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Às vezes, quando olho para fora à noite
e vejo luz sobre as colinas,
imagino como é... estar lá.
Fico pensando se existe alguém como eu
pensando as mesmas coisas que eu.
Desejando algo melhor.
Fico imaginando se há um lugar para nós.
Um lugar para os esquisitos.
Eu quero me assumir, quero ser eu mesmo,
quero ser aceito e amado por quem sou.
Não quero me sentir diferente.
Mas qualquer lugar é melhor do que Wiley, certo?
Qualquer lugar é melhor do que isso aqui.
Só preciso de coragem para sair daqui.
ARCO-ÍRIS DE GASOLINA
825KM DA COSTA DO PACÍFICO
ENSINO MÉDIO DE WILEY
Maldito Tony!
Ai meu Deus.
Ai meu Deus! Vai, vai, vai!
Meu Deus!
Isso aí, porra!
- Pé no saco. - Todos prontos?
Me dê isso.
Posso ir depois de você?
Que medo!
Fico tão nervosa de passar ao lado de semirreboques.
Está tudo tão embaçado...
Coloque Frank Sinatra.
Ouvir isso me faz querer estar numa boate dos anos 90.
Pois é.
Imagine como era naquela época ser um jovem rico
com uma correntinha e um belo carro
na boate em Nova York com uma baita grana.
E você é meio famoso.
Não trouxe roupas dos anos 90.
JÁ ESTOU COM SAUDADES! CUIDADO NA PRAIA
Na verdade, podemos ensinar a roubar da Goodwill...
Não, eu te ensinei isso.
Vamos ensinar vocês a roubar da Goodwill.
É assim que arranjamos nossas roupas.
Moleza. Ninguém vai sentir falta delas. É por isso que estão lá.
Trouxe roupas, escova e pasta de dentes.
E eu trouxe a maconha.
Ah, eu sabia! Cara, olhe para o seu lado.
Que baita baseado.
Se é para ir, que seja com intensidade.
- Tony, posso passar a mão na sua cabeça? - Não!
- Por quê? - Porque não.
- Só eu posso fazer isso, cara. - Não, eu te amo.
Mas que porra?
Puta merda!
- São cavalos! - Me assustaram pra caralho.
Meu Deus!
Ai meu Deus, é um filhote de cavalo!
Que loucura.
Que fofinhos!
Que porra? No início, achei que estava imaginando aquilo.
Você me assustou.
Há literalmente criaturas mágicas na estrada.
Puta que pariu.
Querem mesmo fazer isso?
Sim!
Vou bater em você.
A parte assustadora foi saber
que tínhamos tão pouco tempo juntos, pouco tempo
para descobrir o que queríamos fazer
e para a vida em geral.
Parecia que todos nos viam como um fracasso
se não soubéssemos o que estávamos fazendo.
Uma última aventura divertida que poderíamos fazer juntos.
Vão abastecer com gasolina comum?
Porque quando voltarmos, todos teremos que arranjar empregos.
- Como vai, mano? - Bem, e você?
Estou indo bem, cara.
- Olhe, achei. - Onde?
Estava na sua frente.
O que estão fazendo aqui? Indo para o deserto?
Não, estamos fazendo uma pequena viagem de carro.
Tenham cuidado.
Gosto da van, é bem bacana.
Obrigada. Todo aquele interior vermelho.
- É, cara, muito da hora. - É.
Só estão procurando locais interessantes?
- Mais ou menos, sim. - Que loucura.
- Eu também costumava viajar. - É mesmo?
- Sim, depois vim parar aqui. - Conhece um lugar bacana?
Comprei isso para mim. Nichole comprou Sour Punches.
Sim, é o que ela queria.
Vocês fumam...?
É só irem reto que vão ver uma estrada pavimentada.
Depois, virem para a esquerda.
- Ei! Gosto da sua camiseta. - Valeu. Gosta de Misfits?
Que foda!
- Irado! - Sim!
- Onde fez isso? - Meu tio fez para mim.
De onde você é?
- Do campo. - Como é aqui em cima?
- Terrível. - Aposto que sim.
Pois é, não há nada.
Quero dizer, temos que fazer nossa própria diversão.
Como você sabe tanto sobre o deserto?
Sinceramente, quando não há nada para fazer,
simplesmente nos aventuramos.
Sempre tentando encontrar algo.
Vão aparecer umas lombadas enormes.
Por que o nome Frog Springs?
Prontos?
Sim, continue e siga essa estrada.
- Reto? - Continue dirigindo.
Não acredito!
Aquilo é água? Que porra! Sabia que parecia gelo.
Meu Deus!
Isso é incrível!
Nem vou mentir.
Eu estava morrendo de medo.
Merda!
Puxa. Esperem! Tenho pernas curtas.
Foto!
Nunca tinha chorado com uma paisagem antes.
- Vamos apostar corrida. - Que legal!
- Não, você é bem mais rápido! - Eu aposto corrida com você.
Passa isso pra cá.
Para onde vão depois disso?
Digo, não há nada aqui.
Não muito.
- Para a costa. - Sério?
- Queremos parar na costa. - É o nosso plano.
Não pensamos muito bem nisso.
Sinceramente, nem temos dinheiro suficiente,
mas daremos um jeito.
- Quer vir conosco? - Sim.
- Meu Deus. - Parece legal.
- Pode ser divertido. - Eu sei.
- Precisamos de outra garota. - Vamos nessa.
Não sei.
Há muita coisa acontecendo. Diferentes situações...
- Ah, sim. - Que tenho que resolver.
Entendo.
- Nós entendemos. - Sim.
Um, dois, três.
Eu roubei o direito de viver
Como se não houvesse tempo
Eu roubei os olhos de Deus
Como se fossem meus
Eu peguei e infundi
Uma luz que deveria brilhar
Misericórdia
Senhor, tenha piedade
Só estou viajando
- Tenham uma boa viagem. - Obrigada.
Tenham uma boa viagem.
Você também.
Eu fecho.
Aquilo foi incrível.
Desmaiei em Satan's Hill
E fiz minha cama em pedra
Não se pode fugir de tudo.
Temos que lidar com a situação
e resolvê-la.
Tudo faz parte da vida.
Mas assim que chegamos à rodovia...
Dirigindo para longe de tudo.
Parecia que meu novo começo estava chegando.
Não sei.
Conhece essa música dos Beatles?
Não.
Não conheço a letra toda.
Qual é a música dos Beatles que fala de um martelo
caindo na cabeça de um cara?
Estou tão confusa.
Jack Steen's hammer fell...
Não sei mais o quê.
Micah, relaxa.
Cara, quero ouvir Shakira.
Não ouço Shakira há séculos.
Aquilo é água?
Me mostra o dedo, Nichole.
- Makai! - Merda. Minha vez?
Foi mal. O sol está legal.
Puta merda!
Quando chegarmos ao nosso destino, quero fazer piercings.
- Ah, droga. - Mais.
- Hã? - Quero fazer mais piercings.
- Piercings? - Sim. Na orelha.
Precisamos fazer nossas tatuagens primeiro,
antes dos piercings.
É verdade, mas...
Onde vai tatuar "que se dane"?
Não faço ideia.
- Não pensei muito nisso. - Hã?
Não pensei muito nisso.
Quero que seja onde possam ver,
mas, ao mesmo tempo, não quero.
Quero que seja...
Acho que seria engraçado se fosse em um lugar
onde alguém pudesse ver a tatuagem "que se dane"
até eu usar uma regata e ficar à mostra.
Acho que seria engraçado se fosse aqui.
Eu sei.
- No meu lábio. - Estamos falando disso.
E sua mãe não veria.
Meus seios estão suando.
Que porra de lugar é esse?
- Não faço ideia, cara. - Siga a estrada.
Makai, o que você quer comer?
- Hã? - O que quer comer?
