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O que tu propuseste, creio eu, foi uma cabala.
ANTERIORMENTE
Sawsan!
Poderia bater �s portas
e fazer perguntas que tu nunca pudeste. Nunca.
Da �ltima vez ainda fazia dinheiro com raparigas.
Conhece-lo?
N�o.
O teu processo, Muhsin...
... que � desta grossura e detalha todos os teus crimes...
... foi para o ex�rcito dos EUA.
E esta � a caravana do Temple.
BAGHDAD CENTRAL
Vamos!
Vai!
Ex�rcito dos EUA. M�os ao ar!
No ch�o!
Ex�rcito dos EUA. Mantenham a calma!
Sabemos que esta � a casa da Sanaa Hussain! Ela que apare�a!
Sanaa Hussain, saia agora!
Todos os homens aqui, mostrem-se!
J�!
Se faz favor!
Vejam as traseiras!
Porque n�o podes ajudar o meu irm�o?
O teu filho. Para qu� incomodar a m�e que est� doente?
Sawsan, devias ter ido para a escola. Vais chegar atrasada.
Est�s com medo, Baba?
Medo de lutar pelo teu filho?
A minha filha est� morta e n�o h� nenhum homem nesta casa, nem um.
N�o t�m respeito, nem cora��o?
Senhor, esta casa est� de luto.
Ela diz que a filha acabou de morrer.
- Sanaa? - Sim.
Pergunta-lhe como ela morreu.
Quero que confirme se est�o de luto pela Sanaa Hussain e pergunte como ela morreu.
Diz!
Perdoe-me, Senhora.
A sua filha era muito nova.
Como � que ela morreu?
A fotografia.
Esta � a sua filha, certo?
Posso ver?
Se lhe mostrar as fotos vamos deixar-vos em paz.
Esta � a sua filha Sanaa, certo?
Sim.
E esta, eu sei que � Zahra Boustani.
Quem � esta rapariga?
Como se chama?
N�o sei.
N�o sabe.
Lamento a vossa perda.
D�-lhes dinheiro para repararem a porta. Vamos.
O que � isto...
... vais sair de casa?
Isto � para ti...
... por teres cuidado deste saco e da minha pistola.
O que tem a mochila?
Mais d�lares.
� uma mochila muito pesada.
E confia em mim?
Sim.
Seria uma quest�o de dias.
Se alguma coisa me acontecer...
... ou quando eu disser...
... vais dar a mochila ao meu cunhado, Nidal Faraj...
... nesta morada.
� prov�vel que lhe aconte�a alguma coisa?
� a vida.
Aqui, pare aqui.
Fique com o troco.
Sou amiga do Amjad, Sanaa e Zahra.
H� uma rapariga que te quer ver.
Est� vestida indecentemente.
Fizeste novos amigos.
Alguns v�m de todas as partes do mundo.
Fazer o qu�?
Lutar...
... pela liberdade.
Seremos treinados. Organizados.
Olham para mim como se n�o pertencesse aqui.
Olham para ti porque tens o cabelo descoberto. � a maneira deles.
E esta � a minha.
Falas de lutar pela liberdade...
Liberdade de quem?
Sawsan, foste embora.
Fui embora porque levar o Kibbert foi um erro!
A fam�lia da Sanaa est� destro�ada.
Mas agora estou de volta.
Estou desapontado por n�o confiares em mim.
Isto d�-te 15 minutos dentro do armaz�m do Fadhil, n�o mais.
H� muitos homens que agora querem o que Fadhil tinha.
Homens perigosos.
Eu rezei...
... para que a Sawsan ainda estivesse viva.
Deus � bom.
Ele estava com uma arma.
Crescem t�o depressa.
A disparar contra os mercen�rios.
Tens de a ir buscar, traz�-la para casa.
E se ela foge outra vez?
Vejamos at� onde ela pode correr com uma perna partida.
Fadhil tornou-se rico...
... mais poderoso talvez?
Sim.
Desde a ocupa��o.
Recentemente, ouvi dizer que ele ficou rico em d�lares... em d�lares americanos.
Alguma coisa?
Esta morada...
... esta casa.
Foi onde o Fadhil foi morto.
Porra!
Khafaji.
Posso juntar-me a ti?
Est�s com bom aspeto, inspetor. Muito oficial.
Bagdad j� se sente mais segura.
Tens alguma coisa para me dizer?
- Sobre Fadhil Al-Bakr? - Sim.
O cart�o de visita pertence aos mercen�rios, como podes ver.
A morada � da casa onde o Fadhil foi morto.
