Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
UMA JANELA PARA O AMOR (1985)
EM FLOREN�A
NA INGLATERRA
PENS�O BERTOLINI
N�o � isto que nos foi oferecido.
N�o se v� o Rio Arno.
A senhora escreveu: "Quartos na ala sul".
E nos deu quartos na ala norte...
sem vista e separados!
Vamos nos aprontar ou perderemos o jantar...
al�m de tudo.
Ela n�o devia ter feito isto!
De jeito algum!
Qualquer canto me serve, mas o seu devia ter uma vista.
O seu tamb�m.
Srta. Lavish, que recomenda��o para uma pe�a!
Realmente, Srta. Alan, � mesmo uma recomenda��o.
Entre a sordidez de Londres e a de Capri...
h� um grande abismo.
Somente saindo da rota se conhece o pa�s.
Ver as aldeias... Gubbio, San Gimignano...
San Gimignano, Monteregione...
Mistura do mais primitivo...
com o antigo cl�ssico, que acho irresist�vel.
- Srta. Pole... - Sim, Sr. Emerson?
O que est� bebendo? N�o � limonada, �?
Sim, � limonada.
Renuncie a ela.
Limonada � pura acidez. Faz mal ao est�mago.
Pedirei que o pr�ximo quarto vago na ala sul...
seja dado a voc�, Lucy.
- Por que n�o a voc�, Charlotte? - N�o, eu insisto.
Esta carne, na certa, foi fervida.
Perdeu todo o sabor.
Monteregione n�o � s� singular.
L� se encontra o italiano ainda intocado...
na sua simplicidade e encanto.
N�o foi em Monteregione que vimos a cent�urea-azul, Teresa?
Um verdadeiro tapete delas.
Uma maravilha.
Acho a cent�urea-azul a mais linda das flores...
- N�o �, Srta. Lavish? - Prefiro as mais ousadas.
A atrevida rosa... a tempestuosa tulipa.
Sua m�e jamais me perdoaria eu ter a vista.
Ela at� gostaria.
Nem pensar! A vista do Rio Arno � sua.
N�o sei por que estamos discutindo se n�o vimos nada.
N�o temos vista.
Eu tenho vista.
Eu e George temos.
George � meu filho.
Podem ficar em nossos quartos e ficaremos com os seus.
Por que n�o?
Muito obrigada.
Mas n�o devemos abusar da sua bondade.
Por qu�?
- Vejamos bem, n�s n�o... - Lucy!
As mulheres apreciam vistas. Os homens, n�o.
George, persuada-as.
� �bvio que elas devem aceitar.
S� isso.
- Senhora... - N�o, n�o. Obrigada.
Por que n�o quer mudar? Podemos mudar em meia hora...
quinze minutos.
� um absurdo fazer cerim�nia. Vai contra o bom senso.
N�o faz sentido.
Pouco me importa a vista. Minha vis�o � interna.
� aqui que cantam os p�ssaros e o c�u � azul.
Venha, Lucy.
Que tenham a vista se quiserem.
Por que n�o, se querem?
George, v� convenc�-las!
Que pessoa inconveniente!
Ele foi gentil.
Deixe o caso comigo.
Sei lidar com essa gente.
Voc� agiu rude e erradamente.
Esta pens�o � um fracasso. Amanh� nos mudaremos.
� o Sr. Beebe.
Charlotte, n�o podemos nos mudar agora.
Sr. Beebe?
N�o se lembra de n�s? Srtas. Bartlett e Honeychurch.
N�s nos conhecemos em Turnbridge Wells.
Como vai?
Como vai?
Eu soube que vai ser nosso vig�rio.
Sim, estarei na par�quia da Rua Summer em junho.
Sentimos muito pelo que houve no jantar.
O Sr. Emerson � inconveniente.
Ele s� quis ser gentil.
Ele e o filho, trocariam seus quartos com vistas...
pelos nossos sem vistas.
Muito indelicado.
Mas coisas indelicadas podem, �s vezes, ser lindas.
Sou dama de companhia da minha jovem prima Lucy.
E seria muito grave se eu a expusesse...
a pessoas sobre quem nada sabemos.
N�o haveria mal algum em aceitar.
Ouviu, Charlotte?
Ent�o acha que eu deveria ter aceitado?
Acha que fui mesquinha?
N�o insinuei isso.
Se me permitem...
posso ser seu intermedi�rio com o Sr. Emerson.
N�o acho que ele se aproveitaria disso...
nem esperaria nada em troca.
Ele ocupa quartos que n�o aprecia...
e ele acha que voc�s apreciariam.
Charlotte, por favor!
Minha querida, Lucy, minha vontade n�o importa e sim a sua.
Estou aqui apenas por sua bondade.
Se quiser que eu tire esses cavalheiros de seus quartos...
eu o farei.
Ent�o, Sr. Beeb, o senhor pode dizer ao Sr...
Emerson.
Emerson. Que aceitamos a oferta dele.
Quero agradecer pessoalmente ao seu pai a gentileza.
N�o pode. Ele est� no banho.
Eu cederia o quarto maior a voc�s, mas...
sei que ele era o do rapaz.
A meu modesto modo sou uma mulher experiente.
E sei aonde as coisas podem levar.
O que significa isso?
Vista-se, querida, ou o melhor do dia se vai.
Bem, disse que gosta de cent�ureas...
- n�s trouxemos para voc�s. - Que gentileza.
S�o seu tipo de flor, t�m sua personalidade.
Quero v�-las no seu cabelo.
N�o h� j�ia que combine melhor com uma dama.
Posso dizer uma coisa um tanto ousada?
Sr. Beeb, est� parecendo a Srta. Lavish.
N�o diga que tamb�m est� escrevendo um livro.
Se estivesse, voc� seria a hero�na.
E eu escreveria...
"Se a Srta. Honeychurch um dia viver como toca...
ser� muito estimulante, para n�s e para ela."
Mam�e n�o gosta que eu toque Beethoven.
Ela diz que sou sempre irritante.
Naturalmente. Algu�m ficaria irritado.
N�o tocar� mais?
N�o. Vou sair.
Sozinha?
Acha prudente, Srta. Honeychurch?
Para ser prudente, eu ficaria em casa.
N�o irei longe, prometo.
O que houve com a Srta. Lucy?
Atribuo a Beethoven em demasia.
Escutei-a tocando.
Est� com flores no cabelo!
Bom dia, bom dia, Ferdinando!
N�s o saudamos!
O bronze � de canh�es turcos...
capturados pelos cavaleiros de San Stefano.
Vamos.
Espere.
Deixe aquele homem ir, ou terei de falar com ele.
Esses brit�nicos que viajam!
Eu exigiria um r�gido exame em Dover...
e vetaria todo turista n�o aprovado.
NA "SANTA CROCE" SEM GUIA.
Sempre que sentir a tend�ncia das pessoas a falarem desse jeito...
s�o muito bem esculpidos, certifique-se de que depois...
os peregrinos descobriram o afresco.
"Senhorita, este sepulcro n�o muito bom."
"Melhor ver os afrescos de Giotto."
"Capella Peruzzi, Cabela Bardi, muito bom."
N�o, obrigada.
"Giotto, alune de Cimabue!"
Ele vigiava ovelhas nas montanhas.
Um dia, com um peda�o de giz, fez pintura de ovelha!
N�o, obrigada.
"Eu ser muito bom guia." "Eu saber falar ingl�s."
Olhe... V� embora, por favor.
"Capella Peruzzi, afrescos de Giotto, c�mera."