Quero comer pizza de queijo...
e macarrão ou algo assim.
- Cara, pizza. - Algo delicioso.
- Quer pizza? - Quero uma Coca-Cola.
Uma daquelas garrafas de vidro bacanas.
Pizza parece incrível.
- Hum... pizza... - Mussarela derretida!
Acabei de atropelar um esquilo.
- Você atropelou alguma coisa? - Sim.
- O que era? - Não sei. Eu vi pelo.
- Que triste. - Passei por cima.
Deve ter matado um filhote de esquilo.
Pois é.
Meu Deus.
Minha nossa.
FIM DO ASFALTO
CAMPO ABERTO
DEVAGAR
GADO
PROJEÇÃO DE CASCALHO
ESTRADA IRREGULAR
DESLIZES
ROCHAS
Nada acontecerá do nosso jeito.
Nunca.
Quando as pessoas nos veem, elas...
começam a falar
e a chamar a polícia. É irritante.
E sinto que, quando estamos nesse carro,
podemos ser nós mesmos
e não precisamos ficar em um lugar só.
- Onde está a lua? - Bem ali.
- Onde? - Ali.
Ah, está ali.
Parece um grande pedaço de queijo.
Você acha que sou louca!
Imagino como é estar lá em cima.
Makai, entre na van.
Esse é um pequeno passo para o homem...
- Um salto pequeno ou grande... - Para a humanidade.
Ele fala assim: "Eu fui à lua. Eu tornei possível.
Já pensou em ir à lua?
Bem, adivinha. Eu fiz isso!"
Neil Armstrong?
Como ele se sente? Como isso parece normal?
Cagar no ar. Depois volta para casa
para cagar no vaso sanitário.
Ir ao mercado?
Sinceramente, ele deve ter pensado:
"Eu estive na lua, e agora estou no mercado."
Vai subir aqui em cima?
- Vamos tirar uma foto e vamos embora. - Estava pensando a mesma coisa.
Seria uma bela...
Fiquem ali do lado esquerdo,
para a van não virar para esse lado.
E morrermos.
- Como tiramos a foto? - Sério.
Tirar que foto?
Estou com medo de cair.
Que porra! Não balancem!
- Tony! - Tony! Sério!
Tony!
Tony! Vou te dar uma surra!
Não, não vai. Não, não vai.
- Que se dane isso! - Não mexam nisso agora.
- Ah, cara! - Tony!
- Por que tanto medo? - Que saco!
Meu Deus. Olhem aquelas luzes.
As vermelhas? E depois fazem: "bum"!
Depois apagam. Bum!
Pois é! Que estranho. É estranho.
- Bum. - É para os aviões, certo?
- Não. - Não?
Estou chapado pra caramba.
Pessoal, vejam. O que é aquilo?
- Que porra é aquela? - Que medo!
Pensei que era um fantasma.
Pergunte se ele precisa de carona.
- Droga. - Volte.
- É um homem. - Ele tem bebida alcoólica.
Estamos no meio da noite.
Por que ele está aqui fora?
- É assustador. - Dê uma olhada nesse cara.
Oi, cara. Tudo bem?
Está tudo bem aqui?
Como se sente?
É meio assustador, mas da última vez
vimos umas coisas lindas com aquela garota aleatória.
Quem são esses no carro?
Ah, pensei que conhecia vocês.
Não parecem familiares.
- De onde são? - Não somos daqui.
Só estamos viajando.
Ah, não. Só estou relaxando.
Na verdade, vou naquela direção.
Me encontrar com uns amigos.
Geralmente venho aqui tomar cerveja com os amigos.
- É ali onde estão as luzes? - Sim.
Todo mundo estaciona aqui e nós quebramos tudo.
Como chegamos lá?
Se estiverem de bobeira,
só vou tomar essas cervejas
e tal, então se quiserem...
Vocês são legais, certo? Não são...
- Ei, você fuma? - Estranhos nem nada, certo?
Mas se vocês quiserem...
Eu vou... É logo abaixo dessa colina.
Vou descer essa colina.
- Nós vamos? - Que se foda.
Não vamos nos separar até nos sentirmos seguros.
- Vamos ficar juntos. - Ficamos juntos.
Já voltamos, Glen.
Glen, ainda está aí?
- Você está bem? - Depressa.
Isso vai dar processo.
Merda! Merda!
- Seremos todos fichados. - Isso, porra.
Cuidado, não pisem nisso.
- O quê? - Que nojo.
Vou me posicionar em algum lugar, ficar muito bêbado
e introspectivo muito rápido.
Bem-vindos ao cemitério de ossos.
- Qual é o seu nome mesmo? - Dallas. O seu é Makai?
- Sim. Desculpe ter esquecido seu nome. - Eu me lembro.
Desculpe, esqueci seu nome.
Não, quero o rosa! Ah...
Esse é horrível.
Não é horrível! O amarelo é uma cor alegre.
Posso pegar a tinta spray que quiser?
Você gosta da Enya?
- Sim. - Enya?
Meu Deus!
É minha artista favorita de todos os tempos.
- Posso colocar Enya. - Incrível!
- Vou colocar Enya. - Incrível!
Ela... Aparentemente,
muitos dizem que a música dela é o que ouvimos
quando entramos no Céu.
- Eu acredito, de verdade. - Que loucura.
Isso eu não sei, mas ela é incrível.
Você cheira muito bem.
Maconha e colônia?
- Não, colônia. - Não cheiro a maconha?
- Não, você cheira... - Porra!
Você cheira muito bem. Passou alguma coisa.
Sim, quatro horas atrás.
Eu passei colônia. Obrigado.
Esse é meu local secreto. Gosto dele.
É um pouco mais profundo, mas...
Você apareceu um pouco tarde.
Sim, dá para ver as estrelas.
Só um pouco.
Tudo bem se eu beijar você?
Não faço a mínima ideia do que vou fazer.
Me alistar no exército? Não sei mais o que fazer.
Não quero ir para a faculdade.
Não é a minha praia. Cansei de estudar.
O ensino médio é suficiente. Não preciso da faculdade para...
Não preciso nem do ensino médio... sabe?
Mas... acho que vou ligar o foda-se
e me alistar no exército, porque não sei o que fazer.
Vão dar uma festa num lugar chamado "O Fim do Mundo".
Não sei... Eu não sei muito sobre isso.
Mas sei que...
é na costa em algum lugar,
numa praia ou algo assim?
E que parecerá mais uma festa do que isto,
comparado com o quanto só estamos aqui de bobeira.
- Na praia? - Parece divertido.
- Algo divertido assim. - Seria ótimo!
Estávamos querendo ir à praia.
É perfeito.
Estranho como essas coisas se alinham para nós.
Eu sei...
Mas é engraçado, porque foi assim...
Foi exatamente assim que vocês apareceram.
Alguém apareceu e me disse isso.
E eu aceitei.
Da mesma forma que eu apareci e me diverti,
ou sei lá. E é assim...
Estamos todos relaxando.
- Pode ficar. - Vou consertar depois.
- Para se lembrar de mim. - Tem certeza?
Para se lembrar de ir à festa "O Fim do Mundo".
É minha pulseira favorita.
Se você a perder, vai esquecer.
Não significa que algo teria acontecido,
mas tudo pode acontecer.
Sim, e estávamos preparados.
Tínhamos uma faca. Spray de pimenta, gás lacrimogêneo...
Tínhamos qualquer coisa.
Não deixaremos ninguém nos derrubar.
Não cairemos sem lutar!
- Isso é certo. - Sim.
- Enya? - Enya.
Que grande dor de cabeça...
Parece que levei um chute na nuca.
Meu Deus, Nichole. Acho que você mijou ali.
- Vaca! - Fala sério...
Parece que meu saco está no forno de Satanás.
Mais alguém ficou aqui, ou somos os únicos?
