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Em 08 de fevereiro de 1807
desde o in�cio do dia at� o anoitecer
a batalha de Eylau custou para o Imp�rio mais de 10.000 mortos.
Sua Majestade o Rei Luis XVIII
Sua Majestade
Luis XVIII
no momento em que ela retomou, n�o, reconquistou
no momento em que ela reconquistou o seu reino
O que ele compreendeu, esse pobre!
A Sra. est� no escrit�rio do Mestre Derville, Jurista!
Est� quente, Hure! Por favor abra a janela!
Sr. Hure, seu malandro!
N�o trago mais a sua refei��o!
Que est� acontecendo aqui!
Eu pedi um pano para proteger minhas m�os.
Por que n�o luvas?
Em pele de gazela ou de porco?
O espantalho, com seu chap�u amassado!
Ele est� chegando!
Feche a janela! E sua boca tamb�m!
Mas, o senhor sabe bem...
Em sil�ncio, Sr. Simonnin!
Cale-se e n�o incomode os outros que est�o trabalhando.
Baseamos nossa argumenta��o
sobre o decreto
emitido em 17 junho de 1816.
Posso ver o seu patr�o hoje?
Sr. Derville est� no pal�cio, senhor.
Boa noite, senhor. Como voc� pode ver, estamos na hora do jantar.
- Estamos fechando. - Quando � que o Sr. Derville estar� de volta?
O Sr. Derville n�o tem hora para chegar. Ele � uma pessoa muito ocupada.
Se o seu assunto n�o � muito longo para explicar, ent�o poderemos...
� muito longo para explicar meu caso. Muito longo.
E eu n�o vou explicar isso para ningu�m, somente para o Sr. Derville.
Eu j� vim aqui cinco vezes!
N�s entendemos, senhor, mas veja que h� poss�vel e o imposs�vel.
� imposs�vel de explicar o seu caso na aus�ncia do Sr. Derville
Porque o Sr. Derville n�o est� aqui.
Ele estar� livre a partir da meia-noite.
Se voc� tiver a sa�de de voltar aqui a 1:00 hora da manh�?
Hoje a noite � 1:00?
Voc� se livrou dele.
Voc� tem que tomar atitudes de surpresa para com ele.
Uma grande surpresa, um encontro � 01:00 hora da manh�.
Eu digo que ele � um velho criado que foi enganado em seu pagamento.
Pois eu aposto que � um cocheiro.
Importunado por sua esposa e despojado de seus bens!
- � uma aposta! - Por que um cocheiro?
Pelo cheiro, senhor.
- Voc� n�o percebeu? - Talvez.
Um cheiro de cavalo, e ainda...
mais forte do que cavalo.
Um fedor de cocheiro!
A aposta est� feita!
Sr. Simonnin! O que voc� est� fazendo agora?
Senhor? Precisamos do seu nome para o encontro!
Chabert. Coronel Chabert.
Vejam, ele � um coronel!
Aquele que morreu em Eylau?
Godeschal, realmente!
N�o fa�a piadas de mau gosto.
Mas eu sou interessado na causa. Eu mesmo fiz a sucess�o de Chabert
para o Procurador Roguin, tr�s ou quatro anos atr�s.
Ent�o ele � um morto?
Ele n�o � nem morto, nem Coronel, nem Chabert. Ele � simplesmente louco.
Godeschal voc� tem raz�o. Ele � louco.
- Godeschal voc� perdeu a aposta. - O que voc� quer dizer?
Um coronel � um cavaleiro. E ele est� mais pr�ximo de um cocheiro.
Senhora, os convidados est�o aqui. O Conde disse que o concerto est� come�ando.
Estou indo. Ajude-me, Sophie.
Brady e Worms? Voc� se lembrou?
Eu estava em Londres e eu pensei
Ele vai fazer um par muito bom!
Eu n�o tenho fumado um destes desde que deixei a Inglaterra.
Voc� se lembrou deste capricho. Confessei para voc�?
Um pouco, senhor!
A vida na Inglaterra � inigual�vel, mas depois de um ano
os agiotas de Londres sugando o nosso sangue.
Imigra��o que tristeza!
Est�vamos t�o curtos de dinheiro.
Como as pessoas nos fizeram sofrer!
- Mas n�s fazemos o melhor para imit�-los. - Exatamente.
Esta C�mara dos Pares que voc� est� t�o orgulhoso
� uma imita��o da C�mara dos Lordes.
Mesmos padr�es de nascimento e de riqueza.
Mas ela est� plena de mist�rios, de poder!
Voc� n�o ser� nem o senhor nem o senador, meu caro senhor
mas um par da Fran�a.
Posso abusar de levar dois?
A caixa � para voc�, meu senhor.
Ele est� me subornando!
Ele me suborna. Eu falo a qualquer um que tem ouvidos de rei.
Poderia fazer economia. Uma despesa in�til.
O pariato
N�o haver� problemas de estar l� dentro
Voc� � muito estimado em toda parte.
� muito estimado
mas...
Se trata-se de pariatos eu j� estou constituindo-os.
Pariatos, quem mencionou pariatos?
Sabemos que sua fortuna poderia comprar
dez pariatos.
Sei que minha fortuna � muitas vezes confundida com a da minha esposa.
Condessa Ferraud � irrepreens�vel.
Ela � uma boa esposa e m�e.
Devo-lhe muito.
N�o se trata dela pessoalmente.
N�s temos conhecimentos dessa sua liga��o e pronto.
Trata-se do que ela representa.
Do princ�pio que ela representa, de seu passado.
Sua fortuna acumulada sob Napole�o.
Voc�s esqueceram que os nossos amigos
padeceram sob o tirano?
Enquanto aquela mulher estava em todas as festas
dan�ou com marechais que ela promoveu
que cederam a seu posto de cabo.
Sua Majestade se ressente de tudo isso.
Isso ser� esquecido. Tudo � esquecido.
Mas temos de agir agora.
Em seis meses, teremos que esperar pela morte de um ou de outro.
Bar�o de Courcelle tem tr�s filhas para casar
e um p� na cova.
� hora de servir os pralin�s.
N�o perca o coche, Ferraud. Fa�a a sua jogada.
Porque quando os interesses se op�em, voc� n�o poder� colocar um sobre o gelo
e servir ao outro.
Voc� tem que cortar.
O ato deve ser cir�rgico.
Cir�rgico.
Uma excis�o.
Olhe para Talleyrand.
Sua esposa era uma idiota. Adeus, Senhora.
Olhe para o monstro Bonaparte.
Josephine era est�ril. Adeus.
Com ela.
Parece um grande passo.
As primeiras seis semanas s�o dif�ceis.
Ent�o, numa manh� voc� acorda
e percebe que � passado.
Como uma doen�a.
Devo ver meus outros convidados.
Desculpe-me.
Claro, meu caro.
Mas n�o se separe de nossa conversa.
A ambi��o
ou o travesseiro?
Cabe a voc�.
Toda esta m�sica � um t�dio.
Foi um grande sucesso.
De fato.
- Voc� parece duvidoso. - N�o, eu concordo.
Foi um grande sucesso, acredito.
O vinho estava escaldante.
Muito quente. Para o meu gosto, de qualquer maneira.
Lucienne o serviu muito cedo.
Eu a avisei, mas ela � incontrol�vel.
