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- Juan. - Olhem pra mim!
- Calma, calma. - Chega, chega.
- Não me toque! - Hora de ir para casa, parece.
Não, eu não vou!
Por que vou fazer o que você manda?
- Juan! - Não vou para casa!
- Calma! - Eu fico aqui!
Vamos, hora de ir para casa.
Não, meus convidados estão vindo, uns amigos.
Não, ninguém sai daqui! Ninguém sai.
- Andrés, vamos fechar. - Vamos.
É tudo mentira. Não quero estar sozinho.
Eu não sou mau.
Você não é mau, eu sei.
Me tratam assim porque quero amar e não posso.
Vá descansar. Isso vai passar.
- Eu quero amar e não sei. - Sim.
Onde moro, Santiago?
Eu sei.
Esqueci.
Ninguém me espera em casa.
- Você precisa dormir. - Não.
Só isso.
Não, você precisa. Eu não preciso de nada.
Eu estou morto.
Calma.
Quero fazer uma canção de amor
E é para você
E quantos mais
Saber que não é um mistério onde te encontrar
Quero fazer uma canção de amor
Rua Conquista, 475.
Foi como meu pai me ensinou.
Seu pai ensinou?
Ele me ensinou que tem que misturar.
Como misturar? Não é para misturar.
Sim, mas meu pai me ensinou que tem que misturar.
Porque é comum.
Porque gera anticorpos.
Não, somos três.
Duas irmãs e eu, que sou o mais novo.
- E... - Quê?
Não pareço o mais novo?
Cara linda.
Você treina?
- Pratica esportes, não? - Por quê?
Não sei, pelo seu corpo você faz patinação.
- Patinação? - Sim.
- Não. - Não?
Te confundi com um patinador.
Mas poderia ser. Você tem o corpo, digo.
Não, mas parece perfeito.
- Sim? - Sim.
O quê?
Não sei, é estranho.
Nunca beijei alguém tão velho.
É uma fantasia.
Você é muito lindo. Quê?
- Vou beber algo. - Não.
Sim.
Não vá. Volte.
Nossa, Santiago!
- Eu não acredito. - Fede.
- De onde você saiu? - Estava ali.
Não acredito. Tanto tempo que não nos vemos.
O que faz aqui?
De onde você saiu?
Você está bem, cara.
Não sabia que você voltou.
Sim, tentei viver em Madri, mas não aguentei.
É que essa cidade me traz lembranças.
Venha, vamos beber algo.
A impotência das palavras, entendeu?
Aqui fala do amor ou do ódio.
De quem é essa casa?
- É minha. - Sua?
Sim.
É minha.
Começou com um jantar de quatro
e voilà.
- O que aconteceu? - Nada, um caso apaixonado.
Bem, te conto que comprei um barco.
E numa dessas noites malucas, houve discussão, briga.
Encalhamos, bati no mastro e...
Agora o barco está no porto
e só me traz problemas.
Meu primeiro emprego foi no porto, como garçom.
Viu? Você sempre foi um trabalhador desses bonitos.
Sempre lutou para ter o que tem.
É só ver de onde você vem.
No entanto, eu nunca tive que lutar por nada.
Não diga isso.
Vi fotos da sua última exposição.
- Adorei. - Sério?
- Sim. - Eu achei uma merda.
Essas esculturas dos homens enterrados
na praia, se olhando.
Venha, vou te mostrar uma coisa.
É meu lugar favorito.
Isso é espetacular.
Não se aproxime tanto, Fede.
Mas é preciso para poder ver a vista.
Você tem medo? Venha.
Venha. Aproxime-se, olhe. Venha.
Venha. Olhe.
Venha.
Venha ver. Apoie a mão.
Apoie a mão. Muito bem.
Agora olhe para baixo.
Olhe. Olhe.
Viu? Está vendo o shopping ali?
Viu? Viu? Olhe.
Santiago, tem que ir ao fundo das coisas,
senão não faz sentido.
Tem que ir até o fundo, até o fundo das coisas.
Entendeu?
Até o fundo.
O que foi?
Podemos nos divertir também.
Vamos até o barco,
eu cozinho um peixe na grelha, nadamos.
Somos dois extremos do mesmo. Nos conhecemos demais.
E o barco afundou.
Fede.
Quer guardanapo?
Acabei de receber uma mensagem.
A partir de março o aluguel aumenta 40 por cento.
- Não. Como? - Isso é ilegal.
Eu não tenho problema,
mas imagino que muitos não podem.
Não tem problema com 40 por cento?
Não, felizmente não. Trabalho muito para isso, mas...
- Trabalha? - Não reclame.
Mandatos familiares e condenação desses mandatos.
- Condenação social. - Condenação familiar.
Condenação aos mandatos familiares.
Na minha família o mandato é o divórcio.
