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Precisamos conversar.
Deixe-nos.
Manilius exige 10 milh�es de sest�rcios.
Sim. Quando eu for Imperador, poderei pagar isso a ele.
Ou eu o mato.
Ele quer agora, com anteced�ncia.
� imposs�vel.
Sem os nossos ganhos, n�o h� como.
O pior � que Leto se encontrou com Titus
e contou, com surpreendente precis�o,
- o que eu fiz. - Titus sabe?
Sim e n�o.
Ele n�o sabe em quem acreditar, em mim ou em Leto.
- Dez milh�es? - Talvez haja uma maneira.
Uma aposta.
Apostamos tudo o que temos na corrida de hoje.
Scorpus lidera na s�tima volta.
- Vou garantir isso. - N�o vamos contar com a sorte.
� tudo o que temos.
Se vencermos,
teremos o suficiente para pagar Manilius
e quantos Guardas Pretorianos precisarmos.
Sim. Faremos isso.
Irm�o,
voc� parece agitado.
N�o, apenas pensativo.
Mesmo estando animado,
em dois dias inauguramos nosso anfiteatro,
e este lugar perde algo que � m�gico.
� verdade.
Mas como voc� ressaltou, isso tamb�m afrouxa o dom�nio
que os patr�cios t�m sobre nossa cidade.
- Bem dito. - S�o suas palavras.
Eu sei.
Elia.
Vamos conversar.
N�s faremos uma grande aposta.
Espalhe para os outros,
mas � segredo, para n�o cair as chances.
Voc� disse "n�s"? Ent�o eu ganho uma parte?
Fa�a acontecer, e voc� ganha um d�cimo.
Scorpus assumir� a lideran�a na s�tima volta.
Eu preciso ir garantir que vai acontecer,
e pegar as �ltimas joias e as a��es.
Apostar tudo em uma �nica corrida � arriscado.
N�o h� outra escolha.
Vida ou morte.
Tudo ou nada.
� o Scorpus.
Preciso de algo de voc�.
Todo mundo quer algo de Scorpus.
Estou apostando tudo o que tenho em voc� hoje.
Tudo.
Claro, Scorpus vencer�,
mas isso � esperado. As chances n�o ser�o t�o boas.
Merdinha presun�oso.
Por onde andou?
As chances de voc� ganhar n�o s�o t�o boas como antes.
- Estamos apostando na volta. - Na volta?
T�o perto da corrida? N�o.
N�o, � imposs�vel.
S�o muitos condutores, � muito dif�cil de organizar.
N�o quero saber!
Preciso que assuma a lideran�a
na s�tima volta.
Segure e ven�a.
Qual � a minha parte?
Sua vida.
Se n�o fizer isso, Domitian morre,
e n�s tamb�m.
Entendeu?
Tradu��o e Sincronia por Tati Saaresto
S1.E9 - A Sorte est� Lan�ada
V� para outras tavernas e aposte tudo.
Ouro, os t�tulos das minhas propriedades, tudo.
Onde escondeu as notas?
- Tem certeza? - V� pegar.
Na Num�dia,
os leopardos arrastam as presas para cima das �rvores.
Lugares mais altos s�o melhores para esconder coisas de valor.
V�.
Preciso de ajuda.
Rufus, venha c�.
Pegue isto e me siga.
Lugares mais altos s�o melhores
para esconder coisas de valor.
- Xenon morreu. - Sim, uma trag�dia.
Ent�o pensei:
"Por que n�o apostar na Fac��o Ouro?"
�tima decis�o.
Otho, ali.
Fonsoa est� na primeira corrida?
Sim, est�.
Agora voc� v�, irm�ozinho?
O apelo disso tudo.
Vamos.
Deve sentir o que atraiu Andria e eu para isso.
Cidad�os de Roma,
apresento a voc�s
a primeira corrida de hoje!
Bigas! Preparem-se!
Quer comer algo, Otho? Est� com fome?
Mexam-se! Corre!
Abra.
Elia, por favor. Por favor, abra.
Sai da�.
N�o! Fonsoa!
Fonsoa!
Venha, Otho.
Chame o m�dico. Depressa.
As pernas.
N�o desista. Por favor.
Vai ficar tudo bem.
Fique comigo, por favor.
Elia.
Lembra quando eu quebrei minha perna?
Claro. Foi uma coisa tola.
Voc� me carregou at� em casa.
Nosso av� tinha sa�do.
Voc� me segurou enquanto Andria me ajudava.
Me segurou a noite toda enquanto eu chorava.
Deve ter do�do.
