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Original subtitles

EM PESSOA (1935)

Desce.

PROIBIDO FUMAR

Desce.

Perdoe-me. Foi sem querer.

Desce.

Eu lhe pisei?

T�rreo!

Recado para o Sr. Anderson! Sr. Anderson!

Ela desmaiou!

Tem que tir�-la daqui!

- Leve-a a um hospital. - Sim.

Afastem-se!

Voc� n�o quer ir ao hospital, verdade?

- N�o seja absurdo. - Vejo que se sente melhor.

Eu lhe vi no elevador,

Tamb�m lhe dei uma pisada.

Com um p� t�o grande... O meu, quero dizer.

Como v�, n�o sou um desconhecido. � forasteira nesta cidade?

- Eu sou. � interessante. - Leve-me ao centro da cidade!

- Ao centro, por favor. N�o! - N�o! Deixe-me aqui!

- Pare. N�o! - N�o!

N�o posso. Estou muito assustada!

Enquanto estiver comigo estar� bem. Vai se recuperar.

- N�o, nunca me recuperarei. - Claro que sim.

� voc�, t�o gentil!

Claro, fa�o parte da am�vel ra�a humana.

Mas n�o chore!

N�o estou chorando, estou rindo pela primeira vez em meses.

Oh, fico feliz em ouvir isso.

- Acha que estou louca, verdade? - Sim... N�o!

Louca? Voc�?

� quase certo, praticamente certo que n�o est�.

Sim, muitas vezes eu me pergunto.

- N�o diga isso. Quer dizer... - N�o!

Ou�a, tem que controlar esses nervos!

Querem ir ao centro da cidade? Sim ou n�o?

Sim... N�o. Por favor, leve-me a meu hotel.

Claro. Voc� a ouviu?

Certamente.

Bem, j� chegamos. Muito obrigada.

- Que coincid�ncia! - O qu�?

Quase moramos de porta com porta.

- Na verdade, n�o moro aqui. - Nem eu.

Ent�o n�o h� nenhuma coincid�ncia. N�o acha?

N�o, mas � engra�ado.

Bem, muito obrigada. Foi muito gentil comigo.

� um prazer.

Gostaria de voltar a lhe ver em outra ocasi�o.

Talvez nos encontremos em algum lugar.

Sim, mas n�o lhe reconheceria. N�o pude ver seu rosto.

Voc� n�o perde muito.

- Nossa! - O qu�?

- Nada. - Voc� disse "nossa"!

- N�o quis dizer isso. - Sim, quis!

- Ent�o eu tenho um rosto "nossa". - Talvez seja tempor�rio.

Como um acidente ou caxumba.

- N�o tem por que ficar olhando. - Obrigado.

- Espero que esque�a do que eu disse. - Nunca esquecerei que disse "nossa"!

- N�o � pr�prio de um cavalheiro. - N�o sabia que seu rosto era assim.

Quero dizer que...

Bem, aqui estou. De volta.

N�o teve tempo de ir ao centro e voltar.

N�o, eu me vi envolvida em um terr�vel acidente.

Vejo que tem dado corda em sua imagina��o neur�tica.

N�o, de verdade.

Se n�o tivesse sido por um jovem que me resgatou,

teria morrido l� mesmo.

Ent�o como se sentiria o grande Dr. Aaron Sylvester?

Aliviado, imagino.

N�o entendo como �s vezes pode ser t�o bruto.

� que os outros n�o t�m nunca uma crise nervosa?

Seja sensata e deixe que seu m�dico cuide de voc�!

J� n�o est� com crise nervosa. Acabou!

O que tem que fazer � procurar se controlar.

Bu!

Carol!

Carol, ser� melhor que n�o tire esse disfarce! Querida!

Carol, querida!

N�o me venha com "querida". E n�o me chame de Carol.

Algu�m poderia lhe ouvir!

Est� bem, Srta. Clara Colfax. Tenho que lhe fazer uma proposta.

- Se eu permitir... - Eu me sinto muito melhor.

Que ia me propor?

Esque�amo-nos do centro

mas devemos aproveitar o que ganhamos at� agora.

O passo seguinte ser� muito mais f�cil.

Quero que des�a ao bar do hotel...

- Sozinha? - Sozinha.

Pe�a um coquetel e fique l� dez minutos.

- Mas haver� muitas pessoas! - Trata-se disso.

Tem que se acostumar a estar com as pessoas outra vez,

Ningu�m vai lhe reconhecer com o outro rosto.

Voc� � querido.

E eu n�o sou uma boba. Eu farei.

Recado para o Sr. Stanley!

Sr. Stanley!

Sr. Stanley!

- Lembre-se, dez minutos. - Eu tentarei.

L� est� quem me regatou!

� s� um jovem. Vamos.

- Sozinha? - Voc� prometeu.

- Ol�. Pensei que estava fora! - Sim, mas voltei.

Srta. Colfax, apresento-lhe um amigo. O juiz Thaddeus Parks.

- Como vai.? - Encantado... Digo, encantado.

Como v�o seus lun�ticos?

Ainda continuam todos loucos. Ao menos espero isso.

Srta. Colfax...

Uma bonita jovem.

Certamente tem um car�ter encantador.

Eu n�o teria tanta certeza.

- S� um minuto, Emory. - Bem.

N�o posso ir.

H� meses venho planejando essas f�rias.

O caso ainda n�o terminou e n�o posso ir.

Mas voc� deveria ir. Precisa descansar.

E gostar� de Blue Water tanto como eu.

Para mim, estava l� a juventude eterna.

H� quanto tempo voc� foi?

Desde que sua tia Anne morreu. H� cinco anos.

Parece como se pertencesse a outro mundo.

As montanhas lhe trar�o o eco das can��es de outros tempos.

Ter� que tapar os ouvidos para n�o se lembrar.

Estou ficando sentimental.

As lembran�as e os e os fantasmas me seguem.

Eu n�o tenho nenhuma lembran�a e me entenderei com seus fantasmas.

V� voc�, Emory, l� encontrar� todo o descanso,

toda a paz e o sil�ncio do mundo.

