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TORMENTA SOBRE O NILO
Em 1885
O exercito rebelde dos Dervishes
Escravizou e matou muitos nativos indefesos no Sud�o
Depois ficaram em Khartum
O her�ico comandante General Gordon
Pediu ajuda a Inglaterra, mas n�o recebeu
O Doutor Sutton senhor. Obrigado
Foi uma viagem muito longa, doutor
Vale a pena para se reunir com velhos camaradas.
Beba algo.
Obrigado
N�o mudou nada.
Somos os mesmos.
Somente mais velhos.
Que noticias tr�s de Londres?
N�o sabem? N�o!
Gordon morreu.
Foi assassinado.
N�o me surpreende
Falei que isso ia acontecer quando vieram ao Sud�o.
N�o era suficiente
Precisava algu�m como voc�.
� o que eu ia dizer.
Era a primeira vez de Harry Faversham no exercito.
E olha a confus�o que deu.
Sou muito velho e meu filho muito jovem.
Culpa minha n�o casar cedo.
Lembra do rapaz?
Claro!
Hoje completa 15 anos.
Pe�o que venha conosco essa noite.
Est� bem.
Confesso que estou preocupado por ele.
Vai na melhor academia militar da Inglaterra.
Passo o tempo falando de seus famosos antepassados.
E sabe?
O encontrei hoje de manha lendo um livro de poemas.
De Shelley.
N�o entendo esse rapaz.
Tem algo nele que n�o me agrada.
Quero que me ajude a por esse rapaz na linha.
A ser homem.
Cavalheiros.
Pela Krimeia!
Pelos velhos camaradas!
Pelos velhos camaradas!
Krimeia, Santo Deus!
A guerra era guerra naqueles dias.
E os homens, homens!
N�o havia lugar para os fracos!
Lembro das posi��es.
Essas nozes eram os russos.
Canhoes, canhoes e canhoes.
� direita, a infantaria brit�nica.
Aqui o comandante.
E aqui estava eu.
� frente do batalh�o 68.
Pela direita era imposs�vel.
A esquerda estava bloqueada.
E detr�s o comandante me encarregou da situa��o.
Disse: - Que avance o 68.
Imediatamente um de meus soldados se aproximou tremendo.
O que foi?
N�o me atrevo enfrentar esses canhoes, senhor.
Prefere enfrentar-me?
Me olhos nos olhos e foi embora.
Dez minutos depois o mataram a tiros em frente de seus homens.
Concordo com voc�, general.
Dif�cil controlar os nervos antes de uma batalha.
Mas, n�o suporto a covardia.
Lembro de um soldado que foi atacado por um cossaco.
Vi que levantava o fuzil procurando o gatilho, e o fez correr.
Enfiei a baioneta pela nuca e saiu pela garganta.
Foi o melhor que fez.
Lembra Willenton?
Willenton? Sim!
Uma grande fam�lia de militares.
O pai foi morto em linkerman
O av� enterraram em Delson
O tio os �ndios arrancaram os cabelos.
Esplendida hist�ria, esplendida!
E o que aconteceu?
O general pediu que mandassem uma mensagem pelas linhas inimigas.
Estava paralisado de medo
Mandou seu ajudante.
E foi morto a poucos metros.
Enfiou seu tenente e Ihe estouraram a cabe�a.
Ele mesmo teve que levar a mensagem
Perdeu um bra�o
Sim, j� me lembro.
Desonrou sua fam�lia.
E o pai o deserdou.
E depois de uns anos se suicidou.
Teve coragem de se suicidar.
Coragem? Um gesto m�nimo de cavalheiro.
Na Inglaterra n�o h� lugar para os covardes.
Harry, passa das onze, hora de ir dormir.
N�o, n�o, sente-se rapaz, � anivers�rio dele, ainda n�o fizemos o brinde por ele.
Voc� tem raz�o.
Brindemos por Harry!
Que se torne o mais valente dos Faversham.
Harry!
Obrigado!
Boa noite, pai! Boa noite, Harry!
Boa noite, cavalheiros!
Harry!
Espera um pouco.
Voc� n�o se lembra de mim.
Mas eu lembro de voc� desde que era um bebe.
Era o medico do regimento de seu pai na Krimeia.
Tamb�m conheci a sua m�e.
Era grande amiga minha.
Quero que me considere seu amigo.
Se um dia precisar de mim, aqui est� meu cart�o.
J� n�o s�o �til a ningu�m, mas se precisar de mim me escreva e venha me ver.
O senhor � muito gentil.
Obrigado!
Boa noite, senhor.
Boa noite, Harry.
Companhia alto!
Companhia, descansem armas!
Companhia, descanso!
Fazem 10 anos.
General Gordon, foi assassinado em Karthoum.
At� agora esse crime n�o foi punido.
Hoje o regimento real.
Tem ordens de reunir-se
Para a pacifica��o do Sud�o.
Como ser� l�?
Areia, suor e um sol abrasador.
Legal, quando vamos?
N�o sei.
Antes de quinta?
N�o sei. levaram 10 anos para resolver.
