All language subtitles for King Richard and the Crusaders (1954) WEBRip Oldies

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Original subtitles

Neste pac�fico deserto

j� tinha se passado duas cruzadas de crist�os contra os mu�ulmanos.

Palestina j� era parte da reino da cruz.

Mas logo tudo mudou e os cruzados perderam suas conquistas.

Ent�o, no ano de nosso Senhor 1191,

a terceira Cruzada se lan�ava a Jerusal�m

guiada por Ricardo I de Inglaterra.

Ricardo Cora��o de Le�o,

um homem com uma hist�ria de feitos de bravura,

tinha feito o juramento sagrado de recuperar a Terra Santa

das m�os de Saladino, sult�o das mil tribos da Ar�bia,

mestre na arte da luta no deserto

e g�nio em sutilezas, enganos e emboscadas.

- Viva o Rei Ricardo! - Viva!

Outra vit�ria, senhor?

Se voc� chama de vit�ria a ca�ar fantasmas com camisolas.

Sobre esses cavalos velozes como �guias.

Mas Sir Giles mostrou que n�o s�o fantasmas.

Eles deixaram alguns para os abutres.

Isso � verdade.

Desde o cerco de Acre, tenho grande estima por Sir Giles.

Meu senhor.

Escutem, ou�am-me todos: pr�ncipes, lordes e cavaleiros.

� meu desejo que se os infort�nios da guerra cair sobre mim,

que Sir Giles Amaury assuma o comando.

Espero que saibam apreciar a sua lideran�a.

Alteza

Isso � uma honra inesperada.

E bem merecido.

Que calor! Os homens do norte n�o nasceram para isso.

Cavaleiro do Leopardo!

Ao seu servi�o.

Como meu guarda pessoal merece um elogio.

Alteza, coloque-se em risco desnecessariamente.

Como?

Que Deus te proteja, senhor.

- Que l�ngua voc� fala? - Gal�s, senhor.

Voc� � escoc�s? Eu desprezo essa ra�a.

Porque recusamos a ser conquistado pela Inglaterra.

Lavarei a Gr�-Bretanha com sangue escoc�s quando os sarracenos forem destru�dos!

Mas diga-me, porque raz�o servir t�o valentemente a mim,

um rei inimigo?

Eu n�o sirvo o rei, mas ao homem.

Por S�o Jorge! Isso sim � lealdade.

Eu o observo, cavaleiro,

e eu nunca conheci valor igual ao seu.

Voc� est� ouvindo?

Com toda a minha aten��o.

Hoje matou v�rios c�es sarracenos defendendo meu lado.

N�o me fale nessa l�ngua sombria e desprez�vel.

Por S�o Jorge! Vejo que para ele eu n�o sou nada.

Seu rei � voc�.

Roswal � meu escudeiro,

o �nico servidor de um cavalheiro em ru�nas.

Lealdade, algo mais valioso do que um reinado, �s vezes.

E raramente pode ser encontrada onde se espera.

Lealdade!

Uma palavra de pouco significado aqui, onde a obedi�ncia ao rei

s� tem a for�a que o pr�prio rei tiver.

Os l�deres da Europa, que se haviam lutado continuamente entre si

n�o eram irm�os em uma terra estranha.

Cada um estava convencido de quem devia mandar na Terceira Cruzada.

Leopoldo, o duque da �ustria, bebia muito e com frequ�ncia,

e se considerava como Ricardo.

O Rei Felipe da Fran�a era um monarca mal-humorado.

Considerava que os franceses s� deviam lutar sob a bandeira francesa.

Na verdade havia muitos conspiradores que queriam tirar o comando do le�o.

Muitos eram prudentes,

mas outros tinham planos ousados.

Em nome do Rei! Quem est� a�?

Sir Giles Amaury, Gr�o-Mestre dos cavaleiros do castelo.

Conrad, Conde de Montferrat. Cuida bem do nosso le�o.

Sim, meu senhor. Passe.

Esse � o seu alvo.

Uma fecha sarracena.

Crave-a profundamente. N�o � um homem comum.

Assassino! Feriram o rei! Assassino!

A fecha � de um sarraceno!

Agora estamos todos sob o seu comando, Sir Giles.

Era o desejo do nosso amado rei.

Que os teut�nicos procurem a oeste, os hospital�rios a leste,

meu ex�rcito ao norte e ao sul.

Que homens armados revistem todo o acampamento.

A seta n�o tocou o cora��o.

Ele est� vivo!

Quem � voc�?

Sou Kenneth de Huntingdon.

Meu leal escoc�s.

Uma fecha sarracena.

Isso n�o significa nada.

Se encontrarmos o arco saberemos mais.

O rei foi ferido! Procurem o assassino!

Foi uma fecha sarracena!

Vamos permanecer juntos de um chefe prestes a morrer,

ligados ao trono vago de Ricardo da Inglaterra?

Sua arrog�ncia colocou o estandarte ingl�s acima do nosso.

Incluindo minha orgulhosa �guia da �ustria.

Viva o nosso l�der Duque Leopoldo!

Preparem-se para enterrar o morto. Escolham um novo chefe,

algu�m com o poder do imp�rio alem�o.

Reis, pr�ncipes, soldados da cruz,

Asseguro-vos de que ningu�m � mais valioso

do que aquele est� aqui diante de voc�s.

Todo homem, cheio de sa�de e sabedoria.

Voc� est� certo, Vossa Alteza.

Obrigado.

Obrigado, querido Leopoldo, propondo-me para esta honra.

Ricardo enviou o seu bobo da corte para o conselho.

- T�o cheio de vida. - Est� morrendo.

Fui eu quem mandou o bobo da corte para ridicularizar a Leopoldo.

Mas e quanto a Filipe?

Felipe da Fran�a? Eu o tenho em minha m�o.

Te proclamar�o imediatamente como l�der. Espere.

Desgra�ado idiota! Lev�-lo embora!

Sil�ncio, ou�am ao rei da Fran�a!

Companheiros de armas.

H� pouca diferen�a entre esses dois absurdos.

Um bobo da corte se proclamando com chefe.

E o duque da �ustria impondo tal nomea��o.

A Fran�a n�o vai tolerar a sua grande ambi��o. Montferrat.

Eu aconselho que ou�am ao s�bio veneziano

cujo ouro paga grande parte desta cruzada.

Nobre rei da Fran�a, meus senhores, amigos.

Lembre-se que temos com o Rei Ricardo uma d�vida maior do que o ouro.

Somos de t�o curta mem�ria que esquecemos da sua ordem

de que Sir Giles Amaury nos lidere a todos?