N�o desta forma.
Eu sinto muito.
N�o!
N�o!
N�o.
Scorpus morreu.
Scorpus morreu!
Ordenei que o enterro de Scorpus seja aqui no spint.
Eu teria encomendado uma est�tua para ele,
mas estarei morto antes de poder v�-la.
Ele era meu amigo.
Eu encomendo a est�tua.
Voc� tamb�m estar� morto.
N�s apostamos e perdemos.
E em breve morreremos.
Talvez n�o t�o cedo.
Apostamos, perdemos,
mas encontrei nossos ganhos.
E � mais que suficiente para cobrir Manilius.
O qu�?
Como?
E isso importa?
N�o.
E agora tamb�m temos a parte do Scorpus.
Creio que sim.
A vista daqui � muito melhor.
Quem imaginaria que uns passos fariam tanta diferen�a?
Uma bela vista como seu parceiro e n�o apenas um cliente.
Ora, ora.
Somos ambiciosos, n�o somos?
- Sim, somos. - E voc�...
nem � um Patr�cio.
N�o tenha tanta certeza.
Se for, melhor ainda ter voc� como meu servo.
Com licen�a.
Tenho uma despedida para fazer.
Saiam todos.
Pena que vai perder toda a divers�o.
N�o haver� tanta risada sem voc�.
Atravesse o Rio Estige
rumo aos prazeres encharcados de vinho do El�sio,
seu desgra�ado...
maravilhoso e b�bado.
Se n�o fosse pela minha raiva, n�o haveria cova.
Culpe as Moiras.
N�o a si mesmo.
Salena, eu tive que vir.
Que trag�dia terr�vel.
Por favor, me permita me desculpar.
V� dormir.
Pe�o desculpas pelo meu toque.
Me deixar� recome�ar?
Diga o que quer, e depois v� embora.
Sem obriga��o,
pe�o que se encontre com meu advogado.
Ele acredita que tem boas chances de reaver as a��es da Fac��o Azul.
Continue.
Voc� teve tr�s filhos, acredito.
Apenas Otho sobreviveu.
Os outros dois eram jovens...
Ent�o o jus trium liberorum se aplica.
Quando uma mulher tem tr�s filhos, ela est� livre da tutela do marido.
- E o que isso significa? - O que � seu � seu.
As a��es eram suas, n�o do seu marido.
Ele roubou de voc�,
ent�o a venda ao C�nsul Marsus foi inv�lida.
Isso n�o pode ser provado.
J� foi provado.
S� precisa ser discutido em tribunal.
Um processo caro, mas fact�vel.
Quando podemos nos encontrar com seu advogado?
Uma aposta tola e voc� perdeu.
Perdi uma...
e ganhei outra.
Enterramos os mortos e seguimos em frente.
Escreva o que vou dizer.
Ambos os pergaminhos ser�o iguais.
Posso confiar em voc�?
Sim e n�o.
Isso n�o tem nada a ver com seus filhos.
�timo. Agora escreva.
- Contado. - Tudo certo?
Titus morrer� dormindo.
- E Porto? - Ele morrer� logo depois.
Junto com os pretorianos leais a ele.
Tenho pessoas em �stia monitorando a chegada do navegador.
Seja o que for, fa�a r�pido.
Como parte do acordo,
eu escrevi duas confiss�es.
Se um de n�s trair o outro, ambos morreremos.
E Domitian conosco.
Dois pergaminhos simples, suficientes para nos matar
ou para nos manter vivos.
Dependendo de quem os segura.
Est� feito.
E agora, enquanto voc� viver,
ter� uma espada balan�ando sobre sua cabe�a.
- Como aquele grego lend�rio. - D�mocles?
Me acompanhe.
Todos vivemos com uma espada balan�ando sobre nossas cabe�as.
A diferen�a � que eu sei.
Empurre aqui.
Voc� � louco.
Voc� tamb�m est� nisso agora.
Ent�o n�s dois somos loucos.
Por favor, eu imploro.
Tenho informa��es importantes para o Imperador.
Ele pagar� mais do que pode imaginar
quando ouvir o que tenho a dizer.
E o que exatamente voc� quer dizer ao meu irm�o?
Por favor, eu imploro, meu amor.
E por que n�o implora para mim?
Por todos os Deuses,
eu me arrependo do que fiz
e nunca mais farei de novo.
Nunca falarei sobre isso.
N�o.
N�o vai.
Voc� j� sabe demais.
N�o posso te deixar contar segredos para meu irm�o.
N�o, por favor, n�o. N�o!