� preciso fazer uma observa��o.
Os m�sicos custaram muito dinheiro.
Vou coloc�-los fora, Sophie.
- Sim, Senhora. - Voc� vai para a cama.
Boa noite, Senhora.
Eles eram bons, e n�s concordamos com o pre�o.
Os m�sicos.
Como voc� sabe que eles eram bons?
Eu os contratei para o seu prazer
e voc� desapareceu com aquele velho avarento Chamblin.
Desapareceu?
Eu estava na sala ao lado.
A m�sica pode ser ouvida de uma sala para outra.
E Chamblin tamb�m.
Ele incomodou a todos.
O que voc�s tinham para falar
era assim t�o importante?
T�o secreto?
Pariato, como de costume, eu suponho?
O pariato
e muitas outras coisas.
O que, por exemplo?
Que outras coisas?
Decididamente Sophie � uma idiota!
Eu deveria mand�-la de volta para baixo.
Ela esqueceu de remover o meu colar.
N�o perturbe-a.
Ent�o?
Al�m do pariato.
Do que voc�s falaram?
Da chuva, do tempo
da ca�a.
De mim?
Voc�s falaram sobre mim?
Sim.
De voc�, de mim.
Do Imp�rio.
Da cirurgia.
Voc� esqueceu suas chaves, chefe?
Oh, � voc�.
Voc� disse � 1h00.
Eu sei, mas...
Siga-me.
O porteiro deixou-o entrar?
Mencionei Derville e me abriu.
Sente-se.
Mestre Derville estar� de volta em breve.
Eu serei paciente.
Voc� achou que est�vamos brincando
quando lhe dissemos desta hora um tanto estranha
para ver o Sr. Derville?
N�o foi brincadeira. Esta � a sua rotina normal.
Todas as noites ele est� fora para cultivar as rela��ess.
De 10:00 as 14:00 ele v� clientes.
O resto do dia ele est� em ju�zos ou em reuni�es.
Ele tem apenas a noite para planejar estrat�gias dos processos.
Ele � imensamente inteligente.
Ele pode fazer dez coisas ao mesmo tempo.
Ele vai sentar-se l�, ir� jantar, ler� as cartas e os jornais e me escutar�
enquanto eu delinear os casos do dia seguinte.
Nunca se confunde!
Tudo � absorvido, analisado, arquivado.
Ele faz quest�o de honra de nunca perder um caso.
Qualquer caso!
Senhor, a quem tenho a honra de falar?
Coronel Chabert.
Eu estou ouvindo.
Sr. eu desejo fazer confid�ncia sobre a minha situa��o.
Voc� pode nos deixar, Boucard.
- Mas - N�o. Durma bem.
Sim, senhor. Est� tudo pronto
Tudo bem, eu vou cuidar disso. Boa noite.
Eu sou todo seu, senhor.
N�o se importe se eu ler alguns documentos. Estou ouvindo atentamente.
Tarde da noite, cada minuto � precioso.
Por favor, seja preciso e breve. V� direto ao ponto.
Se necess�rio eu mesmo farei as perguntas.
Meu nome, Chabert.
Coronel.
Comandei um regimento de cavalaria em Eylau
onde eu morri em 8 de fevereiro de 1807.
Eu era uma pessoa chave encarregado de Murat
que decidiu ganhar a batalha.
Posso at� dizer que eu o salvei do neg�cio.
Cruzei a fronteira russa.
Tr�s linhas formadas atr�s de mim � medida que o Imperador voltava
depois de dispersar e massacrar os russos.
Dois oficiais
gigantes, me atacaram.
Um sabre cortou a minha cabe�a.
E eu ca� do cavalo.
Voc� caiu de seu cavalo.
Murat voou em meu aux�lio
e 2.000 cavaleiros passaram sobre o meu corpo, n�o menos!
A terra tremeu. Eu senti isso no meu ventre.
2.000!
Uma carga que ningu�m nunca ver� novamente.
Os canh�es
os gritos
Eu sentia toda a batalha em meu corpo
at� que eu morri.
Est� tudo contado nas "vit�rias francesas e conquistas de 1792-1815".
Deve estar em sua biblioteca.
O Imperador foi informado da minha morte.
Ele disse que, como voc� ver� na p�gina 206:
"Meu pobre Chabert est� morto!"
O Imperador!
Dois cirurgi�es, que n�o se preocuparam em ouvir
o meu cora��o, assinaram o atestado de �bito.
E l� estava eu! um cad�ver!
Voc� sabe que eu sou o advogado da condessa Ferraud?
Sim, eu sei.
Eu decidi vir at� voc�, porque os outros advogados pensam que eu sou louco.
Mas sim, eu sei.
Voc� me interrompeu.
P�gina 206, "Vit�rias e Conquistas".
"Ent�o, meu pobre Chabert est� morto.
Dois cirurgi�es. E heis que eu era um cad�ver! "
Minhas feridas tinham me colocado em um estado de catalepsia.
� por isso que eu estava sem rea��o
pois como � habitual em tempos de guerra
os detalhes do enterro. Despojaram-me
e me jogaram n� em uma vala comum.
O f�sso.
Como eu poderia respirar?
Sob a terra.
Meus ouvidos soavam.
E minha cabe�a, oh, minha cabe�a!
N�o h� palavras para descrever a dor.
Mas eu posso descrever a morte.
A morte � vermelha, depois azul.
E depois � fria.
Acima de tudo
� silenciosa.
O sil�ncio
Na primeira, voc� parece ouvir um riacho.
O �ltimo respirar de meus camaradas e os gemidos.
Alguns choravamm, oh, sim.
Ossos estalavam
Moia os dentes! Oh, Senhor!
E depois
E depois, depois
o menor ressoar de suspiros
ressoavam
E depois
a morte � o sil�ncio da morte.
Ent�o, de repente
um baque.
Outro e depois outro.
Meu cora��o come�ou a bater novamente.
Eu sentia a massa me sufocando
abri uma brecha grande como um buraco de coelho.
O ar fluiu para baixo em mim. O ar!
O frio me queimava como o sal.
Sofrer �, afinal, viver.
A sorte foi que uma mulher viu a agita��o da neve quando eu tossia.
Ela chamou o marido,
um tolo que se ajoelhou e se benzeu.
Foi ela que puxou-me para fora do po�o para sua cabana.
Seis meses entre a vida e a morte.
Um dia eles me levaram para o hospital em Heilsberg.
Pouco a pouco voltou a minha mem�ria.
Meu nome, minha vida passada
minha posi��o de coronel.
Felizmente,
Dr. Sparchmann, um cirurgi�o
se interessou no meu caso.
Sparchmann, Heinrich
Neukapelle Strasse, Heilsberg.
Ele me levou para seu advogado, um prussiano, como ele.
Ent�o, eu tinha toda minha hist�ria no papel, com juramentos e as assinaturas
descri��es m�dicas das minhas feridas
o testemunho de meus salvadores.
Est� tudo l�, em Heilsberg.
Eu estava para obter uma c�pia, mas a guerra recome�ou.
Eu tive que fugir de cidade em cidade a cada semana.
Essas pessoas n�o s�o piores do que outros.
N�o s�o melhores, tamb�m.
Eu era franc�s, um inimigo, mas eles me alimentaram.
Mas quando me anunciei como "coronel"
eles riram.
