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HITLER - A Trajetória do Mal Parte 2
Por aqui, Sr. Hitler, por favor.
Prisão de Landsberg Abril de 1924
Temos um pátio onde pode se exercitar.
Pode receber as visitas que quiser.
O Sr. Hess está logo ao lado,
e poderá secretariá-lo durante sua estada aqui.
Se houver algo que possamos fazer...
para deixá-lo mais confortável, basta avisar.
Algo errado, senhor?
Elas estão morrendo...
Leve-as, não gosto de coisas moribundas perto de mim.
Sim, senhor!
E, se me permite dizer, senhor, é uma honra servi-lo.
Bem-vindo, meu Führer.
Obrigado Hess.
Bem, é agradável não é?
Só faltam duas coisas: audiência e dinheiro.
Talvez escreva as minhas memórias. O que acha?
-Uma ideia excelente. -Ótimo.
Vou precisar de um editor.
Estive pensando...
agora que o Hitler está preso e não temos mais preocupações,
por que não vamos para a América?
-Querido, ela está doente. -Encontraremos um médico...
melhor do que qualquer um aqui que irá curá-la.
Daqui para a frente, prometo...
que minha família vem primeiro.
Sr. Hanfstaengl...
uma ligação para o senhor da prisão de Landsberg.
A Áustria é linda nessa época, não?
Eu...
escapei por pura sorte.
Achei que no exterior eu poderia ser útil.
Sim, quanta generosidade.
Em razão disso,
tenho visto mais vezes a sua mulher do que você.
Sim, ela o admira muito.
E você não?
Claro que sim.
Sabe que faço qualquer coisa para ajudar a sua...
a nossa causa.
Estou escrevendo a minha autobiografia.
"4 Anos e Meio Contra a Estupidez,
a Mentira e a Covardia". Um título convincente, não?
Sim, é muito bom!
-Talvez pudesse encurtá-lo... -Está vendo?
Viu?
Você entende deste assunto!
É por isso que quero que seja meu editor.
Mas Sr. Hitler, minha família só publica livros de arte.
Além disso, vou com Helene para a América...
Não, não vai!
Estou farto dos seus sumiços constantes.
-Minha filha está muito doente. -Agora, escute com atenção!
Deixei o seu nome fora disso.
Teria sido muito difícil para a sua família
se também tivesse sido preso, não?
Você vai ficar e me ajudar com o meu livro.
Agora que está ausente, falta liderança no Partido.
E como o meu nome está intimamente ligado ao Partido,
sinto que é meu dever dar continuidade.
Falando nisso, Röhm acha que é uma ótima ideia.
Acha que com o meu apoio político,
irá reorganizar o exército dele.
Pode ser que até me candidate à Presidência.
E não se preocupe,
haverá um lugar para você quando regressar.
Você é muito gentil.
Escreva uma carta, Hess.
Ao Comitê Central do Partido.
Comunico minha renúncia à vida política.
Não desejo mais participar do Partido.
Estou ocupado demais escrevendo.
Mas sem o senhor é o fim do Partido!
Precisamente.
"Considero hoje como uma feliz
determinação da sorte que Braunau tenha sido destinada
para lugar do meu nascimento."
"Nessa cidadezinha,
bávara pelo sangue, moravam os meus pais."
O meu pai era funcionário público.
Não!
Escreva: "Um zeloso funcionário público."
E a minha mãe era, sobretudo, devotada à família.
"Um dia, passeando pelas ruas centrais da cidade,
subitamente deparei com um indivíduo
vestido em longo cafetã e cachos negros na cabeça."
O meu 1º pensamento foi: "Isso é um judeu?"
Depois reformulei a minha pergunta:
"Isso é também um alemão?"
Eles são fortes, mais fortes do que nós.
Precisamos de mais espaço para viver,
para expandir, para nos manter!
Ou a Alemanha se livra dos judeus, ou não haverá uma Alemanha.
Precisamos de um líder, um homem de grande visão,
um homem com a coragem de reduzir seus inimigos a pó!
E esse homem vive! Está bem vivo!
E guiará o seu povo à vitória!
Foi uma honra, meu Führer.
Munique, Alemanha, 20 de dezembro de 1924
A febre cedeu e consegui fazê-la dormir.
Graças a Deus!
-Podemos começar agora? -Sim, querido, claro.
-Vamos lá. -O que é?
-Então? -Ah, um jardim zoológico!
Um rinoceronte, um leão, um tigre, um macaco!
Como eu queria isso!
-Tio Dolf! -Egon!
Feliz Natal. Feliz Natal!
Eu tenho um presente para você!
Sr. Hanfstaengl. Helene.
Está linda como sempre.
Sr. Hitler, que surpresa.
Teve que quebrar pedras na prisão?
Não, não, Egon.
Fiz algo bem mais difícil do que isso, obrigado!
Escrevi um livro.
-Vai publicá-lo, papai? -Não, Egon.
Só publicamos livros de arte.
-Quer dizer que não tem imagens? -Não, nada de imagens.
Mas venderá bastante.
E quem o editar ganhará muito dinheiro.
Sr. Hitler, se quiser discutir negócios
-ou política, nós podíamos... -Claro que não!
É Natal! Não foi por isso que vim.
Mamãe!
Com sua licença, Sr. Hitler. A nossa filha não está bem!
-Mal dormimos a noite passada. -Não, deixe comigo, descanse.
Ela está muito doente?
Sim.
Nós não...
ainda não sabemos o motivo.
Helene.
enquanto estive na prisão...
eu só pensava em você.
Você salvou a minha vida...
quando tirou a arma das minhas mãos.
-Por favor Sr. Hitler! -Não, não por favor!
Eu nunca admirei uma mulher
tanto quanto eu a admiro.
Tão corajosa...
tão bonita...
você é a mulher perfeita.
Esposa...
mãe.
Obrigada.
-Ela chama pela mãe! -Mamãe!
Mamãe!
Não, o senhor não bebe, não é?
Certo!
Então, diga-me...
quais são os seus planos?
Não se consegue manter a raposa...
longe do galinheiro por muito tempo.
Mesmo após ela lhe prometer que desistiu.
Bem, você é um editor. Pelo menos, é o que dizem.
Já devia saber que não pode acreditar em tudo o que lê.
