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Original subtitles

Não posso falar disso.

Por que não, Rory?

Bom, posso dizer o seguinte. Eu dei... uma olhada sincera na minha vida,

e, na verdade, eu fiz merda, tá?

Não culpo ninguém, não sinto pena de mim,

mas essa é a verdade das coisas.

Eu fiz merda.

Isso é bom.

Como acha que fez merda?

Não importa. Não tem saída.

Importa, sim.

Quer se acertar com a sua ex?

Não. Ela não volta.

E não a culpo. A culpa é minha.

E o seu filho?

Por que a relutância em falar?

Sente-se desiludido?

Eu me sinto bem.

Olha, é só... Quer dizer, eu...

Não posso responder às perguntas. Colocaria você numa situação difícil.

Ou vai me internar, me pondo numa situação difícil.

É um perigo para si mesmo?

Hoje não.

O que isso quer dizer, Rory?

Olha, estou fazendo o que devia.

Todas as coisas certas

e descobri já faz tempo que não vai melhorar.

Aí eu pensei com meus botões:

"Se ainda me sentir assim daqui a um ano,

então é melhor tirar o time de campo."

Quando criou esse plano?

Tem quase um ano.

Rory?

Tem certeza que já tentou tudo?

Não tudo.

OS PROVOCADORES

PADARIA BOVA

Homão da porra, né?

Você se acha, né?

Abriu esse bocão sobre nosso roubo?

Em nome de Deus, pensou no quê?

O que acontece quando abre o bocão antes das eleições?

Tem alguma ideia?

Você dá com a língua nos dentes, ninguém quer trabalhar, porra.

Todos sentem muito medo.

Agora eu me fodi.

Porque eu tenho esse roubo, tá?

Um roubo que só aparece uma vez na vida,

e não consigo achar um único desgraçado que queira trabalhar

por causa da sua puta baderna.

- Eu dou um jeito! - Dá jeito como, porra?

Tenho um pessoal, uma equipe inteira. Nós faremos.

Você trabalha com esses faxineiros de Quincy

e fode tudo para todo mundo.

Quem em seu juízo perfeito vai topar esse serviço agora?

Sopra mais forte.

- Estou tentando! Balão. - Como balão. Põe a boca.

Álcool não detectado. Veículo desbloqueado.

Cobby Murphy!

- Mas que diabos! - Tudo bem.

Traz ele de volta aqui!

O que está olhando? Entra logo.

Cobby!

Da próxima vez que vier aqui, eu chamo a polícia.

BAR MALACHY

- Terry. Oi. - Eu não quero...

Quer ouvir uma piada?

- O quê? - Hã?

Quer ouvir uma piada que me contaram? Terry. Quer ouvir outra?

- Alô? - Oi. Cobby Murphy está aí? É o Scalvo.

Cobby Murphy. Passe pro Cobby Murphy.

Espere aí.

Como assim, não quer ouvir piada?

Cobby!

Mas que caralho! Caramba!

Sim?

Qual é a sua, porra?

Gostou da prisão Walpole?

Quer voltar?

Fazer troca-troca com amigos?

Jesus. Tenha calma, Sr. Kelly.

- Alô? - Tenho um serviço grande.

- Sim. - Se quiser, me encontre em uma hora.

Sim, está bem. Certo, tchau.

Se foi o que acho, enfia esse volante de loteria no rabo

e vaza do meu bar.

Beleza.

Boa sorte.

Quer saber?

Eu faço a minha sorte.

Sr. Kelly?

Tinha alguma bebida hoje?

IATE CLUBE

É o primo da Brenda? O fuzileiro?

- Sou. - O que faz agora?

Eu lixo pisos.

É o ex-detento?

Que porra significa?

Que porra significa o quê?

Sim, eu fiquei preso, mas não pode me esculachar.

- O que foi? Qual é o problema dele? - Ele é ponta firme, não abriu o bico.

Desculpa é comigo mesmo, né, Scalvo?

Cuidamos de você, né?

Dois a três anos em Walpole.

- Pegou 18 meses. - Foram 18 a mais do que mereci.

Caramba. Puta que o pariu.

Após uma vida nesse negócio, é isso que recebo pelo meu esforço?

Um bando de birutas aqui...

Um bando de...

Acha engraçado, porra?

Doughnuts...

Eu suponho que saibam que, numa semana,

Boston realizará a eleição para prefeito.

Está na cara que Miccelli será reeleito.

Ele sempre vence.

Mais quatro anos.

Vamos lá!

E que a festa na noite da eleição

será o ponto alto da corrupção política.

São 500 dólares só para entrar.

Miccelli é da velha guarda. Bebida paga. Cem por drinque. Sem cartão.

Sem PayPal. Sem cripto de merda, nem palhaçada do Google.

Em grana.

Quem quiser fechar contrato

aparecerá com uma mala preta.

Nada será declarado ao Partido Democrata de Massachusetts.

Onde é a festa?

No Wharf.

Será uma bolada como vocês, otários, nunca viram.

E ela ficará lá, livre, leve e solta,

até o carro-forte chegar pela manhã.

A gente vai roubar o prefeito.

Exatamente isso.

Quanto?

Quinze minutos de trabalho.

Vocês ganharão 10% de uns 300 mil.

- E se tiver mais? - Ganham mais.

E se for menos?

Daí ganham menos. Porcentagem funciona assim.

Eu preciso de US$ 32.480.

E eu quero um pau de meio metro,

mas direi o mesmo que Deus me disse: "Fica pra próxima."

Beleza. Foi um prazer conhecer vocês.

De quanto precisa?

De US$ 32.480. Exatamente.

E se a sua parte for maior?

É sua.

- É? - É, mas se for menos...

Eu sei. Recebe sua grana de todo jeito.

É.

- Fechado. - Fechado.

Então posso continuar?

Vocês irão pela água.

Debaixo da doca, atracam.

Seguem pra escada dos fundos.

Deve ter uns cinco caras lá abrindo, limpando, o que for.

À direita da cozinha fica o escritório. A bufunfa está lá.

- Sorte grande. - Tudo vai bem.

Vocês caem fora de lá.

O Scal pega a bufunfa.

E nunca mais a veremos.

Olha. Ok? Tudo certo. Senta aí.

Certo, sentado.

Mais um comentário, os dois terminam na água, cacete.

Vocês dois são deixados nos fundos da doca.

Cuidam da sua vida.

Em dois dias, serão visitados pelo Sr. DeChico.

Este é o Sr. DeChico.

Depois disso, nenhum de nós nunca mais voltará a se ver.

Sim, mas e se o Choi for eleito?

Como é que é?

Mark Choi, o outro candidato.

Não uma relíquia do passado, uma visão do futuro.

Choi. É a escolha.

Mesmos truques sujos. A mesma corrupção que sempre vemos.

- Ótimo candidato. - E se ele ganhar?

- O chinês não ganha. - Não grite.

Tem muita coisa indefinida nessa história.

Poderiam nos dar licença um minuto?

Se tivesse como, comprava um iate clube?

Parece um puta bufê para babacas, né?

Esse lance costuma rolar assim?

Como assim?

Essa... Essa parada aí.

