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ME OCUPE
Então...
Feliz? Decepcionado? Surpreso?
- Tarde demais para sair. - Entra.
A resposta correta aqui é "Você parece idêntico à sua foto."
Só que melhor. Mais gostoso. Mais sexy.
Bom, melhor então.
Super louco e loucamente bom.
E gostoso além das palavras e expectativas.
Bem feito.
Eu teria preferido...
- Sim? - Não.
Sim.
- Sim? - Sim, agora!
Sim.
Não.
- Não? - Não.
Deita comigo. Aproveite. O momento passou.
- Escapou. - Você não tem certeza?
Eu não me importo. Nem mesmo as falhas no roteiro, nem as reviravoltas...
hiperdramáticas.
Adoro. Desculpa.
Com gosto.
Depois de seis rodadas de sexo,
o mínimo que posso fazer
Seus parceiros costumam ir embora?
Sim, vão. Como um raio. Cruzam a porta em um instante
me deixando com apenas um leve vestígio de perfume e uma lembrança.
- Isso é muito triste. - É. Mas você mudou isso.
Oh, aqui está.
Foi essa que teu amigo escreveu?
Sim, ele fez essa música incrível. Acho que você vai adorar.
- Porque? - É apenas uma intuição.
Algo que diz. A letra é...
- Você vai ver. - Está bem.
Mas só vou ficar pra escutar essa música, e aí eu vou.
Não estou de acordo.
Também adorei a terceira temporada.
Tenho vergonha de admitir que reclamei a semana toda e estava errado.
- Por que fazemos isso? - O que?
Renunciar à nossas opiniões só para ser populares.
É como ter medo de opinar diferente.
E estar equivocado em lugar de...
Merda, por que não está baixando ainda? Eu quero que você ouça...
Então, o que seremos? Diferentes? Estúpidos?
Sim, estúpidos!
Ou ofensivo, como ainda estar aqui.
Me deixe tentar.
Sim. Eu tenho muito medo de ser ofensivo
ou me equivocar com algum comentário desagradável.
Completamente. Creio que se eu arrastá-lo para sua área de trabalho,
- posso abrí-lo... - Espera! O que?
Às vezes você não pode abrir algo anexado em...
- "Como estar aqui?" - Ainda aqui.
Pronto, está abrindo...
- Disse... - Ainda aqui. Não aqui em geral.
Não, espera.
O que você está falando?
Que estou aqui.
Depois de ter tirado, você trata de me colocar uma música.
É encantador.
Incrível, mas...
É diferente... E nos assusta.
Sim, está tudo bem. Sinto muito.
É um problema pra você que eu...
Meu Deus! Não! Não!
- Tem certeza? - Sim! Meu Deus...
Pra mim tudo bem, ser tua merda exótica.
- Para, para! - Estou brincando.
- Não tem graça. - É muito engraçado.
Não vamos cair nessa.
Fo mal. Foi uma brincadeira.
- Acho que você não... - Bem, evite.
Sim. Podemos falar mais sobre televisão.
Ou sexo.
Ou sobre a música que não quer tocar.
Sexo ou televisão. Qualquer coisa menos...
- Isso. - Sim.
Eu realmente gostei quando você me fodeu.
O que?
Vamos mesmo falar de televisão?
Está bem.
- Sim, eu também. - Sim?
Sim.
- Você não percebeu? - Sim.
Com certeza. Só estou brincando.
- Não tinha certeza... - Certeza de que?
Se você fosse... Se você quisesse... Se você se inclinar para...
Me inclinar? Eu me inclino pros dois lados, se é isso que está perguntando.
- De verdade? - Sim, e eu sei que você também.
- Acha que dá pra notar? - Acho.
- Sim, eu posso, e é gostoso. - Não, não.
- Nada é certo. - Se você gozar...
- Sim, ativo ou... - Você é quem domina?
Domino? Não.
- Não. - Não?
Não. Eu não vejo dessa forma, o mais fraco ou o mais poderoso.
Tudo bem. Talvez dominar seja a palavra errada. Controlar?
- Acho que você estava no controle. - Por favor!
Os ativos sempre dizem isso para que os passivos se sintam melhor.
- Acredita nisso? - Sim, porque...
Eu digo isso e estou mentindo.
- Não acredito. - Você e eu.
Dentro do meu corpo. Você entrou em mim.
Sim, mas você decidiu o que fizemos.
- Decidimos juntos. - Claro,
mas uma vez que você está dentro,
uma vez que estou embaixo,
Eu perco o controle.
Merda.
O que...
Não. Você esteve sempre no controle.
- Eu teria parado se você tivesse... - Pedido?
