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Sou um pouco inst�vel
Ela disse, com um largo sorriso de Cheshire
EXPERIMENTANDO A VIDA Tantas rachaduras na minha cal�ada, menino
Bem, n�o caia nela
Parece que as coisas que eu mais queria nesta vida, n�o posso ter
Ent�o, voc� v�, tenho condenado o mundo
Antes que ele me condene
Ela disse que eu estava nua e sem pudor
E que estava descascando as camadas como
Uma menina-cebola
CASA DE REPOUSO BROOKVUE N�o tente me salvar, apenas fique longe
Porque eu poderia fazer voc� chorar
Como uma menina-cebola
� o meu barco. Quando eu consert�-lo, ele � de 1964.
Tem um casco de mogno.
� da categoria de regatas.
Deus, este lugar � realmente deprimente.
N�o � � toa que est�o fechando.
Minha...
minha irm� est� aqui.
Molly.
Ent�o... Veio buscar um parente?
Com um m�-m� aqui
Desculpe-me?
E um m�-m� l�
Aqui um m�, l� um m� Em todo lugar um m�-m�
O velho McDonald tinha uma fazenda
Ya, ya-yo
E na sua fazenda ele tinha alguns porcos
- Sr. McKay? - Sim.
Sou o Dr. Prentice.
Comecei a pensar que talvez n�o aparecesse.
Pacientes foram deixados aqui, anos atr�s.
Bem, tenho estado ocupado. Ele est� bem?
e m�-m�-m�, e m�����...�
Ele est� muito feliz aqui, Sr. McKay.
A ignor�ncia � felicidade, certo?
Claro que todo mundo fica um pouco agitado em ter que sair.
Um atendente vai trazer Molly para baixo em breve.
No entanto, pensei que pud�ssemos ter uma pequena conversa primeiro.
�, com certeza.
- Ya, ya-yo - Ol�, Domingo.
Ainda sabemos bem pouco sobre a condi��o de Molly.
Cada paciente � �nico.
O modo como ela se relaciona
mesmo num n�vel emocional, sugere um certo retardo mental.
Em outros aspectos, ela � autista.
Mas, ela se tornou funcionalmente superior.
Por isso, com ajuda, ela deve ser capaz de se ajustar
a uma vida fora de uma institui��o como esta.
Ela tem at� pequenos talentos eruditos.
Eu sei, ela recita coisas.
Mas ela � praticamente n�o-funcional, certo?
Nos �ltimos anos, Sr. McKay
n�o gastou muito tempo com Molly.
Ent�o, o que preciso saber
s�o suas necessidades b�sicas e como efetu�-las,
- para ela ficar confort�vel e eu - Possa ter uma vida.
Obrigado.
Copiei a rotina di�ria. Molly se sente mais confort�vel com ela.
Rotina � muito importante para a Molly.
Vamos monitorar o progresso dela numa base di�ria,
ao menos, pelas pr�ximas semanas.
Lembre-se que, como muitas pessoas autistas,
Molly tem uma audi��o muito aguda.
Ru�dos altos podem ser extremamente dolorosos para ela.
Oi, Molly.
Molly, se lembra de Buck? Seu irm�o?
N�o.
N�o se lembra do Natal passado, Molly?
Te levei para uma caminhada.
N�o.
Bem, acho que devemos ir agora.
- Est� tudo bem, aqui vamos n�s. - N�o!
Sr. McKay, solte-a.
Posso falar com Molly? Sozinho? Por um minuto?
Posso?
Vem Molly, vem c�.
Quem � esse cara?
Sam est� conosco h� dois anos.
Tem uma severa incapacidade de aprendizagem.
Ele se comunica com Molly num n�vel que n�o compreendo perfeitamente.
� uma esp�cie de int�rprete dela,
seu anjo da guarda.
- Obrigado por sua ajuda. - Felicidades, Sr. McKay.
N�o hesite em ligar.
Esta � a casa, Mol.
- Oi, � Jennifer. - Babaca.
Vou trazer aquelas amostras amanh�, mas vou trabalhar at� tarde
ent�o, n�o sei a que horas vou chegar l�.
Beij�o!
Molly molhada.
Molhada!
O que � "molhada"?
Cal�as! Minhas cal�as molhada...
Dr. Prentice, o senhor n�o me disse que ela ainda se mijava.
Isso n�o fazia parte do acordo.
� uma rea��o � quebra de rotina.
Bem, por quanto tempo esta rea��o vai continuar?
Quanto mais cedo come�ar, mais cedo esse tipo de coisa vai parar.
Obrigado.
Muito bem, vamos. Certo,
Ent�o, vai tir�-la?
N�o.
Certo, o que � que eu vou fazer aqui?
Molly, vamos.
Molly?
Certo. Espere um segundo?
Molly com fome?
Sim, Molly com fome.
Gosta de pizza?
Molly gosta ervilhas.
N�o, n�o ervilhas. Pizza.
- Ervilhas! - N�o, pizza, v�?
Pizza.
Ervilhas!
Tanto faz.
Ervilhas!
- Ervilhas! - Molly, fique quieta.
Certo, a que horas come�a a apresenta��o?
Merda.
Merda.
Pensei que era �s 10h30m.
Prescott me disse que era �s 10h30m.
A que horas abre a creche?
Tudo bem, te vejo amanh�. Tudo bem? Tchau.
Pizza:
amido, farinha modificada,
tra�os de banana, inosinato diss�dico,
tomate, guanilato diss�dico.
Tenho comido isso?