Muitas vezes eles me deram um chute no traseiro.
Como um louco.
A loucura
� a pior coisa que pode acontecer a um homem.
Os baldes de �gua,
os bra�os amarrados atr�s das costas
o bast�o
os alimentos que jogam para voc�.
E como um louco
voc� vive com o louco.
Cottbus
Dresden
Gera.
O asilo de Gera!
Depois de tudo isso, eu n�o suporto o meu nome.
No entanto, eu afirmo isso.
Eu gostaria de n�o ser eu.
No entanto, aqui estou.
A cegueira geral me intriga.
Em nossa �poca, bater � porta de qualquer advogado
em trapos, senhor.
Uma batida traz c�es e policiais!
Como entrar com uma a��o
sem dinheiro sobre a mesa?
Voc� deve saber a quem.
A��o judicial contra quem? O Ex�rcito russo?
Contra a minha esposa!
Voc� mencionou o nome dela antes.
N�o � Condessa Ferraud minha esposa?
Ela tem uma grande fortuna.
Ela veio de mim.
De mim sozinho.
Encontrei-a aqui, em Paris.
Eu tento falar com ela. Ela tem me deixado para fora.
Eu escrevo para ela.
Boutin, meu �nico amigo
o meu ordenan�a em meus dias de gl�ria.
Boutin
o �nico que me reconheceu em uma pris�o de Estrasburgo
a partir da qual escapamos juntos.
Voc� disse ter escrito a condessa Ferraud?
Quatro vezes da Pr�ssia, duas vezes desde o meu retorno.
Eu diria que, talvez elas foram perdidas no correio.
A �ltima Boutin entregou-a pessoalmente.
Ela rasgou-as sem l�-las.
Sem l�-las. Ela est� me matando de novo!
Me matando!
Acalme-se.
Eu ganhei isso para ela
Comprei-lhe uma casa.
Custou-me mais de 100.000 francos.
Com pinturas
mobili�rio, tudo!
Talvez no come�o ela n�o reconheceu minha palidez mortal.
Mas desde ent�o?
Eu estava enterrado sob os mortos, senhor.
Agora eles est�o me enterrando sob os vivos
De acordo com jornais, selos.
Advogados v�m coisas piores do que os escritores podem inventar.
Eu vi testamentos queimados
M�es despojadas de seus leg�timos filhos
em nome daqueles que foram criados em adult�rio.
Esposas usando de seus maridos para assassin�-los durante o amor
ou para lev�-los a loucura, de forma a viverem com seus amantes.
J� vi brigas terr�veis sobre cad�veres ainda quentes.
J� vi crimes, senhor. Crimes
que a justi�a humana � impotente para punir.
Nossos escrit�rios s�o esgotos que ningu�m pode limpar.
Hoje � noite eu ganhei 300 francos em jogos.
Eu vou contribuir com metade para a sua ressurrei��o.
Amanh� venha ao meu chefe de escrit�rio, Boucard.
Diga-lhe toda a sua hist�ria, com datas, nomes, endere�os e tudo.
Adicione todos os detalhes que lembrar durante a noite.
Quanto a mim
tenho trabalho a fazer por mais cinco horas.
Perdoe-me. Devo acompanh�-lo?
Tudo isso s�o aquelas pessoas que voc� est� defendendo?
Os arquivos.
Os demais eu ataco tamb�m.
Isso me lembra do cemit�rio de G�nova.
Tumbas sobre a encosta
pendendo com flores vermelhas.
O cemit�rio de Genova
� a minha mulher l�?
Por aqui.
- Voc� a conhece? - � claro.
Ser� que ela mudou?
Mudou? Eu n�o sei, senhor.
Mas hoje, como uma mulher, a Condessa Ferraud � uma mulher...
...a palavra vir� a mim;
Suprema.
Suprema.
Ela �... tudo bem.
- Voc� vai recuperar a sua riqueza, Coronel. - "Coronel"!
Mas a papelada, os correios, a dist�ncia. Tudo isso leva tempo.
Aqui est� um adiantamento.
At� voc� ganhar, voc� vai ter um sal�rio para que possa viver decentemente.
� um caso dif�cil.
Mesmo se eu conseguir os pap�is que voc� diz est�o em Heilsberg
N�o � certeza.
Ele vai ser lento. Seu processo passar� por tr�s tribunais.
N�o incomode a Condessa Ferraud.
Voc� ainda a ama?
Am�-la?
N�o.
Bem.
Desejo dela, isso � certo.
Mas repulsa tamb�m!
Esque�a-a como mulher.
A partir de agora ela � apenas
da parte oposta, o inimigo.
- Muito bem. - Vamos fingir de morto.
Ningu�m pode fazer isso melhor do que eu, senhor.
Mesmo se eu perder o meu dinheiro.
N�o vai se arrepender.
Eu tenho visto os mais h�beis atores de nossa �poca.
Terceira ferida na parte de tr�s: Austerlitz.
Vinte e tres cent�metros a partir do umbigo a mama esquerda: lena.
- Quarta ferida - Ele se contradiz?
Nem uma �nica vez em tr�s semanas. Nenhum erro.
Pergunte a ele sobre o tempo de ontem, ele ficar� mudo.
Mas de uma ferida h� 15 anos atr�s? Ele estar� pronto para dizer.
Ele est� esperando por seus pap�is que vir�o da Alemanha.
Vai ser uma longa espera para ele.
Esse Sprachmann ainda existe?
Ou o advogado em Heilsberg?
Ou mesmo o c�mplice dele, Boutin?
- Um c�mplice! - Ele tem tudo memorizado, como num papel.
Ele foi repetindo-o por 10 anos, revisando, ruminando.
- E sua terra natal? - Nos precisamos encontrar.
Deve haver um registro em algum lugar.
- E o nome de sua m�e? - Desconhecido.
Ele d� o nome de Augustina ou Augusta.
�s vezes, Marguerite.
� assim que � senhor! A mem�ria � assim!
Pelo menos a minha!
Est� tudo morto!
Com exce��o de alguns pontos que brilham como brasas
que tamb�m podem se apagar.
Voc� entenderia se voc� visse a ferida na minha cabe�a.
E essa ferida que est� em sua cabe�a
- Voc� viu isso? - N�o, ela � como um santu�rio.
Com seu chap�u sempre encima dela.
E quando o tirou para enxugar o pesco�o, ele tinha um gorro preto sob ela.
Saia, Simonnin!
A mesma que ele usava sob seu capacete.
- E o invent�rio, Godeschal? - Nada de novo.
Nenhum dos valores que ele descreve aparecem no invent�rio da propriedade.
- S�rio? - Sim. Pergunte a Desroches.
Nem tape�arias, nem a bacia perfurada em prata.
A pintura de Girodet, nenhum vest�gio?
Nenhum vest�gio disso, ou do arm�rio de exposi��o
para a cole��o de moedas que ele se gabou de ter.
Eu continuo dizendo a voc�:
Um arm�rio muito bonito, com oito gavetas
forradas de veludo, com buracos para as moedas antigas.
Em prata, bronze, todas as raridades.
12 dessas pe�as eram gregas, romanas, algumas at� mais velhss.
Despojos de guerra. Castelo Wiesbach.
Repito, senhor, o esp�lio nada menciona sobre essas coisas
e seus milh�es desceram para algumas centenas de milhares
talvez menos.