Tenho inveja de lhe imaginar ca�ando borboletas.

P�ssaros. As borboletas n�o me interessam.

Existem todos os tipos de p�ssaros l�. Pardais e outros.

Estou atrasado. Pense nisso.

- Leve-me com voc�! - Ah, � voc�!

- N�o usa o v�u! - Leve-me com voc�!

Ouvi o que ele disse, parece um para�so!

- Voc� poderia ca�ar borboletas e... - P�ssaros, p�ssaros.

- Sou ornitologista amador. - Bem.

Voc� poderia ca�ar p�ssaros e eu, borboletas.

Por favor, leve-me.

- Quem mais viria? - Ningu�m mais!

- N�s dois sozinhos? - Quer uma carabina.

Olhe-me outra vez e me diga se precisa de uma carabina ou n�o.

- N�o dizia isso por mim. - N�o se preocupe comigo.

Conhe�o muitos homens mais atraentes que voc�.

- Diga-me uma coisa. - Qu�?

Por qu�, havendo milh�es de homens,

est� determinada a me escolher?

Porque n�o sei a quem pedir isso.

Porque � gentil, voc� mesmo disse isso,

porque n�o tenho medo de voc�.

E porque se eu n�o sair daqui, ficarei louca!

- Vai me levar, n�o �? - Isto n�o me parece justo.

Pede-me isso como se eu tivesse obriga��o de fazer.

- Far�. - Eu n�o...

- Quer ver meu m�dico? - Tenho m� apar�ncia?

N�o, � um bom amigo de seu tio e � meu conselheiro.

Se quer que lhe d� meu conselho, n�o v�.

Por favor, deu-me a palavra.

E voc� n�o cumpre sua palavra, verdade?

N�o... Digo...

Sou Clara Colfax, su�te 1515. Ao lado da do seu tio.

� uma coincid�ncia assombrosa. Por favor, telefone-me.

Nego-me a participar de uma coisa t�o rid�cula.

- Est� louca, Carol? - N�o, mas ficarei se n�o fizer algo.

N�o se preocupe.

Telefonei ao Juiz Parks e me disse que � um homem muito formal.

Como? Escute-me, jovem...

O Sr. Muir ser� como um grande c�o fiel.

Sim?

Ah, sim.

O Juiz Parks.

Sim. Uma estupidez... A que vem isso?

N�o, fique l�.

V�? As pessoas respons�veis me p�em a culpa. Que loucura!

- N�o ir� det�-lo? - Eu n�o vou...

- Quer que me cure? - Sim.

Tenho certeza de que esta � a �nica maneira.

Isso n�o foi muito cort�s.

- N�o bate � porta? - N�o.

Sylvester, que plano est�pido � esse que sugeriu a meu sobrinho?

Eu? Quem disse isso?

Algu�m que telefonou e se apresentou como sua enfermeira.

Essa era minha paciente.

Recebi mais informa��es em dois minutos

que consegui como advogado em anos.

- Foi voc� quem deu? - Claro que n�o, sou como um t�mulo.

Mas voc� conhece a garota. Eu lhe apresentei esta tarde.

Essa jovem t�o... Meu Deus, o que h� com Emory?

� s� um disfarce. Esta � ela.

ESTRELA DE CINEMA AINDA DESAPARECIDA

Emory � um malandro!

Emory n�o sabe quem �. Lembra-se do que aconteceu?

Eu li algo sobre uma multid�o que participou.

- Pensei que era publicidade. - N�o, eu gostaria que fosse.

Tinha trabalhado demais, estava prestes a ter uma crise de nervos,

mas quis aparecer em p�blico.

Quando saiu do cinema, as pessoas se lan�aram sobre ela.

Assustou-se e desmaiou.

� do que sofre agora, agorafobia.

Medo das pessoas, das multid�es. Tem medo que a reconhe�am.

Esse � o motivo do disfarce.

E agora insiste em fazer uma viagem para ca�ar com seu sobrinho.

- Por que n�o a impede? - Impedi-la?

- Emory entender� e cancelar�. - N�o sei se quero cancelar.

Pode-se confiar nele?

Emory � a discri��o personificada. Estar� em boas m�os.

� um al�vio, mas acho que seria melhor que n�o soubesse quem �.

Voc� � o m�dico.

Pobre Emory, como est� longe de suspeitar o que lhe espera.

- Voc� deve ser Emory Muir. - Devo ser, se bem que come�o a duvidar.

Emory, este � o Dr. Sylvester. U�sque ou conhaque?

- U�sque, por favor. - Quero lhe falar de meu paciente.

Est� louca?

Gostaria de saber por que quer ajud�-la.

Bem, eu n�o tenho certeza.

Talvez por esse sentimento ego�sta que lhe faz ajudar as pessoas

porque acha que precisa de ajuda.

N�o sei, mas h� algo nela que me intriga.

Eu me sinto hipnotizado. Parece que eu fui convencido.

Essa � a melhor raz�o que conhe�o.

Thaddeus, importar-se-ia de ir dizer a Carol... a Clara

que vista algo apresent�vel?

Algo apresent�vel? Ah, sim, claro!

Calma. Sei de tudo. Emory vem at� aqui.

- Ponha o disfarce. - Voc� � excelente!

Depressa!

Entre.

Nego-me que continue me enganando!

- Exijo uma explica��o! - Mas eu...

Sei que vai dizer que n�o recebeu nenhuma carta minha!

- Ah, sim? - Sim. E que � totalmente inocente.

- Ah, sim? - � in�til.

- Pus detetives atr�s de sua pista. - Por qu�?

- J� est� alegando sua inoc�ncia. - Ah, sim?

Dr. Sylvester, tenho raz�es para crer

que conhece o paradeiro de Carol Corliss.

Ah, era isso!

Quem � voc�?

Qu�? Quem sou eu?

- N�o vai nunca ao cinema? - Frequentemente.

- Bem? - Qu�?

Sou Jay Holmes,

sa� com Carol Corliss em todos os filmes.

Ah, sim, sinto muito.