Primeiro serviço?

Sei o que eu faço.

Tarde pra mudar de vida, né? Já tem 60 anos?

Não vou mudar de vida.

Que porra está fazendo então?

É uma coisa que preciso fazer. Uma vez.

Não transforme tudo em outro monte de merda.

Eles não tocam na grana.

É claro.

E você dispensa aquele idiota.

Com prazer.

É bem complexo, prestem atenção.

- Vamos atracar aqui. - É a planta de verdade?

Lógico.

Vamos atracar aqui, subir pela escada dos fundos.

- Aqui é a cozinha... - São dados de imobiliária?

Porra, dá pra me ouvir?

Que porra é essa?

Estou anotando.

- Anotando? - É...

- Um plano criminoso? - ...muita informação...

Às 6h07. Primeira parada da manhã.

Eles estão armados, prontos para ser heróis.

Ou seja, precisamos sair até as 6h07.

Até 6h07.

- Caso um decida bancar o John Wayne. - Ok.

O guarda com os valores tem um 38.

Tem outra pistola no carro e uma 12 ao lado do motorista.

Conhece os caras?

- O quê? - Conhece os guardas?

Não conheço. Não pessoalmente.

É intuitivo como um Jedi? Como o Yoda?

Eu pesquisei.

Gerente do restaurante do Wharf. Dave Wedge, 55 anos, dois filhos.

Dois labradores. Estudou culinária. Dez anos numa trattoria no centro.

- Sempre um cagão. Não vai atrapalhar. - É.

Não vai...

Ei, cale essa boca.

Como sabe que ele não vai reagir?

Escola de culinária? Fala sério?

Deu o perfil dele no LinkedIn. Vamos roubar um restaurante.

Parecer estar no Crown, o Magnífico.

Quando isso acabar, você e eu vamos bater um papo.

O que acha, gênio?

Nada.

Muito bem. Está na hora. Prontos?

Só mais uma. A última. Eu prometo.

Se eu der ordens e não obedecerem.

Diga que está armado.

Eu farei isso.

Tudo certo, relaxa.

RINQUE LAWRENCE LARSEN CENTRO MIKE ERUZIONE

Ei!

Cuidado, Scal.

Quer fazer isso?

Não, você é o capitão.

Não parece nervoso.

Porque não estou. Até 6h07.

Está no seu juízo perfeito? Mesmo?

E você está?

Não, mas eu sei disso.

- Que porra foi essa? Paramos. - Entalamos, cacete.

- Balancem o barco. - Não balance...

Vai arrastar nas pedras.

Quero nos soltar.

Vai balançando, porra.

Caramba. Vamos afundar.

Mayday, filho da puta. Mayday, capitão.

- Vamos afundar. - Porra!

Quero muito nadar na água gelada.

Ei, tem muita água.

Onde tirou a carteira de capitão? Quero fazer esse curso.

Você faz a metade e daí "circulando, rapazes"?

Pelo menos é inverno.

Se não pegarmos o dinheiro, ao menos rola uma pneumonia. Já valeu.

Cala a boca e se concentra.

É só esgoto, caras. Vamos lá.

Escada, máscara, porta, cozinha. Deita no chão.

- Calado. Põe a máscara. - Wedge, cofre, grana, 6h07.

- Três, dois... - Às 6h07.

Espera aí! Rapidinho. A última pergunta.

Foda-se a sua pergunta.

Anda! Pra cozinha!

- Andando! - Deitem!

Celular na pia. Deitem no chão. Vão deitando...

Merda.

Porra!

Amarrem o pessoal.

Só tem seis presilhas, gênio.

Dá um jeito, porra.

Que porra é essa?

Desculpe. É a minha mãe.

Tire os celulares deles.

Pro chão! Celulares na pia.

Deitem no chão.

Ok. É o seguinte. Meu sócio, Sr. Longbaugh,

vai ajudar a entrarem no frigorífico.

Sr. Longbaugh, você machuca pessoas?

O quê?

Gosta de machucar pessoas?

Eu tenho uma arma!

Sim, você tem.

Mas não quer usá-la, quer?

Não, não quero usar esta arma de fogo, não mesmo.

Respirem fundo, fiquem de pé, tirem o celular e o ponham no balcão.

- Entrem no frigorífico. - Entrem. Celular no balcão.

Celular no balcão.

Peguem o que precisarem. Tem comida e bebida.

Sejam gentis. Façam polichinelos.

- Aqueçam. - Um por vez.

- Ficarão bem. - Eu lavava pratos.

Puta pesadelo. Trabalhei em cozinha.

- É vestiário masculino com comida. - Pronto.

Ei, por que tem tanta gente?

O evento não acabou. Todos malucos com a vitória do Choi.

Dá licença. O quê? Mark Choi foi eleito?

Achei que não tinha como.

Miccelli não reconheceu. Está cheio de gente lá.

- Que porra! - Ei, Mark Choi.

Falei que ele era viável.

Cadê? Cadê essa porra?

Tinha tanto que já teve duas coletas hoje.

Encha a porra da bolsa.

- Com o quê? - É só encher.

Quer uma menor?

Cadê a grana?

Tiraram ontem porque tinha muita.

- Espera. Não tem? - Não tem grana.

Pra fora, caralho!

Porra!

- Apontou arma pra mim, filho da puta? - Ei. Não. Chega.

Que se foda.

Qual é a sua, porra?

Falou que estava garantido.

Falei em margem de erro.

Vai se foder.

Reconheça a derrota.

- Tem partidário descontrolado. - Calado, Alan.

Como disse o grande Benjamin Franklin:

"Precisamos ficar juntos porque, do contrário,

vão nos enforcar separados."

O prefeito está vindo a qualquer momento.

Por favor, vamos dar uma acolhida calorosa quando ele chegar.

Mais quatro anos!

Quando aquele sino-americano vegano e abstêmio entrar no meu gabinete

e fizer as contas mais básicas,

todos seremos presos, caralho.

Esquerda ou direita?

Ele tinha mesmo dois labradores?

O cara não era um cagão? Acho que ele só tinha um labrador.

Nada aqui é como no mapa.

Ei, capitão, será possível que sua pesquisa esteja errada?

Vai falando, arrombado.

Ele não estudou culinária, não.

- Anotações borradas. - Ele fez outra faculdade.

Chega de falar.

Então, talvez à direita?

Mas que beleza.

Senhor prefeito. Como vai?

Garoto, temos muitas possibilidades aqui, tá?

Calado. Fecha essa matraca, cacete.

Podem esvaziar os bolsos agora.

Agora! Tirem tudo.

- Que se foda. Vamos. - Tudo na bolsa.

- Peguem tudo. - Qual é?

Peguem as coisas deles.

Tudo. Joias, tirem essa porra. Ponham na bolsa. Vai.

Desculpe. Na bolsa.

- Pegue o relógio dele. - Não tem tempo pra isso.

Pegue. Ali atrás. Pegue o relógio dele.

- Ganhei da minha mulher. É da Zales. - Na bolsa.

Você pode comprar outro.

- O que está fazendo? - Valeu. Na bolsa.

É de ouro?

Isto?

- É do meu avô. - Na bolsa.