Teremos sorte se formos na sexta.
Ent�o posso dar isso.
Senhor Harry Faversham.
Capit�o John Durrance
E outra para voc�.
Thomas Willington.
O que � isso?
Um convite para a festa da fam�lia
Com a banda de musica do regimento.
E um monte de garotas bonitas.
� a puberdade de minha irm�.
Faz 21 anos na quinta.
Meu pai vai matar um bezerro.
Champanhe? Sim
Ostras?
Ostras em junho?
Eu comi ostras quando fiz 21 anos.
Claro que nasci perto do mar.
Meu pai vai estar sensacional.
Escreveu 4 discursos e est� ensaiando no banheiro.
Senhores, damas e cavalheiros.
E oficiais de meu antigo regimento.
� uma quest�o de muito prazer.
Tenho o orgulho de anunciar que minha filha � maior de idade.
E est� prometida ao filho de meu antigo companheiro de armas.
O Sr. Harry Faversham do real regimento.
Nosso Harry Faversham.
Essa mo�a deve estar louca.
N�o era sua preferida?
Estou sonhando com isso faz tempo.
Boa sorte. Obrigado.
Sucesso!
Boa sorte, Harry.
Obrigado, John.
E o que vai fazer?
N�o pode levar contigo.
Quando pegam um branco cortam o nariz e o penduram pelos p�s.
� muito desagrad�vel.
Cai todo o dinheiro do bolso.
Nos veremos depois.
O que voc� acha?
N�o sei o que acontece com ele.
N�o aceita uma piada.
Passa o dia sonhando acordado e fica lendo poesias.
Se isso � amor, n�o sei o que faria
Bom.
� hora de se trocar.
Nos vemos depois.
Desculpe John.
Foi estupidez esconder.
Achei que fosse melhor.
N�o faz mal.
Ela tinha que decidir.
De qualquer forma.
Desejaria que fosse voc�.
Nos vemos depois.
E depois.
Tem um monte de garotas.
Monte para outros.
Fazem muitos anos lutei na batalha da Krimeia.
Com o valente oficial Faversham.
Que a morte o ano passado foi uma perda terr�vel.
Essa noite, tenho o orgulho de confirmar o compromisso de minha filha.
Com Harry Faversham
Filho �nico de meu velho amigo.
Parab�ns.
Bravo Harry, bravo.
H� 10 anos quando Harry era uma crian�a.
Fiz um brinde.
Para que se tornasse o mais valente dos Faversham.
Esta noite brindo novamente.
E por minha querida filha Mary.
Companhia, aten��o.
O Baile vai come�ar.
Est� no comando do Sud�o, coronel? Sim!
N�o � uma campanha muito importante, mas far� bem a Faversham.
Os soldados dele s�o muito fracos.
Muito fracos?
Sim.
Na Krimeia tudo era diferente.
A guerra era guerra naqueles dias, e os homens, homens.
N�o havia lugar para os fracos.
Lembra da Posi��o em Balakan?
Claro.
Eu estava no flanco esquerdo.
Aproximem-se jovens, sentem-se.
Canhoes, canhoes e canhoes.
� direita a infantaria Brit�nica.
Coitados, n�o tinham muito o que comer.
Do que voc� esta falando?
O transporte de comidas era p�ssimo.
N�o era assim senhor?
Falo de linha de defesa, n�o de homens.
Aqui o comandante.
E aqui eu na frente do 68.
Sinto que meu pai fica se metendo nos exerc�cios.
Est� cansado do Egito?
Falamos disso no caf� da manha, almo�o, na honra do regimento e no ch�.
Espero que entenda, que se casa comigo.
E n�o com o regimento.
N�o estou muito certa disso.
E voc�? Est� certa?
Claro.
Quando ficarmos velhos, lembraremos dessa noite.
Voc� nunca ser� velha.
Nunca ficar�
Envelheceremos juntos
Na velhice lembraremos dessa musica.
E do luar.
E o perfume das flores.
Isso j� � solene.
Essa noite nasce a lembran�a.
Uma lembran�a que permanecer� pelo resto de nossas vidas.
Momentos como esse. s�o melhores que todas as lembran�as.
As lembran�as s�o melhores.
Porque n�o s�o incertos e nem tem ansiedade.
As lembran�as flutuam sozinhas sem nada sobre eles.
Musica de baile.
A lua.
As rosas.
Vai permitir que dance?
Desculpe, a culpa � minha.
Essa � sua dan�a?
Acaba de come�ar.
Desculpe, meu par me espera.
N�o foi culpa sua, foi minha.
Falo demais.
Dancemos.
� uma polca.
N�o gosta de polca?
� um pouco agitada, n�o?
� como dizer adeus.
Lamento.
N�o tem porque lamentar.
� dif�cil explicar.
N�o tem nada para explicar.
Ningu�m espera que uma garota.
Sente e escreve num folheto.
Raz�es que leva ao Sr. A
Porque n�o quer ao Sr. B.
Que corresponde ao Sr B.
Averiguar o que h� com A.