Eu continuo a recitar
Eu fiz uma lista dos meus bens antes de ir para a guerra.
Eu tenho a sua lista.
Mas comparada com a que sua esposa deu a Rougin
O invent�rio oficial de propriedade depois da sua morte
Minha morte!
Elas n�o s�o iguais.
� assustador.
� magn�fico.
Sua esposa roubou-lhe como um bandido, e que voc� pode perdoar.
Mas ela tamb�m roubou o Estado, que nunca perdoa.
Temos uma boa forma para traz�-la de joelhos.
Voc� n�o se importa. � um caso de fraude fiscal.
Se ela o contesta, vamos chamar testemunhas.
- Quais testemunhas? - Boutin, por exemplo.
Ele sabia em seus dias de gl�ria.
Ele viu a pintura, a bacia em prata, talvez at� mesmo o dinheiro
Boutin viu tudo. Ele at� tem uma pequena parte disso.
Mas eu n�o vou lev�-lo ao tribunal.
Verdade?
Ele queria.
Um policial em Estrasburgo.
- Ent�o. - Sim.
Eles me amea�aram com o hosp�cio.
Tudo bem, n�o Boutin.
Vamos buscar seus soldados e companheiros de arma.
A pesca ser� muito pobre nesse setor. H� muitos mortos.
Muitos mortos.
A R�ssia os devorou, todos eles.
Aten��o senhores, ataques de direita e de esquerda!
Ataquem guardando as coxas!
O tronco ereto e guardem as coxas!
Voc�s est�o a cavalo, senhores.
N�o se esque�am disso!
Endireitem as costas!
Seu imbecil!
Aten��o para as obscenidades!
- Ele quebrou meu nariz. - Bom para ele!
Em combate, poderia ser o seu cr�nio!
Filho da puta!
Parem a luta!
Sargento, as regras!
Sem palavr�es, sem blasf�mia.
Sem insultos.
Sem falar dos Bourbons ou seus comparsas!
Honramos o Imperador e aguardamos o seu filho.
Os infratores ser�o multados.
D� para ele dois quartos!
Cr�pin, recolha os bast�es.
Os demais podem fazer uma pausa.
Em sil�ncio!
Quem � este espantalho?
Sr. Derville.
Em forma��o, senhores!
Posi��es de combate!
Ataquem!
Os documentos, coronel.
Os pap�is da Alemanha.
- Ol�, coronel. - Ol�, senhor.
Como voc� me encontrou?
Tivemos que seguir voc�.
Existe algum lugar calmo que podemos conversar?
� claro, venha.
Voc� mora aqui?
Eu queria esconder esta pobreza de voc�.
Que cheiro!
Os ursos dormem l�.
- S�o seus? - S�o de Boutin.
Eles dan�am, d�o-nos moedas, e � assim que n�s comemos.
Falando nisso, estou envergonhado, mas
voc� quer falar sobre o dinheiro tamb�m?
Francamente, sim. N�s nos conhecemos h� dois meses.
Voc� recebe cinco francos por dia.
- N�o � Boucard que lhe paga? - Sim.
Sim, em dinheiro toda sexta-feira.
Ele me faz assinar um recibo.
Bem, ent�o?
Esse � Boutin, meu ordenan�a.
N�o h� melhor alojamento em Paris? O cheiro � horr�vel!
Mais adequado ao posto de Coronel
o Grande Oficial da da Legi�o de Honra?
N�o h� nem alfaiates, nem fabricantes de peruca, nem sapateiros?
Voc� acha que eu estou desperdi�ando o meu dinheiro?
Para que as pessoas possam dizer, Chabert gasta
em vinhos, jogos e mulheres?
- Eu s� quero dizer... - Quando eu for rico, voc� ter� em dobro.
Dez vezes, cem vezes, tudo!
E voc� sargento, est� muito desleixado!
Landrevec, voc� est� rid�culo!
Guarde sua coxa e cabe�a!
Combate de sabre � uma ci�ncia.
Para o calv�rio, a ci�ncia da sobreviv�ncia.
Sobreviv�ncia � dever de um soldado.
"Os relat�rios do Ex�rcito Imperial. "
Conhe�o-os de cora��o at� parar na batalha de Eylau.
At� a minha morte.
Ent�o ficaram sozinhos.
"de cora��o". Voc� admite abertamente?
Por que n�o?
Voc� pode dizer que para mim � sem import�ncia.
Mas suponhamos...
Venha, vamos estar melhor fora.
Suponha que
nosso advers�rio est� ouvindo e em uma admiss�o ing�nua
ele diga: "O impostor memoriza tudo!"
- E esse fedor de urso em tudo! - O vento sopra a volta.
N�o se preocupe. Eles est�o acorrentados.
Brie � o mais novo. Eu dei-lhe a Boutin.
Sente-se, sente-se.
Voc� tem os pap�is?
Todos eles: Cirurgi�o, advogado, hospital.
Sente-se.
Vamos marchar em meio as costelas
As costelas, tra-la-la-la-la
Vamos marchar em meio as costelas
Oh, como vamos rir!
Vamos marchar em meio as costelas Ra-ta-ta
Tra-la-la-la-la
Estamos treinando os filhos dos mortos para a guerra.
Assim a verdade ser� restabelecida.
Dois dias atr�s eu me desesperava por recuperar o meu nome.
Eu estava indo para a rua
querendo gritar por justi�a.
Agora a justi�a ser� feita.
Os pap�is dizem que eu sou Chabert.
Eu vou ser premiado com o restante.
- O restante? - Sim.
O meu dinheiro. O meu posto. A minha esposa.
Chabert. Coronel Chabert. Um bom homem.
Voc� n�o teve filhos em seu casamento.
Eles tiveram dois.
Voc� s� informou sua sobreviv�ncia depois de seu segundo casamento.
Moralmente, a sua posi��o � fraca.
Voc� enfrenta uma mulher que j� n�o lhe ama, e seu marido.
Pessoa poderosa que pode influ�nciar os tribunais.
- Justi�a � justi�a, n�o? - Sim, mas apenas justi�a.
Vamos transigir com ela.
Transigir � a chave.
- Voc� afirmou que iria ganhar. - Eu ainda pretendo.
Mas ap�s 5, 10, 20 anos de brigas
Hoje nos encontramos fortalecidos.
Poder�amos seguir rapidamente, fora do tribunal, sem processos.
- E a honra? - A honra � estar vivendo bem.
Vou apelar para um compromisso de 400.000, talvez mais.
N�s vamos oferecer a anula��o do casamento
Se os Ferrauds ajudarem a anular o seu atestado de �bito.
Viver� novamente e se aposentar� com o posto de general.
Toda garota da prov�ncia e sem dinheiro
estar� aos seus p�s.
Mas eu vendi a minha garota.
Minha esposa.
Derville!
Bom dia, meu querido Derville.
Senhora, eu n�o tenho muito tempo
e temos um s�rio assunto para discutir.
Eu estou desesperada! Meu marido est� fora.
Estou muito feliz. Ele teria se desesperado de nos ouvir.
Delbecq diz que voc� pode gerenciar seus pr�prios assuntos.
Ent�o vou chamar Delbecq.
Eu sei de sua habilidade e devo��o a voc�
Mas acredite em mim, estamos melhor sozinhos.