Fran�a apoia a candidatura de Sir Giles. Que cada um decida.

Todos os que apoiam Sir Giles que se coloquem ao seu lado.

Ent�o, estava morrendo...

Deus salve o rei!

Queridos traidores.

Ainda tenho o odioso prazer de ser vosso l�der.

N�s n�o somos traidores, senhor!

Essa fecha levava tanto veneno como o �dio que aqui se respira.

- N�o era nossa. - Era uma flecha sarracena.

Partiu de um arco cruzado. N�o encontramos sarracenos nas proximidades.

Eles se escondem como raposas.

Os arqueiros de Saladino nunca usam veneno.

E eu os tenho em mais considera��o do que alguns de voc�s!

- Sir Giles! - Alteza.

Aproxime.

Se suspeitar de algo...

Ajoelhe-se.

Como disse ontem, te considero o mais valioso de meus generais.

O que disse em palavras o confirmo com a minha espada.

Nomeio-lhe como meu vice.

Liderar� as for�as do cristianismo na minha aus�ncia.

Eu sou seu humilde servo.

Se h� algu�m que n�o concorde. Fale agora ou se cale para sempre.

Em nome da unidade,

estendo este privil�gio a todos os cavaleiros.

H� algu�m que n�o concorde?

Sim, existe um.

Se ordena, seguirei o l�der que nos d� a batalha.

Mas como cruzado que cumpre seus votos,

n�o respeito a quem quebra os seus.

Alteza, deixe-me vingar dessa ofensa.

Sil�ncio!

Voc� � um tolo impulsivo! N�o muito diferente de mim.

Deixe-me lutar contra ele.

Pro�bo. O escoc�s te esmagaria o cr�nio.

Bem, quais s�o esses crimes?

A persegui��o de mu�ulmanos inocentes que n�o est�o armados.

Seus cavaleiros se dedicavam antes para proteger os peregrinos

mas agora est�o corrompidos.

Os presos apodrecem em seu castelo, que chamam de ref�gio sagrado.

- Prospera com os resgates! - Improv�vel!

Um cavalheiro n�o ataca gente desarmada nem busca riqueza.

Sir Giles, jura solenemente pela cruz da espada

proteger os indefesos, amigos ou inimigos?

Sim, meu senhor.

Levante-se, e assuma o comando imediatamente.

Bem, est� feito.

- N�o se Ricardo se recuperar. - Morrer�.

E para ent�o seus amigos ter�o os cargos de confian�a.

Liderados por voc�, derrotar�o os ex�rcitos de Saladino.

Vamos impor os nossos termos de paz a Saladino.

Eu sempre gostei do estilo de vida oriental.

Logo teremos um reino pago com vidas de cruzados.

Mas h� um obst�culo.

Se � necess�rio levarei a derrota de Felipe e da Fran�a.

Voc� possui o que governa os governantes.

O odioso seria que um certo escoc�s atrapalhe o neg�cio.

O escoc�s n�o voltar� a causar problemas.

Meus cavaleiros livrar�o dele o mais rapidamente poss�vel.

Devemos fazer uma sangria, � melhor a faca do que a sanguessuga.

Ervas fervidas com f�gado de um sapo

s�o um milagre para os pacientes.

Quem � essa gata chorona?

Sua esposa, senhor. Sua Alteza a Rainha Berengaria.

� o meu castigo por trazer tal companhia para a guerra!

Essa observa��o n�o � digno de um cora��o nobre.

Ao inferno com meu cora��o!

Limite-se a cuidar da minha alma.

Uma tarefa dif�cil. Em sua vida n�o h� um padr�o de santidade.

N�o tem l�grimas para seu primo Ricardo?

Eu apenas choro nos funerais.

E n�o pense que o enterraremos, a menos que esses m�dicos acabem com sua vida

- Fora, charlat�es! - Mas, Alteza...

Eu disse a eles para sair.

Minha boa prima Edith! Sempre est� certa.

Fora com vossas sanguessugas, chupadoras de sangue!

Vampiros! Que os diabos do Curdist�o o levem!

Perder tanto sangue te enfraquece.

Que saiam todos para que descanse!

Se n�o sair, varre-os.

Voc� e eu somos Plantagenet, n�s n�o andamos com contempla��es.

Eu ouvi que planeja uma peregrina��o.

Ao amanhecer sairei com Edith para rezar por sua cura no convento.

� uma perigosa viagem atrav�s do deserto.

Estaremos seguros. Como voc� mesmo diz, Saladino � um cavaleiro.

Sim, � verdade.

Saladino nunca ataca os peregrinos.

Mas h� ladr�es rondando.

Sua esposa pediu uma escolta no castelo.

Estar� a salvo. N�o h� melhores guerreiros.

Exceto, talvez...

Convoque ao renegado escoc�s.

Verificar� o caminho da sua caravana.

Com ele estar�o seguros.

Acompanhe a seu pavilh�o � rainha.

E voc�, o arcebispo, reze para o sucesso da peregrina��o.

N�o � um renegado!

Como? Quem?

Sir Kenneth � um cavaleiro honrado.

N�o queria menosprez�-lo.

Minha pequena Edith. Tornou-se uma mulher.

�s vezes me pergunto que segredos mant�m em seu cora��o.

Ricardo Plantagenet continua sendo seu her�i.

De verdade?

Um homem corajoso!

Voc� j�...

ouviu falar sobre as proezas de Sir Kenneth?

Eu o vi derrubar doze cavaleiros em um torneio

t�o facilmente como se fossem bolas.

Bem, � claro, mas...

seus ataques n�o s�o t�o corajosos...

H� apenas um Ricardo Cora��o de Le�o.

Por S�o Jorge!

Digo isto porque vou arranjar um valioso casamento para voc�.

Lembre-se que uma Plantagenet n�o deve comprometer a pureza de sua ra�a

unindo-se a um homem de menor valor.

- � claro. - Esse escoc�s do diabo!

Se atrever a se aproximar de voc� vou passar a espada!

Absurdo, n�o �?

Sim, sem d�vida.

Boa noite, querido Ricardo. Preciso descansar para a peregrina��o.

- Boa Noite. - Boa Noite.

- Meu amor. - Edith.

Tenha cuidado, meu primo tem um bom ouvido.

E uma vaidade excessiva

para perceber que est� usando um anel escoc�s.

Mas tem suspeitas.

� hora de que saiba que eu tamb�m serei seu primo.

N�o, meu amor.

Vai te matar, disse ele.

Ent�o beije-me enquanto os meus l�bios ainda est�o quentes.

Qu�o doce loucura!

Uma loucura que gostaria de sofrer

pelo resto da minha vida.