Escute, garoto, faria um favor pessoal a mim...

Na porra da bolsa!

Vossa Excelência.

Obrigado.

- Vamos embora. - Vamos.

- Vamos. - O que você vai fazer?

Não faça isso.

Não mexa nisso, porra.

O que está fazendo, cara?

Vamos embora.

Ele viu minha cara. Todos viram.

- Cuide do moleque, chefe. - Vem, vamos.

Tem ideia no que se meteram?

- Tenta. - Largue a arma. Vá embora.

Não mexa essas mãos.

Filho da puta, se atirar nele, vai nos foder.

Só estamos conversando.

- Vire-se. Nós saímos. - Vamos.

- Largue a arma. - Ele não pode sair daqui.

- Anda, chefe. - Largue e vá.

Estamos sendo roubados lá atrás.

Acaba com ele.

Jesus.

Vamos lá.

Merda.

Vem. O que está fazendo?

Merda.

Eu estou bem.

São 6h07.

Quer me deixar?

Porra.

Lamento. São 6h07.

Olá.

Ei!

Eles nunca se atrasam, porra?

Dê a chave.

Mãos ao alto.

Não, eu dirijo.

- Entra. Eu dirijo! - Eu.

Eu vou dirigir... Entra no maldito...

Quer me deixar de novo? É, quer?

- Credo. - Vai logo!

- Vai dirigir por quê? - Você sabe por quê.

Tenho dois braços perfeitos. Dois braços, cacete.

Você tem um pra dirigir.

"...6h07. Lamento."

À direita. Vire à direita.

Vai!

Espere, carro! Cuidado!

POLÍCIA DE BOSTON

Bateu num carro da polícia.

É, eles têm mais.

Já sabem que devem perseguir o carro-forte.

Cavalos? Acham que roubamos um trem e tal?

Cuidado.

Olhe pra rua.

- Sei o que faço. - Calma.

Porra. Calma? Estou dirigindo com um braço só.

Então me deixa dirigir. Troque.

Pra me jogar fora e nem olhar pra trás?

- Os limpadores. - Hein?

Sem limpadores? Quer ajudar?

Deixa comigo.

Outra vantagem de ter dois braços perfeitos.

- Merda. - O que foi?

Bote o cinto de segurança.

Bote o cinto.

Por que o sussurro?

- Põe logo! - Pra que sussurrar?

- Põe logo! - Mas que porra!

Porra!

Mas que porra!

- Vem! - Ei! O que está fazendo?

- O que foi isso? - Tem um cara aí.

Tem um cara aí atrás?

Sim, eu acho que tem.

- A gente teria... - Quantos caras viu?

Quantos o quê?

Quantos viu quando pegamos o carro?

- Tinha o cara... - Eu vi um.

Viu um na área de carga?

- Eu não... Como eu... - Devem ser dois. Só vi um.

- Bom... - Tem outro?

- Vai ver só tinha um agora. - Pra coleta? Sem chance.

Um cara vai pegar o dinheiro,

o outro fica na traseira

- e se tranca? - Sim. É assim que fazem.

- Não faz sentido. - É assim.

Botam um puta maluco na traseira,

com uma arma carregada, e, se abrirem a porta, eles matam.

Dão medalha de bravura.

Não vai ganhar medalha, John!

- Já roubou um desses? - Não.

Acho que não funciona assim.

Então que porra eu ouvi caindo na traseira?

Como vou saber? Vai ver era grana.

Não era saco de grana. Foi um John Wayne de merda que caiu

e está esperando pra estourar nossa cabeça.

Saia com as mãos pra cima ou jogamos o carro na água!

Ele está esperando aí?

Sim, porque não passou no teste pra polícia,

mas achou outro trampo em que pode usar arma,

matar alguém e virar herói.

Olá? Tem alguém aí?

Isso não vai resolver.

- Não tem ninguém. - Vamos fugir.

- Pode ter grana. - Não tem grana aí.

Eu preciso ver.

Você é inacreditável, porra.

Pelos US$ 32 mil?

Não podemos ficar aqui parados.

Vai levar um tiro na cara.

Rapidinho. Bem rapidinho...

Não é questão de técnica.

Puta que o pariu.

Lá vamos nós.

Certo, pronto?

Um, dois...

- Espera. - Puta merda.

Salvei sua vida.

Ele vai ouvir a contagem...

- Ele não está aí. - ...e atirar na sua cara.

Faça um sinal.

Pronto?

Um.

Dois, três.

- Vai se foder! - Merda. Puta merda!

- Ele te acertou? - Não.

Senti a bala passar zumbindo. Nossa. Puta merda.

- Acertei? - Não, errou, seu bosta.

Estou aqui, bem aqui.

Errou, filho da puta burro.

Teve a chance de ser herói e errou, caralho.

Soltem essa porta

e peguem as armas, filhos da puta.

Vou cair matando.

- Nós também! Está morto, John! - Nós também! Morreu!

Vai comer sua mãe!

Vou matar esse puto.

Vou te matar, caralho!

Então abre a porta, valentão.

Vamos lá!

Três segundos de vida, John.

Seus últimos três segundos!

Pode rezar.

- Vamos! - Últimos três.

Um!

Sabe o que está fazendo?

Eu sou de Quincy.

Ensinam a fazer ligação direta na escola pública.

Tá, sai.

- Eu dirijo. - Não, sai.

Eu guio. Entra.

Precisamos ir.

Por que quer tanto dirigir?

- Pra não me deixar. - Por que deixaria?

É, já ouvi essa, mano.

Nem consegue pôr a marcha.

- Adeus. - Põe em drive.

O que você quer de mim?

Roubamos o prefeito. Não correu muito bem.

Então eu preciso... Precisamos que os dois otários de Quincy...

virem fumaça, tá?

Morram.

Que porra vou fazer? Eles se mandaram.

Tenha um bom dia.

Liga pro psicopata com quem Scalvo trabalhava.

O outro louco do caralho.

Quem? O Booch?

Diz pra ele resolver a parada.

É culpa dele e do Scalvo estarmos nesta merda.

Arrombado inútil do caralho!

Pede pra achar eles.

Pegar a grana.

Eu vou pro meu chalé.

Não vamos nos esquecer que roubamos o puto do prefeito.

OPERAÇÕES ESPECIAIS

- Quem matou o comissário de polícia? - Esquece isso, Francis.

Os animais daqui cuidam disso.

Eu...

chamei você pra uma força-tarefa especial.

Quem está nela?

Só você, Francis.

A pulseira do meu avô se perdeu no meio do bafafá.

Uma pulseira?

O prefeito é um homem de família.

Tem valor sentimental.

- Entendeu, Frank? - O que querem de mim?

Cumpra o seu papel, Frank.

Veio aqui por isso.

Precisa de algo de nós?

Como isso é meu problema?

Você e seu chefe não me queriam no serviço.

Você é ignorante, Booch.

E o que você quer de mim?

Ajuda pra fazer um pudim e tal?

Mate os dois que seu amigo chamou antes que eles falem.

Onde vou achar os dois?

Já devem estar chegando em Montreal agora.

É uma casa amarela.

