All language subtitles for Baghdad Central - S1 E4 Episode 4.pt-PT.4

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Original subtitles

O que tu propuseste, creio eu, foi uma cabala.

ANTERIORMENTE

Sawsan!

Poderia bater �s portas

e fazer perguntas que tu nunca pudeste. Nunca.

Da �ltima vez ainda fazia dinheiro com raparigas.

Conhece-lo?

N�o.

O teu processo, Muhsin...

... que � desta grossura e detalha todos os teus crimes...

... foi para o ex�rcito dos EUA.

E esta � a caravana do Temple.

BAGHDAD CENTRAL

Vamos!

Vai!

Ex�rcito dos EUA. M�os ao ar!

No ch�o!

Ex�rcito dos EUA. Mantenham a calma!

Sabemos que esta � a casa da Sanaa Hussain! Ela que apare�a!

Sanaa Hussain, saia agora!

Todos os homens aqui, mostrem-se!

J�!

Se faz favor!

Vejam as traseiras!

Porque n�o podes ajudar o meu irm�o?

O teu filho. Para qu� incomodar a m�e que est� doente?

Sawsan, devias ter ido para a escola. Vais chegar atrasada.

Est�s com medo, Baba?

Medo de lutar pelo teu filho?

A minha filha est� morta e n�o h� nenhum homem nesta casa, nem um.

N�o t�m respeito, nem cora��o?

Senhor, esta casa est� de luto.

Ela diz que a filha acabou de morrer.

- Sanaa? - Sim.

Pergunta-lhe como ela morreu.

Quero que confirme se est�o de luto pela Sanaa Hussain e pergunte como ela morreu.

Diz!

Perdoe-me, Senhora.

A sua filha era muito nova.

Como � que ela morreu?

A fotografia.

Esta � a sua filha, certo?

Posso ver?

Se lhe mostrar as fotos vamos deixar-vos em paz.

Esta � a sua filha Sanaa, certo?

Sim.

E esta, eu sei que � Zahra Boustani.

Quem � esta rapariga?

Como se chama?

N�o sei.

N�o sabe.

Lamento a vossa perda.

D�-lhes dinheiro para repararem a porta. Vamos.

O que � isto...

... vais sair de casa?

Isto � para ti...

... por teres cuidado deste saco e da minha pistola.

O que tem a mochila?

Mais d�lares.

� uma mochila muito pesada.

E confia em mim?

Sim.

Seria uma quest�o de dias.

Se alguma coisa me acontecer...

... ou quando eu disser...

... vais dar a mochila ao meu cunhado, Nidal Faraj...

... nesta morada.

� prov�vel que lhe aconte�a alguma coisa?

� a vida.

Aqui, pare aqui.

Fique com o troco.

Sou amiga do Amjad, Sanaa e Zahra.

H� uma rapariga que te quer ver.

Est� vestida indecentemente.

Fizeste novos amigos.

Alguns v�m de todas as partes do mundo.

Fazer o qu�?

Lutar...

... pela liberdade.

Seremos treinados. Organizados.

Olham para mim como se n�o pertencesse aqui.

Olham para ti porque tens o cabelo descoberto. � a maneira deles.

E esta � a minha.

Falas de lutar pela liberdade...

Liberdade de quem?

Sawsan, foste embora.

Fui embora porque levar o Kibbert foi um erro!

A fam�lia da Sanaa est� destro�ada.

Mas agora estou de volta.

Estou desapontado por n�o confiares em mim.

Isto d�-te 15 minutos dentro do armaz�m do Fadhil, n�o mais.

H� muitos homens que agora querem o que Fadhil tinha.

Homens perigosos.

Eu rezei...

... para que a Sawsan ainda estivesse viva.

Deus � bom.

Ele estava com uma arma.

Crescem t�o depressa.

A disparar contra os mercen�rios.

Tens de a ir buscar, traz�-la para casa.

E se ela foge outra vez?

Vejamos at� onde ela pode correr com uma perna partida.

Fadhil tornou-se rico...

... mais poderoso talvez?

Sim.

Desde a ocupa��o.

Recentemente, ouvi dizer que ele ficou rico em d�lares... em d�lares americanos.

Alguma coisa?

Esta morada...

... esta casa.

Foi onde o Fadhil foi morto.

Porra!

Khafaji.

Posso juntar-me a ti?

Est�s com bom aspeto, inspetor. Muito oficial.

Bagdad j� se sente mais segura.

Tens alguma coisa para me dizer?

- Sobre Fadhil Al-Bakr? - Sim.