Ver�o aqui na Capela de M�rmore.
Podem ver estes lindos afrescos de Giotto.
� esquerda, ao alto, ele est� anunciando o Esp�rito Santo.
E � direita...
o quarto Papa.
E ali ele est� se submetendo a...
a um tribunal de fogo perante o Sult�o.
E aqui...
Ah, Sr. Eager! Bom dia!
O senhor me poupou fazer um passeio particular.
Aqui est� ele no leito de morte. Cercado por...
O Sr. Eager � o nosso capel�o ingl�s aqui em Floren�a.
Giotto, nestes afrescos agora afetados com a restaura��o...
n�o se importa com os ardis da anatomia...
e da perspectiva.
Olhe aquele gorducho! Deve pesar tanto quanto eu...
e flutua no c�u como um bal�o.
Lembrem-se que esta igreja de "Santa Groce"...
foi erguida pela F�, em pleno fervor medieval.
Constru�da pela f�, sei.
Ou seja, n�o pagavam os oper�rios.
Desculpe.
A capela � muito pequena para dois grupos.
N�o vamos mais incomod�-lo.
Oh! Sr. Eager!
H� espa�o para todos n�s.
O Sr. N�o tem que...
Que ousadia!
Agora agrupem-se...
Podem perceber aqui na Capela Paluzzi...
assim como o local o qual acabamos de deixar...
a personalidade de Giotto entre grandes pintores italianos.
Meu pobre filho � inteligente mas est� muito confuso.
Por qu�?
Boa pergunta.
Ele foi educado livre das supersti��es...
que levam os homens a se odiarem em nome de Deus.
Vou voltar, minha prima estar� aflita.
N�o pe�o que se apaixone por ele...
mas por favor tente ajud�-lo.
Se o fizesse parar de meditar!
E logo em que? Nas coisas do universo.
N�o acredito em tristeza mundial. E voc�?
N�o. N�o acredito. De jeito nenhum, Sr. Emerson.
Exato.
Ent�o fa�a meu filho entender que ao lado do eterno "por qu�"...
h� um "sim"! E mais um "sim" e mais "sim"!
Seu filho n�o tem nenhum "hobby"?
Eu me recupero tocando piano.
E colecionar selos fez bem ao meu irm�o Freddy.
Me d� licen�a, Sr. Emerson...
minha prima ficar� em p�nico se eu n�o voltar j�.
- Pobre mo�a. - Pobre mo�a?
Ao contr�rio. Eu me considero muito afortunada.
Estou muito feliz e me divirto muito.
Muito obrigada. At� logo.
Olhe que lindo carrinho de vinho!
E como nos olha aquela boa alma!
Adoro estas vielas escuras.
S�o camponeses, sabe?
Declaro que nos perdemos.
N�o, n�o consulte seu guia Bardeker.
Duas mulheres numa cidade estranha...
isso � o que chamo de aventura.
Vamos para o outro lado.
Deve-se ter sempre mente aberta.
Acho que a Srta. Lucy tem.
- Aberta a qu�, Srta. Lavish? - A sensa��es f�sicas...
Vou lhe contar um segredo, Srta. Bartlett...
estou de olho em sua prima, Srta. Lucy Honeychurch.
Para personagem no seu livro?
A jovem inglesa transformada pela It�lia.
E por que n�o deveria ser transformada?
Aconteceu aos Godos.
O cheiro...
aut�ntico cheiro florentino. Aspire-o.
Mais fundo!
Toda cidade tem seu cheiro pr�prio.
Melhorou?
J� estou bem. Muito bem.
Ent�o voltemos para casa.
N�o adianta ficarmos.
Foi muito gentil. Posso ir sozinha. Obrigada.
- Meus postais! - Postais?
Devem ter ca�do ali na pra�a.
O Senhor faria a gentileza...
Srta. Honeychurch!
N�o est� em condi��es de ir s�.
- Estou. Muito obrigada. - N�o, n�o est�!
- Mas prefiro ir s�. - Ent�o n�o trago os postais.
E voc� teria de voar por cima do muro.
Por favor fique sentada e n�o saia at� eu voltar.
N�o � estranho?
Os italianos s�o t�o gentis e am�veis...
e ao mesmo tempo t�o violentos!
Sr. Emerson?
Nunca me senti t�o envergonhada.
N�o sei o que houve comigo.
� muito natural. Eu quase desmaiei tamb�m.
Devo-lhe mil desculpas.
E, pe�o-lhe um grande favor.
Voc� sabe como as pessoas s�o tolas...
e fofoqueiras.
As mulheres, principalmente. Entende o que quero dizer?
N�o!
N�o comente com ningu�m meu comportamento bobo.
O que � isso?
Acredito que eram meus postais e voc� os jogou fora.
N�o sabia o que fazer com eles. Estavam sujos de sangue.
Pronto, agora j� contei.
Uma coisa horr�vel aconteceu.
Eu lhe agrade�o, novamente.
Essas coisas ocorrem r�pido.
E logo todos voltam � vida normal.
Eu n�o. Quero dizer... Algo aconteceu comigo.
E com voc�.
PASSEIO PARA VER A PAISAGEM.
OS ITALIANOS OS LEVARAM.
- N�o! - Ela � minha irm�.
N�o sei se devemos permitir isso.
N�o est�o fazendo nada.
Sr. Eager, n�o se oponha nesta paisagem.
Desde que ela seja irm� mesmo.
Ent�o, Srta. Honeychurch est� viajando muito?
- Como estudante de Arte? - N�o, acho que n�o.
Talvez como estudante da natureza humana como eu?
- Estou fazendo turismo. - � mesmo?
N�o me leve a mal...
n�s, residentes, temos pena dos coitados turistas...
s�o como pacotes de mercadoria...
v�o de Veneza � Floren�a, de Floren�a a Roma.
Nada sabendo, fora do Guia Bardeker.
Ansiosos em chegar ou sair...
para outro lugar.
Odeio o Baedeker.
Por mim todos os exemplares poderiam cair no Arno.
Cidades, rios, pal�cios, tudo misturado.
Observe ali, Srta. Honeychurch.
A vila da minha querida amiga Senhora Helen Laverstock...
que faz sobre Frade Ang�lico um estudo definitivo.
E � sua esquerda...
N�o, bem ali...
mora o Sr. Henry Burrage.
Um �timo americano. Coisa rara.
Conhece suas monografias na s�rie "Rotas Medievais"?
Seu pai, creio, Sr. Emerson, � jornalista.
- Foi. - Ah, est� aposentado?
- E voc�? - Trabalho em ferrovias.
Conhece a da mo�a americana que perguntou ao pai...
"Ei, pai, o que vimos em Roma?"
Ele respondeu: "Roma foi onde vimos o c�ozinho amarelo".
C�ozinho amarelo... A isso chamava de turismo.
Pare! J�!
Pare a charrete! J�!
N�o acredito nisso.
Pare esta carruagem, j�!
Perdemos o controle? Acho que perdemos o controle.
Por favor, des�a. Des�a, senhorita, r�pido!
Disse que era sua irm�.
Mentiu! � sua amante! Vergonha!
- E que import�ncia tem? - N�o interessa!
Phaeton est� se excedendo com sua Persephon?
Sei lidar com eles.
Deixe-os.
Felicidade � t�o f�cil de encontrar que dever�amos...
expuls�-la quando ela est� t�o perto?
Des�a!
- � melhor fazer o que ele diz. - Tudo bem. Espero por voc�.
Beleza!
� o seu filho?
Liberdade!
� o calado e soturno George.