Quando vou assistir a um filme de Carol Corliss,

n�o vejo mais ningu�m que ela � encantadora.

Sim, mas n�o � boa atriz.

- N�o � boa atriz? - N�o.

S� um rosto bonito.

Agora diga-me onde ela est�.

- Por qu�? - Por qu�?

Estou apaixonado por ela.

- E ela ama voc�? - Claro.

Claro, quem n�o ama?

Eu n�o sou o Dr. Sylvester, coisa que poder� comprovar facilmente.

O doutor saiu esta manh� em viagem � �frica.

Lamento ter lhe incomodado.

N�o se preocupe.

Quando vir um filme de Carol Corliss, olharei para voc�.

Ent�o que n�o sei representar! Algum dia saber�!

� poss�vel.

O que tem que se lembrar,

� que a Srta. Colfax est� com um desequil�brio emocional.

Bem. Se tenho que fazer isso, eu farei.

- Permita-me que me apresente. - Como vai?

- Acho que nos conhecemos. - Ah, sim.

T�m aspecto de precisar de um drinque.

Sim, � uma boa ideia.

Desculpa-nos?

Venho lhe pegar �s 7 horas da manh�. Boa noite.

�s 7? � rid�culo!

Bem, �s 6:30 h.

N�o tente se fazer de engra�ado.

�s 6.30 n�o h� nada engra�ado. �s 6 � mais divertido.

N�o penso em me levantar de madrugada por nenhum homem.

Isso me parece perfeito.

Descanse e eu estarei nas montanhas antes de que pe�a o caf�.

- N�o, n�o pode me deixar aqui! - Por que n�o?

Creio que �s 6.30 h � a hora adequada.

Bom, est� bem. Mas saiba que voc� � odioso!

Adeus e bons sonhos. At� �s 6:30 h.

PROIBIDA A PASSAGEM POR ORDEM DO JUIZ THADDEUS PARKS

Que diz?

Sua m�e n�o lhe ensinou que n�o deve falar com a boca cheia?

Uma pequena limpeza e este lugar ser� perfeito.

Verei o que posso fazer para que se sinta em casa.

- Imaginei que n�o faria. - O qu�?

Tentar ajudar um pouco.

Meu m�dico diz que preciso de repouso absoluto.

Verdade? Pois exagera.

Pensei que sabia que se viesse aqui teria que colaborar.

Se n�o lavar ou n�o cozinhar, n�o comer�.

Est� tentando me assustar. Onde est� aquele homem gentil?

De repente deixou de ser.

N�o fa�a barulho. Esta m�sica � de meu filme favorito.

N�o por isso parece melhor.

Acho que � uma pessoa gentil que finge que n�o gosta do cinema.

Algumas vezes sim, outras vezes n�o.

Com certeza n�o gosta de Carol Corliss.

H� tantas parecidas. � a que fez "Virtude Duradoura"?

- Sim. Gostou? - N�o, n�o muito.

Certamente voc� j� ouviu boatos sobre ela.

As pessoas gostam de criticar as estrelas do cinema.

N�o ouvi nada, mas tamb�m n�o me lembraria.

Para mim as estrelas do cinema apenas s�o bonecas mec�nicas.

D�-me um Mickey Mouse e fique com sua Carol Corliss e as outras.

Pois eu acho que Carol Corliss � bonita e muito boa atriz.

Certamente � uma obstina��o.

Por que estou fazendo isso? Fa�a sua cama!

- N�o h� len��is. - Terei que mudar de lavanderia.

Poder� trocar a roupa sozinha?

Sou muito sabida. Obrigada, eu farei isso.

Boa noite.

KLJ se despede, voltaremos amanh� �s nove horas.

Calma. Est� bem?

Sr. Muir.

Que houve?

A janela se abriu, fez barulho e me deu um tremendo susto.

- Fui uma boba. - Sim.

- E isto? - � uma pistola.

N�o me diga! Para se proteger de mim?

Bem, ser� melhor que guarde.

- Onde estar�? - No galp�o que h� l� fora.

- N�o ir� me deixar sozinha! - Aqui estar� bem.

J� brincou bastante, agora v� dormir.

Boa noite.

VOLTAREI PARA O CAF�

S� TEM QUE P�R A MESA,

ACENDER O FOGO E FAZER CAF�.

IDENTIFICAR� A CAFETEIRA PELO COADOR

E A LATA DO CAF� PELO CAF� QUE TEM DENTRO.

EMORY M.

Srta. Colfax.

Srta. Colfax!

Sim?

- Acorda agora? - Sim, e voc�?

- Que horas s�o? - Hora de tomar caf�.

Obrigada, Acho que tomarei caf� aqui.

De verdade?

E depois tirarei uma soneca.

Ah sim? Pois saiba,

a primeira coisa que vai fazer � preparar o caf�.

Depois lavar� os pratos, varrer� sua cabana e tamb�m a minha.

- Far� as camas... - Isso � tudo?

N�o me interrompa. Depois tirar� a poeira.

E o que voc� far� enquanto isso?

Tenho que ir ao povoado, mas voltarei para o almo�o.

Tente estar pronta!

Sim, senhora.

- S�o grandes e bonitas. - Sim, este ano s�o.

E os feij�es?

- Posso usar o telefone? - Sim, senhor, l� est�.

Obrigado.

Longa dist�ncia.

Quero falar com o Dr. Aaron Sylvester.

Riverside 2211, S�o Francisco.

Al�?

Ol�, Emory. Como?

Quem � ela? Que tipo de ideia insensata � esta?

N�o � nenhuma ideia insensata.

Qu�? Tirou o disfarce?

Isso � que come�a a se curar � um sintoma favor�vel.

Claro. Mas quero saber quem �.

N�o demorar� em descobrir.

Al�, al�!

D�-me um pacote de fumo, por favor.

Sim, senhor.

Levarei uma revista e um pacote de balas.

Sim, senhor.

- Obrigado, senhor. - Para voc�.

- Ol�. - Ol�.

- Que est� fazendo? - Recortando.

- Est� cego? - N�o.

- N�o nota nada? - Claro que sim.

Que n�o fez nada que disse que fizesse.