E n�o pode imaginar tomando decis�es.
Por que Mary Burroughs n�o ama John Durrance.
Primeira... John por favor.
Poderia enumerar umas 40 raz�es.
A raz�o 41 � que ama outro homem.
Assim pode desconsiderar as outras.
Obrigada.
Harry � um bom homem.
E quanto a John tem uma esplendida carreira.
Descobrir� ajudando, n�o �?
Espero pode fazer isso.
Claro que vai poder.
Espero que seja muito feliz.
Sempre vou te amar.
Querido John.
Sinto muito.
Bobagens, n�o tem import�ncia.
Essa noite n�o deve se lamentar de nada.
Vamos dan�ar.
Recebemos ordens.
Que o 1� real Batalh�o de North Surrey.
Embarque em Portmounth
Ao meio dia do dia 21 desse m�s.
Para prestar servi�o no Sud�o.
Faversham.
Veja o que ele quer.
Quer ve-lo em particular.
Est� bem.
E ent�o Faversham?
Quero que aceite isso.
O que � isso?
Minha baixa.
O que significa?
Significa que deixo o exercito, senhor.
N�o entendo, Faversham.
Deveria ter tomado essa decis�o antes.
Entrei no exercito s� por causa de meu pai.
J� que todos na minha fam�lia foram soldados.
Quando morreu, acabou minha obriga��o para com ele.
Sua obriga��o com ele?
E suas obriga��es com seu pa�s?
Faversham
Fazer isso agora.
Quando faltam dois dias para seu regimento partir para o Sud�o.
Melhor ir descansar um pouco rapaz.
Amanh� j� ter� passado.
Estou decidido senhor.
Se fizer isso vai lamentar pelo resto de sua vida.
N�o � verdade senhor.
Estou decidido.
Est� iludindo seu dever.
Ningu�m vai aceitar sua renuncia.
Estou no meu direito senhor, n�o pode negar-me.
Nunca pensei que viveria, para ver um Faversham sendo um covarde.
Posso sair, senhor?
Sim!
Marche
Senhor, os oficiais... O que foi?
Esperando.
Senhores, acabam de chegar as ultimas ordens.
O regimento sair� na quinta.
Iremos a Portmounth e embarcaremos ao meio dia.
Acabo de receber um telegrama do general
Diz: Contente de ter o regimento sob minhas ordens.
Muito gentil.
Senhores
Haver� uma mudan�a de oficiais.
O Sr. Faversham decidiu renunciar.
Seu posto ser� ocupado pelo Sr. Parker.
Que ficar� no quartel.
Obrigado senhores.
John.
John.
Cuidado senhor!
Queria chegar a tempo para despedir-me.
Adeus, senhor.
Boa sorte.
Vigia ao jovem, quer?
Eu o farei senhor.
Vigiarei.
Adeus pequena.
Volte com mam�e.
Assim, assim.
Me d� um beijo Anne.
Cuida de mam�e.
Adeus.
Adeus meu bem.
N�o fique assim.
Cuide-se.
E voc� tamb�m.
Sentiremos saudades.
Adeus rapaz. Adeus papai.
Os c�es sentir�o saudades.
Todos sentiremos saudades.
N�o ser� por muito tempo.
Boa sorte rapaz.
Adeus papai.
Adeus!
Harry.
� maravilhoso.
O que aconteceu? Vai essa noite?
Papai foi se despedir.
Foi cancelado? Voc� n�o vai?
O regimento partiu essa manh�.
Mas n�o fui com eles.
N�o te entendo.
Falamos disso tantas vezes.
Essa viagem in�til ao Egito.
O vinculo perdido que nunca recuperaremos.
Harry, o que voc� fez?
Sa� do exercito.
Deveria ter sa�do antes.
Acabei com minha vida de impostor.
Isso que faz um homem.
Quando n�o � fiel a suas cren�as.
E eu acredito em nossa felicidade.
Que fiquemos juntos.
E do trabalho que tem aqui.
Para salvar algo que est� em ru�nas.
Tudo isso foi ignorado por minha fam�lia.
Porque se interessavam mais pela gloria da �ndia, China e �frica.
Desculpe senhorita Mary.
Acabou de chegar esse pacote para o Sr. Faversham.
� urgente.
Ol� Mary.
A despedida foi bonita.
Peter divide um camarote com John Durrance.
Agrada-me que estejam juntos.
Foi bonito ver o barco saindo do canal.
Posso falar um minuto com o senhor?
Foi cruel te mandarem isso.
Cruel mas justo.
Isso � o que pensa, n�o �?
Por que n�o me contou o que ia fazer?
N�o sei.
Talvez por medo.
N�o sei.
Prometemos ser sinceros, n�o ter segredos.
Achou que ia me sentir orgulhosa?
Achei que entenderia.
Falamos tantas vezes dessas coisas.
Achei que nos entend�amos.
Sim falamos e sonhamos com tudo que havia se fossemos livres.
Algumas pessoas nascem livres e podem fazer o que querem.
Mas n�o nascemos livres.
Temos uma tradi��o e um c�digo.
