All language subtitles for Nas selvas de Zanzibar West of Zanzibar legendado 1954

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Original subtitles

NAS SELVAS DE ZANZIBAR

Os produtores s�o profundamente gratos aos Governos da �frica Oriental.

Sua Alteza Seiyid Sir Khalifa Bin Harud. Grande Sult�o de Zanzibar.

E aos administradores do Parque Nacional do Qu�nia.

Por sua valiosa coopera��o que tornaram esse filme poss�vel.

Por milhares de anos. V�rios �rabes navegaram atrav�s da �frica.

A oeste em Zanzibar.

E levando com eles.

Tapetes e outros materiais.

Retornando a �frica com com�rcio do oriente.

O tempo passava.

Numa viagem de tr�s mil milhas, come�ando com seus antepassados.

Durante gera��es anteriores.

Na chegada. Achavam que eram aben�oados.

Ent�o se punham a celebrar um tradicional canto de preces.

N�o h� muito tempo. Vigorava o com�rcio de escravos.

O ouro negro da �frica.

Tribos primitivas tirada de seus lares para servir pal�cios pela Ar�bia.

Deixando em d�vida suas reais inten��es.

O com�rcio bem longo de escravos.

E agora o marfim.

A luta pelo ouro africano invadiu o continente.

E na �frica de hoje.

Encontramos o que foi deixado por s�culos.

A influ�ncia desses desastres horr�veis.

Essa a hist�ria de como isso afetou uma pequena tribo.

Os Gelanas.

Aqui. Longe de tudo. Vivem h� s�culos.

Um povoado feliz, que ningu�m sabia que existiam.

Agora, sua terra est� morta.

Seu solo foi contaminado.

E junto com ele foram suas colheitas, comida e suas vidas.

Em dias anteriores, utilizavam t�cnicas para manter pastos fortes.

Deixando-os como novos.

Agora homens brancos dizem como eles tem que fazer.

Ent�o uma grande reuni�o � convocada.

N�o tinham escolhas de uma nova terra.

E como sempre. Os jovens e os mais velhos n�o concordavam.

Os chefes eram envenenados pela maldade dos filhos.

Invejosos e gananciosos.

� disso que fala pra n�s? Ficarmos aqui? Estamos famintos.

O tempo est� passando e decidimos que temos que ir.

Que bom. Pode aprender a lidar com b�falos.

Far� com que todos abram suas mentes.

Talvez voc�s � que deveriam abrir as suas.

Todo o tempo para o chefe agora n�o � o bastante.

Observem. Voc�s nos dominam h� muitos anos.

O que voc�s v�em? Pra onde devemos ir?

Direi pra onde devem ir. V�o todos para as colinas.

- Estamos ouvindo. - Quero ajud�-los a fazer o melhor.

A terra � boa l�. S� est� esperando.

Um solo rico em �gua. S� trabalhar nele e os ajudarei.

Est�o cantando o maravilhoso amanhecer que cai sobre a costa.

Em Mombasa, o que voc�s chamam de civiliza��o.

N�o est�o prontos para viver nessa civiliza��o ainda.

Chegou a hora de sua decis�o.

S�o bem vindos a tradicional vida de seus pais.

Me alcance aquele vaso.

Cada homem colocar� um gr�o em cada vaso.

O vermelho ser� para se mudarem para as colinas.

Ou o preto, sendo de mudan�a para a costa.

Abra.

Pode continuar pra mim.

- Quero acompanhar a vota��o. - Sim, sra.

J� � o bastante. Veremos o resultado.

N�o � da minha conta o que decidiram, sr. Payton.

N�o podemos interferir no trabalho.

Acho que ter�o que ir para Mombasa.

Eles decidiram. Para Mombasa iremos.

Bob, n�o leve isso a mal.

De qualquer jeito teriam que se mudar.

Iremos ent�o at� essa localiza��o na costa. Mombasa.

Se olharmos por tr�s. Isso � um para�so.

Os colonos estavam empolgados. Toda tribo estava feliz com o novo.

Quando me despedi de alguns membros.

Resolvi voltar ao meu trabalho.