Não tem um casal com mais de dez anos.
Todos se casam, têm filhos,
mas se divorciam ou são infelizes.
Muda o cultural e ainda tem mandatos.
Ou seja, você não escapa.
Senão seria livre demais.
Como assim, pessoal?
Tudo bem com o mandato, com as estruturas, com tudo.
O que acontece é que a vida é um sopro, passa voando.
Repita sobre o sopro, por favor.
A vida é um sopro, passa voando.
- Como é? - Vou indo.
O quê? Você é o dono dessa casa?
Mas é porque continua alugando.
Sério. Adoro pobres.
Estou tranquilo.
Mas é preciso comer.
Não, não. É alugado.
Prefiro alugar, mas fora...
- Aonde vai? - Tenho que ir.
Venha.
O que foi?
Não sei o que me deu.
Vejo minha vida e...
Olhe para mim.
Olhe, Santiago.
Você está aqui.
Você é lindo.
Como você é mentiroso.
Laila?
Laila?
Onde você estava, bêbado?
Liguei 80 vezes. Por que você não atende?
- O que foi? - Por que você não atende?
Eu poderia ter morrido. Você não se importa.
Você não dá a mínima.
Fiquei sem bateria! O que foi?
Saia! Eu vou embora!
- O que foi? - Não me toque!
- Diga. - Não me toque.
O que foi, caralho?
Você esqueceu de mim. Levou minha chave.
Fiquei trancada desde ontem, seu maluco de merda.
Era uma festa única, sabia?
Droga. Não percebi. Desculpe.
Desculpe? Desculpe? Eu perdi a festa, idiota!
- Não percebi, desculpe. - Você esqueceu minha festa!
Pare um pouco. Não percebi.
Não desculpo nada.
Me solte.
Calma, maluca.
Comemorei sozinha, como perdedora.
Calma.
Calma.
Quer que eu me acalme?
Não me acalmo nada, merda de porta!
Pare com isso!
Vou embora e nunca mais você vai me ver, pai.
Chega! Chega! Venha. Venha aqui.
Saia!
Calma!
Calma.
Faz mal ficar assim.
Calma. Calma!
- Me solte! - Calma. Calma.
Na sua vida só tinha o Luis, e ele se foi.
Pare de me ferir. Foi um erro.
Um erro que qualquer um pode cometer.
Tome.
Me peça o que quiser, qualquer coisa e te dou.
Saia!
- Cuidado. - Com quê?
Você cuspiu de verdade.
E como seria de mentira?
Olá, Luis. Oi, como vai?
Eu estou bem. Estou aqui, acordando com a Laila.
Sentimos sua falta. E quero saber como você está.
Acabei de ter uma ideia.
Vamos à praia, nós dois?
Você lê, eu cozinho. Descansamos, nos divertimos.
Posso organizar as coisas no restaurante,
falo com o gerente.
As coisas estão indo bem.
Estou indo muito bem.
Eu compro as passagens. Se você disser sim, ajeito tudo.
Te amo. Me ligue.
Laila, Laila, Laila.
- Quê? - Laila.
- Quê? - Acorde, acorde.
- Quê? - Vamos quebrar cocos?
Onde?
Avise o Eugenio. Vamos.
- Está bem. - Avise.
Olá, olá, olá.
Vamos. Protetor solar. Vamos, Laila.
Pare. Não entendo. Me fez encher a piscina...
- Olá. - Olá.
- Tudo bem? - Olá, Laila. Calor, não?
- Está lindo. - Tchau, beijo.
Pare um pouco!
Mãe!
Por que as luzes acesas?
O que foi? Tudo bem? Mãe!
Vó?
Mãe? Acorde.
Mãe, acorde. Mãe?
- O que foi? - Vó.
Viemos te visitar. Vamos a Ituzaingó, ao sítio.
- Vamos. - Vamos, mãe.
Que sítio? Não, não vou para o sítio.
- Mas veja o sol. - Não posso ir.
- É um dia lindo. - Não.
Que sol incrível. A natureza vai te fazer bem, mãe.
- Me ajude. - Levante, vó.
Me ajude.
Retire o lençol, vamos.
Levante.
- Pare, pare. - Mas o que foi?
- Fiquei tonta. - Bem, respire. Respire comigo.
Respire comigo, mãe.
Abaixe um pouco, Santiago, por favor.
Fiquem um minuto aqui.
Estou bem? Estou lindo?
Está lindo. Vai lá.
Tudo bem?
Vamos descer?
Ele disse para esperar um pouco.
Para quê?
- Como vai o livro? - Que livro?
O livro, seu livro. Como vai a escrita?
Por que você veio? Por que estão aqui?
- Mandei mensagem, não ouviu? - Nos separamos, Santiago.
Vamos, chega.
Poderia vir sozinho se queria vir.