Pra quem vai ligar?

Quero minha grana.

Vai dizer o quê?

"Não tem grana. Seu amigo morreu, mas quero meus 50 mil"?

São 32.480. O trato era esse.

É aqui.

Não sei o que te dizer.

O Sr. B vai matar você.

Pelas pontas soltas e tal.

Richie, você parece boa gente,

mas vou arrancar seu pau da virilha com minhas mãos nuas

e jogar na porra de um rio.

Não precisa falar assim.

Não diga nada específico.

LIXADOR DE PISO

É brincadeira. Sim?

Oi,

é sobre uma encomenda que fiz hoje cedo.

Houve um problema.

Qual problema?

O bolo estava esmagado.

Estava sem velas.

Alguém... Deram um tiro na porra do bolo.

Chega de falar em bolo. Que bosta aconteceu?

Olha, Scalvo morreu. Cobby foi baleado.

Preciso da minha parte. Dê um jeito, cacete.

Ok. Onde estão?

Salisbury Beach, Rincone Lane. É a única casa amarela.

Fiquem aí. Vamos mandar um médico.

É o seu dia de sorte.

A casa do Sr. Kelly.

Quem é o Sr. Kelly?

Ele cuida do meu bar.

Você tem um bar?

Não. O dono é ele. Só bebo lá.

Acho que o bar é dele.

OPERAÇÕES ESPECIAIS

Café.

Soube do seu amigo Scalvo.

Ele era bonito?

Não deu pra ver com a cabeça estourada.

Só faço os doughnuts. Não sei de porra nenhuma.

Mas conhece uns otários, né?

Meu problema é que algo importante foi roubado no bafafá lá no Wharf.

Bafafá?

Uma pulseira de ouro.

Escute, investigador. Sou só padeiro.

Se não for um interrogatório oficial, preciso trabalhar.

Richie, por favor.

Um policial foi morto a tiros.

Apareço na sua porta depois disso.

E posso fazer o que eu quiser.

Faça o que quiser, Frank.

Ele tem isso.

Valeu.

Está quente.

Não é minha casa.

- Me deixa ver. - Com calma.

Isso dói.

O que vai fazer?

- Ver o outro lado. - O quê?

Isso. Aguenta aí.

Não tem ferida de saída.

- Como se resolve isso? - Tirando a bala.

Porra. Beleza, vai fundo.

Não mexo com essa porra.

Ei, não era fuzileiro?

Sim, eu era mecânico.

Fantástico.

Vamos esperar o médico.

Vou beber um engradado de cerveja quente e sangrar.

O Sr. Kelly tem um bar. Era para ter coisa melhor.

Um maço de notas de um.

Que porra!

Roubaram uma pulseira.

Claro que tem algum valor.

Tá, se tem, por que eu deveria entregar pra você?

Sabe por quê?

Porque alguém quer? O puto do Frank Toomey.

Frank Too... Certo. Entendido. É sua.

Foi esperto, Booch.

Esperto pra caralho.

Lá no carro-forte, viu os cavalos atrás de nós?

Eu sempre quis ser caubói.

Bom papo. Caubói, é?

Sim.

O que você queria ser?

Professor. Por quê? Gosto de criança. Férias no verão.

A gente está se conhecendo.

Casa de praia. O que fazer além de papear?

Sei lá. Ignorar você

e dar uma caminhada romântica na praia sozinho.

Vai lá. Vou ficar sangrando até morrer.

Ei, você nunca ri?

Não.

Devia tentar.

A vida te fode. Rir é tudo que temos.

Por exemplo, a coisa mais legal que fiz na vida,

agora prestes a acabar, então posso dizer isso.

A coisa mais legal me rendeu três anos de cadeia.

Filhos da puta.

Viciaram meu irmão caçula.

Deram um serviço pra ele.

Claro que deu ruim.

O puto do Scalvo o largou na rua com a bolsa na mão.

O coitado já tinha duas condenações.

Ele ia pegar de oito a dez anos, mas somos idênticos.

E assumi a bronca.

Aposto que ele agradeceu.

É, aposto que sim, mas morreu de overdose enquanto eu estava preso.

- E fez isso por eles? - Não é de rolar de rir?

Qual é a dos 32 mil?

É tudo de que preciso.

Sim, mas por que especificamente 32.480?

Não posso ver meu filho.

Por que não pode ver?

Grana do advogado, pensão atrasada, hipoteca, mensalidade da escola,

empréstimo pra equipamento usado de hóquei com juros de 10%.

Acredite, sei especificamente qual é a porra do número.

Mas ainda poderia ver ele.

Não consigo encará-lo.

Criança não liga pra dinheiro.

A melhor lembrança da minha vida

é meu irmão e eu sentados na escada numa nevasca.

A rua toda branquinha...

a cidade silenciosa, só ouvindo a neve cair na neve.

É como o silêncio, mas melhor.

Você não tem cara de gostar de silêncio.

Dinheiro não importa.

O que importa é ver seu filho jogar hóquei.

- Sim? - Precisam de médico.

- É médico? - Sim, lógico.

Sou enfermeira dele.

Está bem. Esperem aí.

Ei, acho que não mandaram um médico.

Oi, babaca.

Booch, e a faculdade de medicina?

Tudo que fiz pelos cretinos, e mandam você.

Cadê a porra do roubo?

Mostre a bolada.

- Oi. Como vai? Tudo bem. - Cobby, como vai?

Que porra! É gorjeta de stripper?

Só tem isso. Não tinha grana lá.

Relógio de ouro legal, Booch. Da Zales.

Combina com a jaqueta.

Merda. Que sorte. Olha só, Colani.

Puta merda.

Muito bem, panacas. Os dois de joelhos.

Booch, quer fazer drama?

Deixa comigo. Espere lá fora.

Uau, você é meu herói, sabia?

Sei que está sendo... Qual a palavra? Gozosa?

- Jocosa. - Cai fora.

Vai pro inferno. Idiota do caralho, você fede.

Vai comer sua mãe.

Vai comer a sua mãe.

Espertinhos, ajoelhem.

Ninguém vai se ajoelhar.

Até parece que não.

Podem ajoelhar os dois, porra.

Não sentiu o cheiro? Ele não sente.

A casa está cheia de gás.

Se atirar, vamos explodir como o Challenger.

Também não se ligou. Não pode atirar.

Estou morrendo. Não importa.

Dê a chave do seu carro.

- Não tente fazer isso. - Pegue a chave.

Pegue a arma.

Falou da chave.

As duas coisas. E a pulseira também.

Ele segura seu pau quando você mija?

Booch, você é muito burro. Não me matou, e eu já estava baleado.

Você vai fazer merda. Sabe disso, né?

Pode ser. Mas fodi você legal, Booch.

Muito bem.

Foi inacreditável.

Ei, novato.

Até onde acha que vai com um parceiro baleado?

- A polícia... - Não acredito que caíram nessa.

...vem de Vermont foder vocês!

Não achou isso engraçado?

Tudo bem?

- Não estou, não. - Você está bem.

Como vão as coisas?

Meu saco está congelando. Acabou o combustível.

Estou do lado de fora com calça e sapatos normais,

cortando lenha na porra da neve, com a temperatura caindo.