Vamos, Molly. Buck est� atrasado.
Buck est� atrasado.
Buck est� atrasado.
Mol, cuidado. � escorregadio.
Vamos, Molly.
Oi.
Voc� � a pessoa no comando aqui?
- Sim, Joyce Leslie. - Joyce. Certo.
Sou Buck McKay, 16 � andar. Minha
assistente, Brenda, ligou pra voc� sobre Molly.
Sim, � claro. Molly est� aqui?
Sim. Ela est� bem aqui.
Ela tem a pr�pria bolsa,
e se precisar de alguma coisa, voc� tem meu n�mero.
Certo, ent�o. Tchau, Mol.
Sr. McKay, isto � algum tipo de piada?
- Sr. McKay? - Sim?
Isso � uma piada?
N�o.
Esta n�o � uma crian�a, Sr. McKay.
Eu sei, mas ela tem a mente de uma crian�a.
Sr. McKay, n�o estamos equipados para lidar com Molly.
Sinto muito. Adeus.
Desculpe.
- Molly, Molly, n�o. - Molly, n�o.
Me morda.
- O senhor est� atrasado, Sr. McKay. - Eu sei...
Sra. Duffy, esta � minha irm� Molly. Ela pode se sentar aqui, enquanto eu
Vamos, sente-se aqui. Vamos, sente-se.
Obrigado.
Molly, sente-se.
Estarei bem ali, certo? Voc� espera por mim.
N�o h� nada de novo na justaposi��o de
imagens contr�rias, mas, nesta campanha
a menina do hula e o esquim�,
o luau e o igl�
nos d�o as �nicas possibilidades c�micas para os pr�ximos anos.
Agora que ele se juntou a n�s,
deixem-me apresentar Buck McKay.
Buck?
Com licen�a.
Posso ajud�-la?
Molly com calor.
Calor.
Calor.
A campanha seguinte inverte a situa��o
e coloca nosso igl�
bem no meio de Redondo Beach.
Polar Pete's, tem seus sorvetes de saquinho l�
A esposa, Hula, ficou com marca de biqu�ni.
Possibilidades aqui para infinitas variedades.
Poder�amos ter um mai� diferente para cada praia
a leste e a oeste da ba�a de Wajamea.
Fora isso, eles v�m, Polar Pete's e
Molly com calor, Buck.
- Este � um pa�s fant�stico, ou o qu�? - Sim.
- O que aconteceu? Eu esta- - N�o fale.
Apenas vista ela.
Molly com fome?
Pizza!
Bren?
Voc� vai lev�-la pra comer pizza
e, depois, lev�-la pra casa.
Molly, estarei l� logo que eu puder, certo?
Meu Deus!
- Bom dia, Sharon. - Bom dia, Buck.
Ge�rgia.
O que � que h�?
- Um grande problema. - O que aconteceu?
Ice Cream Account foi para Beresford e Weir.
Prescott quer v�-lo.
Excelente.
- Eu coloco isso no arm�rio. - N������ooo!!!
Sr. Mckay
- Sr. McKay, eu. - Isso n�o � nada, Carmen.
N�o sei o que h� de errado com ela.
Falou com sua irm� sobre cuidar da Molly?
Acho que ela n�o faria isso.
Sei o que quer dizer.
Desculpe, Bren.
N�o h� problema.
- Oi, Molly. - Oi, Molly.
- Como foi? - Tudo bem.
Assistimos a cena do "Macaco Voador" de O M�gico de Oz, umas seis vezes.
Essa � uma das favoritas dela. Obrigado por isto.
Vou sentir sua falta.
Voc� � um bom chefe.
Voc� � uma boa mentirosa.
Certo.
- Tchau, Molly. - Tchau, Molly.
Bem, acho que � isso, hein?
Te vejo por a�.
Falei com o cara.
� um dos nossos patrocinadores
e pra ele tudo bem voc� trabalhar em casa. Escreva e copie.
N�o quero trabalhar em casa. Quero sair.
Entendo, mas, isso vai te dar suporte at� arrumar emprego.
Estou vivendo como um eremita.
E quando saio, me sinto culpado.
Est� tudo bem.
Olha, Molly, cachorro.
Olha os olhos dele, Molly.
Lindos olhos.
Molly, s�o brinquedos.
S�o brinquedos. N�o s�o reais. Est� tudo bem.
Tudo o que ela faz � "Canal de Surf".
Ou ela enfileira seus sapatos.
� como viver com Imelda Marcos.
E ela sabe. N�o est� completamente fora de si.
Sabe que eu estou surtando.
Molly,
tenho uma surpresa para voc�.
Molly?
voc� tem visita.
- Oi, Mol. - Oi.
Vou deixar voc�s.
Ela estava, lendo para mim.
Robinson Cruso�.
Seria bom se ela tivesse ideia do que se trata.
O senhor ficaria surpreso, Sr. McKay.
Olha, tenho um emprego no Instituto Kerrans.
- �? - Sim.
O Dr. Prentice me arranjou um emprego e,
na verdade,
ele est� convidando,
recomendando Molly para um de seus novos programas.
S�rio? Parece uma boa ideia.
Quero dizer, com sua permiss�o, � claro.
Mas, se eles,
bem, se acharem que ela � adequada,
ent�o eles v�o tir�-la de suas m�os
por um tempo, em todo o caso.
Eu sei. � dif�cil, Sr. McKay.
De qualquer modo, ela ir para o programa � um pouco de interesse meu.
Tenho dificuldade de aprendizagem.
