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DESESPERADA POR SEXO
Argumento
Realização
Eu ignorava tudo acerca do sexo até me casar, Doutor.
Fui educada por Irmãa, numa escola religiosa
onde não se falava de coisas dessas.
Até que conheci o meu marido, Victor, e foi um amor súbito.
Decidimos casar-nos rapidamente,
mas eu tinha um receio secreto da noite de núpcias.
Desejava ardentemente chegar virgem ao casamento,
e poder oferecer o meu hímen ao homen da minha vida.
Mas por outro lado, receava esse momento.
Pode definir as causas dessa angústia?
As causa? Não sei.
Posso é contar-lhe como as coisas se passaram.
Para já, gostaria de lhe dizer
que amo profundamente o meu marido.
Quando o conheci,
vi logo que ele era o meu príncipe encantado.
E quando ele me pediu em casamento,
foi um verdadeiro conto de fadas para mim.
Tínhamos decidido passar a lua-de-mel em Veneza,
a cidade mais romântica do mundo.
Até que enfim! -Já estavas farta de mim.
Pronto, aqui estou eu.
Estás bem, querdia?
Deixa-me penetrar-te.
Não, tenho medo!
Acalma-te, querida. Vai correr tudo bem.
Tenho medo.
Não, não quero!
Faz-me doer! Isso faz-me doer!
Mais rápido, sacana! Mais força!
Mais força, seu porco!
E julgava eu que tu eras virgem, minha querida!
Anda, caraças!
É a nossa noite de núpcias. Mais força!
Anda, querido! Monta-me!
É bom! Anda!
Com mais força! Vai ao fundo!
Isso, fode-me bem!
Andava louca por isto! E tão bom!
Doutor, chegou a sua paciente.
Mande-a entrar.
Bom dia, Doutor.
E desde a famosa noite de que já lhe falei,
a minha vida mudou por completo.
Sou vítima de uma obsessão sexual permanente
e de uma ninfomania doentia.
Como já lhe disse, estou casada há uns meses com o Victor,
um arquitecto de nomeada.
Chegeui virgem ao casamento, ou assim o julgava.
Desde a noite de núpcias em que o Victor me desflorou,
apoderou-se de mim uma espécie de frenesim sexual,
como se fosse possuída por uma força indomável,
ou uma presa de sensações tão repentinas como inesperadas.
Ainda anteontem à noite, por exemplo,
o meu marido convidou lá para casa,
importantes clientes estrangeiros.
Sondaram-no para a construção
de um centro comercial em Tóquio.
O jantar correu muito bem,
e eu cumpri o meu papel de anfitriã, na perfeição.
Que é que eu tenho? Sinto-me esquisita.
A refeição terminara, eu já tinha servido as bebidas,
e os fulanos discutiam na outra ponta da sala.
Comecei a sentir uma sensação estranha.
Venhma, quero mostrar-vos os novos desenhos do Centro.
Felizmente que o Victor é um marido esperto e compreensivo.
Foi ele que me marcou a consulta consigo,
supondo que me possa ajudar.
Farei tudo o que me for possível, "madame".
E além desse caso específico,
tem outras manifestaçãoes de comportamento bizarro?
Sim, se achar bizarro eu ter violado uma jovem num ginásio.
Pode explicar-se melhor?
eu vou 2 ou 3 vezes por semana, particar um pouco de desporto,
num clube muito privado de que o meu marido me fez sócia.
Bom dia. -Bom dia.
Vens muito aqui? Nunca te vi cá e sou cliente habitual.
É a primeira vez. Isot está deserto.
Gosto mais assim, e tu?
Sim, estamos mais tranquilas.
Esse movimento é muito "sexy".
Eu sei.
Faz umas pernas bonitas como as minhas.
Não queres ir relaxar para a piscina?
Sim, porque não?
Foi como se uma voz,
não, uma vontade estranha se apoderasse de mim.
A vos dizia-me para aproveitar a ocasião,
que era isso que a garota queria.
Nunca imaginei sentir-me atraída por uma mulher,
e menos ainda, passar à acção.
É bom...
Quando acabámos, senti-me morta de vergonha.
Não sabia que dizer.
Era a primeira vez que tal coisa me acontecia.
Ela não pertubada,
mas mesmo assim disse-lhe que não sabia o que me dera.
Creio que a hora chegou ao fim.
Tenho a impressão de me sentir já melhor.
Bom, por hoje é tudo.
Marque a próxima consulta com a minha secretária.
Tentaremos outra coisa que talvez a alivie.
Obrigaga. Adeus, Doutor.
Esteja descansado, terá tudo na quinta-feira.