Um c�digo que temos que obedecer ainda que n�o acreditemos nele.
Temos que obedecer Harry
Porque a obra e felicidade dos nossos, depende de nossas a��es.
Sim, entendo.
Disse que foi cruel me enviarem isso.
Correto!
Eu mere�o.
Arruinou sua vida.
Adeus!
Ent�o deveriam ter 4 plumas aqui.
Cale-se. n�o me torture assim.
S� quero que seja sincera.
Vamos me de essa pluma.
Para juntar as outras.
N�o prometemos que seriamos sinceros?
N�o tenha medo.
Obrigado.
MAIS SOLDADOS PARA O SUD�O
Harry Faversham
Ol�. doutor.
O que aconteceu? Achei que seu regimento tinha partido.
Sim, � verdade.
Como os soldados que partem essa noite.
Faz anos te dei meu cart�o caso precisasse de ajuda.
Lembra?
Sim, lembro.
Venha comigo.
Prefiro n�o ir.
Est� do outro lado do parque.
Quer vir a minha casa?
Claro
Voc� diz que seu dever ao Fort n�o � t�o importante que seu dever com os camponeses africanos
N�o h� desonra nisso.
Se essa � toda a verdade.
Essas plumas s�o um insulto
Que devem ser tratadas com o desprezo que merecem.
N�o acha?
Voc� sabe que n�o!
Do mesmo modo que eles.
Tudo o que falei � correto.
Mas n�o � toda a verdade.
Lembra da noite que veio na casa de meu pai?
A historia do oficial que n�o levou a mensagem porque estava com medo?
Um oficial desonrado e acusado pela sociedade.
Que se suicidou.
Porque sua vida estava acabada.
Essa historia me acompanhou toda a vida.
Todos homens tem algum tipo de medo.
Medo?
Meu pai me desprezava, achava que eu era um covarde.
Seu convencimento tornou o medo em realidade.
Aquela noite compreendi que n�o queria estar na mesma situa��o
Me comportaria igual
E teria que escolher
Sou um covarde.
Se fosse outra coisa
E n�o um soldado disfar�aria por toda a vida.
Mas ser soldado e covarde.
Significa ser um impostor, uma amea�a.
Aos homens em que as vidas est�o em suas m�os.
Quando recebemos as ordens.
sabia que o destino estava se aproximando.
Igual como cercou aquele homem.
Lutei contra isso
Arrumando raz�es para abandonar meu dever, e ainda creio nelas
Enganei-me a mim mesmo.
Mas n�o enganei meus amigos.
Os que me mandaram essas plumas.
Me conhecem melhor que eu.
Est� enganado.
� um homem de ideal e de uma grande imagina��o.
Talvez muito grande.
E pagou um pre�o alto pela falta de compreens�o de seu pai.
Mas n�o � um covarde.
Enganando-se ou n�o.
Negando-se a viver segundo um c�digo em que n�o acreditava.
Quando se manteve fiel a voc� mesmo, a qualquer pre�o.
N�o foi ato de um covarde.
Mas sim de um corajoso.
Por isso n�o tenho medo de deixar isso aqui.
Pois sei que n�o vai usar.
Seria uma sa�da muito f�cil.
E voc� n�o far� isso.
Acredita nisso?
Acredita em tudo o que voc� disse?
Com toda a minha alma.
Harry, deixa eu te ajudar.
Posso fazer alguma coisa?
Sim, doutor.
Tem uma coisa.
Diga.
Saio da Inglaterra.
Escrevei vez ou outra.
Se n�o tiver noticias minhas dentro de um ano.
Significar� que morri.
Se isso acontecer.
Quero que v� ver Mary, e Ihe diga.
Que tentei resolver as coisas.
Ao meu modo.
E n�o pode me dizer aonde vai?
Sim
Ao Egito.
Por ali.
Obrigado, obrigado.
Doutor Harraz?
Venho da Inglaterra de parte de uma amigo seu, Doutor Sutton
Dr. Soutton? Lembro muito bem.
Estive com ele na �ndia, como est�?
Est� bem, manda lembran�as.
O que posso fazer por voc�?
Quero me unir as tropas do general.
Quero que me ajude a me disfar�ar.
Voc� fala �rabe? N�o!
Alguma l�ngua nativa? N�o.
As tropas est�o a 800 quil�metros.
Tem que cruzar uma �rea dominada pelos Deviches.
O que pode uma medico fazer por voc�, a n�o ser dizer que est� louco?
Me falaram de uma tribo que se rebelou contra eles.
E foram mortos, cortaram suas l�nguas e foram escravizados.
Conhece a marca?
Todos conhecem a marca dos Sandalis.
Ent�o entender� a raz�o de minha visita.
Mas voc� perder� a sua l�ngua.
N�o perderei minha l�ngua.
Posso tingir a pele.
Mas n�o posso imitar uma cicatriz.
Que n�o se nota.
Entendo.
Sua miss�o � t�o importante?
Posso ficar na sua casa at� que se cure a ferida?
� um homem corajoso.