Ele est� gritando sua cren�a.
Franqueza!
Mais a��car, por favor, Sr. Beeb.
- Vida! - Obrigado.
Beleza!
Ele est� declarando o eterno "sim".
E uma colherzinha, se houver.
Amor!
O que � isso?
Os homens, na certa est�o jogando.
Por que n�o vai at� l�?
Porque quero ficar com voc�s.
Observem como sou prevenida...
nunca saio sem minhas toalhinhas...
sempre pode-se ter de sentar em solo �mido ou m�rmore frio.
Tome, Lucy, fique com o outro.
Pegue, eu insisto. O ch�o me basta.
N�o tenho reumatismo h� anos.
Se eu sentir dor, me levantarei.
Ela n�o mais voltou a Weybridge?
O amigo teve que voltar sem ela.
Ela ficou em Monteriano.
E ser� que ela?
N�o se assuste, n�o me resfriei.
� um simples pigarro que tenho h� tr�s dias.
N�o � por me sentar no ch�o.
Bem, vou procurar o Sr. Beeb.
Sim, procure-o, meu bem.
Ele vai ficar contente.
E ela casou-se com o italiano?
Na igreja em Monteriano.
Um jovem, dez anos mais mo�o que ela.
Elena!
Onde est� o Sr. Beeb? O padre.
� minha teoria...
que h� algo na paisagem italiana...
que induz as pessoas ao romance.
Faz lembrar um pouco os campos perto de Shropshire...
onde passei f�rias na casa de uma amiga, Srta. Apesbury.
J� adivinho, Charlotte. Voc� teve uma aventura l�.
Duvido que negue.
Lucy!
Sr. Eager, venha conosco.
A Srta. Honeychurch n�o est� se sentindo bem.
Sim, claro.
Vamos.
George!
George!
George, voc� n�o vem conosco?
- Vou a p�. - A p�?
George...
Coragem, Srta. Honeychurch, coragem e f�.
Sup�e que todas essas fa�scas el�tricas...
s�o produzidas para extinguir voc� ou eu?
At� mesmo cientificamente as chances...
de n�o sermos atingidos s�o enormes.
As facas de a�o, que poderiam atrair raios...
est�o na outra carruagem.
O que faremos?
Como pensa poder silenci�-lo?
O cocheiro?
N�o, querida. O Sr. George Emerson.
N�o quero julg�-lo com maldade...
mas sei que ele falar�.
Ele n�o vai falar. Ele nunca fala!
Mal se consegue dele um "sim" ou um "n�o".
Infelizmente, j� conhe�o esse tipo de gente.
Raramente guardam suas conquistas em segredo.
Conquistas?
Pois bem...
falarei com ele.
N�o, Lucy. Cabe a mim faz�-lo.
Ele j� devia estar aqui h� uma hora.
Mesmo tendo voltado a p�.
N�o fique em p� a�. Pode ser vista l� de fora!
Logo que ele chegar, vou enfrent�-lo.
N�o, querida, n�o fa�a uma coisa dessas.
Pobrezinha, voc� � muito jovem...
e sempre viveu entre pessoas boas.
N�o pode imaginar como s�o os homens.
Hoje, por exemplo...
n�o fosse eu ter chegado, o que aconteceria?
N�o imagino.
Responda, o que teria acontecido se eu n�o tivesse aparecido?
Voc� apareceu.
Tenho aborrecido voc� demais.
� verdade.
Sou velha demais para voc�. E muito enfadonha.
Temos de pegar o trem de manh�. Vamos tentar.
Falhei no meu dever para sua m�e.
Ela nunca me perdoar� quando contar a ela.
Afaste-se da janela!
Ela vai me culpar quando souber.
Certamente.
E merecidamente.
Ela precisa saber?
Voc� conta tudo para ela, n�o conta?
Geralmente.
H� uma linda confian�a entre voc�s duas.
Eu detestaria romp�-la.
E como eu j� disse, sou a culpada.
Acho que minha m�e n�o pensaria assim.
Pensar�, se voc� contar para ela.
Jamais falarei sobre isto, com minha m�e ou com quer que seja.
Ent�o, ambas seremos t�o silenciosas quanto um t�mulo.
Melhor ir dormir, come�aremos cedo amanh�.
Mas n�o ficamos uma semana inteira.
Reservei os quartos para uma semana, como pediu.
Mas s� ficamos meia semana.
Pelos meus c�lculos, s� lhe devemos a metade.
Fiquei no preju�zo...
Eu podia ter alugado os quartos a outros.
- Boa tarde. - Boa tarde
Obrigado.
Lucy!
Lucy, temos que arrumar as malas imediatamente.
Imediatamente!
Quero falar com o senhor, Sr. Emerson.
No lobby, por favor.
DE VOLTA EM CASA
N�o deve ficar espionando.
Cecil pediu-me permiss�o.
Mas chegou ao ponto de n�o resolver sem mim.
- Eu n�o. - Voc�?
- Pediu a minha permiss�o tamb�m. - Que estranho.
- E o que voc� disse? - Eu disse "n�o".
- O qu�? - N�o pude evitar.
Foi como ele colocou.
Perguntou se eu n�o achava �timo Lucy casar com ele...
e se eu n�o pularia de alegria.
Respondi que n�o.
Menino bobo.
Voc� se acha t�o santo e franco...
mas no fundo s� � presun�oso!
Cuidado.
O prometido esposo.
Ela me aceitou.
Estou t�o contente!
Caro Cecil!
Que alegria.
Seja bem vindo como novo membro da fam�lia!
Obrigado.
- M�e! - Lucy...
- Sr. Beeb. - Obrigado, Mary.
Ol�, Sr. Vyse!
Vim tomar ch�. Ser� que tem?
Comida � o que n�o falta aqui.
Que coisa extraordin�ria!
- � um dos ossos do Freddy. - O Freddy � terr�vel.
� um jovem pouco animador. Ao contr�rio da irm�.
Acha que a irm� dele � animadora?
Tenho uma teoria sobre a Srta. Honeychurch.
N�o lhe parece estranho que ela toque piano t�o bem...
toque Beethoven com tanta paix�o e viva t�o serena?
Desconfio que um dia m�sica e vida v�o se misturar.
E ela ser� �tima em ambas.
Esse dia est� pr�ximo.
Ela prometeu casar-se comigo.
Perdoe-me se lhe dei um choque.
Eu realmente sinto muito.
Eu n�o sabia que era �ntimo assim.
O senhor deveria ter me impedido.
Vamos at� l�?
Parab�ns!
B�n��os!
Seu vig�rio os aben�oa.
Desejo que sejam muito felizes...
e muito bons...
como marido e mulher, pai e m�e.
- E agora quero meu ch�. - Bem na hora.
OFICIALMENTE NOIVOS
Aqui nunca ser� o que era.
Pequena demais para gente como n�s.
Vir� o tipo errado de morador, os trens melhoraram.
Prefiro cavalo.
Discordo. S�o 8 quil�metros da esta��o, em bicicleta.
Sir. Harry, gostaria de solteironas como inquilinas?
Certamente. Isto �, se forem distintas.
S�o, sim!
Embora tenham escrito que est�o sem moradia no momento.
Srtas. Teresa e Catharine Alan. Eu as conheci na It�lia.
Cuidado com damas distintas.
Com as mulheres em geral. S� alugue a homem.
Desde que ele seja limpo.
M�e, voc� adoraria as duas.
Eu n�o gostaria de ningu�m daquela pens�o.
N�o havia uma escritora e um pai livre pensador e o filho?