Se Ricardo quer me morta, preciso viver rapidamente.

Um beijo para cada ano que me tire.

Os escoceses t�m uma vida longa, at� onde sei.

S�o quase imortais.

Meu av� teve o meu pai com a idade de 84.

- Kenneth, os guardas. - Que guardas?

Diga ao primo Ricardo...

Diga ao rei que seu servo o aguarda.

Sir Kenneth de Huntingdon, senhor.

Eu n�o aceito a amizade de nenhum infiel.

Lembro-me do seu pr�prio ditado, "No deserto n�o h� amigos."

Defenda-se!

Que venham os sete pombos para pousar em seus ombros.

Pombos ou abutres, indescrit�vel infiel?

Conhece a nossa l�ngua?

Aprendi o que a minha pouca intelig�ncia me permite.

Paz.

Essa � uma palavra que deveria ser conhecida em todas as l�nguas.

Eu sou o emir Ilderim do Curdist�o.

Sir Kenneth de Huntingdon, cavaleiro andante.

O cavaleiro do leopardo dormindo.

�s vezes penso o bem que carrega o mote de seu escudo.

- "Eu durmo, n�o me acorde." - Voc� sabe muito.

N�s sarracenos temos ouvido nos ramos das �rvores.

Voc� � um guerreiro corajoso e leal, mas, aparentemente,

nem todo mundo � t�o leal em seu acampamento.

Quem, sen�o um traidor que feriu Ricardo?

Quem � voc�, um espi�o?

N�o, apenas um m�dico.

Chefe dos m�dicos do grande Sult�o Saladino.

Meu senhor admira tanto Ricardo que me envia para salvar sua vida.

Por S�o Andr�s! Que generosidade

com um inimigo que nem sequer conhece!

� correspondido. Meu Sr. Ricardo sente a mesma estima por seu mestre.

Por isso, espero que me conceda sua prote��o.

Para chegar devo cruzar o vale, dominado por aqueles do castelo.

Asseguro que n�o os apreciam mais do que voc�.

Ent�o, pelo menos alguma coisa nos une.

Vamos, eu te convido para compartilhar a �gua fresca do o�sis.

- Vinho? - N�o, Al� o pro�be.

Muito sabiamente. Voc�s s�o criaturas muito delicadas.

Se quiser, compartilh�-lo com o animal que monta.

Talvez um pouco b�bado para imaginar um cavalo.

Esse animal supera a qualquer cavalo �rabe.

Acredite ou n�o,

me trouxe para um lago como o Mar Morto

sem molhar os cascos.

Mentiroso miser�vel.

- Hoje haver� gelo no Lago Ness. - Gelo?

Estava esquecendo, vive em um inferno, onde at� as pedras derretem.

- O gelo � �gua congelada. - Congelada?

Uma subst�ncia fria que faz com que um lago brilhe como as estrelas.

Coisas da sua imagina��o superaquecida.

O que se pode esperar de uns homens capazes de atravessar o mundo

para lutar por uma sepultura vazia?

- A sepultura de nosso Salvador. - Pr�ncipe da paz.

Apesar de que use a espada em seu nome.

Contra aqueles que s� vivem pela espada.

Mas, ainda assim, �s vezes penso que essa luta n�o deveria existir.

Os guerreiros de Saladino e Ricardo t�m algo em comum:

o cavalheirismo.

Quando era crian�a, vieram os primeiros cruzados para nos conquistar.

Admirava profundamente aqueles inimigos t�o...

brilhantes em sua armadura,

lutando por tal nobre luta.

Eu estudei seus h�bitos,

aprendi a falar e pensar em sua l�ngua,

no fundo me tornei um cavaleiro.

Mas ainda n�o compartilho um de seus ideais.

Qual �? Talvez possa convenc�-lo.

Imposs�vel.

Nunca ser� capaz de fazer com que considere as mulheres como deusas.

- Para v�s sois escravas. - Esposas, escravas!

De acordo com Maom�, isso n�o importa.

N�o mencione ao profeta quando fale das mulheres.

Mulheres! N�o conhe�o um desses espantalhos de cabelos de palha.

- Que mereciam estar no meu har�m. - Como?

Maldito bruxo do diabo!

- Eu n�o esperava t�o cedo pela rainha! - A rainha?

A rainha da Inglaterra.

Vou na frente de sua peregrina��o.

Mas eu n�o posso me apresentar a ela vestido assim.

Venha, vou ajud�-lo a por a cota de malha.

E tenha cuidado, permane�a escondido.

Os homens de Sir Giles escoltam a caravana.

Kenneth!

Quem �?

Um pobre escoc�s de Huntingdon. Valoroso cavaleiro, � claro.

Se n�o fosse casada com o meu amado Ricardo...

Mas que vergonha, Berengaria. Como pode pensar nisso.

Al�,

corte a minha l�ngua se voltar a dizer "espantalhos".

Acabei de ver o turbante de um sarraceno em cima dessa �rvore.

- N�o h� ningu�m. - Havia. Revistemos o o�sis.

- Um cavalo �rabe no mato. - Encontraremos seu dono.

Cavaleiro.

- Sim, Milady? - Recomendo a efici�ncia de sua ajuda.

Ao retornar para o acampamento eu vou lhe mostrar a nossa gratid�o.

- Sou seu humilde servo. - Por que atrasa a retaguarda?

Um inofensivo mu�ulmano. Acabei de v�-lo passar pelo o�sis.

- Com sua permiss�o... - Sim, eu te ordeno.

N�o deixe que a nossa escolta sofra qualquer dano.

Ali est�!

Olhe, ali vem o defensor dos mu�ulmanos.

Nem Sir Giles teria preparado melhor as coisas.

O sarraceno est� fugindo e o pegaremos com a lan�a.

A isca para o leopardo.

Em nome do rei mataremos ao escoc�s. Em legitima defesa.

Eu alcan�arei o mu�ulmano.

- N�o, nosso alvo � o escoc�s. - Bem.

Ser� o le�o mais poderoso do que o leopardo?

Eu me pergunto.

"Augusta Majestade, Ricardo Cora��o de Le�o, rei da Inglaterra,

duque da Normandia e da Aquit�nia e Conde de Anju.

Receba os cumprimentos de Saladino, rei entre os reis,

sult�o do Egito e da S�ria, luz e abrigo da terra.

Que a paz esteja conosco at� que o emir Ilderim,

da qual sua sabedoria salvar� o homem do que n�o est� escrito,

que afaste o anjo da morte do seu pavilh�o real.

Quando Ricardo recuperar suas for�as

deixemos que o futuro desta guerra seja decidida por n�s dois

em duelo.