Não pude ir à sua formatura, sabe?
Sem problema, eu entendo.
- Olá, Izabel. - Olá.
Santi, se é incômodo estarmos aqui, diga.
- Não, como? - Não sabíamos que vinha.
Que incômodo?
Não, de jeito nenhum.
- É só dizer e... - Claro que não.
- Você vai para a piscina? - Não.
- Não posso. - Por que não pode?
Me ajude, Marcos, me ajude.
Tudo bem?
Olá.
Senti a sua falta.
Pare, pare.
Por que você veio?
Venha para a cama.
Você está acabado.
Você não dormiu?
Outro dia aconteceu algo que você teria adorado.
Tinha um garoto magrinho, lindo,
estava na frente em uma aula de teatro
e estava tremendo.
A professora disse: "Como vai?".
O garoto mentiu, disse: "Tudo bem".
Mas ainda tremia.
A professora pergunta de novo:
"De verdade, como vai?".
"Tudo bem", o garoto diz de novo, mas continua igual.
Então,
a professora bem calma, diz:
"Ouça, diga como você está. Se você está nervoso,
diga: 'Estou nervoso, Estou muito nervoso'".
Então naquele momento o garoto
diz: "Sim, na verdade, estou nervoso,
estou muito nervoso,
quero ir para casa".
E quando ele diz isso, no momento que diz,
algo acontece,
ele perde o nervosismo e começa a atuar.
Começa a fazer coisas incríveis, entendeu?
Coisas espetaculares.
Entendeu?
Eu te amo.
Diga que me ama.
Diga.
Diga.
Diga que me ama.
Pare, Santi.
É um lindo momento, você está estragando.
Não, estou sendo cuidadoso, mas você não entende.
Muitas coisas aconteceram nesses tempos
e estou muito bem morando aqui, sozinho, longe da cidade.
Estou escrevendo, estou reencontrando outras coisas.
Coisas minhas.
- Viver só te faz feliz? - Sim, e você devia tentar.
- Não posso, tenho uma filha. - Faça algo seu.
Seria muito bom encontrar um equilíbrio interno.
Eu tenho algo meu, não entendo. O que você quer dizer?
Tenho trabalho, uma filha, tenho uma família.
Do que você ri? Por que está rindo?
Por que não leio?
Por que não fui à faculdade como você?
Você ri disso?
Achei que estava mais calmo.
Estou calmo.
Vamos fazer algo legal. Vamos viajar e nos divertir.
Já chega.
- Chega! - Vamos.
Saia, Santiago, saia.
Sabe o que é mais engraçado?
Quando você sumiu foi quando mais me apaixonei.
Mentira, eu não sumi.
- Chega. - Eu não sumi.
Onde estou?
Onde estou? Estou aqui.
Não, você não me convence
que ficou lá na praia caído na areia,
seis horas lá na areia vendo o céu, olhando.
Não, Dani, não é isso.
Estou dizendo, essas são as férias.
O que vou fazer?
Deitar na praia, a areia quente, o mar.
Eu não vou com você.
Não é para você ir comigo.
Eu não vou escalar uma montanha nas férias.
Esse não é o meu plano, fazer ginástica nas férias...
- Já terminando os estudos? - Sim, este ano.
- Muito bem. - Onde você vai, Santi?
Preciso de conexão.
Não vou mesmo de férias às montanhas.
Não vou este ano, ano que vem,
não vou, não vou.
Eu digo, montanha-praia, praia-montanha,
não, não vou com você.
Também não quero ir com você.
Não, ele quer me levar.
Santi, Santi.
Que bom que você veio.
Que lindo dia, não é? Que dia lindo passamos.
Eu adoro dezembro,
é um mês para esquecer de tudo.
Natal, Ano Novo.
É para liberar a parte mais selvagem, não?
Como se o tempo passasse diferente, você sente?
Você passa o ano
acumulando pressões na cabeça.
Às vezes sinto que minha cabeça vai explodir.
Acontece com você? E que vou morrer.
- Como Janko cresceu. - Sim.
- Está lindo. - Sim, está lindo, está lindo.
Pena o pai de merda que ele tem.
O pai dele é todo errado, agora está deprimido.
Demitiram ele do trabalho, voltou a morar com a mãe.
Passa o dia todo em casa vendo pornô,
e ainda continuamos nos vendo.
Eu também sou meio idiota, parece.
Não, você não é idiota. Não é.
É uma merda, é um círculo vicioso.
E que lindo você e o Luis juntos de novo.
- Que bom! - Sim, muito bom.
Estamos muito bem, estou contente.
Formam um lindo casal.
- O que estão fazendo? - O quê? Não, o que você quer?
O que está procurando? Isso? Quer isso?
- Vamos? - Não, eu não quero.
Vamos, um pouco, sim?