Talvez por causa disso
estamos, meio que, na mesma onda.
Quando ela l� para mim,
eu vejo as palavras
bem aqui na minha frente.
H� uma pessoa real ali, Sr. McKay.
Ela quer sair.
INSTITUTO KERRANS
- Sr. McKay? - Sim.
- Sou a Dra. Brookes. - Ol�.
Ol�, Molly.
Ol� Molly.
Discuti o hist�rico de Molly detalhadamente com o Dr. Prentice.
Certo, ele disse que ela era uma candidata ideal para este programa.
Bem, precisamos determinar isso com nossa pr�pria s�rie de testes.
Sabe, Dra. Brookes, Molly tem alguns talentos extraordin�rios.
Os testes incluem uma s�rie de PET scans do c�rebro de Molly.
Portanto, preciso preencher alguns formul�rios.
Com certeza.
Fazemos uma pequena incis�o no cr�nio, bem aqui.
Com uma sonda,
transplantamos um conjunto de c�lulas geneticamente modificadas,
esperando restaurar a �rea dormente do c�rebro para utiliza��o parcial.
E ela seria capaz de, sabe, como
cuidar de si mesma, por exemplo?
Isso � uma possibilidade concreta.
Mas, h� sempre um risco
em qualquer opera��o e,
com o c�rebro, os riscos envolvem
paralisia, derrame cerebral, fun��es motoras.
Eles s�o raros, mas acontecem.
Qu�o raros?
Talvez 6% dos casos.
Seis por cento?
Isso saiu do controle.
Posso ser um babaca ego�sta, mas voc� � minha irm�.
- Babaca ego�sta. - Isso � quest�o de vida ou morte, Mol.
- Est� feliz parte do tempo, n�o? - N�o!
Estou querendo isso para mim, s� porque estou um pouco incomodado?
Mas seria te dar uma chance de, sabe, ter uma vida melhor.
Oi, Susan.
Oi, Molly.
Pode se despir atr�s do biombo.
VOC� PODE CONFIAR NO SEU NAMORADO?
Ali est� ele.
Ei, cara. Quais s�o as informa��es?
- Ainda est�o operando. - Como voc� est�?
N�s vamos ficar aqui fora, certo?
- Est� tudo bem? - Sim, ela est� bem.
Como vai indo?
"Ai", n�?
Dra. Brookes!
Dra. Brookes!
O que est� havendo? O que est� acontecendo?
- Lorezepam, fenito�na, dois-em-um. - Entendi.
Sr. McKay, saia daqui, por favor.
Obrigada.
Lita, gostaria de ver o Dr. Simmons aqui.
Dr. Simmons, equipe da UTI. Dr. Simmons, equipe da UTI.
Est� tudo bem, Molly. Vai ficar tudo bem.
Acabei de sair do trabalho.
- Ela teve algum tipo de convuls�o. - �, eu ouvi.
Mas vai ficar bem.
O que te faz ter tanta certeza?
Sr. McKay, �s vezes tenho uma sensa��o das coisas
e sinto que algo extraordin�rio vai acontecer.
Sr. McKay?
Ela est� descansando agora.
N�o temos ideia do que causou essa rea��o.
Bem, isso soa familiar.
Ela est� bem agora.
Ela poderia ter morrido, certo?
N�o vou dormir com voc�.
N�o estou pensando em qualquer um de n�s dormir muito.
E eu, certamente, n�o vou dormir nessa cama
N�o sem dar uma boa ventilada no colch�o.
Oi.
Eu dormi no sof�. Pode perguntar a Fiona.
Est� certo. Eu vou.
Fiona!
- Molly, pronta para mais testes? - N�o!
Nossas proje��es mostram que
o ponto vermelho devia ser do tamanho de uma moeda de dez centavos.
Receio
que as c�lulas enxertadas n�o reagiram.
Ent�o, o que acontece a seguir?
Gostar�amos de tentar novamente
...numa localiza��o ligeiramente diferente.
Est� falando s�rio?
Sim.
Depois do que aconteceu?
Estamos quebrando fundamentos.
Aprendemos muito.
Perfurando cabe�as humanas como se fossem de ratos de laborat�rio.
Minha irm� quase morreu.
N�o vou deix�-la passar por algo assim novamente.
Filho da puta.
Filho da puta.
- Maldito, filho da puta! - Maldito, filho da puta!
- Filho da puta! - Filho da puta!
- Molly com frio. - �, sei disso, Molly.
- Molly com frio. - Molly, sei que est� com frio
mas o carro n�o pega, certo?
- Molly com frio. - Vamos l�, seu filho da puta.
Quer calar a boca? Cale-se, Molly! Porra, eu n�o consigo ligar
Apenas cale a boca!
N�o.
N�o.
N�o.
Sinto muito, Molly.
Sinto muito.
Sinto muito...
Em algum lugar sobre o arco-�ris.
P�ssaros azuis voam
P�ssaros voam
sobre o arco-�ris
Por que, ent�o,
por que...
eu n�o posso?
- Nada de bom, n�, Mol? - Nada de bom, n�?
Vamos passear.
- Quer ir passear? - N�o!
N�o h� nada de errado com seu aparelho de televis�o.
N�o tente ajustar a imagem.
Estamos controlando a transmiss�o.
Voc� est� prestes a experimentar o temor
e o mist�rio, que v�m da mente interior para
os limites exteriores.
O que voc� acha?
Parece que a Via L�ctea apenas caiu do c�u,
n�o �, Mol?