Devemos ter uma batalha aqui.
Se conquistarmos essa cidade, ganharemos a guerra.
A �nica rota poss�vel � subindo pelo Nilo.
O rio est� tomado aqui pelos Deviches.
Devem ser enganados de alguma maneira.
Algum truque para tira-los do rio.
Enquanto nosso homens se infiltram no rio.
Exatamente.
N�o podemos sacrificar um regimento e muito menos uma vida.
E muito menos a uma companhia
A numero 5 do regimento.
Obrigado senhor.
Primeiro pelot�o, marche.
Segundo pelot�o, marche
Terceiro pelot�o, marche. Quarto pelot�o marche
Quem � esse?
Quanto tempo estava ouvindo?
Est� confiando muito nessa farsa.
Foi uma atua��o muito ruim
Nenhum deles entraria no quarto dessa forma.
Por que estavam t�o assustado?
� espi�o, tinha medo de ser denunciado.
Mas eu n�o tenho medo.
Embora admita que me sentiria mais a vontade
Se ao menos me dissesse.
Por que faz tudo isso.
Na Inglaterra, uma pessoas me deram quatro plumas brancas.
Tenho que devolve-las.
Uma ra�a de louco os ingleses.
N�o t�o louco.
Na Inglaterra plumas brancas s�o s�mbolo de covardia.
Entendi.
Por que se preocupa?
Se � um covarde!
Seja feliz
N�o doutor.
Eu era um covarde.
E n�o era feliz.
Esse homem trouxe noticias?
Sim!
Disse que o regimento j� saiu.
Se cruza o deserto, poderia encontr�-los no Nilo.
Talvez perto da quinta catarata.
Parte das tropas v�o rio acima em barcos.
Ser�o detidos aqui pelos deviches.
Essa � sua oportunidade.
Vamos, vamos!
N�o sei se j� fez isso.
A id�ia fundamental � parecer est�pido e fazer o maior barulho poss�vel.
Acho que n�o ser� dif�cil.
Se nos atacam, lutamos, ou fugimos?
Fugimos!
Lembre-se.
Nossa miss�o � engan�-los, temos que correr o mais r�pido poss�vel.
� lutar s� se for preciso, n�o ter�amos nenhuma chance.
S�o em maior numero.
�timo, n�o � Peter?
Levarei um pelot�o para acender a fogueira e examinar.
Ficar� no comando.
E voc� Peter veja que ele n�o durma.
Volto ao anoitecer.
John!
� verdade que me pediu para ficar no comando?
Sim!
Obrigado!
Santo Deus!
Dois homens!
Venham correndo!
R�pido, vamos!
N�o disse nada quando o encontrou?
N�o, estava igual como est� agora.
E n�o havia nenhum rastro.
Est� bem, sargento.
Ficar� bom?
Acho que sim!
Uma vez tive insola��o.
Tive dores de cabe�a terr�veis durante semanas.
� essa noite que me preocupa.
Devemos levantar... Essas n�o s�o as ordens.
Vou dobrar o numero de sentinelas e apagar as fogueiras.
Deixa que eu fa�o.
Apaguem o fogo.
Ajude-nos.
Apaguem as fogueiras, depressa.
Vamos, depressa.
John!
Me encontraram.
Acho que tomei sol demais.
Aumente essa luz.
Sim.
Pronto.
Espero que n�o nos vejam l� de fora.
Est�vamos preocupados.
Como est�?
Um pouco cansado!
Que horas s�o? Meia noite!
Ou�a-me.
Vi uns Deviches e eles nos viram.
Temos que partir ao amanhecer
Diga que dobrem a guarda. J� foi feito.
Por que n�o descansa um pouco?
Sim, acho que preciso.
Avise-me se acontecer algo.
Temos que sair ao amanhecer. Sim, claro!
Diminuo essa luz.
As mulas est�o inquietas, senhor.
Eu tamb�m, n�o vejo a hora que saia o sol.
Sim senhor.
Viu algo?
N�o, senhor!
Mantenha os olhos abertos!
Sim, senhor!
Alarme, alarme, alarme!
Alarme, alarme!
Alarme, alarme!
Fogo!
Disparem, fogo!
Agora v�o nos matar.
Ou nos levar�o para matar.
Peter.
Peter.
Peter.
Peter.
Pelo amor de Deus, respondam
Por que, por que n�o fala?
Quem � voc�?
Diga algo.
Se n�o fala meu idioma, fala em �rabe.
Fale!
Mary!
Boa tarde, doutor.
Que alegria, ve-lo.
Fico contente em te encontrar sozinha, Mary.
Na verdade vim falar contigo.
Comigo? Sobre o que?
Queria saber se teve noticias de Harry Faversham.
N�o sei de nada.
Foi nosso desejo o rompimento completo.
N�o fa�o id�ia de onde esteja ou o que faz.
Prometi que traria uma mensagem na noite que partiu da Inglaterra.
Faz um ano? N�o entendo.
Partiu da Inglaterra e foi ao Egito.
Egito?
Com um �nico prop�sito.