Uma vez na vida, não é nada.
Me dê o menor, o menor.
- Tem um bem pequeno. - É este? A metade.
A metade, é quase nada.
Não foi nada.
Não foi nada!
- Pegue, Santi, vamos. - Cavalo lindo!
- Lindo. - Pegue, pegue, pegue.
Vá, vá, cavalo, livre!
Que bonito!
Que lindo cavalo, cavalinho, cavalinho!
Beijem-se, beijem-se!
- Coloque música! - Já vou, já vou!
- Vamos à piscina. - Venha, Santi, venha!
Já vou. Esperem, não se divirtam sem mim.
- Vamos, Santi. - Já vou!
Venha!
Venha, vamos.
Luis!
Ele ficou com raiva.
- Luis. - O que foi?
Todos estão dormindo. O que estão fazendo?
- Entre, entre. - Não vou entrar.
- Saia, Daniel, saia da piscina. - Não, entre.
Saiam da piscina. Saia, Santiago.
Saio se você entrar.
Saio se você entrar.
O que você quer? Diga. O que você quer, Santiago?
Quero estar com você.
Quero estar com você.
- Você não quer ninguém. - Não, eu quero.
Você não quer nem a si mesmo.
- Quero estar com você! - Não, não.
Você é triste, triste, Santiago!
Você é patético, patético!
O que você disse? Vamos. O que foi, idiota?
- O que, seu filho da puta? - O que foi?
- Não ia te bater. - Saia da minha casa!
Saia, Santiago!
Por que você me odeia? Não ia te bater.
Por que você me odeia? Por quê?
- Santiago! - Não ia te bater. Cale-se, mãe!
Não ia bater nele.
Saia, vá embora.
Ouça, eu quero estar com você.
Quero estar com você.
Quero estar com você.
- Saia da minha casa! - Pare!
- Saia! - Pare! Não vê que ele está mal?
- Saia da minha casa. - Ele está mal!
- Saia da minha casa. - Pare, pare.
Saia da minha casa.
Luis.
Chame um táxi, Laila. Eu quero ir.
Vá, você está doente. Alguém precisa cuidar de você.
Saia, Luis. Saia, Luis. Não toque nele.
Alô, sim.
- Não chame ninguém. - Alô!
Então vão embora e deem um jeito.
Não quero ver vocês aqui.
- Blanca, você não percebe? - Vão embora!
- Pai... - Falamos amanhã.
Laila.
Calma, Laila.
Santiago, por favor, olhe aqui.
Olhe, Santi, olhe, por favor.
Eu levo Laila com o namorado. Ela não pode te ver assim. Certo?
Agora, eu peço, fique calma.
Lai?
Lai?
Laila?
Lai, onde você está? Atenda!
Preciso falar com você. Onde você está?
Eu fiquei meio louco, mas acabou. Volte, sim?
Olá.
Você estava trancada.
Sentiu minha falta?
Como vai?
Como vai, Nancy? Como vai?
Você é uma gata feliz?
Eu sou uma pessoa feliz,
muito feliz.
Olá, Laila, tudo bem?
Bom, te mandei várias mensagens.
Me responda quando puder.
Tchau.
Você estraga minha vida, Santiago.
Para que me levou ao sítio?
O que você tem? Não entendo.
Você está ficando louco.
O que quer? Acabar como seu pai?
- Basta, mamãe. - Você já é grande, Santiago.
Sente-se.
E eu não preciso de uma TV tão grande, pare.
- Coloque a outra. - Sente-se, mãe.
Tire, quero a outra.
- Tire essa. - Basta, mamãe.
Eu disse para trocar. Troque!
Olhe só a imagem. Muito melhor que a sua.
Você tem que ir ao médico, você não está bem.
Laila voltou?
Não.
Ela não pode continuar na casa do namorado.
O que a família vai pensar de você?
Tenho que ir.
Tenho milanesas, você quer?
Não, tenho coisas para fazer.
Está bem, vá.
Tchau, mãe. Tchau.
Aqui. Aqui.
Delicioso.
Vamos. Tudo bem, pessoal?
Santi, o contador disse para você ligar.
Já liguei ao contador.
Bom, esse, vamos entregar de novo.
Alex, tome.
Tudo bem, pessoal? Estão gostando?
Estão se divertindo?
Pessoal, não falei com vocês a noite toda, desculpem.
- Como estão? - Bem, estou aqui.
- Você bebeu? - Sim.
E a garota?
Mandava um áudio, diga.
Aceite que estamos em crise.
- Gosta de surpresas? - Sim.
Depende.
Mas de algo temos que morrer.
Talvez não tenhamos muito tempo a perder.
Drink para todos, por conta da casa.
- Tome. Felicidades! - Feliz Ano Novo.
Feliz Natal! Muitas felicidades!