O cart�o de visita pertence aos mercen�rios, como podes ver.

A morada � da casa onde o Fadhil foi morto.

O pr�prio Fadhil Al-Bakr n�o era um rebelde.

Era um criminoso que tinha liga��es com o Hamilton Baker.

E, creio eu, com o Frank Temple.

� a casa do Temple. Ele deveria ser interrogado, questionado.

Facto.

O Temple n�o matou o Kibbert.

Mas foi respons�vel, creio eu.

Porqu� trazer o Kibbert para um abrigo da Coliga��o?

Porqu� escond�-lo dentro da casa?

Porque n�o pendur�-lo num poste para que o mundo veja?

Foi um aviso. Um aviso ao Temple.

Que acabou de chegar e est� a vir para aqui.

Frank.

Aqui o seu homem, vai passar o dia comigo.

O Inspetor Khafaji tem trabalho a fazer.

- Para mim, sim. - N�o, na secret�ria dele.

� meu empregado, trabalha para o meu departamento.

E aqui estou eu, a acreditar que somos todos da mesma equipa.

Ele est� comigo. Preciso dele.

Arranje outra secret�ria. Encontramo-nos l� fora daqui a 47 minutos.

Pode perder o uniforme.

N�o disse nada. N�o fiz nada.

Ele sentou-se aqui.

Vai continuar sem dizer nada, sem fazer nada,

para al�m do trabalho que lhe foi entregue pelo meu departamento. Entendido?

Nem por isso.

N�o abuse. N�o estou com disposi��o. Trabalha para mim.

Se eu recusar o Capit�o Parodi, o que me acontece? � minha filha?

Trabalha para mim!

De que estavam a falar?

Fadhil Al-Bakr.

Sobre o homem iraquiano encontrado morto no seu esconderijo.

O capit�o quer descobrir quem ele era,

o que ele fez para sobreviver antes e depois da invas�o.

"Liberta��o". Mostre um pouco de gratid�o.

Ele era um criminoso envolvido em escravatura e prostitui��o.

Perdi uma chave...

... da minha caravana. Viu-a?

N�o.

Estava no bolso do meu casaco.

Est� sempre no bolso do meu casaco. Tiro o meu casaco no escrit�rio.

Sempre assim.

Tem outra chave?

Acho que foi roubada, n�o a perdi.

- J� verificou o interior do seu... - Roubada do meu escrit�rio.

Quem teria coragem de o fazer?

N�o sei.

Esta terra, Iraque. Bagdad.

Est� corrompida.

Vai dizer ao Capit�o Parodi que n�o o pode ajudar nas investiga��es.

Vai dizer-lhe que o seu objetivo � mais elevado.

Senhor, creio que seria melhor vir de si...

Em suma, vai dizer-lhe para se foder, Inspetor.

Lembre-se do que est� em jogo.

N�o deixa a sua secret�ria, hoje n�o, nem sequer para mijar.

Fiz-me entender?

Perfeitamente, Senhor.

Posso perguntar,

porque acha que a chave da sua caravana foi roubada?

Roubaram alguma coisa?

Algo valioso?

Eu denunciaria, Senhor.

Os crimes dentro da Zona Verde n�o devem ser tolerados.

Menina Ford, informe o diretor do hospital

que o nosso acordo com o Inspetor Khafaji j� n�o est� de p�.

O contrato dele est� rescindido, e com ele,

os privil�gios m�dicos da filha.

Senhor, ele vir� aqui. Tenho a certeza. Ela s� agora come�ou a di�lise.

Redija tamb�m uma carta a alertar a Pol�cia Militar

para a possibilidade do envolvimento do Inspetor em crimes de guerra.

Crimes de Guerra?

Informa��o que s� recentemente veio ao de cima.

- Ser� isso verdade? - Acabei de o dizer, n�o foi?

Sim, mas ele tem feito um bom trabalho.

Escolheu-o pessoalmente.

N�o houve verifica��es de antecedentes?

Escreva a merda da carta, Menina Ford.

Alguma privacidade, por favor.

Esperem l� fora.

O meu dinheiro desapareceu.

- O qu�? - O meu dinheiro. Os d�lares.

A merda do meu futuro desapareceu.

Roubado da minha caravana.

N�o te disse para o deixares comigo, no cofre?

Quem pode ter feito isso?

Vamos a esta morada. A esta rua.

A pessoa que l� vive poder� ter feito isto.

- N�o, isto n�o � bom. - Entramos, sa�mos.

Frank, h� armas em todos os edif�cios.