Qual a sua profiss�o, Sr. Vyse?
N�o tenho profiss�o. Minha atitude, bem indefens�vel...
� que, se n�o estorvo ningu�m, fa�o o que quero.
�, ouso dizer, exemplo da minha decad�ncia.
Tem muita sorte.
A posse do lazer � uma �tima coisa.
N�o emude�a. V� indagar � Sra. Pool como vai a perna dela.
Cecil e eu far�amos falta se f�ssemos caminhar por a�?
Acho que n�o. Mas n�o enlameie seu vestido.
� horr�vel considerarem o noivado propriedade p�blica.
Aquelas velhotas a sorrir!
Temos de passar por isso. N�o seremos t�o notados, depois.
Mas acho a atitude deles errada.
Um noivado...
horr�vel palavra...
� assunto privado e deve ser considerado como tal.
Ali est� seu padre fil�sofo.
- N�o gosta do Sr. Beeb? - Eu n�o disse isso.
Ele est� bem acima da m�dia.
Sr. Beeb...
Tive uma �tima id�ia. Escreverei para as Srtas. Alan.
Para alugarem a vila de Sir Harry.
Em minha opini�o...
Sir Harry merece inquilinos t�o vulgares quanto ele.
Ora, ele � muito simp�tico.
Damas distintas, bah!
Ele se acha um Deus, com sua nobreza, afeta��o...
e fingida est�tica. E engana todos.
Escreverei para elas. E se o senhor quiser escrever algo...
Certamente. Sim, com certeza.
Elas ser�o �tima adi��o em nossa comunidade.
Como voc� est� irritado!
Culpa do maldito ch�-reuni�o e daquela gente horr�vel.
E n�o estar a s�s com voc�.
It�lia e Londres s�o os lugares onde me sinto em casa.
Sou o tipo do ingl�s italianado...
e um diabo encarnado.
Conhece o prov�rbio?
Acho que voc� se sente mais em casa comigo num quarto.
Nunca em um recanto campestre como este.
Tem raz�o. Quando penso em voc� � sempre no quarto.
Este � o "Lago Sagrado".
Muito pitoresco mas n�o � um lago, mais parece uma po�a.
Freddy adora banhar-se aqui.
- Ele gosta muito disto. - E voc�?
Eu tamb�m me banhava aqui...
at� me descobrirem.
Sim, acho que devemos voltar.
Quero lhe pedir algo que nunca pedi antes.
O que, Cecil?
At� agora nunca beijei voc�.
N�o. Nunca beijou.
Posso agora?
Claro que pode. J� podia antes. N�o cabe a mim pedir.
Desculpe.
Aquelas pessoas que conhecemos na pens�o...
eram, todas elas, bem incomuns.
"E nosso vizinho e velho amigo, Sir Harry Otway...
tem uma casa que ele quer alugar. Logo pensei em voc�s."
"E a casa tem mais um atrativo...
fica bem em frente da igreja do reverendo Beeb."
"Contei a ele meu plano de atra�-las para c�."
"Ele disse que escrever� para voc�s hoje...
para que se apressem em vir para Surrey."
"Sinceramente sua, Lucy Honeychurch."
LONDRES NO LAR DA SRA. VYSE
Boa noite! Boa noite!
Pode ir, Rose. Obrigada.
Una Lucy a n�s. Ela est� ficando maravilhosa.
Sua m�sica sempre foi maravilhosa.
Ela est� mudando a mania dos Honeychurch.
N�o est� sempre citando as empregadas...
ou perguntando como se faz o pudim.
Case com ela no pr�ximo janeiro.
Sua m�sica! Aquele estilo dela!
Como insistiu em Schubert quando eu queria Beethoven!
Schubert era para hoje.
Educarei nossos filhos igual � Lucy.
Crescer�o entre gente do campo honesta, pelo frescor...
ir�o � It�lia aprender...
sutileza.
E depois, traz�-los para Londres.
Nem um dia al�m de janeiro!
Ent�o me ama mesmo?
Lucy!
Quero mostrar a ela a carta das Srtas. Alan.
As tediosas Srtas. Alan com seus "se" e "mas"!
Agora j� se resolveram, vir�o mesmo.
Uma perguntou quantas vezes o a�ougueiro passava.
Parece que minha resposta a impressionou favoravelmente.
Peguem-na! Acertem as canelas com a raquete!
Freddy! Cuidado!
Eles s�o mesmo selvagens.
� imposs�vel ouvir alguma coisa.
N�o quer saber da Srtas. Alan?
- Quem s�o elas? - Novas inquilinas de Sir Harry.
- N�o � esse nome. - De quem?
Dos novos inquilinos dele. Hoje de manh� ele me disse.
"Honeychurch, afinal consegui inquilinos bem desej�veis."
Eu disse "Parab�ns", com um tapinha no ombro.
- Exato. As Srtas. Alan. - N�o. O nome parecia Anderson.
Eu sabia que daria confus�o na certa.
Freddy � que n�o sabe o nome certo dos outros.
J� me lembrei. � Emerson.
Que vol�vel Sir Harry!
Emerson? Espero que seja gente direita.
Sim, Freddy, h� os bons e os maus.
Esses s�o dos bons, pois s�o amigos do Cecil.
Assim as fam�lias daqui poder�o ir l� em seguran�a.
Conhecemos uns Emersons em Floren�a, lembra-se?
Eram meio esquisitos mas gostamos deles.
Emerson � um nome bem comum.
"Muito aceit�veis, j� telegrafei."
Pare, Freddy. Voc� sempre exagera.
S�o pessoas interessantes. O pai e o filho.
O pai, meio radical mas bom de cora��o...
o filho, cheio de possibilidades.
N�o se mova! Fique onde est�!
Sabia que voc� era uma Leonardo? Sorrindo de coisas...
Sabe dos novos inquilinos de Sir Harry?
Consegui inquilinos para a "Cissie Villa."
Foi uma grande vit�ria para as musas da com�dia.
E me empenhei tanto pelas Srtas. Alan!
� claro que prefiro bons amigos seus.
Amigos meus? Ou�a o mais engra�ado.
S�o gente que s� conheci na Galeria Nacional.
Haviam estado na It�lia. Pai e filho. Esquisita dupla.
Na conversa, disseram querer uma casa-de-campo. E j� que eu...
conhecia um lugar onde poderiam morar e sentir o cheiro da terra.
Londres tem seu estilo pr�prio...
mas sentimos falta do verde. N�o �, George?
Da placidez dos campos ingleses.
E das cercas-vivas e p�ssaros cantando nelas.
Sei que deve-se aceitar a moradia que se tem...
por�m, sinto que falhei e preciso de ajuda alheia.
Em suma, procuro uma casa-de-campo.
Onde possamos passar fins-de-semana.
Sei de um lugar bom para voc�s.
N�o � bem uma casa-de-campo e sim uma "villa".
Caro senhor, eu lhe imploro...
Se quiser me dar seu cart�o...
N�o temos, mas George anotar� o endere�o.
Sir Harry Otway.
� em Surrey, um lugar chamado Summer Street.
Sonho com Summer Street!
Darei ao esnobe Sir Harry uma li��o!
As classes t�m que se misturar!
Tem que haver casamento entre classes diferentes.
Acredito em democracia.
Voc� nem sabe o que essa palavra significa!
N�o � justo. Eu os conheci antes.
- � justo se isso pune um esnobe! - Culpo voc�. E muito.
N�o devia desfazer meu esfor�o com as Alan e me ridicularizar!