Se triunfasse disse:
Voc� saberia sem precisar de explica��o.
Se fracassasse.
Pediu para que dissesse que fez todo o poss�vel.
Prometeu me escrever para informar que continuava vivo.
Se n�o tivesse noticia em um ano.
Seu silencio significaria que estava morto.
Mary, querida.
Ent�o ele...
Voc� acha que foi com a mente perturbada?
N�o, fez do �nico modo que podia.
Sei que fui covarde.
Quando mais precisava.
Talvez, quando decidiu ir ao Egito.
Ningu�m o for�ou.
N�o se culpe.
Tinha que ajud�-lo.
Posso saber o que faz por aqui?
Tomando um pouco de ar, general.
Um pouco de bronquite, diria eu.
Mary seja amavel e nos sirva uma bebida.
Onde serviu antes?
Ent�o sabe o que te espera.
Voc� tamb�m?
Estou aqui desde o come�o.
Casado?
Sim senhor.
Filhos?
Quatro, senhor.
Quando vamos?
Bom dia!
Como est�?
�timo!
� uma excelente oportunidade.
N�o quero perder.
O capit�o ficou cego senhor.
Cego?
Sem duvida, com cuidado e repouso se recuper�.
Acho que n�o.
Se fosse cuidado antes.
Mas agora � tarde.
O pre�o foi alto.
Toda uma companhia arrasada.
Podem ter escapado, senhor.
Ou prisioneiros.
Prisioneiros?
Melhor estivessem mortos.
Se foram levados, ser�o torturados.
Mas ganharemos a cidade.
Ganhando ou perdendo.
Foram massacrados.
Obrigado.
Sei que fez o que pode.
O sujeito que tentou roubar minha adaga.
Sim.
� mudo, n�o �?
Pertence a tribo dos Sangari.
N�o pode falar.
Leve-o � barraca dos prisioneiros.
Pode ser util.
Sim, general.
Vamos!
Por aqui.
Entregue isso ao general.
Muito bem feito John.
Poderei participar das corridas dentro de uma semana.
Vou treinar um pouco mais.
N�o, por hoje chega.
S� mais um pouco.
N�o, j� � hora de se vestir para jantar.
Posso me vestir em dez minutos.
Essa manha o fiz em dois minutos a menos.
Tem que se barbear.
Sim, tenho que me barbear.
Amarrar o cord�o dos sapatos.
� um grande mestre, como encontraram?
� muito f�cil.
Est� bem.
Acabaram esses almo�os informais.
Quero aprender a fazer peru assado essa noite.
Vamos.
Vou tentar fazer-Ihe um bem.
Sei que n�o � assunto meu, mas est� certa de n�o se enganar?
Completamente.
Um homem se acostuma com isso.
Se Ihe acontece uma desgra�a.
� falta de sorte.
Eu sei papai.
Eu sei, ao menos que teu impulso � nobre e altru�sta.
Tem toda uma vida pela frente.
Por favor n�o me fale de nobres impulsos papai.
N�o � nada disso.
Tomei uma decis�o.
Obrigado por pensar em mim.
Os �rabes podem ser diferentes, quando querem.
Sim, sim, esperem, ainda n�o contei o final.
De repente apareceu um �rabe solit�rio.
Deus sabe de onde saiu e como chegou.
N�o disse nenhuma palavra.
Devia ser algo estranho.
Estranho, quase fiquei louco, embora j� estivesse.
Entendi que procurava me salvar.
Nunca saberei quantos dias estivemos viajando.
Porque estava com febre alta.
Depois me colocou numa balsa e subimos o Nilo at� chegar num acampamento.
E ent�o.
E isso � o mais extraordin�rio de tudo.
Depois de tal ato her�ico.
Me deitou fora do acampamento.
E come�ou a me roubar.
N�o acho estranho, fez bem seu trabalho e queria te cobrar.
O pobre homem se deu mal.
Nunca levo documentos quando estou de servi�o e nem dinheiro.
Ent�o n�o roubou nada.
Quase me tirou uma coisa, era s� o que tinha.
Isso.
Lembra disso?
Minha carta.
Sua carta?
Tem algo curioso nessa carta, leia em voz alta,Mary.
Ainda tem um pouco de areia.
Pode guardar, como lembran�a.
Obrigada.
Leia a observa��o
Leia.
Eu vou ler.
Observa��o.
Cuidado com a insola��o.
Sempre disse que n�o sigo os bons conselhos.
Mary.
Est� tremendo.
Desculpe querida.
N�o deve ficar assim.
J� acabou tudo e estou vivo.
Gra�as ao meu amigo �rabe.
E o que aconteceu com seu amigo �rabe.
Foi enviado a um campo de prisioneiros.
Quando soube j� era tarde para encontr�-lo.
Fugiu e perdi sua pista.
Bom hora de dar um passeio pelo jardim.
N�o se mexam irei por mim mesmo.
Oh, minha carta.
Obrigado.
Sei que Harry est� vivo.
Ou estava.
Quando salvou esse homem.
Muito gentis nos recebendo dessa forma.
