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[assobio]
[m�sica animada]
1� LUGAR - PROMO��O DE FAIXA TORNEIO DE JUD�
- [alarme] - [homem] Pra mim, divers�o � importante.
Eu fico feliz fazendo coisas divertidas.
- Pessoas felizes s�o saud�veis. - [geme]
E por isso eu s� fa�o coisas divertidas, pelo bem da minha sa�de e felicidade.
E n�o tem nada que eu ame mais do que esportes
e esportes eletr�nicos.
Sabe por qu�?
Porque eu sempre ven�o.
[m�sica animada continua]
[ambos arfam, gemem]
[geme]
[ambos grunhindo]
Hum!
- [homem 1] Na cabe�a! - [homem 2 suspira]
[ambos grunhindo]
[grunhe]
[grunhe]
- [juiz] Vermelho! - Voc� t� bem?
Voc� lutou bem.
Valeu.
[tiros no jogo]
Vai, vou entrar.
Um j� era. Outro j� era.
Droga, morri. Faz a minha, rapid�o.
Ah, lan�aram uma granada de fuma�a. Vai ser dif�cil segurar.
- Morri! - [homem 1] Tem um entrando.
Eu mato eles, sai da frente.
T� bom, vou pra escada.
Ai, morri de novo.
Os caras t�o chegando em voc�.
- Vai, Diarreia. - Voc�s j� eram.
[todos] Diarreia. Diarreia. Diarreia�
[homem 1] Vou matar todo mundo.
- [todos] Diarreia� - [homem 1] Sil�ncio a�.
- [todos] Diarreia! - Merda, pera�.
- [todos torcendo] - Matei!
- [todos comemoram] - [celular tocando]
PAI
Oi.
- T�, j� t� indo. T�. - [m�sica para]
Pessoal, rapid�o.
- N�o demora, hein? - Beleza.
[aparelho bipando]
PODEROSO FRANGO
- Vai com cuidado. - Beleza!
[m�sica instrumental agrad�vel]
[painel bipando]
[campainha]
[aparelho bipando]
- [sineta tocando] - Tia�
Seu frango chegou.
Ai, muito obrigada.
Essa � por conta da casa.
Voc� leu a minha mente.
- [ri] - Ah!
Tem que retocar as ra�zes. Semana que vem?
Preciso?
Muito obrigado.
�, j� t� voltando, pessoal.
A gente t� jogando.
- [tiros no jogo] - Vem logo.
[homem] Falou pra vir logo.
Beleza.
[baques � dist�ncia]
[homem 1] Para, j� chega disso!
[homem 2] Por que fica me provocando?
[ambos grunhindo]
Hum?
- [homens grunhindo] - Eita!
[m�sica tensa]
Que � isso? [ri levemente]
[ambos grunhindo]
- [homem 2] Seu cuz�o! - [grunhe]
[grunhe]
- [ri] Foge n�o! - [grunhe]
- [grunhe] - Uh!
- Ah, seu merda! - [grunhe]
Caramba. [ri levemente]
- Me solta! - Ent�o parou, beleza?
Sai de cima! [grunhe]
T�, vou com voc�.
[ofega]
[geme]
- N�o vou te algemar, mas sem gracinha. - T� bom.
- [grunhe] - Merda.
Opa�
[grunhe]
[gemendo]
[homem 3] �! Parou, parou, parou, parou! Que � isso?
- O cara t� machucado. - Ai, caralho. Quem � voc�?
Vai se foder, seu�
[homem 2 grunhe]
- Ai, seu� - Que que �?
- Merda� - [grunhe]
Quem � o vagabundo?
- [gemendo] - Ah�
Oi, voc� t� legal?
T�.
- Obrigado. - Imagina.
Isso podia ter ficado s�rio, mas voc� me ajudou.
Tranquilo.
Vamos tirar uma foto.
GABINETE DE CONDICIONAL DE SEUL
- Um, dois, tr�s� - [clique de c�mera]
- O cara � grande, hein? - Uhum.
- Muito obrigada. - Imagina.
- Boa volta pra casa. - Obrigado.
[m�sica misteriosa]
- Esse aqui � o meu gerente. - Ah�
- Oi, Jung-do. - Oi.
- � um prazer. - Como vai? Tudo bem?
Sou o Sun-min, do Dep. de Monitoramento Eletr�nico.
Ah�
Ser� que pode me dar uns minutinhos do seu tempo?
Claro.
Temos quase 5 mil ex-condenados usando tornozeleiras eletr�nicas em todo o pa�s.
Cometeram crimes violentos, tipo abuso sexual ou homic�dio,
e a reincid�ncia � alta.
Por isso, agentes de condicional como eu�
[hesita] N�s monitoramos 24 horas por dia,
atrav�s de tornozeleiras eletr�nicas com GPS.
Ah, ent�o o cara que eu ajudei �
Ah, aquele � o agente Jo, das artes marciais.
[m�sica suave]
Os ex-condenados que monitoramos costumam causar problemas de vez em quando.
Hum.
Quando acontece, temos que correr pro local
pra cuidar do assunto, e manter os cidad�os seguros.
Ah, mas homens com barriga de chope como eu� [ri]
�n�o somos fisicamente capazes de enfrentar condenados violentos.
� por isso que cada agente de condicional
faz parceria com um ajudante jovem e forte.
Costumamos chamar eles de agentes de artes marciais.
Agente de artes marciais.
Agora me responde uma coisa.
Com que voc� trabalha, Jung-do?
Ah, eu sou�
Eu sou entregador de frango frito.
O Agente Jo disse que, pela sua interven��o,
parece que voc� luta taekwondo ou jud�.
[ri levemente]
- � verdade? - Ah, sim.
Eu sou terceiro dan nas duas artes.
- Caramba. - Kendo tamb�m.
- Terceiro dan tamb�m. - [ri]
[ambos riem]
- Ser� que posso pedir um favor? - Pode n�o.
[ri]
- Cara, � claro que pode. Vai. - [ri]
� que os agentes de artes marciais do departamento
est�o fazendo turno triplo atualmente.
[hesita] E com o estado atual do Agente Jo,
os outros dois agentes marciais
v�o ter que fazer 12 horas por dia.
� muita coisa.
Eles v�o ter que fazer 12 horas
e voltar pra fazer mais 12 horas depois,
isso tudo sem parar.
- Ah� Pesado, n�? - �, �.
O trabalho que fazemos n�o � f�cil, n�o.
Pra ser realista, � imposs�vel encontrar algu�m
que se encaixe nessas cinco semanas que o Jo precisa pra se recuperar.
Mas o Jo me disse
que do jeito que voc� neutralizou aquele ex-condenado naquele dia,
ele achou que seria �timo se voc� pudesse ajudar a gente
nessa quest�o complicada.
Voc� estaria disposto a se candidatar?
Ah, mas eu�
Mas eu me qualifico?
Claro que se qualifica!
Taekwondo, kendo, jud�.
T� no terceiro dan em todas essas artes marciais.
Com certeza, isso qualifica voc� tranquilamente pro trabalho.
T� bom. Mas, vem c�
por acaso, isso � divertido?
Isso � importante pra mim.
[inspira]
A defini��o de "divertido" pode ser diferente pra cada um, n�?
Mas eu posso dizer pra voc� que temos muito orgulho do que fazemos.
Mantemos cidad�os inocentes em seguran�a.
Ah� �
[m�sica suave continua]
E � divertido?
Uma coisa � certa:
eu tenho certeza de que voc� vai aprender bastante
trabalhando com a gente.
Hum.
Sei disso porque j� pesquisei pros meus roteiros.
Quem usa tornozeleira eletr�nica � assassino ou cometeu crime violento.
Vai ter que pegar essa gente. Combina com voc�.
- Por qu�? - [homem 1] Gosta de emo��o.
- Acho que ia gostar. - Pode crer.
[esfarelando]
[m�sica intrigante]
O que acha de eu ser agente de artes marciais?
[inspira] Esses turnos s�o pesados.
- Por que acha que vai ser pesado? - Vai destruir o ciclo de sono.
O Diarreia t� em �tima forma.
- T� mesmo. - [homem 2] Mas � pesado.
[homem 1] Para de ficar mudando de ideia.
- [homem 2] Para de me falar o que fazer. - N�o me obriga a falar.
Valeu.
Eu teria que ir atr�s deles quando acontece alguma coisa.
O que voc� acha, pai?
Acho legal voc� aceitar um novo desafio e aprender coisas novas.
Foi condecorado. T� muito orgulhoso.
S�rio?
Devia tentar.
Pode ir, eu dou conta do restaurante sem voc�.
