não faço idéia.

Você não o vê?

Não.

Não, não o vejo.

Fora. Você, saia daqui!

É um hobby meu, fazer violinos.

O senhor os toca? Quero dizer, além de fazê-los?

Um pouco.

- O senhor toca bem? - É difícil dizer.

Ora, o senhor deve tocar.

Não tão bem quanto gostaria, mas...

Sim, razoavelmente bem.

- Gosta de música? - Sim. Muito.

O senhor toca maravilhosamente.

- Você é muito gentil. Apenas verdadeira.

Sabe o quanto dormiu? Deve ter sido quase 3 horas.

- E me sinto muito melhor. - Ótimo.

Meu Deus! Billy!

Ele foi pegar gasolina para o carro...

...há horas! - Ainda tem muita neblina.

Mas não posso deixá-lo lá!

Tom pode ir. Meu jardineiro.

Ele conhece o campo. Estamos cercados de pântanos aqui,

eles podem ser muito perigosos.

Mas como ele saberá onde procurar?

Ele saberá, acredite.

Bem, se está certo disso...

Estou. Se me desculpar, vou dizer a ele.

O que faz aqui? Não tem permissão de entrar aqui!

- Isso é pessoal ao pastor. - Mas Sra. Lawrence não está aqui.

Ele não gosta de estranhos espiando sem um guia.

Fale inglês na frente de nossa convidada.

A culpa foi minha, não devia ter vindo...

Este é o santuário de Deus, você é bem-vinda.

Por favor, entenda que Ayah é completamente

desligada deste século XX.

Tenho que admitir que tive dificuldade de aceitá-lo também

tendo vivido no exterior por tanto tempo.

A vida na Índia era severamente diferente.

Pedi a Tom que ache seu amigo e o traga até aqui.

Pule!

Pule!

Em inglês, por favor.

Ele voltou. Tom.

Billy está com ele?

Mando-o entrar?

- Então? - Não estava lá, senhor.

Não estava lá?

Nenhum sinal. O carro estava lá, mas ele não.

Eu tentei encontrá-lo, mas a neblina ainda está forte.

Mas eu disse para esperar, deixei uma mensagem no vidro.

Encontrei isso no banco do motorista.

O que está escrito?

"Fui para casa. Billy."

Ele deve ter se cansado de esperar.

Isso é tudo, Sr. Lawrence?

Sim, isso é tudo.

Espero que isso a tenha tranquilizado.

Bem...

O que acha? Dela.

Eu a encontrei para ele. Não esqueça disso.

- Você... - Sim, eu.

Foram minhas preces que a trouxeram para nós.

- Ele gostará. - Eu rezei, e ela veio.

Ela merece o que vai ter, aquela vaca herética.

- Não diga isso. - O quê?

"Vaca"? Claro, você adora vacas, não é?

- Elas não são heréticas. - Tenha cuidado.

Diga-me quando ficar nítido.

Agora. Lindamente nítido.

É o Himalaia?

Sim. Podiamos vê-lo de nosso jardim.

Que maravilhoso.

Não consigo imaginar porquê foram embora.

Imaharaja Hapaka, e sua família.

Sem suas esposas, claro.

Ele não gostaria que elas fossem fotografadas.

- Sem "as esposas"? - Ele tinha três, oficialmente.

- Gostava muito de mulheres. - Devia gostar mesmo.

O jovem atrás dele, quem é?

O filho mais velho dele.

Muito bonito.

Para alguns.

Não gostava dele?

Ele era depravado.

Perverso e depravado. Corrompeu minha família,

primeiro minha esposa e depois meu filho.

E no fim, ela se suicidou.

Desculpe, não devia fazer tantas perguntas...

Deve ser muito doloroso falar sobre isso.

A dor está lá, quer eu fale dela ou não.

O senhor é um pastor?

Eu era.

Veja.

Milhares de crentes devotos. Milhões pelo país.

Adoradores de Brahma, Shiva, Vishnu...

Veja o que eles se permitem sofrer para mostrar devoção.

Este homem deixou o Sol queimar seus olhos

apenas para agradar a vontade de seus deuses.

Pensei que certamente...

Certamente a verdade devia estar lá em algum lugar

para inspirar tal devoção.

