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Olá!
Socorro!
Tem alguém aí?
Porra! Ok. Tudo certo.
Isso, isso.
Tá, quem é você?
O que estou fazendo aqui?
E por que me bateu na cabeça?
Precisava disso?
Quem é você?
O que está fazendo?
Você é francês?
Alguém vem falar com você.
Quem vem falar comigo?
Porra. Ok. É.
Quem vem falar comigo?
Pegou meu telefone?
Você... Espera aí!
Será que... Cacete.
Merde!
Merda.
BASEADO NO LIVRO SPOOK STREET DE MICK HERRON
David, outra xícara de chá.
Espero que este esteja forte.
Charles gostava de chá tão fraco que eu dizia:
"Quer chá com seu leite?"
Lembra-se do Charles?
David?
Eu o matei.
- O River. - Não.
Não, era alguém parecido com ele. Lembra?
Alguém parecido com ele?
Deus do céu, o que foi que eu fiz?
David, foi em legítima defesa.
Não, eu fiz pelo River.
Para protegê-lo. Para proteger o River.
Onde ele está?
Onde está meu garoto?
Por que ele me deixou aqui?
David?
Quem é você?
Sou Catherine Standish.
Eu trabalhava com o River.
E, antes disso, trabalhei com Charles Partner.
Não, eu não me lembro de você.
Conheceu o Charles?
- Sim, fui assistente dele. - Eu...
E depois assistente do Jackson.
A bomba.
Toda aquela gente.
- Coitados. - Não, David. A bomba não foi você.
David.
- Preciso falar com o diretor. - Não pode ir lá.
- River não quer. - Não.
- Tire as mãos. - Não.
- Não me toque! - Perdão.
Preciso falar com o diretor.
Contar o que aconteceu.
- O que acontecerá. - O quê?
O que aconteceu?
A bomba.
River.
Eu preciso...
Por que estou falando com você?
Eu me lembro de você. Não passa de uma secretária.
- Chame o diretor. - David. Escute.
Escute, o diretor é muito ocupado. Sim?
- Sabe como é? - Não.
Falarão comigo. Eu fui o chefe lá.
Eu sei que foi.
Mas, a esta hora, ele estará lendo cabogramas de Berlim, não?
Berlim? Ah, sim. Sim, é claro. Isso...
- E ele... - A agenda.
Verdade. Ele precisa fazer direito.
Agentes à espera de instruções. Não podemos interromper.
Não, é muito perigoso.
Então, se me permitir, vou ligar para a Central agora
e marcar o primeiro horário disponível depois disso.
Pode fazer isso?
Sou secretária. É a minha função.
Venha, sente-se.
Ok.
- Sim. - O seu chá.
Obrigado.
Eu volto já.
- É muita gentileza. - De nada.
Preciso falar com o diretor.
Sim.
A culpa é minha.
A culpa é toda minha.
Quem está lá em cima?
Os pesos mortos de sempre.
A merda sobe aqui, já o ouro fica embaixo.
Sua sala é a mais alta, eu retiro o que disse.
Escute, palerma, na última hora,
alguém subiu a escada com um sapato que você não pode comprar.
Quem?
A culpa não é minha.
Eu não a conhecia.
E, se a conhecesse, não poderia impedi-la.
Você estava aqui quando ela chegou?
Não, isso não é minha culpa.
O River foi para Lavande?
Vá na Catherine tirar o David Cartwright de lá.
David está com a Catherine?
E o River?
Isto não estava marcado.
Sorte eu ter horário livre.
Já ofereceram chá ou café?
- Não. - Melhor assim.
Acho que tem algo morto na caixa d'água.
Como posso ajudar?
Sabe por que vim.
Não diga que já foi rebaixada pra Slough House.
Que porra você fez? Foi pega bebendo em serviço?
Pare com o teatro.
Não é o tolo trôpego que parece.
O laudo do exame de sangue saiu?
O que posso dizer?
Ele é meu agente.
Ele queria ser tido como morto,
e ajudei com isso o tempo que pude.
Pode ser, mas é um agente do MI5 presente em cena de crime.
Ele pode ter disparado. Vou prendê-lo.
Fique à vontade.
Não sei onde ele se meteu.
Pode me torturar, mas só ouvirá isso.
Está preso por obstruir investigação. Venha.
Não, estou bem aqui, valeu.
Tenho o dia inteiro pra coçar o saco.