Quatro milh�es, 800 mil,
302.
O qu�?
Estrelas.
Aqui est�.
A lista. A "sua" lista.
- Consegue dizer "lista"? - N�o.
Tudo bem, n�o precisa.
Beleza, o plano �: enquanto procuro emprego,
voc� se torna autossuficiente.
- Legal, n�o? - N�o.
Quente!
�. Certo.
Esta � uma lista de coisas que precisa aprender. Entendeu?
- N�o. - Boa.
Como pode ver, dividi pelas coisas b�sicas.
Temos higiene pessoal, recrea��o e comer.
Agora, cada vez que completar uma tarefa,
marcamos na caixa ao lado, est� vendo?
N�o!
Agora, quando tiver todas as caixas marcadas,
vai viajar no barco do Buck.
Vamos tentar. Certo.
- Qual � seu nome? - Molly!
Isso � fabuloso!
Est� vendo? Agora
vou fazer uma grande marca vermelha
na caixa, ao lado de
DIGA SEU NOME QUANDO PERGUNTADO.
Certo, a pr�xima.
Onde voc� mora?
- Aqui! - Absolutamente correto,
mas, precisa aprender seu endere�o para ganhar uma marca.
Amarrar os sapatos? Isso est� ficando um pouco
- N�o! - Sim! Amarrar os sapatos.
Certo. Amarrar os sapatos � o que vai ser.
Certo, voc� pega as duas pontas
e faz o incrivelmente dif�cil e, desafiador n�.
- Molly tenta. - Molly...
Certo, fez o la�o. Bom. O que faz depois?
D� a volta no la�o. Lembre-se:
ningu�m conseguiu fazer isso na primeira tentativa.
Certo, tente de novo, de novo.
O que fazemos primeiro?
- Tentaremos amanh�, tudo bem? - N�o.
V� para a cama. Durma bem.
As coisas maravilhosas que ele faz
Estamos longe para ver o m�gico
O maravilhoso M�gico de Oz
Vai! Agora, salte!
Estamos longe para ver o Wizard O maravilhoso M�gico de Oz
Sr. McKay!
Vai l�, dance.
Vai l�.
Molly...
Molly.
Cacete...
Meu nome �
Molly McKay.
Moro na Av. Mildred N� 200, Venice, Calif�rnia,
CEP 90291.
Se olhar para a �ltima imagem, isso � de agora.
E n�o t�nhamos ideia de crescimento celular nessa quantidade.
Sou um pouco inst�vel.
Ela disse, com um largo sorriso de Cheshire.
Tantas rachaduras na minha cal�ada, menino.
Bem, n�o caia nela.
Ela disse que eu estava nua e sem pudor
E que estava descascando as camadas como
Uma menina-cebola
N�o tente me salvar, apenas fique longe
Porque eu poderia fazer voc� chorar
Como uma menina-cebola
Acho que vai chover.
�, est� ficando mais escuro a cada minuto.
�, est� ficando mais escuro a cada minuto.
- Isso foi um clar�o de rel�mpago? - Isso foi um clar�o de rel�m--
Rel�mpago?
Clar�o de
um rel�mpago.
Rel�mpago.
Mas eu n�o precisava de nenhuma dessas precau��es,
pois nunca um homem teve um servo mais fiel, amoroso e sincero
do que Sexta-Feira foi para mim.
Sem paix�o, mau humor, ou projetos.
Perfeitamente compelido e comprometido.
Suas afei��es ficaram amarradas a mim
como as de uma crian�a a um pai.
E ouso dizer que ele teria sacrificado sua vida
para salvar a minha, em qualquer ocasi�o que fosse.
Ol�, Buck.
RODA PAC�FICA
Por que colocam pessoas que morreram no ch�o?
- Pessoas mortas. - Pessoas mortas.
� um ritual religioso.
- H� um monte de pessoas no mundo. - Sim.
Bem, se todos morrem, ent�o,
o mundo vai ser um grande cemit�rio.
Esse � um bom ponto de vista.
Algumas pessoas s�o cremadas.
- Cremadas? - Queimadas.
Est�o mortas. N�o d�i.
Como sabe?
� uma boa pergunta.
Gostaria de saber como eles est�o.
�, dizem que est�o em um lugar melhor agora.
O ch�o n�o � um lugar melhor, Buck.
Sabe, antes,
eu morava num hospital.
Bem, era mais uma casa.
�, para pessoas como eu.
E voc� esperou at� que tivesse um lugar
e, ent�o, foi me buscar?
Sim.
Veja, a "casa" funcionava com dinheiro do governo.
E um dia o governo decidiu fech�-la.
Acha que eles podem nos sentir deitados?
Talvez.
Estou feliz que estamos saindo.
- �! - �!
Estou mudando.
Tenho todas essas emo��es que realmente n�o entendo.
H� algumas coisas que queria falar com voc�.
Que coisas?
Estou ficando mais esperta a cada minuto.
Isso n�o � nada para se preocupar.
- Estou lendo um monte de livros. - Isso � uma coisa boa.
Meu vocabul�rio est� crescendo exponencialmente.
- Boa palavra! - Obrigada.
O que � um boquete?
� aqui mesmo.
Ei, batedor! Segura!
- Vai, Dodgers! - Vai, Dodgers!
Vamos, baby!
Vamos, baby!
- Alta-dentro. - Alta-dentro.
- Est� com fome? - Sim.
- Certo, fique aqui. - Espere.
- Ainda n�o entendi o jogo. - Certo.