Pronto para continuar com o sucesso.

Mesmo sabendo que o trabalho seria muito duro para os colonos.

Havia me esquecido de como as coisas eram mesquinhas em Mombasa.

Que grande erro meu.

- Creio que teremos que ir por l�. - Tamb�m acho, porqu� n�o?

Boa escolha, n�o?

- Ca�adores. - Ca�adores? Tem certeza?

Sem d�vida, bwana.

Ali, bwana.

Coloque tudo isso no caminh�o.

Ol� Bethlehem, Ambrose. O que fazem aqui?

- Do que foi isso? - Uma Ian�a.

Coloquem-no no sof�.

Como isso aconteceu?

Ca�adores de marfim.

- N�o por essas bandas. - Sim, os vi. Confiscamos o marfim.

Confiscou. O que vai fazer com isso?

Que posso fazer? S� o governo tem esse poder.

Mas n�o pode expor Ambrose e Bethlehem ao governo.

Mary, n�o posso ignorar isso. N�o poderei cuidar de tudo da �frica.

N�o, suponho que n�o... mas.

Mas ao que parece.

N�o consegue entender? Os colonos n�o estavam aqui antes.

Ambrose e Bethlehem, tamb�m n�o.

Terei que fazer uma coisa em detrimento de outra.

Agora est� melhor.

Voc� teve sorte.

- Irei a Mombasa com voc�. - Fazer o qu�?

Tenho coisas pra comprar l�.

E depois, preciso conversar com Ushingo.

- Como vai, bwana? - Como vai, Ushingo?

Fico envergonhado disso, bwana. N�o � bom pra nossa amizade.

N�o � culpa sua. Sinto muito, mas tenho que levar isso ao governo.

Mas... ser�o presos?

Sim. Receio que ir�o.

Ushingo, porqu� colonos estavam contrabandeando marfim?

O que est� havendo? Onde est�o os jovens?

Por qu� tudo na col�nia est� mudando?

Tamb�m n�o gosto disso.

Voc� � um amigo.

Sei que aqui h� ca�adores de marfim.

Raz�o dos problemas entre meu povo.

Uma coisa que se espalha.

- Inclusive entre meus pr�prios filhos. - Mas voc� � o chefe. Pode impedir.

N�o me ouvem, nem aos estranhos ou �s leis da tribo.

Que estranhos?

Eles vem da costa, bwana. Comprando meu povo pelo marfim.

- E nos conduzem ao erro. - Ou�a. N�o precisa proteger a eles.

Meu povo precisa de prote��o tamb�m.

De qualquer jeito a �frica inteira � culpada.

Se a �frica rouba, somos os ladr�es.

Se a �frica mata, somos os assassinos.

Se caem nas tenta��es. Ainda seremos selvagens.

Esse tesouro � a tenta��o para a liberdade.

Isso n�o responde � essas a��es. O que podemos fazer agora?

Destrua essas tenta��es, bwana. Antes que destruam o meu povo.

O dinheiro � a tenta��o pra se entrar nas cidades.

Meu povo tem uma vida simples demais pra entrar na cidade.

N�o h� lugar pra eles l�.

Logo que o dinheiro acaba. Se desfazem de n�s.

A fome nos assola.

Nos tornando ladr�es nas m�os de bandidos.

As esposas e filhos s�o abandonados.

Precisam de sua ajuda. Precisam de mais ajuda.

Mais que os animais.

Sinto muito, Ushingo. Esse � o meu dever e trabalho.

Tudo que falei � verdade, bwana.

Sei que � verdade o que falou. Mas n�o tenho escolha.

Vamos, entre.

Olhe, papai. os gelanas.

Bob, olhe.

Est�o brigando.

Uma briga de mulheres.

Fa�a-me um favor. Leve-os para o chefe Ushingo.

- Que sorriso � esse? - Estou contente, Bob.

Voc� tamb�m e sabe disso.

Temo n�o ser um Deus. Mas � um dever a fazer.

Este gesto gentil n�o resolver� muita coisa.

Acho que verei meu chefe. Venha querida, te levo at� o hotel.