O bando de Cães que vou chamar pode não deixar.
Não quero que pensem
que mandaram homens fazer o serviço de uma mulher.
Algema não é necessário. Qual é?
Prefiro não arriscar com homem que parece tatear pessoas em ônibus.
Magoa falar da minha aparência.
Posso ligar pro RH.
Entendo sua irritação.
Você disse pra Taverner que o River morreu,
ela comemorou, mas agora terá de dizer
que o agente mais encrenqueiro está vivo e à solta fazendo sabe-se lá o quê.
Para fazer as pazes, posso entregar o David Cartwright.
Por que faria isso?
Porque a Central é como uma loja de decoração.
Você nunca acha a saída de lá.
Pode falar.
Tenho cara de idiota?
Falar do seu visual pode me causar muitos problemas.
Entregaria David Cartwright para não ser preso?
River é meu agente. Cartwright é um bosta.
Pensar nele preso numa cela no porão me deixa feliz.
Onde ele está?
Oi.
Oi, desculpe.
Pelo quê?
Não sabia que era dos Cães.
Está na cara que não é cachorra.
Onde deixou suas asas?
Falei que é um anjo.
Caso tenha pensado que sugeri que é uma gaivota ou corvo.
Mas, com essas pernas, está mais pra flamingo, né?
Ei!
Eu tenho namorada, você é que está perdendo.
Posso me soltar disso...
perdeu duas vezes.
- Oi. - Oi.
Giti? É Giti?
- É Giti? É, sim. - É.
Não, por favor. Fique sentada.
Sente-se. Não há hierarquia aqui.
Gosto de pensar que somos um só.
É que a Diana Taverner elogiou você para mim...
Seu trabalho no caso do corpo frio.
Eu só queria agradecer muito.
Obrigada. Foi um alívio saber que era um erro.
Sim. Era, sim. Pois é.
Ficamos assustados um tempo.
Não quis provocar pânico desnecessário.
Não. Totalmente necessário.
Temos de explorar todas as possibilidades.
De fato, fiquei com a pulga atrás da orelha,
pois acho que seria uma ótima ideia checar de novo os arquivos
atrás de outros erros.
Anomalias no programa corpo frio.
Ok.
Eu sugeri isso para ela.
- A vice-diretora. - É?
Ela falou que eu me sairia melhor em atividades de agora.
Falou? Pois é.
Ela tem toda razão, claro. Do ponto de vista dela.
Ela cuida de operações em andamento, não?
Com o caso Westacres, ela não tem capacidade de lidar
com essa, como diríamos, investigação especulativa.
Mas eu tenho e gostaria que reportasse diretamente a mim.
Eu adoraria.
- Adorar é a palavra errada. - É, eu acho.
- Tudo bem com ela? - Sim, é meio...
Não quero me encrencar.
Não, que fique só entre nós, eu acho.
É melhor sermos discretos.
Você nos alertará de qualquer problema potencial,
o que seria uma mão na roda.
Se eu puder fazer algo para ajudar nesse sentido,
por favor, me diga.
Você primeiro.
- Já veio aqui? - Não.
- Conheceu a Molly? - Não.
É muito divertida.
- Olá, Molly. - Olá, Fuinha.
"Fuinha" é usado para descrever quem
usa programas de jogos para refinar estratégia a longo prazo.
É isso que significa.
Sempre será uma fuinha para mim.
Pois é, Molly, sou o diretor, tá?
Não é apropriado, é?
- Então, corpos frios? - Sim.
Sim, Giti acha que pode ter achado um ligado a Westacres.
Quero que ela verifique de novo que não há
um dos antigos corpos frios soltos no mundo sendo usados.
Entendeu?
Se não se importar de mostrar a ela este lugar,
ajudar da forma que puder, eu agradeceria.
Muito obrigado, Giti. Obrigado.
Cansei de joguinhos entre diretor e vice-diretor.
É, eu também. É engraçado.
É engraçado, pois quem acha que vem primeiro?
Quando digo diretor e depois vice-diretor, quem acha que...
Diana Taverner.
Natasha!
Quem é você?
É quem queria falar comigo?
Temos a arma. Fazemos as perguntas.
Ok.
Você parece alguém de Les Arbres.
Tem um passaporte com a foto dele, mas não é ele.
O que estava fazendo lá?
Suponho que, pela arma apontada,
você não gostasse muito dele.
