Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Em outubro de 1957, a Uni�o Sovi�tica lan�ou em �rbita
o primeiro sat�lite artificial do mundo, o Sputnik 1.
Esse feito incitou uma corrida espacial entre os Estados Unidos e os sovi�ticos.
Fala-se muito sobre o que se seguiu...
LEVA-ME PARA A LUA
... mas eu estava l�, e esta � a verdade. Na maior parte.
At� h� dois dias, a Terra nunca ouvira aquele som.
RUSSOS P�EM SAT�LITE NO ESPA�O
A CORRIDA ESPACIAL
SAT�LITE DOS EUA FALHA
Lan�amento de sat�lite americano com resultados desastrosos.
FALHA NO LAN�AMENTO DO PROGRAMA DE FOGUET�ES DOS EUA
PRIMEIRO HOMEM NO ESPA�O!
A Uni�o Sovi�tica enviou um homem para o espa�o e trouxe-o de volta, vivo.
Os sovi�ticos aproveitaram o voo ao m�ximo
na sua propaganda mundial. Naturalmente, houve j�bilo na R�ssia.
Reconhecendo o avan�o conseguido pelos sovi�ticos,
acredito que este pa�s se deve comprometer em alcan�ar o objetivo,
antes do final desta d�cada,
de levar um homem � Lua e de o trazer, s�o e salvo, de volta � Terra.
ASTRONAUTA DOS EUA EM �RBITA
Escolhemos ir � Lua nesta d�cada
e fazer as outras coisas, n�o porque sejam f�ceis,
mas porque s�o dif�ceis.
Porque esse � um desafio que estamos dispostos a aceitar,
que n�o queremos adiar e que pretendemos conquistar.
Comandante. Um, dois, tr�s, quatro, cinco. Cinco, quatro, tr�s, dois, um.
Chamas! Temos um inc�ndio no cockpit.
Vamos sair! Estamos a arder!
Faleceram os astronautas Virgil Grissom, Edward White e Roger Chaffee.
Foi dito que, devido � trag�dia,
o voo da Apollo 1 foi adiado por tempo indeterminado.
� uma viagem boa,
mas h� coisas muito mais importantes a fazer primeiro, nos EUA.
Talvez, quando as resolvermos, possamos ir � Lua.
Estamos bem, economicamente, mas destro�ados, espiritualmente.
Apontamos � Lua com grandiosa precis�o,
mas envolvemo-nos em ruidosa disc�rdia na Terra.
Somos apanhamos na guerra em busca de paz.
Somos dilacerados pela divis�o em busca de uni�o.
Este gigante foguet�o Saturn...
OR�AMENTO DA NASA CORTADO
... e o restante equipamento come�aram como parte de uma corrida
para derrotar os russos com o objetivo nacional
de p�r um homem na Lua, nesta d�cada.
Mas a viagem custar� mais do que qualquer um antecipou.
E as probabilidades de pousarem na Lua, na d�cada de 1960, s�o cada vez menores.
M�sica
Primeira semana a liderar, Stu. J� h� problemas.
Ou os medidores est�o avariados ou h� uma fuga num dos tanques.
N�o temos protocolo para isto. E n�o podemos procurar a fuga
- porque �... - Hidrog�nio l�quido.
� incolor e inodoro. Saiam todos! Vamos!
Reed, Kyle, parem tudo.
Pode estar a arder sem sabermos. Procurem uma porta.
Vamos! Corram! Ningu�m a andar.
O que faz ele? Est� a limpar?
N�o. � um m�todo antigo de dete��o de fugas.
� uma vassoura.
Stu, tu sabes. V� l�. Palha mais hidrog�nio l�quido d�...
Est� tudo bem! N�o se preocupem. Venham.
Temos de trabalhar. Vamos.
O protocolo novo � o m�todo da vassoura.
Arranjem uma nova.
Pensei que ele estava morto.
V� l�.
Ainda est� avariada por lhe teres batido.
Pois, estou a ver que sim.
- Ligaram da Boeing. - Fala com o Congresso, Henry. N�o comigo.
N�o tenho o n�mero.
Todos os dias, h� alguma coisa aqui que se avaria.
Ou que vai pelos ares. Temos poucos fundos, pouco pessoal.
E ainda esperam que ganhemos aos russos.
Podes dizer-me como raio vamos fazer isso?
Come�avas por ser mais meigo com as m�quinas de vendas.
Est� ali!
- O qu�? - Um gato.
- E ent�o? - � um gato preto, Henry. D� azar.
J� se foi embora.
- Certo. Gra�as a Deus. - Pronto. Vamos.
- Chama a seguran�a. - N�o.
- N�o vou... - Vais, sim.
A �ltima coisa de que precisamos por aqui � um gato preto.
A seguran�a n�o trata dessas coisas.
Trata, sim. Agora, trata.
- A tua rea��o � exagerada. - E a tua n�o � exagerada o suficiente.
Liga-lhes agora. Agora.
Argumento
Realiza��o
Como estou?
Tens um certo brilho. Boa sorte.
Boa tarde, meus senhores.
Sala errada, querida. N�o precisamos de uma datil�grafa.
Chamo-me Kelly Jones e vou liderar a reuni�o.
Devem ser o Phil Hunley, o Neil Brown e...
... Zack Tanner. N�o se importam que me sente, certo?
Com todo o respeito, Sra. Jones, n�s somos progressistas.
Empregamos 16 mulheres na estenografia.
Vendemos carros desportivos a homens. Vendemos motores de 300 cavalos...
Vendem monstros V8 de 355 cavalos e sete mil cent�metros c�bicos.
Querem focar-se na velocidade do carro. Algo deste g�nero.
Reconhecem-no? Chevy Camaro. Pontiac Firebird. E Oldsmobile.
Todos do m�s passado.
Felizmente, t�m algo que a vossa concorr�ncia n�o tem.
O Mustang Fastback. "Para ele, 355 cavalos. Para a fam�lia, cintos."
Cintos? S� os pusemos porque, para o ano, podem passar a ser obrigat�rios.
Fa�amos um jogo.
Vou adivinhar que tipo de carro cada um dos senhores conduz.
Zack, um Ford Mustang descapot�vel de 1966. Vermelho-papoila.
Mas nada de Mustangs para os maridos. Um Lincoln Continental para o Neil.
Uma carrinha para o pobre Phil. Phil... Sabe qual � a melhor parte do meu dia?
� quando o meu marido Charlie chega a casa, � noite.
Nem quero imaginar como seria se, uma noite, ele n�o chegasse.
Agora, imagine a conversa
se algu�m dissesse � sua mulher que este carro,
com os seus 355 cavalos e os 170 km/h de velocidade m�xima,
leva o marido dela para casa, em seguran�a, todas as noites.
Ela vai querer que o tenha.
Ela diz as palavras que qualquer homem casado sonha ouvir.
"Ia ficar mais descansada
se comprasses aquele Mustang para ti, querido."
Como adivinhaste os carros que eles conduzem?
Subornaste as secret�rias deles?
Kelly, a s�rio?
Dois ma�os de tabaco e um frasco de Paco Rabanne.
Toda a gente tem um pre�o.
Felizmente, n�o me rebentaram as �guas ali dentro.
Ol�, Ron. Como est� a esposa?
DIRETORA CRIATIVA
A barriga falsa � para a limpeza a seco.
Apontado. A Omega confirmou para a semana, terminei o grafismo da Baskin-Robbins,
e o tipo da Palmex pediu a tua morada para mandar rosas.
Dei-lhe a minha.
- Sei o que achas de rosas. - Sabes o que acho de rosas.
Al�m disso, o John ligou. Outra vez. Quer levar-te a jantar na ter�a-feira.
Diz-lhe que fui viver para LA. Liga ao Bruce da Dow Chemical.
Sei que procuram uma ag�ncia nova para o Ziploc.
As pessoas deviam boicotar a Dow. Eles fazem napalm.
As pessoas dizem que boicotam, mas ainda compram os sacos para sandes.
Tamb�m vendem pel�cula aderente e esferovite.
Algu�m vai largar a esferovite? O copo do teu caf� � de qu�?
Sei que tu e os teus amigos querem salvar o mundo,
e quando forem voc�s a mandar, em 1984,
n�o haver� bombas nucleares e os direitos ser�o iguais.
At� l�, temos trabalho a fazer.
Kelly! Temos um grande problema.
Sa� disparado do est�dio e, sim, foi justificado.
N�o consigo trabalhar com esta gente da Hoover.
Parece que t�m problemas com a forma como estou a filmar o an�ncio deles.
Disseram mesmo isso. "Deles." O an�ncio � meu.
Eles fazem aspiradores. Eu fa�o arte.
- Desculpa, t�nhamos uma reuni�o? - N�o.
Desculpa. N�o sabia que tinha de marcar para falar com uma grande amiga.
Da �ltima vez, despediste-me. E nem trabalho para ti.
Sabes que mais, Kelly? N�o vim para ser criticado.
Vim para ser validado!
Tens a apresenta��o da Nestl� daqui a dez minutos. � muito importante.
Isso � mentira. Adeus.
Lance, arranjar-te este an�ncio foi um milagre de Natal.
Demorei tr�s semanas a convenc�-los de que estavas bem,
depois do fiasco da Jell-O.
A Jell-O n�o foi culpa minha.
- Aquele ator... - Tinha cinco anos, e fizeste-o chorar.
Fiz-lhe um favor. Hollywood n�o � f�cil para ningu�m.
E o an�ncio da Heinz? Ultrapassaste o or�amento em 40 mil. Era ketchup.
N�o era s� ketchup. Era sobre a promessa de ketchup.
Ningu�m v� o que fa�o pelos produtos.
Eu impulsiono-os.
J� devia estar no cinema.
Recusei ser o realizador de O Vale das Bonecas.
- Erro meu, mas pronto. - Como � que te chamamos?
- O Kubrick dos an�ncios. - Por favor! O Stanley � p�ssimo.
Faz um filme bom e, de repente, � um g�nio.
�s uma lenda, est� bem? Um g�nio criativo.
Tamb�m �s impetuoso, inst�vel e n�o cumpres or�amentos.
- Obrigado. - N�o era um elogio.
- Pode ser, se eu n�o ouvir. - Desistes da Hoover, ningu�m te contrata.
Est� bem.
Porque n�o voltas para o est�dio e te desculpas pela birra que ter�s feito?
Oferece algo bonito pelo Natal ao teu namorado, por te aturar.
E compra algo para mim, sim?
- Feliz Natal, Lance. - Feliz Natal.
Arranjas-me um trabalho decente, por favor?
O lan�amento da Apollo 8, foi um sucesso.
LAN�AMENTO APOLLO 8
A NASA precisava desta vit�ria. No Vietname, mais homens morreram.
... e 24 milh�es de quil�metros...
D�-me outra bebida e a ementa, por favor.
- Sim, senhora. - Obrigada.
Temos dois especiais. Tarte de frango e ostras Rockefeller.
Pode ser o frango. Ela � al�rgica a ostras.
Eu quero um copo de Macallan, um lim�o e uma t�bua de corte.
- Sim, senhor. - Desculpa. Eu conhe�o-te?
Cintos de seguran�a num carro desportivo. � uma perspetiva fant�stica.
Infelizmente, v�o fechar a conta.
Porque fariam isso?
Porque algu�m lhes disse que n�o tens nada a cozinhar no forno.
Phil. Eu posso explicar.
Nunca mais confio numa mulher.
At� lhe enviei uma prenda para o beb�.
E foi amoroso, j� agora. Deixe-me s�... Neil, deixe-me explicar.
O que � isto? Para quem trabalhas? A Ogilvy?
Perdem nas vendas e fazem-me ser despedida?
Pelo contr�rio. Quero contratar-te.
Chamo-me Moe Berkus. Trabalho para o gabinete do presidente.
De que empresa?
O presidente.
Precisamos de um perito em marketing. Parece que tu �s a melhor.