Assim que os meus planos estiverem definidos,
você será o primeiro a saber.
Enquanto isso...
partirei para o interior. Feliz Natal!
Obersalzberg, Alemanha, 1925
-Adi! -Bom dia, Angela!
Que bom vê-lo! Já faz tanto tempo!
Todos em Linz só falam de você. Agora sou a famosa meia-irmã.
A sua mãe ficaria tão orgulhosa!
Estou feliz que tenha vindo.
Então, esta é a casa? Posso dar conta dela.
Por falar em mães orgulhosas...
Geli mudou bastante desde a última vez que a viu.
Tio Dolf, muito obrigada por nos convidar!
O prazer é todo meu.
Sempre achei importante manter a família unida.
-Não concorda? -Sim!
Sinto-me honrado...
com seu convite para publicar o seu livro, Sr. Hitler.
Causará um grande impacto nesse país.
Só um veterano de guerra como você,
compreende o que os editores burgueses não conseguem.
Mas devo avisá-lo:
não espere grandes vendas no começo.
A economia vai bem e a democracia parece estar funcionando.
Temporariamente, garanto para você!
Ainda não terminaram os tempos difíceis para o nosso pobre país.
Não pude deixar de notar, Sr. Hitler,
como o ar da montanha lhe fez bem,
Sem contar outras distrações...
-O que está insinuando? -Bem...
a linda paisagem. O lago!
Meu Führer...
temos uma mensagem urgente de Munique!
O Partido precisa saber...
quem o senhor apoiará nas eleições presidenciais:
Hidenburg ou Ludendorff?
Ludendorff, claro, como não?
É pouco provável que ganhe, Führer.
Aliás, espera-se que sofra uma derrota esmagadora.
Mais uma razão, então.
Geli!
Obrigada!
Tio Dolf, podia me esconder aqui com você para sempre.
-É tão bonito! -Esconder?
Eu não estou me escondendo.
Mas, todos esses homens que vêm visitá-lo...
por que nunca vai à cidade para vê-los?
Acho que você vai gostar disso.
É muito bonito.
Você conhece Munique?
Nunca saí de Linz.
-Talvez eu te leve lá um dia. -É sério?
-Vai me levar mesmo? -Eu disse "talvez"!
Pode ir.
Espere...
Espere.
Tudo bem?
Sim. Só não estou muito acostumada.
Venha comigo!
Aproxime-se.
Venha...
Chegue mais perto.
Ande...ao meu redor.
-Assim? -Sim. Isso.
Mais rápido!
Mais rápido!
Pare!
Por favor...
Depressa...
Mais rápido...
mais rápido!
Pare!
Estou congelando, tio!
Não diga...nada!
Geli...fique parada!
"Através da chamada assimilação,
os judeus corrompem as nossas inexperientes jovens louras
e destroem assim,
algo que a graça de Deus concedeu à Terra."
Devaneios paranóicos, Fritz. Ninguém mais o leva a sério.
Apesar de continuar a escrever sobre ele,
as pessoas não estão comprando os nossos jornais.
Ele é passado, as pessoas perderam o interesse!
Elas precisam se importar!
De acordo com seu livro,
os judeus planejam dominar o mundo,
e devemos agir implacavelmente.
-Ele está pregando a guerra. -Escute, isso é ridículo!
Neste país existem mais de meio milhão de judeus,
em todas as esferas sociais e profissões.
Alguns dos nossos cidadãos mais bem-sucedidos são judeus.
Como ele poderia entrar em guerra contra eles?
-Basta que você leia o livro. -Eu já li!
Agora escute bem!
Você não pode continuar a ocupar a 1ª página
com um homem cujo livro vendeu...5 mil cópias?
Como seu amigo, aprecio a sua dedicação,
mas como seu editor, devo avisá-lo:
está desperdiçando nosso dinheiro!
Precisa tomar uma decisão, Fritz.
Ainda quer ser o editor deste jornal?
-Você sabe que sim. -Então, temos um acordo:
Chega de Hitler!
Quando irá retornar?
Como posso voltar para Munique?
Não para Munique, para o Partido?
Quanto mais tempo esperar, mais difícil será o regresso.
Há disputas em Munique,
e já existe uma forte presença no norte.
O Sr. Strasser!
Strasser e também um jovem que ele apadrinha...
um orador muito poderoso que exige que o Partido
se desligue completamente de você.
-Qual o nome dele? -Joseph Goebbels!
Você está dentro ou fora da política?
Eu tenho que saber.
Eu lhe digo do que eu preciso:
de alguém em quem possa confiar!
Eleições Presidenciais, 26 de abril de 1925
Parlamento Alemão, Berlim. Partido Nazista: 3 cadeiras.
"Hindenburg Triunfa!"
A nossa derrota não é nenhuma surpresa.
É porque temos um partido político...
sem uma liderança sólida.
Convoque uma reunião em Munique.
Quero todos os líderes do Partido em 3 dias.
3 dias?
Meu Führer, não creio que os líderes do norte
-tenham tempo hábil para... -Certo, marque para 2 dias!
Angela, apronte a mala da sua filha.
A Geli vai conhecer a cidade.
É lamentável...
que minha derrota tenha forçado o Partido
a tirá-lo do seu retiro, mas certamente valeu a pena.
Juntos, você e eu reuniremos nosso exército destroçado.
-Me desculpe. -Devia se desculpar com todos.
Estamos nessa bagunça por sua causa.
Perdemos o golpe porque você se atrasou,
soltou Von Kahr e ele pode chamar as tropas do governo,
e agora esta campanha ineficaz, para não dizer ridícula!
Nunca ninguém falou comigo dessa maneira!
Talvez se tivessem falado...
você não fosse um estorvo tão grande!
Pare o carro!
Pare o carro!
Então não irá se juntar a nós para a reunificação?
É uma pena.
Munique, Alemanha, 14 de fevereiro de 1926
Ah, Gregor Strasse.
Que bom vê-lo!
Fico contente que Berlim o tenha substituído.
Sabia que a sua agitação...
quase me custou a liberdade condicional.
-Não tive a intenção, meu Führer. -Claro que não.
Conhece a minha sobrinha?
A famosa Geli.
Este deve ser o Sr. Goebbels.
O jovem que tanto me quer fora do Partido.