V� aquele cara ali? Ele joga a bola para o cara bem ali
que tenta atingi-la com o bast�o.
- O bast�o. - E se ele atingir,
tem que correr para a base,
antes que joguem a bola nela.
E se ele a tocar antes da bola chegar, est� salvo.
- Salvo. - Salvo.
Salvo do qu�?
De estar fora.
Fora do qu�?
Vou explicar quando voltar.
� um jogo estranho, Buck,
mas eu gosto.
Isso a�!
Vai, baby!
Salvo!
Seu burro idiota! Ele estava fora por muito!
- Sente-se! - O homem deixou a bola cair!
- Tem bin�culos na bunda? - N�o.
- � algum tipo de retardada? - Sou uma retardada irregular, e voc�?
- Espertinha. - Uma espertinha retardada.
N�o estou familiarizada com isso.
O que est� acontecendo?
Estou tendo uma discord�ncia com aquele espertinho retardado.
Olha pra eles.
Cara, gostaria de ouvir o que eles est�o dizendo.
Vamos. O que est� acontecendo?
Quem � voc�? Ray Charles? Ele estava fora por 3 metros.
Ele estava fora por 3 metros.
Ele deixou a bola cair, ot�rio.
Ele largou a bola, ot�rio.
- 3 metros! - Voc� deixou a bola cair.
Sai da minha frente!
N�o, sai voc� da minha frente!
Seu h�lito cheira a porta de banheiro de barco pesqueiro de atum!
Meu Deus!
Esta � a melhor parte do jogo at� agora.
Foi um grande jogo.
- Voc� me traz junto? - Com certeza.
Voc� � o melhor irm�o do mundo todo.
Gostaria de acordar com voc� de manh�,
sentir a barba no seu queixo,
sua respira��o quente contra minha bochecha.
- O qu�? - Somos irm�o e irm�.
Ent�o?
Vamos falar sobre isso mais tarde.
Irm�os e irm�s n�o podem se casar.
Por que n�o?
Porque essa � a maneira como as coisas s�o.
Por qu�?
H� raz�es cient�ficas.
Pessoas com os mesmos genes n�o podem,
n�o podem mistur�-los.
N�s n�o temos os mesmos "jeans"
ou mesmo usamos os mesmos "jeans".
� um significado diferente. � G-E-N-E-S.
- � totalmente diferente. - Eu sei disso, ent�o.
Os genes fornecem o esquema para aquilo que os organismos se tornam.
De onde tirou isso?
Li um monte de livros cient�ficos.
Como Jackie Collins.
Ent�o,
o que, irm�os e irm�s podem fazer, se
eles se gostam muito?
Eles podem ser amigos por toda a vida.
Isso � tudo?
Isso � muito.
Como � que n�o �ramos amigos antes?
Acho que n�o nos conhec�amos t�o bem.
Quer dan�ar?
N�o. Este n�o � um lugar onde se dan�a.
Claro que �.
Molly!
Molly, sente-se.
- Vamos. - Molly.
Vamos. Sente-se.
- Dan�a comigo. - N�o.
Corrida at� a porta!
Estou bem atr�s de voc�!
- Cuidado. - Eu ganhei.
- Oi, Molly. - Ol�, Jim.
Sr. McKay, a Dra. Brookes queria v�-lo quando chegasse.
Obrigado, Jim.
- Voc� me enganou. - Eu n�o te enganei.
- Tchau. - Boa noite.
Oi.
- Ela devia estar na cama �s oito. - Sim, fiquei preso.
Ela me pediu para casar com ela.
- O que voc� disse? - N�o.
Pare com isso, Buck. Isso n�o � engra�ado.
Esta � a primeira vez que algu�m passou por algo assim
e n�o temos ideia de como ela vai reagir a todos os est�mulos.
N�s apenas temos que levar as coisas muito lentamente.
Sinto muito.
Ela � maravilhosa.
Quero lhe agradecer por
t�-la me dado.
Obrigada.
Pela primeira vez na minha vida, me sinto
aben�oado, eu acho.
Obrigado.
Voc� n�o disse como foi hoje.
N�o sei o quanto ela se lembra.
Pergunte a ela.
Isso � uma an�lise completa dos componentes do sangue, certo?
Est� certo!
Onde descobriu isso?
Em todos os livros daqui.
Agora, quando os reproduzo, posso finalmente entend�-los.
O que quer dizer com "reproduzir"?
Eles s�o como v�deos.
Onde leu todos esses livros? Onde voc� ficava?
Cada livro da prateleira do Dr. Prentice.
Se divertiu com Buck na noite passada?
Sim, me diverti. Obrigada.
O velho quarto 306.
Ol�, Lauris.
O que voc� est� fazendo aqui, James?
O que acha que ele est� fazendo a�, Lauris?
Adivinhando seu peso?
Ol�, Molly. Quer ir �s compras?
- N�o, n�o posso. - Certo.
- Vai sair? - Sim, vou sair com Sam.
- Pare�o estranha? - N�o, parece bem.
- Deixe eu dizer uma coisa. - O qu�?
Bem,
Vou tirar esses c�lios fora.
- Por qu�? - Porque voc� j� tem c�lios,
e eles s�o perfeitamente lindos do jeito que s�o.
Molly, o prop�sito da maquiagem � acentuar seus pontos fortes.
Mas, eu n�o tenho nenhum ponto forte.
- Sim, voc� tem. - N�o, meus olhos s�o muito juntos.
- Pare�o um babu�no. - Voc� n�o parece um babu�no.