Ent�o, fiz alguma pesquisa e...
Tens um passado muito interessante, Kelly.
Ou devo chamar-te Jane? Assistente de bordo de Chicago.
Talvez gostes mais de Amy, a enfermeira do Ohio.
Com esse rosto, quem vai verificar as refer�ncias?
A p�gina que procuras n�o est� a�.
N�o sei do que est�s a falar.
Claro que n�o. E eu entendo.
Eu tenho dezenas de identidades, e o meu nome verdadeiro n�o � Moe.
Com tanto nome que h�, escolheste Moe?
Tens um talento invulgar.
Para qu� desperdi��-lo a vender carros quando podes ser mais ambiciosa?
Bem, Moe, o que � mais ambicioso do que a Ford?
J� foste � Florida?
- Querem que vendas a Lua? - A Lua. A miss�o Apollo.
O pacote todo.
E esse tal Moe trabalha para a NASA?
Sim. Bem, n�o. Mais ou menos. Trabalha para o governo.
Que departamento?
Kelly?
Esse tipo... Vamos trabalhar para o Richard Nixon?
Kelly, digo-te j� que n�o vou trabalhar para o Nixon.
Sou uma feminista registada. At� tenho um cart�o.
Nem acredito que ele ser� presidente.
N�o sabia que discordava de uma fatia t�o grande do pa�s.
Vamos trabalhar para a NASA. Vender a Lua. Nesse ponto, n�o h� disc�rdias.
N�o. N�s as duas sabemos
que � nossa volta, todos os dias, acontece algo horr�vel. Em todo o lado.
Exceto no espa�o.
- Odeio que me v�s convencer. - Precisam mesmo de n�s.
Sabias que, das primeiras 29 miss�es da NASA, s� 48% tiveram �xito?
N�o pode ser. � uma loucura.
Sabes que h� uma mulher por cada cinco homens, em Cocoa Beach?
Espero que nos tenhas arranjado um s�tio longe da agita��o.
O guia dizia que era pitoresco.
MOTEL SAT�LITE SEM VAGAS
Est�s despedida.
Quem � esta gente toda?
� quarta-feira. Parece que vivem num planeta diferente.
Chamam-lhe Florida.
Diz-me, por favor, que o quarto � longe da piscina.
- ... dezasseis e 21. - O tempo!
Amanh�, c�u quase limpo.
Trovoadas isoladas durante a tarde e in�cio da noite.
A m�nima n�o passa dos 24 oC. Est�o 25 oC junto ao Centro Espacial.
Foram as not�cias, o desporto e o tempo da KO2020.
WKKO...
RESTAURANTE WOLFIE'S
- Ol�, Joe. - Boa noite, Cole. O que vai ser?
Caf�. Simples.
E o que demorar menos tempo a p�r num saco, amigo.
Que labareda.
Muito original.
Mas n�o me quero atirar � �gua contigo.
N�o, o teu livro est� a arder.
C�us!
- Pronto, j� est�. - Meu Deus!
- Desculpa. Obrigada. - Ficas j� a saber
que o �lcool e as chamas gostam um do outro.
Pois. C�us. Estraguei-te o casaco.
N�o, j� passou por pior.
- Muito pior. - Deixa-me pagar-te uma bebida.
- N�o � preciso. - Insisto.
N�o bebo. N�o faz mal.
A s�rio? Um astronauta que n�o bebe. Muito estranho.
Porque achas que sou astronauta?
Tens um alfinete da Apollo, e s� os d�o aos astronautas.
Ent�o, sabes umas coisas sobre a NASA.
Pois, sou uma f� recente. Chamo-me Kelly Jones.
N�o sou astronauta. S� trabalho no Centro Kennedy. Cole Davis.
O que fazes por l�?
Ouve, n�o quero fazer conversa fiada sobre o meu trabalho.
Desculpa. N�o soou muito...
- N�o quis que parecesse... - N�o faz mal. Estavas s� a ser sincero.
O teu pedido, Cole.
N�o estava a ser sincero. Se fosse sincero,
ter-te-ia dito que �s a mulher mais bonita que me lembro de ver em muito tempo,
e eu tenho uma �tima mem�ria.
Queria pagar-te uma bebida e passar horas a falar contigo,
mas n�o posso, portanto, vou tentar esquecer-me de que aqui est�s.
Gostei de te conhecer, Kelly.
Lamento mesmo muito.
Bem-vindos � Estrada dos Foguet�es,
tamb�m conhecida como Alameda dos Crocodilos.
Mantenham os bra�os e as pernas dentro do carrinho,
se quiserem manter os bra�os e as pernas.
CENTRO ESPACIAL JOHN F. KENNEDY
N�o, � s� uma piada. Eles atacam principalmente na �gua.
A visita de hoje demorar� entre duas horas e meia e tr�s horas.
Portanto, ponham-se � vontade.
� direita, est� o recinto de testes.
Topo de gama.
- Est� a arder. - Acontece muitas vezes.
� nossa frente, temos o edif�cio de montagem de ve�culos.
� l� que os foguet�es s�o montados.
� o edif�cio de piso �nico mais alto do mundo.
Cabem quatro Est�tuas da Liberdade dentro daquele edif�cio.
A Life Magazine n�o lhe faz justi�a.
Incr�vel. Adoraria entrar.
- O acesso � muito restrito. Lamento. - Vamos ver de mais perto.
N�o. N�o d� para entrar por aqui.
Precisam de um cart�o de acesso especial.
- Como este? - Sim.
N�o, esse � o meu cart�o.
- Ou�am... - Olha para isto. � enorme!
- Parece maior... - Levaram o meu cart�o!
Olha para este edif�cio.
- Ou�am. � o meu cart�o. - Ol�, meu senhor.
Sou a Kelly Jones, das Rela��es P�blicas da NASA.
� o livre-tr�nsito para ambas. Obrigada.
- Obrigada. - Esperem. O meu cart�o.
Eu consigo vender isto.
Ol�. Rapazes!
Ol�. Sou a Kelly Jones.
Sou da nova equipa de Rela��es P�blicas da NASA.
Posso fazer-vos umas perguntas? Nome, idade e o que fazem aqui?
Stu Bryce, sou um dos engenheiros-chefes e tenho 24 anos.
- Dizemos 35. - Sim.
E tu?
Don Harper. Trabalho para ele e tenho 23 anos.
- Voc�s s�o uns beb�s. - A m�dia de idades na NASA � de 26 anos.
Mas tamb�m temos c� pessoas mais velhas.
- Sim, com 32 e 33 anos. - Sim.
Vou tentar n�o vos matar por dizerem isso.
Stu, porque te decidiste aliar a esta grandiosa miss�o americana?
Bem, vi um panfleto na minha resid�ncia universit�ria.
- "Adorava as estrelas em crian�a." - Boa.
- � comovente. - Muito bom.
- E tu? - Desculpa?
O que fazes aqui?
Bem, vim � tua procura para te dar o meu n�mero de telefone,
porque senti qu�mica entre n�s.
- O qu�? - Calma. Estou a brincar.
Trabalho aqui. O Moe Berkus trouxe-me para renovar as Rela��es P�blicas.
Ent�o, �s a poderosa de Manhattan.
E tu deves ser o diretor de lan�amentos. � a minha assistente Ruby Martin.
N�o me interessa. N�o podem estar neste edif�cio.
Tudo aqui vos pode queimar, congelar, fritar, envenenar e esmagar.
- Vamos. Rua. - H� quanto tempo trabalhas aqui?
H� relativamente bastante tempo.
- O que escreves? - A tua cita��o.
N�o � uma cita��o. Foi s� uma coisa que eu disse.
Depois, melhoro-a. D�s-me uma entrevista hoje?
E preciso de falar com os respons�veis.
- Os mais fotog�nicos primeiro. - Ajudo a escolh�-los.
Os rapazes s�o estranhos para entrevistas e est�o ocupados com trabalho vital.
Sabes que n�o preciso da tua autoriza��o.
Os americanos j� esqueceram a longa e cara lua de mel no espa�o,
e vim faz�-los recordar das raz�es para se terem apaixonado.
N�o me digas? Pois, os americanos deviam estar muito agradecidos
por estes homens arriscarem as vidas por esta miss�o.
N�o conheces muito bem os americanos, pois n�o?
N�o conheces muito bem o teu gabinete que te vou mostrar, pois n�o?
Isto � uma arrecada��o?
N�o. As arrecada��es t�m janelas.
Muito bem. H� caf� instant�neo na sala de conv�vio.
Deixem correr a �gua um minuto para sair a ferrugem.
Alguma de voc�s sabe usar um extintor?
N�o? Certo. H� um m�todo muito simples.
Puxam a cavilha, apontam, apertam, espalham.
Se precisarem de mais alguma coisa,
v�o busc�-la a Nova Iorque. Tenham um bom dia.
- Pelo menos, ele � giro de se ver. - Mas insuport�vel de se ouvir.
N�o foi uma grande rece��o. N�o queriam a nossa ajuda?
N�o, precisavam da nossa ajuda. E, agora, acredito mais do que nunca.
Como fazemos isso sem falarmos com as pessoas e sem vermos as coisas?
� um gato.
- � um gato! - � um gato.
Sabes o que dizem dos gatos pretos?
Se atravessarem � tua frente, devem ir para algum lado.
Ora bem, � altura de usar os meus contactos.
Vamos ser criativas.
A Apollo 11 vai pousar os nossos homens na Lua,
e seremos os primeiros.
Se fizermos o nosso trabalho, vamos lan�ar dali mesmo,
no dia 16 de julho, ao raiar da aurora.
At� esse momento,
vamos montar o maior quebra-cabe�as
da hist�ria da humanidade.
S�o seis milh�es de pe�as espalhadas pelo pa�s,
e n�s vamos montar, testar e retestar cada uma delas,
at� termos a certeza de que a Apollo 11 vai descolar,
sem percal�os, e dirigir-se � Lua daqui a...
Henry, diz-nos.
Sete meses.
Sete meses.
Ajudem-me a felicitar os astronautas da Apollo 11.
Armstrong, Aldrin e Collins.
Ent�o? O que acharam da Casa Branca, rapazes?
LUA, AQUI VAMOS N�S
N�o foi mau, mas o Neil n�o me deixou roubar a porcelana.
Certo. Daqui a oito meses, quando tudo isto tiver passado,
e precisarem de integrar isto nos livros de Hist�ria,
cada um de voc�s vai poder dizer:
"Fiz a coisa mais dif�cil que alguma vez foi feita." Sim?
Sim!
- Vamos a isto. - Vamos l�!
- Lindo. Perfeito. - Obrigado.
- Sim. - Desculpe.
Pediu para avisar quando a senhora nova fizesse algo de que n�o fosse gostar.
Estou no Centro Espacial Kennedy
com o diretor-adjunto de lan�amentos, Henry Smalls.
O que se passa? � o meu nome. Tem o meu nome e o meu emprego!
Tem sido fant�stico para todos. Para mim, � muito pessoal.
O meu pai era aviador...
Quem � aquele?
- N�o sou eu. - ... e morreu em servi�o,
- quando eu era mi�do... - Sou mais feio.
Isto � por ti, pai.
- Chega. - Lamento ouvi-lo.
- Obrigada pela partilha. Ter� sido... - O meu pai est� vivo.
Certo. O que podemos fazer para que seja �s 18 horas? Sim.
Rela��es P�blicas da NASA, fala Kelly Jones.
Kelly, a ABC quer o comunicado da pr�xima semana.
E a melhor foto que tivermos da Apollo 8.
Podem ter tudo, se nos derem o hor�rio das 18 horas.
- Certo. - Se emitirem um segmento animado,
- posso oferecer um exclusivo... - Muito obrigada.
O seu pai era um her�i. Como o Henry. Agradecemos o seu trabalho...
- Era o chefe da NBC News. - Quero l� saber. Quem � aquele?