Desculpa, é uma chamada importante de Tóquio.
Falamos daqui a 5 minutos.
Está certo.
Compreendo muito bem a vossa posição. Com certeza.
Não há problema, terá os documentos a tempo e horas.
Com certeza, eu espero.
. Pára com isso! É muito importante! Pára!
Sim, sim, desculpe.
Pára, já te disse!
Sim, estou a ouvi-lo.
Garanto-lhe que terá tudo na quinta de manhã.
Pára! Pára!
Pára! Pára! Pára com isso!
O que é que disse?
Não, não, terá tudo duma só vez.
Pára! Não é boa altura.
Estou a ouvi-lo.
Com certeza.
Pára!
Sim... não... Estou a ouvi-lo bem.
Sim, com certeza. Garanto-lhe que os terá.
Com certeza.
Não sei que me deu, mas foi mais forte que eu. Desculpa.
Não tem problema. Adeus!
Menina! Espere por mim!
Estou certo de que viemos aqui pelo mesmo motivo.
Ter um encontro agradável.
Já que estamos aqui sozinhos,
que tal passarmos um bom momento?
Não sei... -Verá que vai ser bom.
Não! -Claro que sim!
Não deseja uma pequena aventura?
Desejo, mas é a primeira vez. -Há sempre uma primeira vez.
Aqui está sossegado.
Você é deslumbrante. -Obrigada.
Sim, gosto disso...
Tenho de me despachar, senão chego tarde à consulta.
Penso que a hipnose a poderá ajudar, minha senhora.
Na próxima sessão faremos a regressão sob hipnose.
Explorando o seu subconsciente, vamos voltar ao seu passado,
e descobrir as causas para esse comportamento sexual excessivo.
Descontraia-se... esteja à vontade.
Vamos voltar ao seu passado.
Só vai ouvir a minha voz.
Vai fixar a luz e fechar os olhos.
Assim mesmo.
Está num estado agradável.
Só ouve a minha voz, e vamos juntos voltar ao seu passado.
Tem 17 anos,
e o seu corpo de mulher está praticamente formado.
Vai descobri-lo pela primeira vez.
Estou a tomar um duche,
e acaricio os meus seios,
que se tornam duros.
O meu sexo está húmido... Não está certo.
Não devia fazer isto.
Sim... é tão bom.
Sinto o prazer a crescer.
Vamos recuar mais no tempo. Agora é mais jovem. Conte là.
O papá ralhou comigo. Fiz um disparate.
Estava irritada e parti a minha boneca.
A mamã consola-me, faz-me uma carícia. Sinto-me bem.
Vamos recuar ainda mais has suas recordações.
Onde está e em que época? Conte-me lá.
Estou a chorar, há uma luz, e sinto que vou sufocar.
Agora sinto-me bem, flutuo, a luz já não me agride...
Sinto-me segurança.
Agora é horrível, está escuro e este silêncio...
Precipito-me num turbilhão. -Que quer dizer? Onde está?
Na Marinha... dos Estados Unidos da América.
Laure, está-me a ouvir?
Onde está agora?
Que merda! Há seis semanas que não dou uma trancada.
Os meus tomates parecem uns melões!
quem é você? Onde está?
Em que cidade e em que época? Conte-me lá!
Sou o sargento... O sargento Kendricks.
Sou um marinheiro a bordo do Lousiana, um porta-aviões,
da Marinha dos Estados Unidos da América!
E onde é que está?
Num bar, para ver se arranjo uma rata.
Eu queria era saber em que cidade e em que época.
Em Londres, em 1943.
E que é faz nesse bar?
Procuro uma parceira
e acho que agrado bastante a esta linda assistente militar.
Que quer dizer?
Que eu esta tipa de farda vamos ver se damos uma foda.
Mas não vai ser fácil arranjar hotel durante um alerta.
Anda, querida, não te faças rogada.
Não sei se será prudente. Temo de ir para o abrigo.
Não tenhas medo. Tenho uma estrela que me protege.
Pará! Temos de ir para o abrigo.
Vá lá, entra. Estamos melhor aí.
Ainda bem que descobrimos este taxí,
senão passávamos a noite no Metro.
Aqui não, é muito perigoso!
Deixa-te disso. Chupa-me!
Espera, beleza. Já trato de ti!
Eu talvez tivesse um boa estrela,
mas a do mastreador devia estar de férias.
Ficámos os três feitos em "confetti".
Pobre Lisa. Mas ainda me diverti antes do grande salto.
Laure, é o Dr. Koontz. Acorde.
Está-me a ouvir, Laure?
Vou contar até três.