Vamos resolver nossos assuntos em um campo de honra

e esperemos que assim

o melhor obtenha a vit�ria para sua causa."

Que nobre advers�rio.

Convert�-lo-ei, a verdadeira religi�o com mais golpes do que imagina.

Aceito essa proposi��o.

Envia a Saladino mensageiros com um presente.

Que lhe envie o c�lice de ouro que ganhei na conquista de Chipre.

Por S�o Jorge! Agora apenas eu vencerei o Islamismo.

Entrarei pela porta de David, sem perder um guerreiro a mais.

- Ricardo, n�o confie nesse pag�o. - N�o, senhor.

Sua vida est� em perigo.

Assim como corro perigo confiando em voc�s. Fora todos!

Lev�-los, bobo. N�o tem qualquer resqu�cio de intelig�ncia.

Suas cabe�as s�o como ab�boras cheias de sementes secas!

- Voc� � jovem para ter tanto saber. - E ainda continuo aprendendo.

Acabei de aprender por que os crist�os consideram a deusas suas esposas.

N�o te entretenha e cure o rei.

Esses estranhos godos de olhos claros

levam o cora��o por cima da manga.

T�o diferente dos sarracenos

que esconde o seu de todos seus amores.

Este n�o � o momento para filosofar.

Eu come�o a simpatizar com meus irm�os.

Acumulam bens preferindo a quantidade em lugar da qualidade.

De fato. N�o � um brilhante perfeito

mais encantador do que milhares de pe�as de pouco valor?

Por S�o Andr�s!

Voc� � um m�dico ou um papagaio persa?

Ah, desculpe, eu n�o tinha percebido.

Eu sou um m�dico. N�o tenha medo, vou curar o seu le�o.

Sir Kenneth.

Senhor.

Monte esta noite a �ltima guarda.

Se isso falhar, chame o arcebispo.

Mas que n�o entrem os demais.

Perdi a f� em quase todos.

Assim seja, senhor.

Prepare uma lareira com brasas.

Apresse-se, mulher. Ou me mande uma mais desperta.

Por meu primo, darei a ordem para a criada.

Perdoe-me.

N�o � f�cil mudar em um momento esses costumes antigos,

Milady.

Eu n�o estou ofendida.

A lua n�o pode ser ofendida pelos latidos de um c�o miser�vel.

Eu vou acender a lareira.

Eu estou aprendendo.

Estou aprendendo muito.

O carrasco de Huntingdon. Voc� matou dois bons cavaleiros.

Como cavaleiros n�o eram bons. Como cad�veres sim o s�o.

Paz, Sir Giles, n�o � o momento de acertar as contas.

Estamos aqui para proteger a sua Majestade do seu sarraceno.

Dizem que cometido pela febre est� pactuando com o inimigo.

Entendo que possa estar inquietos. Isso atrapalha os seus planos.

- Se viver haver� paz. - Fora do meu caminho, escoc�s.

- Eu poderia atravess�-lo. - Cuidado.

ou vai enfrentar os soldados ingleses.

Voc� � respons�vel por ter trazido a esse pag�o.

O que quer que falemos? Como trabalha seu grande curandeiro?

Diga-lhes cuidadosamente.

Conhecer a natureza do veneno o guiar� em sua cura.

Um arqueiro dos seus, certo?

No meu acampamento h� muitos arqueiros. Este � da minha guarda pessoal.

E carrega uma adaga em vez de arco?

Como uma adaga sarracena?

- N�o sei o que � isso. - Seu arqueiro deve saber. Pare!

- Volte para meu alojamento. - N�o se mexa!

Veja! Eu vou ensin�-lo a obedecer!

Deixe-o, Roswal!

Se Ricardo morrer,

pagar� caro por sua ousadia.

Eu serei seu �nico chefe e juiz.

E se conseguir a prova que busco

vai ser um rei com muito mau aspecto.

Duvido que os cavalheiros esperem para seja julgado.

A menos que seu infiel fa�a um milagre salvando Ricardo.

A ferida j� est� cauterizada. O curativo.

Uma mulher do Isl� teria mostrado fraqueza no cora��o.

Mas uma Plantagenet n�o.

Agora v� descansar, pequena dos cabelos dourados.

N�o, fique, voc� me d� for�a.

Nobre sangue de Guilherme, o Conquistador.

Por S�o Jorge como � doce sua companhia.

Que joguem os dados,

e jogue a vida contra a morte.

Ganhasse a vida.

O talism� tem o poder do c�u.

O talism�?

� realmente m�gico, mas ineficaz se n�o tiver uma f� cega nele.

Segure com suas m�os no c�lice, princesa das estrelas.

Fa�a o seu trabalho, talism�,

enquanto dois cora��es fervorosos depositam sua a f� em voc�.

Quero dizer que

n�o h� magia, sem implorar pela for�a do amor.

Deixe que beba neste c�lice.

E pelo seu afeto por ele, logo estar� curado.

Bebe. Bebe.

E sonha com o para�so.

V�! Pelo visto, trouxe um trovador, n�o um m�dico.

- Tenho f� em seus poderes. - Que tipo de poderes?

Entornar os olhos e cantar?

Ele faz isso muito bem.

E voc� se esfor�a para mostrar-lhe os seus belos olhos.

- Deveria usar um v�u? - N�o basta para quem tem um har�m.

Conhece a geografia das mulheres como a palma da sua m�o.

Quantas mulheres imagina que tem?

Eu sou est�pido para n�meros.

Passando de cem j� n�o sei contar.

� uma criatura com suas cren�as.

N�o � culp�vel do estado de sua alma.

Nem mesmo tem alma.

Esse astuto monstro de Satan�s te enganou.

N�o, Kenneth, n�o. Eu penso que � esta terra estranha.

Esta terra t�o diferente da nossa.

Sou uma Plantageneta, e apesar disso...

de alguma forma se adormece meu orgulho,

sinto certo feiti�o, um feiti�o de...

paz, luz das estrelas...

Bel�m.

Estou come�ando a odiar profundamente a guerra.

� horr�vel.

Toda vez que sai daqui me pergunto se voltar� vivo.

Minha boa, minha amada Edith.

Se tanto sofre por mim,

te prometo n�o ir a outra guerra assim que acabar essas cruzada.

Os anos que me restarem de vida s� viverei para voc�.

Meu amor, minha vida.

- Chegar� a 100 anos. Voc� promete? - Claro que sim.

- E ter� filhos aos 84. - Sim, isso �. Tal como o meu av�.

Aos 84? E como eu vou estar ent�o?

