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Ollie, Ada, a mam�e est� vindo.
Vamos por aqui.
Meninas!
M�e!
Rose!
M�e, cad� voc�?
Mam�e!
Nos ajude! M�e!
PRENDA A RESPIRA��O
NOROESTE DE OKLAHOMA, 1933
Senhor, pedimos que mantenha as tempestades afastadas.
Acalme a poeira.
Agradecemos por arranjar um emprego para Henry.
Proteja os que viajam.
Traga Henry em seguran�a para o fim da jornada.
Deixe-o sustentar nossa casa.
Ter uma planta��o.
Me ajude.
Me ajude a ver as d�divas que me deu, em vez das coisas que tirou.
Me ajude a manter Rose e Ollie saud�veis e seguras.
N�o deixe que adoe�am como as outras crian�as.
Rose, jogue um pouco de feno, querida.
S� um pouquinho.
Temos que fazer durar.
Me bata, me fa�a sangrar,
se significar que n�o tocar� num fio de cabelo delas.
D� um beijo na Ada por mim.
Prometa a ela que me afastarei da propens�o humana
a fazer o mal, para podermos nos reencontrar.
ADA JUNE BELLUM MORREU EM 3 DE JUNHO DE 1928
Todos n�s.
VOU DORMIR AT� QUE TU VENHAS ME BUSCAR
Voc� se lembra dela?
E quando eu me deitar � noite, retire a preocupa��o do meu cora��o.
Me recompense com um sono tranquilo e pesado.
Am�m.
Pedi ao seu pai que consertasse isto.
Nunca d� tempo.
Acha que ele ver� a Filad�lfia?
N�o, � muito ao leste.
Bem, eu quero ver.
Quero ver como �.
Talvez no ver�o.
Se as planta��es vingarem.
Tranque a porta.
Siga meu dedo enquanto leio, est� bem?
O HOMEM CINZA
"O Homem Cinza trancou a esposa
e cinco filhos no quarto, depois juntou brasas da lareira.
Ele pretendia queimar os seis anjos, mas o destino esperava mais uma v�tima.
As chamas cresceram,
e o Homem Cinza viu sua camisa ficar presa.
N�o adiantava.
As chamas o consumiram.
Durante uma tempestade de poeira, as cinzas do Homem Cinza sopram junto.
Ele anda � noite.
Se n�o usar m�scara, voc� vai respir�-lo,
e ele for�ar� voc� a coisas terr�veis."
E a porta? Tranque-o l� fora!
N�o podemos tranc�-lo.
- Por qu�? - Porque...
ele pode se desfazer,
se infiltrar,
e podemos respir�-lo.
Foi assim com a mam�e.
- Ela o inalou. - N�o.
A mam�e estava triste por causa da Ada e n�o conseguia dormir.
Voc� pode vir comigo.
N�o vou lev�-las para uma barraca, perder o pouco que temos.
E n�o vou deix�-la l� fora.
Sozinha.
Meninas!
Como Henry partiu na semana passada?
- Bem. - Sim?
Havia mais alguns partindo.
O �ltimo sobrevivente.
- Desculpa. - Tudo bem.
� dif�cil manter limpo.
Ele ficou assim a noite toda.
� aquele anda�o de resfriado?
Come�ou assim, mas s� piorou.
O Dr. Cox disse que � pneumonia.
N�o � contagiosa.
O m�dico disse que � s� a poeira no ar.
O que podemos fazer?
� uma batalha.
Thomas est� mal.
Eles deveriam ver aquele curandeiro em Guymon.
Ele tirou a artrite dos dedos de um idoso.
Os ossos se endireitaram.
Que bom que trouxe as meninas, Margaret.
Por qu�?
- Voc� n�o soube de Calabash. - O pai disse que trancou a porta.
Mas o andarilho entrou de alguma forma.
Vasculhou a despensa. Acharam-no comendo biscoitos.
N�o, Birdie, ele j� tinha comido todos.
Estava s� olhando o beb�.
Devia estar com fome.