Aos três, acorda,
e não se recordará dos factos que viveu agora.
Terá uma sensação de repouso e de bem-estar.
Um.
Dois.
Três.
Sente-se bem?
Sim, menos mal.
E então?
Progredimos, mas teremos de fazer outras sessões.
A minha secretária marca-lhe nova consulta.
Muito bem.
Adeus, Doutor.
Menina? Ainda falta muito?
Não sei, minha senhora,
mas acho que não demora muito.
Oxalá que não.
Tentei uma regressão, hipnótica com a paciente,
e o resultado foi espectacular.
É óbvio que a jovem tem traços de vidas anteriores.
Essas vidas influenciam o seu comportamento actual,
e eu pretendo explorar ainda mais este caso,
antes de me pronunciar.
Acho que através do transe hipnótico em que a mergulho,
poderemos distinguir mais precisamente,
as origens e causas da sua ninfomania.
Diga, Doutor.
Pode chegar aqui, por favor?
Vou já, Doutor.
Ainda tenho muitas consultas?
Tem sim.
Ainda há três pessoas.
Mas se quiser, eu cancelo tudo.
Não vale a pena.
Arranje o divã, por favor.
Baixa-te!
Eu abro.
Assim mesmo!
Que bom...
Dobra-te assim.
Não te mexas.
Gostaste da história dos bombardeamentos, sua cabra?
Isto é incrível.
Que mundo este!
O Doutor atende-o dentro de momentos.
Agora só vai ouvir a minha voz.
Vamos voltar ao seu passado, como fizemos ontem.
Muito antes do seu nascimento.
Está pronta?
Sim, Doutor.
Quem é a senhora?
Chamo-me Alma.
Ele chama-se Léon e acho que o amo.
Há muito tempo que não estamos juntos.
Eu sou lavadeira em Belleville,
e ele é marceneiro,
e trabalha no "faubourg" Saint-Antoine.
Encontrámo-nos numa "guinguette" à beira da marga, na Primavera.
Hoje, o Léon veio-me buscar para irmos almoçar ao campo.
Não nos faz mal nenhum apanhar um pouco de bom tempo.
Ali é ideal. Não podemos ficar melhor.
Gostas do sítio? -E ideal.
Eu tiro toalha.
Trata tu disso. -Com certeza.
Farta de lavar toalhas estou eu.
Não consigo.
Ao mosso amor!
É bem bom. -Agradece então.
Está na altura do descanso.
Posso mexer?
Isso, entrega-te toda. Que bom!
Estava tão apaixonada pelo Léon
que estava pronta a ceder a todos os seus capríchos,
mesmos os mais libertinos.
Eu venho-me!
Eu venho-me! -Espera um bocado!
Patife!
Espera por mim!
Espera por mim!
Nunca tive tanta vergonha na minha vida.
Mas o Léon começou-se a rir e o riso dele era contagioso.
Agora descontraia-se.
Está na hora de evocar outra das suas personalidades.
Viaja no tempo e no espaço.
Diga-me onde está e quem é.
Chamo-me Daisy e sou a mulher do "Mayor" de Chicago.
Estamos em 1927.
Sendo a mulher do primeiro magistrado,
sujeitava-me, como todos, à "Lei Seca".
Adorava frequentar os bares clandestinos,
e tomar uma bebida alcoólica de contrabando,
às escondidas do meu marido.
Mas o meu vício era o jogo. O póquer, em especial.
Foi assim que uma noite,
fiquei com uma dívida de milhares de dólares,
que não podia pagar na altura.
Quando pedi para falar com o dono
para obter um adiamento,
tlevaram-me de carro a um armazém sórdido,
ao pé docas.
O dono era o Al Capone.
O tipo era pavoroso e parecia feliz com aquela situação.
Percebi logo as intenções dele.
Concordou em esquecer a dívida
desde que eu pagasse com o meu corpo.
Gino!
Boa noite, bela. -Senhor...
Que beleza!
Com que então, fez um disparate?
Precisa de mim?
Se quiser a minha ajuda, tem de foder comigo.
Consigo? Nem pensar nisso!
Quando o tipo me propôs dormir com ele,
para cancelar a dívida, eu disse que não.
Ele era feio e asqueroso,
e eu não tive pejo nenhum de lho dizer.
Ele bem podia sonhar.
A minha recusa e atídude, deixaram-no contrariado.
Disse-me que já que eu era a mulher do "Mayor",
ele me possuiíria, e mais aínda,
eu haveria de rolar a seus pés e implorar-lhe que me fodesse.
Lembro-me de ter dito àquele bruto,
que preferia morrer a entregar-me a ele.