Quer vingar-se de Sir Harry mas �s minhas custas?
Foi muito desleal.
Calma, Lucy. Por favor.
- Eu lhe trouxe uma visita. - Vou descer.
Byron.
"Um rapaz de Shopshire."
N�o conhe�o.
"O destino de todos."
Nunca ouvi falar.
Ah! O George l� alem�o!
DESCONFIE DE TUDO QUE EXIJA ROUPAS NOVAS
� o "velho" Emerson.
O que est�o fazendo l� em cima?
Pronto, Sr. Beeb.
Um vizinho seu. O Sr. Honeychurch.
- Como vai? - Como vai?
Entrem.
- Que tal um banho. - Eu gostaria.
� o melhor come�o de conversa que j� ouvi.
"Como vai? Que tal um banho?"
Este � o Honeychurch. Conhece a irm� dele, de Floren�a.
Como vai? Prazer em conhec�-lo.
Eu soube que sua irm� vai se casar.
Estou certo de que... ela ser� feliz.
Conhecemos o Sr. Vyse. Ele tem sido muito am�vel.
George, v� tomar banho. Trocar de roupa lhe far� bem.
Depois venham tomar ch�.
- Quer mesmo o banho? - Sim, j� disse.
Traga leite e mel.
E...
bolos!
Esta regi�o � ador�vel, Honeychurch!
As coincid�ncias s�o mais raras do que pensamos.
Por exemplo...
n�o � uma coincid�ncia voc� estar aqui agora...
- Se pararmos para refletir. - N�o h� reflex�o. � destino.
Tudo � destino.
Voc� n�o est� refletindo. Deixe-me interrog�-lo.
Onde conheceu o Sr. Vyse, que se casar� com Lucy?
- Na Galeria Nacional. - Olhando arte italiana!
E voc� fala em coincid�ncia e destino!
� atra�do por coisas italianas, como n�s e nossos amigos.
Isso estreita o campo e muito.
� destino. Mas chame de It�lia, se quiser, Vig�rio.
N�o vem ao banho, Sr. Beeb?
N�o seja t�mido!
- Por que n�o? - Est� maravilhoso.
Simplesmente maravilhoso.
Ande logo, Emerson!
Venha, Sr. Beeb!
Vou aproveitar tamb�m.
Minha Nossa Senhora!
Por aqui, Lucy! Por aqui, Sra. Honeychurch.
Quem s�o essas pessoas?
Venha, Sra. Honeychurch. Siga-me.
Olhe quem est� l�. O Sr. Beeb tamb�m.
- Cuidado! N�o pise em mim! - Oh, � voc�!
Por que n�o toma banho em casa com �gua morna?
M�e...
N�o est� em condi��es de discutir, Freddy!
Venha, Lucy. Olhe! N�o, n�o olhe!
Pobre Sr. Beeb.
O AQUECIMENTO DA SRTA. BARTLETT DAVA TRABALHO.
Pobrezinha, pobrezinha da Charlotte!
A rea��o habitual �s cartas da prima Charlotte.
Pobrezinha, pobrezinha da Charlotte!
Mas isto � s�rio.
O aquecimento e a cisterna do banheiro...
t�m que ser consertados.
Acho que devemos convid�-la...
a passar dias aqui, at� o conserto terminar.
J� vai apertar, com a vinda do amigo de Freddy e Minnie Beeb!
Freddy, pode parar?
Voc� n�o gosta de Charlotte.
Ela me deixa nervosa!
E quando conheceu Cecil em Roma quase o deixou louco.
Por favor, n�o estrague nosso �ltimo ver�o...
e nos agrade, n�o a convidando a vir para c�.
Votamos "n�o, Srta. Bartlett".
N�o � bondoso de voc�s. Voc�s j� t�m um ao outro.
- E a pobre Charlotte... - De novo "pobre Charlotte"?
Ela fica sem �gua e com os encanadores.
E se fosse em "Mi"?
O que foi? N�o gostaram?
Foi lindo, querido.
H� alguma coisa aborrecendo o Cecil?
Porque ao contr�rio, n�o vou atur�-lo.
Toda vez que falo ele faz cara feia.
Eu vejo, n�o adianta me contradizer.
N�o h� d�vida que n�o sou...
art�stica, nem liter�ria, nem intelectual.
Seu pai comprou os m�veis da sala e temos de aceit�-los.
Cecil n�o pretende ser grosseiro.
Uma vez me explicou...
que coisas feias o irritam, n�o as pessoas.
� uma coisa ou uma pessoa quando Freddy canta?
N�o pode for�ar uma pessoa que aprecia boa m�sica...
a gostar de can��es c�micas como n�s gostamos.
Mas precisa zombar e estragar o prazer de todos?
- Vista-se, meu bem. - Tudo bem, mam�e.
Tem alguma coisa no domingo?
Quero convidar George para jogar t�nis.
- Eu n�o gostaria... - Mas ele � �timo!
George Emerson � simplesmente not�vel!
Que barulheira! Freddy!
Deixe Lucy em paz.
Pode abotoar aqui atr�s?
- Precisa convidar Charlotte? - N�o precisamos.
Agora Freddy quer convidar os Emerson.
N�o precisa.
E voc� n�o est� contente com o Cecil.
D�-me um beijo...
Bem, se voc� quer que Charlotte venha...
com o aquecimento e tudo mais...
Ela tem sido muito boa comigo.
D�-me outro beijo.
- Quer que eu feche? - Obrigada.
- Muito obrigada. - Tenha um bom dia, madame.
Carregador! Poderia...
- Aqui diz Dorking, mo�a. - E n�o � aqui?
- Passou da esta��o. - Que vexame!
Bem, pegarei um carro.
Sr. Emerson? O senhor por aqui?
Meu pai mora aqui. Vim passar o fim-de-semana.
- A senhora est� bem? - Ah, sim!
Encontrei-o na esta��o! Eu n�o esperava.
Minha pobre Lucia.
Querida Marion!
Que amola��o! Voc� nunca me perdoar�.
Freddy, pague o carro.
Eu pago. Realmente insisto. Como vai, Sr. Vyse?
- Este � o Sr. Floyd. - Como vai?
- � amigo do Freddy. - Insisto em pagar o carro.
E esta � Minnie. Ela � sobrinha do Sr. Beeb.
Conte-me os acontecimentos.
- Aqui est�. - Obrigado. Vamos andando.
Volto a insistir...
Ent�o s�o cinco xelins e dei um de gorjeta.
Todos t�m manias, a minha � pagar minhas contas.
Algu�m tem troco?
Quanto �? A quem dou uma libra?
- Cara ou coroa, Honeychurch? - Tudo bem.
- N�o, por favor... - Coroa.
N�o devo interferir mas isso me encabula.
Eu juro que era coroa!
Seria praticamente, roubar quem perder.
Freddy me deve 15 xelins e a senhora pode dar a libra...
a mim.
Quinze xelins ao senhor? Por que, Sr. Vyse?
Porque 15 xelins mais 5 totalizam uma libra!
Por que o Sr. Vyse pegou a libra?
N�o, obrigada. Eu... N�o!
Sente-se, Charlotte, tome uma x�cara de ch�.
E quanto aos dez xelins do Sr. Floyd?
Quero saber por que ela n�o pagou um xelim ao cocheiro!
Um xelim para o cocheiro. Claro! Foi bom me lembrar.
Algu�m aqui tem troco para meia coroa?
Cecil, me d� a libra.
Pe�o a Mary para trocar e volta-se ao come�o.
Quanto problema eu causo!