Eu digo que seu rosto e sua voz s�o assustadores.
Algumas palavras v�o mostrar que estou falando s�rio, madame.
Chabert est� vivo.
Eu vi ele. Eu o conhe�o.
Pare de palha�ada. O que voc� n�o vai pensar!
Devo mostrar-lhe os documentos provando a sobreviv�ncia do seu primeiro marido?
� uma mentira.
Este tal chamado Coronel Chabert deve ser um impostor, um ex-presidi�rio.
Chabert pode voltar � vida?
Bonaparte enviou um assessor para me informar
de sua morte, e me foi concedido 3.000 francos
da pens�o, como sua vi�va. Pela C�mara.
Eu justamente rejeitei todos os Chaberts que apareceram
como eu rejeitarei todos aqueles que vir�o.
Felizmente, estamos sozinhos. Podemos contar mentiras entre n�s.
Eu n�o trabalharia em uma fraude.
Voc� sabe disso.
Voc� est� representando este impostor?
Eu tive pena dele, e ele tem muitas provas.
Tenho certeza de que pode facilmente refutar suas "provas".
N�o. Elas s�o fortes o suficiente para cancelar o atestado de �bito.
Se voc� perder com isso, voc� perder� o restante.
Que causas est� defendendo?
A dele ou a minha?
Eu ainda sou o seu advogado, como o sou do coronel Chabert.
Voc� acha que eu quero perder um cliente
t�o valioso quanto voc�?
- Voc� n�o est� me ouvindo. - Ao contr�rio.
Mal posso esperar para ouvir o resto.
Eu estou em uma posi��o de saber qu�o grande � a sua fortuna.
Ela � colossal.
- Isso � uma vergonha? - Nem um pouco.
Admiro a sua capacidade para faz�-la crescer.
Mas na sua origem foi do Coronel Chabert.
O que ele me deixou n�o tem nada a ver com o que eu tenho agora!
Acalme-se, por favor.
Por um lado, essa fortuna.
Por outro lado, a pobreza de um homem recusado de ajuda.
Significa o reconhecimento de ajuda!
Reduzindo-o a mendic�ncia ir� prejudicar a sua reputa��o.
Ent�o vamos ao tribunal!
Posso perder 100 mil para o seu "Sr. Chabert"
mas o meu segundo casamento � legalizado por causa de meus filhos.
Como saberemos como os tribunais ver�o uma quest�o sentimental?
Temos por um lado uma m�e e seus filhos
e por outro um velho homem vivendo na pobreza e infelicidade
pelo destino, mas tamb�m por voc�.
Os ju�zes s�o homens raramente jovens, na flor da vida.
Eles ver�o um perdido, um Chabert enrugado
incapaz de encontrar uma outra esposa, e ent�o
voc� ir� ao tribunal, mas os tribunais s�o p�blicos.
Lugares onde segredos s�o revelados, proclamados.
O seu advers�rio n�o � um mudo.
Um bom advogado pode pintar voc� em cores odiosas
e despertar talvez
um inimigo inesperado.
Estou lhe dando um amistoso alerta para o risco.
Um inimigo inesperado?
Seu marido, o Conde Ferraud.
O Conde Ferraud tem por mim os melhores sentimentos.
- Eu sou a m�e de seus filhos. - Mas n�o um advogado!
N�o fale bobagens para um homem que conhece o cora��o humano.
Nesse momento, eu tenho certeza de que ele te ama
e n�o tem nenhum desejo de romper os la�os que unem voc�s.
Imagine que algu�m venha lhe dizer
que seu casamento poderia talvez ser anulado.
Ele recusar�.
N�o, Senhora.
Ele teria necessidade de raz�es fortes.
N�o ser� mais forte que, com o seu casamento anulado
n�o haveria nenhum obst�culo para uma nova uni�o?
Eu sei de colegas franceses ansiosos em casar uma filha.
Um decreto real
poderia fazer o pariato heredit�rio
de pai-de-lei para o filho-de-lei.
Eu nunca teria qualquer advogado, mas voc�, Derville.
Obrigado, condessa.
O que devo fazer?
Transigir, negociar.
Isso � sempre assim.
O coronel
Voc� acha que ele ainda me ama?
Eu n�o posso imaginar que ele sinta de outra forma.
Vou enviar-lhe um acordo
com um protocolo suscet�vel de ades�o por ambas as partes.
Eu penso que a primeira reuni�o poderia acontecer
nos pr�ximos dias.
Est� tentando ficar doente?
- Dormi mal. - Quando ser� a reuni�o?
- Meio-dia. - Voc� tem tempo para um cochilo.
N�o.
Por uma mulher. Realmente!
Especialmente a sua pr�pria.
Eles est�o apenas em um caso. Eu empurro para Pomains.
N�o h� carruagem p�blica, n�o � seguro para um cavaleiro solit�rio.
Desertores do ex�rcito.
Mantenha um olho em Gilbert na minha aus�ncia.
Ele est� oscilando em torno de Julie.
Verdade?
Ele � prometido para Mathilde.
Se ele brinca com uma rival, podemos perd�-lo para Mathilde.
O que te interessa?
Eu estou ligado a ele. Ele conhece cavalos e medicina.
O que voc� vai fazer em Pomains?
Mais perguntas.
Ouvi dizer que o Marqu�s irm�o de Termesson vive l�.
Em Pomains.
Ela vai vender as terras que fazem fronteira e meus bens a um pre�o justo.
Voc� disse que eram demasiado pobres para qualquer extravag�ncia.
Um bom motivo para um r�gido negociar com a velha bruxa.
A menos que voc� me empreste o dinheiro que eu preciso.
Eu disse que n�o.
Est� bem, Berry!
Eu s� preciso de 80.000. Isso n�o � nada para voc�.
Para mim, ele completar� minha vincula��o ao pariato
sem recorrer a agiotas.
Vou at� Groslay para saber sobre as rendas agr�colas.
- Voc� poderia emprestar essa quantia a outro. - Estou sem dinheiro.
Tudo foi aplicado na refinaria de a��car.
A refinaria de a��car! O progresso!
Uma fortuna constru�da sobre beterrabas.
Meu amigo, n�o fui eu que ditou o contrato de casamento.
Suas demandas est�o trabalhando contra voc�
e eu posso gerir a minha fortuna como eu quiser.
Eu te dei um nome.
E uma posi��o social.
- Que vale a pena - As crian�as?
Voc� os tem.
Incluindo um filho que est� al�m do pre�o.
Voc� nunca me escuta. Ou o Delbecq.
Apenas os velhos caturras do pariato
com suas maquina��es de riquezas.
N�o v� embora zangado.
Vou falar com Delbecq, ver o que podemos fazer.
40.000
Seja cauteloso.
� hoje que ir� ver Derville?
Apenas para algumas assinaturas.
Berry, o Conde est� partindo.
- Este vestido, senhora? - Sim, coloque-o na cama.
Voc� nunca mais ir� v�-la novamente
nossa empregada Julie.
Estou demitindo-a.
Voc� tem Gilbert, eu tenho Mathilde.
E voc�.
Depressa! Tenho um encontro no advogado em uma hora.
Eu a vi! Ela est� chegando! Chefe!
Ela est� aqui!
Quieto, Simonnin!
N�o grite! Quieto!