O pr�prio Fadhil Al-Bakr n�o era um rebelde.
Era um criminoso que tinha liga��es com o Hamilton Baker.
E, creio eu, com o Frank Temple.
� a casa do Temple. Ele deveria ser interrogado, questionado.
Facto.
O Temple n�o matou o Kibbert.
Mas foi respons�vel, creio eu.
Porqu� trazer o Kibbert para um abrigo da Coliga��o?
Porqu� escond�-lo dentro da casa?
Porque n�o pendur�-lo num poste para que o mundo veja?
Foi um aviso. Um aviso ao Temple.
Que acabou de chegar e est� a vir para aqui.
Frank.
Aqui o seu homem, vai passar o dia comigo.
O Inspetor Khafaji tem trabalho a fazer.
- Para mim, sim. - N�o, na secret�ria dele.
� meu empregado, trabalha para o meu departamento.
E aqui estou eu, a acreditar que somos todos da mesma equipa.
Ele est� comigo. Preciso dele.
Arranje outra secret�ria. Encontramo-nos l� fora daqui a 47 minutos.
Pode perder o uniforme.
N�o disse nada. N�o fiz nada.
Ele sentou-se aqui.
Vai continuar sem dizer nada, sem fazer nada,
para al�m do trabalho que lhe foi entregue pelo meu departamento. Entendido?
Nem por isso.
N�o abuse. N�o estou com disposi��o. Trabalha para mim.
Se eu recusar o Capit�o Parodi, o que me acontece? � minha filha?
Trabalha para mim!
De que estavam a falar?
Fadhil Al-Bakr.
Sobre o homem iraquiano encontrado morto no seu esconderijo.
O capit�o quer descobrir quem ele era,
o que ele fez para sobreviver antes e depois da invas�o.
"Liberta��o". Mostre um pouco de gratid�o.
Ele era um criminoso envolvido em escravatura e prostitui��o.
Perdi uma chave...
... da minha caravana. Viu-a?
N�o.
Estava no bolso do meu casaco.
Est� sempre no bolso do meu casaco. Tiro o meu casaco no escrit�rio.
Sempre assim.
Tem outra chave?
Acho que foi roubada, n�o a perdi.
- J� verificou o interior do seu... - Roubada do meu escrit�rio.
Quem teria coragem de o fazer?
N�o sei.
Esta terra, Iraque. Bagdad.
Est� corrompida.
Vai dizer ao Capit�o Parodi que n�o o pode ajudar nas investiga��es.
Vai dizer-lhe que o seu objetivo � mais elevado.
Senhor, creio que seria melhor vir de si...
Em suma, vai dizer-lhe para se foder, Inspetor.
Lembre-se do que est� em jogo.
N�o deixa a sua secret�ria, hoje n�o, nem sequer para mijar.
Fiz-me entender?
Perfeitamente, Senhor.
Posso perguntar,
porque acha que a chave da sua caravana foi roubada?
Roubaram alguma coisa?
Algo valioso?
Eu denunciaria, Senhor.
Os crimes dentro da Zona Verde n�o devem ser tolerados.
Menina Ford, informe o diretor do hospital
que o nosso acordo com o Inspetor Khafaji j� n�o est� de p�.
O contrato dele est� rescindido, e com ele,
os privil�gios m�dicos da filha.
Senhor, ele vir� aqui. Tenho a certeza. Ela s� agora come�ou a di�lise.
Redija tamb�m uma carta a alertar a Pol�cia Militar
para a possibilidade do envolvimento do Inspetor em crimes de guerra.
Crimes de Guerra?
Informa��o que s� recentemente veio ao de cima.
- Ser� isso verdade? - Acabei de o dizer, n�o foi?
Sim, mas ele tem feito um bom trabalho.
Escolheu-o pessoalmente.
N�o houve verifica��es de antecedentes?
Escreva a merda da carta, Menina Ford.
Alguma privacidade, por favor.
Esperem l� fora.
O meu dinheiro desapareceu.
- O qu�? - O meu dinheiro. Os d�lares.
A merda do meu futuro desapareceu.
Roubado da minha caravana.
N�o te disse para o deixares comigo, no cofre?
Quem pode ter feito isso?
Vamos a esta morada. A esta rua.
A pessoa que l� vive poder� ter feito isto.
- N�o, isto n�o � bom. - Entramos, sa�mos.
Frank, h� armas em todos os edif�cios.
- Quero o meu dinheiro e o controlo. - Quero evitar um tiroteio
- com soldados de brincar e rebeldes. - Cada maldito c�ntimo que ganhei!