Uma d�vida razo�vel. Mas isso n�o delimita a �frica.

Talvez seja o �nico que quer tentar e encarar isso.

Os cidad�os tamb�m querem encarar isso tamb�m.

N�o se esque�a que fiz de tudo pra Ihe colocar onde est�.

Mesmo que isso tenha me custado muito dinheiro.

S� esse material me custou quinze mil.

Tive que pagar eu mesmo com fundos do meu neg�cio particular.

Estamos conversando sobre armas que me permitam fiscalizar a ilha por toda costa.

N�o deixando meus ajudantes s� com arcos e Ian�as.

J� te disse, Bob. A pol�cia est� por todo canto. Isso � desnecess�rio.

Muitos gelanas ficam sem ter o que fazer e vagabundeando.

Mas os gelanas sempre viveram dessa maneira.

Se quer impedir.

Por qu� n�o tenta uma grande jogada nos bastidores.

Isso n�o � t�o simples assim, Bob.

- Percebe o que eu teria que... - Os gelanas percebem.

Pare com esse discurso.

Se quer contactar a ag�ncia para impedir esses contrabandistas...

...tem que ter s� uma raz�o plaus�vel pra sua senten�a.

Que mexa com eles e me libere pra algo.

Falando extra oficialmente.

Por qu� n�o toma as r�deas voc� mesmo?

- N�o est� falando s�rio? - Acredite. Isso � um trabalho s�rio.

N�o era minha inten��o sobrepor as autoridades.

- O contrabando com a ag�ncia. - Bom pensamento, mas te conhe�o.

Essa � sua chance de dar aos gelanas uma possibilidade.

- Mas olhe s� o tamanho... - � pequeno comparado a toda �frica.

- F�cil de pegar o contrabando. - Em Zanzibar?

Ser� seu primeiro ponto de deten��o. Zanzibar.

Aqui � onde ir� come�ar.

Durante as duas semanas seguintes comecei a explorar Zanzibar.

Era como um quebra cabe�a.

Qualquer um desses bra�os de rio poderia esconder contrabandistas.

Fui como um turista que desejava pescar.

E n�o conhecia nada.

E numa �ltima tentativa desesperada.

Decidi visitar cada bazar �rabe em Zanzibar.

Na esperan�a de conseguir alguma pista.

Esse som por aqui � divers�o.

Pra se andar em Zanzibar tem que se acostumar com ele.

Pode parecer terr�vel mas n�o me incomoda.

Onde est� Tim?

Este � o Zanzibar Hotel. Pr�ximo ao mercado.

- Este � o mercado. - Um mercado muito bom.

- Num tom muito bom. - Este � o bazar indiano.

Bazar indiano. Zanzibar Hotel...

Vamos, Tim. Se apresse.

Espere um minuto, Mary.

Quer esta pe�a feita com marfim? � muito bonita.

- Parece de outro material pra mim. - N�o. � s� de marfim. S� ele.

- E que tal isso aqui? - N�o, obrigado.

Imita��o.

J� vi aquele cidad�o antes.

� ele. M'Kwongi. Lembra-se daquele sujeito que fugiu?

N�o o perca de vista.

Mary, venha.

K HINGONI e FILHOS com�rcio de marfim FORNECEDORES PARA REALEZA.

- Ali dentro, bwana. - R�p�do antes que v� para a costa.

O pegamos numa loja de marfim.

Muito astuto. Agindo numa loja de padr�o.

Pra despistar suspeitas.

- N�o pareceria poss�vel. - N�o acreditaria se n�o estivesse vendo.

Mam�e?

Posso ficar aqui? Acho lojas muito chato.

Claro, n�o te culpo. Mas n�o saia pra lugar algum.

Sejam bem vindos ao meu estabelecimento. Estou � seu dispor.

Que tal um ornamento bem charmoso?

Ou algo mais vistoso?

- Queira sentar-se. - Obrigada.

- Jambo. - Como vai, garoto?

Ol�, o que est� comendo?

Choki choki, quer um?

Parece bom.

Assim n�o � bom. Assim � bom.

- O que � isso? - Dangut.