Cuide dela, Hess.
Fui informado de que a sua disputa tem sido exagerada.
Sentem-se!
-Onde está Ludendorff? -Ele está indisposto.
Me alegro que o resto tenha vindo.
O propósito dessa reunião,
é trazer o Partido ao meu comando.
Conto com o apoio de todos.
Temos de entrar no governo pelos meios legais.
Depois, podemos desmontá-lo.
A nossa nova política é vencer eleições.
A agitação pertence ao passado.
O que isso significa?
A SA tem que ser contida, Ernst.
Eles podem cantar, marchar, empunhar bandeiras,
mas devem manter-se calmos até que eu ordene o contrário.
Não somos um Clube de Tiro, Adolf.
-Somos uma milícia. -Não mais.
A minha segurança pessoal ficará a cargo das SS.
Os seus homens têm uma péssima imagem.
Pouco me importo com a imagem.
Sem a SA, sem nós e sem a nossa lealdade...
A história tomou outro rumo!
-O plano foi alterado. -Lamento muito sabê-lo.
Mais alguém deseja sair?
Durante a minha ausência, lutaram e confrontaram-se,
e não fizeram qualquer progresso.
Assim, proponho eximi-los da responsabilidade da liderança.
Os interesses deste movimento, de hoje em diante,
serão da minha responsabilidade.
Caso eu falhe, eu me retirarei. Mas eu não vou falhar!
Existem 2 desfechos possíveis para esta luta:
ou o inimigo passa por cima do nosso cadáver,
ou nós sobre o dele!
Se eu tombar...
enrolem o meu corpo na bandeira da Suástica.
Salve a Vitória!
DOIS MESES DEPOIS...
Olá, como vai?
Não sei...
porque tenho de fazer campanha pelos outros.
Não pode candidatar-se à presidência, meu Führer.
A não ser que obtenha sua cidadania.
E não conseguirá a cidadania
se não tiver amigos no Reichstag.
Estas pessoas querem investir no senhor e não no Partido.
O senhor é o símbolo mais poderoso que temos.
Com licença.
-Você está bem? -Estou ótima.
Lamento muito a sua perda. Era uma criança encantadora.
Bem,
esta festa foi realmente um alívio para mim.
Ela me fez pensar que há algo mais.
Achei que não conseguiria mais reagir.
Então, talvez eu possa ajudar.
Sr. Hanfstaengl,
há muito que queria saber sobre sua formação musical.
O Sr. Weidman está nos ajudando
a adquirir algumas propriedades no centro.
Com as suas visíveis habilidades como anfitriã,
talvez queira ajudá-lo a arrecadar fundos.
-Ficaria honrada. -É sério?
-Sim, obrigada. -Ótimo!
Graças a Deus, Maurice. Eu mal podia respirar lá dentro.
Quer um?
Adoraria, mas ele não aprovaria.
O seu tio é um bom homem. É apenas protetor.
Ele é um monstro.
Não imagina as coisas que ele me pede.
E aqui será o escritório do nosso Führer.
Grande, espaçoso...
que convida o sol a entrar, tal como ele faz.
Precisamos do apoio de vocês,
para começar nossa campanha por vagas no Reichstag.
Mas antes de reconstruirmos nossa nação,
precisamos 1º reconstruir o nosso partido.
E que lugar melhor para começar do que aqui?
(NOVO Q.G. DE HITLER, 1929)
Você foi maravilhosa, como se fizesse isso a vida toda,
-estou muito orgulhoso. -Obrigada.
Vamos comemorar, só nós dois. Vamos a um cabaré.
Ah querido, um cabaré não é um lugar
de prestígio atualmente, não acha?
E terei que trabalhar até tarde.
Certo, claro.
# Se está chovendo, se está ensolarado
# Se está congelando, ou pingando de suor
-Friedrich, como vai? -O que faz aqui?
Bem, bebendo um pouco, visitando um velho amigo.
Eu tenho um rival!
-Preciso me consolar. -Consolar? Incrível!
Vejamos, você não estava...
na sinagoga que a SA atacou ontem à noite.
Isso serve de consolo?
# Então, culpemos os judeus que são culpados...
Pessoas foram mortas, Ernst!
Vá para casa!
Não servimos pessoas da sua laia.
# Basta culpar os judeus por nossos erros
# Não temos culpa, pois os judeus são culpados
# De todos os nossos erros!
# Ah, é uma vergonha, mas é verdade
# Seja lá o que estiver errado temos os judeus para culpar
# Pois culpem os judeus. Vá culpar os judeus
# Os judeus são culpados, e não é nenhuma novidade
# Não precisa ser muito esperto para perceber
# Que a culpa é sempre dos judeus
# Basta culpar os judeus por nossos erros
# Não temos culpa, pois os judeus são culpados
# De todos os nossos erros
# Ah, é uma vergonha, mas é verdade
# Seja lá o que estiver errado temos os judeus para culpar.
Este será o seu novo quarto.
Pode decorá-lo como quiser. Passará muito tempo aqui.
A menos que esteja comigo,
estará sempre acompanhada de um guarda-costas.
Vivemos num mundo perigoso, Geli.
E eu estou aqui para te proteger.
"Queda de Bolsa de Wall Street! Economia Desaba, 1929"
Pronto, tome! Agora não me resta nada!
Mexam-se! Saiam!
Não comprem nada dos judeus!
É ridículo!
A SA quebra tudo...
louca para brigar com qualquer um.
E posso fazer essa matéria?
Não, pois Hitler não vende jornais.
E o que vende jornal? Fofocas! Leia a capa de hoje:
"Camponesa bávara tem visões religiosas."
Nos últimos dias publicamos uns 10 artigos sobre isso!
-Ela dá esperança às pessoas. -Hitler também!
As pessoas não querem ler notícias que deprimem.
Desprezam tudo que exija uma atitude da parte delas.
É como se todos tivéssemos ficado estúpidos, cegos!
Mas o que está havendo com você?
Desde quando se tornou tão cínico em relação às pessoas, Fritz?
-Não fale alto. -Mas é preciso!
Está tão atarefado dissecando-o,
que está cada vez mais parecido com ele!
Está perdendo o que você tem de melhor.
Não pode continuar assim. Ou avança, ou recua.
No momento você se encontra no lugar errado!