Pobre Charlotte.
Voc� tem algum troco?
Para uma Libra.
J� contou a "ele" sobre "ele"?
N�o contei ao Cecil nem a ningu�m, como lhe prometi.
Eis seu dinheiro. Tudo em xelins e uma coroa.
Pode contar?
J� pode pagar sua d�vida.
Ser� horr�vel se o Sr. Vyse souber por outra fonte.
N�o h� outra fonte.
George diria ao Sr. Emerson.
N�o diria.
- Como sabe? - Porque sei!
Vamos sair ou enforcam a Minnie.
Espere.
Talvez n�o teremos outra chance de conversar.
Voc� j� falou com ele?
S� o vi.
Pare de pensar que ele me admira.
Ele n�o me admira. Nem um pouco.
Freddy, pare!
N�o!
"SOB UM P�RTICO" por Eleanor Lavish
Lucy! Lucy, que livro � esse?
Quem largou esse livro a� fora?
� um que Cecil estava lendo.
Apanhe-o, n�o fique a parada.
� uma cole��o especial, me esque�o para que...
mas, por favor, nada de jogar moedinhas pequenas no prato.
N�o tenho nenhum trocado, ser� que voc�...
Onde est� a crian�a?
Querida Marian, sinto muito...
Acho que n�o tenho nem um trocado, voc� poderia...
Sim. Fique sentada.
Como est� bonita! Que lindo vestido!
Vamos, Powell.
Adeus! Comportem-se!
"SOB UM P�RTICO". UM ROMANCE PASSADO NA IT�LIA".
"Nenhum lugar t�o lindo como este...
onde o amor fala de perto."
"E ele acercou-se dela".
"O crep�sculo prateado, o v�o das andorinhas".
"Enchendo meu cora��o de indescrit�vel felicidade".
"E enla�ados em mortal combate, revelam a eterna..."
"revelam a eterna batalha."
"Os homens face-a-face..."
- Trinta.
Ou�a, Lucy! Tr�s infinitivos divididos!
- Quarenta a trinta!
O cen�rio � Floren�a.
P�r do sol da It�lia.
- Se importa em perder? - Claro que sim!
N�o acho que seja um jogador maravilhoso.
A luz estava atr�s de voc� e nos meus olhos.
Nunca disse que eu era um bom jogador.
"Sob o p�rtico de Orcagna..."
"ou de Lanzi, como �s vezes o chamamos..."
Qual � o t�tulo?
"Sob um p�rtico", de Eleanor Lavish.
Eleanor Lavish! Meu Deus! Lembra-se da Srta. Lavish?
- Claro. - Por isso o livro � t�o ruim.
Por�m deve-se l�-lo j� que a conhecemos...
Um trecho sobre paisagem vou pular.
N�o. Leia-o.
O que acha da nossa paisagem, Sr. Emerson.
Meu pai diz que s� h� uma paisagem perfeita.
A do c�u sobre nossas cabe�as.
Suponho que seu pai leu Dante.
- Leia o trecho da paisagem. - N�o enquanto o Sr. Emerson...
- estiver aqui para nos entreter. - N�o, n�o, leia.
Nada � mais c�mico do que coisas tolas lidas alto.
E se o Sr. Emerson n�o gosta que procure bolas de t�nis.
V� procurar bolas de t�nis, Sr. Emerson.
- Tenho que ir? - N�o, claro que n�o.
� no cap�tulo dois. Procure-me o cap�tulo dois.
D� para mim.
N�o. Honestamente � muito bobo.
Vamos.
- � boba mesmo. - Obrigado.
"Ao longe da torre de Floren�a...
e ela caminhou como se sonhando...
pelo ondulante mar de cevada, salpicado de papoulas".
"Sem ser visto, chegou a ela". N�o � imortal?
"Dos l�bios, nenhum protesto que os amantes normais usam".
"Sem eloq��ncia e sem sofrer a falta dela...
ele simplesmente a tomou em seus bra�os viris..."
N�o � esta parte.
- H� um mais engra�ado adiante. - Vamos ao ch�.
Sim, ch� em vez de Eleanor Lavish.
Com licen�a.
Charlotte, espere.
Cecil, pe�a sandu�ches � Mary. J� volto.
Conhece o livro da Srta. Lavish?
H� um trecho em que o her�i e a hero�na fazem amor.
Voc� sabia disso?
Voc� sabia disso?
Ele est�o numa encosta, com Floren�a ao longe.
H� papoulas e um campo de cevada.
N�o acredito em coincid�ncia. Como p�de contar a ela?
Ela n�o pode ter posto isso no livro!
Nunca mais ela ser� amiga minha!
Ent�o voc� contou!
Por qu�? N�o quis que eu contasse nem � mam�e!
Cecil leu para mim.
E aquele homem me for�ou de novo...
por tr�s do Cecil.
Por que contou a ela? O que deu em voc�?
Mesmo que me perdoe, nunca me perdoarei...
at� o dia de minha morte.
- V� cham�-lo. - Chamar o Sr. Vyse?
N�o. O outro.
Desta vez lidarei com ele eu mesma.
MENTINDO AO GEORGE
Sr. Emerson.
Perdeu uma boa partida, Charlotte.
Charlotte, por favor, fique.
Sr. Emerson.
Saia desta casa e n�o volte...
enquanto eu morar aqui.
- N�o posso... - Sem discuss�o.
V�, por favor. N�o quero chamar o Sr. Vyse.
N�o me diga que vai casar com ele.
Est� sendo rid�culo.
Eu teria refreado se fosse uma pessoa diferente.
Ele n�o consegue conhecer o �ntimo de ningu�m...
muito menos de uma mulher.
Ele n�o sabe o que � uma mulher.
Ele quer voc� como um objeto...
como um quadro ou uma caixa de marfim...
para ter e mostrar.
Ele n�o quer que voc� seja real, pense e viva.
Ele n�o a ama.
Eu a amo.
Quero que tenha seu pensar, id�ias e sentimentos...
mesmo quando estiver em meus bra�os.
Srta. Bartlett, n�o nos impe�a...
se compreende que � a nossa �ltima chance.
Entende como as pessoas tem sorte...
de encontrar o que � certo para eles?
� uma ben��o, voc� n�o v�?
E o fato de que amo Cecil e vou ser esposa dele?
Suponho que seja um detalhe sem import�ncia.
Essa coisa fant�stica aconteceu a n�s...
e significa, deixe-me explicar...
e significa, que nada mais deve nos impedir.
� isso que significa. Compreenda isso!
N�o sei do que est� falando.
- Todos t�m que compreender! - V� embora!
Foi erro meu ficar ouvindo o senhor.
Mas n�o ouviu. Se ouvisse, saberia.
Saia. J�!
N�o. N�o ouvirei nem mais uma palavra!
- Queridos, parem. - N�o fez o suficiente?
N�o se meta outra vez!
� in�til. Deixe-me ir, Srta. Bartlett.
Deixe-o ir, Charlotte.
Eu jamais me perdoarei.
Sempre diz isso mas voc� sempre se perdoa.
O que h� na It�lia que leva as romancistas...
a produzirem tantos absurdos?
Lucy, ainda h� luz para outro set se voc�s dois correrem.
- O Sr. Emerson teve que ir. - Que estranho.
Cecil...
jogue esta.
S� uma, � o �ltimo dia do Floyd!
Como voc� disse hoje de manh�...
"H� sujeitos que s� servem para ler livros."
Confesso que sou um desses sujeitos.
MENTINDO AO CECIL
Por eu n�o ter jogado t�nis com o Freddy?