Sim, pare�o, pare�o.
Eu os vi na TV. Provavelmente meu tatarav�.
Por que diz isso?
Porque somos descendentes deles, n�o �?
Acho que ter�amos bundas grandes, que cresceriam mais
quando quis�ssemos fazer sexo.
Nossas bundas tendem a ficar maiores,
mas n�o s� quando queremos fazer sexo.
Infelizmente... Certo, isso est� �timo.
Meu Deus! Ele est� adiantado!
Entre.
- Oi, Dra. Trehare. - Oi, Sam.
Molly est� aqui?
Sim! Ela est�...
Por que voc-- Por que n�o, se senta?
Beleza.
"E O VENTO LEVOU" EDI��O DE LUXO
Uau, Sam,
o que voc� est� fazendo aqui?
Pensei que �amos fazer uma caminhada.
Sim, acredito que voc� esteja correto.
- Desculpe.
- Sam? - Sim?
Voc� gosta de mim?
Sim.
Sim,
eu gosto de voc�.
Bem, ent�o, porque voc� nunca
me beija?
Bem,
eu...
Sabe, quando as pessoas se gostam, deveriam se beijar.
�.
Acho que sim.
- Sei como fazer. - Sabe?
Sim.
Bem, sei como. Eu sei disso.
Quer fazer?
Bem, quero dizer, n�o � que eu, qu--
Espere. Certo.
- O qu�? - Nada.
- Molly? - O qu�?
E que...
Deixe eu ir trabalhar.
- Tchau. - Te vejo.
Te vejo.
Tchau.
- Sam? - Sim?
- Voc� est� bem? - Sim, estou bem, Dra. Brookes.
S� um pouco... ansioso, s� isso.
Scarlett te fez fugir, hein?
Est� tudo bem, tudo bem.
�, est� saindo.
Um pouquinho de batom.
Al�?
Jackie Collins est� certa, sabe?
H� uma epidemia em curso.
De qu�?
O namorado de Beverly dorme com metade das mulheres da cidade,
e Susan est� te traindo com Sam.
O qu�?
- Ol�, Molly. - Ol�, Molly.
Tem algo errado? Um problema?
Problema.
Algo precisa ser arejado?
A �nica coisa que precisa de ar � seu colch�o!
- Molly, o q-- - Acha que n�o sei?
Fique longe dele, sua vadia!
- Molly. - N�o basta.
prender meu irm�o num relacionamento sem sentido?
- O qu�? - Se eu te vir perto do Sam de novo,
- juro por Deus. - Molly, voc� est� com ci�mes.
- N�o estou com ci�mes! - Est� bem.
� uma emo��o adolescente normal.
N�o sou uma adolescente!
Sou uma mulher de 28 anos de idade!
Deus, por que n�o entende isso?
Por que n�o entende isso?
Molly? Molly, est� tudo bem.
Todos passamos por isso.
Me senti como antes.
Antes?
Antes de voc� consertar meu c�rebro.
E tinha uma casa
Ya, ya, yo
Com um m�-m� aqui
- E um m�-m�...m�������. - Ol�.
Ol�, Domingo.
- Obrigada, Sam. - Claro, Janet.
- Oi. - Oi.
- Desculpe por ontem. - Eu tamb�m.
- �. - Eu tamb�m.
Sei que fui um pouco estranha.
N�o, eu fui.
S� espero n�o fique estranho entre n�s.
N�o.
Quer dizer, ainda somos n�s, certo?
�.
Aconte�a o que acontecer,
quando voc� estiver pronto. N�o agora.
N�o!
Quando se sentir pronto, ent�o, pode me beijar.
Voc� vai me beijar de volta?
Com toda certeza.
A que horas sai?
14h00.
Quer ser meu par?
Sim.
Que bom.
- Tchau. - Tchau.
O "Fruto Proibido", eu acho.
- Voc� cheira como um animal. - Obrigado.
Estes s�o tipos mais jovens de perfume.
Voc� gosta?
Bem, essa � toda a nossa gama.
Qual deles voc�s gostaram mais?
N�s vamos
pensar sobre isso.
Obrigado.
Olhos,
vejam seu passado.
E l�bios,
Voc�s, portas da respira��o,
selados com um justo beijo.
Um pacto sem fim para a cativante morte.
- N�o! - O qu�?
Romeu, pare! Ela est�,
est� dormindo. N�o est� morta.
Est� s� dormindo! Pare!
Julieta, acorda! Acorda!
Julieta, acorda!
Viu? Ela est� bem.
- Jeff, pode nos dar uma m�o aqui? - O que est� fazendo?
Sai daqui.
- Eu peguei. - Est� tudo bem.
Ela quase tirou meus dentes fora.
Voc� est� bem?
- O que est� errado? - Voc� est� bem?
Est� tudo bem, n�s a pegamos.
No come�o eu sabia que era uma pe�a,
mas, tornou-se muito real.
Adoraria estar apaixonada daquele jeito.
- Voc�, n�o? - Com certeza!
T�o ardente!
Aqui ningu�m nunca diz como se sente sobre qualquer coisa.
Quer dizer, olha aquelas pessoas l�.
N�o disseram uma palavra um ao outro, desde que se sentaram.
Olhe para eles!
Obviamente est�o zangados um com o outro.
Por que n�o dizem algo?
S� gostaria que pudessem gritar.
Se todos gritassem quando quisessem, o mundo seria uma casa de loucos.
Pelo menos seria mais honesto.