O meu tempo aqui n�o pode ter sido em v�o.
Quanto?
Todo.
Quanto para mim e para os meus rapazes?
Estamos a arriscar as nossas vidas para o levar l�.
N�o sejas idiota.
Vinte por cento de todos os ganhos futuros.
Est�s a ser idiota.
Por isso, consegues o controlo.
E tens a rapariga, a Zahra, morta.
Jesus, Frank, n�o estejas t�o surpreso.
N�o podemos permitir que ela diga uma palavra. Sabes disso.
Acho que devemos executar a cabra.
Estou interessado em nomes.
Nomes de mulheres que viram estes encontros.
Mulheres como a Zahra, a Laura.
Os nomes em ingl�s n�o t�m problema. Posso cruzar informa��es.
Cruzar informa��es?
A Zhara � a Laura.
A Candy � ou era, Sanaa Hussain. Agora est� morta.
Est� morta?
N�o sei, e neste momento, n�o me interessa.
Tudo o que me interessa � encontrar os outros membros da c�lula.
H� uma terceira rapariga.
Pelo menos.
Estou certo disso.
Senhor, chamada da base.
Senhor, � a Megan Ford.
O que mais tem para me dizer?
Especificamente sobre a jovem de que fal�mos?
Senhor...
... os iraquianos n�o gostam de ver as iraquianas virem aqui.
Claro que n�o.
Mas agora falam de um incidente.
Dois dos homens estrangeiros...
... levaram uma jovem do hotel...
... meteram-na num carro.
Levaram-na?
� o que dizem.
Muito do staff que trabalha aqui est� zangado.
N�o diga quaisquer nomes.
Ela estava com outras mulheres?
Sabe os nomes delas?
At� os seus nomes ingleses?
N�o.
Conhece-lo? J� o viu antes?
Sim, j� o vi.
J� o vi com melhor aspeto.
Chama-se Fadhil Al-Bakr.
Alguma vez falou com o homem brit�nico, o Temple?
Vi-os beberem juntos, sim.
O Sr. Temple estava c�...
... na noite em que a rapariga foi raptada?
O Sr. Temple vem c� com bastante frequ�ncia.
Por isso, talvez estivesse.
Obrigado.
Estavas a insistir na tua pr�pria agenda, Inspetor.
Perguntei-lhe pelos nomes das raparigas.
Ficou um vazio.
Duas coisas.
Primeiro, aceito que o Fadhil Al-Bakr n�o seja um rebelde.
Mas ainda h� outros por a�. Segundo...
... �s meu prisioneiro, agora.
- Est�s a falar a s�rio? - Tem de ser.
O teu passado apanhou-te.
- M�os atr�s das costas. - O meu passado?
O teu passado, a tua hist�ria.
N�o h� uma pessoa em todos os Estados Unidos da Am�rica
que entenda o meu pa�s?
Quem fa�a a merda de uma ideia do que est�o a fazer no meu pa�s?
Isso seria um n�o.
Obrigado.
Esperem.
Ibrahim!
N�o queremos problemas.
Estamos aqui apenas por um homem. Muhsin al-Khafaji.
Estamos em paz. Em paz. Salam.
Ali.
Estamos aqui pelo Inspetor Muhsin al-Khafaji. Mais ningu�m.
Ele mora aqui, certo?
Ele mudou-se.
Mas para onde?
N�o fa�am nada! N�o disparem.
At� sabermos o que raio se est� a passar.
Quem � que est� a atirar pedras? Ser� que querem ser mortos?
Porque � que querem o homem que vive aqui, o Khafaji?
Ele levou uma coisa que n�o lhe pertence.
Cabr�o.
Amjad.
Eu sei que ela est� aqui.
Entro ou espero?
Nunca te devia ter pedido para entrares na Zona Verde.
Desculpa.
Pediu-nos que observ�ssemos e ouv�ssemos. S� isso.
Para recolher informa��es.
Tudo o resto que fizemos foi escolha nossa.
Como est� a Zahra?
- Sabe? - N�o.
Perguntei indiretamente, mas n�o v�o dizer.
J� vimos bastantes mal-entendidos, Sawsan.
Foi uma imprud�ncia teres disparado a arma como fizeste.
S� tenho pena de ter falhado.
Faz-te ouvir...
Eles n�o ouvem!
E nunca ouvir�o.
Eles ouviram-na a si?
Leram as suas cartas? N�o, n�o leram.
Imprud�ncia n�o � a resposta.