A fome n�o explica ficar olhando para um beb�.
S� olhando.
E certamente n�o explica o que ele fez depois.
Ele amarrou o pai
e o fez assistir enquanto ele matava a m�e e as crian�as.
Estripados feito porcos.
J� n�o dou conta das tarefas.
Como vou tomar cuidado com dem�nios?
Fique alerta. Sempre.
Eles o capturaram? O andarilho.
Ainda n�o. E n�o consigo entender.
Ningu�m o viu sair.
Parece que ele se derreteu na poeira.
Senhor.
C�us.
Voc� n�o vai embora hoje.
Estou tentando.
O vento est� forte. Vem tempestade.
Sempre vem.
Mas isso pode matar, e voc� ficar� exposta, Esther.
Desprotegida.
S� se preocupe em deixar Thomas e Jacob do lado de dentro.
Limpe tudo. Isole a casa.
Mesmo assim, ela penetra em tudo.
Eu acho nos lugares mais estranhos.
Sonhei ontem � noite que...
ele n�o parava de tossir.
Peguei um len�o e o enfiei na boca dele.
V�rias e v�rias vezes.
Desculpa.
Tenho que tirar os meninos daqui.
Ei. Calma.
Segurem no barbante, ou v�o se perder na poeira!
Onde est� Ollie?
N�o a vejo!
Quero o papai.
Eu sei.
Mas onde ele est�?
- Construindo uma ponte. - Isso.
Tenho uma ideia.
Um tracinho para cada dia que o papai ficar fora.
O que te assustou?
O homem
l� fora.
Que homem?
Fiquem aqui.
M�e, n�o v� l� fora!
O Homem Cinza?
Voc� a assustou, Rose.
Eu n�o disse para se livrar disto?
Disse.
Isto deve ajudar com a poeira, est� bem?
E aquele homem?
O andarilho que desapareceu.
N�o h� ningu�m l� fora.
Entendeu?
Isto n�o � real.
Sim.
Como um sonho
durante o dia.
Vou levar embora.
Pode falar sobre o trigo?
No primeiro ano que plantamos, vingou.
Quando o vento soprava, o capim ondulava como o oceano.
Um dia, brincamos de esconde-esconde na grama alta por horas.
Vamos.
Depressa.
Voc�s se escondiam pertinho de mim, e eu n�o as via.
Mas sempre ouvia suas risadas.
Era perfeito.
Boa noite.
M�e, acorde!
O qu�? O que aconteceu?
Ollie estava certa. Tem algu�m ali.
Viu?
Esperem aqui.
� Jacob.
O filho da Esther.
A carro�a deve ter virado na tempestade.
Onde est� Esther?
N�o sei.
Encontrei Thomas embaixo da carro�a,
t�o assustado que mal conseguia sair.
Ela deve t�-lo deixado e foi procurar Jacob.
Deus escreve certo por linhas tortas.
Mas � um s�bio provedor.
Tudo o que podemos fazer � ter f�.
F� que Ele tenha um plano para Jacob.
Um plano mais importante do que poderemos compreender.
Acho que algumas coisas fogem do nosso controle.
Outras, n�o.
N�o basta ter f� que Ele far� algo,
que � o plano d'Ele, ou eles morrer�o.
Todos n�s.
Para mim, isso � orgulho.
Melhor do que perder um filho.
Tentei ir embora.
Numa tempestade.
N�o posso mudar o clima. N�o posso fazer chover.
O que devo fazer?
Tente varrer.
Forte como um touro.
Come�ou a sangrar.
N�o parava.
Bom... o ar est� seco.
� o que eu acho.
� o que acha?
Depois da Ollie e da Ada, eu...
me preocupo.
Ada tinha sangramento nasal assim.
Esther falou que a poeira est� deixando Thomas doente.
O ar.
Tenho m�scaras para vender.
Pode ajudar.
Toma rem�dio para dormir?
Quer meu conselho?
Mantenha a casa bem vedada, use m�scara.
Relaxe.
M�e, est� acordada?
N�o devemos dormir no mesmo quarto que voc�.