Se tivesse aos m�os livres por dez segundos.
la tremer muito.
Viu o que eu vi?
Sim!
Peter.
Talvez tenha vindo por n�s.
Foi enviado para nos ajudar a fugir.
Fugir?
Me pergunto, qual ser� seu plano?
Diga-me.
Por onde acha que � mais f�cil fugir?
Pelo deserto ou pelo rio?
Como posso saber? Nunca ningu�m fugiu daqui.
Mas devem ter tentado.
Sim, sim, muitos tentaram mas todos fracassaram.
H� quanto tempo est� aqui?
Treze anos.
Se dirigem para a cidade.
Vai haver uma batalha terr�vel.
Pobre diabo.
Quem ser�?
Harry?
Harry Faversham
Como chegou at� aqui?
N�o h� tempo de explica��es.
Ou�am-me.
Os Deviches v�o ao encontro do exercito.
Se forem vencidos nos cortar�o o pesco�o por vingan�a.
Se vencerem nos cortar�o por prazer.
Na entrada da pris�o tem um sinal.
� nossa �nica chance, tem poucos guardas.
Tem a lima?
A lima foi uma id�ia genial, Harry.
Tem algu�m aqui que fale a l�ngua deles?
Voc� est� bem?
Estou bem, obrigado.
Harry.
Ele foi governador da prov�ncia.
Fala nossa l�ngua?
E o dessa gente?
Deve dizer que temos um meio de libert�-los.
Diga que assim que estiverem livres.
N�o devem fazer nenhum sinal at� eu mandar.
Solte primeiro os mais fortes.
Se preparam para atacar.
� o exercito todo.
Ocupem suas posi��es.
Diga que n�o disparem at� o ultimo minuto.
Ag�entem rapazes.
Quando se aproxima do inimigo fecha os olhos.
Eu direi quando tem que abrir.
Coloquem as algemas.
Diga que � agora ou nunca.
Que n�o se mexam at� os guardas chegarem.
Est�o se reagrupando.
Apontem.
Fogo.
Harry, veja isso.
� a bandeira que nos tiraram.
Atirem at� os 300 metros.
E na torre com a bandeira preta.
Esse � o sinal senhor.
�timo, vamos derrubar.
S�o nossos canhoes.
Temos que dete-los.
Disparam na bandeira preta.
E se i�amos essa? Vamos!
Est�o arriando a bandeira, se rendem.
Est�o i�ando uma branca.
N�o � branca senhor, � a nossa.
O que?
kitchener toma khartoum.
Entre.
Ol� John.
Ol�, doutor.
Sabe as noticias?
Sim, � fant�stico.
Tenho aqui todos os jornais.
Desejava que viesse le-los.
�timo, ainda n�o tive tempo de ler.
Fui ver o doutor.
Sim
Se incomoda se acender a luz?
N�o queria acender antes que chegasse.
Da-me os f�sforos, eu acenderei.
U�sque?
Agora n�o, obrigado.
O que o doutor disse?
N�o teve noticias do especialista alem�o?
Um bom homem.
Se interessou muito.
N�o precisa dar o diagnostico.
Entendo muito bem.
Acho que j� esperava por isso.
Ele acha que uma opera��o... Eu tamb�m.
Acaba-se por entender essas coisas.
Se ficasse alguma fa�sca de vida em seu interior.
Se pudesse reacende-la.
Ent�o eu teria sentido.
Mas faz tempo que sei.
Que est� tudo igual.
Essa cegueira se deva a alguma vis�o ruim.
No seu caso.. Em meu caso.
Estou completamente cego.
De qualquer modo.
Conv�m recorrer a outros.
Pegou seu u�sque, doutor?
Obrigado.
Um pouco de soda?
Obrigado.
Poderia ter sido muito pior.
Se soubesse que n�o havia esperan�as.
Teria estourado a nuca.
Agora n�o parece t�o dif�cil.
Estou aprendendo a ler com o sistema braile.
Legal.
� curioso que os dedos ficam sens�veis r�pidos.
Ou�a.
N�o temas.
A ilha est� cheia de ru�dos, sons.
E um ar suave.
Que produz deleite.
As vezes soam nos meus ouvidos.
Mil instrumentos.
Outras vezes ou�o vozes.
Que me fizeram despertar de um longo sono.
Me fariam dormir de novo.
E nos meus sonhos, as nuvens.
Parecem abrir e mostrarem a riqueza.
Que vai cair sobre mim.
Ent�o acordo.
E desejo voltar a dormir.
Magn�fico.
Sim, � maravilhoso, n�o �?
Claro que eu sabia de mem�ria.
Bom.
A sua sa�de, doutor.
Por voc�. John.
E por Kirsten e todos os rapazes.
Agora acomode-se e leia as noticias.
Tem uma reportagem de um correspondente de guerra.
Khartum 2 de setembro
Desde o pal�cio tenho o orgulho de comunicar.
Nossa gloriosa vitoria.
Esta manha, ao amanhecer.
O exercito inimigo fracassou em seu ataque
As 6 da manha se Ian�aram sobre as tropas brit�nicas.