Este � um material com s�culos de exist�ncia, madame.

Passado de pai para filho.

Veja esta presa exclusiva, madame. Sr.?

Meu filho ficar� feliz em atend�-la.

Acho que seu marido precisa de aten��o tamb�m.

Gostei dessa esp�cie. � do Qu�nia?

N�o sr. � de Tabora, Tanganica. Agora se quiser...

Me interessei por esta parte da loja. Gostei desse.

- Quero olhar. - Sr. se importaria se...

� disso que quero conversar com voc�.

H� muita coisa e gostaria de examinar bem.

Tem coisa nesse lado que poder�amos discutir.

Desculpe, ali � particular e n�o � permitida entrada de estranhos.

Percebo.

- Quanto quer por ela? - Quanto me d�?

- Este � o grande capit�o �rabe. - Capit�o de verdade? - Sim.

Agora sr. tenho uma coisa especial pra voc�.

Para clientes especiais como voc�.

Que roupa magn�fica aquele homem estava usando.

Sim, e aquela adaga? Quero compr�-la.

Tenho mais coisas pra mostrar aqui na loja, sr.

Sim, sr.

- M'Kwongi? Passou por a�? - N�o, bwana.

Papai, viu um capit�o vestido de branco?

Juma, disse que � um capit�o de verdade.

- Quem � Juma? - Jambo. - Jambo, pra voc�.

Disse que viu o capit�o. De onde veio?

Sei quem �. O grande capit�o. Capit�o Dhow.

Se o sr. quer ver o Dhow Haba. Garota e capit�o em abund�ncia.

- O Grande capit�o. - Sabe onde posso encontr�-lo?

- Claro. - Pagamento depois. Vamos.

- � o mesmo capit�o, papai. - N�o fale t�o alto.

- Bob, n�o o perca. - Perd�-lo?

O seguiria pela cidade inteira.

Ent�o esse � o tipo de cliente? Ele � bonito.

- O que acontecer� agora? - Dhow sair� esta noite.

- Como sabe? - Muito tempo observando.

Com certeza sabe barganhar, n�o?

Gostaria de saber de onde eles v�em.

Do Qu�nia, Tanganica, pra trazerem marfim.

- Marfim? � o que pensa? - Sim, � o que penso.

Eis a nossa resposta. Com aquilo poder�amos segu�-los.

- Qual o nome disso, M'Kwongi? - Aningilaw, bwana.

Te consigo um. Se quer um Aningilaw. Consigo um bem grande.

Seu pequeno espertinho.

Eles est�o pegando velocidade.

- Redirecione as velas. - Sim, bwana.

Diga pra manter em frente a estibordo.

Est� relutando, bwana. Disse que � pequeno demais pra isso.

Temos que nos manter atr�s deles. Diga-Ihe pra ir em frente.

Me sinto como Robinson Cruso�. O que me diz, amig�o?

- Sou segunda-feira, Bwana. - Que eu sei � sexta-feira.

- Como se sente? - Todo quebrado, bwana.

Vai se recuperar disso.

A prop�sito como os homens se sentem sendo guardas?

Disse que voc� � um grande homem, bwana. Que pagar� em dobro.

Voc� o qu�? De quanto est� falando?

- Somente Mil xelins. - Mil xelins?

Percebe que n�o ser� demais se forem demitidos. Vamos

Acredito que teremos que seguir por aquele c�rrego.

Talvez possamos por ali ter alguma chance.

Talvez possamos encarar Dhow novamente.

O que far�amos? Bater um papo?

Pergunte se nos faria ir atrav�s do c�rrego.

Conven�a-o.

Fa�a-Ihe uma oferta.

- Ele vai, bwana. - Diga-Ihe que o pagarei.

Mas na pr�xima eu negociarei.

Tem certeza que eles voltam atrav�s do c�rrego?

Sim, bwana. Com a mar� n�o tem outro caminho.

- Com a mar�? - Sim, bwana.

Bom. Esperamos.

Que est�o fazendo l�? N�o parecem estar pescando.

N�o pescam por pescar, bwana. Eles pescam pelo tato.