Ent�o, t�. [ri]
[ri]
[ri]
[m�sica rock animada]
GABINETE DE CONDICIONAL DO CENTRO DE SEUL
Oi. Aten��o, por favor.
Esse aqui � o Jung-do.
Ele vai nos ajudar enquanto o Jo se recupera.
Vamos receb�-lo com aplausos.
[Jung-do] Obrigado.
Esse � o Dong-won, nosso agente s�nior.
Muito prazer.
O Dong-won vai te mostrar como usar o sistema.
- T�. - [Sun-min] Cuida bem dele.
- [Dong-won] Pode deixar. - Uhum.
[Dong-won] Olha.
Esses n�meros s�o os caras que monitoramos.
Hum. Ah�
Isso inclui um cara que violentou um menino de dez anos.
E um outro matou os pr�prios pais.
JANG HO-SIK HOMIC�DIO
Quando a bateria da tornozeleira cai pra 30%,
esses �cones aqui ficam amarelos.
Quando isso acontece,
n�s ligamos e falamos pra eles carregarem.
T�, mas o que voc� faria se eles se recusassem?
[m�sica para]
- Iria l�? - [m�sica recome�a]
- �. - Isso mesmo.
�.
[Dong-won] Voc� vai ficar sobrecarregado se eu explicar tudo agora.
Por enquanto,
se tiver alguma d�vida, � s� perguntar pro Agente Kim.
Ah. T�.
[Dong-won] � isso a�.
DEPARTAMENTO DE JUSTI�A
[m�sica intrigante]
[agente] Oi. Ent�o�
eu t� ligando porque a sua bateria caiu pra 30%.
Voc� precisa carregar.
Ah, voc� saiu com um amigo?
- [mulher] Ele t� melhor do que esperamos. - S�rio, �? Isso � um al�vio.
HANSU, 23
- [m�sica de suspense] - Hum?
BATERIA FRACA
LEE YANG-HO CRIME SEXUAL
20 ANOS N�VEL DE BATERIA: 30%
Vinte?
[exala]
[Sun-min] Como foi?
[agente 2] O Choi Jong-hwa me xingou e me empurrou quando mandei ir pra casa.
Ele deu muito trabalho. Nem te conto, foi um absurdo.
Eu achei muito esquisito. Fiquei at� com medo, sabia?
[teclas bipando]
[chamando]
- [homem] Al�? - Ah.
� o Sr. Lee Yang-ho que t� falando?
- O pr�prio. - Oi, tudo bem?
Eu s� t� ligando
- pra lembrar de carregar a tornozeleira. - [mulher] Quem �, amor?
[Yang-ho] Eu n�o pedi jjajangmyeon. [desliga]
Eu�
Jjajangmyeon?
REDISCAR
[chamando]
Oi, acho que a liga��o caiu.
Eu desliguei na tua cara, � vacil�o! Chega.
- [desliga] - Ent�o, escuta�
- [tom de chamada] - [bipe do bot�o]
[mensagem] Este celular est� desligado.
Por favor, deixe um recado ap�s o sinal.
Custos podem ser aplicados.
[liga��o encerrada]
Uhum.
- Desligou? - Desligou.
- Manda� - Sun-min.
Olha, a gente tem que ir, cara.
Temos que ir aonde?
O Lee Yang-ho desligou o telefone na minha cara duas vezes. Um absurdo.
- Quando o Lee Yang-ho foi solto? - H� tr�s meses.
Ele tava se comportando bem quando eu falei com ele.
- D� o que o Jung-do precisa. - T�.
- Te encontro no estacionamento. - T� bom.
[m�sica de suspense]
- [homem] Vem comigo. - Ah, beleza.
[m�sica intensifica]
- � � prova de faca. - Oh.
Pesado.
� s�rio que aguenta uma facada?
Vai evitar que se corte,
mas, se encravarem a l�mina, deixa hematoma.
N�o deixa de ligar a c�mera corporal antes de come�ar.
- Ah. - Toma, esse � o seu taser.
Ih�
Eu posso usar isso?
Se o Sun-min der o sinal verde, pode.
- Coloca aqui. - Uh�
[funga] Como ele foi parar na cadeia?
Violentou uma pr�-adolescente.
Caramba.
Eu vou poder mesmo dar choque nele?
S� se for necess�rio.
Nossa prioridade � manter essas pessoas longe de problemas.
Ah, t�.
[m�sica para]
O que foi? Por acaso, t� vendo alguma coisa?
Aquele � o 201.
Onde ele mora.
Eu j� fiz entregas em tantos pr�dios que eu j� sei como s�o s� de olhar.
Mas como pode ver,
n�o tem grades.
Olha l�, aquele ali tem.
Aposto que ele tirou de prop�sito, pra fugir.
Se voc� bater na porta dele,
ele vai pular essa janela,
ent�o eu fico aqui e pego o cara.
E se ele correr pela porta?
A� vou atr�s, fica tranquilo.
�.
[Sun-min] Hum�
[m�sica tensa]
[mulher grunhe, reclama]
Espera.
[bate na porta]
- [Sun-min] Yang-ho. - [bate na porta]
- Abre a�. - Fica quietinha.
Sei que voc� t� a�, garoto.
[mulher respira agitadamente]
[respira��o agitada abafada]
[mulher grunhe]
- Rapaz, abre a porta. - Filho da puta!
- Sei que t� a�. - O que quer, caralho?
[batendo na porta] Yang-ho, eu sei que�
Puta que pariu.
[Yang-ho] Vai se foder pra l�!
Avisei pra n�o vir, seu corno!
- Me ajuda, por favor! - Abre a�!
- [Yang-ho] T� tentando dormir� - Abre!
Eu te juro que, quando eu abrir a porta�
[batendo na porta]
Abre essa porta agora!
- [garota] Socorro! - O que foi? O que t� acontecendo, hein?
[for�ando o trinco] Abre logo essa porta!
- [grunhe] - Senhor, por favor, me ajuda.
- [Sun-min grunhe] - [garota] Por favor.
[m�sica intensifica e para]
[ofegando]
[ri]
[exala]
[faca raspa no ch�o]
[hard rock tocando]
[suspira]
[expira ruidosamente]
[geme]
[Yang-ho gemendo]
[gemendo]
[rindo]
Maneir�o.
Ah.
Ah, Sun-min.
[suspira]
Lee Yang-ho, est� preso por n�o cumprir as condi��es do monitoramento eletr�nico
e desobedecer �s orienta��es do seu agente de condicional.
Voc� tem o direito de permanecer em sil�ncio.
Tudo o que disser pode e ser� usado contra voc� no tribunal.
Tem direito a um advogado.
Ent�o, vamos embora.
[m�sica de suspense]
MOVIMENTO DETECTADO
LEE JONG-IN CRIME SEXUAL
�REA DE RISCO: CRECHE
Chefe.
CRECHE JUNGANG
[tablet bipando]
Ah, � a�.
[m�sica sombria]
[crian�as brincando]
- Hum? - Merda.
A�!
Merda!
[m�sica tensa]
Ai!
[grunhe] Ai�
- [geme] - Filho da puta.
- O que foi? - O qu�?
- O que voc� vai fazer? - Calma!
- Calma! - Vai, me bate logo! Vai!
- Se acalma. - [Jong-in rindo]
Ele quer te provocar.
Tudo bem, calma. Calma.
N�o tem ningu�m provocando esse maluco aqui, n�o.
- [rindo] - Cala essa boca, seu merda!
- [rindo] - N�o faz isso.
N�o vou repetir, eu sei.
Eu conhe�o. Conhe�o esse sentimento.
Eu entendo como � isso.
[m�sica sombria]
[Sun-min] Jung-do.
- Eu sei. Desculpa. - Desculpa por qu�?
Voc� foi �timo.
[Jung-do exala]
Teve muito trabalho hoje. T� a fim de uma cerveja?
Ah, �
� que eu marquei de encontrar com uns amigos.
- A gente vai outra hora. - N�o posso levar todo mundo?
[m�sica divertida]
Claro.
- S�rio mesmo? - Por que n�o?
- P�! A�, sim. - Vamos l�, vamos nessa. Vai ser bom.
[bipe de notifica��o]
O chefe do Diarreia vai bancar uma panceta.
�!
KIMCHI E PANCETA NA CHAPA DE FERRO
[todos] Ol�.
Boa noite. Como v�o? Tudo bem? [ri]
Eu sou o Roteirista. Ouvi muito falar de voc�.
Eu sou Kim Sun-min. Muito prazer em conhec�-los.
- [Roteirista] Prazer. - Sou conhecido como �mido.
- Valeu pelo convite. - [ri] Claro.
Mas por que isso de "�mido"? N�o entendi.