Não posso avançar, perderia o emprego. Se perco o emprego...
E a única opção que resta é contentar-se...
com o silêncio.
Mas eu te conheço muito bem!
Os jornais da oposição estão fazendo insinuações
acerca da sua relação com a sua sobrinha.
Esses judeus têm de retratar todos tão sujos quanto eles.
Mas não são os únicos.
Nossos partidários começam a se opor...
Ela é minha sobrinha, pelo amor de Deus!
Vamos à ópera juntos!
Por favor, espere. Sr. Hitler!
Ainda não vi uma foto que captasse os seus olhos.
Seria uma pena privar-nos do poder deles.
Como se chama?
-Eva, Eva Braun. -Eva.
A sua sobrinha é muito bonita.
Pois é.
Não! Por favor! Tio...
Ele não fez nada!
Eu juro, por favor!
-O senhor enlouqueceu, ele... -Calada! Vá embora!
Não!
Por favor!
-Se o ver de novo, ele morre. -Por favor!
Eu quero ir para casa!
Não quero mais ficar aqui!
-Claro que quer. -Não.
Não quero.
Eu não aguento mais isto.
Não me deixa fazer nada!
Não me deixa fazer amigos, não me deixa sair sozinha.
Estou farta dos seus discursos e das suas reuniões!
-Estou farta de você! -Escute bem!
Você é diferente das outras jovens.
Você é doce e inocente.
Não sabe o que homens como ele podem fazer.
O seu tio Dolf está aqui para te proteger.
Nunca mais ficará sozinha com um homem daqueles.
Eleição para o Reichstag. Partido Nazista: 107 cadeiras
14 de setembro de 1930
6 milhões e meio de votos! 107 cadeiras!
Somos agora o 2º maior Partido no Reichstag.
Sr. Goebbels, não teria conseguido sem você.
Gostaria de ser o meu novo Ministro da Informação?
-Seria uma honra, meu Führer. -Hanfstaengl!
A sua mulher convenceu-me a promovê-lo também.
Acho que Secretário de Imprensa lhe servirá bem.
-Obrigado, Sr. Hitler. -Com licença, meu Führer.
A Srta. Geli foi surpreendida ao tentar entrar num táxi.
Ela se dirigia à estação de trem.
Me deem licença, por favor.
Jamais tente...
fazer isso de novo, está me ouvindo?
Agora, preste atenção!
Uma vez tive uma cadela como você.
Não conseguia convencê-la...
de que eu era o seu dono. Fugia sempre.
Eu a trancava. Ela fugia...
Eu batia nela, ela tentava me morder...
Eu a acorrentei e ela se enforcou.
Ela era estúpida, Geli.
Não seja estúpida.
Leve-a!
Alô!
O que foi?
(Angela "Geli" Raubal se matou em 18/9/1931 aos 23 anos)
Adi, não podemos deixar isto assim.
Não é justo. Não vou aguentar.
Não vai aguentar...
e quanto a mim?
E eu?
A arma era minha!
É só o que me sobrou.
Esse quarto ficará como está!
-Mas, Adi... -Meu Deus, não entende?
A deusa da história observa tudo o que eu faço, agora.
26 de Fevereiro de 1932
A sua cidadania...
a sua nova cidadania alemã!
Ainda bem que a sua família mudou de nome,
senão teríamos que gritar: "Heil Schicklgrüber".
Ao próximo Presidente do Reich!
Acho que está maravilhoso!
Acho que o faz parecer corajoso...
forte...
e determinado.
Obrigado, Srta. Braun.
Também acho.
Heil Hitler!
Heil Hitler!
O novo cidadão alemão Adolf Hitler...
vai se candidatar à Presidência.
Enquanto Hitler faz história com o seu voo pela Alemanha,
ele deixa uma mensagem bem clara:
um voto no Führer é um voto no futuro!
"Com o herói Lohengrin como modelo"
"e a música de Wagner como inspiração,"
"enforcaremos os especuladores, esmagaremos os comunistas!"
"A Alemanha nos apoia. E nós..."
O Führer agora está concorrendo à Presidência,
e ele terá muito trabalho conosco.
Sepp, rastreie suas práticas contábeis e escreva um artigo.
Maria, cubra a campanha.
Descubra quem ouviu o seu discurso,
e converse com aqueles que discordam.
Sr. Gerlich, não tinha dito dito...
Nada de Hitler? Sim.
Insanidade temporária. Estou perdoado?
Nós temos que pará-lo!
5 de abril de 1932
O que significa isso? Você disse que iria parar!
Faço o meu trabalho.
O trabalho de qualquer jornal é refletir a sua época.
Você não acha que se ignorarmos...
Saiam todos! Depressa, saiam! Vamos!
Todos já para fora!
-Podia ter sido uma bomba! -Mas não foi uma bomba.
Não vê que estão furiosos...
porque as pessoas estão lendo o que está acontecendo...
Fritz, está despedido!
Vai almoçar hoje, Srta. Braun?
Hoje não, Angela.
Não passará disso, sabe?
Perdão?
Ele tratava a minha filha da mesma maneira.
Acorrentou-a para depois abandoná-la.
Não sei que conversa é essa.
Há um quarto trancado lá em cima...
gostaria de vê-lo?
Não toque em nada! Ele saberia que esteve aqui.
Não pode competir com ela.
Você está viva e ela é uma lembrança.
Uma lembrança dele, não minha!
Não da verdadeira Geli.
Não posso trazê-la de volta, nem mudar...
o que permiti que acontecesse.
Mas posso preveni-la, senhorita.
As coisas não vão melhorar.
Essa era a fantasia dele.
Não é você. Nunca será.
O que é isso?
Ele odeia flores frescas.
Ele próprio colocou aí, minha querida.
Quero você longe desta casa até amanhã!
(Völkischer Beobachter, jornal do NSDAP)
Tenho todo o prazer em aceitar mais um cliente.
Os Nacional-Socialistas não têm exclusividade.
-Como se chama? -"O Justo Caminho",
baseado numa citação de São Paulo.
-É um jornal religioso? -De certa forma.
Meu cliente pede apenas que não exerça controle editorial
sobre o que ele escreve.
Sou um tipógrafo e não um editor.
Só me preocupo caso a tinta borre.