Voc� vai usar uma peruca, e n�o um chap�u! E n�o esque�a a medalha da Legi�o de Honra.
Voc� deve ser impressionante, muito impressionante!
Sr. Derville est� no escrit�rio, condessa.
Veja, uma mulher que visita o Conde Ferraud em dias �mpares
e o coronel Chabert nos dias pares!
Em anos bissextos o conde equilibrar�!
Eu aposto uma caixa de bombons
- Que eles se beijam e fazem as pazes. - Bobagem!
Ela � um tigre antrop�fagico. Ela vai devorar Chabert!
Eu n�o sabia se voc� estaria pronta para ver o coronel Chabert
ent�o eu os separei.
Estou grato pela cortesia.
Estarei no quarto ao lado
onde o Sr. Boucard vai anotar as rea��es das partes.
Sr. Chabert concordou em permanecer na sala ao lado.
E eu vou ler em voz alta uma proposta para ambos ouvirem.
Eu irei para ambos para colher as suas opini�es.
Vamos come�ar, Derville.
Muito bem, senhora.
Fica acordado no dia de hoje
no escrit�rio do Sr. Derville
advogado, e em sua presen�a, etc., entre
de um lado, o Sr. Chabert
Am�d�e Jacques Hyacinthe
Conde
General de Brigada, Grande Oficial da Legi�o de Honra
domiciliado em Saint Gervais
e, do outro lado
Senhora Rose Chapotel,
Marie Cecile
esposa de... - V� as preliminares!
Eles explicam as suas respectivas posi��es.
- Os termos, os termos! - Estou chegando a eles.
No artigo Um deste acordo
voc� reconhece diante de mim e de meu funcion�rio
Am�d�e Boucard
- Ol�, Boucard. - Meus sentimentos, condessa.
Voc� concorda que a referida pessoa, cuja identidade � dada
em um ato de autoridade realizada por Alexandre Crottat
advogado e por seu sucessor Roguin,
que o seu primeiro marido � o Coronel Chabert.
O Coronel e Conde de Chabert disse e concorda
em primeiro lugar, a renunciar todos os direitos desta outorga.
Segundo, iniciar um processo de para dissolver o casamento
aos 30 dias ap�s a sua certid�o de �bito seja anulada
desde que as cl�usulas financeiras sejam cumpridas.
Ele fez duas propostas:
Um pagamento anual de 30.000 francos
inscritos no registro p�blico.
Isto envolve um pouco de publicidade.
N�o, o nosso acordo deve ser mantido em segredo, longe da publicidade!
Muito bem, senhora.
A outra proposta
p�em a t�rmo toda a negocia��o com o pagamento
o pagamento de um forfait
cuja soma final � de
420 mil francos.
Isso � um absurdo! 420 mil � um absurdo!
� demais! A soma � um absurdo!
400.000 � o m�nimo.
Seja razo�vel, Derville.
Ser� que o seu dinheiro vem t�o facilmente?
150.000, e isso � muito.
- 400.000. - N�o!
400.000, n�o!
180 mil.
Mas, Senhora
O que voc� espera?
Rejeito essas afirma��es indecentes.
Mas eu n�o quero nenhum processo.
Eu sei o que eu quero.
Que o coronel continue morto?
Ent�o eu irei ao tribunal! Eu prefiro isso!
Uma a��o! Eu n�o sou influenci�vel!
400 mil � uma fraude! � uma loucura!
Ent�o vamos ao tribunal! Vou dizer como eu te deixei mais de um milh�o!
E como voc� pechincha sobre o meu renascimento.
Este homem n�o � o coronel Chabert.
Eu vou provar a nossa intimidade.
Descrever as marcas secretas em seu corpo.
Voc� quer um exemplo? Eu tamb�m!
Ela estava em um bordel!
A primeira vez que me teve.
Apostei 100 francos em uma aposta e eu ganhei!
N�o se apresse em sair! Eu tenho muito a dizer!
Eu quero 420 mil! E os meus direitos!
Por lei, tenho dois dias por m�s dos direitos conjugais.
Ent�o, se eu quiser! Dois dias por m�s.
Dois dias. Duas noites.
Ele � um louco!
Ele deve ser preso, coloquem em uma camisa de for�a!
Dois dias, duas noites, como nos velhos tempos, Condessa!
Como no bordel!
Tribunais gostam de ouvir sobre cadelas! Vamos ver se eu estou louco!
Est� tudo acabado. Comecem a trabalhar. Nem uma palavra sobre isso!
Sua identidade est� comprovada. Ela empalideceu quando viu voc�.
Sua palidez vale um depoimento. Boucard, o chap�u do coronel.
- Uma loucura. Eu vou mat�-la. - Voc� vai ser preso e guilhotinado.
Vou levar essa medalha e mandar gravar o seu nome nela.
Esque�a de matar essa mulher e p�r tudo a perder.
Isso seria um erro imperdo�vel.
Coloque o seu chap�u.
Eu n�o sou louco, voc� sabe. � criminoso dizer isso!
V� para casa. Vou iniciar o processo. Tudo ir� bem.
N�s come�aremos em alguns dias. Eu quero ver voc� feliz.
Evite armadilhas. N�o concorde com nada, nem assine nada sem me perguntar.
Seja cauteloso. Temos as armas e sua esposa sabe disso.
Ela sabe disso.
Venha.
Por favor. O que est� esperando?
Senhor, eu reconheci voc�.
Por favor, entenda.
Como eu poderia admitir os meus erros
confessar diante de todas essas pessoas?
Eu recebi suas cartas
mas um ano depois de sua morte.
Eu j� tinha me casado novamente. Um m�s antes.
Voc� era meu �nico sustento.
Eu s� tinha sido tolerada por seus m�ritos.
Sem voc�, eu n�o seria ningu�m novamente.
Ent�o eu conheci Ferraud. Ele tem sido bom para mim.
Muito bom.
Voc� tem as minhas cartas.
Mas sujas, e pouco leg�veis.
Eu temia que estava sendo enganada por um Chabert falso.
Ent�o
uma nova fam�lia aliviou o meu luto.
Voc� chorou por mim?
Onde voc� est� me levando?
A minha casa de campo em Groslay.
se voc� tem tempo sobrando, podemos decidir o rumo a tomar.
� o meu ref�gio.
Em Paris, n�s conhecemos muitas pessoas.
Estamos sempre nos vendo.
Os colegas de Conde Ferraud.
Ele est� no Conselho de Estado.
Homens proeminentes, os membros da Academia, os ju�zes.
Ningu�m vem aqui. � pac�fico.
Conde Ferraud gosta de descansar aqui.
As crian�as adoram este lugar.
Conde Ferraud projetou ele mesmo os jardins.
- Voc� nunca diz "meu marido"? - Eu posso?
Delbecq, meu mordomo. Sabe o pre�o de tudo!
Coronel Chabert, o her�i da... voc� sabe.
Eu preciso de alguns momentos para dar ordens.
Eu quero as crian�as aqui amanh� cedo.
Ser� feito, Senhora. E o Coronel?
� mais complicado do que eu esperava.
Gostou?
Sim.
� lindo.
Foi o que eu te dei quando da minha nomea��o de General.
Vou vend�-lo.
Como fa�o para obter os 400.000 que Derville est� pedindo?
Venha. Eu vou te mostrar seu quarto.