Certamente... Mas encontrei só sujeira e degradação.

Era vil e obsceno.

Acho que a neblina abiu um pouco.

Se houver uma oficina por aí...

Não!

A neblina desta terra é traiçoeira.

Pode voltar tão depressa quanto se despersa.

Deve esperar até que esteja completamente limpo.

O almoço será servido em breve.

Pratos vegetarianos, presumo.

A Ayah faz parte de um secto hindu e não come carne.

Aprendi a viver sem.

Enquanto isso, se... Quiser qualquer coisa...

Quando você vai me libertar de minha promessa?

Sim?

Sinto muito, por favor me desculpe.

Está tudo bem.

É calmo aqui dentro.

O senhor estava rezando.

- Isso a surpreende? - Depois do que me disse, sim.

Perdi minha fé, rezo para que ela retorne.

Você realmente está cansada, minha cara.

Por quê não descansa corretamente? No seu quarto.

- Realmente devo ir. - A neblina está muito fechada.

O quarto está pronto.

Venha.

Obrigado.

- Não... - Eu a ajudarei.

Prefiro não me despir. Obrigada.

Você vai usar esta rede.

Puxe assim, em toda a volta.

Esta casa é rodeada de charcos.

Há muitos insetos.

Alguns deles são perigosos.

É para seu próprio bem.

Pode ir embora agora.

Deus!

Disse que era parente?

Bem, ele é... Era meu irmão.

Temo que ele não esteja bem. Nada bonito de ver.

É o irmão dela.

Obrigado, senhor. É muito perturbador, eu sei.

- Acharam alguém com ele? - Era o único, senhor.

- Mas havia uma garota. - Não quando o encontramos.

Ela pode ter saído do carro antes, mas duvido disso.

- A área toda foi vasculhada? - Não, senhor.

Por quê não?

Se soubesse onde o corpo foi achado, entenderia.

- Gostaria de ver. - Muito bem, senhor.

- É longe? - Não, 1/3 de milha.

Quer uma carona?

Não. Nunca andei numa coisa dessas, senhor, eu...

Acho que sou meio velho para pensar em tentar agora.

Então, é só me seguir, senhor.

Foi onde o encontramos. Bem ali.

Por sorte, confesso.

Por quê?

Bem, esta área toda é um grande charco.

O carro caiu em um dos lugares firmes,

de outra forma nunca o encontrariamos.

Foi usado pelo exército durante a guerra

como área de treinamento, mas...

Eles perderam muitos homens.

Provavelmente é o que aconteceu com a jovem.

Sinto muito.

Pretende desistir, sem procurar?

Quem faria a busca?

Não pode organizar?

Chame fazendeiros, moradores, qualquer um.

Não conseguiria ninguém. Não para procurar aqui.

Bem, eu vou procurar.

Não posso impedí-lo, senhor, mas...

Eu não iria, se fosse você.

E você não vai me ajudar?

Não, senhor, não ajudarei.

- Primeiro, não tenho tempo. - E segundo, está com medo.

É isso mesmo. Estou.

- Se aceitar meu conselho... - Obrigado, não aceitarei.

Sinto muito por isso. Bom dia, senhor. Senhorita.

Você não vai sair por aí depois do que ele disse!

Temos que achá-la, Angela.

Mas... Mas você não pode me deixar aqui sozinha!

Você vai ficar bem.

Estou com frio!

O motor está ligado, ele a manterá aquecida.

Estou apavorada.

Se algo acontecer, buzine e eu voltarei. Certo?

Geoffrey! Estou com fome!

Meu Deus! Quem é você?!

Você bateu, no vidro. Bateu a cabeça.

Onde estou, afinal de contas?

Comigo.

Mas onde, idiota? O que estou fazendo aqui?

- Não devia me xingar. - Desculpe.

Bem, você bateu a cabeça no vidro.

- Olhe, perdi meu irmão! - Perdeu?

Em um acidente de carro. Ele morreu!

- Quase morri uma vez. - No exército?

Olhe, se me deixar sair e voltar para a estrada, eu...

Não, senhorita!

Não?!

Você não vai, senhorita.

Você não vai a lugar nenhum.

Quanto tempo pretende me manter aqui?

O tanto quanto eu quiser.

E quanto tempo acha que terá

antes que alguém venha me procurar?