Muito obrigado!
-Ele assinou o contrato? -Sim...
mas Fritz, este homem imprime os jornais nazistas.
É o último lugar para publicar algo.
Pelo contrário, Sepp.
É a única prensa que Hitler não vai destruir.
Ele!
"Hindenburg Triunfa! Hitler é Derrotado!"
Porque estão com essas caras? 30% do país votou em mim.
Avançamos muito, desde aquelas 40 pessoas numa cervejaria.
Mas não ganhamos, meu Führer.
Talvez devêssemos rever a nossa estratégia.
Se não cumprirmos as nossas promessas,
os nossos eleitores irão procurar outro líder.
Não se preocupe com isso.
Somos apoiados por todas as facções de direita.
Só resta a Hindenburg me nomear Chanceler.
Com o devido respeito, meu Führer,
não me parece que a sua posição coincida com a de Hindenburg.
A Chancelaria é o 2º cargo mais poderoso do governo.
Por que ele iria lhe oferecê-la?
Devido a todos os problemas que causarei se não o fizer.
Queria me ver, Adolf?
Podem me dar licença, por favor, cavalheiros?
Por favor, sente-se.
É crucial que não fale nada.
Nem uma palavra. Quero apenas que escute.
Ouvi coisas preocupantes a seu respeito.
-É mesmo? -Shhhh!
Nem uma palavra.
Dizem que serei usado como alvo, para praticarem tiro.
-Sério? -Silêncio!
Deixe-me concluir, por favor.
Com o passar dos anos, a SA ficou arredia.
Como sabe, estou tendo dificuldades em tentar dissuadi-la
da ideia de revolução.
Ela tem que nos seguir, ela está incontrolável.
A partir de agora,
deixo o problema inteiramente nas suas mãos.
Digamos que é uma espécie de teste.
Se você tiver sucesso...
talvez eu esqueça toda essa confusão.
Fui claro?
Obrigado pela visita.
E Ernst?
Por favor, não repita isso.
Escritório do Presidente, Berlim, 1º de junho de 1932
O desafio que qualquer novo Chanceler terá de enfrentar
é o de como lidar com os Nacional-Socialistas.
Se eles paralisarem o Parlamento novamente,
o que fazem sempre que não conseguem o que pretendem,
seremos forcados a realizar nova eleição pela 4ª vez este ano.
O cargo de Chanceler é ingrato.
Não o desejaria ao meu pior inimigo.
Eu sei, Papen, eu sei. A porta!
Veja, eu dediquei a minha vida a este país
e pretendo deixá-lo em mãos competentes.
Por isso, pedi ao General Von Schleicher
para que fosse o meu novo Chanceler.
-Parabéns, General! -Ele recusou.
Em vez de aceitar, sugeriu que nomeasse você, Franz Von Papen,
para ser o chefe deste governo. É conservador, católico...
V.Ex.ª, Presidente Hindenburg, eu não...
Ótimo, estamos resolvidos! Bem, agora...
começaremos pela maior ameaça à nossa democracia:
Herr Hitler!
Alguma sugestão?
Se me permite, sugiro que demos a ele um cargo
que permita controlá-lo.
E que cargo seria esse?
Vice-Chanceler?
-Deve estar brincando. -De modo algum!
A Vice-Chancelaria
é o 3º cargo mais poderoso na Alemanha!
A popularidade do meu Partido
exige muito mais do que o 3º lugar!
O que pretende, precisamente?
-Quero a Chancelaria, senhor. -Esse cargo é meu!
Eu não riria, General.
Talvez eu também tome o seu cargo.
Senhor Presidente do Reich,
certamente o senhor reconhece...
que sou uma força com a qual pode contar.
Quanto mais depressa me nomear Chanceler
-e aprovar meu gabinete... -Jamais te nomearia Chanceler!
Como ousa presumir, senhor!
Você é um reles cabo da Boêmia!
Se eu o fizesse chefe deste governo,
que justificativa daria a Deus?
E que justificativa dará à Alemanha...
se não o fizer?
Bom dia, senhor.
Velho idiota!
Não me interessa o que dirá a Deus,
tomara que o faça depressa e pessoalmente.
Chame o Röhm!
Mostrarei a Hindenburg como se responde a Deus.
A próxima pauta do Parlamento
é um projeto de lei referente ao destino de verbas...
Cavalheiros, vamos embora!
Se saírem,
causarão a dissolução desta assembleia!
Mais uma vez seremos obrigados pela lei
a convocar uma nova eleição. Detenha-os!
Eleições Parlamentares, Partido Nazista: 230 cadeiras
31 de julho de 1932
230 cadeiras!
Somos o maior Partido no Reichstag!
Fomos abençoados pela Providência!
Heil Hitler!
Como ele se atreve a exigir novamente a Chancelaria?
Não me interessa quantas cadeiras ele detém!
Nunca será Chanceler enquanto eu viver!
O máximo que conseguirá é ser meu chefe dos Correios,
vai lamber o meu traseiro enquanto cola os selos!
Posso fazer uma sugestão, Sr. Presidente?
Após a sua última sugestão,
os nazistas tomaram o Parlamento!
Estão ficando cada vez mais fortes.
Fazem chacota do nosso governo, bem como de nós.
Posso propor um plano alternativo?
Gregor Strasser é o 2º em comando de Hitler.
É muito bem-quisto pelo Partido.
Estou certo de que aceitaria de bom grado...
a Vice-Chancelaria.
-Já falou com ele? -Sim, ele odeia o Hitler.
Isso dividiria os partidários e neutralizaria o Partido.
Cavalheiros, a última coisa que quero...
é que a minha Presidência termine em anarquia.
Desculpe, Papen, mas acho que o General Von Schleider
precisa tentar a sorte na Chancelaria.
Sr. Presidente, por favor!
É óbvio que ele sempre cobiçou este cargo!
Só me usou para se livrar do inimigo.
-Me dê mais uma chance! -Não!
General, nomeio-o Chanceler do Reich. Boa sorte!
O Partido está acima de você. Você mesmo disse.
Como Vice-Chanceler, irei unificar os partidos de direita,
bloquear os comunistas e aumentar a nossa popularidade.
E como lidaria com os traidores?
Eu não sou um traidor, meu Führer!