Aceita fazer amor! -Não!
Estranhamente, Capone mudou de atitude de repente.
Sorriu e não insistiu mais.
Pediu até desculpa pela sua indelicadeza.
Disse-me que aceitaria um papel assinado por mim,
e que eu teria o tempo que quisesse para pagar a dívida.
Para fazer as pazes, propôs-me um bebida de despedida,
dentro da maior honestidade, claro, disse ele.
Preferes morrer do que fazer amor comigo?
Preferia, sim!
Uma verdadeira dama!
Não me olhes assim, não te faço mal.
Tem calma, já compreendi. -A sério?
Claro. Vamos beber champanhe, vais-te sentir muito melhor.
Gino!
Bebe tudo, é do bom.
Para que é o sorriso?
Bebeste o champanhe todo?
E isso diverte-o?
Ele disse-me então, que uma vez que estava disposta a morrer
para salvar a minha virtude,
ele tinha posto na minha taça um veneno raro e poderoso.
Eu morreria dentro de um hora,
se não tomasse o único antídoto que me salvaria: esperma humano.
Vamos fazer amor e vais beber o meu esperma,
para ficares viva, boneca.
Olha o relógio. Tens menos de uma hora para me fazeres vir.
Vá lá, tira a roupa...
...boneca!
Com que então, não gostas de "gangsters"?
Boneca!
Mereces à eu esquece e divide, boneca.
Que vergonha, meu Deus!
Nunca me julguei capaz de fazer um coisa tão abominável.
Veja onde me levou a minha paixão pelo jogo.
Posso arruinar a carreira do meu marido,
se isto se vier a saber.
Sinto-me tão angustiada.
Flutua novamente, e vem na minha direcção.
Vou contar até três,
e aos três, acorda.
Um.
Dois.
Três. Acorde!
Dormi tão bem.
Descobriu alguma coisa?
Alguns elementos de reacção,
mas acho que precisa de mais uma sessão.
Até amanhã, então? -Até, amanhã.
Combine a hora com a minha secretária.
Diga, Doutor.
Pode chegar aqui?
Vou já, Doutor.
Desta vez já percebi!
Espera por mim, querido.
Que foi?
Não saias sem me dizer.
Mas eu ainda não saí.
E como é que vai isso com o Dr. Koontz?
Com o Dr. Koontz? Vai muito bem. Vou lá agora.
Está a correr bem, então? -Muito bem.
Aproveito para ir à garagem. O carro tem um problema.
Passa um bom dia.
Até logo.
Sr. Androux! Está aqui alguém?
Bom dia. Estava com medo de que não estivesse cá.
Queria que me visse o carro. Faz um barulho estranho.
Com certeza. Vejo já isso.
Fico-lhe muito grata. E vou retribuir-lhe.
Porque não trata primeiro de mim?
Porque não?
É bom... continue.
É tão bom.
Adoro isso!
Diga-me o que vê agora e como se chama.
E em que sítio se encontra?
Chamo-me Sidonie,
e vivo em Limoges, há uns anos.
Estamos em Maio de 1896.
Sou jovem, acham-me bonita e sou casada.
O meu marido, que é muito pudico, ignora-me.
Só faz amor uma vez por mês.
E devo confessar que nunca senti prazer nos seus braços.
Aborreço-me nesta cidade triste de guarnição.
O meu marido não me satisfaz,
e já me contento com prazeres solitários.
Decidir ceder aos avanços de um belo e fogoso dragão,
que assim o espero, me faça descobrir os prazeres do sexo.
Querida...
Cuidado!
Pode vir alguém.
És muito bela, querida.
Assim mesmo.
E eu que a considerava frígida.
Passe a acção, soldado!
Ele julgara que eu era uma mulher frígida,
sem nenhum apetite carnal.
A minha mãe realmente, dizia-me que se devia apagar a candeia
para cumprir o dever conjugal.
Continue.
Mais depressa, senhor!
Não a queria? Então, possua-a!
Vá lá á," , "madame"!
Está à espera de quê? Continue, meu amigo!
Um pouco de ardor, jovem! Francamente! Assim está bem!
Chupe com mais ardor, "madame"!
Vamos lá!
Vá lá á," , "madame"!
Mais um pouco, "madame"! Assim mesmo.
Deixe o cu para ele!
Um pouco de ardor, jovem.
Acho que tem talento, "madame".
Penetra-a agora.
Abra bem as nádegas.
Mexa-me um bocado.
Vá lá, soldado!
Foi verdadeiramente extraordinário.
Nunca inmaginei antes dessa experiência,
que as coisas do sexo pudessem ser...