- N�o est�o usando linha. - Pescam diferente, bwana.

- Como assim? - Pesca atrav�s do pux�o.

Amarram uma linha num peixe e o jogam na �gua.

O tipo de peixe � como uma isca que prende, ent�o nada.

Quando ele se prende � presa. Eles sentem pelo tato ent�o...

Ver� como fazem, bwana.

N�o gostaria de ficar ali por perto, bwana.

N�o gostaria de ter um peixe como aquele tocando em mim.

� o dhow.

Estava certo.

M'kwongi, puxe a �ncora.

D� a partida.

Antes que ele se v�.

M'Kwongi, vou liberar a vela.

Vamos, vamos, Skeeper.

Vamos, v� em frente.

Vamos, vamos l�, Skeeper.

Vamos.

Viu, papai. Skeeper conseguiu novo recorde.

- Tudo bem, mas n�o fa�a tanto barulho. - Bob?

S� porqu� n�o conseguiu pegar dhow, n�o precisa agir rude.

Vamos l�, � refei��o.

Este para o capit�o kid. Este para Long John Suliver. Espero ter entendido.

- Esqueceu que Capit�o Kid foi embora? - Pode ficar pra voc�.

Faz ele se comportar como um idiota.

Talvez sim. Mas fa�o se sentir bem na sua pr�pria casa.

Mesmo com voc� tentando se matar por duas vezes.

�s vezes meus neg�cios saem fora de controle e...

E talvez da pr�xima vez n�o tenha tanta sorte.

Poder� ser algum ajudante seu, Tim ou... eu.

Bob, e que tal trabalhar no escrit�rio?

Sei que talvez n�o seja a maneira como queira ajudar os gelanas, mas...

Ser detetive faz parecer que o seu lugar...

Claro, que agora come�o a perceber.

Isso te faz parecer um homem desesperado, um g�ngster.

- N�o h� raz�o para pensar... - Isso n�o � seu dever, querido.

Desculpe, Bob. Mas isso � trabalho para a pol�cia.

- Mary, espere um pouco... - Bob.

N�o era isso que quer�amos.

- N�o, n�o pegaria esse servi�o... - E n�o seria bom o bastante?

Como sabe que n�o seria? Al�m do mais ningu�m iria querer...

Sim, a pol�cia.

- A pol�cia est� ocupada com o Qu�nia inteiro... - Ent�o � pra voc�, agora?

Estou ficando doente. Vou dar um passeio.

Mary.

- N�o me ap�ia nessa? - Claro que sim.

Mas n�o entende que estou com medo.

Que desejo que volte sempre pra casa.

Suponho que esteja certa.

Estou bancando o detetive. Tudo bem.

Deixarei isso antes que se torne um problema pra n�s.

Tenho certeza que � a �nica coisa que tem a fazer.

Mas, s� tem mais uma coisa.

- O qu�? - Deixei M'Kwongi em Mombasa.

- Cuidando de tudo. - N�o acha que ele descobriria algo, acha?

- Por favor, sou inocente. - Qual a senten�a?

Pra este homem ser solto deve ser pago mil xelins.

Mil xelins? Isso � muito.

- O governo pagar�. - Bwana, por favor.

M'Kwongi, esta ser� a �ltima vez. Diga ao ju�z que pagarei.

Voltar� � embaixada para renovar seu visto por mais alguns meses.

Mas, bwana, isso implicaria em eu ter que ir � pol�cia.

E na pris�o jamais encontraria o sr.

- O sr.? - Um com um grande nariz, bwana.

Conseguir� pelo menos cinco anos.

Ele sabe tudo o que acontece em Mombasa.

Sabe tudo sobre os ca�adores e o marfim.

- Est� falando a verdade? - Ele pode dizer muitas coisas.

- Vai dizer que est�o agindo aqui agora. - Aonde exatamente?

Te mostrarei, venha bwana.

Melhor estar certo.

L�, bwana. Aquele guia que est� comandando.

Guia? Parece um alienador de escravos.

De fato, bwana. Vai para a India. E gostam disso. Consegue marfim.