[Jung-do] O nariz dele t� sempre molhado.
Por isso o apelido.
At� hoje, ningu�m sabe se isso � suor ou gordura.
Acho que � um pouquinho de cada.
[todos rindo]
E esse � o Minhoca.
- "Minhoca"? - S� me contor�o quando pisam em mim.
[ri]
Ele � muito tranquilo.
- Nunca fica nervoso. - Oh!
- [ri] - Beleza, pessoal. Vamos sentar?
Vamos.
- Por favor. - Sim.
[suspira] O que v�o querer?
Podemos come�ar com uma combina��o de salsinha d'�gua com panceta,
um ensopado de kimchi picante pra cortar a gordura,
e a� finalizarmos com um delicioso arroz frito crocante.
� uma refei��o perfeitamente equilibrada e gostosa.
[todos rindo]
- Manda ver, �mido. - Tamo junto.
- �. - [rindo]
- Ele descreveu o card�pio. - [todos rindo]
Vinte por��es?
- Isso. E do kimchi, vamos querer cinco. - Vinte e cinco no total?
Isso. Vinte e cinco, incluindo os cinco do ensopado.
- Deixa eu servir. - Ah, eu�
- n�o tenho enzimas que quebram o �lcool. - Ah�
Mas me divirto mais do que quem enche a cara.
- [risos] - Com certeza. Toma.
Opa. Valeu.
Ah, que legal conhecer voc�s.
- �mido e Minhoca. - Valeu.
- Ah! E ent�o, vamos brindar? - Sa�de!
[todos] Sa�de!
[Sun-min ri]
Fiz uma pesquisa sobre agentes de condicional
quando tava escrevendo um roteiro.
Ah, sei.
Por isso eu sei que � muito estressante e envolve atividades perigosas.
- [suspira] - Por que resolveu ser um agente?
Eu sofri um acidente quando ainda era crian�a.
Ah�
Nosso carro nem tava andando ainda,
a� veio um cara do nada e bateu com tudo na gente.
A parte traseira veio toda pra dentro, e eu fiquei com as pernas presas l�.
Oh�
- [m�sica dram�tica] - E o motor acabou pegando fogo.
Eu s� tinha dez anos.
[expira]
Imaginem� Um menino de dez anos pensando na morte?
"� assim que eu vou morrer?
Se eu soubesse, teria jogado videogame sem parar,
em vez de ficar estudando.
E o meu dinheiro de Ano Novo que eu escondi na gaveta?"
Eu n�o parava de pensar nisso.
[todos rindo]
E, naquele momento� [muxoxo]
�chegaram l� uns policiais
e arrancaram a porta do carro pra me salvar.
- Oh� - �.
A�, eu falei pra mim mesmo que um dia seria policial tamb�m,
pra salvar pessoas e retribuir toda a ajuda que eu tive naquele acidente.
- Hum. - Mas tive problema de crescimento.
Minha perna esquerda � mais curta que a direita.
E eu soube que n�o poderia ficar por a� pelo mundo correndo�
atr�s de tantos criminosos.
[inspira]
Eu fiquei pensando no que eu poderia fazer.
A�, eu fiquei sabendo dos agentes de condicional.
Uhum.
Contribuir pra redu��o da reincid�ncia me deixou bastante motivado.
- [Jung-do] Ah. - E, quando me casei e virei pai,
meu trabalho ficou bem mais significativo.
Por qu�?
Existem v�rios abusadores sexuais de menores
entre os ex-condenados que n�s monitoramos.
Eu quero um mundo
onde as crian�as estejam sempre seguras e protegidas.
[suspira, ri]
Ah.
[todos aplaudem]
[carne chiando]
[m�sica suave]
Oh!
- Bom apetite. - Valeu.
Beleza. Atacar.
Bom, � Chefe�
a gente quer que voc� seja nosso parceiro.
[Roteirista] Pega alho.
S� que vai ter que passar num testezinho.
Mais. Coloca mais a�.
Esse enrolado de alface t� recheado
com a nossa lealdade, amizade, sinceridade.
� s� voc� comer numa bocada s�.
- Fala: "Ah�" - [todos] Ah!
Ah!
[todos] Ah!
[todos] Vai, par�a! Vai, par�a! Vai, par�a! Vai, par�a!
� muito grande!
[todos] Vai, par�a! Vai, par�a! Vai, par�a!
Vai, par�a! Vai, par�a! Vai, par�a!
Vai, par�a! Vai, par�a! Vai, par�a! Vai, par�a! Vai, par�a!
Vai, par�a!
- [grunhe] - [comemoram]
[todos] �!
[Sun-min grunhe]
- Boa! - [todos rindo]
[m�sica para]
[bipe]
BATERIA FRACA
[m�sica de suspense]
HAN JUN-GU SEQUESTRO
[discando]
[mensagem] Este celular encontra-se desligado.
A bateria do Jun-gu t� fraca e o celular t� desligado.
[bipe]
[agente 1] O que � isso?
[agente 2] Quem � esse?
MIN DO-WOONG, 46 ANOS
[Minhoca] Foi bom demais.
- [Jung-do] Valeu. - O que � isso?
- A�! [aplausos] - Valeu, meu par�a!
Imagina se eu tivesse levado voc�s pra comer um fil�.
A� levava ele em casa e pedia em namoro� [ri]
[celular vibrando]
SUBGERENTE YOON DONG-JU
[pigarreia] Oi?
Oi, chefe. T� por onde agora?
O que foi?
Um dos ex-condenados t� desaparecido, e a gente precisa ir pra Bukrin-dong.
S� que o Do-woong, em Seorin-dong,
violou a condicional e t� perambulando por a�.
Ele nem atende o celular.
T� bom, eu t� por perto agora, ent�o deixa que eu vou.
Qual foi a condena��o desse Do-woong?
Ele cumpriu 20 anos por homic�dio e foi solto tem tr�s meses.
Sabe se ele tem uma rixa com algu�m da regi�o?
[Dong-ju] Quanto a isso, n�o vi nada na ficha.
T�, tudo bem. Deixa comigo.
[celular bipa]
A gente pode chegar l� em cinco minutos se a gente correr.
[bipes]
Em um minuto, a gente chega.
[m�sica tensa]
[arfam]
[suspira]
LOCALIZA��O: SEORIN-DONG
[m�sica para]
Fiquem no carro. � perigoso.
- [todos] T�. - [Jung-do] A gente j� volta.
[m�sica tensa]
- Por ali? - �.
[tablet vibrando]
- [Jung-do] O que t� rolando? - Ele cortou a tornozeleira.
Vamos rastrear como?
- Vamos no endere�o. - T�.
Ah! Olha.
[Sun-mi for�a, arfa]
Ah, ele meteu a faca.
- N�o � melhor chamar a pol�cia? - N�o, ele n�o deve ter ido muito longe.
O �mido tem um drone que a gente pode usar, se quiser.
- Isso ajudaria? - A gente pode tentar.
[m�sica de suspense]
- Ah, aqui. Voc� pode ver por aqui. - Ah.
Oh�
E a�, voc� vai por aqui?
[�mido] Claro.
[Sun-min] Deve ser o Do-woong.
Pra onde ele t� indo?
Eu vou atr�s dele.
- Eu vou com voc�. - N�o.
Eu vou correr pra pegar ele.
Ele tem uma faca.
Fica tranquilo, parceiro.
[hard rock tocando]
� meu dever como agente de artes marciais proteger o meu parceiro.
[bate no peito]
Eu j� volto.
[ri]
- Man�. - [ambos rindo]
Coloca o fone. Pode deixar que eu vou te orientando.
Ah, t�.
Eu j� volto.
[Sun-min] Cuidado.
[ofegando]
Continua reto. Vai, vai reto.
Esquerda. Passou, passou direto.
Volta!
[ofegando]
- Acelera, acelera. Vai, vai. - [geme]
A�, Jung-do, desculpa, mas d� pra ir mais rapidinho? D� n�o?
[Sun-min] T� quase l�, t� chegando.
Acelera mais um pouco que voc� vai conseguir pegar ele.
- [grunhe] - Vira � direita agora.
Direita? Cad�?
- Cad�? Por aqui? - T� vendo os dois pr�dios � sua direita?
Vai ver o Do-woong assim que passar por eles.
- Dois pr�dios? Onde? - N�o t� vendo?
Um, dois� T� vendo.
[m�sica intensifica]
- [baques] - [Do-woong] Sai, Hyeok-jun!
Sai, filho da puta!
[arfando]
Sai!
Sai, seu cuz�o do caralho!
Sai, desgra�ado!
Eu vou te matar! Sai!
Min Do-woong!