Talvez ele a abaixe quando eu disser
que ele não pode ferir ninguém porque morreu.
Por que ele não a abaixou?
Ele era meu filho.
Como ele morreu?
Ele foi à casa do meu avô se passando por mim
para afogá-lo na banheira.
Mas meu avô atirou nele.
Só podia terminar assim.
Com um pai daqueles.
Veja bem.
Eu sou do MI5. Ok?
Serviço de segurança britânico.
E daí?
Vá embora.
Sim.
Escute.
Lamento pelo seu filho, mas preciso saber quem ele era.
Foi convidado a se retirar, retire-se.
Precisa parar de me apontar isso, tá?
Quem são eles?
Acham que é Bertrand.
Certo. Mas eu não sou Bertrand, né? Pode dizer a eles?
- Diga você. - Olha só.
Me escutem.
Estão vendo? Este homem?
Ao lado do seu filho?
- Sim. - Ele também estava em Les Arbres.
- Sim? - Sim.
Sabem a bomba no shopping londrino?
Foi ele.
Ele que detonou.
Pode acontecer de novo.
Precisa me dizer quem são eles
e onde os encontro.
Catherine, é a Louisa. De novo.
Emma Flyte, nova chefe dos Cães, está indo até aí.
Ela quer David Cartwright. Precisa tirá-lo daí...
Ai, merda.
Com licença?
Com licença? Oi.
Peço perdão, mas acho que tem alguém me seguindo.
Poderia andar comigo até o fim da rua?
Não estou vendo ninguém.
Devem estar escondidos.
Eu estava na loja antes e, quando saí,
achei que tinha sumido, mas ele estava bem atrás de mim.
Não é ele, é?
Não. O cara é... Ele é bem mais novo.
Tem olhos assustadores, é bem perigoso.
Você deu sorte, sou do serviço de segurança.
Graças a Deus. Vamos?
- Meu colega cuida disso. - Ok.
- Legal. Obrigada. - Ok.
- Tudo bem? - Sim.
Só falei com sua colega.
Julguei ser seguida, mas não.
- É só... - Certeza?
- Sim. Obrigada. Puta merda. - Parece familiar.
Mulher vulnerável e já cai matando?
Não. Credo. Só achei que nos conhecíamos.
Certo. Fique aí e não denuncio.
- Ok? - Sim.
Está me seguindo?
Só quero ajudar, credo.
Emma Flyte. Chefe de segurança da Central.
Identificação, por favor?
- Como posso ajudar? - Me deixe entrar.
Tem mandado?
Ainda é membro do serviço,
está sob a minha jurisdição.
Eu não preciso de mandado.
Só que me demiti faz um tempinho.
Sim. Não exatamente.
Entregou a demissão, mas a papelada não andou.
Diga, ainda recebe salário?
Recebo, não gasto.
Não importa. Está registrada, vai abrindo.
...novidades da investigação do caso Westacres,
tem o subcomissário...
Ainda envolvida nas coisas.
Posso acompanhar o noticiário.
- Apê legal. - Obrigada.
Bairro sossegado.
E gosta de ler.
Nada estraga um bom livro como barulho de fundo.
Tirando visitas indesejadas.
- Falando nisso, cadê ele? - Quem?
David Cartwright.
Dav... Não vejo David Cartwright há mais de 20 anos...
Por favor, não entre aí.
Por que ele...
Pedi para você não entrar aqui.
Não gosto de estranhos no meu quarto.
Com licença.
Desculpe, mas isso é algum teatrinho de West End?
Ah, pelo amor de Deus.
Por que está trancado?
Não está. Só emperra.
Se não abrir com cuidado, dá nisso. Viu?
Pus muita coisa aí dentro.
Quem falou que ele estava aqui?
Jackson Lamb.
Ah, ele deve ter mandado você só para me irritar.
Nós nos desentendemos.
Receio que tenha sido usada, Srta. Flyte.
Só um instante.
Boa sorte em achar o David.
Devia perguntar ao neto dele, River, onde o avô está.
Está bem. Já volto.
Pode ser boa ideia ficar com essa arma.
Todos são um alvo.
Depois de Westacres, não sabemos quando ou onde será o novo ataque.
Ponha os fones e cale essa boca.
Dá azar vender arma.
Dá azar ainda ter os enfeites de Natal.
Arma na rua contra superstição idiota.