- Olhe em volta. - Parece bem vazio.
Será que podemos ir embora logo?
- Não quero me sentar aqui. - Vamos para a van.
Cheira a bosta de vaca, cavalo, ovelha... tudo.
Não sei quanto a vocês.
Posso estar morrendo de calor,
mas nunca está quente demais para fumar.
Peguem suas coisas e vamos.
- Você está bem? - Sim, estou bem.
Não acredito que viemos até aqui
e confiamos num cara aleatório...
Para ser sincero, pensei que iam roubar nossa van.
Que iam nos matar.
Sinto meu corpo se reabastecendo.
É verdade. Quero comer alguma coisa.
Nunca atiramos numa cerveja.
Parece que nos divertimos,
já que desmaiamos e não nos lembramos de metade da noite.
Só me lembro de quem conheci.
- Não me lembro de ninguém. - Lembro de Glen, Ashley...
- Só. - Duas pessoas.
- E Dallas. - Sério, duas pessoas.
- Ela era bem legal. - Como foi?
Vi vocês se afastando.
É um lugar... Fomos a um lugar secreto.
Sério?
Pessoal, temos que pular no rio.
Sério.
Essa música era perfeita para a festa de ontem.
Você trouxe a batata chip de Tapatio da festa?
- Ladrão! - Claro que trouxe.
Você é um ladrão.
O que diabos aconteceu com nossos pneus?
Não acredito.
- Roubaram tudo também? - Não acredito!
- Meu Deus do céu! - Não acredito!
- Ai meu... - Espere.
- Só pode estar brincando! - Ah, não.
- Não há literalmente ninguém. - Puta merda!
Por que iriam querer levar os pneus da sua van de merda?
Agora teremos que andar por uma eternidade
e isso é só...
- Uma estrada com muito vento. - Também não há carros.
- Certo! Então, vamos andar! - Para onde?
Aonde vamos?
Como vamos chegar à costa? Como vamos andar?
Vamos caminhar até a costa?
- Quer andar o caminho todo? - Quer resolver isso?
Podemos resolver isso, certo?
- Vai desistir? - Estamos ferrados.
Há uma casa ali. Podemos pedir informações.
Acha mesmo que vão abrir a porta a jovens que não conhecem?
E se pedirmos para alguém nos levar
para o lugar mais perto daqui
que não seja a porra do deserto?
Vamos caminhar até termos sinal no celular
para podermos ligar para alguém, pelo menos?
- Uma barra seria suficiente. - Não há sinal aqui.
Quando estávamos dormindo ali, eu vi meu celular. Zero barras.
- Não há sinal. - Porra.
Meu Deus. Vamos morrer aqui.
- Não, não vamos. Temos água. - Porra, essa quantidade!
Olá!
Tem alguém aí?
- Que se dane esse lugar. - Acho melhor andarmos.
Vamos lá, pessoal. É a minha van. Vamos.
- Pessoal, alguém vem aí. - Ei!
Ei, nos dê carona.
Ei! Pode parar rapidinho?
Senhor! Senhor! Mas que... Senhor!
Vamos, pessoal.
Subam antes que ele mude de ideia!
Vai se foder!
Vai ver foi ele que roubou nossos pneus!
Vai se foder!
Imbecil. Ele que se dane.
Lá se foi o plano. Vamos embora, porra.
Vamos.
Obrigado.
A que velocidade acha que vai?
- Não sei. - Você tem sinal?
Não.
- Sinto muito, garotos. - Sem sinal.
Por que moramos aqui?
De todos os lugares da Terra, vivemos aqui.
- Vocês têm que andar rápido. - Andar como vocês?
- Como nós andamos? - Como se tivéssemos merda no pau.
Eu tenho merda no pau?
Vocês caminham tipo...
Parece que tenho algo na bunda?
- Você disse...? - Vocês andam assim...
Você disse "como se eu tivesse merda no pau"?
Mal posso esperar Para cair na estrada de novo
Quem paga pelas estradas? Somos nós?
Vocês estão bem?
Não acredito que você disse isso em voz alta.
Deveríamos ter ficado com a van.
Pinche puto. Cala a boca, Tony. Credo.
Será que eles podem se apressar?
Imagine cair de cima disso.
Que puta dor nas pernas.
Você só choraminga!
Você só reclama e chama as pessoas de imbecis.
E daí, imbecil?
- Nat! - Só estou brincando.
- Meu Deus, estou vendo água. - Meu Deus.
Também estou vendo, caralho!
Finalmente, água! Me sinto o Bob Esponja.
Ei! Pare, imbecil!
Uau, olha a cor daquele céu.
- Há sombras. Que legal. - Roxo, cinza, verde...
Lindo! Parece sorbet.
Sorvete. Parece sorbet de arco-íris.
Parece uma pintura. Uma falsa...
Parece uma pintura do Bob Ross.
Bob Ross tinha 2,20m.
- É verdade? - Sim!
- 2,20m? - Juro, sim!
- Não, ele não é tão alto. - Ele tem 2,20m.
- 2,20m. Está mentindo. - Prometo.
É como se fosse algo dentro de mim.
Sempre senti que precisava fazer o bem para as pessoas.
Mesmo que não as conheça.
Sou um guardião das pessoas com quem me preocupo.
Das pessoas que amo.
Cuidando de todos de alguma forma.
Garantindo que tudo esteja bem ao nosso redor.
Eu me preocupo com o bem-estar de todos,
e como todos estão,
se estão bem.
Pessoal! Estou vendo uma placa. Estou vendo uma placa.
É uma cidade pequena.
Viram aqueles trilhos ferroviários ali atrás?
Vamos sair da estrada.
- Oi! - Eles vão para Portland?
- Vocês também vão para Portland? - Legal! É para onde vamos.
Se encontrarem carona, avisem.
Sim? Pode deixar!
- Depois, venham nos procurar. - Sim, vamos!
Boa sorte.
Acho que acabei de me expor.
Estou cansado.
- Eu também. - Exausto.
- Estou irritada. - Maldito vento!
Merda.
Não vejo a hora de tomar água.
Porra, esse lugar tem comida!
Quero palitos de mussarela.
- Sério. Eles têm comida! - Espero que sim. Onde está a comida?
Tenho que fazer voz de branco.
Certo, farei uns hambúrgueres a mais para vocês.
- Quem eles procuram? - Jessica e a mãe dela.
Sim!
Começamos... Ei, estamos recuperando.
- Exatamente! - Ganhamos a próxima. Certo?
Não, os garotos estão jogando, mas depois...
- Vamos recuperar! - Sim!
Faremos vingança.
Enquanto isso, podemos falar mal deles.
Então, como vocês conhecem os garotos?
- Como conhecem os garotos? - O quê?
- Como conhecem os garotos? - Desculpe, não ouço nada.
- Nat costuma fazer isso por nós duas. - Sim.
Que legal! Vocês são todos melhores amigos?
Estudamos com eles a vida inteira.
Nos formamos juntos.
- Graças a Deus. - Vocês decidiram ir falar com eles?
Ou eles simplesmente apareceram?
Às vezes eles... Um pouco dos dois.
- Um pouco dos dois. - Está bem.
- Eles têm seus momentos. - Sim.
- Eles se convidaram? - Exatamente, exatamente...
Sim, já tivemos desses.
É isso, Tony! Você não vale nada.
- Droga. - Sai da frente, pé no saco.
Nada mau.
Meu pai dizia: "Você gosta do seu emprego?"
E eu: "Sim, é legal."
"Gosta dos seus colegas?"
"São alguns dos meus melhores amigos."
E ele: "E você se demitiu?" "Sim."
Disse para ele não se preocupar. Ele é da velha guarda.
Diria que é mais difícil para os imigrantes.
Meus pais são imigrantes.
- Meu pai também. - Sim?
Esse é um dos motivos para se sentir desconectada?