S� havia tecido para vedar um quarto.
E se acontecer de novo? E se voc� parar de dormir?
N�o entende que a poeira penetra por toda abertura?
Por isso seu primo Thomas est� doente. E por isso seu nariz est� sangrando.
Bem, quero ir embora. Quero ver o papai.
Quando seu pai mandar dinheiro, pegaremos o trem.
Eu prometo.
Refrigera-me a alma
Receberam correspond�ncia?
Tentaremos partir ap�s a pr�xima carta do Henry.
Bem, acho que voc� n�o sabe. O servi�o foi interrompido indefinidamente.
A poeira subiu tanto que um trem descarrilhou totalmente em Woodward.
Matou todos a bordo, menos um burro no vag�o de carga.
Voc� est� presa conosco.
Entendo.
Not�cias do andarilho?
Bem... Agora querem saber se n�o foi o pai mesmo.
Matou as crian�as e inventou aquele intruso.
Nosso vizinho disse que ele estava estranho antes,
como se fosse outro homem.
Pense bem.
Ningu�m viu aquele andarilho chegar nem partir.
Vista a camisola, querida.
- Pedi para amarrar! - Amarrei!
Aquela vaca nos mant�m vivas.
Ela j� passa fome e podia ter sido atingida.
- Ou morrido. - Amarrei!
Aperte mais o n�. O qu�?
O Homem Cinza machucou a vaca.
Pare.
Chega do Homem Cinza, entendeu?
Termine suas tarefas.
Rose.
Jogue um pouco de feno, sim?
Desculpa pela discuss�o, mas...
Rose!
No celeiro, quem voc� viu?
J� disse: O Homem Cinza.
Voc� disse que ele n�o existia.
N�o significa que n�o tem...
Fiquem aqui.
Saia ou vou queimar tudo, juro por Deus.
Falei para ficarem l� embaixo.
Estamos com medo!
Se afastem, meninas.
Quem � voc�?
Sou o irm�o Wallace Grady.
N�o quero machuc�-las.
Precisava de abrigo.
Henry disse que tinham um celeiro.
Henry?
N�o reconhece o casaco dele?
Voc� o machucou?
Claro que n�o, senhora. Sou um homem de Deus.
Passei pela ag�ncia do governo a caminho do oeste,
e o irm�o Henry me deu isto.
E me pediu para ver como estavam.
Por que n�o bateu na porta?
Era minha inten��o, senhora, assim que pudesse me recuperar.
Fui atingido pela tempestade por causa da minha perna fraca.
Estava muito feio.
N�o queria assustar as meninas, assustar a senhora.
Rose, certo?
A senhora � Margaret.
Henry teria me contado.
O correio est� lento sem os trens.
Voc� tem que ir embora. Agora.
Posso trabalhar pela minha estadia. As pessoas precisam da Palavra de Deus.
- Elas precisam de chuva. - Uma traz a outra.
Saia de uma vez! Fora!
� que sua vaca est� faminta. Voc�s tamb�m v�o ficar com fome em breve.
Certo?
O leite secou. Posso faz�-la produzir de novo.
- Certo. Tudo bem. - Puxa vida.
Voc� est� bem.
M�e, me ajude.
Respire.
Para tr�s!
- Senhora, posso ajud�-la. - M�e.
Mas vou precisar toc�-la.
Por qu�?
Eu uso as m�os.
Posso cur�-la. De verdade.
Mesmo que n�o creia, que mal tem?
Margaret.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com
M�e, socorro!
Solte-a.
Solte-a!
O que fez com ela?
M�e.
Parou.
Vou embora.
Tenho que descansar.
Falou que podia fazer a vaca dar leite.
Como?
A palha vai absorver a �gua. E render muito alimento.
Durmo com isto e sei usar.
Entendeu?
V�o comentar se eu deixar voc� ficar.
Posso me esconder por um tempo.
Ficar no celeiro.
Ele me curou?
N�o sei.
Rose!
Bem, odeio voc�, Margaret.