[m�sica para]
[respirando ruidosamente]
O que foi?
Eu�
[ofegante] Eu sou o agente de artes marciais.
Ah.
Eu t� aqui pra acabar com isso.
[m�sica tensa]
� por isso que eu t� aqui.
Voc� vai voltar comigo.
Uhum. Uhum.
[grunhe]
Some daqui!
[Do-woong gemendo]
[geme]
Jung-do, voc� est� bem?
Voc� est� bem?
[grunhe]
[gemendo]
[geme]
- [Do-woong gemendo] - [geme] J� pode vir agora.
[suspira]
Entendido. Eu j� t� a caminho.
[gemendo]
Ai, merda�
[Do-woong] A�!
Some daqui, sen�o eu me mato.
[m�sica tensa]
Cara, eu preciso de ajuda.
O que t� acontecendo?
Ele t� com o estilete na garganta.
Jung-do, preciso que voc� seja a minha voz.
O qu�?
Repete pra ele o que eu vou dizer.
Vaza!
T�.
Min Do-woong�
"Min Do-woong�"
Voc� deve ter tido um dia ruim.
"Voc� deve ter tido um dia ruim."
Voc�
brigou com um amigo?
"Voc� brigou com um amigo?"
Cara, eu t� tentando de tudo pra ficar de boa na minha vida. [chorando]
[m�sica emotiva]
Mas aquele filho da puta,
ele fica me tirando na frente de todo mundo
por causa da tornozeleira�
- [suspira] - �e n�o � justo essa porra.
Eu fico muito puto da vida!
Eu vou matar aquele filho da puta,
e depois eu vou me matar!
Do-woong�
"Do-woong�"
[respira ruidosamente]
"�voc� foi ridicularizado quando j� estava exausto demais."
Eu entendo por que voc� quer desistir.
Eu entendo mesmo.
"Mas, se desistir�
n�o acha que os 20 anos que passou pagando�"
- [Do-woong chorando] - "�v�o ter sido em v�o?"
Sei que voc� precisa de uma bebida hoje.
Meu relat�rio vai ser favor�vel
e sua penalidade vai ser leve.
"Eu vou fazer o que estiver ao meu alcance."
"Ent�o solta o estilete logo."
Voc� n�o pode cometer o mesmo erro.
"Voc� pode vencer essa luta.
Aguenta mais um pouco.
E vai chegar o dia de tirar a tornozeleira.
E at� esse dia chegar, vou t� aqui, te ajudando."
Pode acreditar.
"Pode acreditar."
[chorando]
[porta abre]
[not�cias na TV, ao fundo]
- Cheguei. - Como foi no trabalho?
[m�sica emotiva continua]
Foi tudo bem.
A�, o meu gerente�
eu diria que o cara�
� demais.
Que bacana.
- Vem comer uma ma��. - T�.
[homem na TV] Desde maio de 1998,
Kang Ki-jung ficou foragido durante quatro anos.
Ele abusou sexualmente de 15 meninas com menos de 13 anos.
- Meu pai, que man�aco. - Como ele abusou de crian�as�
e tem uma ficha com mais de dez condena��es,
podemos afirmar que Kang tem um alto �ndice de reincid�ncia,
mesmo comparado a outros abusadores.
Quem podemos escalar pra for�a-tarefa?
As equipes devem ter um agente de condicional e um de artes marciais,
com tr�s equipes em turnos triplos, pra monitoramento em tempo integral.
Turno triplo?
[m�sica desalentadora]
Cada equipe t� monitorando mais de 20 ex-condenados nesse momento.
Se, al�m disso, tivermos que monitorar o Ki-jung,
n�o vamos conseguir monitorar os outros de perto tamb�m.
Sei que voc�s est�o trabalhando muito pesado.
O problema � que n�o � f�cil conseguir um aumento de verba,
mas eu vou ficar em cima disso.
[suspira]
[Sun-jung] Obrigada. Volte sempre.
- Tenha um bom dia. - [sineta tocando]
Tia.
Oi. H� quanto tempo!
Tudo bem? [suspira]
Ai, eu t� �tima.
[Jung-do ri levemente]
Vai querer retocar as ra�zes?
Ah, n�o, n�o.
Hum? O que quer fazer?
Tia, hoje o corte � normal.
MI�DOS GRELHADOS SAEMGOL
[m�sica tensa]
[conversa inaud�vel]
[m�sica intensifica]
- [m�sica para] - [ofegando]
- Oi. E a�, Dong-won? - Fala, Jung-do.
- Oi. - Voc� chegou cedo.
- �. - [m�sica de suspense]
Mudou o visual?
- Mudei. - Legal. Ficou bom.
- Valeu, cara. - [digitando]
NAMRIM, 8
KIM GUM-NAM CRIME SEXUAL
MONITORADO DESDE 21/02/2020
ALTO RISCO
Pode me dar mais uma gelada?
Claro.
KIM GUM-NAM CRIME SEXUAL
KIM GUM-NAM
[porta abre]
- Ah, bom dia. Tudo bem? - Mudou o cabelo? Ficou bom.
- Oi. - Ah, valeu.
- Oi, chefe. E a�, tudo bem? - Oi.
Eu vi um homem quando eu tava vindo pra c�.
Tem um minuto?
Eu vi ele dando gorjeta pra gar�onete e tocando a m�o dela tamb�m.
N�o � melhor a gente verificar isso?
Talvez ele esteja indo pra casa.
- Vamos tentar ligar pra ele. - T�.
[Sun-min discando]
- [celular tocando] - [m�sica tensa]
[Gum-nam] Hoje eu vou pra porra do lugar que eu quiser.
[desliga]
A�, problema. Vamos, r�pido!
[m�sica tensa]
- [alarme] - [Sun-min] Hum?
Ele arrancou?
Acho que ele foi pra um lugar sem conex�o.
Qual foi o lugar que voc� viu ele?
�, desculpa.
T� lembrada desse homem aqui?
T�.
Sabe pra onde ele foi?
Pra esquerda ou direita?
Isso eu n�o vi.
Ah, ele disse que hoje ele fazia anivers�rio
e me convidou pra ir na casa dele.
T�.
- Obrigado. Vamos. - Obrigado.
Eu vou por aqui, e voc� vai pra l�.
- T�? - T� bom. T�.
- Jung-do! - Oi?
Ele vai mirar lugares com mulheres sozinhas.
T�. Fui!
[m�sica intensifica]
Se ficar muito quente, me avisa, t�?
- Oi, boa noite. - Boa noite.
T� tudo bem aqui?
O qu�?
N�o, nada. Deixa pra l�. Cuidado.
[ofegando]
[ofegando]
[m�sica tensa continua]
[sineta da porta toca]
Posso ajudar?
Por que voc� trancou a porta?
O que foi?
[m�sica intensifica]
[Sun-jung grunhindo]
[ambos grunhindo]
[Sun-jung grunhe]
[ambos grunhem]
[ofegando]
[grunhe]
[Sun-jung grunhe]
[grunhindo]
[Sun-jung geme]
[geme]
[geme]
Voc� que falou "volte sempre", porra.
[grunhe]
[Sun-jung grita]
N�o. Tia!
- Seu desgra�ado! - [m�sica dram�tica]
[Sun-jung grunhe]
[m�sica intensifica e para]
- [Gum-nam grita] - Tia! Tia Sun-jung, voc� t� bem?
[Gum-nam geme]
Merda.
[Gun-nam geme]
- [geme] - [caco de vidro cai]
[geme]
N�o, n�o, n�o.
N�o, n�o, n�o.
[Gun-nam grunhindo]
[m�sica suave]
[Jung-do] Voc�
Voc�
vai ser usado�
Usado contra voc�.
E voc� tem direito.
[fecha algema]
Tia Sun-jung. Tia.
Voc� t� bem? Tudo bem?
Desculpa n�o ter vindo mais r�pido.
- Desculpa. - Tudo bem.
[Sun-jung chorando]
Obrigada.
Obrigada.
- [Sun-jung chorando] - [suspira]
[m�sica para]
[fechadura eletr�nica bipa]
[suspira]
[grunhe]
- [pai] Chegou? - Oi.
Por que t� de p� j�?
Fiz caf� pra voc�. Vem comer.
[grunhe]
O que deu nele?
A Sun-jung passou l� no restaurante pra te elogiar.
Ah, e como ela tava?
Com o rosto meio inchado, mas acho que tava bem.
- Menos mau, ent�o. - Manda ver.
[Jung-do] Ah! Opa.
S� n�o sei como t� o gosto. [funga]
[soprando]
[Jung-do sorve]
Hum, t� gostoso.
- Gostou? - Uhum.