J� lhe disse que n�o faria nada.

Nunca lhe deram um bolo no seu rosto bonito?

Parece bonito para voc�?

Bom. Est� um pouco melhor que ontem.

Ser� o ar da montanha. Faz-lhe bem.

- Sabe quem sou? - Seu nome � Colfax ou algo assim.

Eu sou Carol Corliss.

Carol Corliss.

- N�o acredita? - Certamente.

Acreditaria que � Charles Chaplin se voc� deseja.

Acredita por que eu quero ou por que � assim?

Se imagina que � uma atriz...

N�o � imagina��o, pergunte ao Dr. Sylvester e ver�.

- Eu fiz. - Que o doutor disse?

E n�o disse que era eu?

Ele me disse para n�o se exaltar.

Avisou-me de sua situa��o de desequil�brio emocional.

Ou seja, que estou transtornada.

N�o acredito em voc�.

Tudo � inven��o sua!

E o que me d� mais uma coisa ou outra?

N�o me interessa a Srta. Corliss mais que a Srta. Colfax.

O que preciso � algu�m que fa�a seu trabalho.

Tenho uma ideia.

Se tenho um desequil�brio emocional,

deveria me tratar com mais considera��o.

E da�?

Eu lhe proponho um trato.

Se cozinhar e cuidar da casa vai me chamar de Carol?

Muito bem, Srta. Colfax, chamarei de Carol.

N�o me importo se n�o � bonita contanto que cozinhe para mim!

Se enviar esta carta hoje, chegar� amanh� a S�o Francisco?

- Sim. - Chegam amanh� � noite.

- J� n�o aguenta mais isto? - N�o se trata disso.

Quando uma garota trabalha at� ficar como um trapo...

N�o me parece que esteja feita um trapo.

N�o, n�o fa�a isso. N�o fa�a essa cara.

Est� bem, levarei a carta. Tamb�m posso telegrafar.

- Far� isso? - Sim.

Direi a seu m�dico que � capaz de se adaptar ao trabalho.

N�o � verdade! Como pode ser t�o bruto?

- N�o tenho nada mais a dizer. - N�o precisa.

- Com seu olhar diz tudo. - Tenho algo estranho?

- Eu sugeriria... - N�o preciso de sugest�es!

Posso fazer algo?

Sim, suba em uma �rvore at� que lhe chame.

- Em que �rvore? - Aquela.

- Aquela? - Sim, aquela.

Jantar!

Pelo que vejo, fez um trabalho.

Muito bom.

Para uma amadora.

Um bolo!

Sabe de qu�?

N�o sei. Talvez de vagem.

Framboesa ou ent�o groselha.

Sim, acho que sim.

N�o saber� nunca!

N�o jogue esta!

Fiz um excelente trabalho de casa na escola

e o primeiro pr�mio de cozinha no acampamento.

Que acha se eu lavar os pratos? Ou precisar de ajuda?

N�o deixaria se aproximar de meus pratos nem que pedisse de joelhos.

Bem n�o farei isso.

Poderia lav�-los amanh�? Estou morta de cansa�o.

� melhor que fa�a agora.

Estou muito cansada. H� anos que n�o trabalhava tanto.

Assim dormir� bem.

Fa�amos uma coisa.

Eu lavarei enquanto voc� descansa um pouco.

Obrigada.

Foi um bonito gesto.

Os an�es t�m bonitos gestos de vez em quando.

- An�es? - Sim.

Se foi educada bem, deve ter ouvido a hist�ria de Branca de Neve.

O conto de fadas?

- Ol�, gente. - Ol�.

Ol�, senhora. Ol�, senhor.

Ol�!

Posso ter esse cani�o? Voc� tem tr�s.

Sim, mas este precisamente � um...

Deixe-a. Comprarei outro.

Muito obrigada!

- Quem �, pequena? - N�o me chamo assim, meu nome � Minna.

- De onde sai? - N�o saio de nenhum lugar.

O velho Twing me mandou vir. Vimos a fuma�a.

- Quem � o velho Twing? - � meu av�.

� o xerife desta comarca.

Enviou-me para investigar se por acaso se tratavam de tipos perigosos.

- Temos aspecto de perigosos? - As apar�ncias enganam.

Tem bolo na cozinha. Quer um pouco?

Sim, claro!

Que bolo gosta mais?

Meu av� diz que n�o me comprometa antes de ter tudo na m�o.

- Aqui tem. - Muito obrigada.

Voc� n�o ter� p�o?

Olhe aqui.

Caramba!

Eu n�o vi nenhum t�o bonito na minha vida!

- Pois � para voc�. - Muito obrigada.

- � a esposa dele? - Claro que n�o!

Oh! Geleia!

Muito obrigada.

E agora, bate-se tr�s ovos com quatro colheres de farinha

e p�e uma x�cara de leite com um pouco de sal.

Espere, s� uma pitada.

E um pouquinho de pimenta.

J� botou uma pitada de pimenta?

Pegue a batedeira.,

A que Wheato lhe presenteou se voc� comprou dez pacotes de farinha.

T�m a batedeira Wheato pronta? Ent�o preparem-se.

M�sica. Um, dois, tr�s, quatro...

Todo mundo batendo!

Tr�s, quatro, bata mais, acrescente farinha e bata!

Tr�s, quatro, mais farinha. Com mais for�a!

Est� batendo? Tr�s, quatro... Sim!

E se seguiu bem as instru��es de Mam�e Sells,

seu marido, irm�o o seu primo

ou, assim espero, seu amorzinho,

vai lhe pedir Farinha Wheato outra vez.

Bom dia!

Essa era Mam�e Sells com a receita di�ria de Farinha Wheato

que lhe proporciona a companhia Wheato para criar lares felizes.

A padaria com um sorriso.

Em continua��o, oferecemos uma grava��o de Carol Corliss

cantando a can��o do seu �ltimo filme "Sem Escapat�ria".

Emory! Emory!

Emory, venha imediatamente!

A vida era amarga.

Escute, sou eu pelo r�dio!

A vida era um sofrimento,

uma pris�o!