Obrigado. Vemo-nos na Lua.
Para o mundo, � o Henry Smalls.
N�o � o Henry Smalls.
Disseste que eles n�o davam entrevistas, portanto, arranjei uns novos.
Tens dois dos melhores engenheiros do planeta a montar uma janela.
Phil, se voltares a martelar, juro que perco a cabe�a.
Pousem o martelo, tirem os cintos idiotas e voltem aos testes.
Toca a andar! Vamos.
Acreditas nesta vista?
- As fotos da Apollo 8. - � melhor do que a minha.
A primeira imagem da Terra vista da Lua. N�o � a coisa mais bonita que j� viste?
- Como a arranjaste antes de mim? - Chamam-lhe "Nascer da Terra".
Vai abrir todos os notici�rios, esta noite.
A verdade � que 1968 foi horr�vel.
Assassinatos, esta guerra hedionda... Vimos o pior da humanidade.
Agora a NASA d�-nos isto? Uma nova forma de ver o mundo.
Vou garantir que toda a gente o v�.
N�o podes falsificar as pessoas!
Ol�, vim fazer o casting.
- Quem � ele? - Tu. �s uma personagem interessante.
As cenas e a biografia da personagem.
� ele que vais interpretar, d�-lhe no carisma.
- Certo. Aposto... - Sim? Boa.
- Sessenta miss�es na Coreia? - Sim.
- � uma honra. - Pilotei 52 miss�es na Coreia.
Arredondei.
"Pilotei 52 miss�es na Coreia." Que tal?
- O qu�? - Vou treinar mais.
Ela tem um falso eu.
- Tem um falso eu. - Tem um falso eu e um falso tu.
- N�o nos pode falsificar. - Nada.
Nenhum Moe Berkus. Vi todas as formas de escrever.
Tenho um Moe Berkus em linha.
- Queres que eu fale? - N�o, eu vou gostar disto.
Vai ser o despedimento mais r�pido da hist�ria da NASA.
- Ol�, Moe. - Cole, soube que andas � minha procura.
Ando mesmo. A Kelly Jones contratou atores para serem engenheiros da NASA.
� inaceit�vel. Quero-a fora daqui hoje.
Calma. Tem calma, sim?
Washington v� televis�o. Agora, a Apollo est� na televis�o.
Em todos os canais, todos os dias.
Queres chegar � Lua?
Sugiro que te foques no teu trabalho. Deixa a Kelly fazer o dela.
Se ela fez de ti a rainha do baile,
s� tens de usar o vestido e fazer uma dancinha.
Ela est� despedida?
N�s estamos despedidos?
A Apollo 8, com os astronautas Borman, Lovell e Anders,
foi lan�ada para o espa�o por um Saturn V.
A foto do nascer da Terra est� nos canais todos. Vai estar em todo o lado.
Tentei uma coisa,
- mas ainda n�o est� bom. - N�o chega. Falta-nos um engodo,
algo que insira a alunagem no quotidiano das pessoas,
sem elas sequer darem conta.
Ol�. Tem alguma coisa parecida com uma salada?
O hamb�rguer tem picles.
Mas vai demorar. O neg�cio n�o para, com estas not�cias da Apollo.
Os turistas adoram vir ver pequenos peda�os da hist�ria.
- Peda�os da hist�ria? - Sim, como aquela caneta.
Em '61, o John Glenn jantava sempre c�.
O WOLFIE'S NO ESPA�O!
Trabalhava nos manuais de voo e usava uma caneta nossa.
Aquela foi a bordo da Mercury 6.
Est�o no �nico restaurante do mundo cujo nome j� foi ao espa�o.
Isso � fixe.
Ali � nossa frente,
est�o os famosos foguet�es Mercury.
Lembrem-se de tirar uma foto, mas n�o se aproximem muito.
Podem descolar.
DIAS PARA O LAN�AMENTO!
Recuperou, depois do fim de semana.
Incomoda-te que todos se calem sempre que entras?
Devias ficar no teu lado.
Tive saudades tuas.
Quero que aproves as campanhas.
Porque n�o me ignoras, como antes?
Desculpa ter-te surpreendido com as entrevistas.
Sei resolver a quest�o financeira.
Rejeito as tuas desculpas e o que quer que isto seja.
- Omega. - Isto n�o � Madison Avenue.
- N�o pagamos isto. - Isto n�o custa nada.
As marcas ganham exposi��o preciosa,
e a NASA entra na mente das pessoas comuns.
Um an�ncio a um rel�gio? � a tua grande ideia?
Pronto?
Pasta de dentes.
Tang. "A bebida do pequeno-almo�o dos astronautas da Apollo
- na viagem at� � Lua." - Vales para a Lua?
Mas o meu preferido...
Fruit of the Loom. Est�s a ver?
H� roupa interior debaixo dos fatos, certo?
A Fruit of the Loom � a cara da NASA.
N�o vou transformar a Apollo num cartaz voador,
por mais que tu queiras.
E n�o h� tempo para testar isso tudo, antes do lan�amento.
Nada tem de ir para o espa�o. Basta dizermos que foi.
Ent�o, vais mentir?
Chama-se vender. N�o mentimos aos clientes.
- Mudamos a forma como pensam. - N�o, � mentir.
Para ti, todos s�o clientes, � isso?
Sei que �s uma mulher poderosa na publicidade e isso tudo,
mas a NASA n�o se vende com um jingle e um slogan.
N�o sabes o que somos.
Est� bem. Quem � a Margaret Hamilton?
- Quem? - Trabalha para ti, aqui.
H� 400 mil pessoas ligadas
- ao programa espacial. - � uma das tuas engenheiras.
- A JoAnn Morgan? - Trabalha nos lan�amentos.
J� lhe perguntaste porque aceitou este trabalho? Eu j�.
Ela diz que tem combust�vel de foguet�es no sangue.
E a NASA n�o � s� um logotipo. � a equipa.
Pessoas que acordam de manh� e se empenham em realizar o imposs�vel.
Tudo enquanto usam roupa interior, como todos n�s.
Ella, posso ajudar-te em alguma coisa?
Obrigado.
Fiz as proje��es, e isto � o que podem ganhar,
se aceitarem os patroc�nios grandes.
N�o aceitamos dinheiro privado.
N�o interessa, est� bem?
Vou tornar a NASA t�o popular
que o Congresso vai voltar a abrir os bolsos.
E eu s� tenho de deixar o Armstrong usar um rel�gio Omega?
N�o. Se o dinheiro come�ar a entrar,
vais ter de me provar
que Cocoa Beach tem um s�tio bom onde jantar.
- Est� bem. - Sim! Est� bem!
N�o, espera. Nada de papel higi�nico.
O mundo n�o vai saber o que eles usam para limpar o rabo.
Bem, que bosta...
Est� a pensar ir de f�rias, quando voltar � Terra?
Tendo em conta a situa��o atual,
o lugar aonde mais gostaria de ir...
Nada de mesa para a pr�xima, Walter.
O Neil parece estar a falar do relat�rio de lucros da GE.
Sempre foi a nossa mesa...
A televis�o leva-os � sala das pessoas. T�m de parecer fazer parte.
Quer dizer que tivemos �xito.
Ainda �s tu que mandas, Walter. N�o te preocupes.
Mas, quando eu acabar de ajudar,
eles v�o ser mais famosos do que os Beatles.
Vou at� 99,9% do caminho, e est� �timo, para mim.
PR�XIMA PARAGEM: A LUA
A VIAGEM MAIS ARRISCADA
APOLLO DE OLHOS NA LUA
- Como se chama o VP da Kellogg's? - Harrison Driscoll, acho eu.
Muito bem, Harrison.
Em vez de Snap, Crackle e Pop, fica Neil, Buzz e Mike. Giro, n�o �?
Cole!
- V� se n�o enferrujam, Henry. - Marcas isto?
- Ent�o? - Viste aquilo?
N�o viste o gato?
Mais perto da garrafa de Tang.
Quero a letra maior, e junta toucinho aos ovos.
Lembra-te de que estamos a vender a Am�rica.
"Manteiga de amendoim Peter Pan, suave como algo de outro mundo."
"Hasselblad. Vejam o mundo como eles."
Larry, � a grande oportunidade da Omega.
Na parte de tr�s de cada Speedmaster at� ao fim dos tempos...
NA LUA, OS ASTRONAUTAS V�O USAR OMEGA.
"O primeiro rel�gio usado na Lua." N�o �?
Agora, � s� p�-lo de p�.
Vai tudo valer a pena.
AM�RICA NA LIDERAN�A COM A APOLLO 11
- Ent�o? � o meu lugar. - � para uma sess�o da Kelly.
Temos tr�s astronautas na miss�o Apollo 11.
Ei-los � frente de tr�s belos carros americanos.
Mas que lindo.
- Tens de ir ao edif�cio de testes. - Fala com a Kelly.
A Kelly diz que levamos um por um d�lar.
- Est�s a�. - Um d�lar?
S� preciso de 15 minutos com eles.
Eu precisava deles h� 15 minutos, Kelly.
Sabes quanto custam aqueles fatos?
N�o se preocupem. � s� o diretor de lan�amentos.
Este ve�culo estranho, o m�dulo lunar, Sr. Kelly. Como funciona?
� um ve�culo que � usado para levar os homens � superf�cie lunar.
E dois dos tr�s astronautas, no m�dulo...
Controlo, falh�mos o alvo e estamos � deriva no vasto abismo.
- E estamos mortos. Outra vez. - Sim.
Sem combust�vel a 30 segundos de pousar.
Sim, mas a alunagem...
- Foi suave. Boa. - Foi muito bom.
Mentem mal, os dois.
Neil, Mike, Buzz? Mais uma foto para a Mna. Jones e a Omega?
Quem �s tu, meu?
Rel�gios � vista.
E sorriam para a Omega.
- Davis. - Interrompo?
- Sempre. - Deves ter uma caixa na tua mesa.
Porque n�o a abres?
A Omega agradece o teu servi�o.
Os teus rapazes est�o na televis�o,
o dinheiro voltou a entrar. Ent�o... jantamos?
Sim. No Pont�o de Canaveral. �s 17 horas.
Usa o rel�gio.
�s 15 horas � a melhor proposta deles para emitirem a entrevista.
Para um exclusivo com o Armstrong? �s 15 horas � para putos e falhados.
Dizem que t�m not�cias de �ltima hora da guerra.
Uma for�a inimiga de dimens�o desconhecida.
Desconhecem-se as baixas entre o inimigo, mas viram como era, realmente.
L� vai a Apollo sair das not�cias.
Hero�smo, perigo, medo, tudo junto.
N�o h� palavras para o descrever.
Richard Threlkeld, CBS News, junto � fronteira do Camboja.
Obrigado, capit�o Scotty. Agrade�o.
Muito bem.
Caramba, n�o olhas a despesas.
Prova.
Camar�o, maionese e p�o.
� a melhor refei��o das redondezas.
Eu disse-te.
Como � que eu n�o conhecia isto?
Nem todos gostam de publicidade.
Boa. Muito bem.
O foguet�o ser� lan�ado dali.
O rel�gio fica-te bem. Gosto de ver.
Obrigado.
Naquela noite, no bar, o que eu te disse...
Que n�o conseguias desviar o olhar
e eu era a mulher mais bonita que j� tinhas visto?
Sim, essa parte. Isso. Sim.
Foi impulsivo.
Era para uma desconhecida e, agora, trabalhamos juntos.
N�o quero que tu penses que eu estava...
Interessado?
S� queria esclarecer isso.
Bem, eu estava esclarecida.
Ainda bem.
- Tive uma ideia. - Foi perfeito durante 30 segundos.
O que est� em todos os canais, dia e noite?
Achas que tenho tempo para ver?
O Vietname. Est�o a transmitir diretamente da a��o.
J� ningu�m quer s� ouvir as not�cias. Querem v�-las a acontecer.