Sim, não tenho uma ligação com minha mãe.
Em casa, não há muito entre nós.
E meu pai foi deportado.
O quê?
- Nossa, sinto muito. - Tudo bem.
Ele era o coração da nossa família.
Nem posso imaginar.
- Sinto muito. - Tudo bem.
Ainda consegue falar com ele?
Ele me liga por Facetime quando pode.
Ele estava em Tijuana, mas acho que se mudou para Mazatlán.
Nem posso imaginar.
Mas você ainda pode se comunicar com ele...
É muito melhor do que era há cinco anos.
Talvez vocês possam visitá-lo.
Eu sei! Eu e ela estamos planejando ir.
Eu vou com vocês!
- Quero música para dançar! - O quê? Isso é George Clinton.
É música para dançar.
É melhor aprender sobre História, menino.
Ele está ouvindo George Clinton
e disse: "Coloque música para dançar."
P-funk!
Sim, isso mesmo. Encontre. Você consegue.
P-funk! Isso mesmo.
Querida. Sinto muito. Sinto muito.
Algumas pessoas pararam,
mas só para dizer olá, e depois foram embora.
Nem sequer nos deram uns trocos, mas tudo bem.
Vocês estão ferrados se planejam ir andando até Portland.
Sim, pelo menos não está fazendo 50 mil graus.
Ai, credo! Nós sofremos hoje.
Você disse que parecia sua casa...
- Sim, é tão... - É a Califórnia.
É brutal para o Oregon.
- Sim. - É quente demais.
O aquecimento global é real, porra.
Sim, o mundo está acabando.
Sim. Vamos passar o fim do mundo aqui.
Nós estamos tentando passar na costa, não aqui.
Pessoal. Se estiverem falando sério sobre o trem,
não sei como se sentem. Nós podemos tentar.
É possível, desde que possamos
equilibrar as coisas entre todos nós,
acho que conseguimos chegar lá em segurança.
Vocês têm onde dormir esta noite?
Ou estão apenas se virando?
Eu vou dormir na porra do trem!
Entendo! Já dormimos na terra muitas vezes.
Certeza que passa por Portland?
- Sim, cara. - Essa linha passa por lá.
Só nunca fomos, então vamos aprender juntos.
- Está bem? - Certo, parece ótimo.
Que tal um soquinho? Ou um abraço em grupo?
Queria perguntar, vocês já comeram hoje?
- Não comemos. - Passaram o dia todo aqui?
Se tiverem comida a mais, eu adoraria.
Eu não recusaria.
- Obrigada. Legal! - Peguem.
Isso me parece uma boa troca.
Comida por ajuda com o trem.
Podemos ficar algum tempo esperando. Estou avisando.
Primeiro porque não conhecemos esse lugar. Depois,
nunca se sabe com o trem.
Não importa quantas vezes eu tenha feito isso,
fico sempre assustada.
É divertido, mas é muito barulhento e assustador.
Mas vamos ouvir e ver quando ele chegar.
Eu sei, algumas das pessoas que dão mais
ou que me ajudaram mais não têm nada.
Como vocês.
Vocês nos deram comida, e seu carro quebrou.
E vocês nos ajudaram. Agora vamos ajudar vocês.
É dar e receber.
Tivemos uma ótima refeição lá, então...
- Não quero ser pego. - Não se preocupe, não seremos.
Você tem irmãos?
Não, na verdade...
não conheço meus pais.
Tive sorte no sentido
de estar sempre rodeada de amigos incríveis
na minha infância.
Mas eu estava morando
em lugares que não deveria.
Serviços sociais...
consumindo muita droga e álcool e...
Foi por isso que quis garantir que vocês também ficassem bem.
- Sim. - Obrigada.
Porque eu sei o que é ser adolescente
e não ter para onde ir,
e automedicar-se. Sei que é difícil.
E há que superar isso de alguma forma, certo?
Sim, todos têm um problema.
Todos já passaram por situações ruins.
Nem todos sobrevivem a essa fase, sabe?
Já vi isso acontecer com pessoas que amo.
- Exatamente. Isso nos afeta. - Sim. Sim e não.
- Ei. - Droga.
Viu alguma coisa?
- Vimos um carro parar. - Merda, sério?
Tem um carro parando.
Hora de ir.
Temos que fazer isso rápido.
Certo, separem-se. Verifiquem os vagões.
Se virem algo sem um buraco na parte inferior,
grite por nós, certo?
Vão. Subam no trem. Se ouvirem freios, corram.
Isso é suicídio. Eles são suicidas.
Acho que é melhor irmos por ali.
Não sei até onde isso vai.
Talvez tenham encontrado algo.
- Encontraram alguma coisa? - Vão, vão, vão!
Entrem naquele. Nós vamos nesse. Que se dane.
Certo, suba.
Achei que ia morrer.
- Aposto que os garotos adoraram. - Pois é!
Estamos no trem, porra!
Veja só isso!
Meu Deus!
Isso foi a coisa menos segura de todos os tempos.
Cara, estou segurando firme. Não quero cair.
Ninguém quer cair.
Não é para qualquer um,
mas é melhor do que estar preso naquela cidade no meio do nada.
Com certeza.
Aquela cidadezinha caipira que chamamos de casa.
Imagine ser o único negro do bairro,
todos os dias de sua vida.
Acho que seria uma merda.
Sim, é uma grande merda.
Todos têm os seus problemas.
É verdade. Mas...
Não sei, cara.
Estou feliz por ter saído de lá.
- Tenho quatro irmãos. - Eu tenho três.
Um mais velho e dois mais novos.
Para ser sincero, viajar às vezes é um saco.
Meus irmãos mais novos já estão crescendo.
Deixá-los e depois ver que estão tão crescidos
me deixa emocionado.
Não posso vê-los crescer.
Eles mudam instantaneamente.
Entendo o motivo.
Como se estivesse perdendo algo.
Mas não se preocupe, cara.
A tristeza que sentimos quando deixamos nossa família
é a mesma coisa que nos prende.
Devo dizer que fui muito mais pressionado
do que muitas outras crianças.
Cuidar dos meus irmãos, levá-los para a escola,
para a creche e essas coisas...
Foi muito difícil para um garoto de 17 anos.
Meus pais não estavam lá para me ajudar.
Tive que descobrir tudo sozinho,
então aprendi mais rápido...
Não tem sido fácil,
mas isso vale para todos nós.
Estamos parando. Desçam. Desça, cara!
- Merda. - Desça.
Mexa-se.
Saia do trem por aqui.
Isso aí.
Meu Deus!
Perdemos os garotos.
- Querem ir? - Sim.
Estou com medo, está indo rápido.
É moleza.
- Vamos! - Pessoal! Vamos, vamos!
Puta merda! Vou morrer! Vou morrer!
Isso aí!
Micah, você não vai morrer.
Meu Deus!
Aquilo foi uma loucura!
Pulei de um trem, porra!
Micah, deveria ter visto seu rosto!
- Caramba! - Incrível.
Tem um tampão e depois outro.
Não é um tampão, babaca. É um absorvente.
Vocês sabem o que vão fazer
quando chegarem à cidade, ou só estão improvisando?
O que faremos quando chegarmos onde?
Na cidade. Ou só estão improvisando?
- Estamos improvisando. - Ah.
Não sei. Micah ainda precisa ligar para o primo dele.
Meu primo disse que posso ficar com ele.
Vou perguntar se todos nós podemos ficar com ele.
Minha nossa! Vejam só a cidade.
Isso aí! Portland!
Que dia é hoje?
Agradecemos por tudo.
- Obrigada. - Venham cá!
Venham.
Venham, abraço em grupo.
- Conseguimos juntos. - Sim.
- Vagabundos! - Vagabundos!
- Muito obrigado. - Fiquem bem.
Prontos para isso?
- Vai ligar para o seu primo? - Sim. É a nossa referência.