Voc� tinha certeza de que eu viria aqui?
Eu esperava que n�s j� ter�amos chegado a um acordo.
Infelizmente.
Por que "infelizmente"? � f�cil concordar.
Eu duvidava de todo o mundo Rose, de voc� de mim.
Seja razo�vel!
Voc� ainda � t�o ador�vel. Razo�vel? N�o somos marido e mulher?
Mesmo que a lei esteja do seu lado, N�o sou mais sua.
O meu cora��o mudou.
Voc� n�o deve amar-me como sua esposa.
Eu amo outra pessoa.
A vida nos separou, o dano j� est� feito.
Por que reabrir velhas feridas?
Fa�o um apelo para voc�.
Tenente.
Voc� pode me ter pela for�a.
Mas eu amo Ferraud
e os meus filhos.
Quando o destino me fez uma vi�va
Eu ainda n�o era uma m�e.
Assim, os mortos est�o errados por reaparecer.
Eu venho chamar voc� quando o jantar estiver pronto.
Nada al�m de partilhar minha parte.
E nem mesmo tudo isso.
Voc� era parte disso
e eu perdi voc�.
Voc� sabe como � a vida, a fortuna muda.
Infort�nios ocorrem, casas queimam, doen�as vem
As pessoas morrem.
� a aventura de todos.
Minha sorte � que eu n�o estou morto.
Eu tive o infort�nio da doen�a,
mas minha casa n�o queimou. Foi roubada, e eu prendo o ladr�o!
Eu s� quero a metade, a metade do que est� nela.
Na casa.
A solu��o � simples.
Quando a m� not�cia veio
eu tinha que obedecer a lei.
- Ent�o eu fui a um advogado - Roguin?
Sim. Eu elaborei um invent�rio de sua propriedade.
A vida n�o muda tanto como voc� diz.
Condessa Chabert, Condessa Ferraud.
Risque o polon�s e voc� encontra Rose Chapotel
que vende um objeto de dez centavos por tr�s francos.
O invent�rio de sucess�o
foi verificado, linha por linha.
Tudo de valor desapareceu.
As tape�arias
as moedas de ouro, a prataria
O servi�o de ponche de Josephine.
400.000, n�o!
Quanto?
180.000?
N�o.
300 mil.
� muito.
250 mil.
Eu n�o posso roubar os meus filhos sem melhor refletir.
Ferraud � ambicioso. Eu ajudo-o no melhor que posso.
Se voc� extorquir a mim tamb�m
200.000?
Bem, vamos ver. O que eu preciso?
Uma casa pequena pr�ximo d'Auvergne. Na regi�o de onde vive Boutin.
Ele vai dar aulas de esgrima e de espada.
Coelhos, galinhas
a pesca, lenha para o inverno.
um jornal e meu tabaco.
Com 1.000 por m�s eu vou viver como um pr�ncipe.
Quem pode viver com 1.000 por m�s?
Eu quase sempre tive 1/100 disso.
Dez francos? N�o, nem sempre.
Dez francos? Voc� pode realmente?
Dez francos por um m�s inteiro?
N�o, voc� n�o pode. Mas voc� sobrevive.
E se arrepende.
Voc� pode muito bem se arrepender.
Meu Deus
Como voc� mudou.
Voc� tamb�m.
Modificada.
N�o h� mais riso?
Com Ferraud voc� ri?
N�o.
Tenho certeza de que n�o, nem mesmo na cama.
Aposto que voc� faz o jogo da duquesa
com esse manequim.
Ainda rindo.
Voc� s� sabe ser �spero com as mulheres ou rir delas.
Eu n�o cederei.
Ferraud e voc�, s�o dois c�es de ca�a mordendo em diferentes lados.
Ferraud normalmente me protege de voc�
mas quando ele ouve que voc� est� de volta eu leio o meu destino em seus olhos.
Mas voc� continua me dizendo que voc�s dois est�o apaixonados.
Eu estou, sim!
Ele ainda finge ser.
Mas as mulheres podem ler os homens como um livro aberto.
Um livro aberto.
Meu Deus!
Estou t�o assustada!
Senhora, as crian�as chegaram.
Eu j� vou descer.
O velho n�o dormiu na sua cama.
Eu o vi sair. Sua cama ainda estava feita.
Tudo bem, vamos.
Para mim ele dormiu sobre ela.
Delbecq venha ver!
- N�o sei o que fazer com o Coronel! - Ent�o senhora, paguemos!
N�o. N�o � pelo dinheiro, que pode ser arranjado.
Ele � terr�vel.
� um mascarado. Estou aterrorizada.
Ele representa, olhar distante. Eu penso que eu ganhei.
Ent�o ele olha para tr�s, e vejo que nada est� decidido.
O Coronel � um homem af�vel.
Acredite em mim, ele � um monstro.
Se ele recupera seu nome e seu t�tulo, o que ser�?
- Perd�o de perguntar, ele avan�ou? - Sim. Hoje.
Ent�o n�s ganhamos.
N�o, � o juramento de um b�bado.
Por um capricho, ou maus conselhos, ou seu desejo pelas mulheres.
Eu vi a gar�a voando.
Eu vi o ninho.
Tr�s ovos.
Ovos.
O que sai pode n�o ser um p�ssaro. Poderia ser
A cobra, uma tartaruga
Um drag�o.
Um drag�o de duas cabe�as.
Leve as crian�as para dentro Mathilde!
- Mas, Senhora. - Leve-os para dentro. Ainda est� frio.
No Egito existem grandes lagartos chamado de crocodilos
que tamb�m saem dos ovos.
Depressa!
Voc� os assusta.
O que h� de errado?
N�o � nada.
Chorando de novo?
Eu posso ver que voc� chora.
Delbecq disse que seria imprudente traz�-lo aqui sem avisar o meu marido.
Se o Conde souber, ele poder� tir�-los de mim.
Eu n�o vou dizer a ele.
Mas meus filhos te viram!
Eles v�o falar.
Eles v�o ser tirados de mim.
Eu n�o poderia sobreviver a isso.
Eu me mataria!
Para mim, est� resolvido. Eu pensei durante a noite passada.
Eu tomei a minha decis�o. N�o se preocupe.
D�-me 12 mil francos por ano
Um bom coche e um cavalo, e estaremos quites.
Voc� quer dizer...
Voc� n�o ir� mais ouvir de seu marido morto.
Mas...
voc� poderia mudar de id�ia
amanh�, ou daqui a uma hora.
Voc� me conhece muito mal!
N�o.
Confio em sua generosidade.
Mas sua decis�o obriga a um voto de sil�ncio.
Uma mentira permanente.
Voc� estar� melhor morto.
A morte � mais suave do que voc� pensa.
Eles querem provas de sua boa vontade.
Eu n�o posso viver esperando voc� reaparecer sob algum pretexto.
Voc� n�o � mau, mas voc� � muito caprichoso.
Mesmo antes, voc� era um tanto estranho, se lembra?
Seu ferimento na cabe�a deve ter acentuado isso.
Minha palavra n�o � suficiente?
Voc� quer formalidades, assinaturas, selos, editais oficiais?
Ent�o vamos voltar para Derville.
Para Derville?
Se voc� concordar, h� um advogado aqui. Podemos resolver isso hoje.