Certo.
ALUNAGEM EM DIRETO!
Porque n�o?
Queres emitir em direto do m�dulo lunar?
Sim.
Eles est�o a tentar sobreviver.
N�o t�m tempo para fazer filmes.
N�s tratamos disso. Eles s� t�m de apontar e filmar.
N�o entendes. � um pesadelo log�stico.
Quest�es de energia, armazenamento, peso.
Nenhuma c�mara funcionaria, l� em cima,
pois est�o - 130 oC � noite e mais de 120 oC de dia.
J� imaginaste ver isso?
N�o. Acabei de dizer que era imposs�vel.
Sim. A ideia � mesmo essa.
Seria a maior emiss�o televisiva de sempre.
Achas que isto � um concurso de TV?
H� uma raz�o muito boa
para os sovi�ticos n�o emitirem os seus passeios espaciais.
Porque vivem numa ditadura opressiva?
N�o somos assim.
Quando temos �xito, celebramos como pa�s.
- Quando falhamos, choramos como pa�s. - Certo.
Ser americano � isso mesmo.
Para de me dizer o que significa ser americano.
S� um de n�s passou a vida toda a servir o pa�s.
Desculpa. N�o vamos p�r c�maras no m�dulo lunar.
A s�rio. N�o vai acontecer.
Vai, sim.
PONTO VITAL
� imposs�vel faz�-lo sem mais combust�vel.
- Calculem novamente. - Sim.
Estou muito ocupado. O que foi?
A Kelly falou-me da ideia da c�mara, e n�s gostamos.
Gostamos muito.
Ela n�o devia ter falado. � imposs�vel.
Nem sequer existe tal tecnologia.
Por acaso, existe, sabes?
O Departamento de Defesa criou isto
para encontrar, � noite, pilotos de ca�as abatidos no Vietname.
� confidencial, mas o Departamento deixa-vos us�-la,
desde que ningu�m saiba o que �.
N�o temos espa�o para equipamento t�o pesado.
Caramba, andamos a pesar parafusos.
Isto deve pesar uns 7 kg.
P�e parafusos mais leves.
Queremos p�r mais combust�vel.
Para os homens, quando chegarem � Lua, ainda terem combust�vel para descolar.
Esta � a pior de todas as m�s ideias dela.
Por acaso, o presidente adora a ideia.
O que faz dela uma �tima ideia.
Deixa-me ser muito direto, Cole.
Arranja maneira de p�r isto naquilo.
� uma ordem. Do topo dos topos.
Don, Stu. Podem vir aqui, por favor?
Obrigado. N�o � preciso dificultar tudo.
Ajudem a Mna. Jones a desmontar esta c�mara ultrassecreta.
N�o quero que saibam que � ultrassecreta.
Agora, j� sabem.
Desmontem esta c�mara ultrassecreta.
Prendam-na ao m�dulo para uma transmiss�o em direto.
Cole. S� mais uma coisa.
Na semana passada, um avi�o de espionagem da CIA tirou umas fotos
do novo foguete N1 da R�ssia.
O Congresso viu as fotos,
e alguns congressistas est�o com d�vidas
em rela��o � �ltima tranche de fundos.
Estamos a meses de conquistar isto.
Vou dizer-lhes que venham c�,
e tu vais convenc�-los a continuar a apoiar.
N�o. Vou escrever alguns argumentos.
N�o leves a peito.
Os pilotos desafiam a gravidade. Est� na natureza deles.
Henry?
Bem, ainda bem que n�o �s o Cole.
Sim.
Ele n�o gosta que eu fume.
Tens medo de que ele te ponha de castigo?
N�o, no ano passado, fiz uma cirurgia de bypass de urg�ncia.
Sim. E aquele filho da m�e est� decidido a manter-me vivo.
Lamento. N�o sabia.
Pois, aqui ningu�m sabe.
S� o Cole.
Ele foi ao hospital e passou tr�s dias a segurar a m�o da minha mulher.
Sim, passou muito tempo desde que o conheci.
Ele acabara de voltar da Coreia.
O melhor piloto da For�a A�rea.
Estrela de Prata. Cruz de Voo.
Estava � frente da fila, em Edwards, quando procuravam astronautas.
Mas acabou por n�o ser aprovado.
Porqu�? Pelo mau feitio?
N�o. Foi o cora��o.
Tinha uma fibrila��o atrial.
Uma coisa pequena, mas suficiente para tir�-lo do programa.
O Cole Davis � o melhor piloto que nunca ir� ao espa�o.
Sabes, h� 15 anos que olho para esta vista, todos os dias.
Mas, ultimamente, � como se a visse pela primeira vez.
A Apollo 1 lan�ou d�vidas sobre este lugar.
� bom voltar a ter alguma esperan�a.
Certo.
Vejo o Cole ir ali, todas as noites.
O que vai l� fazer?
Jardinagem.
COMPLEXO DE LAN�AMENTO 34
EM MEM�RIA DA TRIPULA��O DA APOLLO 1.
- Pronto? - Sim.
Certo, ouve. Fazemos uma visita guiada ao senador.
Somos simp�ticos durante 30 minutos e garantimos a continuidade.
Est� bem.
- O que foi? - Est� ali.
- N�o corras. - N�o.
- S� n�o corras. - Espera. Cala-te.
N�o. Assustaste-o.
Acabei de comer!
Henry, vamos! Vamos!
Odeio aquele gato.
Entendo o que queres dizer.
- � um gato dos diabos. - Viste como olhou para mim?
Anda s� a provocar-me.
- O que � isto? - Comida para gato.
- Algu�m anda a aliment�-lo. - Quem?
Descobre quem �. Agora. E despede quem for. Agora.
Sr. Davis, est� aqui o senador Hopp.
Certo. O que foi? Est�s �timo.
Senador.
- Ol�, Sr. Davis. - Senador. � uma honra.
- � uma honra e um prazer. - � um prazer v�-lo.
Chegou a c�psula da Apollo 11.
Na pr�xima semana, vamos acopl�-la ao foguet�o Saturn V.
Isso tira-nos do ch�o e leva-nos para l� da atmosfera da Terra.
Isso � tudo muito impressionante, mas tenho de ser franco.
Este ano, a Georgia sofreu inunda��es terr�veis.
E eu vou votar para que este dinheiro seja aplicado em ajudas.
Parece-me ego�sta, n�o acha?
- Desculpe? - � uma maneira de falar.
- O que ele quer dizer... - Quase todos os meus eleitores
acham que estamos a gastar demasiado na Lua.
Estranho, porque quando eu...
Pe�o desculpa. Senador Hopp.
N�o se deve lembrar de mim,
mas discursou no meu segundo ano de faculdade.
Georgia Tech, em 1955.
Foi l� que estudou?
- Sim, senhor. - Claro que me lembro.
Naquele dia, as suas palavras inspiraram-me.
"O compromisso significa mantermo-nos leais a uma causa."
Dois anos depois, formei-me com distin��o. Agora, dirijo este departamento.
Em 1962, disse que iria lutar
pelo sonho de Kennedy, fosse como fosse.
Sei que a miss�o � Lua era mais popular, na altura,
mas seria uma verdadeira tristeza
se o homem cujas palavras me inspiraram a trabalhar na NASA
n�o seguisse essas mesmas palavras.
- Seria uma tristeza, n�o seria? - O senhor � um homem maravilhoso.
Muito obrigada.
� um homem maravilhoso.
E ela � um verdadeiro p�ssego da Georgia.
- C�us. - � verdade.
- �s t�o querido. - Pois sou.
Vou mostrar-lhe a visita VIP especial da qual n�o lhe falaram.
- Eu adoraria isso. - Fant�stico.
Acompanha-me na visita?
Pois com certeza que sim.
� ador�vel.
Ela lacrimejou. � assustador.
Acenem e sorriam.
Adeusinho!
O programa espacial n�o s� � uma trapalhada,
como a Apollo constitui um desafio ao nosso criador
e ao verdadeiro pai deste pa�s. Lembro-vos de que n�s n�o...
Temos o Hopp. Faltam dois votos. Parece que um deles n�o ser� do Vanning.
- N�o, sem d�vida. - A seguir, temos o senador Cook.
O Cook assusta-me. N�o vou mentir.
� um conservador da Guerra Fria.
Teme que o nosso or�amento tire dinheiro ao desenvolvimento de armas na Defesa.
Senador, com o foguet�o N1,
os russos podem pousar na Lua antes de n�s.
Vai ver as informa��es mais recentes do que querem construir, se l� chegarem.
- Isso s�o fotos? - N�o.
S�o imagens de um futuro poss�vel.
Fotos futuras?
Aquilo � um laser?
Est� apontado � Terra.
- Como lhe chamam? - "Laser Eliminador Lunar Assassino."
- "Laser Eliminador Lunar Assassino"? - Sim.
Raios. Isso � bom.
Por fim, temos o senador Hedges.
Ele sempre foi um f� da Apollo,
mas o partido dele est� a pression�-lo para n�o nos financiar.
Ele n�o vive sem uma c�mara apontada � cara,
e n�s vamos p�r aqui uma m�o-cheia delas.
D�vidas?
Nenhuma.
Ent�o, vamos apanh�-lo.
Ol� a todos!
Meus senhores.
� fant�stico estar novamente aqui.
Sabem como eu adoro o programa Apollo.
Senador, a Apollo 10 ir� apenas orbitar a Lua.
Mas dar-nos-� informa��es vitais para a alunagem da Apollo 11.
- Condi��es de alunagem e localiza��o. - Incr�vel.
Temos um lugar especial para si, entre os seus f�s.
Para mim? Obrigado.
Controlo de lan�amento da Apollo, entramos em contagem decrescente
para a miss�o lunar da Apollo.
A sequ�ncia de igni��o foi iniciada.
Cinco, quatro, tr�s, dois...
Todos os motores ligados.
Descolagem. Temos descolagem.
Passam 49 minutos da hora certa.
Torre desimpedida.
Houston, � todo vosso.
Um lan�amento glorioso. Estou ansioso por voltar para a Apollo 11.
Agradecemos muito o seu apoio, senador.
Vai custar-lhe mais do que uns bin�culos.
Devo um favor � imprensa do meu estado.
Gostava que lhes desse uma entrevista filmada.
Senador, sou a �ltima pessoa que quer p�r � frente de uma c�mara.
Eu n�o dou entrevistas.
Mas ele abre uma exce��o para si, senador Hedges. Com prazer.
Uma mulher inteligente.
- Boa noite. - Boa noite.
Kelly?
N�o faz mal.
Tenho tudo controlado.
BOM TRABALHO, APOLLO
- Ol�. - Ol�.
Tamb�m podes tirar uma noite de folga.
Se tirar, � para dormir.
Tens uma casa a s�rio? Pensei que dormias no escrit�rio.
Sim, normalmente, mas... �s vezes, durmo com a Jenny.
Sim, claro. Ela deve ser fant�stica.
A Jenny? Sim. � mesmo.
Queres conhec�-la?
- Sim. - Ela vai adorar-te. Vem.
Jenny.
Jenny, esta � a Kelly.
Kelly, esta � a Jenny.
� igual ao que eu pilotava na guerra.
Tenho-a aqui para fazer as horas de voo ao fim de semana. Poupa-me tempo.
� uma bela senhora.
Sim, pois �.
- Queres dar uma volta? - N�o.
- De certeza? - Sim.
Est� bem. Vamos. Mostro-te a segunda melhor vista.
- V�s aquelas zonas escuras? - Sim.
Chamamos-lhes Mares.
A gravidade � mais forte nos Mares, portanto...
Analis�mos como seria alunar em cada um deles.
Temos o Mar da Serenidade.
O Mar das Crises. Risc�mos logo esse da lista.
Sim, � m� publicidade.
Depois, concord�mos finalmente no Mar da Tranquilidade.
� o melhor lugar.
Pensando bem, sei muito mais sobre a Lua
do que sei sobre ti. De longe.