Pai�
na minha idade,
o que que te deixava mais feliz?
Quando eu tinha a sua idade�
era feliz quando tava no palco.
[m�sica emotiva]
Ensaiando, ali, com os amigos,
suando e cuspindo um no outro, atuando com paix�o.
Ver o meu trabalho deixando os outros felizes me traz alegria.
- Hum. - [pai] Olha, uma coisa, posso te dizer�
nada � mais divertido que isso.
Ʌ
� uma energia que voc� sente
quando a paix�o do seu cora��o alcan�a o cora��o do outro.
Isso me deixa feliz.
[ri suavemente]
Hum.
[ri suavemente]
Uhum.
A sede vai mandar dois agentes de condicional
pra for�a-tarefa respons�vel pelo Ki-jung.
O Ministro da Economia aprovou a verba
pra contrata��o de mais 2 agentes de artes marciais.
Pedi pra eles mandarem mais efetivo pra�
implementar o turno triplo.
Mas n�o deu certo.
Quatorze de 15 ataques sexuais do Kang
aconteceram logo antes ou depois do hor�rio escolar.
O agente que estiver monitorando durante o dia
vai desempenhar o papel mais importante.
Eu vou fazer os turnos diurnos ent�o.
Mas�
e quanto aos turnos de 12 horas?
Voc� tem filho.
- [m�sica emotiva] - [suspira]
Eu t� fazendo isso pra proteger o meu filho.
[porta abre]
Ol�. Bom dia.
Bom dia.
N�o esquece de anunciar as vagas dos agentes.
Sim, senhor. Pode deixar.
- Bom dia. - N�o vinha de noite?
Ser� que tem um minutinho?
Eu j� vou l�, t�?
- Ah, t� bom. - Uhum.
Chefe�
Ʌ � que�
Hum?
Eu quero ficar mais.
- [m�sica alegre] - [ri]
- � s�rio? - �.
Jung-do�
daqui a dez dias, vou ser transferido pra for�a-tarefa
que vai monitorar um abusador serial.
- Voc� - Ah�
Voc� quer ser meu parceiro?
� claro que eu quero. Eu vou com voc�, parceiro.
Com voc�, eu sou invenc�vel.
[ambos rindo]
[m�sica para]
Kang Ki-jung,
que cumpriu 20 anos de pris�o por violentar 15 crian�as,
vai ser libertado hoje.
Ele ser� obrigado a usar tornozeleira eletr�nica durante dez anos.
[Sun-min] Jung-do.
O que � isso?
[m�sica empolgante]
- Prova. - � pra mim?
Espera um pouco.
DEP. DE JUSTI�A
CONDICIONAL
[suspira]
Muito obrigado.
[m�sica animada]
POL�CIA
PRES�DIO DE JEONAN
[m�sica tensa]
Sr. Kang, o senhor nunca deve remover,
danificar, nem desativar deliberadamente a tornozeleira eletr�nica
embaralhando sinais, manipulando dados, e assim ou qualquer outra a��o.
O senhor ficar� 24 horas sob vigil�ncia logo ap�s sua libera��o,
e podemos rastrear seus movimentos.
O senhor entendeu?
Entendi.
Coloque seu p� onde preferir nesse banco.
[grunhe]
[suspira] Agora pode colocar seu sapato e levantar.
Pode usar esse at� ter seu pr�prio celular, entendeu?
[alarme da porta]
SERVI�OS CORRECIONAIS CONFI�VEIS
- [r�dio bipando] - Estamos saindo.
O abusador infantil, Kang Ki-jung,
logo voltar� pra sociedade ap�s cumprir uma senten�a de 20 anos.
V�rios moradores e membros de grupos c�vicos
esperam na frente da casa dele
desde as primeiras horas da manh�.
A pol�cia se prepara para evitar qualquer confronto.
[homem 1] Manda ele de volta pra cadeia!
[burburinho]
[alto-falante] Isso � perigoso. Por favor, fiquem calmos.
Abram espa�o, � perigoso.
[mulher 1] Ele merece a pena de morte!
[homem 2] Vai pra outro pa�s!
[burburinho]
[m�sica tensa]
[alto-falante] Por favor, abram espa�o.
[homem 3] Ele merece a pena de morte!
Ent�o quer dizer que a gente paga imposto
pra um estuprador de merda ganhar carona pra casa, � isso?
Pena de morte! Morte!
Morte, morte, morte, morte!
Morte, morte, morte!
Pera�, vai pra l�!
Que foi? Me solta! Me solta!
Voc�s sabem que isso � errado!
- [m�sica tensa] - [burburinho]
Pena de morte! Pena de morte! Pena de morte!
[burburinho]
[homem 3] Me larga!
T� vendo o que eles est�o fazendo? Sai da frente!
Pra tr�s, agora! Vai pra l�!
Pra tr�s!
Pra tr�s! Segura a�.
Kang Ki-jung, o que voc� acha do seu caso�
Pra tr�s, pra tr�s! Vai pra l�, fica a�!
Explica a�!
[burburinho]
T� olhando o qu�?
[m�sica intensifica]
[agente 4] Vai, r�pido.
[agente 5] Leva ele, leva. Leva, leva! Isso.
[m�sica para]
[protesto abafado]
[agente 1] Esse bairro era t�o tranquilo, cara.
[agente 2] Nem me fala.
- [agente 1] Tudo limpo? - [agente 2] Parece que sim.
Lee, vamos dar mais uma volta no quarteir�o.
T�, vamos l�.
[m�sica tensa]
Voc� viu ele? O cara � um arm�rio.
- Alto pra cacete. - E a cara dele intimida.
Os moradores devem estar morrendo de medo com ele aqui.
BATERIA
[suspira]
[passos se aproximam]
[bipe da fechadura]
Ih, � o cara, a�
T� bombadinho, hein?
Era meu �nico passatempo.
[ri]
Vai, pega a�. V� se serve.
- Oh� - [ri]
Vamos dar um tapa no terra�o?
N�o d�.
�, eu j� t� usando tem um tempo.
Mas eles n�o detectam os movimentos dentro do pr�dio.
Num raio de dez metros, d� pra se mexer.
O GPS dos caras�
n�o tem precis�o nenhuma.
[ri]
[m�sica tensa]
- [Ki-jung tosse, grunhe] - [rindo]
- [Kang Ki-jung] Cara� - Pensou no assunto?
Que eu escrevi na carta?
Eu t� dentro.
[rindo]
[m�sica sombria]
[m�sica para]
KANG KI-JUNG CRIME SEXUAL
[Jung-do] Ele t� se movendo.
Aonde ele t� indo?
N�o � melhor ficar na cola dele?
Agora?
�. Sen�o, nossa resposta vai ser demorada, n�o acha?
[m�sica intrigante]
Voc� tem que tomar cuidado.
N�o tira o comunicador.
Eu vou monitorar.
T�.
Ainda n�o vi ele.
Olha, ele ainda t� em movimento, Jung-do.
Me avisa se vir ele.
T� bom.
Acho que encontrei o cara.
- Por favor, entra � direita? - [motorista] Claro.
Mais devagar, por favor. Devagar, devagar.
Eu t� vendo ele entrando num pr�dio.
- Eu vou l�. - Tudo bem, t� bom. Vai l�, mas cuidado.
Obrigado. Obrigado.
[motorista] De nada.
[m�sica intrigante]
N�o t� vendo mais ele.
O que voc� est� vendo � sua volta?
Do segundo ao quinto andar � tudo curso pra crian�a.
[m�sica tensa]
Ainda � cedo pra sa�rem das aulas.
Acho que ele n�o subiu.
Eu vou ver embaixo.
[m�sica de suspense]
[ofegando]
Eu vou direto ao assunto.
Eu distribuo um conte�do muito espec�fico na dark web.
Voc� vai criar v�deos com crian�as,
e eu vou distribuir na rede.
E eu vou pagar dez milh�es pra cada
dez minutos de v�deo que voc� criar.
O Byung-soon vai te ajudar a gravar e editar.
Quanto �s crian�as,
a gente vai encontrar pra voc�.
Na verdade, voc� n�o tem absolutamente�
nada a perder.
Parece �timo.
[m�sica de suspense]
[homem 2] Tem algu�m aqui.
[homem 1] Quem �?
Deve ter me seguido por causa da tornozeleira.
N�o tem como ele ver voc� l� de fora.
Jung-do, tudo certo?
T�, tudo bem.
T� procurando.
Cinco, cinco�
Vinte e cinco.
Eu acho que ele conseguiu ver a nossa placa.
Pode cuidar dele?
Claro, deixa comigo.
T� tudo bem a�, cara?