Seria seu irmão?

Eu estava com alguém.

Um homem. Um oficial do exército!

Eu sei, eu o vi.

Ele logo me achará.

No entanto, ele não sabe que você está aqui, não é?

O que vai fazer comigo, então?

Experimente encostar um dedo em mim!

Olá?

Olá?

Alguém em casa?

O que faz na minha casa, senhor?

Eu gostaria que você se explicasse.

Então, ao encontrar sua porta aberta

e estando um tanto desesperado por ajuda,

entrei aqui sem nem pensar.

Tenho certeza que precisa de uma bebida.

Certamente preciso.

Por favor, sente. Ponha essas coisas no chão.

Talvez tenha boas notícias para você.

A senhorita da qual falou, ela era

alta e loira, usando um casaco creme e um colar de pérolas?

- Com botões como esse? - Sim, é ela.

Ela estava sentada nesta cadeira há algumas horas.

Graças a Deus por isso.

Ela teve um bom susto pelo que me disse.

- Mas ela estava bem? - Perfeitamente.

Ela disse que o jovem que estava com ela

dirigia muito mal.

Perigosamente, de fato.

Ela o fez parar para poder sair.

Sabe para onde ela foi depois que saiu daqui?

- Ela mencionou Londres. - Londres?

Tom, meu jardineiro, a colocou no ônibus para Monkton.

Ela poderia pegar um trem de lá.

Então, sua... Sua busca acabou.

Eu gostaria que estivesse.

Ainda tenho de encontrar Angela.

Tenho dinheiro.

Não, não tem. Eu procurei.

Enquanto você estava "fora". Inconsciente.

Lhe garanto que se qualquer estranho,

ainda mais sendo uma jovem muito atraente,

chegar a menos de 8km desta área,

Tom saberá disso e dirá a mim.

Meu palpite é que Angela pegou

o mesmo ônibus para Monkton que...

Daphne, certo?

Não consigo imaginar Angela pegando um ônibus.

Ela não tinha alternativa, imagino.

As pessoas por aqui são muito compreensivas,

eles a teriam aconselhado a fazê-lo.

Então...

Obrigado por sua hospitalidade e ajuda, senhor.

De nada.

Tenho certeza de que ambas garotas estão seguras.

Por quê não é boa comigo?

Não! Não!

Sua besta!

Eu disse para não me xingar.

Não podemos deixá-la ir, Sr. Lawrence. Ela sabe.

- O que ela sabe? - Bem...

O que acontece aqui.

E como, posso saber?

- Nós conversamos... - Você disse a ela, seu...!

Ela arrancou de mim, Sr. Lawrence. Arrancou...

Seu... Seu... Idiota!

Sinto muito, Sr. Lawrence.

Tenho certeza que sente.

Muito bem, traga-a aqui.

Tem certeza que ninguém a viu?

Ninguém, Sr. Lawrence.

Vá, então.

Mas ela não deve ser machucada. Entendeu?

Chega!

- Me dê... - Solte-me!

Afaste-se!

- Venha aqui, sua vaca! - Eu lhe mostro!

Solte-me!

Afaste-se!

Eu lhe mostro!

Vamos, saia!

- Vou lhe ensinar, sua... - Deixe-me em paz!

Vamos, vamos! Saia, saia da cabana!

Deixe-me sair agora!

Você é o Tom?

- Talvez. - Você se chama Tom ou não?

- Sim. - Melhorou.

Meu carro está preso em um buraco.

Poderia vir e me ajudar a tirá-lo de lá?

Estou ocupado.

Não muito para me dispensar alguns minutos, está?

Eu... Tenho trabalho a fazer.

Vejo que era soldado. De qual regimento?

- Por quê quer saber? - Podemos ter servido juntos.

Você é um oficial!

Ainda podemos ter servido no mesmo setor.

Vejo que mantém seus metais limpos.

Velhos hábitos permanecem, não?

Nem todos somos iguais.

Agora, vai me ajudar ou terei de chamar o Sr. Lawrence?

Obrigado.

Lhe dou uma carona de volta.

- Prefiro caminhar. - Já andou em um carro desses?

Sim, muitas vezes.

Soube que ajudou uma amiga a pegar um ônibus daqui.