- Cheira a bosta. - Cheira a bunda.
Essa grama é bonita. Bela grama.
- Vejam essa grama. - Vamos nos sentar aqui.
Vejam aquela grama. Está tão cheia.
Força interior e poder
obtidos por meio de compaixão e amor.
Sim, é uma imagem tão poderosa.
Para onde vamos? Talvez para a sombra?
Há uma rua chamada Couch (sofá).
Vou jogar uma pedra nesse cara.
Aquele cara está com o pênis de fora?
Que nojo!
Ele desabotoou e abaixou as calças.
O que você disse?
Ele pensou que ele estava com o pênis de fora.
Que porra!
Não me encaixo em lugar nenhum.
Não pertenço a uma certa região
ou digo sempre as coisas erradas.
Ou ninguém está ouvindo...
Eu simplesmente não... Não sei.
Sinceramente, acho que é um tipo de insegurança.
Meus amigos são os que mais me dão alegria.
Para mim, o lar é em toda parte, mas também em lugar nenhum.
Não sei se faz sentido.
Porque pegamos uma van de um amigo nosso de Wiley.
Tudo bem se formos de manhã?
Ele precisa trabalhar esta noite. Certo, ótimo.
Está bem, muito obrigado. Todos nós agradecemos.
- Muito obrigada! - Obrigada, Mila.
Sim, mal podemos esperar para contar tudo.
Certo, até logo. Amo você.
Até, tchau.
- Ótimo, temos lugar para ficar. - Isso!
- Agora precisamos encontrar... - Ótimo...
- Makai! - Por hoje.
- Temos um lugar para dormir. - Certo.
- Amanhã. - Não podemos ir hoje?
Gosto do seu bigode.
- Ele não gosta de negros. - Quem?
Aquele cara. Elogiei o bigode dele.
Ele fingiu que não ouviu.
- Foi muito rude. - Credo, que calor!
Quando o carro passou, cheirava a pessoas idosas.
Olhem aquilo.
- Aonde vamos? Continuamos reto? - Acho que sim.
Opa. Eu não fiz nada.
- É a polícia. - Não se preocupe, está tudo bem.
Estou com dor de barriga.
- Corram, corram... - Vou atravessar a rua.
Para onde querem ir?
Não quis arranjar problemas com a polícia.
Somos um grupo estranho.
Legal, continue fazendo isso. Continue, continue.
- Foda-se! - Que maneiro!
Há quanto tempo você anda de skate?
- Uns 20 anos. - Mentira! 20 anos?
- Legal! - Então tá!
- O que estão fazendo? - Bacana.
Gosto dos seus tênis.
- Gosto do seu skate. - Obrigado! É da marca There.
- É fodão. - É uma companhia de skate queer.
- Não me diga. - Sim.
Nas pistas Thunder Trucks, Slime Balls...
- É preciso praticar. - Qual é o seu nome?
- Gary. E o de vocês? - Sou o Micah. Prazer.
- Meu nome é Makai. - Makai. Legal.
Prazer. Sou o Tony.
Nichole. Droga. Desculpe, foi mal.
- Nathaly. - Nathaly?
- O que estão fazendo aqui? - Estamos tentando ir à praia.
Vamos para a costa.
Mas vamos dormir na casa do meu primo.
O que você faz aqui?
Só ando por aí, faço trabalhos manuais, etc.
Sou da velha guarda. Nunca quis mudar isso.
- Nos ensine como é, cara. - Claro.
- Sério? - Sim.
Há uns parques de skate aqui perto.
Querem ir por ali?
- Espere. Você é tranquilo? - Sim.
Promete? Não vai me levar para um beco?
Me esfaquear, estuprar nem nada disso?
Talvez. Mas nunca se sabe.
Brincadeira.
Brincadeira. Vamos.
- Você é daqui? - Sim.
Posso fazer uma pergunta?
Por que todos os lugares cheiram a merda?
Porque isso é uma cidade
e todas as cidades cheiram muito mal.
Quando estive em Nova York, o cheiro era horrível.
Quando estive em São Francisco, idem.
Quantos lugares você já visitou?
Já visitei algumas cidades pelo mundo.
No mundo não, nos EUA.
- Ainda é no mundo. - Até no México.
Ah, que bacana. É muito divertido viajar.
É ótimo. Me sinto um jovem Patrick Stewart.
Patrick Stewart?
- Não é um velho famoso? - Sim.
Sapatos grátis! Nathaly, talvez sirvam em você!
Cala a boca, Makai.
Está bem. Foi mal-educado.
- Foi você que começou! - Como vocês se conheceram?
E começaram a viajar?
Nós crescemos juntos. Eu estava morando com o Tony.
Porque meus pais foram para a reabilitação.
Então, fui relaxar com o Tony.
Morar com ele, ajudar com a mãe dele, tudo isso.
Nos reunimos e pensamos:
"Que se dane, vamos fazer mais uma aventura
antes de termos que arrumar emprego."
Isso aí! Está bem.
Há quanto tempo está em Portland?
Morei em Nova Jersey por mais ou menos...
15 anos, talvez.
Eu odiava. Odeio Nova Jersey.
Eu odiava tudo na cidade. Precisava sair de lá.
Sem falar que meus pais estavam em Nova Jersey,
e eu queria ficar longe deles,
porque eles me criaram como Testemunha de Jeová.
Cresci em um culto religioso, basicamente.
Que loucura.
Depois de um tempo, eu perdi o interesse.
Eu pensei: "Preciso sair daqui."
Não posso permitir que meus pais me ensinem a me odiar
só porque sou diferente e quero sair com meus amigos.
Quando vai no meu YouTube
para ver meus primeiros tempos de skate, os vídeos são sempre à noite.
Porque eu tinha que sair escondido para andar de skate.
Meus pais diziam: "Não vai andar de skate com essas pessoas,
consumir drogas e isso e aquilo."
Eles não podem impedir você.
E eu: "Vocês não vão me impedir
de fazer o que eu quero e gosto."
Depois de um tempo, eu saí de lá.
Peguei um avião para Portland e nunca mais saí.
E não vou voltar, então...
Eu me solidarizo totalmente com o fato de quererem sair da sua cidade.
Porque eu também não aguentava a minha.
Vai, garoto!
Sabe como quero me vestir? Como aquele de camisa vermelha.
Sempre quis, mas não sei onde comprar aquele tipo de roupa.
Sério? É legal.
Vejam ele dançando. É meu homem dos sonhos.
Eu o amo. Sério.
- Meu nome é Makai, e o seu? - Makai?
- Makai, e o seu? - Aki.
- Você é maneiro. - Você também, Aki!
Batalha de dança?
Makai! Makai!
Meu Deus!
Quero dançar.
Vá dançar com eles.
Tenho medo de ir sem você.
Você é incrível!
Temos que sair juntos para você me ensinar.
Não posso, cara. Tenho que ir.
Vamos, vamos!
Eu te amo.
Obrigado por nos trazer aqui.
Tudo bem, cara.
Essa é a primeira... Eu nunca fiz nada.
É a minha primeira vez experimentando algo.
- Isso aí, Tony, que legal. - Eu faço coisas, mas...
Muito do que eu queria que se tornasse realidade está se tornando realidade.
Isso aí, cara.
Tudo isso que está acontecendo é incrível,
e sempre quis que acontecesse.
Quem fica em casa não aprende nada.
Bem-vindos ao Burnside.
Vemos isso toda noite, cara. Aí está!
- Isso é maneiro. - Sim.
Por que você não está andando de skate?
Nem tenho um skate.
Peça ao Makai.
Ande na pista lisa, não aqui.
Por que você não anda?
Porque Makai não me empresta o skate!
- Duvido que ele me empreste. - Makai!
Eu nem quero!
- Nichole quer o skate! - Não, não quero!
Makai!