- Parem. - Des�am.
S�o m�s not�cias.
Domitian est� comprando Guardas Pretorianos.
Ele � copropriet�rio da Fac��o Ouro.
� da� que ele tira todo o dinheiro.
Diga-me que tem provas.
S� o que ouvi.
E quem saberia com certeza?
Cala faz a contabilidade.
Acredito que sua filha mais nova � escrava do C�nsul Marsus.
Sim.
Levantem.
Vim ver sua senhora.
Vossa Alteza.
Temos o mesmo inimigo, Antonia.
E quem seria?
Sabe perfeitamente quem �.
Voc� foi convocada por Antonia Cornelia,
esposa do C�nsul Marsus.
Eu?
Para qu�?
A Sra. Antonia deseja falar com voc�
sobre sua filha Jula, que � escrava em sua casa.
Lembrem-se, n�o sejam r�pidos demais.
Deixem o povo esperar antes de dar a eles.
Acho que voc� finalmente encontrou sua voca��o.
Esportes sangrentos, um apresentador,
combina com voc�.
Passei tempos nos assentos distantes
para saber o que o povo quer.
Minhas senhoras.
Deseja falar comigo sobre minha filha?
H� alguma chance de eu comprar a liberdade dela?
Voc� entendeu errado.
- M�e! Me solta! N�o! - Solte ela.
Sil�ncio.
Sua filha tem espionado meu marido e eu.
Tal ofensa justifica a morte.
E tenho o direito e o poder de fazer
da maneira que eu escolher.
Voc� trabalha para um homem,
Tenax.
Mora na casa dele.
Este homem � cliente de Flavius Domitianus,
irm�o do Imperador.
Presumo que sua filha estava se reportando a ele,
atrav�s de voc�.
Domitian e Tenax s�o respons�veis
pela pris�o do meu marido, o C�nsul Marsus.
Sabia que eles planejam um golpe
contra o Imperador Titus?
Foi o que pensei.
Precisamos de provas da trai��o planejada.
Somente com isso voc� salvar� sua filha.
Seu sil�ncio diz tudo.
Se houver tal prova,
como posso saber que manter� sua palavra
e n�o far� mal � minha filha?
Minha fam�lia fornece c�nsules a Roma
h� mais de 300 anos.
Estou acima da mentira.
Mas entendo sua falta de confian�a.
N�o, n�o, n�o, por favor.
Posso conseguir sua prova.
Mas n�o a machuque.
Agora depende de voc�.
Voc� tem at� meio-dia.
Caso contr�rio, sua filha morrer�.
Agora v�.
Ou�am,
povo da maior cidade da Terra,
que comecem os jogos!
Prepare-se, irm�o.
Est� prestes a ganhar a adora��o de toda Roma.
Eu sempre imaginei assim.
T�o perto que consegue ver...
tudo.
- Preparar os p�ssaros. - Preparem os p�ssaros.
- Preparem os p�ssaros. - Os p�ssaros.
- Solte-os. - Soltem eles.
Soltando.
Voc� se superou, irm�o.
Isso � algo especial.
Aura.
Aura, o que � isso?
- Como � poss�vel? - Por favor, me perdoe.
- Te perdoar pelo qu�? - Por tudo.
Eu sou a raz�o de voc� estar na arena,
Jula ser escrava e nossa m�e estar em Roma.
Eu sou a causa de tudo.
- Estava protegendo Jula. - E veja onde isso nos trouxe.
Eu me vendi ao Ludus.
Acha que sua morte
tornar� as coisas f�ceis para n�s?
Talvez n�o para voc�s,
mas ser� para mim.
Kwame.
- Vamos. - Aura.
- Fechem a porta. - Sua irm�?
- E puxe. - Puxem.
Puxando!
Nica, minha menina, ou�a com aten��o.
Senadores.
Tenax, liberte-nos. Lucrar� al�m dos seus sonhos.
C�nsul.
Isso � loucura. Ele tamb�m ir� te matar.
Todos iremos morrer!
Cala a boca!
Tenax.
Abram os port�es.
N�o pode fazer isso.
Por favor!
Tenax!
Vejam esses patr�cios filhos da puta.
Agora est�o bem longe do Aventino.
Conhe�am Sobek, o deus crocodilo eg�pcio
das �guas escuras do Nilo.
O dem�nio do al�m.
Fique aqui. Espere por mim.
- Voc� trouxe? - Chame minha filha.
Entregue-a para mim e voc� ter� a prova.
V� busc�-la.
- M�e. - Calma.