[ofegando]
Eu n�o t� encontrando ele. O que eu fa�o?
Jung-do, vou ligar pra ele e colocar no viva-voz.
Voc� presta aten��o. Entendeu?
T� bom, entendi.
[chamando]
[respira ruidosamente]
[chamando]
[m�sica intensifica]
[chamando]
- Al�? - [m�sica para]
[Sun-min] Kang Ki-jung?
- T� ligando da condicional. - Oi, pode falar.
Voc� demorou um pouquinho pra atender esse celular, hein?
Ah, foi mal.
N�o t� acostumado a andar com celular. N�o vi voc� ligando.
Ah, entendi.
Ser� que voc� pode me dizer onde est� agora?
Claro, sem problema. Eu s� sa� pra comer um gimbap.
Ah, gimbap � bom.
Eu t� indo agora. Ganha um tempo pra mim.
[m�sica intensifica]
Escute, Ki-jung, sobre a tornozeleira,
se ela estiver desconfort�vel,
a gente pode fazer um ajuste pra voc�.
Por acaso ela estaria te incomodando?
N�o, t� tranquilo.
E, tamb�m, n�s podemos fornecer suporte e recursos
pra te ajudar na sua busca por emprego.
- Que tipo de vaga t� procurando? - Entendi. Valeu.
[ofegando]
[m�sica intensifica e para]
Ele t� no gimbap. [ofegando]
Hum� T� bom, ent�o.
Aproveita o gimbap,
e, por favor, atende o celular imediatamente de agora em diante.
Desculpa de novo.
Obrigado por ligar.
Tchau.
Eu verifiquei na volta.
Tem v�rios gimbap perto da casa do Kang.
- Acho que ele t� tramando alguma coisa. - �.
Eu fico ansioso.
N�o d� pra ficar na cola dele assim o tempo todo.
Eu sei, mas eu vou tentar.
Vou dar um jeito.
[batidas na porta]
Chefe.
- Min-jo! - E a�?
[todos rindo]
- [Jung-do] Olha o cara. - Bem-vindo de volta.
- [ri] Como voc� est�? - Bem.
Voltando ao trabalho amanh�.
Soube que voc� se voluntariou pra for�a-tarefa.
Foi, sim. [ri]
Ah. Toma.
O que � isso?
� uma coisa pra voc� que achei que ia precisar.
Ah, s�rio?
- Posso abrir? - Abre. � um par de luvas t�ticas.
[arfa]
Cara. Cara, que demais.
- [ambos rindo] - Muito legal.
- Obrigado mesmo. Vai ser �til. - Voc� tem que ter muito cuidado.
�, muito obrigado.
For�a-tarefa. Fighting!
- Fighting! - Fighting!
[todos rindo]
[c�o ganindo suavemente]
[c�o ganindo suavemente]
[m�sica tensa]
Oi!
Que fofo.
Voc� t� aqui sozinho?
[c�o gane]
Podemos ser amigos?
Vou te chamar de Wawa.
[passos se aproximam]
- [grito abafado] - [c�o latindo]
Voc� � o Lee Yang-ho?
[expira]
[fechadura bipando]
- [bipe] - [porta destrava]
Isso aqui n�o parece cen�rio de filme?
[ri]
[Ki-jung suspira] Ʌ
�, eles t�m que pensar que voc� t� em casa com a tornozeleira.
N�o � melhor selar a porta e as janelas pro som n�o sair?
[ri] N�o se preocupa com isso.
Ai, j� temos a nossa atriz,
e aqui t� o seu b�nus.
V� se n�o vai fazer merda amanh�. [ri]
[m�sica para]
DONGRIN, 12
[homem 1] A papelada t� pronta?
LEE YANG-HO
[discando]
[mensagem] Este n�mero est� indispon�vel�
KANG KI-JUNG CRIME SEXUAL
[batidas na porta]
Chefe, conhece o Lee Yang-ho?
Sim. Por qu�?
A bateria t� em 30% e o celular desligado.
Ele mora em Seorin, mas t� em Dongrin agora.
Aguenta a�.
LEE JUNG-DO
[celular vibrando]
MEU PAR�A SUN-MIN
E a�?
Oi, onde voc� t�?
T� vendo ele cortando o cabelo.
Hum. Tudo bem se eu sair com o Min-jo pra ver o Lee Yang-ho?
Ʌ
Claro, acho que t� tudo bem, sim.
Ele tem que t� em casa em menos de uma hora.
�, eu sei.
Qualquer coisa, me liga.
T� bom.
[m�sica tensa]
[m�sica intensifica]
[mulher] Por favor, me ajude!
N�o me mata!
Por favor, me deixa ir! Por favor�
[m�sica se torna dram�tica]
A�!
A�!
Ei!
- Por favor, n�o me mata! Por favor� - [bipe do gravador]
[rindo]
[rindo]
[homem 1] �!
- [homem 2] T� morto, seu ot�rio. - [homem 1] Ele veio pra porrada?
- [homem 2] Se liga nesse man�. - [homens rindo]
Tu � um cuz�o, e eu avisei que ia te matar.
- Que foi? T� olhando o qu�, hein? - Chefe.
Vamos, corre!
Vai!
[grunhe]
[homens rindo]
[homens] �!
[homem 2] �! Que medo!
[grunhe]
[m�sica de a��o]
[grunhem]
[homem 1] Mas que porra � essa?
- [homem 2] Seu filho da� - [grunhidos]
[grunhe]
[homem 3] Pega esse cuz�o!
[grunhe]
[homens grunhindo]
[grunhindo]
[grunhe]
[ofegando]
Seu ot�rio. Cuz�o do caralho! Vai se foder!
- [homem grita] - [Min-jo grunhe]
Min-jo. Min-jo!
- Sai daqui, chefe! - Min-jo! [grunhe]
Avisei que ia te matar. Devia ter me ouvido, babaca.
[geme]
[ambos grunhindo]
[geme]
Eu vou te arrebentar!
Seu merda!
Vem c�, seu merda! Vem c�!
- [grunhidos] - [ru�do do taser]
[geme]
[Yang-ho] J� morreu? Hein?
Voc� � um merda.
N�o d� pra morrer t�o cedo� [grunhe]
Chefe, voc� t� bem?
Esse filho da�
[ambos grunhindo]
- [homem 2] Vai, imbecil. Pega ele! - A�, cuz�o!
Vem, desgra�ado!
[ambos grunhindo]
[Yang-ho] Toma!
Imbecil. Vem!
[grunhe]
[grunhe]
[Yang-ho geme]
Filho da puta!
[grita]
[todos grunhindo]
[grunhindo]
[grunhidos]
[Jung-do grita, ofega]
Seu filho da puta!
[geme]
- [gemendo] - V�o atr�s dele!
[arfando]
[ambos gemendo]
[grunhindo]
- Morre! - [geme]
[grunhindo]
Morre!
[ambos grunhindo]
[homem grita]
[ofegando]
Filho da puta.
[trovoada]
[m�sica dram�tica]
[grunhe]
[c�mera desliga]
MEU PAR�A SUN-MIN
[chamando]
[chamando]
[chamando]
[celular tocando]
[mensagem] O n�mero que ligou est� indispon�vel�
[m�sica para]
[m�sica tensa]
[respira ruidosamente]
[choro abafado]
[grito abafado]
[m�sica tensa]
[ofegando]
[grito abafado]
Olha a� o protagonista.
- [ri] - [choro abafado]
[m�sica intensifica]
[m�sica para]
[grito abafado]
- [grito abafado] - [batidas na porta]
- [grito abafado] - [batidas na porta]
[grunhe]
[grunhe]
[grunhe, grita]
[homem] A�, amigo, algum problema?
- Chama a pol�cia, agora! - [homem] Tudo bem, vou chamar!
[grunhindo]
[grunhindo]
[grita]
[ofegando]
[m�sica esvanece]
[m�sica dram�tica]
[grunhindo]
[grita]
[grita]
[grunhindo]
[grita]
[grita]
[homem gemendo]
[geme]
[geme]
[geme, grunhe]
[grunhe]
[geme]
[geme]
[choro abafado]
[grunhindo]
[grita]
[tosse, geme]
- [m�sica suave] - [choro abafado]
[choro abafado]
[respira ruidosamente]
Tudo bem.
T� tudo bem, t�? [ri]
[grito abafado]
[m�sica intensa]
- [facada] - [geme]
[geme]
[choro abafado]
- [sirenes se aproximam] - Que foi?
Vambora!
- Vamos embora! - Solta, porra!
Merda, fodeu!
Oi, aqui. � aqui.
[grunhe]
[grunhe]
[grunhe]
Ki-jung, parado!