Que m�o boa.
� o sonho para nossa casa.
Senti sua falta na igreja esta semana.
Est�vamos preocupadas.
M�e, � Thomas.
Onde est� Esther? Como ele chegou aqui sozinho?
Pobrezinho.
Birdie, chame o xerife.
� de cortar o cora��o.
Ela n�o est� cuidando dele.
Descubra se talvez n�o � um tipo de luto de curto prazo
ou algo mais s�rio.
Esther. � Margaret.
Esther?
Lembra quando Ada morreu?
Por um bom tempo, achei que fosse me juntar a ela.
Mas voc� tem que pensar no seu outro filho.
Na sa�de dele.
O homem... tem cuidado dele.
Ou foi um sonho?
Beba �gua.
S� um gole.
H� quanto tempo voc� est� assim?
Ela n�o � capaz.
Tem certeza?
Eu queria lev�-lo, mas n�o podemos aliment�-lo.
Venha comigo, pequeno Thomas. Isso.
Margaret!
Obrigada. Obrigada por me visitar.
Tudo bem. Voc� s� precisa se cuidar.
O que aconteceu?
� por pouco tempo, Esther.
O qu�?
S� at� voc� se reerguer.
Vai lev�-lo? Aonde vai lev�-lo?
N�o vou... Ei, vamos nos acalmar.
Ele � meu filho. Ele � tudo que tenho.
Voc� n�o � diferente de mim! Sabia disso?
Voc� n�o � diferente de mim! Sempre achou que fosse!
Vai ficar como eu, est� me ouvindo?
Vou mostrar como �!
Olhe para mim! Vai ficar como eu!
Consegue me ver?
Vai ficar como eu! Voc� vai ver! Vai se arrepender!
N�o o tire de mim!
"Tende por motivo de alegria o passardes por prova��es,
sabendo que a prova��o da vossa f� produz perseveran�a."
Que lindo.
� seu?
Era da minha m�e.
Foi por ela que entrou na igreja?
Em parte.
Meu pai era pastor. Ele disse que eu tinha o dom ainda jovem.
Todas as minhas irm�s t�m. Tenho quatro.
Onde est�o agora?
Duas est�o no Texas, e a escarlatina levou as outras
enquanto eu pregava por a�.
Ollie teve. Escarlatina. E Ada.
Quando ficaram em quarentena, Ada gritou por mim sem parar.
Arranhei a porta que nos separava at� minhas unhas serem arrancadas da pele.
A separa��o tempor�ria pesa nas vidas terrenas.
Mas h� um reencontro que dura uma eternidade.
Acredita nisso?
Eu preciso.
N�o tenho escolha.
Elas t�m sorte de t�-la.
N�o acha?
Depois da Ada, meu sono ficou inquieto.
E eu... fazia coisas.
Nada de correspond�ncia hoje. Mas o carteiro disse que vem um nevoeiro.
Meu Deus, obrigado.
Agrade�o pela simpatia da fam�lia Bellum.
O Senhor nos uniu pelo irm�o Henry, e sou eternamente grato.
Obrigado pela sa�de da Rose.
E pedimos que zele pela pequena Ollie com Sua luz gentil.
Tem um vers�culo que meu pai me ensinou:
"Nem ele pecou, nem seus pais;
mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus."
Obrigado pelo alimento.
E obrigada por isto!
Chegou hoje?
� do papai?
- A pr�xima... - O que ele diz?
Pare!
- Rose. - Mas...
Ei.
"Queridas meninas,
minha primeira esperan�a � que consigam deci..."
"Decifrar."
"Decifrar."
"Decifrar meus garranchos.
Minha segunda esperan�a � que essas folhas ainda estejam verdes
quando chegarem at� voc�s.
Quando eu as colhi,
eram a coisa mais vibrante que j� viram.
A pr�xima parte � s� para a mam�e."
Vamos.
Est�o contando segredos a�?
Agora, Rose.
Solte-a.
Parece uma m� ideia.
Quem � voc�?
Rose, leia a carta. Em voz alta.