Os traidores não se definem por si só, Strasser,
mas pelas pessoas que traem!
Você vai declinar a oferta de Schleicher...
e vai se demitir do seu cargo no Partido.
Sr. Graf!
Acompanhe este homem à saída!
1ª Edição do jornal "O Justo Caminho", 1932
(Manchete da Capa: Hitler Tem Sangue Mongol?)
Meu Deus!
Devo voltar lá pelas 9h.
Dê o jantar ao Egon e ponha-o na cama.
Sabe, Helene...
há dias que não jantamos juntos.
Começo a achar que está mais envolvida
na política do Partido que eu.
-Acha graça, Frieda? -Não, Sra. Hanfstaengl.
-Só estava lendo o jornal. -Algo divertido nos jornais?
-Isso é novidade. -Escutem isso!
"De acordo com o seu próprio perfil racial,
o nariz de Hitler é semelhante ao de Átila, o Huno,
o invasor estrangeiro, se é que já houve um."
Como ousa trazer isso para a minha casa?
É propaganda judaica e deve ser queimada!
Peço perdão, madame.
Mas não tem o direito de me dizer...
o que posso ou não posso ler.
Amanhã conversaremos.
Adi?
Chame o Hess!
Olha a minha saia nova, gostou?
Comprei hoje...
Me beije!
Me beije!
Marque um encontro com Von Papen.
Não há dúvida de que Hindenburg cometeu o seu maior erro
ao nomear Schleicher como Chanceler.
Ambos te humilharam publicamente.
Essa é a sua chance de se vingar e retomar o poder.
Ele nunca irá me nomear Chanceler novamente.
Não sei porque...
Mas ele te nomearia Vice-Chanceler, sob o meu comando.
Esse é o objetivo.
O Gabinete seria solidamente conservador.
Essas coisas ficariam a seu cargo.
Tem mais experiência do que eu.
Mas há um pequeno problema: Hindenburg me odeia!
Tem de ser persuadido.
Se há algo nele que não diminuiu com a idade,
foi a sua vaidade!
Uma carta aberta pertinente da sua parte faria maravilhas.
E alguns rachas no Parlamento.
"Caro Presidente do Reich, Von Hindenburg,
todos os grandes heróis da Alemanha
foram homens benevolentes, que amavam o seu povo
e tinham esse amor retribuído.
Como Parsifal, como Lohengrin, como o senhor.
A Alemanha é afortunada em tê-lo como líder.
Ofereço-lhe a minha lealdade e o meu eterno respeito."
O Partido Nacional-Socialista pode...
por favor, retornar aos seus lugares?
Retornem aos seus lugares, por favor!
Schleicher...
este é um preço que achei que você nunca viesse a pagar.
Traga-me Hitler!
"Vamos abatê-lo como a um porco!"
Não pode se comportar assim!
Perdão.
Podia ter arruinado tudo pelo qual eu lutei.
Desculpe, Adi, eu só... me senti muito sozinha...
e queria ficar mais tempo com você.
Seja paciente, Eva! Ainda tenho inimigos.
Até me tornar Chanceler...
ainda haverá arestas a serem aparadas.
Promete comportar-se bem?
Promete?
Prometo!
Jura solenemente
cumprir as obrigações do cargo de Chanceler,
sem interesses partidários e para o bem da nação?
Eu juro.
E jura igualmente fazer cumprir a Constituição,
apoiar o Presidente e respeitar a lei do Reichstag,
com a ajuda de Deus?
Eu juro.
# A bandeira ao alto! As fileiras cerradas!
# As SA marcham em firme e corajoso passo
# Camaradas fuzilados pela Frente Vermelha e os Reacionários
# Marcham em espírito nas nossas fileiras
Sieg Heil! Sieg Heil!
(A Canção de Horst Wessel: hino oficial da SA, 1928)
"Devemos exterminar essa praga!"
Alguém pode desligar isso!
Sr. Gerlich!
Meu nome é Georg Bell.
Eu li o seu jornal.
Nós temos um inimigo em comum.
Como todos na Alemanha de hoje.
Sou o que se pode chamar de nazista descontente.
Trabalhava para Röhm até ele me despedir.
Sim, sei que houve... desistências.
Gostaria de lhe passar informações.
Informações prejudiciais que vão te ajudar.
Alô?
Pode usar um pseudônimo,
mas sei que é você quem escreve estas coisas, Gerlich.
-Bom dia, Mueller. -Não posso imprimir isso!
O seu último artigo foi bastante inadequado.
Ele vai destruir a minha gráfica e sabotar o meu negócio!
Ele não vai destruir a sua gráfica,
precisa dela para imprimir o jornal.
Sou eu quem ele irá destruir!
Está entrando num beco sem saída, meu amigo.
Temos um contrato, Mueller. Espero que o cumpra.
Você não vai durar muito neste mundo.
Não quero ouvir nada.
Lembra-se, "tempos extraordinários exigem medidas..."
Isto nada tem a ver com história, nem política.
Tem a ver com a sua vida, Fritz!
Que, por acaso, também é a minha!
Isto...
isto sou eu.
E isto, é você.
Duas pessoas...
que pensam de modo diferente.
Mas veja o que acontece quando se juntam.
Eu te amo, Sophie.
Mas, se eu não fizer isso...
não serei capaz de viver com a minha consciência.
Tenho medo, Fritz.
Isso é uma afronta, nada disso é verdade!
Espera que acreditemos nisso?
O que está insinuando? Não participei disto. E você?
Isto é um memorando interno
sobre a ação dos agitadores na SA!
Tem ideia do dano que isto nos causou?
Não sei como Gerlich obteve isto,
mas, se me deixarem ir a Munique,
-descobrirei a sua fonte. -É tarde demais para isso.
Hindenburg leu o artigo e chamou o Führer esta manhã.
As pessoas estão atacando estabelecimentos judaicos.
A economia começou a despencar,
estamos à beira de uma convulsão e este artigo...
foi a gota d´água!
Se não controlarmos isto prontamente,
Hindenburg decretará a lei marcial...
com o auxílio do exército!
Então, está na hora de invadir o Palácio Presidencial
-e assumir o governo... -Enlouqueceu?
Me dê a dianteira do exército e vou uni-lo sob o seu comando!
-Esta é a nossa chance. -Que grande ideia.