Toomey veio aqui.

Muito ruim?

É ruim.

Deus do céu.

Adivinha quem ele quer?

Foda-se, Richie.

Dois senhores de Quincy.

Roubaram algo do prefeito.

Algo que ele quer muito de volta.

E tem mais.

Richie, vou ter um ataque de pânico se não terminar sua frase.

Não conseguimos grana no, sabe...

Maldito filho da puta! Cacete!

Voltou a Boston num carro roubado?

Você deve ser louco mesmo.

Por um instante ficou tão calmo e silencioso.

Achei que tinha morrido.

Vou até o fim com isso.

Até o fim com o quê?

Que porra vai fazer?

Você nunca fala...

Preciso falar. É uma emergência.

- Estou atendendo. - Desculpa.

É formada em medicina, né?

Ei, amigo...

- Está tudo bem. - Tudo certo. Rory, espere fora.

- Preciso muito de você. - Espere lá fora.

- Desculpa. - Tudo bem.

Não pode esperar.

É um tiro no ombro.

A bala não saiu.

Oi.

Eram vocês na TV?

- O prefeito? - Sim.

Um policial foi morto.

Tentamos impedir.

Na boa, ele atirou em mim.

Então, sendo justo, também sou uma vítima.

Chamem a ambulância.

Vão prendê-lo, me prender

e não vamos chegar ao tribunal.

- Ele precisa de médico. - Você é médica.

É só tirar a bala e fazer o curativo,

e a gente se manda, cai fora.

Para atender seu pedido, Rory, eu violaria a lei.

E se fosse minha refém?

Não, com sua permissão.

Oficial e legalmente seria minha refém,

teria de me obedecer.

Ele está ferido mesmo.

- Não vai ferir ninguém? - Não.

- Não vai se ferir? - Não.

E vai se entregar?

Quando acabar o que devo fazer, vou me entregar.

E sou sua refém, entendido?

- Ótimo. Entre. - Não, diga, Rory.

Tá. É minha refém.

Diga que me mata se não ajudar.

Eu não tenho escolha?

Você tem escolha.

Está fazendo uma escolha.

Você é adulto, responsável por suas decisões.

- Está decidindo agora. - Beleza. Eu vou...

Eu te mato se não me ajudar.

Bom.

Que papo é esse?

Vai gostar dele.

Ok.

Credo, não no sofá.

Na mesa.

- Espere. - Aguenta aí.

Muito bem.

Essa mulher é médica?

- Sim. - De que tipo?

Relaxa.

Ei, já fez essa parada antes?

Não, fiz residência médica

em pronto-socorro, se quer saber.

Por que sussurros?

Na boa, adorava feridas a bala. Gosto de achá-las.

Bom.

Oi. Como vai seu dia?

Está de matar.

Sou a Dra. Rivera.

- Posso examinar? - Divirta-se.

Ok.

Esse é o buraco.

Tem uma energia boa.

Ele me salvou.

Como se sentiu quando ele te salvou?

Isso está limpo?

Sim, muito bem.

Deve ter sido reconfortante

ter um apoio assim num lugar assustador.

Fale a respeito.

Fora, Miccelli! Chega de crime!

MICCELLI FORA JÁ

Tentei todas as combinações em que pensei.

Se não abrirem o cofre já, estou fodido.

Se eu me foder, acha que fica alguém sem se foder na cidade?

Estão afiando as facas pra enfiar nas minhas costas, Alan!

Só precisamos de tempo... e de sorte.

Sorte? Vão nos expulsar, Alan.

- E aí? - Nada.

Miccelli precisa sair!

Precisam abrir o cofre. Pelo seu bem, pelo meu, de todos.

Sim, estamos trabalhando com esse objetivo, senhor.

Ei, Victoria, tentou 26 em vez de 28?

Sim, senhor. Nada.

Caramba, que merda aconteceu com Boston?

Não tem um filho da puta pra arrombar a porra de um cofre?

Vi a lona e achei que fossem me matar.

Talvez ainda matem.

Ei, fez uma piada.

Ela deixou um moletom na mesa.

Precisamos ir.

Pegou o celular dela?

Ela é de confiança. Ela...

Nós fizemos um trato.

Você só precisa...

Um carro do esquadrão deve estar chegando aí.

Vou me desapontar?

A polícia estadual quer negociar.

Contei que era sua refém.

E, como sua médica, você é um 851 confiável,

ou seja, você expressou

ideação suicida com problemas mentais subjacentes

e foi pressionado a participar do roubo.

Como se sente?

Desapontado.

- Dá a chave. - Valeu pelo moletom.

- Rory, esse era o trato. - Não. Só depois que eu acabar.

- Não vou te deixar se matar... - Anda.

...ou ser morto.

É, só contou pra policiais irados onde estamos.

Eu não. Liguei pra um major da polícia.

Sou consultora da polícia. Não mentiriam.

Ouviu? Deve achar engraçado.

- Querem negociar. - Acham que matamos o policial.

- Mataram! - Não matamos.

Foi o outro cara.

Vão nos caçar sem dó. Será a responsável pela nossa morte.

Como é? Desculpe, salvei sua vida.

Pois é. Para outro nos matar?

Porra.

- O que é 851? - Não farei isso.

- Quer se matar? - Deu sua palavra.

- Deu a sua. - Ninguém cumpre. Quer se matar?

Confia em mim.

Não. Tenho algo a fazer.

Resolver as coisas.

Falei que faria isso e me entregaria. Manterei a palavra.

Melhor eu dirigir.

- Entra. - Considerando tudo...

- Entra. - Que se foda.

Rory.

- O que vai fazer? - Não vou te deixar morrer.

Eu não posso.

A coisa só melhora aqui.

Olha, os negociadores.

- Acha engraçado? - Até que é.

- Vai para trás. - Estou tentando parar.

Mãos para cima.

Saiam do carro.

Agora!

Vai.

Uau. É polícia de Rhode Island?

Eles não têm o que fazer por lá?

Como chegaram tão depressa?

Primeiros na cena.

Num estado pequeno, não tem nada a fazer.

Rory, não seja imprudente.

É uma perseguição em alta velocidade.

Pense no progresso que fizemos.

Na pessoa que queria ser.

Que pessoa queria ser?

- Indague-se. - Mude a canção.

Rory, pergunte-se como isto está ajudando.

- É a sua playlist? - Mude a música.

- Não escolhi! - Ok.

É o motorista quem escolhe.

Aperte um botão. Não importa. Só mude.

Pronto.

- Rory, está em crise. - Não estou, não.

A situação é uma crise. Eu estou bem.

Uau. Olha só quanto negociador ali.

Prontos para um acordo.

Rory, está traindo tudo que me contou que queria ser.

O que você queria? Você é terapeuta?

Ai, nossa, puta merda. Tem terapeuta?

Você me operou. Nem é médica.

- Quê? - Quer se matar?

De onde você é?

- De Lynn. - É. Faz sentido.

Como assim?

Lynn? Cidade do pecado?

- Sou de lá. E você? - Namorei em Lynn.

Preferia quando você chorava.

É terapeuta e tira sarro de quem chora?