Ent�o, algo chegou a mim

como um cheiro de primavera.

Eu n�o posso colocar meus chap�us.

� o mais fabuloso que h�.

Tenho um novo incentivo desde que encontrei o amor novamente.

Tenho um para viver e fazer o que fa�o.

Aconteceu quando lhe vi.

Eu tenho um novo incentivo, n�o tenho mais rugas na testa.

Estou calma e descansada.

Acredite, eu digo que como espinafre todos os dias.

Comecei a pensar que estava perdendo a cabe�a.

Tinha uma grande carga sobre os ombros.

Mais agora sou mais forte que um encoura�ado.

Sou Popeye, a garota marinheira.

Eu tenho um novo incentivo, � por isso que eu brilho.

Estou encantada, entusiasmada, minha mente est� em paz.

Tenho um novo incentivo!

Tenho um novo incentivo desde que encontrei de novo o amor.

Tenho uma raz�o para viver e fazer o que fa�o.

Aconteceu-me quando lhe vi.

Tenho um novo incentivo j� n�o tenho rugas na testa.

Estou calma e descansada.

Acredite se lhe digo que como espinafre todos os dias.

Comecei a pensar que estava perdendo a cabe�a.

Tinha uma grande carga sobre meus ombros.

Mas agora sou mais forte que um encoura�ado.

Sou Popeye, a garota marinheira.

Tenho um novo incentivo, por isso brilho.

Estou encantada, entusiasmada, minha mente est� em paz.

Tenho um novo incentivo!

- V�? - O qu�?

- Acaso n�o era eu? - Voc�?

Carol Corliss nos acompanhou,

com uma can��o de seu filme "Sem Escapat�ria"

para finalizar o programa de receitas de Mam�e Sells.

Bom dia.

Essa era Carol Corliss, a do r�dio.

- Mas era um disco! - O locutor disse?

� �bvio que se fosse ela n�o estaria aqui.

Porque ela est� l�.

Embora se quiser continuar brincando, eu a chamarei de Carol.

N�o quero brincar de nada!

V� comprar farinha.

N�o lhe trouxe um saco ontem?

Sim, mas usei todo na receita do bolo.

Emory! Emory, estou na cozinha!

- Como soube que eu estava aqui? - Agentes secretos.

Pegue suas coisas. Temos que voltar a Hollywood.

N�o vou!

El m�dico disse que se controlasse sua falta de equil�brio tudo iria bem.

Mais n�o � assim, tenho um desequil�brio emocional.

E n�o me far� mudar de ideia!

- Vamos, Carol, no seja infantil. - Infantil?

Acha que em pleno ju�zo eu lavaria pratos?

Isso � simples idiossincrasia.

Olhe para mim, eu gosto de arrumar as camas.

N�o, isto � algo mais profundo.

N�o h� nada de bom em ter lou�a suja.

Sonho com lavar pratos.

E com as coisas divertidas que me contam

quando os enxugo.

Os de porcelana n�o os entendo

mas s�o encantadores.

Isso me parece com loucura!

� o que lhe disse! Estou louca!

Vamos, Carol, deixe de com�dia!

Deixe-me em paz. Estou passado muito bem.

- Voltarei em breve. - Ficarei at� que venha comigo.

Est� bem, fique para sempre!

Ou�a, que faz com pratos rachados?

- Nada. - Pois acabarei com seu sofrimento.

Levante as m�os.

N�o brinque com isto. � perigoso, poderia estar carregada.

Est� carregada.

- Por favor, n�o aponte em mim. - Por que n�o?

Para isso eu a trouxe!

Se apontasse para outro lugar, n�o serviria de nada.

Por favor, baixe essa pistola!

Viu? Disparou! Caia fora!

- Pelo amor de Deus, baixe a arma! - Contarei at� cinco.

Um, dois, tr�s...

Eu contarei!

O que � isso? Uma briga de apaixonados?

- Voc� deve ser o velho Twing. - Ele mesmo.

- Quer largar a arma? - Obrigado, Sr. Twing.

Qual � o problema? Talvez possa ajudar.

- Esta senhorita... - Cale-se!

- N�o, n�o. - Tem raz�o.

� uma briga de apaixonados.

Para um xerife basta uma olhada para saber o que acontece.

Deem um beijo e fa�am as pazes.

Ser� melhor levar isto. N�o se aborre�am de novo.

Minna disse que n�o s�o casados.

Eu sou muito liberal, mas aqui existe a moralidade.

Que est� insinuando?

N�o digo que insinuei isso, nem digo que n�o.

Bom dia.

Voc� me colocou em evid�ncia.

Eu? E o outro cara?

Cara? Cara?

Que outro cara?

O que estava aqui. Eu sei tudo sobre ele.

N�o vai lhe servir nada essa m� representa��o.

M� representa��o?

Sou uma atriz ruim, n�o?

Pela primeira vez em sua vida tem raz�o!

Deixe-me!

Aeiou! Aeiou!

Deixe-me! Deixe-me!

Carol, controle-se!

Horr�vel Mefist�feles!

A, b, c, d, e, f! A, b, c, d, e, f!

Bruto! Animal! Dem�nio!

Encontra-se bem?

Ent�o n�o sei representar!

Voc� tamb�m pode aprender algo disto.

Voc� pode dizer a este pugilista que sou Carol Corliss?

Ela �.

Sei ela � Carol Corliss, voc� � Jay Holmes.

- Eu sou. - Os dois est�o loucos.

Casualmente, Holmes � meu amigo. Fomos juntos � universidade.

Eu nunca fui � universidade.

J� chega, leve-me para casa.

Sei que voc� � Jay Holmes e ela Carol Corliss.

Por que est� fingindo?

Sou m�dico. Psiquiatra.

- Sabe algo de psiquiatria? - S� que � muito cara.

Sim. Sabe que a Srta. Corliss est�?

Desequilibrada emocionalmente, sim.

- Como soube disso? - Sempre est�.

� um caso bastante grave.

H� uma raz�o para que n�o saiba que eu sei quem � ela.