- E... ele se ferrou. - Ai, minha bunda!
- Ela quer andar de skate! - Ele quer usar o skate.
- Machuquei as nádegas. - Ele quer andar de skate.
- Você quer andar? - Nichole também quer.
Use o skate. O cara me deixou usar.
- Venha andar de skate, Nichole. - Primeiro strike, Micah.
Ei, esse penico portátil é um nojo.
Se eu amo a vida?
Sim.
Vou atrás do Tony.
- Micah! - Venha aqui.
- Olhe o Tony. - Menininho assustado.
O que ele está fazendo?
- Agindo com inocência. - Sendo o Tony.
- Está conversando com mulheres. - Ela nem está olhando para ele.
Não dê em cima de uma garota aleatória no Burnside.
Ele não sabe o que fazer.
Ele está se achando o máximo. Diga alguma coisa.
Que palhaço! Que palhaço, cara.
Meu Deus!
Mas quando Tony é pressionado,
ele fica tão nervoso que estraga tudo. Garantido. Vejam.
Vai, Tony, você consegue!
Que nerd.
Vejam aquele nerd!
Família é quando não sentimos
que precisamos ser perfeitos ou satisfazer suas necessidades.
Eles sempre me apoiaram quando eu estava triste,
nos meus momentos mais baixos e altos.
Sinto que não dizemos o suficiente
o quanto nos amamos.
Parque encerrado!
- Tchau, Makai. - Às novas aventuras.
Quer saber? Se a vida nos reunir...
Sempre encontraremos pessoas diferentes em todo e qualquer lugar.
Nunca se sabe, talvez me vejam na festa "O Fim do Mundo".
Você vai?
Sim, cara. Tenho que sair daqui.
Vamos andando para a casa do meu primo.
Ele trabalha a noite toda, mas que horas são?
Nem estou cansado. São duas da manhã.
Estou tentando ir a uma festa!
- Vamos fazer alguma coisa. - Isso aí!
Cara! Nós queremos dormir.
Makai está morto.
Hoje foi um dia longo pra caramba.
- Estou muito cansado. - Eu também.
Nunca mais quero voltar para casa.
DR. FANTÁSTICO
AS NOVAS AVENTURAS DE CHEECH E CHONG
- Somos nós. - Literalmente.
Acha que ficaram chapados para fazer esse filme?
Claro que sim.
Aposto que tinham maconha de primeira.
Cuidado!
Você vai nos matar, cara. Vai matar todo mundo.
Ei, mano. Ou caga ou desocupa a moita!
- O que é isso? - Quem é esse idiota?
Olhe aquele idiota! Tempo parece um verme. Ei, Conchi!
- Mas foi difícil. - Seria difícil para qualquer um.
- Não importa a idade. - Sim.
Não sei. É só uma briga entre famílias.
Foi irritante. Não gostava isso, então preferi ficar sozinho.
Sim.
Não ter que me preocupar
se haverá outra discussão quando eu acordar.
E se voltarei a ver meus irmãos.
Sim.
Nunca quis fazer Shanti passar por isso.
Então ela não sabia que eu realmente me importava.
- Mas você se importava. Muito. - Ah, todos os dias.
Passei a vida tentando melhorar o mundo.
Mesmo que não a veja de novo, eu quero...
me inspirar nela,
e... ela mudou minha vida de muitas maneiras.
Ah, sim.
Com meus pais... Meu pai...
Minha mãe nunca disse:
"Crianças, liguem para o seu pai."
Meu pai ficava com o telefone à noite pensando:
"Por que eles não me ligam? Será que ainda me amam?"
Essas coisas.
Depois, o telefone tocava e era minha irmã mais nova.
Ela só falava por cinco minutos
e não parecia nem um pouco interessada.
Então, meu pai se sentava sozinho e ficava pensando:
"O que eu fiz de errado?"
Não parava de pensar isso. Foi aí que os problemas começaram.
Ele atingiu o fundo do poço.
Ele também estava deprimido.
Se envolvendo em coisas ruins e bebendo.
E minha mãe sempre teve problemas com a bebida, então...
Foi muito perceptível
pela minha irmã e irmão.
Foi muito ruim, então...
Vou te dizer uma coisa, Micah.
Esta é a grande diferença entre adultos e crianças:
adultos não são supervisionados.
É isso.
Gostaria que alguém tivesse me dito isso.
- Sim. - É preciso encontrar seu próprio caminho.
Família.
Você deveria falar com seu pai.
Ele precisa saber onde está o carro antes que alguém pegue o que resta.
- Sim. - Ligue para o seu pai.
Vou ligar, prometo. Ou mandar mensagem. Não sou de ligar.
Ligue para o seu pai.
Gosto muito de como vocês tratam um ao outro.
- Muito obrigado. - Micah. Ei, cara.
Gostaria que vocês tivessem vindo mais cedo.
- Mas fico feliz que tenha dado certo. - Eu também.
- Tem o endereço? - Sim.
- Clayton é gente boa. - Sim.
Ele saberá como ajudar.
Obrigada por nos receber. Que porra?
Vocês são maravilhosos. Vão ficar bem.
- Amo você. - Amo você.
- Cuide deles. - Sim, claro.
- Faça ela ligar para o pai dela. - Está bem, vou fazer.
Precisava muito disso.
Se houvesse uma festa no "Fim do Mundo",
acho que eu estaria lá.
Vão antes que escureça.
Certo, obrigado. Amo vocês. Obrigado.
Tchau! Tenham um bom dia.
- Boa noite. - Não façam nada que eu não faria.
- Está bem, obrigado! - Obrigada.
- Certo, mantenham contato. - Obrigado, tchau.
Viu? Não foi assim tão ruim.
Na volta, se precisarmos de lugar para dormir,
temos que voltar.
- Gostou deles? - Eles são incríveis.
- Cheech e Chong. - Que engraçado.
- Foi incrível. - Sim.
- Eu confio no Mila. - Ele foi legal.
Mas algo me diz
que não vou gostar dessas pessoas.
- Por quê? - Não sei.
Eles disseram que tinham uns 30 ou 40 anos.
- Eles têm 40, 50. - Acho que são pessoas frias e velhas.
Quem se importa?
Aposto que terão muitas histórias para contar.
Não quero ficar ouvindo conversa de idosos.
Talvez sejam hippies.
Lembra do Bones?
Ele enlouqueceu esse ano.
Por causa de um acidente de moto.
- Meu Deus. - Bones era louco.
Ele é o melhor amigo do Terry Trash.
Minha mãe os conheceu em Nova Orleans.
Está bem.
Bones tinha... Ele tem cabelo ruivo.
Ele não esfaqueou alguém na festa do Super Bowl?
- Não, ele foi esfaqueado. - Ele não é esfaqueador.
Quem foi esfaqueado na festa do Super Bowl? Foi em Baton Rouge.
Quem foi? Não, eu sei que Bones estava envolvido.
Foi muito grave?
Foi uma facada leve. Ficou tudo bem.
Esse cara tinha cabelo comprido.
Sim, até meu saco.
Diga a eles por que teve que cortar o cabelo.
- Ele estava lá. - Sim, cara.
Foi um corte de cabelo barato pra caramba.
Pode ter certeza.
Eu estava misturando silicone.
- Sabe o que é uma furadeira? - Sim.
É como uma batedeira em uma furadeira,
e eu estava misturando um balde de silicone em gel cru.
E estava ouvindo Nuclear Assault.
Depois você confere.
- Acho que já ouvi falar nessa banda. - Sim, legal.
Não escute enquanto estiver fazendo isso.
Oi, pai.
Se ele não fosse tão forte, teria morrido.
Literalmente arrancou metade do cabelo da cabeça dele.
Parecia uma batedeira gigante.
Sério? O cabelo dele ficou preso?
Sim, olhe para isso.