- Senhor? - Quero os
mexilh�es e os tornados.
Mal passado.
Senhora?
Molly. E qual � o seu nome?
Richard. J� escolheu?
Vou querer bolo.
Bolo de chocolate e depois torta de lim�o.
E para come�ar?
Vou querer bolo de chocolate
e depois torta de lim�o.
Senhor?
- Senhor? - Sim?
Seu pedido.
Eu gostaria de um caf�.
E?
Preto.
Certo.
Sam, n�o est� com fome?
Estou morrendo de fome.
Caf� est� bem. Obrigado.
Sam, est� tudo bem. Voc� � meu convidado, s�rio.
Sei que os pre�os s�o ultrajantes,
mas � por isso que fa�o as coisas que fa�o.
Para que possamos vir a lugares como este.
Pode pedir.
Caf� vai estar bem para mim, obrigado.
Certo.
Molly,
alguma coisa errada?
Havia apenas um sil�ncio.
Gritei por todos n�s.
Sam n�o quer nenhuma comida.
Achei o Romeu lindo.
Sim, e a Julieta era, nada mal tamb�m.
Que tal estas?
- Meu Deus! Sam, pegue aquela! - Certo!
Elas n�o podem respirar fora da �gua!
- V� para longe de mim! - Por favor, volte para sua mesa.
Elas est�o sufocando!
Voc� est� bem, Sam?
Audrey, poderia ajudar, por favor?
Vamos pagar pela lavagem a seco desse vestido.
- Vou beber a isso. - Aquelas lagostas vivem num tanque.
S�o animais de estima��o de algu�m.
Por que voc� comeria animais de estima��o de algu�m?
Bem, Molly, n�o penso dessa forma, mas vou
tentar fazer melhor da pr�xima vez.
Obrigada.
Buck, dan�a comigo?
Por que n�o?
Sam dan�a bem, hein?
Sam � �timo.
Gostaria dele como cunhado?
Eu ficaria honrado.
Bom.
Vai ter que me deixar ir embora.
O pai diz que est� bem.
Pai?
�.
Converso com ele em meus sonhos. N�o est� mais no ch�o.
Uma vez morto,
pelo menos n�o se fica mais velho.
Isso � uma coisa boa.
- Tem certeza que quer ver isso? - Sim, tenho.
FELIZ ANIVERS�RIO MOLLY
Querido, quer vir dar seu presente para Mol?
Buck!
Buck?
- Venha, Buck. - Vamos, docinho.
� delicado e suave.
Adivinha o que �, Mol?
Isso para a Mol? Me pergunto o que �.
O que � isso? Docinho!
� um coelho, Mol.
Querida, olha o coelho!
Olha que coelhinho macio.
� o coelhinho mais lindo.
Buck, venha para a mesa. Vamos.
No mundo de onde eu venho
nada � previs�vel.
E �s vezes tudo se amontoa em voc�.
Ent�o, voc� tem que se curvar sobre algo pequeno,
certo e seguro.
No mundo de voc�s
quase tudo � controlado.
Mas, para n�s, � tudo misturado.
E �s vezes, voc� s� tem que gritar.
Ent�o, as pessoas olham para voc� de modo estranho e
falam de voc� como se n�o estivesse l�.
Mas,
voc� sempre sabe o que elas est�o dizendo.
Elas ficam muito chateadas quando voc� grita.
Mas, muitas vezes, eu sei que elas mesmas gostariam de gritar.
Penso que � o que eu acho mais estranho sobre este mundo.
� que ningu�m nunca diz como se sente.
Elas se machucam,
mas n�o gritam.
Est�o felizes,
mas, n�o dan�am,
ou pulam por a�.
E elas est�o com raiva,
mas quase nunca gritam,
porque se sentiriam envergonhados e,
nada � pior que isso.
Ent�o, todos n�s andamos de cabe�a baixa e
nunca olhamos para cima e vemos qu�o bonito � o c�u.
Ent�o, o que est� acontecendo?
Seu sistema imunol�gico est� atacando o crescimento de novas c�lulas.
N�o � algo que esper�vamos,
porque se originou do seu pr�prio material gen�tico.
O problema � identificar um supressor que vai desligar essa parte
do sistema imunol�gico, no prazo que temos.
Bem, por que n�o desliga a coisa toda?
Ela morreria de frio em uma semana.
Voc� fez essa coisa com Molly, n�o fez? Voc� fez ela ser uma pessoa.
O que, exatamente, est�o dizendo?
H� uma possibilidade
de todo o processo se reverter completamente.
Isso � loucura,
digo,
ela n�o vai voltar ao que era.
Temos que trabalhar nisto e temos que parar essa coisa.
Havia sempre a possibilidade disso acontecer, Buck
e voc� sabia disso.
N�o sabia que ia criar uma pessoa totalmente nova e apenas desistir dela.
Ela sempre foi uma pessoa, Buck.
Quando vamos contar isso para Molly?
Acho que ela sabe, � o que parece.
Acho que ela sabe h� um bom tempo.
Senti algumas coisas, mas foi apenas nas �ltimas semanas.
- Por que n�o disse nada? - N�o sei.
Acho que estava com medo.
Mol,
voc� n�o est� regredindo.
N�o vou deixar voc�.
Voc� est� aqui e � minha irm� e
vamos passar por isso juntos.
N�o vamos?
- N�o sei. - N�o.
Vamos vencer esta coisa.
Estou t�o assustada.
Estou realmente com medo.
N�o quero voltar.