É, igualzinho.
Não quero isso, mas não tenho escolha. Cassie notou as contas vencidas.
- É uma puta pesadelo. - Que você arranjou.
Eu resolvo isso e acabou.
Dessa vez para valer.
Oi. Pode descer e me ajudar?
Vai se foder.
Ho quer ajuda.
Se não for pro suicídio dele, não interessa.
Estou algemado à máquina de malhar.
Está algemado à máquina de malhar. Vale olhar.
Foi acidente ou era pra bater punheta?
Foi a Flyte.
Bom para ela.
Não vou perguntar a razão, mas você mereceu.
Vai me ajudar?
Não.
O que está fazendo?
Deixa ele dormir aí ou até se cagar todo.
Preciso ajudá-lo.
Não precisa, não.
Quer saber por que vou libertá-lo?
Quero saber por que essa faca na garganta?
Antes de me mandarem pra cá,
fui algemado contra a vontade e amarrado a uma cadeira por 72 horas.
Assim, ele estar algemado é um gatilho para mim.
Está bem, entendi.
Como foi enquanto estava algemado?
Um homem ameaçou abrir minha barriga.
Ele tinha uma faca...
elétrica.
Fodão.
Irmãos de algemas.
Não gosto de ser tocado.
Mas que porra.
Victor é meu primo.
É?
Prazer, Victor.
Só ele me apoiou quando fui engravidada pelo homem de Les Arbres.
Eu tinha 17 anos.
E é este homem?
Sim.
Frank Harkness.
Mas ele contou tanta mentira que pode não ser o nome real.
Ele não me deixava ver meu filho.
Aí, eu fui embora e voltava às vezes para ver o Bertrand,
que me olhava como se eu não existisse.
Falaram que todos em Les Arbres se foram,
e ela nunca mais veria Bertrand.
Achei que você fosse ele.
Daí, eu liguei pra ela e segui você.
Achei o Frank tentando matar você.
E daí você me bateu...
Por que o Frank tentaria matar você?
Acho que ele ia destruir provas, e eu atrapalhei.
E o terrorista?
- Yves. - Yves.
Não é surpresa. O jeito como era tratado quando criança.
Dava para ver seu ódio, sua raiva.
Você morou em Les Arbres?
Morei. Quando Bertrand era pequeno.
Pintou isso?
Não. Foi uma das outras garotas.
Outras garotas?
Sim. As mães.
Havia umas russas, uma grega.
Acho que uma inglesa e outra garota daqui.
Elas tinham os filhos dele e eram obrigadas a ir embora
porque era assim...
que ele queria que fosse.
Vou falar com eles.
Dizer que não é quem pensam.
Sim, por favor.
Não gostavam do seu filho, né?
Vê aquele homem ali fora? Bertrand mandou o filho dele pro hospital
e agrediu a filha.
Não o culpamos pelo ódio.
Victor irá acalmá-los.
- Puta que o pariu. - Foge.
Que cachorrão.
Não é ele!
Não é o Bertrand!
Merda.
Qual é?
Senhor.
Tá, cai fora!
Mas que porra...
Por que não atende o celular?
- Como está, aliás? - River levou. Estou bem, obrigada.
Por que o Lamb não avisou?
O Lamb mandou você?
Sim. Cadê o David?
Por sorte, o mudei de lugar.
Lamb demorou cinco minutos para achá-lo.
Ele é muito esperto,
mas não é o único cérebro em Spook Street.
David acha que encontrará o diretor num esconderijo.
- Onde? - Número 25.
Cuido do gato da vizinha.
Como estava o River quando o viu?
Bem, considerando tudo.
- Ele não atende teu celular. - Nem vai. Ele tirou o cartão SIM.
Lamento o Lamb dizer que River morreu. Deve ter sido difícil.
É, foi a gota d'água.
Acho que vou me desligar.
Vai ficar entediada.
Novidades de Westacres?
Nada.
Não excluíram novos ataques.
Sabe quem tentou matar o David?
Só que vieram da França.
Olá, Pinkel.
Alérgica a gatos?
Não, só não gosto deles.
David?
David?
David?
Catherine!
Porta dos fundos aberta!
Ai, meu Deus.
Que porra.
O que digo pro River?
O que digo pro Lamb?
...serei livre.
Sofrerão pelos anos em que fui aprisionado pelo seu sistema.