- Quero o meu dinheiro e o controlo. - Quero evitar um tiroteio

- com soldados de brincar e rebeldes. - Cada maldito c�ntimo que ganhei!

O meu tempo aqui n�o pode ter sido em v�o.

Quanto?

Todo.

Quanto para mim e para os meus rapazes?

Estamos a arriscar as nossas vidas para o levar l�.

N�o sejas idiota.

Vinte por cento de todos os ganhos futuros.

Est�s a ser idiota.

Por isso, consegues o controlo.

E tens a rapariga, a Zahra, morta.

Jesus, Frank, n�o estejas t�o surpreso.

N�o podemos permitir que ela diga uma palavra. Sabes disso.

Acho que devemos executar a cabra.

Estou interessado em nomes.

Nomes de mulheres que viram estes encontros.

Mulheres como a Zahra, a Laura.

Os nomes em ingl�s n�o t�m problema. Posso cruzar informa��es.

Cruzar informa��es?

A Zhara � a Laura.

A Candy � ou era, Sanaa Hussain. Agora est� morta.

Est� morta?

N�o sei, e neste momento, n�o me interessa.

Tudo o que me interessa � encontrar os outros membros da c�lula.

H� uma terceira rapariga.

Pelo menos.

Estou certo disso.

Senhor, chamada da base.

Senhor, � a Megan Ford.

O que mais tem para me dizer?

Especificamente sobre a jovem de que fal�mos?

Senhor...

... os iraquianos n�o gostam de ver as iraquianas virem aqui.

Claro que n�o.

Mas agora falam de um incidente.

Dois dos homens estrangeiros...

... levaram uma jovem do hotel...

... meteram-na num carro.

Levaram-na?

� o que dizem.

Muito do staff que trabalha aqui est� zangado.

N�o diga quaisquer nomes.

Ela estava com outras mulheres?

Sabe os nomes delas?

At� os seus nomes ingleses?

N�o.

Conhece-lo? J� o viu antes?

Sim, j� o vi.

J� o vi com melhor aspeto.

Chama-se Fadhil Al-Bakr.

Alguma vez falou com o homem brit�nico, o Temple?

Vi-os beberem juntos, sim.

O Sr. Temple estava c�...

... na noite em que a rapariga foi raptada?

O Sr. Temple vem c� com bastante frequ�ncia.

Por isso, talvez estivesse.

Obrigado.

Estavas a insistir na tua pr�pria agenda, Inspetor.

Perguntei-lhe pelos nomes das raparigas.

Ficou um vazio.

Duas coisas.

Primeiro, aceito que o Fadhil Al-Bakr n�o seja um rebelde.

Mas ainda h� outros por a�. Segundo...

... �s meu prisioneiro, agora.

- Est�s a falar a s�rio? - Tem de ser.

O teu passado apanhou-te.

- M�os atr�s das costas. - O meu passado?

O teu passado, a tua hist�ria.

N�o h� uma pessoa em todos os Estados Unidos da Am�rica

que entenda o meu pa�s?

Quem fa�a a merda de uma ideia do que est�o a fazer no meu pa�s?

Isso seria um n�o.

Obrigado.

Esperem.

Ibrahim!

N�o queremos problemas.

Estamos aqui apenas por um homem. Muhsin al-Khafaji.

Estamos em paz. Em paz. Salam.

Ali.

Estamos aqui pelo Inspetor Muhsin al-Khafaji. Mais ningu�m.

Ele mora aqui, certo?

Ele mudou-se.

Mas para onde?

N�o fa�am nada! N�o disparem.

At� sabermos o que raio se est� a passar.

Quem � que est� a atirar pedras? Ser� que querem ser mortos?

Porque � que querem o homem que vive aqui, o Khafaji?

Ele levou uma coisa que n�o lhe pertence.

Cabr�o.

Amjad.

Eu sei que ela est� aqui.

Entro ou espero?

Nunca te devia ter pedido para entrares na Zona Verde.

Desculpa.

Pediu-nos que observ�ssemos e ouv�ssemos. S� isso.

Para recolher informa��es.

Tudo o resto que fizemos foi escolha nossa.

Como est� a Zahra?

- Sabe? - N�o.

Perguntei indiretamente, mas n�o v�o dizer.

J� vimos bastantes mal-entendidos, Sawsan.

Foi uma imprud�ncia teres disparado a arma como fizeste.

S� tenho pena de ter falhado.

Faz-te ouvir...

Eles n�o ouvem!

E nunca ouvir�o.

Eles ouviram-na a si?

Leram as suas cartas? N�o, n�o leram.