Vai ser um ótimo ano! Temos que aproveitar.
Vamos!
Você foi incrível!
Achei que você não vinha.
Como não vinha?
Não precisava comprar tantos presentes.
Estão me esperando.
Quando volta para casa?
Não sei.
Podemos ir jantar?
Tenho planos.
Bem, tenho que ir.
- Tchau. - Tchau.
Aonde vamos?
- Santiago, como vai? - Olá.
Então, gostou?
- Muito, excelente. - Que bom.
Obrigada.
Que bom te encontrar, porque queria falar
que recomendo para a escola de arte em Montreal,
e pediram para sugerir alguns nomes para este ano
e pensei em Laila.
Agora que terminou a escola, acho que é um bom momento
para encontrar uma maneira de poder ajudá-la.
Não sei. O que você acha?
Tudo bem?
Claro, muito bem.
Sabe que te amo muito, não? Você sabe?
Eu também.
Esta noite é indomável.
Você tem que liberar tudo,
colocar tudo para fora de uma vez.
Querer tudo, está bem? Tudo.
Ouça!
Vamos para o cais ver uma cena!
Vamos.
De onde você veio?
De onde veio?
Pare com isso!
Não caia no rio!
BEM-VINDO À DOCA
Eu brinco com um cachorrinho.
Quase caiu!
Não acredito!
Eu leio muito sobre história.
Você teve uma infância feliz?
O quê?
Se você teve uma infância feliz.
O que você acha?
- Não sei. - O que você acha?
Não sei.
Claro que não. Tive uma infância horrível.
Mas tento não pensar muito nisso.
Agora tudo é futuro.
Eu adoraria ter uma casa na natureza.
Quero tranquilidade.
Isso, tranquilidade.
Quero te dar um beijo.
Me dê.
Por todas as crianças infelizes do mundo.
Por todas!
De que parte do Chile você é?
De Valparaíso.
Venha comigo.
Vou embora amanhã.
Para onde? Quê?
- De volta. - O quê?
- Sim. - Mas você mora lá?
Sim, claro.
Não, por quê?
Não, por quê?
Por quê? Não.
Não.
Porque sim, sou de lá.
- Não quero beber mais. - Não quer mais?
- Não. - Por quê?
Porque não.
Queremos luz, queremos luz.
Queremos luz, queremos luz.
Queremos luz, queremos luz.
Queremos luz, queremos luz.
Queremos luz, queremos luz.
Queremos luz, queremos luz.
PAPAI NOEL ME TRAGA LUZ
Sinto uma ligação muito forte com você.
Não acredito em você.
Sério.
Sério.
Senhor, tudo bem?
Sim, desculpe, sim. Estou ótimo, obrigado.
Você voltou!
O que foi?
Nada.
Me conte.
Uma bobagem.
Eu adoro bobagens.
O que foi?
Ontem fomos comemorar, começamos a dançar.
Eugenio veio e me beijou.
Naquele momento senti
como queria me sentir assim o tempo todo.
Que nunca algo iria superar isso.
E então Eugenio me disse que queria conversar.
Me disse que...
queria estar com outras garotas.
Eu entendo porque às vezes gosto de outros garotos.
Mas não sei.
Então fui dançar de novo, mas já não era o mesmo.
Como se visse toda a situação de fora?
Sim, não sei, como...
Como quis me sentir feliz de novo e não pude.
Sabe do que você precisa?
O quê?
Vamos fazer algo, vamos sair.
Vamos!
Vamos. Vamos a algum lugar.
Vamos sair.
- Pai. - O quê?
Vou para o Brasil.
Quero ver a mamãe.
Sim, mas onde ela está? Não estava em turnê?
Não, ela ligou. Está no Rio com o Gilberto.
Ela disse que ficarão lá um tempo,
e me convidaram para passar o Ano Novo com eles.
Quero ir por uns dias.
Mas aconteceu algo?
Entre eles, aconteceu algo? Ou algo com ela?
Não.
Bem, mas seis meses atrás ela disse o mesmo e não estava.
- Lembre-se. - Não, desta vez ela está lá.
Muito bem.
Perfeito! Eu acho uma ideia muito boa.
Vou com você.
Não, pai, vou sozinha.
Não pode ir sozinha, nunca viajou sozinha.
Não a vejo há três anos.
Preciso estar com ela, me deixe ir.
Tem que pensar bem.
Tem que pensar bem. Sua mãe é muito imprevisível.
Não tem o que pensar. É isso. Ela me manda as passagens.
Quero vê-la.
O que vou fazer sem você?
Veja como abre.
Sim.
Tem que chupar tudo de uma vez.
- Tudo? - Sim.
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim
Quem são?
Lucas, sobrinho do Gilberto. Não lembra?
Ele soube que você vinha e queria dar um oi.
E te levar para dançar ou passear.