- Sim. - Mas e se eu te pedisse...
permissão? Podemos parar?
- Você queria? - Não. Não na hora.
Eu te dei o controle.
E sim, eu escolhi isso, mas nem sempre é uma escolha.
Não com todos.
- Alguma vez você já foi... - Forçado? Não.
- Porque eu não estava tentando... - Não. Eu disse geralmente.
Só quis dizer que quando alguém entra...
Desculpa, achei que você estava gostando.
- Pensei que estava curtindo. - Não, não, não. Eu gostei.
Com certeza...
Está carregando novamente. Qual é o seu sistema operacional?
Nem imagino.
É que é um arquivo enorme, e não tem conexão...
O que eu fiz que tirou teu domínio?
É inerente.
Droga, nada é inerente.
Você acredita mesmo nisso?
De que estamos falando? Sinto que fiz algo errado.
Só estou dizendo isso uma vez que...
Não há mais igualdade.
- Não acredito. - Não, não. Eu...
Não acredito que tenha que ser assim.
No sexo não há transferência inerente de domínio ou controle ou qualquer outra coisa.
É sério? Você realmente não acredita que...
Eu não imponho a você. Como você pode sugerir? Eu só fiz...
- O que eu queria? - O que você pediu!
Eu respondi ao que você pediu...
- É. Não, espera! - Porque se me lembro bem,
você estava com os dedos dentro de mim, já estava por cima,
e já estava quase me comendo. Então eu disse que sim.
- Eu perguntei... - Tarde demais.
- Merda, eu perguntei antes. - Depois de feito.
Aconteceu muito rápido.
A decisão foi tomada em um instante, realmente não tem outra opção.
Não dá tempo para questionar nada sem lutar!
Eu sinto que você se sinta assim,
porque não foi assim pra mim. E com certeza não foi o que eu pedi!
Eu acho que você está projetando algo de outra pessoa em mim. Outra coisa.
- É sério? - É.
Então, você acha que eu...
tive algum controle depois disso?
Deixa. Está funcionando.
Eu acho mesmo que você vai gostar.
Os dois tínhamos... Tínhamos totalmente o controle.
É impossível.
Tem sempre um ativo e alguém está sempre no comando.
- E o outro sempre tem que se render. - Não aqui, não no meu quarto!
É lindo, de verdade que é.
Mas eu não acredito.
Eu sinto muito que essa tenha sido a sua experiência.
É a experiência de todos em general.
Talvez, mas mesmo que seja verdade, somos só você e eu,
não em qualquer lugar ou com mais ninguém.
Nós acabamos de nos conhecer. As regras do mundo não mudaram
entre você e eu, inclusive se me coloca uma música.
Por que não?
Sério. Por que não?
Não importa o que os outros façam, eu não...
- Você me invadiu? - De onde você tirou isso?
Eu te comi, não é uma regra universal.
- Claro que é! - Por que?
Porque sim. Assim são as coisas.
Olha... Sim, talvez fosse diferente, e talvez nós quebramos algumas regras
e destruído alguns clichês porque eu fiquei.
Talvez pensemos que queremos nos ver novamente.
Mas algumas decisões atrás de portas fechadas, aonde ninguém vê,
não mudam a forma que o mundo é.
Não muda o que acontece, mesmo se fingirmos que nada acontece!
E nada vai mudar se você apenas se deitar e fizer de vítima quando não é assim!
Você age como se fosse corajoso por ficar, mudando as regras.
Você age como se fosse politicamente correto porque transou com um judeu,
- e depois ergueu um muro entre nós. - Um muro?
Por uma coisa que não está acontecendo neste quarto!
Muro? Que metáfora apropriada vindo de um...
É bonita.
A música.
Sim.
Talvez eu devesse ir.
Isso facilitaria as coisas, não é?
Não serve de nada adiar o inevitável.
Obrigado por todo.
Pela música e por...
Espera!
O que você está fazendo?
Me come.
Por que está fazendo isso?
Para provar que você está certo, ou tirar por nada?
Não. Nunca se tratou disso pra mim.
Isso não muda nada.
- Como isso está relacionado? - Te quero...
dentro de mim.
É isso.
Por que?
Não sei.
Você estava certo, sempre terá a ver com isso, certo?
- Mesmo que não seja... - O que você quer?
Vou me sentir melhor se você também me foder.
Isso faz de mim uma má pessoa?
Não.
Para nada.
Só mais um.
E aí?
Está bem.
Mas daqui a pouco eu tenho que ir.
Eu sei.
Foi mal.
- Sim. - Não por nada.
- Não. - Sem simbolizar nada.
- Sim. - Só você e eu.
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