Nem sei de onde �s.
Do Kansas.
A Kelly do Kansas.
Como te meteste na publicidade, Kelly do Kansas?
Eu tinha quatro anos quando o meu pai se foi embora e a minha m�e perdeu a casa.
Viv�amos num carro.
Uma igreja deu-lhe trabalho a vender latas de bolachas.
Ela lembrou-se de que vender�amos mais se fosse eu a bater �s portas.
Boa. Uma mulher inteligente.
Latas de bolachas, depois aspiradores, e produtos de beleza, uns anos depois.
Sim. Eu e a minha m�e, a viajar pelo pa�s.
Foi assim que recuper�mos.
Lamento que tenhas passado por isso.
N�o lamentes.
Aprendi muito cedo a sobreviver.
Al�m disso, todos temos os nossos momentos dif�ceis.
O Henry falou-me da fibrila��o e de seres exclu�do do programa.
Vou ter de ter uma conversinha com o Henry.
Mas n�o concordo completamente contigo.
- Em qu�? - Bem, eu n�o...
N�o acho que as nossas hist�rias tristes nos ensinem a sobreviver no mundo.
Acho que nos fazem querer mudar o mundo.
Cole!
O Buzz quer fazer uma liga��o direta no teu Camaro!
Por favor!
Bem...
� melhor ires impedi-lo.
Sim.
MOTEL SAT�LITE
Credo!
Temos de conversar.
Fizeste um trabalho not�vel, Kel.
O interesse p�blico est� l� em cima.
Garantiste os senadores e o apoio ao lan�amento.
E entras � socapa no meu quarto de motel? Como agradecimento?
Agora que sabemos que o mundo inteiro estar� a ver,
n�o podemos fracassar.
Temos de estar preparados para apresentar uma vers�o alternativa
da alunagem.
Uma vers�o alternativa?
A vers�o Artemis.
CONFIDENCIAL - PROJETO ARTEMIS
Era a irm� g�mea de Apolo, a reserva.
S� temos de estar preparados para fazer um pequeno filme.
Uma coisa que nos mostre na Lua, a dar uns passinhos
e a acenar para a c�mara.
- Uma vers�o falsa? - Se correr tudo bem, nunca ser� usada.
Mas, caso contr�rio...
Sabes porque nunca fui presa?
Talvez, mas diz-me na mesma.
Saio quando estou a ganhar.
Este segredo n�o se guarda. S�o milhares de funcion�rios.
Bem, milhares de pessoas trabalham num lugar secreto no deserto
a fazer experi�ncias com uma frota de c�psulas extraterrestres
que encontr�mos no fundo do oceano.
E nunca ouviste falar disso, certo?
V� l�. Isso n�o � verdade.
Talvez seja, talvez n�o seja.
Mas uma coisa que podes ter a certeza
� de que o mundo vai ver os americanos a espetarem a bandeira dos EUA na Lua.
Est�s a dizer-me que o presidente Nixon apoia isto?
Provavelmente, apoiaria. Ele n�o sabe,
tal como o Cole Davis nunca saber�.
Isso n�o deve ser um problema,
tendo em conta outras coisas que n�o partilhaste com ele,
� medida que se t�m vindo a aproximar.
O que pensaria um tipo certinho como ele de...
Eu j� percebi.
Ningu�m consegue fugir ao seu passado.
Mas eu posso faz�-lo desaparecer. Para sempre.
Chega de fugir.
Preciso da minha assistente.
Claro.
E damos-te uma equipa de agentes de seguran�a.
Quem � o melhor realizador que tens de quem nunca ningu�m ouviu falar?
Vais ador�-lo.
PROPRIEDADE DO GOVERNO PASSAGEM PROIBIDA
Este � o hangar mais remoto da base.
Ningu�m entra nem sai sem a minha autoriza��o.
Espera, ningu�m? Nem sequer o Cole?
Muito menos o Cole.
Inacredit�vel, Kelly.
Fizeste com que me enfiassem num avi�o e me trouxessem � maldita Florida!
Importa-se?
Perten�o ao Gr�mio de Realizadores da Am�rica.
N�o admito que me tratem assim.
- Vou ligar ao meu agente. - N�o podes.
Observa-me.
Fal�mos disto, lembras-te? � um trabalho secreto para o governo.
- Vou duplicar o teu cach�. - Est� bem.
Mais um b�nus.
A �nica ressalva � que nunca ningu�m pode saber o que estamos a fazer.
- N�o posso aceitar isso. - Eles matam-te.
Qual � o or�amento?
O or�amento � o que for preciso para transformar isto na Lua,
durante duas horas e meia.
Menos do que o Ben-Hur.
Preciso de um frigor�fico ali, cheio de Tab.
E um ex�rcito de lacaios que n�o fa�am perguntas.
Kelly, n�o s�o atores a s�rio.
� o melhor que vais ter.
O Neil mede 1,80 m. Algu�m tem 1,80 m?
Certo. Os restantes podem ir.
- Escolhe. - Espera. Tu.
Ser�s o meu assistente.
Chamo-te Joseph para n�o levares nada a peito.
Vai para algum lado.
Certo. Podem tirar os �culos escuros, por favor,
para ver os vossos olhos e acreditar na vossa verdade?
Cada um de voc�s far� um mon�logo.
De prefer�ncia, algo cl�ssico, e, por Deus,
n�o me fa�am ver sete Hamlets.
- A cara deles n�o se v�. Ter�o capacetes. - O que...
Certo. Como � que vou transmitir
o medo aterrador de estar na Lua pela primeira vez,
se n�o podemos mostrar um rosto?
Representar � um desporto.
- � energia, corpo... - Onde monto tudo?
Edvard?
- Como entraste? - Bem, passei pela porta.
N�o percebeste a parte do "matam-nos se falarmos disto"?
- E ele � um diretor de fotografia lento. - Eu escolho.
- Est� no meu contrato. - N�o tens contrato.
Ele � o melhor, e eles s�o todos lentos. A conversa s�ria que temos de ter, Kelly,
� sobre o design de produ��o.
Que materiais vamos usar para recriar a superf�cie lunar?
� s� uma pedra gigante, certo?
N�o consigo trabalhar assim, Kelly.
Sabes como sou.
Preciso de pormenores.
N�s precisamos de pormenores. Particularidades.
� poeirenta, rochosa, ventosa? Qual � a fonte de luz?
- � o Sol. � uma luz grande. - N�o te armes em espertinho, Edvard.
E qual � a posi��o do Sol em rela��o � zona de alunagem?
Vamos construir uma r�plica? H� um plano?
Temos fatos? E como se movimentam as pessoas nesses fatos?
E diz-me, Kelly, qual � o aspeto do espa�o?
Sabes, eu tenho de me deitar.
A minha rulote?
Temos de arranjar forma de copiar tudo o que est� na sala de simula��o.
- Certo. - E r�pido.
Esperem. Eu tenho uma rulote, sequer?
Esse sil�ncio refor�a o que eu j� sei.
N�o pensaste em como recriar a Lua,
- porque pensarias numa rulote? - Dev�amos ter chamado o Kubrick.
Temos de acertar neste m�dulo.
O Armstrong estava furioso. N�o pode ser.
Amigo.
Isto � material confidencial.
- Henry. - N�o podes estar aqui.
S�o fotos para o livro de arquivo que a Penguin vai fazer.
- Que livro? - N�o te disseram?
- N�o. - Vais escrever o pref�cio.
- Vou escrever o pref�cio? - Sim, claro.
- Eu? - Claro que sim.
- Nunca escrevi um. - � o que o editor quer.
- Todos querem. - O editor?
N�o sejas t�o humilde. Vamos tirar-te uma foto
- com o m�dulo. - Posso faz�-lo...
"Vamos � Lua."
- Vamos � Lua. - Isso mesmo!
O Aldrin e o Armstrong v�o treinar os movimentos todos que v�o fazer,
aqui, durante meses.
- Isso � incr�vel. - Sim.
Ent�o, isto imita a superf�cie da Lua?
- Bem, sim... - Sim.
O mais aproximado poss�vel.
Parece uma praia suja. N�o acredito. N�o.
- � com base em sedimentos. - Joseph.
� da NASA...
Espera. N�o acredito que a NASA use isto para ir � Lua. N�o me podes dizer... N�o.
Caminhem como se levassem a vossa m�e ao colo, pelo deserto.
Ela � fr�gil, mas pesada.
- Desculpa. - N�o.
- � secreto. N�o... - Est� tudo bem.
- Muito secreto. - � para o livro.
H�s de saber disto. Vou fazer o pref�cio.
- Vais ver. - Certo.
O meu Armstrong � intrag�vel. Temos de arranjar outro.
N�o, n�o vamos fazer isso.
Est� bem. Ent�o, que seja med�ocre.
Edvard! Onde est� o meu Sol?
�timo!
- Muito bom. - Pelo menos, avisa.
C� vai novamente.
- C� vai. -"Tr�s, dois, um!"
- Ent�o? - Feliz?
Joseph, traz-me a minha Tab.
Tens de me encontrar. N�o vejo nada.
Demora assim tanto a entregar uma Tab?
Tenho aqui a m�o.
Ser� �timo. Voc�s deviam vir
- e tiramos uma foto para o livro. - �timo?
Que tal assim? Digam todos: "Vamos � Lua!"
Vamos � Lua!
Posso ter fechado os olhos. Tiramos mais uma?
N�o te tenho visto por aqui.
Podia dizer o mesmo sobre ti.
Como consegues, � primeira?
N�o � ci�ncia aeroespacial. Est�s bem?
- Sobre as perguntas... - Sim.
Revi-as. Nada sobre a Apollo 1. Eles prometeram-me. Est� bem?
Vais sair-te lindamente. Sim?
Vai l�.
- Certo. - Vai.
Sr. Davis. � um homem dif�cil de entrevistar.
N�o. Obrigado.
Haver� alguma relev�ncia legal naquilo que vamos ver,
quando Neil Armstrong e Buzz Aldrin caminharem na superf�cie da Lua?
O terreno onde v�o pousar ser� considerado propriedade dos EUA?
Vamos enviar uma placa a dizer: "Viemos em paz, em nome da humanidade."
E � essa a nossa inten��o.
Que mais deixar� l� a NASA?
Pegadas, uma bandeira americana e 12 sacos de fezes,
que me disseram muitas vezes que n�o devia referir, mas...
Devia ter sido entrevistado mais cedo.
Usa um alfinete da Apollo.
Sim, uso.
As esposas dos homens da Apollo 1,
depois de os perdermos, deram-mo.
Foi o diretor de lan�amentos naquele dia tr�gico.
O que correu mal com a Apollo 1?
Nas suas palavras, o que aconteceu?
Leve-me ao momento.
Certo. Aqui tem alguns factos.
Segundo o New York Times, houve 20 mil relat�rios de seguran�a sobre o ve�culo.
Tantos que Gus Grissom pendurou um lim�o no m�dulo.
Muito bem, tripula��o. A confirmar. Localiza��o.
Chamas!
Temos um inc�ndio no cockpit.
Vamos sair!
Sr. Davis? Leu esses relat�rios?
Chefe da plataforma, vai ajud�-los.
Chefe da plataforma, fica no C3.
Sr. Davis? Leu os relat�rios?
- Leu os relat�rios? - Claro que li os relat�rios.
Li cada um deles.
Oxig�nio em sobrepress�o e um fio descarnado num ensaio em solo.
Eu devia ter verificado tudo. E n�o vi isto. Falhei com aqueles homens.
E vou viver com isso todos os dias, at� ao fim da vida.
Era essa a cita��o que queria, seu merdas?
Liga ao teu chefe. J�. Agora!
Espere. O que est� a fazer? Ainda temos mais 20 minutos.
V� para o inferno.
N�o se zangue comigo. N�o causei a morte a tr�s astronautas.
Volte a falar dos astronautas.