� imprudente querer ver os culpados punidos?
- E quem s�o os culpados? - Temple.
O Temple, por exemplo, � culpado. Frank Temple.
Ele afirma estar a construir um novo Iraque, quando tudo o que faz, � destruir.
A Sanaa era t�o gentil, como bonita.
Ela confiava neles para a manterem em seguran�a. Para a respeitarem.
Eles n�o o fizeram.
Ent�o isso � o que temos de dizer ao mundo.
Abandonamos e manifestamo-nos.
Sawsan, j� viste as novas leis deles. Sabes que n�o podem funcionar.
A luta est� apenas a come�ar e ser� longa.
Mas temos de escolher bem o nosso terreno.
O mundo n�o se importa.
Ent�o faz com que se importem! Tu!
Tens uma escolha a fazer.
Sim, tens uma escolha.
De te apresentares como a mulher iraquiana
inteligente e vital que �s.
Uma mulher com conhecimento.
Uma mulher que possa falar com precis�o
das atrocidades desta guerra e ocupa��o.
Ou podes regressar ao Amjad e aos seus soldados,
e seres olhada de cima para baixo.
E, muito provavelmente, morrer�s.
Ouve-me, por favor.
Volta comigo, agora.
N�o poderia suportar perder-te a ti tamb�m.
Fecha a porta atr�s de mim, eu fico bem.
Ficamos bem.
O meu dinheiro.
Eu sei que o tens e quero-o de volta. Onde est�?
Que dinheiro?
Posso argumentar a teu favor ou contra ti.
Posso manter a tua filha no hospital.
Ou posso mandar expuls�-la para a rua.
Sr. Temple, n�o fa�o ideia do que est� a falar.
Se perdeu uma quantia de dinheiro,
sugiro que o comunique � Pol�cia Militar.
Acredito que o Capit�o Parodi � um homem de confian�a.
Achas que ele te vai salvar?
Salvar a Mrouj?
Sei onde vives.
J� l� estive.
Encontrei isto.
� tua, certo?
N�o � a entrada, � a rapariga.
Rapariga bonita.
Belas mamas, acho que me lembro.
Como � que ganhou o seu dinheiro, Sr. Temple?
Quantas casas adquiriu com o dinheiro da Coliga��o?
Quantas mulheres � que o Fadhil Al-Bakr disponibilizou?
Presumo que as casas est�o protegidas pelos mercen�rios?
- Cala-te. - Homens longe de casa
e perto do perigo pagariam de bom grado por uma mulher.
� o que fazem os soldados conquistadores. Sexo.
Viola��o. E o senhor � o mediador.
Como � que achas que s�o a liberta��o e a liberdade?
N�o � uma terra de leite, mel e cavalos a dan�ar.
� uma terra de neg�cios, de leis de mercado.
- Oferta e procura. - E abuso de poder.
Sabes que mais? Diverte-te em Abu Ghraib.
Quanto dinheiro perdeu?
Dezenas de milhares, suponho eu.
Dinheiro ganho nas costas das mulheres todo desaparecido.
Vais devolver-me o meu dinheiro,
ou, juro por Deus, que tu e a tua filha v�o sofrer.
Os int�rpretes no bar desportivo?
Decora��o, suponho? Publicidade, talvez?
Ali para serem vistos, mas n�o tocados
at� que um deles tenha sido levado.
Bom trabalho, Inspetor!
Muito bem! Parab�ns!
�ltima oportunidade. O meu dinheiro.
Estou a usar um microfone.
T�m estado a ouvir cada palavra que diz.
J� o devo ter tirado. O erro foi meu.
Bem-vindo ao Iraque.
Sim.
Muhsin.
A culpa disto � nossa.
- A culpa n�o � nossa. - A culpa � nossa!
A culpa � nossa porque permitimos!
E agora, vai custar-nos o Tareq, o nosso filho.
A s�rio, n�o � necess�rio, sabe?
Parece uma esp�cie de fraude.
Asseguro-lhe que posso andar.
Fica na cadeira. As suas notas dizem "vertigens e tonturas".
Vou verificar onde o vamos colocar.
Ol�.
- Desculpe a demora. - N�o h� problema, querida.
Mrouj, daqui Capit�o Parodi.
� o meu pai?
Onde est� ele?
Foi detido, Mrouj.
Posso chamar-te "Mrouj"?
Detido mas ainda n�o acusado. Percebes?
- Gostaria de o ver. - N�o � poss�vel.
Ainda n�o.