- Não... - Nem chorei.

Não tirei sarro. Falei com você...

Por que pagar pra tirarem sarro?

Não é meu paciente, não me respeitou.

Ó, se jogue da ponte. Mate todos.

Não queria sentir vergonha de me expressar.

Corta o carro pelo outro lado. Corta!

Rory, precisa parar. Encare seus problemas.

Já eu voto por não parar o carro.

São patrulheiros de Vermont.

Estão vindo pra cima de nós, seguindo.

- Ei, pra onde? - Pegue a 93.

Noventa... A 93?

Unidades, atenção. O veículo suspeito entrou no túnel.

- Indo pela direita. - Fecha o cara!

Ai, ai! Merda.

Se sobrevivermos, aceita tomar um café comigo?

Não se meta comigo.

Isso foi um não?

Vai.

POLÍCIA DE WORCESTER

- Qual é a sua? - Volte pra Vermont!

- Estamos bem. - Vai pra Quincy.

- Quê? - Quincy.

Bem ali.

Vai pro meu bar.

Quê? Você tem bar?

Por que é difícil acreditarem?

Pensando no meu seguro,

o carro precisa dar perda total.

- É. - Pode sossegar.

Já está resolvido.

Hora de ir.

Trinta anos nesse negócio.

E vou fugir pro Canadá por causa do puto do Cobby Murphy.

Ele não fica com a boca fechada.

Só lá em Walpole.

O que ele fará quando o Toomey o prender?

- Nos entregar. - Pode apostar.

Vai abrir o bico e contar tudo, porra.

Este chalé não fica longe o bastante.

Eu adoro xarope de bordo.

Neil Young.

Hóquei no gelo.

Caminhar ao ar livre.

- Ama tudo isso em francês? - Bien sûr.

"Bien" o quê?

Au revoir.

Mas que diabos!

Funciona.

- Dê a volta à direita. - Beleza.

- Outro crime. - É, uma sequência.

Era um banheiro?

- É um banheiro. - Porra.

Esse homem, o Sr. Kelly, por que não chamaria a polícia no ato?

- Sou um filho que ele não teve. - Não teve ou não queria?

Você não me parece médica.

Vai sangrar até morrer?

Boa. Mas o que você faz?

Receita remédios ou convence o Rory a viver toda semana?

Acha que falo de paciente confidencial?

Mas eles não precisam de tratamento de verdade?

Não podem ver criancinhas indefesas aniquiladas por um míssil Scud e falar:

"Ah, fale da infância e vai ficar tudo bem."

Olha, pra começar, você é um idiota.

Depois, Rory recebe um tratamento excelente.

Por fim, sou médica formada, o exigido pra receitar remédios.

Ok. Eu não sabia disso.

Graças a Deus.

Se fosse seu paciente, você me entenderia?

Não seria meu paciente.

Só estou falando, se precisasse.

Não tem precisar. Tenho limites saudáveis.

Pois é.

Tipo zanzar com bandidos

- fingindo ser refém? - Não é bandido, Rory.

Assim que o Sr. Kelly chegar aqui,

aceitamos a ajuda possível.

Rory...

Daí farei o que preciso fazer e depois vou me entregar.

Então vou pra Bolívia sozinho.

OPERAÇÕES ESPECIAIS

É o Sr. Kelly?

O Sr. Kelly anda de tanque?

POLÍCIA DE BOSTON

Merda.

Porra.

Fiquem abaixados.

- Onde? - Meu Deus.

Fale desses limites saudáveis.

Eu vim a trabalho. Vim pelo Rory.

Perdeu um paciente? É isso?

Silêncio.

É.

- Entendi. - Você não sabe nada.

- Eles veem tanto. - Chega.

- Voltam sem esperança. - Fala muito.

- Ninguém ajuda. - Como você

- sobreviveu? - Não falo.

Façam silêncio.

Uma pergunta. Qual é o meu problema?

Não, é sério. Queria saber mesmo.

Distúrbio de engajamento social desinibido adulto.

Provavelmente fruto de complexo de apego rompido na 1a infância.

Sente-se abandonado pelas pessoas.

Não é isso, não.

Fica mais à vontade sentindo-se abandonado e sozinho.

Quando falam a verdade, você fala assim pra não precisar ouvir.

Entendi por que tantos pacientes seus querem se matar.

Cobby, se quer um amigo, seja um amigo.

Olá, Frank. Como vai?

Deve ser a polícia.

Manda o Cobby vir aqui.

Você se enfiou num mar de merda, garoto.

Sr. K...

Pode nos dar licença, John?

Claro, Frank, eu vou sair.

A casa é sua.

Vou tentar não bagunçar.

Faça o que quiser, Frank.

Eu tenho seguro.

Tem seguro da casa da praia também?

Tentei te ajudar, Cobby.

Deus sabe que tentei.

Sentem.

Eu tenho uma arma.

Vai atirar em alguém com ela?

Não.

Foi mal.

Já cometeu um crime antes?

Só contravenção.

Senhor, se eu puder falar em nome deles...

Não pode, não. Quem é você?

- Nossa refém. - Nossa terapeuta.

Não sou sua terapeuta.

Você é mal paga.

É, não brinca.

Então é isso? Estamos presos?

Ele não veio nos prender.

Cadê o negócio?

Cadê o quê?

Ele falou disso.

Uma pergunta.

Por que o prefeito gosta tanto disso a ponto de mandar você?

Não é da minha conta.

Ou seja, você com certeza não tem nada a ver com isso.

Olha, mulher. Saia comigo.

Mas sou refém deles.

E vou salvar você.

Mãos no balcão quando os rapazes do camburão entrarem.

Estão armados e bebem muito café.

- Não vão sair. - Sai.

- Recue. - Recue, você.

A Polícia de Boston assume.

O que está fazendo?

Ele mandou botar as mãos no balcão.

Não sentiu o cheiro?

Cheiro do quê?

Merda.

O que esperamos?

Perdemos?

Vai!

Chamem os bombeiros de Quincy.

Deve ter um incêndio por aí.

Dos grandes.

Tipo um alarme cinco.

O que fazemos agora?

Vamos a Montreal.

- Montreal? - Sim, Montreal.

- Estaremos seguros lá. - Ok. Por quê?

Fica no Canadá.

Sim, eu sei onde fica, mas...

Conhece alguém lá?

Não.

Como iremos?

Pela rodovia.

- Siga as placas. - Sendo caçados?

- E pra cruzar a fronteira? - Sei lá.

Paramos em Niagara Falls e vamos andando.

Deve estar uns 50 graus negativos. Uns dez metros de neve.

Morte no inverno?

Só com a porra de um trenó com huskies para cruzar a fronteira.

Quer ir de tênis?

- Já foi a Montreal? - Nunca.

Que diferença faz?

Montreal é uma péssima ideia.

- Péssima ideia? - Péssima.

Montreal é uma péssima ideia.

Estão todos errados sobre Montreal.

Já roubou banco?

O quê?

- Roubar banco. - Não vai roubar um banco.

Preciso da grana.

Vai roubar como?

- Como? - É.

Entra. Põe a máscara.

Põe a máscara depois de entrar?