O tratamento que estamos fazendo, eu e meu colega,

quer dizer, meu colega e eu,

consiste em fazer que esque�a dela,

at� o ponto que quando se lembre,

lembre-se de algu�m melhor, tendo esquecido como era antes.

Tem sentido, n�o acha?

Mas eu n�o a vejo t�o fora de ju�zo.

Bem, � poss�vel que n�o.

Mas por sua seguran�a eu direi que s� a men��o de Jay Holmes

a p�e t�o fora de si que poderia matar algu�m.

Se quiser ficar, pode fazer isso.

Mas n�o lhe parece estranho?

A verdade � que me amea�ou com uma arma.

Ah, sim?

Isso parece uma atua��o l�gica de uma mulher normal?

Pobrezinha.

Se quiser que se recupere, terei que continuar com o tratamento.

Claro. � terr�vel.

Parece-lhe que quer que eu v� embora sem fazer barulho.

N�o.

Deixe-me lhe perseguir.

Eu perseguirei e voc� escapar�.

Preparado?

- Fora daqui ou lhe mato! - N�o! N�o!

Vou lhe dar uma li��o que nunca esquecer�!

D� a cara!

Deixe-o!

Emory! Est� ouvindo?

Deixe-o em paz! Emory, pare!

Emory!

Emory! Emory!

- Pesa muito! - Venha, bata-me!

- Fa�o o melhor que posso! - Fique em cima de mim!

Parem, os dois!

Emory!

- Esse traidor sujo! - � um bandido!

Sinto muito!

N�o me importa se n�o � bonita contanto que cozinhe para mim.

NOS CINEMAS DE BLUE WATER "SEM ESCAPAT�RIA"

Olhe. Vai me dizer que n�o sou eu?

Eu n�o acho nem remotamente parecida com voc�.

Bem, � poss�vel que n�o.

Voc� diz que n�o sou eu. Ou seja, que acha eu n�o sou ela.

O que eu sei � que voc� diz que �.

Eu lhe demonstrarei. Leve-me ao cinema.

N�o, isso poderia lhe prejudicar.

Se n�o me levar depois do jantar, irei sozinha e n�o voltarei nunca mais.

Est� bem, eu lhe levarei.

- L�. - Gosto mais perto do corredor.

- Estar� melhor dentro. - Mas prefiro...

Sentem-se!

Tenho certeza de uma coisa,

Se me deixou levar

e nossos l�bios chegaram a se tocar,

eu amaria demais voc�.

� muito melhor compartilhar

uma aventura passageira.

Ent�o que, antes de que nas�a um beijo,

devo lhe dizer isto para avisar.

Meu cora��o n�o � um brinquedo.

Nosso caso n�o � uma coisa alegre.

Querido, n�o me fale de amor.

O romance pode nos trazer tristeza.

Sejamos amigos...

J� se convenceu?

N�o me fale de amor.

N�o posso amar voc� discretamente.

Para mim n�o valem meias medidas.

Devo amar voc� completamente.

Se isto se acabar,

que ser� de mim?

Seu sorriso pode comigo.

Cairia, mas uma covarde.

Querido,

n�o me fale de amor.

Senhoras e senhores, tenho uma surpresa para voc�s.

Uma extraordin�ria e colossal surpresa.

Uma pessoa bem conhecida em todo o mundo!

Nada menos que a noiva do universo.

A estrela mais brilhante do cinema!

A Srta. Carol Corliss!

Obrigada, muito obrigada!

E obrigada tamb�m a voc�. Por sua am�vel apresenta��o.

Isso me faz sentir muito importante, embora eu n�o seja.

Quero que saibam quanto feliz me sinto estar aqui em Blue Water.

E me encontrar com voc�s. Frente a frente.

� uma cidade encantadora e tem um lindo cinema.

Srta. Corliss, pode me dar um aut�grafo?

Um momento!

A Srta. Corliss dar� aut�grafos a todos!

Tenham calma!

Para a fila!

Fiquem na fila! Assinar� um aut�grafo!

- E da�? - Est� bem, voc� ganha.

Custou muito lhe convencer.

Desde o primeiro dia que chegamos aqui soube quem era.

Sabia? Por que esteve fingindo?

Temia que fosse embora.

- N�o queria que fosse embora? - A verdade � que n�o.

Eu teria que fazer todo o trabalho.

Aqui tem. O mesmo entusiasmo de sempre.

Agora j� est� curada.

� maravilhoso ser estrela de cinema!

- O grande mito americano. - Gosto de ser um mito.

Adeus a todos! Eu amo todos voc�s!

Carol!

Venha amanh� almo�ar!

Telefone ao est�dio e diga que mandem todos os fot�grafos que puder!

Eu j� fiz!

Foi uma ideia brilhante.

- Por que est� de mau humor? - De mau humor?

A Srta. Corliss fez sua apari��o em p�blico. Riu para o p�blico.

Cumprimentou o p�blico. Tudo o que faz � para o p�blico.

- Seus sentimentos s�o para o p�blico. - � parte de meu trabalho!

Mentira. Voc� � propriedade p�blica.

Bom, em certo modo eu sou. Mas qualquer homem superaria isso.

Quer dizer, um homem que estivesse interessado em mim.

� demais para um homem normal.

- Que diabo h� com voc�? - Vou lhe dizer o que h� comigo.

Amanh� � nosso �ltimo dia.

E tem que convidar esse canastr�o para almo�ar conosco!

Seja razo�vel.

Quero dar a impress�o de que estivemos os tr�s juntos.

Est� bem, cozinhe para ele, eu n�o penso em comer.

Fa�a o que quiser.

Chegou o momento de se despedir.

- � que n�o vou lhe ver amanh�? - N�o.

Irei pescar antes de que se levante e depois irei direto � cidade.

Ent�o temos que dizer adeus.

- N�o se envergonha um pouco? - De qu�?

De como me tratou.

De como tratei a importante atriz de cinema Carol Corliss.

N�o ronque como um porco!

Abusou de sua for�a para intimidar uma garota fraca.

Hoje n�o parecia fraca.

Todo mundo lhe aclamando, inclusive alguns lhe beijando.