Não quero estar com outros.
Mas o Lucas é legal.
Quero ficar só com você.
Amanhã passamos o dia todo juntas, está bem?
Tem muitos lugares que quero te mostrar.
E você tem que dançar para mim também.
Olá, mãe. Tudo bem?
São 3h da manhã. Como vou estar? Dormindo.
Queria avisar que chegamos bem.
Laila está feliz.
Está nos fazendo bem estar aqui, estamos melhor.
Continue dormindo tranquila.
O que vão fazer no Ano Novo?
Vamos ficar aqui na casa. Você passa com a Laura, não?
Sim, eu acho.
Bom, amanhã conversamos, mãe.
Você não é como seu pai.
O que você quer dizer?
Com Laila, digo. Você é diferente.
Seu pai já...
Mamãe?
Bem, Santi, amanhã conversamos. Estou muito cansada agora.
- Um beijo - Um beijo.
Ano passado morei em Berlim dois meses, sozinha.
Gilberto tinha outros projetos e...
ficamos separados.
No começo, me diverti sozinha, saí, conheci pessoas.
Mas depois foi muito destrutivo.
Comecei a beber demais,
dormia com o primeiro que aparecia,
me levantava e não sabia onde estava.
Gilberto me ligava e eu mentia
como uma adolescente, como uma idiota,
mas não podia parar.
Uma semana inteira não atendi o telefone
e ele percebeu que algo aconteceu.
E então foi me procurar. Levou três dias para me achar.
E foi...
Foi muito feio.
Ele queria me levar para casa e eu comecei a gritar,
puxar o cabelo dele, bater nele muito forte.
Ele disse que eu gritava, eu fiz algo terrível,
fiz algo terrível, mas, eu não sabia do que ele falava.
Não sei, Santi, perdi a cabeça.
Me assustei e disse para ele me internar.
Estive lá por uma semana.
E quando me limpei, me acalmei,
percebi que meu problema era mais profundo.
Quem dera fosse o álcool, mas não.
Meu problema está aqui.
Tenho algo aqui dentro que nunca se acalma.
Como você não me avisou?
Por que não me ligou nesse momento?
Porque não podia falar com ninguém.
Por isso decidimos vir aqui e ficar longe de tudo,
para descansar, mas não sai,
não sai de mim.
Gilberto é incrível,
mas não sei o que vai acontecer comigo.
Não sei.
Não se trate assim, Elo.
Todos estamos tentando nos entender
todo o tempo.
Não sei, eu estou aqui agora.
Também estou em uma borda, mas podemos olhar para frente.
Não sei, Santi, não sei.
Vai ficar tudo bem.
Vai ver, vai ficar tudo bem.
Tudo bem.
Oi, oi, Alex, liguei várias vezes. O que foi?
Não atendiam. Abriram mais tarde hoje?
Quem fez reserva dupla?
Não se cancela nenhuma reserva dupla.
- Acordou com fome? - Onde estão todos?
Não, seja como for, coloque uma mesa na parede,
no banheiro, no corredor, por aí,
mas hoje ninguém fica de fora.
Entende? Tchau.
Onde estão todos?
Não sei. O Gilberto saiu para fazer compras para esta noite.
E apareceu um trabalho para sua mãe,
uma gravação, mas ela volta.
- O que eu preparo? - Como ela saiu?
Íamos passar o dia juntas. Ela não me avisou.
Que trabalho? Onde?
Não sei, Laila.
Ela teve que sair, mas...
volta esta noite para a festa, não se preocupe.
Não quer comer nada? Não está com fome?
Laila.
Laila, não quer fazer alguma coisa?
Vamos à praia.
Não quero fazer nada.
Bem, ficamos aqui.
Você fica. Viu? Você não tinha que vir.
Laila.
Abra, Laila.
- Vou sair. - Para onde?
Com Luca e seus amigos.
- Que horas você volta? - Não sei.
Passeando.
Sim.
Santiago.
Sim...
As praias são lindas, eu não conhecia.
Pedro!
Não.
Olá, Pedro.
Sim.
"Reveillon", o que é?
Hoje?
Bem, por que não?
Um?
Assim? Assim?
Espero?
Não?
É incrível!
É incrível.
É incrível.
Sim, tem que ir até o fundo das coisas
senão nada faz sentido.
Lembro da primeira vez que me apaixonei.
Eu tinha oito anos, estava na praia
e de férias.
O tempo todo via um homem de uns 30,
40 anos sentado perto, mas nunca falava.
Sempre sozinho.
Eu olhava para ele,
hipnotizado.
Tinha a pele bronzeada, um sorriso branco perfeito
que me deixou louco.
Como o seu.
Claro que nada aconteceu,
mas todo o verão não parei de pensar nele.
Tive uma mistura de excitação,
desejo, segredo, medo.