- Ah, que porra? - Viu como era comprido?
- Muito comprido! - Sim.
- Uau! - Sim.
- Vocês estão lindos. - Ah, obrigada.
Onde não voltou a crescer e tive que raspar tudo.
E ficou feio pra caralho!
Já viu o filme O Vingador Tóxico?
Já viu Massacre no Texas 2?
Chop Top.
"Foda-se, Leatherface!"
Parece que ninguém em casa
consegue se expressar da maneira que quer.
Ou quase não consegue.
- É muito pequena ou... - Sim.
As pessoas são muito mesquinhas.
Quem é o líder desse grupo? Você?
Não é... Quem bate em todo mundo é o Makai.
- Então é ele. - O plano é...
Precisam de um lugar para dormir?
- Precisamos de um lugar para dormir hoje. - Abrimos aquele sofá.
Trazemos uns cobertores, e vocês podem ficar aqui.
- Parece ótimo. - O que vão fazer amanhã?
Não temos planos.
Queremos chegar à costa para aquela festa.
Você deveria entrar na água.
Podemos pegar o barco amanhã...
- Seria divertido. - Sim.
Deveríamos prender o barco no carro, acordar, tomar café,
sair com o barco e ver aonde ele nos levará.
Vocês não têm planos?
Está bem, vamos preparar tudo para vocês dormirem aqui.
O sofá mais glamouroso do mundo.
- Parece ótimo. - Tão glamouroso.
- Vamos conversar... - Agradeço.
E fazer planos pela manhã.
Vocês se lembram de Onde Vivem os Monstros?
Aquele é o barco do filme. Vamos lá amanhã.
Vamos para a Terra dos Monstros.
Vocês são muito bacanas.
Continuem assim.
- Thrash Bash. - Vou dormir.
Boa noite, Tony. Amo você. Amo você, cara.
- Durma bem. - Também te amo, cara.
Não deixe ninguém me comer.
Está bem, vou dormir ao seu lado.
Sinto falta dos meus irmãos.
Eu sei, eu também.
E da comida da minha mãe.
E dos abraços dela.
Eu só...
só não quero ficar preso.
O que vai dizer ao seu pai?
Já liguei para ele. Está tudo bem.
Está mais preocupado comigo do que qualquer outra coisa.
Está meio bravo, mas...
acabou sendo muito melhor do que eu esperava.
Acho que meus pais são a menor de minhas preocupações agora.
É mais do tipo:
"Que porra eu vou fazer da vida?"
- Eu sei, estou igual. - Esse tipo de coisa.
É o que mais me assusta.
Pais? Tudo bem.
Somos praticamente adultos agora. Será que nossos pais
são realmente as coisas mais assustadoras para nós?
Não sei. Eu só fico com medo.
Às vezes, penso em como seria não ter um guardião.
Viver sozinha.
Às vezes, fico assustada com isso.
Crescer é assustador.
Isso é adorável.
Vou deixar vocês dormirem.
Toque The Shire.
Aqui está The Shire de Howard Shore
no Amazon Music.
O que você sabe sobre O Senhor dos Anéis?
Você gosta?
Isso aí, eu também.
Não é ruim celebrar uma vida simples.
Eba! Primeiro a acordar!
Senhor dos Anéis, hein?
Sim. Me sinto como o maldito Tom Bombadil.
Você dormiu?
- Passei a noite acordada. - Credo!
Já ficou toda Silmaril por algum Tom Bombadil?
Aquele personagem é foda.
Estou doidão, cara.
Jesus... Estou cansada.
Por entre os salgueiros
Está Tom Bombadil
Que grande besteira.
Certo, meus amigos viajantes.
- Isso aí! - Antes de tudo...
- Infusão e maçã. - Comam um pouco de fruta.
- Sim. - Isso é ótimo.
- Obrigada. - De nada.
Tudo bem se eu comer essa aqui?
Não. Não está tudo bem, Makai.
Sim!
Tem muito mais de onde veio isso. Venha aqui, menino.
Sei que você gosta.
Venha aqui!
Meu Deus! Isso é incrível!
Já tem uns três ou... quatro?
Cinco.
Tem cinco? Seis?
Credo. Estão chamando os amigos?
O quê? Isso não é nenhum orfanato.
Eles... Ai meu Deus!
- Viu aquilo? - Onde?
- Quem é aquele? - Gary, é você?
- Gary! E aí, cara? - Ele mandou subir no barco.
- Querem que entremos no barco. - Querem.
- Gary! - Sim!
Gary! Um dos nossos velhos amigos está ali.
- Imagino. - Quem?
Gary. Eles querem que nademos para lá.
Vamos pegá-lo!
Gosto disso. O quê?
- Vamos fazer isso ou não? - Com certeza.
Caramba!
Muito bem. Espero que consigam ir à praia.
E que encontrem o que procuram.
Vamos sim.
Caramba!
E aí, cara?
O que estão fazendo nesse barco?
É desse barco que você estava falando?
Estamos no cruzeiro para "O Fim do Mundo".
Eu disse que sou náutico por natureza!
Sério, cara!
Está bem, pessoal. Boa sorte.
Um último conselho: se alguém fizer uma pergunta,
combinem a mesma resposta.
Tchau, Clayton!
- Eu nunca vi vocês. Vocês nunca me viram! - Eu não conheço você!
Diga ao Mila que conseguimos!
Adoro isso!
Isso fica bonito em mim?
Você parece um mágico.
Abracadabra, porra.
Estou maneiro, cara.
- É aquilo? - É a festa?
Sim, é isso.
- Estamos tão perto, pessoal. - Está bem ali!
Essa música ganhou um novo significado.
- Está vendo aquela luz vermelha e azul? - Sim.
Que porra? Está vendo as luzes da polícia ali?
Espere aí.
São luzes da polícia. A festa está arruinada.
- Está arruinada, sério? - Sério.
Aquelas luzes intermitentes são da polícia.
Esperem.
Não, a polícia achou nossa festa! Acharam nossa festa!
- Vamos ali! - Droga! Tem polícia.
Certo, David, não sei não.
Acho que a festa está sendo alvo de buscas.
Geralmente, há um clima diferente na festa.
- Não devia ter fumaça. - Está brincando?
Sim, tem fumaça.
É isso?
Essa é a festa "O Fim do Mundo"?
Meu Deus!
Parece uma cabaninha.
Está brincando?
É um baile numa cabana pesqueira.
Espere aí.
Tenho certeza de que vi tiras.
Não vamos nessa. Não podemos fazer isso.
Festa no "Fim do Mundo" o caralho.
Está realmente arruinada.
Voltem para trás ou sigam para um destino seguro.
Vamos sair daqui.
Embarcamos nessa jornada só para sermos impedidos?
Vamos permitir isso?
Vamos voltar para Portland se for preciso.
Não importa, desde que haja diversão.
"O Fim do Mundo" acontecerá em outro momento.
Aonde vamos agora?
Não queríamos chegar à costa?
É para onde eles vão.
Não temos opções. Estamos com eles.
- Não podemos deixar isso nos impedir. - Não vou desistir.
Vão deixar a polícia nos parar?
O que a polícia vai fazer
com dois negros em um barco? Eu não sei.
Talvez não devêssemos testar.
Porra!
Porra.
Que se dane aquela festa. Nunca foi esse o objetivo.
Ainda bem que não fomos.
Se tivéssemos ido e a polícia tivesse aparecido...
Estaríamos todos chapados.
Essa vadia!
Estamos sempre mesmo.
É o que eu ia dizer.
Minha nossa!
- Isso é maneiro. - Eu sei.
Somos muito gratos pelo que vocês fizeram por nós.
Estamos muito felizes por estar com vocês,
mas temos que continuar nossa viagem.
Não podemos levá-los de volta para a costa,
mas podemos deixar vocês em algum lugar perto.