"Estou bem, Margaret, mas levaram meu casaco.
Junto com a carta no bolso, dinheiro e doces para as meninas.
Tinha um pastor por aqui, pediu para passar a noite.
No dia seguinte, meu colega n�o voltou do almo�o.
Estava de cabe�a rachada como um ovo, as botas arrancadas dos p�s.
Ningu�m sabe como o pastor saiu. � como se tivesse desaparecido."
Eu n�o as machucaria.
- Cad� o dinheiro? - Gastei.
E o seu?
Gastei. Solte-a.
Eu soltarei. Em troca dessa carta.
Melhor ficarmos com ela.
Para o xerife ver.
Voc�s morreriam de fome.
Sem voc�, a primeira carta dele teria chegado at� n�s.
Poder�amos ter partido!
"N�o negligencieis a hospitalidade,
pois alguns sem o saber acolheram anjos."
- Anjos? - Eu a curei, n�o foi?
E se eu desfizer isso?
Deix�-la como estava.
Voc� a curou? � um vigarista.
Seu pai, o pastor, � vigarista tamb�m?
Meu pai iria gostar de voc�.
Saia.
Saia!
At� eu teria medo.
Voc�s est�o aqui sozinhas.
N�o sabem quando um homem vai aparecer.
Algumas trancas, barbante...
Isso n�o vai me deter.
N�o vai impedir o Homem Cinza.
Vejo voc�s depois.
Mam�e.
Ollie.
Voc� disse isso?
O que foi, Esther?
Voc� vai ficar como eu.
Voc� vai ver. Voc� vai respir�-lo. Ele for�ar� voc� a fazer coisas terr�veis.
Mam�e.
Passou a noite aqui fora?
O HOMEM CINZA
...se infiltra...
...respir�-lo... fazer coisas terr�veis...
Margaret.
N�o vai me deter.
M�e! Tire a gente daqui!
M�e! Mam�e! M�e!
Abra a porta! Destranque, por favor!
- M�e! - Ele est� a�?
Tire a gente daqui!
Mam�e!
Saiam daqui! V�o!
Voc� derrubou a lamparina?
N�o, � Wallace.
Como ele est� fazendo?
Passei a noite em claro.
As portas est�o trancadas.
A menos que ele n�o abra portas.
M�e, como assim?
Eu devia ter vedado embaixo da porta.
M�e, mas o Homem Cinza � s� uma hist�ria, como voc� disse.
Emprestei o livro para Wallace.
Mas ele te curou.
Certo?
E ele entrou numa casa trancada enquanto eu estava vigiando.
� isso que ele quer.
V� buscar sua irm�.
Ponham tecido embaixo da porta e n�o saiam de l�.
Ol�.
Voc� parece bem.
O que faz aqui?
Eu vim me desculpar, Margaret.
Pelas coisas que pensei e disse. Sinto muito.
Somos uma fam�lia.
Podemos deixar tudo para tr�s e recome�ar? Sinto sua falta.
Sinto falta das meninas e...
Bom, voc� sabe...
O pessoal est� preocupado.
Faz tempo que ningu�m v� voc�.
� dif�cil com t�o pouca luz.
� bem mais f�cil respirar.
Ser� que sair mais n�o vai ajudar?
� loucura como nossa cabe�a vai fervendo com isso.
Pode ser bom tirar a tampa e deixar o vapor sair.
Tamb�m tenho tentado sair mais.
Eu oro com o pastor para melhorar a cabe�a.
Tenho visitado Thomas.
Margaret.
Pode come�ar com o baile hoje.
Acredite, voc� n�o quer que as pessoas especulem, como elas t�m feito.
� melhor mostrar que est� bem.
Tem raz�o.
Dever�amos sair mais mesmo.
Sim.
Vamos mesmo ao baile?
Esther disse que as pessoas est�o preocupadas.
Precisamos nos animar e ir at� l�.
O xerife Bell estar� l�.
Podemos contar do Wallace,
do que anda acontecendo.
Mas sem a carta do seu pai...