Nunca jogo t�nis. Nunca joguei.
Esque�a o t�nis, foi apenas meu �ltimo recurso.
N�o posso casar com voc�. Um dia me agradecer� por isso.
- Somos diferentes demais. - Mas eu...
Eu amo voc�.
E, pensei que voc� me amava!
Mas n�o amava.
Pensei que sim, no come�o.
Sinto muito.
Quanto ao seu amor por mim, voc� n�o me ama de verdade.
N�o mesmo. S� como outra coisa.
Como a algo que voc� possui. Um quadro.
Um Leonardo.
N�o quero ser um quadro, quero ser eu mesma.
N�o continuemos o assunto.
Eu s� iria dizer coisas que me doeriam depois.
Voc� n�o me ama, � evidente. Preferia n�o dizer isso.
Ajudaria um pouco e...
doeria menos se eu soubesse o porqu�.
Porque...
voc� n�o v� o �ntimo de ningu�m...
muito menos de uma mulher.
Eu n�o quis dizer isso...
mas voc� insistira em perguntar.
Voc� se embrulha em arte, livros e m�sica...
e quer me embrulhar.
Por isso, rompo o noivado.
� verdade.
Verdade total.
Voc� est� t�o diferente!
Uma pessoa diferente, falando com nova voz.
O que quer dizer com "nova voz"?
Se pensa que estou amando outro...
est� enganando!
Eu s� quis dizer que havia...
uma for�a em voc� que eu desconhecia.
Se uma mo�a rompe noivado, todos pensam que...
ela tem outro ou espera pegar um outro.
Isso � revoltante! Brutal!
Perdoe-me se digo asneiras...
meu c�rebro se partiu.
Vamos nos recolher.
Deixe que eu fa�a isso.
Ali�s, devo lhe agradecer pelo que fez.
Por me mostrar o que realmente sou.
Admiro sua coragem.
Apertamos as m�os?
Claro que sim.
Boa noite. Sinto muito.
Agrade�o-lhe por ter se conformado.
"J� que os dias est�o ficando mais frios...
e n�o temos casa pr�pria...
pensamos em buscar um clima mais quente".
"O m�dico receitou um p�o especial digestivo...
mas isso podemos levar conosco".
"E � s� pegarmos um navio e depois um trem".
De sa�da, Sr. Vyse?
Sim.
Vim mostrar � Srta. Honeychurch uma linda carta...
que recebi de nossa amigas, as Srtas. Alan.
Ou�am um trecho.
"J� que Floren�a fez t�o bem a minha irm�...
n�o vemos raz�o para n�o ir � Atenas neste inverno.
� claro, Atenas � como um mergulho...
N�o � maravilhoso? N�o � um romance?
Imposs�vel, sem d�vida.
- Chegou a conhecer as Alan? - Nunca.
Ent�o n�o est� em condi��es de entender...
essa rom�ntica visita � Gr�cia.
Eu mesmo nunca estive na Gr�cia...
nem planejo ir l�.
� grande demais para nosso grupinho. Concorda?
Tem f�sforos? Obrigado.
Tem raz�o, a Gr�cia n�o � para o nosso grupinho.
- At� logo. - At� logo.
Sr. Beeb. Os f�sforos!
Os f�sforos!
Cecil est� tonto, Lucy rompeu o noivado.
- Quando? - Ontem � noite. Tenho que ir.
Devo ir l�?
Sim, v� at� l�. At� logo.
N�o, Charlotte...
A tesoura n�o, obrigada n�o com as duas m�os cheias.
Boa tarde.
- Como vai, Sr. Beeb? - Srta. Bartlett...
C�us, que confus�o!
Todo mundo est� tonto hoje.
- Vamos sair para o ch�. - Boa id�ia.
Pegue seu chap�u e seu casaco.
Acho que vou levar Minnie ao bar.
Quer vir conosco, Srta. Bartlett?
Sim, Charlotte, n�o preciso de voc�, v�.
- N�o, n�o, obrigado. - Sim, v�!
N�o. N�o fica ningu�m para ajudar...
Voc� realmente...
Meus servi�os s�o melhores do que nada...
- Oh, minhas m�os... - Voc� se machucou?
Sinto muito.
MENTINDO AO SR. BEEB, � M�E, FREDDY E CRIADOS
Aqui est� uma das mais lindas cartas das Srtas. Alan.
Elas est�o planejando uma viagem emocionante para Gr�cia.
"Caro Sr. Beeb...
N�o pretendemos ir al�m de Atenas, mas...
caso conhe�a uma boa pens�o em Constantinopla...
agradecer�amos".
Constantinopla, n�o � uma del�cia?
Acabar�o dando uma volta ao redor do mundo.
�timo.
Seu irm�o j� me contou.
Contou?
- Quem mais o sabe? - Mam�e...
Charlotte...
Cecil...
Freddy...
o senhor.
Se me permite dizer...
Acho que fez a coisa certa.
Fale-me das Srtas. Alan.
Que bom que v�o viajar!
V�o come�ar a viagem em Veneza...
e v�o de navio pela costa.
Freddy disse que voltaria logo?
N�o, n�o me disse.
Espero que n�o saia fofocando por a�.
�timo, a viagem delas. Quisera eu que me levassem!
Sua m�e deixaria voc� viajar t�o logo?
Claro! Simplesmente, tenho que viajar.
Tenho que ir.
N�o entende que preciso?
Charlotte...
N�o � rom�ntico!
Sabe que as Srtas. Alan v�o a Constantinopla?
At� agora s� at� Atenas.
Sempre quis ir � Constantinopla. Atenas, ali�s.
Em vez disso, n�o quer ir tomar ch� conosco?
N�o, obrigada.
Ent�o Minnie...
iremos n�s dois sozinhos. Boa tarde, senhoritas.
Boa tarde, Sr. Beeb.
Ajude-me a persuadir mam�e.
O qu�?
Preciso ir para algum lugar. Qualquer lugar!
Para longe daqui antes que todos saibam.
O qu�?
Que rompi o noivado! Para ele n�o ter alguma id�ia.
Acha que o Sr. Emerson pensar� que foi por ele?
Como voc� pensa devagar!
Claro que n�o.
Deve-se evitar mexericos, mas ir at� a Gr�cia?
Pensei que seria a primeira a dizer a mam�e.
"Lucy tem que ir � Gr�cia imediatamente!"
Lucy, voc� tem certeza? S� quero ajudar voc�.
Mas � preciso ir at� a Gr�cia?
Sei o que preciso. N�o discuta e fa�a o que pedi.
Obrigada.
- Por que ela est� assim? - Assim como?
Igual � Charlotte Bartlett.
Porque... ela � a Charlotte Bartlett.
Agu�a bem teus ouvidos...
e ouve o cantor a cantar...
e do ouro vermelho...
teus dedos deves tirar...
A melodia passa mas a letra � um horror!
Marion...
A Lucy tem um plano...
Olhe que trag�dia.
Logo que amarro uma, a outra cai!
As Srtas. Alan v�o viajar. V�o para a Gr�cia.
Boa sorte para elas.
Lucy gostaria de ir com elas at� Atenas.
O qu�?
E seguir at� Delphi, se as estradas forem boas.
Cora��o e m�os e olhos vagantes
vivem f�cil e morrem em sil�ncio
Cora��o e m�os e olhos vagantes
vivem f�cil e morrem em sil�ncio
Pode levar todos...
mas me deixe o Thoreau. Preciso dele.
� uma casa feia. N�o gostamos dela.