Ou�a. Viveremos em um castelo no mais alto da Esc�cia,

e nunca mais atravessarei o fosso.

Quando for velha eu tamb�m serei velho.

Sentaremos perto da lareira e contarei minhas fa�anhas de guerra.

Eu amassarei o p�o e prepararei a comida para voc�.

Desprezaremos a todos os reis e rainhas do mundo.

Ou�am-me todos!

- Eu digo que Sua Majestade est� vivo! - Vive?

- Ent�o, n�s queremos v�-lo. - H� 3 dias que diz o mesmo.

O que � isso, meu funeral?

N�o, acabou de voltar dentre os mortos.

- Levou 3 dias e 3 noites... - Em um para�so dos Mouros, querida.

Meu bom, Arcebispo, voc� ficaria espantado.

O que o homem n�o pode curar, o cura o sono.

A febre j� passou e a ferida est� cicatrizada.

Bar�o de Vaux.

Traga mil moedas de ouro para esse admir�vel sarraceno.

N�o as aceito, a sabedoria de Al� n�o se paga com ouro.

Ent�o diga, como te recompenso?

Pe�a a si mesmo qualquer recompensa que te possa conceder.

� um homem s�bio e prudente aquele que n�o pede o sol ou a lua.

Escolherei uma pequena lembran�a. D�-me tempo para pensar.

Queremos ver se o Rei est� vivo!

- Parem com isso! - Deixe passar, guardas!

- S�o Jorge cuida da Inglaterra! - S�o Jorge cuida da Inglaterra!

Viva o rei!

Deixe-me ver a minha bandeira.

Bendito seja, c�es leais,

ainda se eleva mais alta do que qualquer outra.

Toda uma companhia inglesa a guarda.

Tem�amos que Duque Leopoldo ordenasse aos seus homens para que a arrancassem.

Demasiada honra para que esse velho tivesse toda uma companhia em perigo.

Conhe�o um cavalheiro que poderia proteg�-la contra todos os meus inimigos.

Escoc�s.

O que diria se lhe confiasse a prote��o da bandeira da Inglaterra?

Eu ficaria sem palavras.

E depois?

Depois diria: "A bandeira da Inglaterra?"

Imagina que � a bandeira de Plantagenet

e serve-me, para mim, amigo.

Eu nunca sonhei com tal honra.

Por S�o Jorge! Ent�o aceite.

N�o por S�o Jorge, mas por S�o Andr�s.

Um bom santo escoc�s.

Apesar de termos perdido esta partida, sei como jogar a pr�xima.

O rei contra um bispo e esse bispo contra o rei.

Esse advers�rio � um mestre doloroso para os novatos.

Treina nossos aspirantes a cavalheiros.

Sir Kenneth.

Pronto, senhor.

Preste aten��o, observe como se usa a lan�a e como se acerta.

Cavaleiros em posi��o!

Bem, Sir Esmond, muito bem.

Que acha de uma luta entre voc� e eu?

O le�o contra o leopardo? Aceita um combate amistoso?

Alguns t�m deuses na Terra. N�o lutarei contra o meu.

Exceto por mim ningu�m ganharia de voc� nem mesmo Sir Giles.

Estou � procura de um dos seus arqueiros,

aquele que disparou a fecha contra a sua Alteza.

Procurei por todo acampamento, mas parece ter desaparecido.

Sir Giles seria o l�der se eu n�o tivesse escapado da morte.

O tempo vai me dizer se eu confiei em um traidor

- ou se voc� suspeitou demais. - Cuidado com Sir Giles.

- Talvez n�o esteja sempre por perto. - Por qu�?

Eu quero uma donzela de sangue real.

- E o meu futuro ficar� comprometido. - N�o ser� Edith!

N�o, claro que n�o. Uma Plantagenet.

Colhendo-te, sei que n�o aspira a tanto.

Entendo. H� apenas uma outra donzela de sangue real.

A sobrinha do Duque Leopoldo.

O que faria se estivesse no meu lugar?

Rapt�-la e para o inferno com as consequ�ncias. Eu te ajudarei.

Mais um lance e depois tomaremos um outro gole de cerveja.

Eu vou te dizer como pode ridicularizar a Leopoldo.

Diga a Saladino que j� podemos nos enfrentar no campo de honra.

Quero bilhar sua cabe�a real na ponta da minha lan�a.

Considere enviada a sua real mensagem.

� verdade que existem l�mpadas m�gicas no seu pa�s?

Sim, eu carrego uma entre meus amuletos.

E tapetes m�gicos?

Meu tapete tem os poderes da teia de aranha e do z�firo.

Poderia te levar para ver as maravilhas do pal�cio de Saladino.

- Para ser uma escrava crist�. - N�o. Uma inspira��o crist�.

Mesmo para o grande Saladino.

Estou certo que cativaria o seu cora��o t�o facilmente

como cativou o meu.

Um mundo crist�o at� a China.

Um mundo onde reinaria a compreens�o e a toler�ncia

n�o feito de tr�guas fr�geis entre Saladinos e Ricardos

determinados a lutar at� a morte.

- Este mundo jamais vai mudar. - Pode ser alterado.

Mas apenas pelo esp�rito.

O esp�rito do cora��o em paz.

- � um sonho imposs�vel. - N�o, se os cora��es est�o abertos

e n�o deixe que o amor seja deixado de fora.

- Amor? - De um sarraceno por uma crist�.

Juro pelo nome de Al�, se eu pudesse lev�-la a minha corte

reinaria a paz de leste a oeste.

Em breve irei ao encontro dos meus.

Lutar�o Saladino e Ricardo?

Haver� paz ou guerra?

Pense nisso, Milady.

Pense nisso e ou�a a sua consci�ncia crist�.

- Voc� abandonou o seu posto. - A bandeira est� segura.

Mais do que o seu apaixonado sarraceno. Se eu o encontrar...

- Por Deus! - Ou�a...

Amanh� vou anunciar nossa causa em uma capela. Que me desafiem!

Defenderei nosso amor com as armas!

Contra Ricardo?

Ele mesmo me disse o que fazer.

Um inimigo da Inglaterra! E fui t�o louco para confiar em voc�.

Esta vergonha alegrar� meus inimigos.

Fique aqui.

Vigie a milady.

Eu posso salvar o animal da morte, mas n�o voc� de sua estupidez.

Recoloque a bandeira. Chame o Duque Leopoldo.

Descubra o culpado e envie ao mestre de armas.

� o Conde de Montferrat.

Est� demonstrado que os b�rbaros escoceses te enviaram para perder.

Por isso briguei com meu valente Capit�o Sir Giles.