Tudo junto, o tempo todo.
Não sei.
Eu acho que quero viver nesse estado o tempo todo.
Me sinto bem aqui com vocês.
Dormi muito, não é?
Te ajudo?
Está tudo feito lá, não há pressa.
Não acredito.
Calma, não me expulse, eu já vou.
E como você sabe o que estou procurando?
Merda!
Santiago.
- Onde você estava? - Na praia.
- Na praia? - É, incrível.
E Eloisa?
E a Laila?
Mas ela saiu com o Luca.
Está bem.
Certo.
Lai?
Lai?
- Quem é? - Saia, me deixe.
Me deixe.
O quê? Como estamos com artistas, tem que ser sério?
Me deixe.
Vamos, o que fizeram? Como foi?
Ruim.
Mas onde foram?
Lugar nenhum. Fiquei aqui sozinha.
Você se divertiu, não?
Já bebeu muito, Lai? Me dê.
Saia.
Pensei que não viria ninguém.
- Nem conheço essa gente. - Vamos comer.
Para quê? Se a Eloisa nem voltou.
Está vindo, vamos.
Ninguém se importa.
Voar?
E voar também.
- Olá! - Olá!
- Que tal? - Olá.
Como ficou linda a mesa, Gilberto.
Olá, meu amor.
Olá.
O trânsito está horrível, difícil chegar.
Terrível.
Quase pulei do táxi.
Sim, por favor.
Pode-se saber onde você estava.
"Plantos".
"Planos, planos".
Planos.
Agora que você terminou a escola.
Tomar vinho.
Entendo perfeitamente, é o momento de aproveitar.
Aproveite.
Sim, na verdade não analiso as coisas.
Acho que não quero fazer nada, essa pergunta me cansa.
Me perguntam o tempo todo.
Jovem e bonita, com isso pode fazer o que você quiser.
Mas quão superficial e trivial pensamento, João, por favor.
- Pare, Laila. - João tenta dizer algo legal.
- Pare, pare, pare. - Só isso.
E é verdade que você é linda.
Linda, odeio essa palavra.
Odeio a beleza e o que significa.
E desconfio muito de pessoas que te bajulam.
O que esperam? O que você espera que eu diga?
Você me diz isso e não pergunta como estou.
Você fala de verdade?
Sim.
Mas eu prefiro mesmo que pessoas caretas
me considerem uma puta.
Assim não criam expectativa comigo.
Laila, quero saber de onde você veio.
Bem. É uma filosofia perfeita.
Não sei, não é minha. São coisas que leio por aí
e grudam em mim e já nem sei qual o meu pensamento.
Mas é tudo seu, não?
O mundo é nosso, Julia. Você também é linda.
Você é de quem mais gosto nesta mesa.
- Um prêmio, ganhou o prêmio. - Obrigada.
Deliciosa a comida.
Muito bom.
- Namorado. - Namorado.
Não, sou um fracasso total.
E acho que essas coisas alguém tem que te ensinar.
Ninguém me ensinou a amar.
Não, não precisam ensinar nada.
Isso a vida te ensina, fique tranquila.
Olhe, João.
Meu pai é um bêbado que faz três semanas...
- Lai, Laila. - ...estava pelado... Pare.
Estava pelado e o namorado chutou ele de casa.
E a Eloisa me liga três anos sem me ver
e chego e vai embora sem avisar.
É uma bêbada deprimida também, sabiam?
Sim, sou um monstro.
Eloisa, com você eu só aprendi
que cada um se salva sozinho.
A senhora se manda de casa pela segunda vez. Boa!
Você está passando do limite. Chega, cale-se.
Você está mal, mal.
Vejam quem fala agora, quem está bem o tempo todo.
Mentiroso!
Pare de fazer a cena que você está fazendo,
por que você está bêbada e vai se arrepender.
- Por favor, você é assim. - Cale-se!
- Você é falso. - Cale-se.
Cale a boca.
Você é falso, nada é verdade.
Você é melhor do que eu? Você se acha melhor?
Se acha diferente?
Eu pelo menos aproveito, decido me divertir.
- Aproveitar. - Aproveito a vida.
Aproveitar.
Aqui todos estamos nos divertindo.
Você não percebe que ninguém aqui está bem?
- Você não vê? - Você é falso, egoísta.
Não vê que tudo seria muito mais fácil
se você não existisse?
LAURA VIZINHA DE MAMÃE
O que está dizendo, Laura?
Não entendi.
Não entendi. O que você disse?
Laila!
Laila!
Laila!
Laila!
- Alô. - Feliz Ano Novo, Luis.
Feliz Ano Novo.
Estou no Brasil.
Bem, Santi, tem pessoas aqui.
Ela morreu, Luis.
Quem morreu?
Minha mãe.
Meu Deus!