Não voltaremos a Portland,
mas deixaremos vocês em algum lugar.
Sinceramente, não sei o que seria de mim sem você.
E se você fosse embora, eu desmoronaria.
E estou feliz que seja você e não outra pessoa.
- Pare! Não vou chorar. - Me abrace!
Vou te amar para sempre,
você é o amor da minha vida. Sério.
- Estão acenando! - Tchau, pessoal!
Amo vocês. Voltem para casa em segurança!
Olhem para eles.
Amamos vocês!
- Lá se vai nossa carona. - Meu Deus, não!
Parece que ainda estou no barco.
Ainda está balançando?
- O que é isso? - Uau!
- Devem ser buracos de cobra. - Nunca vi um de tão perto.
Credo, são assustadores.
Quando chegarmos à costa, vou deitar na areia e chorar.
- Esse é enorme! - Por causa de quê, Makai?
Por termos andado até aqui.
- Sim. - Estou cansado de andar.
Precisarei de um tênis novo quando chegar em casa.
Podemos andar na areia molhada e dura
para não afundarmos nessa merda?
- Olhem! Um peixe! - Isso é...
É um linguado, cara! Um linguado!
Está vivo!
Meu Deus! As guelras estão se mexendo.
Vire, quero ver do outro lado.
É um linguado. Vire do outro lado.
Makai, jogue na água!
Ele está morrendo!
Coloque na água, cara.
Que legal! Ele vai com a maré.
Estou com medo!
Deixe a água vir buscá-lo.
Queremos vê-lo nadar!
Ele está preso na areia.
Não, é o que eles fazem. Eles devem fazer isso.
Não, são linguados.
Talvez ele se enterre na água.
Você salvou um linguado. Já imaginou que faria isso?
Nunca. Bem visto. Meu Deus.
Estão ouvindo?
Estão ouvindo isso?
- Chegamos, porra! - Caramba!
- Incrível! - É tão lindo.
- Meu Deus! - Uau, que lindo!
Desligue a lanterna.
Estou brilhando!
- Amo vocês. - Amo você, Nat.
Odeio falar com o coração.
Não é tão difícil. É fácil.
Cara!
O que é aquilo?
- Estou vendo uma luzinha. - Eu também.
- Ou estou louca? - Você está louca.
- Você está vendo? - Sim, está lá. Eu vejo.
Eu sou moradora dessa ilha
Todos vivem bem na ilha
Meu Deus, eu me sinto vivo.
Makai! Vou acabar com você.
Sinceramente, quero acordar aqui.
Então, comecei a pular de... Há um prédio enorme.
Deve ter 15 metros de altura. Ou 13 metros.
E, pouco a pouco, deixei de ter medo de altura
porque eu sabia que cairia na água e que ficaria bem.
Só precisa pular.
É um navio. Um barco velho.
É um navio quebrado, cara.
Existem pessoas loucas.
Estou um pouco nervoso por chegar assim do nada.
- Não quero saber. - Bem, há música.
Vou conhecer todo mundo!
- Vocês estavam na festa? - "O Fim do Mundo"?
- Sim. - Não, não fomos.
Chegamos tarde, depois da polícia.
Fomos de barco.
Íamos sair do barco,
mas quando chegamos, vimos que as luzes estavam...
Vocês deveriam ter ido.
- Foi uma loucura. - Eu sei! Aposto que sim.
Eu disse que estaria aqui.
Nunca pensei que veria você novamente.
Para mim? Tem certeza?
Eu vi aquele parque de skate. Pensei: "Isso aí!"
Era do meu videogame favorito quando criança.
Mas no jogo, parecia maior.
Pizza!
Estou feliz! Tão feliz! Nathaly, você está feliz?
Nathaly está tão feliz.
Vocês fazem isso o tempo todo?
É irritante, porque
a velha geração nunca entenderá a nova.
A velha geração não sabe de nada.
Mas espere até sermos a velha geração
e não entendermos porra nenhuma.
Eu sei, mas na primeira festa, não vi você se divertir tanto.
Porque você chegou tarde demais.
Meu Deus!
Olhe, mãe, eu consegui.
Eu disse que não seria um vagabundo.
Mesmo não tendo ido bem na escola, eu continuo aqui.
- Micah! - Micah, volta!
Quer queimar isso?
Ei, quer queimar isso?
- Pode crer. - Está bem.
Tendo crescido lá, eu entendo...
É uma merda, mas pelo menos você tem família lá.
Tenho muitas pessoas que posso...
Da mesma raça e cultura.
E elas entendem.
Mas ao mesmo tempo, não sou a mesma pessoa.
E aonde quer que eu vá, não há pessoas como eu,
então é uma droga.
Mas as pessoas que conheci sempre estiveram lá.
É raro encontrar essa compreensão, não é?
É muito raro.
É mesmo uma droga.
É muito solitário.
Mas eu te entendo, porque por muito tempo,
as pessoas também não me entendiam.
Ainda me sinto assim, mas ao mesmo tempo
não importa,
porque ao longo do caminho, encontraremos alguém.
- Pessoas como eu e você. - Exatamente.
Cenas como essa. Entende?
Esse lugar, esse momento.
Isso é loucura para mim.
Eu sempre quis...
só queria fazer algo assim, porque sei que há outras pessoas como eu.
Isso é incrível.
É incrível mesmo.
É legal compartilhar essa experiência com todos.
Há um dia, eu não achava que estaria aqui.
Nunca pensei em fazer nada disso.
Foi como um sonho.
Sim, é verdade. Como um sonho.
É como um sonho do qual acordarei em breve.
Nichole!
Não quero ir embora.
Três, dois, um, vai!
Credo, as pessoas aqui nunca se cansam, não é?
Não vejo a hora de estar em casa
e não saber o que fazer em seguida.
Sim, eu...
Já me diverti o suficiente.
Maldito Micah, você está assim.
Já reparou? Quando o Micah está bêbado, ele fica assim.
- Sim. - Sim.
Sempre.
Sinto falta de dirigir...
Vamos aproximar um pouco a cadeira, está frio.
Está ficando frio.
Sim, eu ficava: "Droga, não tem nada para fazer.
Vamos tentar algo novo!"
e voltar para o mesmo local
que vamos todas as vezes.
O que diabos faremos agora?
Não sei.
Que se dane Wiley.
Pensei que conhecia uma pessoa Que me disse que a mantinha segura
Eu me apaixonei Pude suportar o dia
Agora só penso em como vou fugir
Enterrado nos problemas de ontem
Ontem, ontem
Enterrado nos problemas de ontem
Ontem, ontem
Ontem
Na mesma velha cidade Eu vi seu rosto
Você parecia tão triste Eu sentia o mesmo
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
Na mesma velha cidade Eu vi seu rosto
Você parecia tão triste Eu sentia o mesmo
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
Você achava que conhecia o amor Eu achava que sentia o mesmo
Eu te amo, cara. Te amo muito.
Você descobriu Fiquei tão envergonhado
Eu achava que conhecia o amor
Mas a amiga pensava diferente
Ela encontrou um novo amor E eu voltei a me interiorizar
Me interiorizar, me interiorizar
Voltei a me interiorizar
Me interiorizar, me interiorizar
Me interiorizar, me interiorizar
Na mesma velha cidade Eu vi seu rosto
Você parecia tão triste Eu sentia o mesmo
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
Na mesma velha cidade Eu vi seu rosto
Você parecia tão triste Eu sentia o mesmo
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
Na mesma velha cidade Eu vi seu rosto
Você parecia tão triste Eu sentia o mesmo
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
FEITO NA ESTRADA EM OREGON POR BILL ROSS IV E TURNER ROSS
Na mesma velha cidade Eu vi seu rosto
Você parecia tão triste Eu sentia o mesmo
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
Sabia que você se sentia de uma forma Que eu não podia mudar
Tradução: Débora Sousa
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