...tão apaixonantes com um marido.
Se for possível, terei de renovar essa experiência.
Agora diga-me um coisa...
Qual é a sua encarnação mais recente?
Antes de ser a Laure, evidentemente.
O meu nome é Mandrike, o mágico.
Sou o maior mágico do após-guerra.
Faço digressões pelo mundo inteiro.
Neste momento, triunfo em Paris.
Achas que o público me perdoava
se eu falhasse um truque tão fácil?
Eu nunca mais poderia confiar em ti.
Mas eu garanto que... -Fecha-a! Basta!
Foi um truque miserável!
Não quero que isto se repita. Percebes?
Compreendeste?
Deves verificar sempre no último momento. Percebes?
Vá, entra lá depressa!
Um, dois, três!
Entre!
Que aparição! É pura magia!
É deliciosa. Entre, por favor. Dá-me um grande prazer.
Chamo-me Brigitte.
Aquela garota encantadora e fresca, apresentou-se.
Disse chamar-se Brigitte,
e fora enviada por "A Semana de Suzette".
Esse periódico desejava entrevistar-me.
...Sse os quiser ver... -Sim, mostre-mos.
Muito bem. Eu vou para ali.
Vou fazer-lhe o primeiro.
A jovem Brigitte era delicada como um coração.
Pôs-me logo sangue a ferver.
Eu tinha de a possuir nesse mesmo instante!
Está a ver isto?
É muito fácil.
Quer ver outro?
Já está!
Já está!
É tão giro. Posso ficar com ele?
Com certeza.
Mostre-me outros truques. -Com muito prazer.
Já está!
Que giro!
É divertido, não é?
Martine, a minha assistente,
conhecia o meu gosto pela carne fresca,
e como queria que eu lhe perdoasse,
fez tudo para me ajudar a seduzir a jovem jornalista.
Vá lá, acabou-se. Triveste um pesadelo.
É horrível, Victor. Já não sei quem sou.
Não tenhas medo. Falei esta manhã com o Dr. Koontz.
Ele disse-me que a terapia está praticamente no fim.
Só tens mais duas ou três sessões e depois acaba.
Vais ficar melhor. -Oxalá que sim.
Está bem, querida?
Vê se dormes.
Acabou-se. Não ligues. Dorme.
Que foi? Acalma-te.
Laure, está a ouvir?
Dá-me a tua gaita, quero chupá-la agora!
Preciso de dormir!
Chupa-me a cona, sacana! -Preciso de dormir!
Vamos proceder a última fase do tratamento.
Está em estado de hipnose profunda.
Vous fazê-la reviver
a sua melhor recordação carnal com o seu marido.
Você é a Laure,
e o seu marido chama-se Victor.
Estão em vossa casa e você deseja-o intensamente.
Victor, meu amor...
Olha...
Comprei-a especialmente para ti.
Gostas de me ver assim?
Oh, Doutor...
Não lhe disse para entrar!
Saia daqui! Se não sair... Vou contar até três!
Saia daqui, caramba!
Você estava desejosa!
Dois.
Três.
Já acordou!
Seu grande sacana! Como se atreveu?
É por causa da minha mulher. Queria saber em que pé está.
Já acabou o tratemento?
Isso é maravilhoso. Fico muito contente.
Óptimo. Mande-me a factura dos honorários,
que eu mando o cheque pelo correio.
Agradeço-lhe muito o trabalho que fez.
Olá, querida. Sou eu, sim.
Acabei de falar com o Doutor ao telefone.
Ele garantiu-me que tu estás totalmente curada.
Não te esqueças de que os japoneses
vêm jantar a nossa casa, esta noite.
Estou certo de que não voltarás a ter o mesmo problema.
Um beijinho muito grande e até logo.
Acho que já discutimos tudo.
Os negócios são uma coisa muito chata.
Ela tem razão. Não vamos falar disso.
Estou inteiramente de acordo.
Espero que tenham tido tempo de visitar a nossa capital.
Um bocado. Consegui ver aquilo que me aconselhou.
Fico muito feliz. Espero que tenha gostado.
Ainda tenho mais um dia.
Aonde pensa ir? -A um museu.
O seu problema vai ser a escolha.
Tenham uma boa noite. Adeus, cavalheiros.
Adeus, querida. Até já.
Tem uma esposa encantadora. E jovem e bonita.
E se brindásemos ao nosso acordo?
À nossa futura cooperação.
E aos senhores. -E a si, também.
Que bela noite, não foi?
Ainda têm espaço para a sobremesa?
Espero que estejam em forma,
porque tenho um desejo tremendo de os foder!
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