Se Deus quiser, não serei o último.
Logo terão notícias de meus irmãos.
Estou aqui na frente do shopping center Westacres,
onde o clima ainda...
Receio trazer más notícias.
Que porra é essa?
Isto? Apenas um simples ramalhete.
Não fode.
É um buquê.
Eram usados durante a grande peste
para disfarçar o fedor da morte.
Não fode.
Perguntei aos meus contatos na Central,
e não há o menor sinal de David Cartwright ter ido à França.
O acordo já era, imagino.
Receio que sim.
Estou preso com você.
Mas descobri que o mensageiro dele foi até lá no começo dos anos 90.
Lavande?
Sim.
Diga para o Ho que pedi para ele descobrir por que você está na Slough House.
- Sério? - Sim.
Não quero você aqui.
E me informar que Sam "Boçal" Chapman foi pra França já basta.
Aqui. Vejam de perto.
Nunca o viram?
Ele mora pertinho.
Treze anos. Parece mais velho.
Atende pelo nome de KZ.
Quer dizer o KayZee?
Então o conhece?
Depende. Tem grana nisso?
Pode ter.
Um adiantamento?
Não tenho dinheiro comigo.
E não acho que você tenha algo a me contar.
Vamos até um caixa eletrônico.
Sou bem feio e posso levar soco na cara. E você?
Pedófilo.
Fala, encrenca.
Quero uma reunião.
Lavanderia número três.
E se eu estiver ocupado?
Não está.
Estou vendo o velho.
Certo, acabe com ele.
Está em público.
Deixe ele ver que está sendo seguido. Nervoso, ele tentará se esconder.
Mate sem que vejam e passe pro Cartwright.
Dancer Blaine?
Trouxe uma mercadoria.
Quem te mandou?
Ninguém.
Como me conhece?
Sou do MI5.
É alguma armação?
Não é armação se já contei que sou do MI5, né?
Faz sentido.
Muito bem.
Sabe por que me chamam de Dancer?
Por curtir dança de salão?
E também por sacar o perigo e dançar fora.
Agente do MI5 na ativa é encrenca na certa.
Por que quer vender uma arma?
- Grana rápida. - Roube um banco.
Se não quer, beleza. Vou a outro lugar.
Vai nada. Precisa da grana.
É o outro lance da dança.
Sacamos as pessoas. Antecipamos ações. Você tem um bom coração.
Mas não tem mais saída.
Beretta M9.
Superou a Sig Sauer P226 como arma principal
do Exército dos EUA de 1985 até agora.
- Três mil. - Vale cinco.
Sim. Eu posso vender por cinco. Lucro é isso.
- Certo, quatro e meio. - Três.
- Quatro. - Três.
- Três e meio. - Três.
- Três. - Perfeito.
Ótima negociação.
Se for ainda este ano está valendo.
Estou sendo seguido.
Cadê você?
Levando os caras pra longe de você.
Pode ser um serviço meu, procurando um moleque de 13 anos.
Fugiu de casa.
Andou com más influências. Acabei de ver alguns deles.
- Podem ser eles. - Não são.
Tentaram matar o David Cartwright ontem à noite.
Merda. Quem?
Não sei, mas o velho desgraçado o detonou com uma escopeta.
- Foram atrás de você? - Ainda não.
Vou pro esconderijo dois.
Pangarés vão te seguir a partir da feira
caso a pessoa decida agir.
Legal ter me ligado.
Lamb quer ajuda para encontrar Sam "Boçal" Chapman.
Mandou seguir da feira ao esconderijo dois.
É a antiga garagem.
Estou perto. Já chego aí.
Venha com o berro.
Ah, é. Não vai dar.
Cala a boca.
Shirley!
Shirley!
Puta merda. Quer chamar mais atenção?
Chapman está na frente.
Certo. E quem segue?
Acho que o vi, mas ele sumiu.
Me viu chegando e vazou.
Culpa desse chapéu.
Merda.
- Tudo bem? - Não.
Puta que o pariu.
Puta que o pariu.
Tudo bem?
Tudo.
Porra.
Atende.
Não me livro dele.
- Abortar. - Não, continue.
- Vou lá. - Ok.
Apareça, velho.
Acabou. Vamos lá.
Tudo bem?
Aqui, levante ele e coloque no táxi.
Eu cuido do atropelado.
Legendas: Leandro Woyakoski
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