Larguem-me. Diga mais uma coisa...
Diga l� mais uma coisa sobre eles!
N�o os conhecia! N�o fale sobre eles!
Larguem-me!
Larguem!
Est� a perceber?
Falei com os produtores, e concordaram em selar a grava��o,
em troca de um exclusivo com o Armstrong, quando ele aterrar.
Mas perdemos o Hedges. Ele vai votar contra.
- Disseste que n�o falariam naquilo. - Sim. Bem... eles mentiram.
H� quem fa�a isso, Cole.
Terias feito um favor a ti e ao programa
se tivesses tentado mentir, n�o achas?
Culpavas a NASA.
Culpavas o sistema.
Estavam em jogo 500 milh�es de d�lares de financiamento.
Como o fazes sempre, mentir deve ser f�cil para ti. � sempre uma op��o.
- Tenta a verdade. - Que hipocrisia � essa?
Jamais vou mentir sobre aqueles homens ou aquele dia. Entendes isso?
Pensa o que quiseres de mim,
mas n�o roubei um sonho ao mundo por ter perdido a cabe�a.
Este � o Complexo de Lan�amento 34, onde aconteceu a trag�dia da Apollo 1.
Este � um tributo aos nossos her�is ca�dos,
os homens corajosos que abriram o caminho para o nosso �xito.
Vamos fazer um minuto de sil�ncio por eles.
Edvard, est� incr�vel. Nem vejo os fios. Como conseguiste?
Pus uma bandeira. Muito simples. � moda antiga.
N�o. Mais uma vez. Do in�cio.
E tentem ressaltar mais, desta vez.
Est�o na Lua.
Boa.
- Meu Deus. - Este dia vai matar-me.
- C�us. Esperem. - Joseph, temos fogo.
Eu trato disto.
Lembra-te dos passos.
Podes pous�-los? Ou, pensando melhor, deixa-os estar.
Eles que pensem no que fizeram.
Eu desisto. Vou almo�ar.
Viram o que fizeram? Ela foi almo�ar mais cedo.
A culpa � vossa.
Aposto cinco d�lares em como �s mau a pedir desculpa.
Ando � tua procura.
- Cinco d�lares. - Tive uma ideia.
- Qual? - Vem. Conto-te a caminho do Louisiana.
N�o. Vais tentar obter o apoio do Vanning?
Fomos convidados para jantar. Esta noite. Vamos.
Esta noite? N�o conseguimos. Fica a 800 km.
Vamos conseguir. Vem. Confia em mim.
Espera. N�o.
- N�o. - Como assim, "n�o"?
- N�o... H� outros... - Queres o Vanning ou n�o?
- Eu n�o... - Vem. Vamos embora.
Podemos apanhar um voo comercial. Se sairmos...
N�o. N�o h� voos comerciais agora. Vamos. Sobe e entra.
Assim. S� tens de fazer isto. Sobes e entras.
- P�e a� o p�. - Segura nisto.
- Temos de ir. - Est� bem. Espera.
- Perfeito. - Espera.
Est� tudo bem.
Est�s a gostar da vista?
� maravilhosa!
Aposto que tens os olhos fechados.
N�o.
Aposto que tens mais sotaques sulistas na manga. Sabes imitar o do Louisiana?
Nova Orle�es ou Baton Rouge?
- A terra da mulher dele. - Certo.
Cole Davis.
E a senhora deve ser a Mna. Kelly Jones. Fa�am o favor de entrar.
Muito obrigada pelo convite.
Disseram-me que era uma rapariga de Nova Iorque.
C�us! S� trabalho l�. Sou do Louisiana. Nascida, criada e, um dia, enterrada.
- Eu sou da Virg�nia. - A s�rio? Somos fam�lia.
O Tex Ritter sempre disse que a Virg�nia era a m�e do Texas.
Nunca soubemos quem era o pai. Desconfi�vamos do Louisiana.
A minha m�e adora esta.
- Ela � que a inventou. - Que imagina��o.
- A menina � divertida. - Tem uma bela casa.
Como est� a correr a campanha, senador?
Para dizer a verdade, a pol�tica para mim � mais um passatempo.
Servir Cristo � o meu trabalho a tempo inteiro.
H� uma guerra contra a religi�o, neste pa�s.
E h� quem culpe a ci�ncia.
Bem, foi a ci�ncia que nos trouxe a esta mesa.
Aprendeu uma li��o sobre a provoca��o do orgulho
com a Apollo 1, n�o foi, Cole?
Na verdade, a ci�ncia aproximou-me mais de Deus.
O Senhor demorou seis dias a apresentar tudo o que conhecemos como cria��o.
E, nesse sexto dia, Ele deu-nos o dom�nio sobre ela.
Pessoalmente, encaro isso como uma responsabilidade.
Parece ser um homem que conhece o caminho para a igreja.
N�o conhe�o melhor ato de f�
do que ir atr�s das estrelas.
"Os c�us proclamam a gl�ria de Deus. O firmamento mostra a obra das Suas m�os."
� um dos Salmos preferidos da Jolene.
Os nossos homens, quando voltam do espa�o,
acreditam mais em Deus. N�o menos.
Mas, quando pousarmos na Lua,
e gra�as aqui � Mna. Jones, o mundo vai estar a ver-nos.
E espero que as pessoas, em todo o lado, sintam essa presen�a divina.
Bem,
n�o h� d�vida de que me deu muito em que pensar.
Soubeste vender bem o teu peixe.
N�o estava a vender.
S� para que saibas, � poss�vel conquistar as pessoas sendo apenas genu�no.
N�o temos pressa, portanto, n�o temos de ir a voar para casa.
Aquilo n�o foi voar.
V� l�. Abre os olhos.
Confias em mim?
Segura-te bem.
Esta � a parte divertida. Basta escorregares.
Perfeito.
No passado, tive as minhas diverg�ncias com o programa da NASA.
Mas, ap�s pensar muito, e rezar muito,
decidi votar a favor.
Sim!
Vamos l�.
Tenho uma coisa para tu veres.
- O que... - Segue-me.
N�o sabia o que ele ia dizer. Com estes tipos, � imposs�vel saber.
Nunca gostei daquele homem, mas agora gosto.
Boa!
- Est� t�o escuro aqui. - Estamos quase.
- Estou com medo. - Sim, � j� aqui.
OBRIGADO DAQUI AT� � LUA!
Quer�amos mostrar-te que estamos gratos.
- Meu Deus! Isto � demasiado. - Obrigado.
- Nem acredito. - O Walter tratou de tudo.
Walter? Trataste disto tudo, n�o foi?
- Algumas coisas. - Eu sei que foste tu.
- Todos ajudaram. - Nada mau, n�o?
Antes que me esque�a. Toma.
S�o coisas que podes dizer ao dar o primeiro passo.
Sei que todos te perguntam isso. Pensei em dar-te umas op��es.
Eu ia s� dizer:
"Vejam tantas pedras fixes." Algo do g�nero.
- Est� controlado. - Certo.
Mas obrigado na mesma.
Falo a s�rio. Por tudo.
Sabes, acho que ningu�m se interessa mais por este programa do que o Cole Davis.
� bom ver que encontrou outro interesse.
Sei que n�o sou um astronauta, mas posso dan�ar contigo?
- Sim. - Sim? Vamos.
Est�s a contar os dias at� poderes voltar para Manhattan?
Nem por isso.
Ainda bem.
Para cima. Perfeito. Certo. Agora, avan�a com a luz.
Continua. N�o sejas t�mido.
Mais. Mais...
Faz render. Boa.
Meninas, o que acham?
- Lance, est� incr�vel. - Fant�stico.
Acho que precisa de mais p� e de melhores atores,
mas perdi essa batalha.
Esquecerei o assunto.
E para. Muito bem.
Temos o nosso Sol.
Sempre alinhei em todas as teias que tecias
porque era divertido ou porque est�vamos a enganar os maus da fita,
mas isto parece-me...
Eu sei.
Estamos quase a acabar.
A minha prenda para ti.
Para o dia do lan�amento.
Promete que vais esperar at� l�.
- Prometo. - Est� bem.
Lembrem-se de que n�o s�o monstros.
V�o saltar t�o alto?
Preciso de lhes dar uma altura
que fa�a parecer que est�o na Lua. Mas agrade�o o apontamento.
Buzz, salta menos.
Armstrong, n�o procures a minha aprova��o.
- Tu est�s na Lua. Eu, n�o. - Ele est� a divertir-se.
Est� sempre a olhar para mim. N�o me seduzas e finge estar na Lua.
A fic��o cient�fica de ontem � a realidade de hoje.
Os m�todos s�o diferentes,
mas o mais importante � que, amanh� de manh�,
o homem vai descolar a caminho da Lua.
Boa noite. Sou o Walter Cronkite.
E, na v�spera do primeiro voo do homem a caminho de pousar na Lua,
todos os preparativos correm bem.
A previs�o meteorol�gica,
juntamente com a sa�de dos astronautas Neil Arm...
Sim?
Caramba, sabes como magoar um homem.
- Nem um telefonema de cortesia? - N�o tenho o teu n�mero.
Fugiste.
� o que fazes melhor.
A tua vers�o alternativa � errada. Nunca devia ter concordado. Demito-me.
Senta-te.
Quem � que vamos ser hoje?
Vamos l� ver.
HEATHROW
Helen Parker.
Aposto que fazes um �timo sotaque brit�nico.
Queres partir e ser a Helen? For�a.
A Helen n�o tem de se preocupar com nada.
Ningu�m ir� atr�s de ti.
A n�o ser que?
A n�o ser que alguma vez digas a algu�m que o Projeto Artemis era real,
e a alunagem foi falsa.
E, por falar nisso, mudan�a de planos.
Vamos transmitir a vers�o alternativa. Aconte�a o que acontecer.
Nunca pensaste em emitir a alunagem verdadeira.
N�o � apenas uma corrida para a Lua.
� uma corrida para ver que ideologia passa a mandar.
Um dos meus homens vai mexer na c�mara do m�dulo para s� enviar �udio.
Usamos o som deles em cima da transmiss�o falsa,
do princ�pio ao fim.
Deixa-me ser o primeiro a agradecer-te, em nome da Am�rica.
N�o te sintas mal. Toda a gente consegue o que quer.
Tu ganhas uma vida nova sem um passado do qual fugir.
E o mundo n�o tem de dormir sob uma Lua comunista.
Bem, o Panam� chama-me.
Despacha-te. Ainda perdes o voo, Helen.
Esta � uma refei��o t�pica dos astronautas a bordo dos voos espaciais Apollo.
Papa de aveia, torrada
e uma embalagem especial para a gravidade de Tang, a bebida que d� energia.
E tem mais vitamina C do que o sumo de laranja.
Energy Tang, para homens do espa�o e fam�lias da Terra.
A CBS News apresenta Homem na Lua.
A viagem �pica da Apollo 11 na v�spera desse acontecimento hist�rico.
Patrocinado pela Western Electric,
unidade de fabrico e fornecimento da Bell System.
E pela International Paper Company, onde as boas ideias...
PESSOAS DA APOLLO
VAI COM DEUS, APOLLO 11
EVENTO PRIVADO BRUNCH DAS ESPOSAS DOS ASTRONAUTAS
O que fazes aqui?
Tenho de te mostrar uma coisa.
Devia ser um plano de conting�ncia.
Foi assim que ele o explicou. Uma salvaguarda.
Caso falh�ssemos.
� bom saber que nunca acreditaste em n�s.
- Sei que est�s chateado. Entendo... - Entendes o qu�?
Por favor, diz-me o que entendes.
Porque da verdade n�o entendes nada.
Se tu falsificares esta miss�o,
tudo aquilo que sacrific�mos ter� sido em v�o.
Eu sei que fiz asneira. Eu sei.
Mas sabes que n�o terias chegado aqui sem mim.
Podia ter-me ido embora, ontem � noite, mas n�o fui.