Depois de 2 horas fugiram.
Uma reportagem completa dessa batalha ser� publicada nos pr�ximos dias.
O correspondente que acompanhou o regimento.
Teve o prazer de acompanhar uma das cenas.
Mais dram�ticas e assombrosa deste grande dia.
Durante a batalha os prisioneiros do calabou�o.
Renderam os guardas.
Se apoderaram do arsenal
E se defenderam at� chegarem as tropas.
Fant�stico.
Esse �xito foi feito por dois oficiais do regimento.
Que foram capturados na batalha.
O tenente Thomas, e o tenente Peter.
Est�o vivos.
Que horas s�o?
7. brindemos essa noite.
Seremos os primeiros para contar a Mary e ao pai.
Ficar�o loucos de felicidade com a noticia.
Prepare a maleta.
Envie um recado a casa do doutor, para que preparem a maleta e mandem para c�.
Vamos ver o general.
Tenho um encontro importante.
E diga ao secretario do doutor que cancele tudo para amanha.
Saber�o antes que cheguemos.
E depois o minist�rio da guerra enviar� um telegrama.
Eles sempre tem a mais rid�culas raz�es para informar a verdade.
De qualquer forma seremos os primeiros em cumprimentar.
N�o sabe o que isso significa para eles?
Tem mais noticias?
Volte a ler a ultima parte.
O tenente Peter, do qual a liberta��o do calabou�o.
E ent�o?
O que foi?
O tenente Peter Burroughs, cuja a liberta��o do calabou�o.
Se deveu a um ato de hero�smo.
Por parte de um homem que se fez passar por um Sangali imundo.
Que conseguiu entrar na pris�o e conseguiu cortar as correntes dos prisioneiros.
O certo � que esse homem.
Foi at� pouco tempo.
Oficial de seu pr�prio regimento.
O tenente Faversham
Por que n�o me contou?
Sim, John
Encontrar� papel na mesa.
Quero que escreve uma carta.
Prossiga.
Para Mary Burroughs.
Minha querida Mary.
Acabo de receber uma maravilhosa noticia.
Visitei um especialista de olhos alem�o.
E me disse que poderei recuperar a vis�o.
Escreveu?
Sim, j� escrevi.
Ser� um longo tratamento na Alemanha.
Parto amanha.
Quando recuperar a vis�o, voltarei ao exercito.
Com a feliz lembran�a.
De tudo o que fez.
Para ajudar.
Eu mesmo assinarei.
E acrescente uma observa��o.
Observa��o.
Tamb�m soube Not�cias de Peter e Faversham.
Anexo uma lembran�a de uma viagem pelo deserto.
Com um Sangali
De-Ihe a oportunidade que ele merece.
Estou certo que n�o � t�o mudo.
Como eu achava.
Isso � tudo.
As malas est�o prontas.
Se se apressar ter� tempo de jantar.
N�o se preocupe.
N�o iremos.
O exercito de hoje � fraco comparado com o do nosso tempo.
Fraco, esse � o problema
embora as vezes soe ruim
Harry conseguiu devolver as duas plumas brancas.
Que se case com a jovem e que termine a historia
N�o � t�o f�cil como parece.
Falta de pluma branca
O que vai fazer para que eu aceite minha pluma?
� preciso?
Grandes fa�anhas, bobagens.
Isso j� n�o existe.
S� o que fizeram.
Foi se divertir brincando de soldadinhos.
Na Crim�ia era diferente.
Guerra era guerra naqueles dias.
N�o havia lugar para os fracos.
Lembrem-se.
Voc�s n�o lembrar�o as posi��es.
Mas era assim.
Essas nozes eram os russos.
Canhoes, canhoes e canhoes.
� direita... Um momento senhor.
Sua famosa vers�o n�o � correta.
N�o � correta?
Deixe-me lembr�-lo qual era sua posi��o.
Afaste-se..
Aqui estavam os russos.
Canhoes, canhoes e canhoes.
Aqui a infantaria brit�nica.
Aqui o comandante..
E aqui.
O senhor na frente do 68.
Certo? Sim.
O senhor montava um cavalo chamado...
Meu pai vendeu, pois n�o conseguia controlar ele.
Exatamente.
E segundo sua historia o senhor disse.
Que avance o 68.
Sim.
O senhor nunca disse isso.
Nunca?
Nunca disse, senhor.
O que � isso de que nunca disse isso?
N�o senhor, n�o teve tempo.
Naquele instante, conforme me contou meu pai.
Se assuntou com tiro e come�ou a correr para a frente russa.
Voc� correu, o 68 correu, o comandante correu, todos correram
E um magn�fico erro se acrescentou a sua folha de servi�o.
S� que nunca ningu�m disse.
Que avence o 68.
A n�o ser que fosse o cavalo.
Vamos senhor, um �xito.
� que depois de tantos anos � dif�cil lembrar todos os detalhes.
N�o posso voltar a contar essa historia.
Mary, tua pluma.
Traduzido e legendado por Alexandre Neto
F I M
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