Um movimento, e eu atiro. Mandei parar!
[ru�do do taser]
[grita]
Parado a�, porra!
[m�sica para]
[choro abafado]
Unidade 15.
Homem n�o identificado e policial ferido.
O Kang Ki-jung t� fugindo. Solicito refor�os.
Cara, voc� t� bem?
Voc� � de qual departamento?
Agente� [geme]
[respira��o agitada]
[m�sica melanc�lica]
[passos se aproximam]
Oi, Sr. Lee.
Eu que liguei. Sou o subgerente.
Ah, obrigado.
- [m�sica tensa] - O que aconteceu com ele?
Ele foi esfaqueado na cena do crime.
O qu�? Como assim, "esfaqueado"?
[mulher] Lamentamos muito, Sr. Lee.
Jung-do.
Jung-do.
[chora]
Voc� falou que era leve.
Como um esfaqueamento pode ser leve? Me diz!
[Dong-hoon] Pe�o desculpas. Eu n�o queria que se preocupasse demais.
Por isso eu disse que n�o era grave.
E por que o meu filho tava com algu�m armado com uma faca?
Pedimos desculpas.
Pai.
Jung-do.
Como voc� t�?
Conseguiram pegar o Ki-jung?
Ele arrancou fora a tornozeleira e fugiu. A pol�cia emitiu um alerta.
Est�o ca�ando ele. V�o peg�-lo logo.
E a menina?
A menina est� bem.
E� e como t� o chefe?
[m�sica suave emotiva]
Infelizmente, ele quebrou o pesco�o.
Est� em cirurgia agora.
Espera, ele quebrou o pesco�o?
Isso n�o causa paralisia?
N�o, a les�o n�o danificou o sistema nervoso dele.
[suspira]
Mas a recupera��o vai demorar um pouco.
Jung-do�
o Min-jo�
teve morte cerebral.
A pol�cia abriu investiga��o.
Ele acabou sofrendo
um ataque card�aco.
O Min-jo�
assinou consentimento pra doa��o de �rg�os, e a fam�lia�
quer respeitar o desejo dele.
[m�sica emotiva]
Isso encerra a cerim�nia de premia��o do bravo cidad�o.
Obrigado a todos pela presen�a.
[burburinho]
Oi, Jung-do.
Eu� Eu sou a tia da Min-ju.
Ah, ela�
Sim, ela est� bem.
Ah.
� um prazer.
Desculpa por n�o ter visitado antes.
Ah, n�o. Imagina.
Eu vim aqui
pra te agradecer por ter salvado a Min-ju.
Ah�
Obrigado.
E tem mais uma coisa.
Isso � da Min-ju.
Ela pediu pra eu dar a voc�.
Ah�
OI, TIO. SOU A MIN-JU, A MENINA QUE VOC� SALVOU.
AQUELE DIA, ANTES DE VOC� CHEGAR, EU ESTAVA APAVORADA.
ACHEI QUE NUNCA MAIS VERIA MEUS PAIS.
GRA�AS A VOC�, EU OS VI DE NOVO.
VOC� SE MACHUCOU ME SALVANDO. OBRIGADA.
E como � que t� a Min-ju?
[suspira]
Ela ainda t� muito assustada pra sair de casa.
Disse que sonha com aquilo.
[funga] Mas, quando�
eu falo de voc� pra ela, ela�
fica cheia de alegria.
Obrigada de novo por�
salvar a Min-ju.
Muitos est�o dizendo que a puni��o
para o abusador serial Ki-jung foi branda demais.
Qual � a sua opini�o, Professor Kim?
� verdade que as nossas puni��es para criminosos sexuais
s�o muito brandas comparadas com outros pa�ses.
- [�ncora] Exato. - [Prof. Kim] Alguns anos atr�s�
- [Minhoca] E a�? - [�mido] E a�?
- Voltei. - [�mido] Tem pizza aqui, �.
N�o t� com fome.
�levar � puni��o exagerada.
Uhum. Sim.
Acho que todos concordamos
que viol�ncia sexual, principalmente contra crian�as,
jamais podem ser toleradas nem perdoadas, independente�
Chefe.
Sabe a garotinha que tava na cena?
Eu conheci a tia dela.
A menina nem t� saindo de casa.
E ela n�o fez nada de errado.
Kang Ki-jung violentou crian�as
enquanto fugia da pol�cia durante mais de quatro anos.
N�o vai ser f�cil pegar ele.
Eu sei como se sente.
Mas voc� j� t� machucado e�
n�o pode se ferir mais.
Deixa isso com a pol�cia.
Pessoal.
N�o dever�amos tentar alguma coisa ao nosso alcance?
Pois �. Eu tava pensando nisso na sua conversa com o chefe.
Uhum.
Mas, se at� pra pol�cia t� dif�cil,
o que a gente pode fazer?
Por isso, a gente tem que te ajudar.
J� ouvi muitos casos de civis pegando bandidos.
- [m�sica inspiradora] - Vi um carro quando tava atr�s do Kang.
Mas as janelas eram muito escuras,
e n�o dava pra ver muito bem quem tava dentro.
Conseguiu ver a placa do carro?
Range Rover preta, final 5525.
Cinco, cinco, dois, cinco.
Beleza, vou falar com um amigo meu.
Beleza.
S� vou ter alta semana que vem, ent�o me tragam equipamentos.
Manda uma lista pra gente.
Fechado.
BUSCA POR PLACA
- Vai servir nele? - Vai.
PESQUISA DE PROPRIET�RIO
KIM MIN-WOOK
REGISTRO
IMPRIMIR
[bipando]
Deu um milh�o de wones.
Conecta isso,
e eu controlo remotamente.
Ai�
T� bom, eu mando pra voc� amanh�.
Ah, abriu.
[m�sica de suspense]
MOLHO DE PEIXE
Molho de peixe?
�, vai ser �til.
T� bom.
A�. Consegue abrir mesmo?
Sim, j� vi no YouTube.
T�.
O que � isso, cara?
Eu vou tentar de novo.
[bipes]
A�, foi, �? Foi?
- [bipes continuam] - Olha, acho que deu ruim.
Que � isso, hein? Ai, que merda�
[grunhe]
[bipes continuam]
[Jung-do arfa]
[bipes param]
[fala abafada]
[m�sica de suspense continua]
PAR�A
Deixa comigo.
Acabei de entrar.
MEU PARCINHA
FAVORITOS DOCE, 2013
Tem uma porrada de arquivos.
[m�sica tensa]
[crian�a gritando]
ԅ mas que porra � essa?
Tem v�deos de crian�as no computador desse corno�
A�, pessoal.
Ele tem mais de um terabyte de v�deos de abuso sexual infantil.
[Min-wook grunhe]
D� o taser.
- Me d�! - T� bem.
Jung� Jung-do.
[tosse abafada]
[tossindo]
Incentivou o Ki-jung a fazer o v�deo?
[ri]
Onde ele t� agora?
Choquinho?
Acha que eu n�o fa�o?
Manda. [ri]
- Filho da� - Jung-do! N�o faz isso.
- Solta. Solta! - Voc� tem que se acalmar. Calma a�, cara.
Espera!
- [Jung-do] Solta! - [Roteirista] Para!
- [descarga el�trica] - [Min-wook gritando]
Cala a boca e se acalma.
[grito abafado]
Caramba, n�o acredito que voc� usou nele.
[Roteirista] O olho dele t� sangrando. E se ficar cego?
[suspira] Cara, falei pra voc� n�o fazer isso.
[grito abafado]
[Minhoca] Espera.
- Olha o seu olho. - [grunhido abafado]
Voc� pode ficar cego se n�o for pra um hospital.
Fala pra gente onde t� o Kang, e eu chamo uma ambul�ncia.
[Min-wook geme]
Acena se voc� concorda.
Me ajuda com ele.
- [Min-wook tossindo] - Fala.
[ofega]
Eu tenho� [ofega]
�um cart�o de d�bito numa conta fantasma.
O Kang t� usando o cart�o.
[m�sica intrigante]
No meu celular tem onde ele usou.
H� mais ou menos uma hora.
Eu acho que � isso, tem uma hora.
Uma notifica��o.
� s� ir nesse lugar a�.
PAVILH�O CHIN�S
Eu falei tudo,
agora chama logo essa ambul�ncia, cara!
Tem mais algum v�deo que o Kang fez nas �ltimas semanas?
[m�sica tensa]
[respirando ruidosamente]
[gritando] Tem!
Tem?
[rindo]
- [ofega] - [�mido] Jung-do, se acalma, cara!
[Minhoca] Chega! Faz isso n�o!
- Solta. - [�mido] Para! Fica calmo!