Voltei para resolver isto.
Resolver o qu�?
O Moe anulou a c�mara do m�dulo e, se n�o o resolvermos,
ser� esta a vers�o que o mundo vai ver.
N�o � uma conting�ncia.
�s mesmo boa a deixar-me sem op��es.
Certo, vamos resolver isto.
Mas, quando isto acabar, nunca mais te quero ver.
� o que acontece quando trabalhamos para o Richard Nixon.
Vi o teu livro, Ruby.
- Abriste a prenda mais cedo. - Foi na altura certa.
... atmosfera adequada para o lan�amento,
numa combina��o de oxig�nio e nitrog�nio.
Uma atmosfera com 60% de oxig�nio e 40% de nitrog�nio.
Obviamente, os astronautas respiram oxig�nio puro
atrav�s dos fatos espaciais.
Em breve, ser� realizado mais um ensaio
durante o qual a equipa de lan�amento,
de lan�amento do ve�culo, e a equipa da nave espacial,
juntamente com o comandante Neil Armstrong,
verificar�o o Sistema de Dete��o de Emerg�ncias.
Esse � o sistema...
Em direto do Cabo, num belo dia para se fazer hist�ria.
Vamos tratar da transmiss�o do lan�amento,
e os nossos colegas em Houston
reportar�o o voo hist�rico da Apollo 11, guiado pelo Controlo da Miss�o.
Ou�am!
Est� avariado.
- O amplificador de v�deo. Est� destru�do. - Consegues arranj�-lo?
Talvez com a pe�a de um televisor...
- �timo. H� muitos televisores aqui. - Os televisores da NASA s�o antigos.
Falo de um televisor a cores novinho em folha.
Em quanto tempo arranjas um?
Em quanto tempo me levas � loja?
- Eu? - No pior tr�nsito da Florida.
- Tenho de preparar os rapazes. - D�-me as chaves.
Est� bem, ganho-vos tempo. Depressa. V�o.
Os hot�is n�o t�m vagas.
O Centro Espacial Kennedy tem tanta gente,
que se tornou imposs�vel entrar ou sair.
Kelly, abranda.
Voc�s est�o bem, a�?
- Sim. - N�o.
Para, por favor. Por favor.
� ali. A loja � ali.
- N�o! - Est� fechada.
- Est� fechada. - O qu�?
N�o. N�o, n�o est�.
Kelly.
Est�o � espera do qu�? V�o!
- Sim. - Est� bem.
Certo.
Certo...
- Esta. Esta � �tima. - Certo.
- Eu ajudava, mas n�o sou alto. - Vamos, Don. Isso.
- Muito bem. Devagarinho. - Vamos l�, rapazes.
Meu Deus. N�o posso ir preso.
POL�CIA
Eu trato disto.
Ela � boa.
Sim.
Boa viagem, rapazes.
Dentro de cerca de cinco minutos,
veremos Neil Armstrong, o comandante da nave,
chegar ao parapeito a uma altura de quase 100 metros.
- A viagem na carrinha... - V� l�!
... pode demorar uns 15 minutos at� chegar � plataforma.
Nessa altura, os astronautas entrar�o no primeiro de dois elevadores
para subirem at� aos 100 metros da plataforma de lan�amento,
onde entrar�o depois na nave espacial.
J� est� tudo fechado.
O Comando de Voo quer isto na nave.
- Comando de Voo. Ele pode passar. - Certo.
Vai.
Temos de come�ar o pr�-lan�amento ou perdemos a janela.
D�-lhe um minuto.
... aos 100 metros,
e os tr�s astronautas est�o a bordo da nave.
H� uns minutos, o astronauta Buzz Aldrin entrou e sentou-se ao centro.
Dizem-me que a cabine est� a ser selada. A contagem decrescente come�ou.
Eles ir�o nestas posi��es, na descolagem.
Comandante, daqui Comando de Testes, escuta?
Comando de Testes, escuto.
- Bom dia, Neil. - O p�rtico est� desimpedido.
Bem-vindos a bordo.
Dez minutos de contagem decrescente para a Apollo 11.
Certo.
Ele chegou.
Est� ligada.
Pelo menos, acho que a liguei.
Stu, o que significa isso?
S� tive uns segundos. N�o tive tempo para a testar.
Certo. Senta-te.
Muito bem, ou�am todos!
Aconte�a o que acontecer hoje,
apoiarei todas as decis�es que voc�s tomarem.
Mais de 400 mil pessoas trabalharam neste programa durante quase dez anos.
Para cumprir a promessa de um homem ao mundo.
Vamos l� cumpri-la.
Muito bem. Quero "sim" ou "n�o" para o lan�amento.
Recebido. Todos os postos, preparar para confirma��o final.
- MACE. - Sim.
- ECS. - Sim.
- EPS. - Sim.
- Sequenciador. - Sim.
- GNS. - Sim.
- SCS. - Esta � a melhor parte.
Percorrem as filas e cada um deles,
cada um dos t�cnicos, deve dizer "sim" ou "n�o" ao lan�amento.
Qualquer um o pode travar.
CFAT. CSE, podem dar-me um "sim"?
O CSE diz sim.
Certo. Sim para o Eagle.
CBTS, daqui CSA 9.
Vinte segundos e a contar.
Lan�amento em 15 segundos. Comando interno.
Doze, onze, dez, nove...
Sequ�ncia de igni��o iniciada.
Cinco, quatro, tr�s, dois, um.
Todos os motores a trabalhar.
Descolagem. Temos descolagem.
Torre desimpedida.
Houston, � toda vossa.
O Moe Berkus est� c� e quer falar com os dois.
A Apollo 11 est� a caminho.
A mais de 400 mil quil�metros...
... onde a Lua aguarda a primeira visita do homem.
O voo demorar� tr�s dias.
E a nave, ao chegar...
A Kelly contou-me tudo.
Bravissimo.
- Aguenta. - Fizeram hist�ria.
Ol�, Helen. Desculpa. Kelly.
Soube que tinhas voltado, portanto, voltei tamb�m.
Fui espreitar o cen�rio da Lua,
e est� perfeito.
Um trabalho incr�vel.
Se achas que te vou deixar transmitir uma vers�o falsa disto,
falo j� com a imprensa.
Cole.
Cole...
Vai falar com a imprensa. Traz toda a gente ao cen�rio lunar,
mas fica a saber que nunca mais ningu�m vai dar legitimidade � NASA.
Esta � uma quest�o de seguran�a nacional.
Esta transmiss�o tem de acontecer num ambiente controlado.
Tu devias ser o primeiro a entender isso.
A miss�o j� n�o tem que ver com pousar na Lua.
Tem que ver com o mundo ver a Am�rica a derrotar a R�ssia, na TV.
Tenho de apanhar um voo.
Volto a tempo da transmiss�o lunar.
Resolvi v�-la aqui.
Contigo, Kelly. Na nossa lua.
Estamos a fazer hist�ria.
O que disseste sobre mim � verdade.
Sou uma vigarista e sempre fui.
Nem sequer me chamo Kelly.
As hist�rias todas que te contei
sobre vender produtos porta a porta com a minha m�e, essas eram verdadeiras.
Eram todos esquemas.
Come��mos por coisas pequenas, mas fomos crescendo.
Pass�mos aos im�veis e aos seguros.
E...
... quando eu tinha 16 anos, um tipo no Dacota sacou de uma arma.
A minha m�e sacou da dela primeiro e matou-o.
Ela disse-me para fugir, e foi o que fiz.
Ela foi presa, e nunca mais a vi.
Falsifiquei documentos e usei nomes falsos para arranjar trabalhos.
Quando fui para Nova Iorque, descobri a publicidade.
Era uma vers�o legal dos esquemas que a minha m�e me ensinara.
E menti a muita gente.
As piores mentiras contei-as a mim mesma.
Que toda a gente o faz. Que � tudo um grande jogo.
Depois, vim para c�...
E conheci-te.
Aprendi como era fazer parte de uma coisa real.
O Moe ofereceu-me maneira de apagar o meu passado.
Pensei que era isso que queria, mas...
J� n�o quero fugir mais.
O Moe � um advers�rio bom, mas eu sei fazer-lhe frente.
Prometo que � a �ltima vez que engano algu�m para conseguir o que quero.
Prometo.
Achas que o consegues fazer sem mentir?
- Nem pensar. - Pois, calculei.
Ent�o, qual � o plano?
Porque nos reunimos aqui?
O Moe tem escutas. � como o Houdini. Est� em todo o lado.
Ele n�o sabe que arranj�mos a c�mara do m�dulo. Criamos um plano � volta disso.
S� temos de o convencer de que estamos a transmitir a alunagem falsa,
mas vamos transmitir a verdadeira.
H� forma de manipularmos o equipamento
para emitir o v�deo real do m�dulo?
V� l�, rapazes. Descobriram como pousar na Lua. Deem-me uma suposi��o.
Bem, h� a hip�tese de o podermos reprogramar.
Para s� captar o sinal do Controlo da Miss�o.
- E sincronizamo-lo com o nosso. - Certo.
Amigos.
O Moe pediu que estes dois testassem o sinal de emiss�o.
- O Moe Berk... Sim. - O Moe Berkus.
N�o telefonaram a nenhum de voc�s?
Lindo. Bem, onde est� a c�mara?
Est�s bem?
Podem despachar-se, por favor?
Don, tira o cigarro da boca.
Desculpa. � que nunca tinha fumado.
N�o gosto.
Onze, daqui Houston. Entrem na �rbita lunar.
Confirmado. Na rota para a Lua.
Apollo 11, daqui Houston.
Os sistemas est�o todos bem. V�o dobrar a esquina.
Vemo-nos do outro lado.
E perdemos o sinal quando a Apollo 11 foi para tr�s da Lua.
S�o agora 15h30, hor�rio da costa leste.
�s 15h46, devemos receber o primeiro sinal do m�dulo lunar.
Estima-se uma audi�ncia de centenas de milh�es.
Talvez � volta de 400 milh�es de pessoas estejam a ver
esta transmiss�o do maior acontecimento...
Rapazes.
Certo. Vamos l�.
Um pouco mais. Bom trabalho.
Rapazes, quando ouvirem a minha voz, v�o ouvir Deus.
Esta lua � falsa,
- mas � real para o mundo. - � agora.
Lembrem-se de onde parei.
O vosso governo agradece-vos pelo trabalho que est�o prestes a fazer.
N�o fa�am merda.
O que faz aqui esta porcaria?
- C�us. - Com licen�a.
Neste cen�rio bebe-se Tab, e essa cadeira � minha.
- Kelly, trata disto. - Lance, muito obrigada.
Estes ecr�s... � o nosso sinal.
Sim.
Certo. E depois...
Aqui, temos a emiss�o em direto.
EM DIRETO DA LUA
Certo.
Joseph, vou sentar-me.
Meu Deus! Existes mesmo?
Sou o Lance Vespertine, o realizador.
N�o me atrapalhes, est� bem?
Diria que foi um prazer conhecer-te, mas, at� agora, nem por isso.
O pombo est� na gaiola.
Entendido.
J� o devem ter, Houston.
Eagle, j� vos temos. Parece estar tudo bem. Terminado.
Vemos a Terra pela janela da frente.
Voo, estamos prontos para pousar.
Recebido. Prontos para pousar. Est�o a 900 metros.
Eagle, est� tudo bem. Luz verde.
A verifica��o da posi��o horizontal parece um pouco longe.
Est�o a 420 metros. Continua tudo bem.
P30.
Temos seis e 25.
Parecem 250 metros.
Reduzir acelera��o.
Voo, daqui Eagle.
O Mar da Tranquilidade � mais rochoso do que esper�vamos.
Teremos de avan�ar mais 300 metros.
Rapazes.
Como ficamos?
- Com 15 segundos de combust�vel. - Querer�o abortar.
O Neil consegue, s� t�m de o deixar.