Preciso da tua ajuda, Mrouj, para talvez salvar a vida
de uma jovem mulher ali ao fundo do corredor, Zahra.
Acho que o teu pai aprovaria, n�o achas?
Foi detido porqu�?
N�o posso dizer. Desculpa.
Quero v�-lo.
Podes ajud�-lo ao ajudares-me, Mrouj.
E podes ajudar a Zahra.
A decis�o � tua.
Sem amea�as, sem bra�os de ferro. A decis�o � tua.
Mas tens de a tomar, agora.
Zahra.
O meu nome � John Parodi, e gostava que cooperasses comigo.
Em contrapartida,
posso tentar ajudar-te.
Ajudar a salvar-te de um monte de dores, no final das quais,
ter�s desistido de tudo o que sabes.
Dois homens de origem ocidental foram mortos.
Assassinados. Mesmo aqui, � minha porta.
Estou sob muita press�o para fazer algo a esse respeito.
Mas...
... h� algo bastante podre a acontecer aqui.
Algo que estes homens sabiam.
Alguma coisa que tu saibas?
Disseram-me que tens uma amiga,
que foi levada do hotel Al-Rasheed e atacada, estou certo?
E tens uma segunda amiga que tamb�m l� esteve, penso eu.
Gostava de ter nomes, tanto dos ocidentais como dos iraquianos.
A �nica coisa que me interessa aqui, � justi�a. Acredita em mim.
Quero que me d�s os nomes das tuas amigas.
Onde e quando teve lugar o ataque.
E os nomes dos homens ocidentais envolvidos.
Ofere�o-te uma forma de seguires em frente.
Uma sa�da.
A op��o menos m�.
Espero l� fora.
Zahra.
� a Mrouj.
�s amiga da minha irm�.
Por favor...
... n�o permitas que te levem para a pris�o.
Bateram no meu pai e far�o o mesmo contigo.
Diz-lhes...
... porque � que fizeste algo t�o perigoso e t�o corajoso.
Conta-lhes o que aconteceu.
A Sawsan adora a sua irm�zinha.
Irm�zinhas.
Trouxe-te um ch� doce nojento.
Da maneira que voc�s parecem gostar.
Obrigado.
Onde est� a minha filha?
Qual?
A Mrouj est� segura. Ainda no hospital.
A Sawsan... n�o fa�o ideia.
Diz-me algo bom.
Diz-me algo que me tens estado a esconder.
Quero que me tranquilizes, Inspetor.
Sobre o qu�?
Que na realidade te importas com a minha investiga��o,
sobre o ataque ao pessoal da Coliga��o.
Sobre tr�s raparigas. Candy, Laura, e Suzy.
Tamb�m conhecida por Sawsan al-Khafaji.
Os tr�s deixaram de aparecer para trabalhar no mesmo dia.
S�o raparigas. S� isso.
O Kibbert era um maldito contabilista, s� isso.
Foi torturado e executado.
Tudo isto come�a com o Temple e o seu abrigo.
- Mais concretamente abrigos! - Secund�rio.
Come�a com a viola��o de uma jovem inocente,
que n�o conseguia viver com a vergonha.
Porque � que isso � secund�rio? Porque � que n�o � um crime?
Porque ningu�m se vai chegar � frente e dizer que isto realmente aconteceu.
Porque a liberta��o j� n�o � uma liberta��o.
Tudo o que se pode ver, s�o os rebeldes.
Porque se comportam como rebeldes.
O que aconteceu � tua cara?
Temple.
A s�rio?
Ele est� em p�nico.
Posso ver a Mrouj?
N�o.
Ela est� bem.
At� que eu diga o contr�rio.
Diz-me alguma coisa boa.
Eu trago-te a Sawsan.
Ela n�o fez nada errado.
Conhe�o-a, ela � minha filha, mas vou traz�-la at� ti.
S� a ti.
E talvez ela se aguente de p�
e diga o que realmente aconteceu.
Onde est� ela?
Vou encontr�-la.
- N�o sabes. - Vou encontr�-la.
Ent�o a Mrouj n�o pode sair at� que a encontres.
Ou desisto de ti.
Vou encontr�-la.
Deixem-no sair. Est� livre para ir.
Trouxe-te uma bebida.
Obrigada.
N�o pensei que voltasses.
Onde mais h� para ir?
Podes ficar mais uma noite.
Depois devias partir, Bagdad, Iraque.
... n�o podes ser um soldado.
Sawsan!
J� tomei a minha decis�o.
Como posso deixar as minhas irm�s?
Legendas: Marco Salgado
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