- � amigo meu! - Todos seus amigos lhe beijam assim?

N�o, mas ele me ama.

E todos que lhe amam podem lhe beijar!

- Emory, creio que est� com ci�mes! - N�o seja boba!

S� gostaria que se controlasse em p�blico.

- N�o � coisa sua! - Eu n�o disse que era.

- Boa noite. - Emory.

- Por que sempre acabamos brigando? - N�o estou brigando.

- Que vai fazer agora? - N�o se preocupe comigo.

Parece estar feliz por se livrar de mim.

Que vou fazer? Come�ar a chorar?

Fa�a o que quiser. Eu n�o vou chorar!

- Disse alguma coisa? - N�o!

Ei.

- Posso pegar isto? - Sim.

N�o importa, n�o pegarei.

Est� chorando?

Deixe-me ver. Caiu algo nos olhos?

- N�o. - Ent�o est� chorando.

- Por que chora? - Por nada.

Onde est� seu homem?

Foi pescar e depois vai embora.

- Para sempre? - Para sempre.

�timo, isso ser� um al�vio para o velho Twing.

- Estava preocupado. - N�o tem por que estar.

- Est� chorando porque vai embora? - Sim.

Por que vai?

Acho que quando descobriu que eu era uma atriz importante,

pensou que n�o poderia fazer frente a situa��o.

Voc� n�o me parece t�o importante.

Mas ele n�o v� o mesmo. Tem orgulho demais.

- E por que n�o lhe tira um pouco? - Eu gostaria.

Por que n�o diz isso ao velho Twing?

Muitas vezes, quando as pessoas n�o querem se casar, ele as obriga.

Venha comigo!

- Sr. Twing! - Mas o que aconteceu?

- Ele foi embora, abandonou-me! - Quem foi embora?

- Seu homem. - Abandonou-me!

Depois de entregar a ele os melhores anos da minha vida!

- Agora n�o tem nenhum homem, vov�! - E meus pobres filhos sem sobrenome!

Vamos, continue. Diga a ele quantos tem!

Agora volte para sua casa.

Vou buscar o Juiz de Paz e estaremos l� em pouco tempo.

Sr. Twing, posso lhe pedir um favor?

Enquanto n�o interferir com meu dever, ficarei feliz.

Veja, em primeiro lugar eu protestarei por tudo isto

e fingirei que n�o quero me casar, mas voc� n�o vai me ouvir.

Para p�-lo em seu lugar.

Eu direi: "Considerando o casamento sob todos os pontos de vista,

tem que se casar com ela". Que acha?

Perfeito.

- Eu o trarei de volta. - Obrigada, muito obrigada.

Isto sim que vai ser divertido!

Meu chap�u!

Ei, espere um pouco!

Saiam da�, alde�es!

Rapazes, acho que � nosso homem!

- Vamos, saia do carro! - Vamos, saia!

Vamos, saia!

- M�os ao alto! - � um assalto?

- N�o, senhor, viemos em paz, - J� vejo.

Vov�, vov�! Voc� se enganou de homem!

N�o, claro que n�o! Eu os vi juntos.

Amarre-o. rapazes! Vamos!

Vamos.

Antes de que amarrem as m�os, ser� melhor que assine.

N�o assino nada!

- Acho que far�. - Acho que farei.

Traga-o aqui!

- Sim? - J� o pegamos!

Que r�pido, Sr. Twing.

Deixe que lhe apresente meu amigo Calverton Lunk, o Juiz de Paz.

- Tenho algo que deve assinar. - Ah, sim?

Ser� melhor comemorar a cerim�nia na varanda.

�timo!

Meu Deus, � voc�!

Sim, n�o se lembra? Convidou-me para almo�ar!

Sim, senhora, � ele. E ele se sente muito honrado.

Mas � que n�o � ele!

Que significa tudo isto?

Voc� vai colocar o anel no dedo desta jovem sem questionar.

Ser� um prazer. Carol, que magn�fica publicidade!

Sr. Twing, deve haver algum engano!

Eu n�o quero me casar com este homem!

Ordem, por favor. Comecemos a cerim�nia.

- Lei � lei, senhorita. - Vejamos em que p�gina est�.

- 94. - 94. Obrigado.

Vov�, vov�! � este!

- Sim, Sr. Twing! - Que acontece aqui?

Mas voc� me disse que era ele!

- Ela me disse que se tratava desse. - Mudou de ideia, Twing?

Que algu�m me explique o que acontece!

Quando o nome limpo desta cidade...

Isto n�o tem nada a ver com o orgulho c�vico, idiota.

- Pensa honrar esta mulher? - Casar-me?

� o maior disparate que ouvi na minha vida!

Penso chamar a pol�cia!

Rapazes, ele fala demais!

Estudamos isto desde todos os pontos de vista

e tem que se casar com ela.

- Voc� preparou isso? - Sim.

Eu pensei que voc�... pensava que...

N�o tem direito de pensar pelos outros.

Que lhe fez pensar que queria me casar?

Acha que eu gostaria de ser o Sr. Corliss o resto da minha vida?

Sinto muito. Eu me enganei.

N�o me casaria com ele mesmo que n�o houvesse mais homens!

A senhorita n�o quer se casar, Calverton.

- Mudou de ideia outra vez. - As mulheres sempre fazem isso.

Mas a moralidade deste povoado deve ser preservada.

E eu sou o respons�vel que assim seja.

Se n�o se casar com esta mulher, ir� para a cadeia.

E � poss�vel que voc� tamb�m.

Eu? Para a cadeia?

- E os jornais? - Horr�vel, verdade?

Que podemos fazer?

Muito simples, casarmos e divorciarmos.

-� uma declara��o? - Bom, � uma proposta.

Isso pode valer a pena.

Adiante, Sr. Lunk, h� acordo.

Obrigado.

Aceita? Perdoe-me.

Aceita este homem?

Por onde se vai � propriedade do Juiz Parks?

Vire sempre � esquerda.

Tome os desvios adequados � esquerda, n�o tem erro.

Est� bem!

Eu lhes declaro marido e mulher.