Nica.
� a prova.
Levantem.
Voc� est� livre.
Parem.
Esta � Jula, escrava de C�nsul Marsus,
irm� do gladiador Kwame?
Do que se trata?
- Levem-na. - N�o.
- Ela agora � propriedade de Roma. - N�o, pare. O que � isso?
Por favor!
- M�e! M�e! - Para onde a est�o levando?
Vamos!
- Agora. - Agora!
Agora!
Quando Seth assassinou seu irm�o Os�ris,
�sis enviou o poderoso Sobek
para se vingar de Seth.
Sobek mostrar� miseric�rdia para com os traidores?
Ou...
ir� se vingar?
Temos certeza disso?
Afinal, ele � um c�nsul e eles s�o senadores.
Mais uma raz�o para recompensar publicamente sua trai��o.
Acho que tem raz�o.
Tenax, um dos seus homens que tem vigiado o porto de �stia
disse que ventos favor�veis trouxeram um certo navegador
para �stia mais cedo do que o esperado.
Ele deve chegar esta tarde.
Vamos!
Cuidado!
N�o era o seu garoto?
Seu gosto por entretenimento nunca deixa de me assustar, irm�o.
Abram caminho para a Senhora Antonia.
Pare a�. Mulheres n�o s�o permitidas.
Port�o 22 para o piso superior.
Eu sou Antonia Civilius, a esposa do C�nsul Marsus.
- Afaste-se. - Afaste-se voc�.
N�o toque em mim!
Saiam.
Agora.
Anda. Voc� tamb�m.
Eu sou Berenice,
rainha dos judeanos e consorte do Imperador Titus.
Exijo falar com ele.
O que est� havendo hoje?
- Sou rainha... - � ela.
N�o teremos outra chance de matar essa vadia.
N�o a percam de vista.
Tenho algo de extrema import�ncia para dar ao Imperador Titus.
Exijo falar com ele!
- Fale baixo. - Deixe-me passar,
ou eu vou denunci�-lo ao Imperador.
Ele ouvir� sobre isso.
Ser�o recompensados por dar a ele ou ser�o punidos se n�o derem.
Voc�s n�o entendem?
Certo, d� para mim.
Me d� o que voc� tem e eu mesmo levarei at� ele.
N�o. Da minha m�o para a dele.
Ou � isso ou nada.
Ent�o � nada.
E voc�s morrer�o por sua insol�ncia.
- Romanos imbecis! - Prostituta selvagem!
Piso superior para mulheres?
Tragam algo para ele beber.
Preciso falar com Domitian, � urgente.
Para tr�s.
Para tr�s.
Tenax precisa falar com voc�.
S� um momento, irm�o.
Sim, tudo bem.
Estamos sem tempo.
O navegador chega a �stia esta tarde.
Ent�o, acabou.
Titus vence e n�s morremos.
N�o.
N�o se levarmos nossos planos adiante.
Mat�-lo aqui e agora.
- O qu�? Ficou louco? - Que escolha temos?
N�o d� para mat�-lo em frente de toda Roma.
Tire Titus da cadeira e leve-o at� a antessala.
Eu fa�o o resto.
E os guardas dele?
Quando ele morrer, eles obedecer�o voc�.
Seu novo Imperador.
E assuma o comando r�pido para impedi-los de me matar.
Se isso der errado, eu n�o sabia de nada.
Claro. V�.
Precisamos conversar.
A s�s.
Muito bem.
Imperador.
Porto. Eu e meu irm�o �amos...
� de suma import�ncia.
Muito bem.
S� um momento, irm�o.
O navegador da frota de gr�os est� em �stia.
Ele tem prova no di�rio de bordo.
Prova de que seu irm�o atrasou o carregamento de gr�os.
Traga-o at� mim.
Eu acho mais seguro n�s irmos at� �stia.
N�o confia em seus homens?
N�o confio em ningu�m no momento.
Ent�o chegou a isso. Prepare uma escolta.
Cavalos para o Imperador e para mim.
Guarda pessoal completa montada e pronta.
N�o sairei do seu lado at� que seja resolvido.
Posso confiar em poucos.
Sou grato por voc�, Porto.
Eu o protegerei, meu senhor.
V�.
V�.
Irm�o, o que dizia?
S� estava preocupado com sua seguran�a, irm�o.
Uma vingan�a dos aliados do C�nsul Marsus.
Mas agora que seu comandante est� aqui,
sei que estar� seguro.
Sim.
Titus! Titus!
Traidora!
Me segue no Xwitter: @SaarestoTati
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