Como não pensei nisso antes?
Será por que o exército te considera um porco?
Por que, à menor sugestão,
preferem desfraldar a bandeira nacional-socialista
em vez de ficar sob o seu domínio?
Você e a sua SA, Ernst,
não passam de dinossauros políticos.
Recusaram-se a evoluir como o resto de nós.
Ah, acredite em mim, Adolf,
você não iria gostar de conhecer...
nossa capacidade de evoluir!
E pensar que ele já foi seu amigo.
Agora, é apenas mais um pronto para nos trair.
E a lista só aumenta.
Pior que ele tem razão.
Às vezes, a força bruta é a única solução.
Ajuda se houver algum tipo de razão legal por detrás,
algo tão ultrajante que provoque uma resposta.
O Incêndio do Reichstag 27 de fevereiro de 1933
-Há algum suspeito? -Prenderam alguém?
Quais ações pretende tomar?
-Seria um conluio comunista? -O que aconteceu?
Parece que um comunista holandês conseguiu entrar e ateou fogo.
Está sob custódia da polícia.
Diga ao Röhm que ele ainda pode ser útil.
Você falou de uma lista de inimigos.
Até que não é uma má ideia.
Isto é um sinal de Deus. Fomos atacados.
Os terroristas abriram fogo e nós vamos revidar.
Como é bom vê-lo feliz.
Alguém terá de pagar por este crime hediondo!
Mas isto anula por completo a Constituição
e praticamente transfere o poder para você.
Vivemos tempos conturbados, senhor,
a Constituição não tinha como adivinhá-los.
Um monumento nacional foi destruído,
a nossa democracia está sendo atacada!
Se vamos declarar guerra a estes estrangeiros intrusos,
certos direitos civis devem ser suspensos.
Quando o poder é usurpado em vez de concedido...
aquele que usurpá-lo será usurpado.
O Reichstag tem de aprovar isto antes da minha assinatura.
(Ópera Kroll, sede do Parlamento Temporário)
"Para que o Governo possa..."
tomar as medidas necessárias contra o terrorismo,
o Parlamento deve aprovar o Ato de Permissão.
Este Ato é a sua chance de dar poder...
a quem pode utilizá-lo de modo efetivo.
De agora em diante,
a legislação será tratada pela administração,
com poderes totais de mudanças constitucionais.
A liberdade de expressão, associação e de imprensa...
estão temporariamente suspensos!
Direitos privados com relação a telefones
e correspondência pessoal estão revogados!
Ordem!
Está muito bom, mas vamos usar uma fonte maior para Hitler.
Hitler acabou de convocar uma reunião de emergência
no Reichstag.
Quer que aprovem a "Lei de Plenos Poderes",
que transformará este país num estado policial,
com ele como dirigente absoluto.
Meu Deus! Faça o que fizer, ele fica cada vez mais forte.
Aposto que foram os nazistas que incendiaram o Reichstag.
Ainda não contei uma coisa para vocês...
Assim que isto sair,
Röhm saberá que eu sou a sua fonte.
Meu trabalho como secretário de imprensa do Röhm
era só fachada.
Ele me contratou para encontrar investidores fora da Alemanha.
-Investidores? Para quê? -Financiar a SA.
Ele aceitou assinar um contrato com um homem em Londres,
em troca de importações exclusivas de petróleo para a Alemanha.
O Partido Nazista dava incentivos econômicos
a um investidor estrangeiro?
O que aconteceu aos "alemães pela Alemanha"?
Exatamente.
Estas notícias precisam chegar a Hindenburg.
E temos de arranjar um lugar seguro para você, Bell.
Sepp, tenho contatos em Berlim. Vou te apresentar a eles.
Vá para casa, faça as malas e dirija-se à estação de trens.
Bell te entregará o meu relatório lá.
Temos de nos apressar!
O Governo reserva-se o direito
de intervir em qualquer circunstância
para restaurar a ordem!
O direito de redigir leis
passa do Presidente da República
para o Chanceler!
Isto é um abuso!
É abusivo!
Eu ofereço ao Parlamento
a chance de pacificar a Alemanha.
Nunca! Se respeita a nossa Constituição...
Vice-Chanceler, retome o seu lugar!
Tomarei qualquer recusa como um ato de oposição!
Cavalheiros, vocês devem decidir:
querem a paz ou a guerra?
# Alemanha, Alemanha acima de tudo
# Acima de tudo no mundo,
# Quando sempre, na defesa e resistência
# Fica unida fraternalmente,
# Do Mosa ao Nemen Do Ádige ao Belt
# Alemanha, Alemanha acima de tudo
# Acima de tudo no mundo,
# Alemanha, Alemanha acima de tudo
# Acima de tudo no mundo
Todos para fora!
Peguem todos os papéis!
Para fora!
Revistem todos!
Quem é a sua fonte?
Ninguém.
PARE!
Perguntei: "quem é a sua fonte?"
-Vocês duas. -Sra. Helga Dorfman.
-Quero ver o meu marido. -Ele não pode receber visitas.
Está sob custódia protetiva.
-Protegê-lo contra quem? -Dos seus inimigos.
Já marcaram a data do seu julgamento?
Por que daria uma resposta diferente hoje
do que te respondi ontem e anteontem?
Isto é um ofício do tribunal do Reich.
Diz que não há acusações contra ele.
Se não existem acusações, porque não o libertam?
Ele está sob custódia protetiva.
Próxima!
Sra. Martha Kraus!
Nós não vamos embora. Nós não vamos embora!
Próxima!
As prisões estão no limite da capacidade
e os protestos das esposas estão chamando a atenção do mundo.
Não podemos julgá-los e tampouco libertá-los.
-Campos. -O quê?
E quanto aos Campos?
-O que mais? -Hindenburg está morrendo
e temos de resolver a questão do Röhm.
E do exército, claro. O tempo urge, meu Führer.
-Eu falo com Röhm. -Já falei com ele, senhor,
-e ele nada fez. -Já disse que falarei com ele!
Já fomos amigos, Ernst.
Viu o meu potencial antes de qualquer um.
Você fala abertamente, ao contrário dos outros,
e sempre amou seus homens mais do que a si próprio,
o que é raro num líder.
Mas, se recusa a obedecer, por quê? Você tem poder.