- Ou antes? - Antes.

E os guardas armados?

E o cofre com temporizador? E só terem dois mil nas gavetas?

Esquece o cofre grande. Leva tiro por nada.

Roubar banco é péssimo. Vamos a Montreal.

Montreal não resolve meus problemas.

Não voltarei pra prisão.

- Divirta-se em Montreal. - Divirta-se roubando banco.

IMIGRANTES ENGRANDECEM OS EUA

MEU

Dezoito, 13, 87, 18, 20, 26, 71, 29, 80.

Os números na pulseira do prefeito.

Quer US$ 32.480?

Quero.

NOVA BOSTON, NOVO PREFEITO ELEJA MARK CHOI

Fora, Miccelli!

PREFEITURA DE BOSTON

São 25 anos de subornos e propinas.

O prefeito deve ter mais grana do que o xá do Irã.

Se manda Frank Toomey pegar a pulseira, deve ter seu valor.

É a combinação do cofre dele,

no gabinete dele, por isso ele não sai.

Quer roubar o prefeito de novo?

Não digo que correu bem na primeira vez,

mas não achariam que seríamos burros de tentar de novo.

Todos seremos presos se não o tirarmos daqui.

É só tirar a porra do cofre no carrinho

e sair do gabinete!

O prefeito não esquecerá, Frank.

- Força aí. - Está comigo, senhor.

- Molengas! - Está comigo!

Chega de crime!

RECUPERAR A DEMOCRACIA

LIMPAR BOSTON!

Fora, Miccelli!

Chega de crime!

BOMBEIROS DE BOSTON

Será que deixam a chave aqui?

Queremos os uniformes. Quer roubar o caminhão?

Não ia ser legal roubar um?

- Bombeiros. - De Boston.

- Bombeiros. - De Boston.

Bombeiros de Boston.

Sabe onde isso dá?

Sim, entra daqui, vai pra lá e pra cima.

Pra cima onde? Como sabe?

Vai no prédio. Acredite, vai para algum lugar.

Alan, essa aí é a minha aposentadoria.

- Ok. Sim. - Entendeu?

Sentiu, meu bem? Sentiu?

- Incêndio. - Que porra!

- Favor evacuar o prédio. - Evacuar?

Vai pra lá! Vamos!

Funcionou.

Sentiu como a bota é pesada?

Se repetir "Montreal", juro que mato nós dois.

Só falei. Meus pés cozinharam.

Incêndio relatado no prédio.

- Não é treino. - Merda!

Favor evacuar o prédio agora.

Preciso tirar o senhor e equipe em segurança.

Pode me dar um minuto?

Por favor, é o meu trabalho.

- Santo Deus! - Agora, senhor!

Que porra está acontecendo?

- Senhor! Agora mesmo! - Tire as mãos de mim!

- Sou o prefeito, caralho. Não pode... - Vamos! Agora, senhor!

Vamos lá! Vamos!

Aonde vai? Ei!

O prédio pegou fogo!

- Não saia sem isso, Alan. - Agora, senhor!

Fique seguro, Alan.

O prédio pegou fogo.

- Bombeiros vão de escada. - Hein?

Bombeiros vão de escadas.

Ei!

O que vocês vão fazer?

Ei!

Indo pela escada como todos.

Não fujam de mim!

Está tudo bem. Relaxa.

Ei!

- Vai logo. - Vai logo? Fui baleado hoje, mano.

Ei!

- Esse cara. - Não fode!

Como é?

Dá um tempo, porra. Estamos apagando um incêndio aqui.

Meia-volta! O que devo fazer?

Que porra é essa? O seu emprego...

Não tenho escolha.

Ei! Aonde vão?

Fiquem longe do meu gabinete! Ei!

- Ei! - Não fode!

Ei, o que você me disse?

Não me deixem falando sozinho!

O que acham que é isso?

- Parem aí! - Ele não vai deixar pra lá.

- Vai! - Não fechem essa porta!

Porra, não...

- Hein? - Deus do céu.

- Esse puto. - Inacreditável.

Tenha dó!

Todos nesta cidade precisam ser heróis, porra?

Eu não sou herói.

Ei, pare! Pare!

Temos um refém que vai voar pela sacada!

O que está fazendo?

Ganhando tempo.

Isso era um roubo. Quatro a sete anos de prisão.

Agora são 20 anos por sequestro.

Estavam dando machadadas.

Foi um improviso.

Para piorar, é um prédio federal.

Com a Lei de Segurança Nacional, não há limite de prisão para terroristas.

É tudo prioridade máxima. Atirar para matar.

E sou funcionário público.

Aciona uma série de reações.

Acionou uma série de reações.

Bom, a água parou.

Estão arrumando o negociador.

Não vão arrumar...

Deve ser o negociador.

É um cofre bem grande.

Merda. Que tarde.

O que aconteceu?

Incêndio na prefeitura.

Graças a Deus, os aspersores ainda funcionam.

Aquilo está um caos.

Prepara pra viagem.

POLÍCIA ESTADUAL DE VERMONT

DEPTO. DE GESTÃO DE PROPRIEDADE MUNICIPAL

Quem é o encarregado?

Ei!

Quem é o encarregado?

Senhor prefeito!

É um problema de segurança de evolução veloz.

Tem atiradores?

Preparando-se agora, senhor.

É muito simples, tá?

Matem os bandidos e ganham um desfile.

Usem a cabeça. Vamos acabar com eles.

É 71,

e 79...

Oitenta.

Ai, meu Deus.

- Pois é. - Não pode ser.

Espera aí. Quê?

Puta merda.

Falou que sua parte era 32.480?

Mais ou menos.

Com licença. Policial.

Policial!

Quero um acordo pra contar tudo.

Agora não, Alan.

Estou ocupado.

Não quero ser processado em troca de cooperação total.

Vinte anos de provas.

Subornos, propinas, contas não rastreáveis no exterior.

Sabe que não somos policiais, né?

Nem somos bombeiros.

Testemunhem que cooperei assim que pude.

Muito bem.

Só tem herói nessa merda.

Cara, isso é um M82A1?

É, sim. Não deixam usar nem no estande.

Dá um pedaço.

Uma cerveja, Joe.

Vamos acabar com eles.

O que estamos esperando?

Está um pega pra capar.

Bobby Orr autografou esse bastão.

Deve ser falso. Geralmente são.

Eu o vi jogar a última partida.

- Viu? - Vi.

Quantos anos você tem?

Eu tinha uns sete anos.

Os joelhos do Bobby já eram. Ele não jogou nada, mas eu fui.

Ele falou pra não esquecer.

Bobby Orr falou pra não esquecer do jogo?

Não o Bobby Orr. Meu pai me levou.

Time Sierra tem tiro desimpedido.

Cuidado!

Acabem com eles, rapazes! Vamos lá!

Merda.

Vai!

Sai da frente!

Não atirem! Equipe da SWAT!

Tem um refém. Não atirem!

É assim que se faz!

Sai da janela!

Credo! Porra!

Parem de atirar. Parem, caralho!

Merda! Jesus!

- Foi baleado? - Sim.

Foi?

Um tiro?