- N�o posso acreditar em tal coisa. - At� mesmo voc� pode t�-la derrubado.

- E disparou a flecha que te feriu? - S�o os seus m�todos.

E seu racioc�nio � t�o est�pido como de uma crian�a!

Vou te poupar para que o carrasco te mate!

Meu senhor. Voc� me chamou?

Conhece a hist�ria das casas nobres.

Posso decapit�-lo ou deveria desafi�-lo no campo de honra?

Teria de consultar os pergaminhos.

Mas lembre-se do emblema do leopardo que dorme.

� o filho mais novo do Duque de Huntingdon.

- Eu sou? - De parentesco real?

De verdade, meu senhor.

Segundo as leis da cavalaria, tem o direito de se defender em combate.

E devo sujar o campo de honra com o sangue de um...?

Se n�o respeitar a tradi��o dar� raz�o ao rumor que corre.

Que rumor?

Que Ricardo nunca se atreveria a enfrentar t�o valente campe�o.

� rid�culo, mas sabe como s�o as m�s l�nguas.

Pegue a luva.

Ser� um simples treinamento antes de enfrentar Saladino.

Pode resultar em algo muito dif�cil.

Eu j� venci melhores cavaleiros do que voc� com a lan�a.

Mas com voc� n�o terei tanta aten��o.

A luta ocorrer� ao nascer do sol e esteja certo da morte.

- A morte? - Ent�o voc� est� com medo, hein?

Como todos os covardes que seduzem �s donzelas no escuro.

Pedirei a lady Edith que ajude a testemunhar seu fim.

Ser� tamb�m seu castigo.

Vigie-o bem.

Prometeu-me complica��es.

Voc� e esse mestre do castelo.

- Voc� mesmo far� a sua ru�na. - Com a sua ajuda.

Eu juro

que um dia vou fazer pagar caro por seus crimes.

Mas primeiro deve matar o Rei Ricardo.

Voc� tem que mat�-lo ou ele a voc�.

Voc� jura que est� defendendo uma causa justa

e que o resultado do combate provar� a verdade ou falsidade

- Do que voc� acabou de jurar? - Eu juro.

Jura que vai defender uma causa justa

e que o resultado da luta mostrar�

a verdade ou falsidade do seu juramento?

Eu juro.

Sir Kenneth de Huntingdon � acusado pelo rei

de violar as leis da honra.

Sua vit�ria ou derrota

comprovadamente provar� sua culpa ou inoc�ncia.

Como sua Majestade decretou

todas as armas podem ser usadas sem limita��o,

quem derrubar o seu oponente poder� atac�-lo at� a morte

sem preju�zo de seu cavaleirismo.

Que a batalha comece!

Mandarei os ex�rcitos. Romperemos a tr�gua com Saladino.

A menos que o escoc�s... Mas o que esse imbecil faz?

Volte a montar!

- Eu n�o tenho direito! - Mas eu sim para descer do cavalo.

Se o faz � porque est� louco.

Eu te devolvo a sua vida com os elogios da Esc�cia.

Continue atacando ou eu vou te matar.

Confesse sua desonra e te perdoarei.

A desgra�a � s� sua.

Todos s�o testemunhas de que venci.

- Est�pido! Voc� me obriga a te matar. - Alteza!

Ou�a. Voc� me disse para escolher a recompensa que quisesse.

� certo.

Ent�o escolho que

me d� a vida desse escoc�s pela vida que eu te salvei.

Eu te concedo.

Mas sua derrota comprova sua culpa.

J� n�o � um cavaleiro cruzado.

Sua espada est� quebrada e suas esporas removidas.

Sua vit�ria foi vergonhosa, primo.

Entrego com um servo. Perdeu todos os seus direitos.

Levem-no daqui, para seu acampamento do Isl�!

Nossa viagem n�o ser� muito longa, porque agora j� somos seus vizinhos.

- O que � isso? - Enquanto lutava

Saladino se instalou no vale de Zorah.

Se chama "Saroub".

Ela � a rainha do seu har�m.

At� recentemente era do meu.

Onde estou?

No para�so mouro do qual Ricardo falava.

- Mas para voc� n�o � um sonho. - Deve ser.

- Quem me vestiu assim? - Ela, caro amigo.

Voc� j� n�o � mais um cruzado,

- Mas um nobre em nosso acampamento. - Por S�o Andr�s!

Isso vai contra os meus votos.

De seus votos? Voc� j� n�o � mais um cavalheiro.

J� n�o tem mais as esporas.

Voc� foi exclu�do do seu mundo.

Ainda est� inconsciente. N�o cansemos seus sentidos.

Ent�o me entregaram a voc�. Na condi��o de escravo!

� o melhor que poderia ocorrer. Jos� n�o foi vendido a um rei

por seus irm�os e tratado como um irm�o por aquele rei?

- Edith! - Ser� mais feliz se puder esquec�-la.

� melhor ser um servo de um dono bondoso

do que um escravo com um desejo imposs�vel.

- Voc� � uma raposa astuta! - N�o, apenas um pobre sarraceno.

N�o pobre de bens materiais

mas carente do que o cora��o cobi�a.

Para Ilderim o homem, seria como come�ar a desfrutar do para�so.

Para Saladino o sult�o, a uni�o com uma Plantagenet

significaria novos dom�nios na Europa.

Voc� tem coragem de imagin�-la como sua esposa?

N�o me atrevo a imaginar possuindo outra.

� estranho. Eu, um mu�ulmano, abandonando seus costumes

enquanto voc�, um crist�o, te introduz neles.

Acha que eu vou ficar nesta jaula de ouro?

O Talism�.

- Usou da magia para me privar dos sentidos. - Magia? N�o.

� uma almofada encharcada com son�fero.

Da arte de curar s� sei o que deve saber um bom guerreiro,

que o sono lhe devolva as for�as perdidas.

Um guerreiro.

Ent�o foi para o acampamento para espiar?

E eu vi como derrubaram o poder do Le�o.

Para mim � um homem pouco inteligente ainda que muito corajoso.

Um governante que n�o sabe governar suas pr�prias paix�es.

Viu nossa desuni�o!

Agora diga a Saladino para que quebre a tr�gua e ataque.

A espada do Isl� n�o quer o sofrimento de Lady Edith

nem dos Plantagenet. Mas aceita outros perigos.

Venha comigo.

Aquilo ali � o ref�gio do castelo.

Hoje nossos guardas encontraram um homem

que tinha fugido de seu calabou�o e se escondeu no mato.

J� est� em condi��es de v�-lo.

Estava prestes a morrer, mas tentava chegar ao seu acampamento.