Não estou bem, Luis.
Eu fiz tudo errado. E já era, perdi o tempo.
Menti, te enganei, me enganei.
Não posso ajudar, Santiago, desculpe.
Estou sempre fugindo de algo.
Mas estou morto de medo.
Não sei, Santiago, ligue para um amigo ou alguém.
Sinto muito pela sua mãe, sério.
Mas não vou mais ouvir você, acabou.
Vocês me conhecem?
Não?
E por que me olham assim?
Não têm ideia de nada e falam assim de mim?
Quem pensam que são?
Mas estão me julgando desde que cheguei.
O mundo é uma merda por causa de pessoas como vocês.
Cadê minha filha?
Cadê minha filha? Minha filha, cadê?
Laura, leve a TV.
- Eu? - Sim.
Mas você pode vender, essa TV é nova.
Não, sério, leve.
Leve.
Veja o que achei.
O quê?
Posso levar?
Que figura você era!
Essa é do verão que meu pai morreu.
Ele disse que era o dia mais feliz de sua vida.
Você sabia?
Não.
Nunca falam do vovô.
Não tem muito o que falar.
Ele nunca falou comigo.
Mas você e eu não somos assim, somos?
Não, somos o contrário.
Sua avó era uma mulher muito forte.
- Olá. - Olá.
Você preparou tudo? Está muito frio lá.
Vamos todos juntos!
- Olá. - Olá.
Como vai?
Que bom, não é? O voo é amanhã à tarde?
Sim.
Aqui estão os papéis da escola.
O resto organizaram tudo?
Sim, obrigado.
Bem, então qualquer coisa me avise. Até mais.
Tchau.
Vamos quebrar cocos?
E os garotos?
Depois. Estou com fome.
Cozinha algo para mim?
Sim.
Quando for me visitar,
quero te ver assim, saindo do avião assim.
Assim.
Deixe, deixe.
Viver com os canadenses
não será tão legal como viver comigo.
Chega, pai.
Está bem.
Estamos esquecendo da Nancy.
Coitadinha, ia ficar abandonada.
- Como uma cadela. - Solte, coitada.
- Na gaiola. Abra a mala. - Solte ela.
Você pode levá-la. Compramos uma gaiola.
Eu falo com a companhia para pedir permissão.
Deixe, não é tão difícil, sério.
- Basta, pai. - Deixe, é um minuto.
O que foi? Calma.
O que deu em você?
Não quero que você vá.
Mas já conversamos. Você me disse...
Não sei o que disse.
Vamos descer.
Não, não quero que você desça.
Diga que vai ficar bem.
Vou ficar bem.
Vamos.
Vamos, vá.
Tchau.
- O que é isso? - Aniversário da sobrinha.
Espere na varanda.
O que querem?
Que você se bata.
- Outra vez? - Sim!
Bem, vejamos se consigo passar.
Vá ou fico brava.
Outra vez! Outra vez!
Outra vez?
Só tenho uma boa lembrança com meu pai.
Uma só.
Um abraço na montanha-russa.
Mas era muito pequeno.
Não lembro quem abraçou primeiro.
Um abraço de medo, não pense que foi...
Meu pai me odiava, sempre me odiou.
Me olhava e dizia:
"Nunca ninguém vai te querer, você é um fracasso".
"Fracasso" ele dizia.
E com 15 anos me expulsou de casa.
Então você não será nem grande, nem brilhante,
e com certeza não é o pai exemplar,
mas com sua filha se divertem
e se amam, que é o que importa.
Você se recrimina pelo que não foi,
pelo que não fez?
Pense no que vai fazer agora.
Agora mesmo.
Não sei o que faço agora, não tenho ideia.
É um quadro em branco.
Bem, isso é ótimo.
O quê?
Não saber o que fazer.
É aí que a coisa fica interessante.
Estou parado na beira do abismo e é a visão mais maravilhosa.
Pode fazer o que quiser. Tudo é possível.
Você é incrível, sempre soube.
Estou em um bom dia.
- Tio, tio. - Bem, bem, vamos.
Me desculpe.
Você quer uma pizza grande?
Lembra de mim ainda?
Você já embarcou?
Queria te dizer
que sei que machuquei o que mais amo nesta vida,
que é você,
e não consigo entender.
E peço perdão.
Estou tão orgulhoso da pessoa que você é.
Sem você nada faz sentido. Você é tudo que importa
e sempre vou te apoiar.
Sempre.
E quando voltarmos a estar juntos,
vamos viver dançando,
o tempo todo.
Eu estou aqui.
Vamos lá, o bolo está vindo.
O bolo! O bolo!
Parabéns pra você
Bravo!
O bolo está queimando!
Tirem daí!
Não.
Não.
Socorro!
Socorro!
Quer uma pizza grande?
CORAÇÃO ERRANTE
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