- Eu não. - Uma jovem.

Não!

Espere... Um minuto, deixe-me entender.

Ajudou ou não uma jovem pegar um ônibus daqui ontem?

- Quem disse que ajudei? - O Sr. Lawrence.

Bem, é...

um pouco difícil de...

Explicar!

Vamos, homem! Venha me pegar!

Você é o oficial, supõe-se que saiba todas as respostas.

Vamos, venha pegar o Soldado Rawlings!

Vê? Os malditos oficiais não sabem nada realmente.

Está atolado e afundando rápido, não é?

Ficará aí para sempre agora.

Vai afundar cada vez mais até que sua cabeça suma!

Ninguém vem aqui. Nunca!

Então não pense que vai ser salvo.

Senhor!

Soldado Rawlings!

Estou preso... Não me mate! Ajude-me!

Pelo amor de Deus, me ajude!

Rawlings!

Fique absolutamente parado!

- Você ouviu? - Sim, senhor!

Agora, não se mexa!

Eu disse: Não se mexa!

Agora, vire-se para cá!

Devagar!

Agora...

Aponte a forma mais segura para eu chegar a você.

Venha pela esquerda dessa árvore, senhor.

Não!

Vá para a direita.

Isso. Não muito, senhor!

Um pouco para sua esquerda. E direto até mim, senhor.

Me dê sua mão.

Agora, meu amigo, vai me dizer a verdade.

Não. Estou afundando, precisa me tirar daqui rápido.

Então, tem que falar rápido, não é?

Agora, levou uma jovem até um ônibus?

Não, nunca.

- Viu uma jovem? - Sim!

Onde?

Ela foi à casa. Eu disse para não ir, senhor. Eu avisei!

Por quê a avisou?

Por causa do que aconteceria com ela!

O que aconteceria com ela?

Ela não retornaria! Nenhuma retorna!

Por quê? O que acontece a elas?

Não sou eu quem faz, senhor! Eu juro!

- Faz o que? - Estou afundando!

- Me tire daqui, por favor! - Faz o quê?!

Bem, eles têm uma coisa no quarto de cima, senhor.

Que "coisa"? O que quer dizer com "coisa"?

Bem, não pode ser humano, pode, senhor?

Come carne humana!

Seu criado, Rawlings. Ele é louco?

- Perdão? - Ele disse que tem um...

O que?

Que tem algo nessa casa que se alimenta de carne humana.

Sinto muitíssimo. Por favor, me perdoe.

Temo que Rawlings seja vítima de sua própria

imaginação vívida. E ele não é muito inteligente.

E você não é o primeiro a se assustar com suas...

Suas fantasias.

Acredite, sinceramente, ele acredita nelas.

- Cada palavra. - Ele é veterano?

Então ele mencionou sua vida no exército?

Ele nunca chegou perto do fronte. É um desertor.

Mas ele também disse que não foi até o ônibus com Daphne.

Então, isso é uma fantasia?

Não. Creio que ele disse a verdade.

Sua amiga era uma jovem muito direta

e independente, se me permite dizer.

Não acho que ela...

Aguentaria idiotas alegremente.

Sem dúvida ela se cansou de Tom e foi embora sozinha.

É somente minha serva fazendo suas preces.

Como ousa fazer seu ritos malignos aqui?!

Não vou tolerar essa profanação por mais tempo!

Você está na casa de Deus! Não a deixarei profaná-la!

Você me ouviu? Você me ouviu?!

Pare! Volte!

Não o veja! Eu imploro!

Meu filho! Meu filho está lá.

Eu deveria tê-lo destruído há anos!

Mas sua querida mãe me fez jurar...

Jurar não fazê-lo!

Eu fiz uma promessa. Deixe-o!

Deixe-o para mim. Por favor.

Não! Não! Ele o matará!

Querido Deus!

Não!

Socorro!

Você sabe o que foi aquele barulho, não é?

Oficial Geoffrey.

Seu namorado está morto.

Você está completamente sozinha agora, não está?

Não tem ninguém para ajudá-la agora, não é?

- Somente eu. - Não me toque!

Não tocar em você?

Você precisa ser amigável agora, não é?

Viu? Precisa ser boa comigo agora.

Cadela!

Pai...

Me ajude.

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