- Para ver voc�. - A mim?

Eu n�o o conhe�o.

Ainda assim sim.

Mas est� muito desfigurado.

� o arqueiro de Sir Giles.

Fala, fala logo.

N�o pode falar, n�o tem l�ngua.

Mas n�o puderam cortar a sua consci�ncia.

Meu escriba decifrou o que ele quis dizer

e escreveu-o em uma l�ngua franca, o idioma do Ocidente.

"Giles Amaury, Gr�o-Mestre do castelo, planejava matar o rei,

obter o comando, derrubar Saladino

e fazer escravo o povo s�rio.

- Lev�-lo-ei, diante de Ricardo. - N�o sobreviveria a viagem.

Nem voc�, segundo disse ao expuls�-lo do acampamento.

Ent�o vai voc�.

A perspectiva de ver Lady Edith me enche de alegria.

Mas se eu arriscar a minha vida perderia a confian�a dos meus.

- Como, por qu�? N�o estou entendendo. - Eu vou te mostrar.

Curvem-se todos perante a luz do mundo

a m�o do sagrado profeta sobre a terra.

Vamos ajoelhar humildemente diante de Saladino,

o rei de entre os reis.

Esta � a minha decis�o.

Retiro todas as minhas for�as desta campanha t�o equivocada.

N�o aceitarei as ambi��es absurdas de Ricardo da Inglaterra.

Volte e acorrenta-se em seus Alpes.

Tenha uma boa viagem. S� Inglaterra e Fran�a ir�o partilhar a gl�ria.

Querido Ricardo. Essa gl�ria � uma fantasia.

Nossas for�as est�o reduzidas, a disc�rdia nos divide.

Estamos cercados pelos ex�rcitos de Saladino.

Saladino manter� sua promessa de combate.

E voc�, Felipe, te alcan�ar� os frutos da minha vit�ria.

Tenho conflito no meu reino que eu estou descuidando.

E voc� est� no mesmo caso.

Todos sabemos que durante a sua aus�ncia o seu irm�o Jo�o conspira.

Sim, meu irm�o � um usurpador.

Tenho de voltar para o meu reino. E vou faz�-lo.

Antes de duas semanas Saladino ter� assinado um tratado.

Hoje mesmo deve chegar um emiss�rio para propor as condi��es.

� melhor que fale sem rodeios.

Fran�a n�o aceitar� que essa luta seja decidida pelo seu encontro com ele

em um campo neutro de honra.

Por acaso prefere uma guerra sem fim?

Eu prefiro o triunfo coletivo a vit�ria de um, seja rei ou vassalo.

Por isso exijo um novo chefe.

O Conde de Montferrat retira o seu apoio

at� que Sir Giles tenha o comando supremo da cruzada.

Alteza, acabou de chegar o embaixador sarraceno.

N�o deve ver nossas dissens�es. Eu receberei em minha tenda.

O conselho n�o d� a ningu�m o poder de negociar em privado.

Meu senhor, eu brindo para defender seus direitos.

Acompanhe esses cavalheiros at� suas tendas.

Que n�o sejam perturbado at� depois de suas ora��es.

Voc�, Embaixador, vai ficar no pavilh�o de sua Alteza.

Bem-vindo, exalta as pessoas com seu nome.

O Hadgi, senhor.

Hadgi? Isso significa "peregrino".

Um nome apropriado para tal instrumento de paz.

Para a gl�ria de sua tribo, o Hadgi.

- O Huntingdon. - Como?

Sua visita � muito oportuna.

Meus aliados est�o ansiosos e dispostos a lutar sob o meu comando.

S� a minha promessa de combater com Saladino det�m seus cora��es.

Sim, meu rei, suas carinhosas m�os.

Carinhosas?

Voc�, not�rio velho?

Jamais confiei em um escoc�s.

Isso � providencial! Jamais te precisei tanto, Sir Kenneth.

Esqueceu que j� n�o sou mais um cavalheiro, mas um sarraceno.

- Bobagem. Acabo de perdoar. - S�rio?

Ainda tenho de vestir de turco para passar entre seus arcos e suas espadas.

Ou�a, amigo. Preciso de sua ajuda mais do que nunca.

Rebeldes e traidores me assombram aqui e na Inglaterra.

Esperava que Saladino enviasse um embaixador para negociar.

E ele o enviou. Eu sou o seu embaixador.

Assim �, senhor. E lamento ter que transmitir a sua mensagem.

Sua oferta est� cancelada por estar cercado de traidores

que quebrariam qualquer paz honrosa.

Uma luta entre voc� e ele j� n�o resolve nada.

O diabo escoc�s!

Mas...

trago uma outra proposta de Saladino,

uma muito diferente.

Eu tive que aceitar um pacto vergonhoso para vir v�-lo.

E isso � o que foi decidido.

Pe�o em nome de Saladino que Lady Edith seja sua esposa.

Se concordar em se casar com ele, ter� um tratado honroso:

uma alian�a do Isl� e do Cristianismo contra todos os poderes ambiciosos.

Por S�o Jorge!

Ilderim fez uma bela descri��o de Edith ao Sult�o.

Esse homem n�o se chamava Ilderim, nem era um m�dico sarraceno,

mas o pr�prio Saladino.

E para ser honesto, devo dizer que quebra com os costumes sarracenos.

Se a dama aceita, deve faz�-lo por vontade pr�pria.

Poder� manter sua religi�o e ser� sua �nica e leg�tima esposa.

- Edith, eu... - Voc�...

Voc� me traz uma proposi��o...

� o pre�o que tive que pagar por esta visita.

Estava certo que a recusaria.

A decis�o ser� tomada pela coroa, n�o por Lady Edith.

O sult�o n�o vai aceit�-la. Por isso me envia.

Quer que escolha o cora��o.

Ele sabia que diante de mim seu cora��o dir� a verdade.

Voc� tem a palavra. Diga que n�o aceita e minha honra estar� a salvo.

N�o fale de honra, maldito renegado!

Uma alian�a, os Plantagenet com o poder dos sarracenos.

Que o homens t�o miser�veis s�o os escoceses.

- Que ra�as de infames comerciantes...! - Cale-te, estou meditando.

N�o � algo t�o amargo.

N�o casaram damas espanholas com cavalheiros do Oriente?

E talvez n�o t�o agrad�veis como o Sult�o, primo.

Poderia pensar em destinos piores.

Pense sobre isso. Impor ao mundo aos le�es de nossa coroa.

Por S�o Andr�s! Ou�a-me ou eu juro...

O que vai fazer, derramar mais sangue? Isso � tudo o que sabe fazer.