N�o quero perder o trem. Depois levar�o o resto.
N�o force suas costas.
N�o virei no outro fim-de-semana. N�o vale a pena.
Virei buscar voc� na semana seguinte.
Papel sabonete � �timo para limpar o rosto no trem.
Mas voc� j� sabe disso.
E tem o Sr. Vyse para ajud�-la.
O cavalheiro est� sempre pronto a ajudar.
E � bom o Sr. Vyse ter deixado voc� viajar.
Talvez ele v� ao seu encontro depois.
Ou o trabalho o ret�m em Londres?
Vamos v�-lo no seu embarque.
Ningu�m ir� ao embarque. Lucy n�o gosta.
� mesmo?
Deveria ter pensado nisso.
- J� vai? - Sim, vamos tomar o trem.
Foi um prazer v�-la.
Lucy, escreveremos para voc� com freq��ncia...
e enviaremos postais de todos os lugares.
Adeus.
- Bem, contornamos desta vez. - Mas foi bem desagrad�vel.
Nunca entenderei esse neg�cio de ocultar.
Voc� se livrou do Cecil e fez bem.
Mas por que n�o divulgar?
Prometi n�o divulgar at� viajar.
Faltam poucos dias.
Esta��o Vit�ria!
Achei que nossa querida Lucy n�o...
Gostaria que voc� aprendesse a terminar suas frases.
Est� cada vez pior.
Ela n�o parecia que estava noiva.
E como deve estar uma noiva?
De acordo com sua sabedoria e experi�ncia no assunto?
N�o sei bem, mas estava faltando alguma coisa.
Se quer saber, Teresa, estava faltando...
radia��o.
O que est� havendo com seus vizinhos?
Est�o de mudan�a.
O velho Emerson est� com reumatismo...
e acha aqui longe demais.
Ele est� aqui em casa.
Posso esperar aqui a Sra. Honeychurch?
Claro. Apenas vou dar uma olhada nos carregadores.
Sr. Emerson, Srta. Bartlett, com licen�a.
Oh, por favor.
Lamento que a casa lhe fez piorar o reumatismo.
N�o � pelo reumatismo...
� o meu filho, George est� t�o triste!
� pena, mas ele devia ter me falado antes.
Ele nunca lhe contou o que houve na It�lia?
Nem uma palavra.
- Lucy sabia disso. - Eu s� soube no domingo passado.
- O que soube? - Que ele a ama.
N�o quer sentar-se?
Acho que est� chegando a carruagem.
Seria descort�s fazer minha prima esperar.
N�o chegou nenhuma carruagem. Queira sentar-se.
Todos t�m mentido, exceto George.
E a Srta. Honeychurch vai casar em janeiro.
A Srta. Honeychurch rompeu o noivado.
Tudo com grande tato e discri��o.
E por enquanto queremos nos manter calados.
H� um tempo de se calar, e outro de se falar!
N�o ouve nenhuma carruagem.
Por que n�o se recosta e fica confort�vel?
Pronto, assim est� bem melhor.
Ent�o, ela n�o vai se casar com o Sr. Vyse?
E por qu�? Por que a Gr�cia?
Por que correr aos confins do mundo?
Est� cansada da sua casa...
casada de Windy Corner...
e cansada do Freddy e de mim.
N�o estou cansada de Windy Corner.
Mas j� que falou nisso...
no futuro quero ir mais � Londres.
Talvez at� divida moradia com outra mo�a.
Recebo meu dinheiro no pr�ximo ano.
Para bater � maquina e dizer que trabalha.
Acho que fui rude.
Voc� me faz lembrar a Charlotte Bartlett!
- Charlotte? - Tal e qual!
N�o entendi. Em nada nos parecemos.
N�o se pareciam.
Podemos abaixar a capota?
Pode abaixar a capota.
Aquela casa est� para alugar de novo?
Sir Harry procura novos inquilinos.
Uma pena!
Freddy ficar� muito triste. Ali�s, eu tamb�m.
Powell, vamos �s lojas.
Sim, senhora. Vamos andando...
Eram pessoas t�o agrad�veis! Que pena!
E a Charlotte? Lucy v� ver se ela est� na casa do Sr. Beeb.
E apressem-se porque Mary tem a torta de peixe...
Ouviu o que eu disse, Lucy?
MENTINDO AO SR. EMERSON.
O Sr. Emerson diz que a culpa � toda dele.
Porque eu disse a ele para amar.
Eu disse a ele: George, ame...
e fa�a como quer". Assim ensinei.
Como v�, a culpa � toda minha.
Aonde vai?
Sua m�e se ofereceu para me buscar.
E n�o fui educada a deixar que me esperem...
muito menos uma anfitri� t�o boa.
Onde ficou Lucy?
Suba logo, Charlotte.
Se o peixe estragar, Mary vai ficar ranzinza.
Aqui est� bom para mim, n�o quero incomodar.
Voc� prefere ir de frente!
N�o me fale no seu filho, n�o quero ouvir.
Ele portou-se mal.
Em verdade, foi abomin�vel.
N�o. Ele apenas insistiu quando n�o devia.
N�o, claro.
Abomin�vel � palavra forte demais.
Desculpe, n�o adianta discutir o assunto.
George vai me levar para Londres.
Ele n�o quer ficar aqui e devo estar onde ele est�.
Ele diz que o pensamento de v�-la...
- ou ouvi-la... - Sr. Emerson, por favor n�o v�.
N�o v� por minha causa. Eu vou para a Gr�cia.
N�o deixe sua confort�vel casa. N�o deve.
Por que vai para a Gr�cia?
Parece-me que voc� est� num dilema.
Acho que...
a raz�o de sua ida � Gr�cia...
e o motivo de rompimento de seu noivado...
� que voc� ama George.
Veja, toda a luz sumiu do seu lindo rosto...
como aconteceu com George. N�o posso suportar isso.
E agora fa�o voc� chorar. Querida, me perdoe.
Mas agora terei de ir para a Gr�cia...
a passagem j� foi comprada.
� imposs�vel.
S� h� uma coisa imposs�vel...
que � amar, e se separar.
Voc� ama George.
Voc� o ama de corpo e alma...
como ele a voc�.
Claro que o amo!
O que pensavam todos?
Querida...
Mam�e est� me chamando, preciso ir.
Confiam em mim.
Por qu�?
Se voc� iludiu a todos, inclusive a si mesma?
Charlotte, sente-se aqui. Siga, Powell.
Uma semana, It�lia, na outra, Gr�cia!
A Gr�cia vai ser cancelada.
O qu�?
Pare! Pare!
Lucy tem algo a nos contar. Pare o cavalo!
Querida prima Charlotte...
ap�s dura viagem...
durante a qual a bagagem se perdeu duas vezes...
chegamos a Floren�a.
Ficar� feliz em saber que a pens�o Bertolini...
continua a mesma.
A dona continua...
para cima e para baixo apavorando os criados.
At� os h�spedes parecem outro grupo de...
Srtas. Alan, Srta. Lavish, Sr. Beeb.
Charlotte e Lucy.
Mas nos prometeram quartos com vista!
Querida, n�o devemos...
Amanh� cedo falarei com a dona.
- N�o agora. - � injusto.
N�o acham que em nossa primeira visita a Floren�a...
devemos ter quarto com vista?
N�s temos.
Beije-me novamente.
Estou lendo.
Lendo o qu�?
� do Freddy.
O que diz ele?
O bobinho...
Ele pensa estar sendo generoso.
Todos sabiam que ir�amos embora na primavera.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.