Imprud�ncia n�o � a resposta.

� imprudente querer ver os culpados punidos?

- E quem s�o os culpados? - Temple.

O Temple, por exemplo, � culpado. Frank Temple.

Ele afirma estar a construir um novo Iraque, quando tudo o que faz, � destruir.

A Sanaa era t�o gentil, como bonita.

Ela confiava neles para a manterem em seguran�a. Para a respeitarem.

Eles n�o o fizeram.

Ent�o isso � o que temos de dizer ao mundo.

Abandonamos e manifestamo-nos.

Sawsan, j� viste as novas leis deles. Sabes que n�o podem funcionar.

A luta est� apenas a come�ar e ser� longa.

Mas temos de escolher bem o nosso terreno.

O mundo n�o se importa.

Ent�o faz com que se importem! Tu!

Tens uma escolha a fazer.

Sim, tens uma escolha.

De te apresentares como a mulher iraquiana

inteligente e vital que �s.

Uma mulher com conhecimento.

Uma mulher que possa falar com precis�o

das atrocidades desta guerra e ocupa��o.

Ou podes regressar ao Amjad e aos seus soldados,

e seres olhada de cima para baixo.

E, muito provavelmente, morrer�s.

Ouve-me, por favor.

Volta comigo, agora.

N�o poderia suportar perder-te a ti tamb�m.

Fecha a porta atr�s de mim, eu fico bem.

Ficamos bem.

O meu dinheiro.

Eu sei que o tens e quero-o de volta. Onde est�?

Que dinheiro?

Posso argumentar a teu favor ou contra ti.

Posso manter a tua filha no hospital.

Ou posso mandar expuls�-la para a rua.

Sr. Temple, n�o fa�o ideia do que est� a falar.

Se perdeu uma quantia de dinheiro,

sugiro que o comunique � Pol�cia Militar.

Acredito que o Capit�o Parodi � um homem de confian�a.

Achas que ele te vai salvar?

Salvar a Mrouj?

Sei onde vives.

J� l� estive.

Encontrei isto.

� tua, certo?

N�o � a entrada, � a rapariga.

Rapariga bonita.

Belas mamas, acho que me lembro.

Como � que ganhou o seu dinheiro, Sr. Temple?

Quantas casas adquiriu com o dinheiro da Coliga��o?

Quantas mulheres � que o Fadhil Al-Bakr disponibilizou?

Presumo que as casas est�o protegidas pelos mercen�rios?

- Cala-te. - Homens longe de casa

e perto do perigo pagariam de bom grado por uma mulher.

� o que fazem os soldados conquistadores. Sexo.

Viola��o. E o senhor � o mediador.

Como � que achas que s�o a liberta��o e a liberdade?

N�o � uma terra de leite, mel e cavalos a dan�ar.

� uma terra de neg�cios, de leis de mercado.

- Oferta e procura. - E abuso de poder.

Sabes que mais? Diverte-te em Abu Ghraib.

Quanto dinheiro perdeu?

Dezenas de milhares, suponho eu.

Dinheiro ganho nas costas das mulheres todo desaparecido.

Vais devolver-me o meu dinheiro,

ou, juro por Deus, que tu e a tua filha v�o sofrer.

Os int�rpretes no bar desportivo?

Decora��o, suponho? Publicidade, talvez?

Ali para serem vistos, mas n�o tocados

at� que um deles tenha sido levado.

Bom trabalho, Inspetor!

Muito bem! Parab�ns!

�ltima oportunidade. O meu dinheiro.

Estou a usar um microfone.

T�m estado a ouvir cada palavra que diz.

J� o devo ter tirado. O erro foi meu.

Bem-vindo ao Iraque.

Sim.

Muhsin.

A culpa disto � nossa.

- A culpa n�o � nossa. - A culpa � nossa!

A culpa � nossa porque permitimos!

E agora, vai custar-nos o Tareq, o nosso filho.

A s�rio, n�o � necess�rio, sabe?

Parece uma esp�cie de fraude.

Asseguro-lhe que posso andar.

Fica na cadeira. As suas notas dizem "vertigens e tonturas".

Vou verificar onde o vamos colocar.

Ol�.

- Desculpe a demora. - N�o h� problema, querida.

Mrouj, daqui Capit�o Parodi.

� o meu pai?

Onde est� ele?

Foi detido, Mrouj.

Posso chamar-te "Mrouj"?

Detido mas ainda n�o acusado. Percebes?

- Gostaria de o ver. - N�o � poss�vel.

Ainda n�o.