Bem, legalmente, � a Sra. Muir.

Como se sente sendo o Sr. Corliss?

J� n�o temos nada que fazer aqui. Vamos embora!

Bom, espero que sejam felizes o resto de suas vidas.

- Que situa��o! - Eu tamb�m n�o gosto.

Se tivessem sido razo�veis, n�o teria acontecido.

N�o seja est�pido!

S�o as pessoas do est�dio. Temos que guardar sil�ncio.

N�o se preocupe comigo. Vou deix�-la na menor oportunidade.

N�o porei obst�culos no seu caminho.

Carol, como vai? Por que n�o me disse?

Jay, Carol, fiquem juntos.

- Est�o preparados? Adiante! - N�o se mexa, Srta. Corliss.

Quietos!

Vamos, Carol, fique bem.

Basta.

COMENTA-SE QUE CAROL CORLISS SE CASOU

CAROL CORLISS EST� CASADA?

HOLMES NEGA TER SE CASADO COM CORLISS

PLATAFORMA 9, N�O ENTRAR COM A LUZ VERMELHA ACESA

RODANDO

N�O ENTRAR QUANDO A LUZ ESTIVER ACESA

Procure que saia bem, Carol.

C�mera.

N�o me chame desalmada,

praticamente n�o tenho mal�cia.

Mas n�o deixarei que o amor me prenda.

Uma rela��o seria minha perdi��o.

Conhe�a-me e esque�a-me.

Encontrarei um est�vel,

mas enquanto n�o estiver pronta, deixe o desfile passar.

Olhos que n�o veem, cora��o que n�o sente.

Minhas emo��es n�o foram presas.

N�o conheci ningu�m que n�o pudesse esquecer.

Acho que sou das que amam e deixam.

Olhos que n�o veem,

cora��o que n�o sente.

N�o sinto dor em meu cora��o

quando uma hist�ria de amor se acaba.

Poderia ficar muito triste, mas tenho uma mem�ria ruim.

De fato, em 20 minutos eu desisto.

Olhos que n�o veem,

cora��o que n�o sente.

Algum dia sei que sofrerei por isto.

Algum dia terei que ficar triste.

Um dia me renderei ante um beijo sensacional.

Mas at� ent�o...

Olhos que n�o veem, cora��o que n�o sente.

Para mim � a maneira mais segura de viver.

Embora eu esteja disposta a flertar, n�o quero me machucar.

Por enquanto sou das que amam e deixam.

Olhos que n�o veem,

cora��o que n�o sente.

- Cortem! Valeu a pena? - Sim.

- E para voc�? - Tamb�m.

Por mim, �timo!

Um descanso.

Agora uns primeiros planos da Srta. Corliss.

Desligue!

- Como fui? - Fant�stica.

- Faremos uns primeiros planos. - Primeiros planos?

- Devo estar horr�vel! - Est� muito bem.

- Algu�m quer lhe ver. - A mim?

Carol.

Oh, Sr. Muir. Emory.

Ol�, Vim o antes poss�vel.

Mas tinha que terminar um trabalho.

N�o tem que se desculpar por ter vindo me ver.

Desculpar-me? Voc� n�o acha que eu queria vir?

E por que acha que eu queria que viesse?

- Eu n�o enviei isto! - N�o?

N�o.

Ent�o, adeus.

Ei, Sr. Muir!

Srta. Corliss.

Juiz Parks! Por que n�o me disse que viria?

- Dizer a voc�? - Sim.

Mas se voc� me convidou que viesse!

Eu? N�o fui eu.

Fui eu. � culpa minha. Eu enviei esses telegramas.

Bom, gostaria de saber a que vem isto!

Por que n�o vamos todos ao meu camarim e conversamos l�?

Eu decidi resolver essa bagun�a.

Creio que pode se solucionar sem criar problemas para ningu�m.

- Por que se mete? - Um div�rcio discreto ser� o melhor.

Est� bem, mas n�o permitirei que se divorcie de mim.

Pois eu n�o permitirei que se divorcie de mim.

A publicidade, os boatos e outras coisas seriam prejudiciais para minha carreira.

Se me escutarem um momento, poder�amos consertar tudo.

Olhe isto, Sr. Juiz.

- Tudo pronto, Srta. Corliss. - Vou j�.

Pode ser uma boa solu��o.

S� tem que nomear uma esp�cie de representante.

Que �?

A licen�a de casamento, n�o est� casada com Emory.

- N�o? - N�o?

Diz que est� casada com Jay Holmes.

Com Jay? Mas eu me casei com Emory!

Sim, voc� viu isso.

Voc�... era meu representante ou algo assim.

Eu n�o era nada seu e voc� n�o tem nada a ver com isso!

- Estamos falando de divorciarmos. - A lei diz que n�o est�o casados!

- Diz isso? - Sim.

- Sim o qu�? - Sim, que n�o.

Voc� est� louco!

Primeiro, casam contra sua vontade.

Depois, querem se divorciar, mas n�o concedem o div�rcio um ao outro.

Digo que n�o est�o casados

e ficam com raiva porque n�o podem se divorciar!

Tudo isto � rid�culo!

Por uma vez, tem raz�o.

Ent�o fa�a algo.

- Eu? - Sim.

Se tivesse bom senso, n�o deixaria que eles nos chamassem de rid�culos.

- Que quer? - Foi ideia minha o casamento

Carol, importa-se estar casada comigo?

- Que voc� pensa? - Que n�o.

- Pois n�o! - E n�o � de sua conta.

Agora lhe escuto.

- Querida! - Querido!

- Mas n�o est�o casados. - N�o me diga!

- Quer continuar casada comigo? - Sim.

Mesmo que tenhamos que passar por tudo outra vez?

- Adoraria. - Carol, pode vir?

- J� vou. S� um minuto. - Jay, prepare-se.

Est� bem, mas n�o s�o casados!

N�o sabe que custa milhares de d�lares cada minuto que est� aqui?

Espere, quero lhe apresentar meu marido.

Muito bem, prazer em conhecer, Sr. Corliss.

Ei, espere.

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