N�o quero perder tudo isso. N�o quero perder voc�.
- N�o vai me perder. - Sim, vou.
Voc� tem que ir e encontrar outra pessoa.
- Voc� tem. - N�o, Mol.
- Sim, voc� tem. - N�o vai ser diferente
- de como era antes. - N�o.
Voc� viu como eu sou agora. Voc� sempre vai estar pensando nisso.
Sempre vai estar pensando como eu poderia ter sido.
- N�o, n�o vou. - Sim, voc� vai.
- N�o. - Sabe por qu�?
Porque eu sempre saberei que � voc�,
n�o importa o que aconte�a.
Vamos, Mol.
- Acho que n�o posso fazer isso. - Sim, voc� pode.
Vamos.
Est� pronta? Sente-se aqui.
Certo.
Apenas pedale, t� bom? Coloque os p�s aqui.
- Seu guid�o a�. S� pedale. - N�o.
- Vamos, Mol. - N�o.
Mol, voc� andou de bicicleta ontem. Voc� pode fazer isso.
Certo?
Vamos. Sente-se aqui.
Vou te dar um empurr�o inicial, certo? A� voc� s� mant�m o equil�brio e pedala.
- Tudo bem? - N�o.
Voc� pode fazer isso. Est� pronta? Vamos.
- N�o! - Vamos, vamos.
- Vamos. - Pedale.
Pedale, vamos. Voc� pode fazer isso.
Mantenha seus p�s nos pedais.
Molly, voc� est� bem?
Molly?
Voc� est� bem? Voc� est� bem?
Vamos.
- Estou bem. - Vamos tentar de novo.
Voc� fez isso ontem. Voc� pode faz�-lo.
- N�o pode for��-la. - Sim, voc� pode!
O que est� fazendo, pelo amor de Deus?
- Ela vai andar nessa bicicleta! - O que est� tentando fazer?
- Ela caiu! - N�o vou deixar isso acontecer!
Ela n�o vai voltar a ser um vegetal!
Sam?!
N�o diga isso, Buck. N�o diga isso sobre ningu�m.
Sinto muito sobre l� fora.
Buck,
sabe quando voc� costumava vir me ver a cada Natal?
Voc� me trazia uma caixa de doces a cada ano.
Bem, num ano, voc� me trouxe um chap�u.
Era um chap�u de palha amarelo com fitas.
Eu amava aquele chap�u.
Mas ele voou na primeira vez que me levaram � praia.
Ele navegou pelo c�u.
No Natal seguinte,
voc� me trouxe outra caixa de doces.
Se lembra disso?
Claro que sim.
Eu esperava voc� vir o ano todo.
Quando a m�e e o pai morreram, voc� nem mesmo
parecia saber o que havia acontecido.
Voc� ainda fala neles, como se estivessem por a�.
Talvez estavam.
Eu tinha 17 anos, Mol.
Todos aqueles anos em que eles, cuidaram de voc�,
eu s� ia para o meu quarto.
Quando eles morreram, eu n�o sabia quem voc� era.
Eu mal sabia como cuidar de mim.
Eu sempre quis que voc� trouxesse seus amigos em casa.
Eu queria conhec�-los.
Eu n�o queria que as pessoas vissem voc�.
Nunca disse a ningu�m que eu tinha uma irm�.
Eu ainda serei eu, Buck.
Serei uma pessoa tanto quanto sou agora.
Apenas serei diferente.
Oi.
Est� ficando bom. Voc� trabalhou muito.
Vou levar para experimentar em duas semanas.
Ver se flutua.
Precisa de tripula��o?
Queria dizer que encontramos um bom lugar para Molly.
� uma esp�cie de casa de recupera��o.
Ela vai se mudar no final da semana.
Todos vamos sentir falta dela.
Mas, poder vamos visit�-la.
N�o sabia se estaria aqui, ent�o, escrevi o endere�o.
Tenho certeza que ela quer ver voc�.
Ela sabe quem era eu?
Bem, n�o saber� at� que v� v�-la.
Obrigado.
� realmente perto.
- Voc� gostou quando fomos l�. - N�o.
Tem aqueles jardins enormes.
Voc� poder� ajudar a colher todos os lim�es e laranjas.
Vou te ver todos os dias, Mol.
Vamos escalar todas as �rvores do pomar.
Vou te dar carona para a nova casa.
Tudo bem, Susan?
Claro.
Consegui um emprego, Sus.
N�o � grande coisa, mas, posso pagar minhas d�vidas.
Tomaram meu outro carro.
Eu estava indo com a Molly, se est� tudo bem.
Sam, Molly vai Buck.
�.
Molly vai Buck. Certo.
At� mais.
E
vou precisar daquela tripula��o,
se ela ainda estiver dispon�vel.
Ela est�.
Pensei em pararmos no caminho.
- Molly vai Buck? - Sim.
Ent�o,
o que acha do novo layout, Mol?
Bom?
N�o.
- Este � o lugar certo para a cama? - N�o.
Tenho seus cart�es.
Temos uma luz agrad�vel aqui. V� essa luz?
Tem o suficiente para se entreter a�?
N�o.
E
tenho, Carmen vindo todos os dias.
Ela quer que voc� d� aulas de dan�a para ela.
N�o.
Espero que Sam venha e fique de vez em quando.
Sam.
Ent�o, este lugar
vai ser bastante familiar,
se voc� quiser se juntar a ele.
Ol�, Buck.
Oi, Molly.
Legenda: Drummer
Revis�o e Corre��o: Hisok4
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