Bem, ent�o vamos usar esse advogado.
Ele � muito conveniente, n�o �?
A prataria? Sim, ela sempre fez isso.
A condessa. Sempre.
Antes de morrer, fa�am brilhar a prataria, dizia ela.
Um s�mbolo de amizade. Josephine.
A Imperatriz. Seu servi�o de ponche.
Um presente de casamento.
Onde est� a condessa?
Em seu escrit�rio, no final do corredor a esquerda.
- Mas o advogado est� com ela. - Eu sei. Ele est� aqui para mim.
Este � o co-signat�rio.
Senhor, a Condessa pediu-me
para ler-lhe este acordo
- Ele j� est� elaborado? - Os advogados sabem como.
Tudo certo. Voc� pode l�-lo.
Neste 14 de junho, 1817
foi feita diante do Sr. Sarrazin, advogado em Montmorency
na presen�a de Marie Gratien e Delbecq Leon atuando como testemunhas
o seguinte acordo entre ambos:
A Condessa Ferraud, nascida Rose Chapotel
compromete-se a um pagamento anual ao co-signat�rio desde termo
at� a morte de um dos dois
a soma de 12.000 francos
em doze partes iguais de 1.000 francos
a ser pago no primeiro dia de cada m�s.
Al�m desta soma, o advogado Derville em Paris receber�
uma taxa �nica fixada em 2.000 francos.
Em contra partida o co-signat�tio
concorda a renunciar para sempre e definitivamente
a identidade usurpada do Coronel Chabert
que ele admite ter tomado de forma fraudulenta
Como voc� pode imaginar que eu assinaria tal texto?
Eu queria ver o qu�o longe esta farsa iria.
Eu n�o imaginava que voc� poderia descer assim t�o baixo.
- Eu disse que tinha desistido. - Sobre o dinheiro, sim.
Mas seu nome � uma amea�a. Preciso de garantias. O que h� num nome?
Meu nome, Senhora, � a minha honra.
Honra! Que honra?
A honra de ser um fardo para a sociedade
um louco que n�o consegue viver sua vida sem ajuda?
Senhora,
agrade�o ao destino que nos separou.
Eu n�o vou te amaldi�oar. Eu te desprezo.
Eu n�o desejo nem vingan�a.
Eu n�o quero nada dela.
Que ela viva tranquila na f� de minha palavra, mais estimada do que qualquer advogado rapina.
Eu nunca vou abandonar o meu nome que foi glorificado e que ele desonra.
N�o me toque!
Por favor, entenda. Sem os filhos...
Sem os filhos?
Voc� estaria morta.
Ela teria adorado ver-me espumando e gritando os insultos que ela merecia
para dar-lhe um pretexto de me chamar de louco
ent�o ela poderia ter me trancado em Charenton.
Caro Sr. Derville
Eu de repente me dei conta de uma doen�a incur�vel:
O desgosto com a humanidade.
Voc� mal poderia medir meu desprezo para o mundo
e para a vida p�blica que a maioria dos homens valorizam.
Com exce��o de Boutin e voc�.
Voc� que me ouviu e me ajudou mais do que um filho poderia ter feito.
Hoje estou retornando para os subterr�neos dessa terra.
Eu n�o poderei demonstrar-lhe minha gratid�o por sua bondade
mas eu posso t�-la bem proeminente em meu cora��o.
Ela reina plena e intacta.
Mas o que mais um infeliz pode fazer?
Ele ama, e isso � tudo.
Uma boa alma como a sua, coloca pensamentos finos encima de roupas finas.
Eu n�o choro e a ningu�m desprezo.
Adeus, e obrigado.
� preciso compreender que a morte pode vir a uma pessoa sem a dissolu��o da fam�lia.
Ela pode at� mesmo ampliar o grupo
por trazer � luz de parentes desconhecidos.
Mas esse n�o � o seu caso.
Tudo bem.
Derville?
Voc� n�o disse que faria uma visita.
Eu n�o vim para ver voc�, Senhora.
Ou melhor, n�o somente voc�.
- Voc� queria me ver? - Sim, ele me surpreendeu!
A lista mais recente de pares novos, senhor Conde.
Eu sei.
Quatro idiotas que passaram por mim.
Eles s�o jovens, Conde. Eles v�o estar l� por muito tempo.
Gonpalet! Ele enriqueceu burlando sob Napole�o.
Ele levou uma vida devassa. Amantes, bastardos.
Habilidade em corrup��o, riqueza, e um conhecimento da lei
- Voc� est� aqui para isso? - Indiretamente, sim.
Uma poss�vel conex�o.
Uma surpresa.
Uma visita que eu recebi e da qual n�o foram informados,
embora ela nos ofere�a uma maneira.
Voc� est� sendo misterioso. Do que se trata?
Uma maneira de fazer o que?
Uma maneira, talvez
de reverter as nomea��es injustas.
- Eu n�o compreendo. - O pareato, Conde.
O Coronel Chabert est� vivo. Eu o vi.
Chabert? Seu primeiro marido?
Os mortos ressuscitaram.
Isso � imposs�vel!
Ele veio me ver. � ele. Uma identidade incontest�vel com uma massa de provas.
Chegou o momento de decidir, Armand.
Se voc� me arrastar para dentro disso
eles ter�o de declar�-lo vivo.
Ele anunciou para todos suas reivindica��es
mas isso liberta-o das cadeias do casamento. N�o � mesmo?
� verdade que ningu�m na Fran�a pode ter duas mulheres
ou dois maridos.
Quero dizer, oficialmente.
Incr�vel! Voc� escondeu tudo isso de mim?
Por quantos dias ou semanas voc� mentiu?
Mentir?
Por que mentir?
Eu lutei. Seu desejo em f�ria o engatinhava em dire��o ao trono.
O pareato! Que mis�ria que me fez passar!
Todos aqueles sorrisos para as pessoas desprezando n�s dois.
Os concertos, jantares, reuni�es.
Cada um deixou-lhe mais distante de mim.
A culpa em seus olhos
esse ar polido para mim, um obst�culo � sua ambi��o.
Sem o meu dinheiro...
Senhora Condessa
Senhor Conde
Estou � vossa disposi��o em todos os momentos.
Bom dia, Irm�.
Seu protegido est� sob as arcadas hoje.
- Ele est� bem? - N�o sei dizer, mas ele � muito d�cil.
Obrigado, Irm�.
Coronel Chabert, voc� tem o ar de um pequeno tenente.
N�o, n�o.
N�o Chabert. Hyacinthe. O velho Hyacinthe.
N�mero 164, sala 7.
Eu te trouxe um pouco de queijo de Montreux.
- E p�o branco! - Branco? Bom!
A Condessa, sua esposa, est� partindo da prov�ncia.
Ela ainda tem um futuro.
P�o branco.
Bom!
O Conde Ferraud disse que vai casar
a mais velha das filhas, Courcelle.
O que vai fazer dele um par da Fran�a dentro de dois anos.
Eu tamb�m trouxe uma garrafa de vinho tinto.
O condenado morreu?
Este vinho tinto
n�o � t�o forte como da �ltima vez.
E tabaco.
Bom tabaco.
Chabert!
Mas posso descrever a morte.
A morte � vermelha, depois azul.
E depois � fria.
Acima de tudo, � silenciosa.
A morte � o sil�ncio da morte.
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