Preciso da tua ajuda, Mrouj, para talvez salvar a vida

de uma jovem mulher ali ao fundo do corredor, Zahra.

Acho que o teu pai aprovaria, n�o achas?

Foi detido porqu�?

N�o posso dizer. Desculpa.

Quero v�-lo.

Podes ajud�-lo ao ajudares-me, Mrouj.

E podes ajudar a Zahra.

A decis�o � tua.

Sem amea�as, sem bra�os de ferro. A decis�o � tua.

Mas tens de a tomar, agora.

Zahra.

O meu nome � John Parodi, e gostava que cooperasses comigo.

Em contrapartida,

posso tentar ajudar-te.

Ajudar a salvar-te de um monte de dores, no final das quais,

ter�s desistido de tudo o que sabes.

Dois homens de origem ocidental foram mortos.

Assassinados. Mesmo aqui, � minha porta.

Estou sob muita press�o para fazer algo a esse respeito.

Mas...

... h� algo bastante podre a acontecer aqui.

Algo que estes homens sabiam.

Alguma coisa que tu saibas?

Disseram-me que tens uma amiga,

que foi levada do hotel Al-Rasheed e atacada, estou certo?

E tens uma segunda amiga que tamb�m l� esteve, penso eu.

Gostava de ter nomes, tanto dos ocidentais como dos iraquianos.

A �nica coisa que me interessa aqui, � justi�a. Acredita em mim.

Quero que me d�s os nomes das tuas amigas.

Onde e quando teve lugar o ataque.

E os nomes dos homens ocidentais envolvidos.

Ofere�o-te uma forma de seguires em frente.

Uma sa�da.

A op��o menos m�.

Espero l� fora.

Zahra.

� a Mrouj.

�s amiga da minha irm�.

Por favor...

... n�o permitas que te levem para a pris�o.

Bateram no meu pai e far�o o mesmo contigo.

Diz-lhes...

... porque � que fizeste algo t�o perigoso e t�o corajoso.

Conta-lhes o que aconteceu.

A Sawsan adora a sua irm�zinha.

Irm�zinhas.

Trouxe-te um ch� doce nojento.

Da maneira que voc�s parecem gostar.

Obrigado.

Onde est� a minha filha?

Qual?

A Mrouj est� segura. Ainda no hospital.

A Sawsan... n�o fa�o ideia.

Diz-me algo bom.

Diz-me algo que me tens estado a esconder.

Quero que me tranquilizes, Inspetor.

Sobre o qu�?

Que na realidade te importas com a minha investiga��o,

sobre o ataque ao pessoal da Coliga��o.

Sobre tr�s raparigas. Candy, Laura, e Suzy.

Tamb�m conhecida por Sawsan al-Khafaji.

Os tr�s deixaram de aparecer para trabalhar no mesmo dia.

S�o raparigas. S� isso.

O Kibbert era um maldito contabilista, s� isso.

Foi torturado e executado.

Tudo isto come�a com o Temple e o seu abrigo.

- Mais concretamente abrigos! - Secund�rio.

Come�a com a viola��o de uma jovem inocente,

que n�o conseguia viver com a vergonha.

Porque � que isso � secund�rio? Porque � que n�o � um crime?

Porque ningu�m se vai chegar � frente e dizer que isto realmente aconteceu.

Porque a liberta��o j� n�o � uma liberta��o.

Tudo o que se pode ver, s�o os rebeldes.

Porque se comportam como rebeldes.

O que aconteceu � tua cara?

Temple.

A s�rio?

Ele est� em p�nico.

Posso ver a Mrouj?

N�o.

Ela est� bem.

At� que eu diga o contr�rio.

Diz-me alguma coisa boa.

Eu trago-te a Sawsan.

Ela n�o fez nada errado.

Conhe�o-a, ela � minha filha, mas vou traz�-la at� ti.

S� a ti.

E talvez ela se aguente de p�

e diga o que realmente aconteceu.

Onde est� ela?

Vou encontr�-la.

- N�o sabes. - Vou encontr�-la.

Ent�o a Mrouj n�o pode sair at� que a encontres.

Ou desisto de ti.

Vou encontr�-la.

Deixem-no sair. Est� livre para ir.

Trouxe-te uma bebida.

Obrigada.

N�o pensei que voltasses.

Onde mais h� para ir?

Podes ficar mais uma noite.

Depois devias partir, Bagdad, Iraque.

... n�o podes ser um soldado.

Sawsan!

J� tomei a minha decis�o.

Como posso deixar as minhas irm�s?

Legendas: Marco Salgado

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