Se o xerife achasse que h� algo errado ou...
Ele poderia levar voc�s duas. Prometa que n�o dir� nada.
� t�o bonito.
Depende de quem veste.
Fiquem em casa!
Estamos muito bem. E voc�?
Rose!
N�o posso respirar!
M�e!
Mam�e! M�e, pare!
Qual � o seu problema?
Voc� estava gritando! Estava sufocando! N�o conseguia respirar!
N�o, eu estava rindo!
Ficou estragado.
Acho que n�o devemos mais ir.
Voc� continua perfeita.
N�o � s� o vestido.
O que voc�...
Pare!
Est� tudo bem, Rose.
O papai j� vai chegar, e vamos resolver tudo.
At� l�, eu s� preciso mostrar a todos que estamos bem.
Voc� est� �tima, Margaret.
Estamos bem melhor. Obrigada.
Com licen�a.
- Isso mesmo. - Margaret.
Gostaria de rodopiar?
Com prazer.
Ent�o, como v�o as coisas?
Ficamos doentinhas, mas estamos bem melhores.
Que bom. Voc� tem descansado ultimamente?
Por qu�?
O que Rose disse?
Como assim?
Nada. Ela est� tendo pesadelos.
- Margaret. - O qu�?
Voc�...
Voc�...
C�us.
� s� um corte.
� s� a minha perna.
Por favor, toquem.
Me desculpem. Com licen�a.
Por que voc� est� com ele?
Com o reverendo Shaw?
Com licen�a.
N�o queria que elas perdessem o baile,
mas esse corte me deixou meio tonta.
Margaret.
Por que n�o passo l� depois com o curandeiro que mencionei?
- Curandeiro? - Sim.
Quer dizer o Wallace.
N�o.
O nome � Everett Lee.
Ele � muito gentil, me deixou bem da cabe�a e...
ele at� me ajuda a cuidar da casa e me deu isto.
N�o me importa o nome que ele usa.
Ele se escondeu no nosso s�t�o, xerife.
Ele nos amea�ou!
Margaret.
N�o pode ser.
Voc� est� abrigando um assassino.
Henry me mandou uma carta. Seu curandeiro matou um homem no...
N�o, ela est� dizendo a verdade.
Eu tamb�m o vi. E ele amea�ou voltar.
Viu?
Ele n�o � deste mundo.
Ele...
Ele tem invadido nossa casa, mudado coisas � noite,
tentado machucar as meninas.
Ele pode passar por portas trancadas, janelas fechadas.
Ele se desfaz como poeira.
- Se infiltra pelas rachaduras. - M�e, por favor. Vamos.
Voc� pode respir�-lo.
Ele for�ar� voc� a coisas terr�veis.
Est�o comentando neste momento.
Pensando se estou...
Se eu...
Eu disse que o vi tamb�m.
N�o importa.
Eles me viram assim.
M�e.
M�e.
Quem fez isso?
Voc�.
Quando?
Ele estava em mim?
Est� tudo bem.
Espere!
Voc� ouviu, n�o foi?
Ouvi.
Mas e se for alguma visita?
Usem as m�scaras. Ponham tecido embaixo da porta assim que eu sair.
Margaret.
Wallace!
Margaret.
Aqui, Margaret.
Margaret.
Aqui, Margaret.
Voc� vai ficar como eu.
Vai ficar como eu.
Margaret.
- Aqui, Margaret. - Margaret.
Est�o comentando.
Atr�s de voc�.
M�e!
O que aconteceu? Era Wallace?
Era, mas ele sumiu!
Como assim?
Como no livro!
Ele est� no ar, Rose!
Pode estar em qualquer lugar!
Entre! Agora!
M�e?
Wallace?
Ada, sinto muito.
Eu sinto muito.
Por favor, me deixe entrar.
Por favor.
Por favor.
- M�e? - Sinto muito.
Sinto muito mesmo.
M�e?
Voc� est� dormindo.
� voc�.
Est� son�mbula de novo.
Sou eu.
� a Rose.