COMBUST�VEL
Aguarda, Eagle.
Estamos a calcular o impacto na reserva de combust�vel.
O EECOM d�-vos s� 15 segundos. Preparem-se para abortar.
Voo,
fizemos v�rios testes com essa reserva. Deixem-nos pousar.
Trinta. Trinta segundos.
- � mentira. - Mentiste.
Aprendi truques novos. Sentem-se.
Agora, s� vamos alertar para o combust�vel.
V� l�.
Eagle, est� tudo bem. Avancem.
Est�o a 420 metros. Continua tudo bem.
A 100 metros. A descer a quatro.
Trinta. Trinta segundos.
A descer a dois e meio. Adiante.
- Adiante. Bem. - Entendido.
A avan�ar. Boa descida.
A 60 metros, a quatro e meio.
A descer a cinco e meio. Nove a avan�ar.
Est� bom.
CONTACTO LUNAR
Luz de contacto.
A parar motor.
Voo.
Daqui Base da Tranquilidade.
O Eagle pousou.
Recebido, Tranquilidade. Mensagem recebida.
Havia aqui muita gente a ficar azul. J� podemos respirar. Obrigado.
Caramba.
Vamos estar ocupados, agora.
Muito bem. Vamos l�.
Vamos concentrar-nos. S� estamos a meio.
Agora, � connosco. Obrigada, rapazes.
Lugares. Todos aos vossos lugares. Concentrem-se.
Toca a concentrar!
Edvard, sai do cen�rio. Tu matas-me.
Edvard, j� est�. Acabou. Chega de retoques.
- �s algum repetidor? - N�o, n�o sou.
Era o nosso sistema antes de chegares.
A c�mara est� a descer.
NO AR
Tr�s, dois, um, e a��o.
E estamos a receber uma imagem na televis�o.
T�m uma boa imagem?
Tem muito contraste.
Entendido. O disjuntor est� ligado,
e a transmiss�o est� boa.
Entendido.
Podem verificar a posi��o?
A abertura que devo ter na c�mara?
Aguarda.
Armstrong, prepara-te para desembarcar.
A tua viseira.
Vou abrir a escotilha de sa�da.
Muito bem, Neil, estamos a ver-te descer as escadas.
Certo. Esquerda.
E direita.
Esquerda e direita.
Agora, levanta o p� esquerdo.
Devagar. Isso. Desce.
E pousa.
Como sabes o que ele vai fazer antes do tempo?
A NASA ensaiou isto tudo, e a Kelly apropriou-se disso.
Roubou-o.
Sabia que tinha as pessoas certas.
Vamos a isto.
SINAL - TRANSMISS�O
N�o h� diferen�as. � incr�vel.
Estou na base da escada.
Os p�s do m�dulo s� afundaram uns cinco cent�metros na superf�cie,
embora a superf�cie, de perto, pare�a ser feita de um gr�o muito fino.
� quase um p�. Aqui em baixo, � muito fino.
Agora, vou sair do m�dulo.
� um pequeno passo para o homem...
... mas um salto gigante para a humanidade.
Pod�amos passar anos a arranjar uma frase t�o boa.
Sim.
Aquilo estava no gui�o?
N�o.
� uma frase boa.
Agora, basta saltar de um passo para o seguinte.
O Neil est� a descerrar a placa.
"Aqui, homens do planeta Terra,
pisaram pela primeira vez a Lua, em julho de 1969, depois de Cristo.
Viemos em paz, em nome da humanidade."
Prontos para a c�mara?
Neil, daqui Houston. O campo de vis�o est� bom.
Gost�vamos que apontasses um pouco mais � direita.
Est� bem.
Demasiado para a direita.
Rodas uns quatro ou cinco graus para a esquerda?
Certo. A� est� �timo, Neil.
Columbia, daqui Houston, temos sinal. Terminado.
O Neil Armstrong est� na superf�cie da Lua
h� quase 45 minutos.
Base Tranquilidade, daqui Houston.
Podem p�r-se os dois � frente da c�mara, por favor?
O Presidente dos Estados Unidos gostaria de vos dizer umas palavras. Terminado.
Seria uma honra.
Fa�a o favor, Sr. Presidente. Daqui Houston. Terminado.
Ol�, Neil e Buzz.
Estou a falar convosco por telefone, da Sala Oval da Casa Branca...
T�m os Servi�os Secretos por todo o lado.
... e este deve ser o telefonema mais hist�rico alguma vez feito.
E enquanto falam connosco...
Acho-o muito parecido contigo.
N�o digas isso. Nem sequer brinques com isso.
Estamos � espera enquanto o presidente nos adormece a todos. N�o se mexam.
Armstrong, estou de olho em ti.
Por um momento impag�vel em toda a hist�ria do homem...
Kennedy, passamos diretamente.
Cole, est�o a receber imagens? A luz do sinal de v�deo est� desligada.
Como assim, Neil? N�o est� a trabalhar?
Diz-me tu. Est�o a receber imagens?
A c�mara est� a dar um aviso de sobretens�o.
Acho que avariou. Ainda nos veem?
Sim, ainda vos vejo.
D�-me um instante, Neil.
O Neil diz que a luz do sinal apagou. A c�mara trabalha mesmo?
Pus a pe�a nova. Devia trabalhar bem, mas...
- Mas o qu�? - Mas eu estava com pressa.
Merda.
O que foi?
N�o temos a certeza se a c�mara do m�dulo est� a funcionar.
Acho que estamos a emitir o vosso sinal.
A imagem no teu televisor parece o teu cen�rio?
N�o consigo perceber.
Testa. Pede a um dos agentes que acene ou isso.
N�o posso. Est� aqui toda a gente.
- Que diabo � aquilo? - N�o sei.
- Est� a cinco cent�metros de aparecer. - Est� a metade disso.
Aquilo est� no teu maldito gui�o?
Joseph, havia p�ginas novas?
... a representar n�o s� os Estados Unidos,
mas pessoas pac�ficas de todas as na��es...
Traquinas! C�us! Gatinho, anda c�.
Traquinas!
Aonde vais?
- Traquinas. - Kelly.
- Vem c�. - O gato?
Vem c�. Anda.
Conheces o gato?
Anda c�, gatinho!
Anda c�, querido... Vem c�, meu sacana.
Gatinho.
- Vem c�! - N�o!
Kelly, que diabo se passa a�?
Kelly?
Vai por tr�s!
Traquinas!
Gatinho!
Apanhem-no! V�o.
Vamos l�. Vamos.
Vem c�. Est� tudo bem.
Traquinas. Vem c�.
Calem-se!
Vem c�, gatinho. Vem c�, pequenino. Sabes quem eu sou.
N�o!
Muito obrigado
e estou ansioso, como todos estamos,
por vos ver no Hornet, na quinta-feira.
Fico ansioso por isso, Sr. Presidente.
S�o os teus homens, Cole.
Sim! S�o mesmo eles!
Pois. Sei que todos sabem isso.
Queria s� relembrar o que estamos a fazer hoje.
S�o os nossos homens.
Continuem.
O que estou a ver?
� a Lua.
Neil, daqui Houston. Tens o rolo da Hasselblad...
� mesmo a Lua?
Sim, tenho. E temos cerca de...
- C�us, parece falsa. - ... diria que uns 9 kg...
... de amostras cuidadosamente escolhidas, ainda que n�o documentadas.
Houston. Entendido. Bom trabalho. Terminado.
Tempo n�o oficial fora da superf�cie nas 111 horas, 37 minutos e 32 segundos.
Nunca pensei ver a Lua de perto.
Nem eu, Walter.
- N�o percebi. Meu Deus. - Desculpa.
- N�o como da �ltima vez. - N�o apontes para n�s.
Em polaco, dizemos na zdrowie.
- Certo. Na zdrowie. - Certo. Kelly.
- Kelly. - Est�s a ficar melhor.
- Sim? O que foi? - Credo, diz. Diz s� uma vez.
�s o melhor realizador que conhe�o.
Pois sou. Sei que n�o devemos falar disto,
mas isto ficaria t�o bem no meu curr�culo, Kelly.
Quem disser uma palavra sobre isto
vai passar o resto da vida numa cela de pris�o escura e h�mida
numa ilha desconhecida.
Agora, para empurrar o champanhe,
em nome do governo dos EUA, bebam um u�sque.
Edvard.
Quero um desses.
Fiz um programa de televis�o bilion�rio para um espetador.
Espero que tenhas gostado.
- Sa�de. - Foi um fracasso perfeito.
- Isso mesmo. Um brinde. - Um brinde.
Posso falar contigo?
Pouca gente desobedeceu a uma ordem minha
e viveu para falar disso.
Mas a verdade � que tamb�m poucas pessoas me salvaram a pele.
Teria sido uma dor de cabe�a explicar como o gato tinha ido parar � Lua.
�s uma hero�na americana.
Excelente trabalho.
H� jornalistas por todo o lado.
S� podemos desmontar isto quando eles se forem embora.
Entretanto, livra-te de todos os pap�is associados � filmagem.
O teu nome ser� apagado dos livros de hist�ria.
A hist�ria ser� reescrita.
- Ent�o, posso ir � vontade. - Podes.
Embora eu talvez precise de algu�m como tu para um projeto iminente.
N�o, obrigada.
Tu � que sabes. Era uma coisa boa, mas tudo bem.
Se precisares de mim, chama. O mais certo � eu estar a ouvir.
Moe.
H� mesmo extraterrestres?
Caminham entre n�s.
Leva-me para a Lua
Vamos brincar entre as estrelas
Mostra-me como � a primavera Em J�piter e Marte
Quatrocentos mil quil�metros. Pensem no que disse Neil Armstrong,
nas primeiras palavras do homem que pisou a Lua:
"Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade."
Um dia que jamais se repetir�.
Um dia que ficar� para sempre na hist�ria, tal como aquelas palavras,
que ser�o decoradas por crian�as na escola.
Armstrong, tens futuro. N�o na representa��o. Isso, n�o, credo.
Kelly, Patty... Patty, certo?
Chamo-me Ruby.
- Fizemo-lo. - N�o, n�o o fizemos.
A caminho da Terra. Swim One est� a ver a Apollo.
Se est� a descer a 14,5 quil�metros,
estar� no limite exterior da visibilidade...
V� l�. Vamos l�, querida.
Voltaram da Lua.
Os astronautas Armstrong, Aldrin e Collins
chegaram ao Oceano Pac�fico, a sudoeste do Havai.
Acho que mereces um cigarro.
- Amigo. - Sim, eu...
N�o me quis desmanchar ali, sabes?
Sei que n�o querias a c�mara no m�dulo,
mas ver aquilo foi...
Foi transformador.
- Conseguimos. - Conseguimos, amigo.
Estamos em 1969, certo? Conseguimos antes do fim da d�cada.
- Eu sei. Foi mesmo � reta. - Sim, conseguimos.
V� s� quem vem l�.
- Vai. Vai-te embora. - Sim.
Ouve, tamb�m n�o � tarde para ti.
- Obrigado, Henry. - Certo.
Ol�!
Conseguimos.
Ol�, meninos.
Mand�mos um homem � Lua!
Sabes...
Ainda n�o sei o teu nome.
Winnie.
Winnie. Prazer em conhecer-te, Winnie.
Sabes, os russos est�o a dizer que film�mos tudo num est�dio.
Onde foram buscar uma ideia t�o doida?
O que importa o que pensam?
A verdade � a verdade, mesmo se ningu�m acredita.
Uma mentira � uma mentira, mesmo que todos acreditem.
Conseguiste mesmo fazer isto.
At� ao pormenor da poeira lunar.
� pena ser tudo falso.
Isto foi falso?
N�o, pareceu-me muito real.
PROPRIEDADE DO GOVERNO PASSAGEM PROIBIDA
Doze, onze, dez, nove... Sequ�ncia de igni��o, cinco...
Cl�udia Nobre
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.