- Sim. - Sim.

Porra. Onde?

Meu braço dói. Acho que é um tiro.

Já balearam aí.

Não sei, espera. Acabei de cair.

Quem mandou parar de atirar, hein?

Não dei essa ordem, porra.

Seu advogado está lá, senhor.

- Quem? O Alan? - É.

Negociadora indo.

Sabe o que fazer?

Sim.

- É, foi tiro. - Sem chance.

- Foi uma bala. - Não.

O que será? Espasmo?

Rasgou o moletom rastejando no chão.

A solução é uma agulha e linha.

Resolve o problema.

Eu sei, pois fui o único já baleado hoje.

Ninguém foi baleado.

- O que acha que é? - Não foi tiro.

- Levei bala por você. - Levou?

Pode ter sido no sofá, ao dar a volta.

Fui baleado duas vezes, admita.

Por que acha que foi...

É um arranhão.

Tem gente.

Rory. Rory, sou eu. Dra. Rivera.

Estou sozinha.

Espere aí.

- Oi. - Oi.

Posso entrar?

Oiê, doutora.

Vocês estão bem?

Sim, ótimos.

Infelizmente, fui baleado de novo.

Não foi tiro.

- Foi, sim. - É a negociadora?

Sou, sim.

Alan Flynn, advogado do prefeito. Estou cooperando.

Alan é o nosso novo refém, mas gostamos mais de você.

Oi, Alan.

Gostei do colete. Ficou bom.

O que está havendo, Rory?

Vou pegar os meus US$ 32.480.

Como se sente?

Bem. Ótimo.

Isso costuma rolar assim?

Cobby, não interrompa, por favor.

Mas, não, normalmente, o paciente responde à pergunta.

Tem o dinheiro como queria.

Sente-se como imaginava?

Levo a grana pro seu filho debaixo do colete.

Eu saio e levo pra ele.

Você conseguiu.

Como era? "Tirar o time de campo."

Então, como se sente?

Eu não quero morrer.

Eu não quero morrer.

Precisa de coragem pra dizer isso.

Você me orgulha.

Sim, Cobby.

Eu também não quero morrer.

Que bom, Cobby.

Eu não quero morrer.

Alan, você não participa.

Ok.

Estou pronto pra me entregar.

Pirou? Você se entrega e morre.

Você precisa fugir.

Espere aí. Desde o começo você falava...

Digo isso desde o começo.

O que quer? Digo que errei?

- Sim, quero. - Não...

- É tão difícil? - Ok. Eu estava errada.

Porra.

O que foi?

Acho que quero ir pra Montreal.

Dois reféns saindo do prédio.

Eles vão sair?

Sim, senhor. Com certeza, vão.

Muito bem.

Foi bom enquanto durou.

Porra, que pesado.

Não é meu.

Parem! Recuem! Para trás!

Parem!

Liberado!

- Ei! - Tchau. Sim, somos bombeiros. Adeus.

- Boa noite. - Puta merda.

- Puta merda! - Ai, meu Deus.

Eu não te disse?

- Você acertou. - Ser bombeiro é bom?

Vamos pra Montreal. Vamos lá.

- Vamos lá! - Montreal. Vamos nessa!

Quem guia o caminhão dos bombeiros?

Vendo este caminhão, nos deixam entrar.

Passando. Sai da frente.

Heróis americanos passando.

- Quanto pra Montreal? - Uns 500km.

Pra liberdade? Vamos pra Montreal!

- Montreal. - Vamos no caminhão!

Nada vai parar este caminhão.

Nada!

Merda.

Carro! Mano! Está batendo nos carros aqui.

- Merda! Ele está vindo. - Vamos lá!

Vai! Acelera! Manda bala!

- Já acelerei! - Está freando!

- Troca a marcha. - Troquei.

- É o máximo. - Põe outra!

Empurra!

Ele é tão babaca.

- Acelera! - Estou acelerando!

- Vira pro outro lado! - Estou virando pro outro lado!

- Vira pro outro lado! - Estou tentando!

Puta que o pariu!

Merda!

A sua porta.

- Não... Emperrou. - Abre a sua porta.

É só um trinco...

Olha ele aí.

Mãos pra cima, filhos da puta.

Ficaram loucos?

Estamos em tratamento. Sim.

Saiam. Mãos no caminhão.

Senhor, tenho algo em meu poder

que pode julgar interessante.

O que é?

Posso colocar a mão no bolso e pegar?

Aqui tem 20 anos de subornos e propinas.

Estamos dispostos a dar isso em troca da nossa liberdade.

Coloque isso no seu bolso,

dê as costas e vá embora.

Nunca mais trabalha na vida,

- e a gente some. Isso. - Some.

Médico grátis, dentista grátis,

corte de cabelo, grupos de homens e despiolhamento.

Anda o necessário.

Não perde a carteira.

Casamento.

Já tentei isso.

Não comigo.

Nunca mais escolher roupa.

Como o Einstein.

Vai dizer que ele não sabia das coisas?

...73 para Montreal pronto para embarque preliminar no portão...

Prefeito Miccelli?

Quem, eu?

JOSEPH MICCELLI, 1,80M 108KG POLÍCIA DE BOSTON

Senhor prefeito,

dou apoio total à sua plataforma anticorrupção.

Quando processarmos esses dois homens de Quincy,

os advogados deles entregarão como prova estes discos rígidos

e as contas listadas,

contendo US$ 100 milhões não rastreáveis.

Vamos devolver US$ 100 milhões não rastreáveis ao estado

que bem poderiam...

Senhor prefeito, aqui.

Mas, senhor prefeito, se não os processar,

os discos não serão entregues como prova.

Muito bem, é seu dia de sorte. Pra fora! Andando.

Vamos, amigo. Vai.

Olha a cabeça.

Abaixa. Você também. Vamos. Muito bem. Abaixa.

Saia e abaixa, espera.

Boas férias, caras.

Cortesia do programa 2a Chance do prefeito Choi.

Aproveitem ao máximo.

Ei, a gente tinha botas.

Devolvemos aos bombeiros.

Sim, mas havia objetos pessoais dentro.

A grana? Sim, nós pegamos.

Muito obrigado.

Eu não... O que aconteceu?

- O quê? - Vai andando.

Então a gente está livre?

- Sim. - Estamos livres.

Esse Mark Choi, hã?

Eu te disse. Puta candidato.

Eu admito, não pensava que essa escolha fosse possível.

Saquei a sua, Choi.

Prefeito preferiu papar a prata.

Nunca te fiz rir, né?

Fez, sim.

Não te vi rindo.

- Eu ri. - Contei piadas.

- Nunca riu. - Eu ri.

Quando você riu?

No seu segundo balaço.

Só por Deus.

- Oi. - Que foi?

Deixa pra lá.

Comporte-se.

É, comporte-se, você.

Álcool não detectado. Veículo desbloqueado.

É vadiagem.

Sabe como chamar a polícia.

FESTIVAL JUVENIL BRUISERS 2014-2015 CAMPEÃO

INFANTIL IDADES 11-12

OS PROVOCADORES

Mas que porra é essa?

Não usaram botas.

Legendas: Leandro Woyakoski

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