[Minhoca] Calma! Parou, parou.
[telefone tocando]
Emerg�ncia, como posso ajudar?
[�mido] Tem um homem que faz v�deos pornogr�ficos de menores.
- Podem vir agora? - Onde o senhor est�?
[Roteirista] Est�o vendo os c�rculos vermelhos?
S�o os lugares onde Kang usou o cart�o nas �ltimas duas semanas.
D� pra ver que tem v�rias pousadas.
Eu acho que ele t� em algum lugar nessa �rea.
Legal.
�mido, t� com seu drone?
- Uhum, t� no carro. - Beleza.
�, pessoal�
tomem cuidado.
E�
desculpa pela raiva.
Desencana. A gente entende.
Olha, eu fiquei chocado.
[todos rindo]
Winner, winner�
[todos] �chicken dinner!
[fechadura bipando]
Uh, que frio�
[bipe da fechadura]
Aonde vai?
H�?
Escuta aqui, n�o vai se meter em perigo.
- Papai� - Que foi?
Voc� foi esfaqueado.
Poderia morrer se a facada fosse mais profunda.
Pessoal, me d� um minutinho.
- Qu�? T�. - [Minhoca] T� bom.
Tr�s meses atr�s,
eu nem sabia o que era uma tornozeleira eletr�nica.
[m�sica suave]
E agora eu sei tudo.
At� demais, pai.
[ri]
N�o quero esquecer o que aprendi.
Isso � trabalho da pol�cia.
Voc� n�o precisa se envolver nisso.
[inspira]
Sabe�
aquela garotinha que eu salvei�
ainda n�o consegue sair de casa de medo.
Ela tem dez anos.
S� dez anos, pai.
Mas ficou com uma cicatriz t�o grande que acabou se fechando pro mundo.
Sabe o que mais eu descobri hoje?
Aquele canalha machucou outra crian�a depois que foi solto.
A pol�cia? Eu sei.
Com certeza, eles est�o se esfor�ando,
e eu tamb�m quero fazer o meu melhor.
Eu quero fazer.
N�o quero me arrepender depois, pai.
N�o quero.
Ent�o, deixa eu ir. Por favor.
Se eu for agora, eu pego o desgra�ado.
Nesse momento,
outra garotinha pode t� esperando por salva��o,
sozinha, tremendo de medo, pai.
Eu n�o me importaria se eu n�o soubesse.
Mas agora eu sei. Vou ficar de bra�os cruzados?
E eu n�o vou me machucar de novo, fica tranquilo.
Eu sei que eu posso pegar ele.
Me deseja sorte, ent�o?
At� mais tarde.
[Jung-do] Vamos nessa.
[Roteirista] Vambora.
Toma cuidado, t�?
T�!
[m�sica empolgante]
[fechadura bipando]
[solta o velcro das luvas]
[bipando]
Pronto.
CHAMADA DE VOZ
CONECTANDO
Iniciei a chamada.
Se acontecer alguma coisa, me avisem. E n�o interfiram. Entenderam?
Vambora.
[ru�do do drone]
Minhoca, voc� come�a daqui e vai seguir reto.
T�.
Oi.
- Roteirista, por aqui. Vou por aqui. - T�, fica esperto.
- Oi, tudo bem? - Oi.
Por acaso a senhora viu esse homem aqui na sua pousada?
N�o, eu nunca vi ele.
Por acaso voc� viu esse homem?
Eu nunca vi por aqui.
A senhora viu esse homem, por acaso?
Eu nunca vi, n�o.
Pode olhar mais uma vez?
Ah, nunca vi, n�o.
Obrigado.
Ele n�o t� aqui, n�o.
T� bom, ent�o. Obrigado. �.
[Minhoca] Oi, pessoal. T� na frente da Pousada Daewon.
Fica no fim do beco onde a gente entrou.
Tem um monte de embalagens de comida chinesa e sapatos masculinos.
Venham pra c�.
T� bom.
Aqui, aqui, aqui.
POUSADA DAEWON
Olha ali, �.
[m�sica sombria]
A�
esqueceu que eu salvei sua vida na cadeia?
Voc� fala a mesma coisa toda hora.
At� quando vai a chantagem emocional?
� Ki-jung�
vamos abrir a janela.
[Ki-jung] N�o enche.
[m�sica de suspense]
Daqui pra frente � comigo.
- V�o pro carro. - Cuidado.
[Roteirista] Se ficar perigoso, chama.
- Vamos nessa. - T�.
Hum.
- [m�sica para] - Ki-jung, sai aqui, seu filho da puta!
[ri]
- Algum problema? - Ah, eu acho melhor a senhora entrar.
- � perigoso. - Ah, t�.
Quem � voc�, � cuz�o?
[m�sica tensa]
Vou rachar tua cabe�a, ot�rio.
[homem 1] Ah�
Ah, olha esse merda a�. Oi.
[passos se aproximam]
[m�sica dram�tica]
Quem � voc�, � manez�o?
Porra!
� gochujang! [grita]
T� queimando meus olhos! Que merda!
Quer morrer, maluco?
[grunhindo]
- [osso quebra] - Ai, minha m�o!
Ai!
[homem 1] Seu merda. Vem c�!
[rindo]
Toma essa, babaca!
[grunhindo]
[rindo]
[faca raspando]
[homem 1 grunhindo]
H�?
Hum!
[grunhindo]
[homem 1 grita]
[grunhindo]
�mido!
Eu vou seguir ele.
[ru�do do drone]
[grita]
- Para ele! - Fica longe, porra!
[ru�do do drone]
[homem 2 grita]
[grunhem]
[grita]
[m�sica para]
Ah! T� queimando!
[m�sica recome�a]
[ofegando]
Vem�
[grita]
[grunhe]
[grunhe]
[grunhe]
Filho de uma puta�
[homem 1 gemendo]
Vai se foder�
[grunhe]
�mido, pra onde eu vou?
Direita.
Beleza.
[m�sica dram�tica continua]
[�mido] Esquerda.
Direita, direita.
Ele t� olhando.
Ele sabe que estamos seguindo?
Merda.
[passos se aproximam]
[m�sica para]
Isso me assustou.
[m�sica tensa]
[m�sica dram�tica]
- [Jung-do grita] - [geme]
[grunhe]
[grunhe]
[grita]
[grunhindo]
[grunhem]
[gemendo]
- Foda-se. - [m�sica intensifica]
[grunhem]
Voc� j� era.
[grunhe]
Vem. Vem me pegar.
Quero ver, seu cuz�o.
[grita]
[expira rapidamente]
[grunhe]
[grunhe]
[grita]
[grunhe, grita]
[grunhindo]
[geme]
[geme de esfor�o]
[grita de dor]
[ambos grunhindo]
[grita]
[grunhe]
Vai cara. Faz alguma coisa, vai.
[grita]
[grita]
[grita]
[grunhe]
Boa!
[gritando]
[grunhe]
[m�sica de a��o]
Levanta.
[grita]
[grunhe]
[grita]
[grunhem]
[grunhe]
[grita]
[grunhe]
[grunhe]
[ofegando]
[grita]
[m�sica para]
[ofegando]
[m�sica tensa]
Voc� tem o direito de permanecer em sil�ncio.
Tudo o que voc� disser
pode ser usado contra voc� no tribunal.
SIL�NCIO, USADO, ADVOGADO
E voc� tem direito a um advogado.
[ri suavemente]
[sirenes se aproximam]
Uau.
"Eu concedo essa comenda a voc�s
por sua contribui��o para o aprimoramento da sociedade
atrav�s de suas boas a��es e servi�o exemplar � comunidade."
Quinze de janeiro de 2024, do Presidente da Rep�blica da Coreia.
- Parab�ns. - Ah.
- [aplausos] - Obrigado.
[m�sica suave]
LEE JUNG-DO
Voc� protegeu e salvou vidas.
Agrade�o sinceramente.
- Obrigado. - [aplausos]
[homem] Senhoras e senhores,
agora o senhor presidente vai tirar fotos com os condecorados.
[ri suavemente]
[clique de c�mera]
[clique de c�mera]
Licen�a.
Min-ju.
Min-ju.
Ah!
Ah�
Tudo bem?
Tudo. Eu t� bem agora.
� bom ouvir isso, sabia?
Muito obrigada, tio.
[ri suavemente]
Eu que te agrade�o.
[m�sica para]
[m�sica tensa]
TORNOZELEIRA DANIFICADA
AGENTE DE ARTES MARCIAIS LEE JUNG-DO
[m�sica de a��o]
O AGENTE FAIXA-PRETA
APRESENTANDO O AGENTE DE CONDICIONAL
Legenda: Daniele N. Alves
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