Como rainha do Isl� levaria a paz a metade do mundo.

Mas voc� levaria � outra metade sua espada vingativa.

Rouba a alma de um homem que te serve lealmente.

Calma, seu cora��o � seu.

Depois de sua raiva � um amor.

Quanto mais te riscam, mais te querem.

O que � isso?

A confiss�o de um arqueiro no castelo.

Aquele de quem suspeitava.

V� para a fortaleza. Que os homens me protejam ao cruzar o vale.

- Senhor, volte para o castelo. - Ainda n�o.

H� algo aqui pelo qual Ricardo e Saladino pagaria um reino.

V�!

Prud�ncia. Rebaterei a carta do escoc�s e provarei que � falsa.

Fracassou, Montferrat. E n�o conseguiu nada.

Sentinela!

- Que venha, Sir Giles! - Muito bem, senhor.

Montferrat solicita uma audi�ncia com Sua Alteza

- Para informar sobre Sir Giles. - Entre, milord.

Acreditaria na honra do meu c�o se acusasse a quem derrubou a sua bandeira?

� claro.

Uma vez jurei que iria pagar caro por todos os seus crimes.

Ser� agora!

- Lady Edith Plantagenet? - Sim

Trazemos presente do Sult�o Saladino

para a dama da luz.

Sou grata ao seu senhor.

Ser� sempre como um amigo para se lembrar.

Mas como um cavaleiro deveria se abster de enviar-me presentes.

Devolv�-los com esta mensagem:

nunca poderei amar outro homem a n�o ser Kenneth de Huntingdon.

Traga os cavalos sarracenos. Esperaremos atr�s do pavilh�o.

Muito bem, Sir Giles.

Por Deus! Nem mesmo eu posso confiar nos meus normandos?

- Eu disse para trazer-me a Sir Giles. - N�s n�o o encontramos.

- Continue procurando. - Bem, senhor.

Kenneth de Huntingdon,

carregue essa espada como um s�mbolo ilustre do qual fora privada.

Use-a em defesa da cruz e do rei,

jamais para as fraquezas humanas ou qualquer causa injusta.

Sua Alteza vai te ungir com a espada.

Com a espada, senhor, com a espada.

Nomeio-te Cavaleiro da casa Plantagenet.

Levante-se, meu corajoso capit�o e fiel amigo.

Aqui est�o as suas esporas.

Agora, venha busc�-la com orgulho.

Seja glorioso e n�o deixe que a emo��o

fale em conseguir a paz sem a ajuda da espada.

Milord.

Os sarracenos se foram e Lady Edith desapareceu.

Disseram que os viram entrar em sua tenda com presentes

e depois cruzar o vale de volta para suas fileiras.

- Aquele cachorro do deserto! - Quem?

O sult�o da Ar�bia.

Aquele fals�rio que se apresentou como emir Ilderim.

- Kenneth! Para onde vai? - Para ver Saladino.

Antes que ele se case com ela o far� com a morte.

- Anular� a possibilidade de acordo. - Sim, � verdade.

Nunca confie em um escoc�s.

Irei � tenda dos sarracenos para fazer uma visita.

Curva-se diante da luz do universo.

Pelas barbas do profeta. O escoc�s � um mal embaixador.

- Onde est�? - Quem?

Senhor dos crentes, este homem afirma que a crist� foi sequestrada

- Por os homens do Isl�. - Foram seus sarracenos.

O que Lady Edith? Imposs�vel. Eles n�o voltaram para c�.

- Provavelmente chegam agora. - S�o mensageiros de Ricardo.

Esta � uma grande honra.

D� as boas-vindas!

Ilderim, meu amigo.

Grande Saladino, trago not�cias vergonhosas.

Seus homens foram mortos por homens do castelo.

Retiraram deles suas roupas.

Disfar�ados com elas, Sir Giles e seus comparsas conseguiram escapar.

Ent�o eles levaram Edith?

Sim, para sua fortaleza. Ser� um valioso ref�m.

N�o, espere, voc� n�o pode alcan��-los.

Eu sei como traz�-los de volta.

Envia uma mensagem para tribo de Hassan para que ataque o caminho do vale.

Todas as for�as do castelo sair�o para defender o caminho.

Tanto melhor.

Reforce o caminho do vale, tem que proteger Sir Giles.

Deixo o castelo desprotegido, com apenas uns poucos arqueiros.

Vamos!

Corra! Galope mais r�pido!

Tira essa roupa ou morreremos nas m�os dos nossos.

H� sarracenos mais adiante.

Vamos chegar ao castelo por outro caminho.

N�o, a nossa �nica salva��o � pela floresta.

Estava escrito. Passou rapidamente por sua vida

como uma tempestade. N�o demorar� em esquec�-lo.

Meu amor, minha rainha.

Logo estaremos em nosso pal�cio de Damasco.

N�o, Ilderim.

Ilderim nunca poderia aspirar a ter a lua, mas Saladino sim.

Estes s�o meus horizontes e a lua � minha bandeira.

O grande Saladino nunca tomar� o que n�o � seu.

Tudo o que h� nesta minha terra � meu.

No entanto, h� algo que tentei aprender

daqueles que vieram para roubar o meu imp�rio.

Sim, voc� ter� a oportunidade, minha querida,

para dizer adeus aos seus b�rbaros.

Derrubem o escoc�s!

Avisa a fortaleza, n�o podemos perder tempo diante do fo�o.

Parece que escapou com vida.

Levante a ponte! Abandone Sir Giles. Eu vou negociar por n�s.

Chame os arqueiros. Fa�am com que mate esse traidor.

Eu n�o trouxe nenhum. Diga que atirem contra ele.

Eu lhe imploro. Fa�a com que seus arqueiros disparem.

Deseja Kenneth morto!

O destino de cada homem est� nas m�os de Al�.

� s�bio n�o mostrar demasiada sabedoria para os demais.

Mas � ainda mais s�bio abandonar o que n�o � seu.

Embora tenho aprendido algo muito importante.

Aprendi que sou um sarraceno e continuarei sendo por toda minha vida.

Seus dias de guerreiro terminaram. Leve-me a suas montanhas.

- No primeiro barco, meu amor. - Esque�a isso.

Kenneth venha comigo para a Inglaterra para lutar pelo meu trono.

Ei! Voc� s� pensa nisso, Ricardo Plantagenet,

em combater, em saquear.

N�o envenene a meu servidor. Kenneth!

Vou te dar terras, t�tulos at� esse castelo.

T�o longe de nosso lar?

Por S�o Jorge!

Por S�o Andr�s.

Nunca confie nos escoceses.

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