Eu não quero poder, quero justiça!
-Prometeram aos meus homens... -Não me interessa.
Eu não ligo para promessas. Você sabe disso!
Ernst...
a SA não é nem nunca será o exército oficial alemão.
Você deve se afastar!
Você tem razão, Adolf. Já fomos amigos.
E sempre falo o que penso.
Eu não vou trair os meus homens!
Lamento muito ouvir isso, Ernst.
Reúna os seus líderes
e me encontrem em Bad Wiessee em 30 de junho.
Bad Wiessee, Alemanha 30 de junho de 1934
Você está preso.
"Minha querida Sophie,"
"não sei quando, nem se voltarei a vê-la de novo."
"Não digo isso para te chocar,"
"digo porque preciso de um último favor."
"Por favor, viva!"
Obrigado.
"Exorte as pessoas a falarem alto,"
"mesmo que não seja popular o que elas têm a dizer."
"Diga-lhes para encararem a coragem como um dom"
"e que a passem aos seus filhos."
Onde estamos?
Perto da aldeia de Dachau.
Por que estamos aqui?
CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE DACHAU
"Você sempre foi a minha esperança,"
"a promessa de bondade, verdade e devoção."
"Saber que essas qualidades ainda subsistem neste mundo"
"permite-me deixá-lo com a consciência mais tranquila."
"Não sofra."
"Me dediquei a esta luta e agora, a minha única opção"
"é dar o último e mais precioso bem."
"Vai marcar este momento para sempre no tempo,"
"para que as pessoas se lembrem."
"Eternamente seu, Fritz."
Muito bem.
Um para você, outro para você.
Sr. Hitler, pode me dar um minuto da sua atenção?
Sim, claro.
É o meu 20º aniversário de casamento.
Helene e eu estivemos planejando uma viagem.
Não vai me abandonar novamente, vai?
Não, não vou.
Só estou pedindo a sua permissão...
Por que você nunca me chama de Führer?
Perdão?
Por que nunca se dirige a mim apropriadamente?
Eu não sabia...
-Se preferir, posso... -Gostaria muito.
Certo.
-Meu Führer. -Ótimo.
Tragam-me qualquer coisa.
De preferência você e a sua adorável esposa.
Preciso falar com você.
Com sua licença, por favor?
Ele disse que podemos ir.
Helene...
podemos pegar o trem noturno para Hamburgo,
e chegar ao navio amanhã de manhã.
Este é um novo começo.
Eu prometo.
Serei novamente um marido, um pai para o Egon.
-Você já disse isso antes. -Eu sei que disse.
Eu não irei com você, Ernst.
Este é o meu país agora,
e não vou abandoná-lo justo agora que ele precisa de mim.
-Não estou abandonando... -Finalmente encontrei alguém...
em quem posso acreditar.
Meu Führer, tem de decidir. Eles precisam da sua ordem.
-Meu Führer, tem de tomar... -Eu já ouvi!
Dê uma arma para ele.
"Estes são os inimigos do Estado: Ernst Röhm..."
Eu sei que consideram isto como uma traição,
mas o chefe Röhm planejava o meu assassinato.
Eu não tive escolha.
Meu Führer!
"E assim, em sua honra,"
trarei todos para o exército regular.
E vocês irão lutar por uma Alemanha mais forte.
Como consequência da morte do Presidente Hindenburg,
o Presidente do Reich
também acumula o cargo de Chanceler.
O exército concebeu um juramento...
de lealdade irrestrita ao Führer (Friedrich Holländer fugiu para a América)
que deve ser adotado por todos os oficiais e soldados.
-Juram, deste modo, fidelidade? -Juramos!
Ernst Hanfstaengl fugiu para a Inglaterra,
onde foi preso como inimigo.
Após ter escrito ao Presidente Roosevelt,
foi levado para Washington como conselheiro dos Aliados.
Hoje, o velho Reich e o seu grande líder...
entram em Valhala!
Ao mesmo tempo,
marcamos o início de uma nova era.
Sophie Gerlich nunca recebeu
uma notificacão oficial da morte do seu marido.
Aguardam-nos tempos de paz e prosperidade.
O Reich de Mil Anos começou!
(Fritz Gerlich morreu no Campo de Dachau...
em 30 de junho de 1934)
Helena Hanfstaengl desiludiu-se com Hitler
e voltou para a América, onde morreu em 1973.
Sieg heil!
"A única coisa necessária para o triunfo do mal"
"é a omissão dos homens bons."
Em setembro de 1935, Hitler promulgou as Leis de Nuremberg
que isolavam os judeus e lhes retiravam a cidadania.
Em 1938, Hitler ordenou a "Noite dos Cristais",
um ataque selvagem contra os judeus,
destruindo sinagogas e negócios, além de prender milhares deles.
Nos 3 anos que se seguiram,
os exércitos de Hitler conquistaram e ocuparam a maior parte da Europa,
incluindo a Checoslováquia, Polônia, Dinamarca, Noruega,
Bélgica, Holanda e França.
A 1ª vez que gás venenoso foi usado para executar judeus
foi na Polônia em 8/12/1941.
Em 1942, no subúrbio berlinense de Wannsee,
burocratas nazistas elaboravam novas formas
de estender o extermínio sistemático a todos os judeus da Europa.
Esta política secreta de assassínio chamava-se "Solução Final".
As atrocidades incluíam:
Pelotões de Fuzilamento,
Experiências Médicas
e Campos de Morte.
Em 1944, mesmo com as Forças Aliadas desembarcando na França,
Hitler desviou recursos militares para acelerar a deportação
de judeus para os Campos de Concentração.
Em 30 de Abril de 1945, com a guerra quase perdida,
Adolf Hitler suicidou-se no seu bunker em Berlim.
A 2ª Guerra Mundial custou a vida de quase 50 milhões de pessoas:
Quase 20 milhões de militares foram mortos.
Quase 23 milhões de civis foram mortos.
Quase 6 milhões de judeus foram assassinados,
tal como cerca de 1 milhão de ciganos,
testemunhas de Jeová, homossexuais,
dissidentes políticos e deficientes.
Dos 7 milhões que foram assassinados,
mais de 1 milhão e meio eram criancas.
BROUGHT TO YOU BY NEPHILIM dC
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