M�e, sou eu! Acorde!
- N�o! � a Rose! - N�o! � a Rose!
- � sua filha! - � sua filha!
N�o atire.
- Abaixe isso. - Abaixe isso.
- Estou com muito medo. - Estou com muito medo.
- Acredite! - Acredite!
- Acorde! - Acorde!
Voc� n�o � a Rose.
M�e!
Mam�e!
- Mam�e! M�e! - Mam�e!
Rose, o que est� fazendo aqui?
O Homem Cinza n�o est� nos assombrando.
Do que est� falando?
� voc�.
Voltou a fazer coisas dormindo.
Foi assim que as cadeiras se moveram e a cama pegou fogo.
Nunca mais fale disso, do sonambulismo.
Para ningu�m.
M�e, por que est� fazendo isso?
Por qu�?
Para te proteger.
Ent�o dev�amos ter ido embora.
- Estava tentando nos manter unidas. - M�e.
Voc�, eu
e suas irm�s.
Ada est� morta!
N�o entende?
Voc�s, meninas, s�o eu.
Partes de mim.
- Peda�os que nunca cicatrizam. - Est� me assustando.
Sangro quando voc� se machuca.
Estou viva naquele t�mulo,
sufocando debaixo da terra com sua irm�.
E eu faria qualquer coisa,
qualquer coisa para nos manter unidas,
inteiras.
Rose!
Ollie!
Pare! N�o � a mam�e. Est� bem?
Ela respirou o Homem Cinza.
� mentira!
Tia Esther?
� tarde demais!
N�o h� para onde ir, Rose!
Solte-a! M�e!
N�o era Wallace!
Voc� matou a tia Esther!
Est� machucando ela, Rose.
Solte-a!
Socorro!
Eles v�o lev�-la.
Eles v�o lev�-la embora. Por favor.
Oi, querida. Onde est� a mam�e?
Rose, tudo bem?
Ela n�o � capaz.
Rose.
Tudo bem.
Voc�s duas, esperem ali.
N�o se preocupem.
S� vamos ter uma conversinha, certo?
N�o sei o que deu nela.
Por causa dos coiotes.
Viu algum recentemente?
Est�o sempre por perto.
Esther passou aqui, Margaret?
Ela disse que viria.
Espero que n�o tenha se perdido na tempestade.
Margaret, as meninas parecem abaladas.
Agitadas, eu acho.
Posso lev�-las.
At� Henry voltar.
Ei, calma.
Ei.
Ei.
Ei.
Margaret, s�o s� alguns dias.
Voc� se saiu bem. Agiu muito bem.
Fique aqui. N�o olhe.
Eles v�o me enforcar, Rose.
Mas tem um jeito de evitar,
para ficarmos juntas.
Um reencontro que dura uma eternidade.
Vamos dormir, como uma noite qualquer,
mas por mais tempo.
Por favor, n�o.
Sim, meu amor.
� o �nico jeito.
Tudo bem ter medo.
Est� tudo bem. Venha aqui.
Venha aqui.
Sinto muito.
Sinto muito por tudo, Rose.
Voc�s s�o os amores da minha vida, sabem disso.
Estou t�o cansada, mam�e.
Vamos ficar com Ada. Est� bem?
Pode nos falar sobre o trigo primeiro?
Posso.
No nosso primeiro ano, ele vingou.
A planta��o era muito alta.
E quando o vento soprava, o trigo balan�ava e ondulava como o oceano.
E brinc�vamos naquele campo por horas.
Todos juntos.
Podemos colocar o rem�dio nos p�ssegos?
Acho uma ideia maravilhosa.
Ollie!
M�e!
Tentei impedir, mas Ollie teve medo e saiu correndo.
Temos que ficar aqui!
Ela pode se afogar!
Por favor!
Onde ela est�?
Me desculpa.
- O qu�? - Verde.
PRENDA A RESPIRA��O
Em mem�ria de DALE WASETA e MARK GADBURY
Este Filme � Dedicado a Donald Jesse Joines
Legendas: Samantha Silveira
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