Grandes assim. Ele mesmo me disse.

- E como sabe disso? - Vi seu carregamento.

Espera que eu acredite que seja a pista pra pegar tudo?

Sim, bwana. Ele gosta de mim, � da religi�o da minha esposa.

- Tudo bem. Acho que os clientes v�o comprar dele. - E voc�?

Espere um pouco. Voc� tem duas esposas.

� trabalho em dobro, bwana.

Voc� � um espertalh�o.

Ora essa. N�o podemos disponibilizar um contigente por causa de uma suspeita.

Vai querer isso? Pague pra ver.

Ele est� convencido. Pode ser uma coisa.

O problema � que isso vai requerer muito.

Temos que recorrer a autoridades especiais pra ter acesso.

Suponha que eu possa conseguir uma equipe?

E tenha sorte como nunca teve.

Ir� exigir, muito equipamento, planejamento e todo trabalho.

Mas posso cuidar disso pra voc�.

M'Kwongi, voc� est� confiante na sua pista, n�o?

- Claro, sr. Conhe�o ele. - Certo.

- Podemos chegar at� o Dhow. - Suponho que sim, bwana.

O que foi? H� algo de errado nesta hist�ria?

N�o. Tudo que disse � verdade, bwana.

� bom resolvermos isso.

A prop�sito, qual a �rea de atua��o do seu homem?

- Arg�lia. - Arg�lia?

Se afaste.

- Aqui est�, bwana. - Bom trabalho, o pegamos.

Voc� trabalha no porto e mora em Mandingo?

Est� correto sr.

E trabalha para a empresa Mombasa Ramadee?

E est� me dizendo que era o �nico a conduzir esse trabalho?

Meu cliente n�o praticou crime, excel�ncia. Apenas � respons�vel pelo transporte.

E n�o pelo marfim que o transporte continha.

- S� trabalha no transporte. - E eu o represento pela empresa.

Est� me dizendo que s� a empresa � respons�vel pelo carregamento.

Respons�vel pelo carregamento e pelo marfim que continha?

Receio que h� um mal entendido no seu interrogat�rio. Respeite sua inoc�ncia.

Repito, meu cliente n�o � respons�vel.

Aqui est� uma s�rie de documentos que comprovam o que transportava.

Oferecendo ao meu cliente prote��o de qualquer coisa que a empresa fazia.

Gostaria de examin�-los?

J� vimos isso antes, e de novo e de novo.

Suponho que seu cliente dir� que n�o tem nada haver com o marfim?

Nada mesmo, capit�o. � como diz a�.

A acusa��o de com�rcio de marfim � irrespons�vel para com meu cliente.

E portanto devem ser eliminada todas as acusa��es.

- Todos sabemos que seu cliente � mentiroso. - Sr. Ward?

Em favor do meu cliente devo protestar fortemente.

N�o seria prudente usar essa linguagem.

Conhecemos os procedimentos, recebemos o seu protesto.

Se estava apenas no comando do navio.

Ficar� com os custos pela reuni�o do conselho por julgar o caso.

Tr�s mil e sessenta e cinco pe�as de tasks.

Convertidas se tornam vinte e uma libras.

- Pode acompanh�-lo. - Sim, obrigado sr. Obrigado sr. capit�o.

Muito obrigado. Obrigado.

Posso ser dispensado agora, sr. Comiss�rio?

Suponho que sim.

- A mesma hist�ria. - Todos o protegem de falar alguma coisa.

N�o havia dito que ele iria preso?

Havia? Gostaria de fazer isso.

Isso dispensaria mil xelins ao m�s. Mas do lado de fora � mais f�cil.

Fica dif�cil lutar contra isso. Assim � a vida.

N�o acredito que deixar� isso assim. Vai deix�-lo impune?

� assim que funciona, sra. Payton.

Envolve interesse de gente grande. O marfim.

- E quanto aos outros? - Sem evid�ncias.

Enquanto pagarem advogados, est�o legalmente acima das provas.

Estes arquivos mostram o que fazem das opera��es.

J� pegamos o esquema, os homens, mas esse advogados ficam acima dos princ�pios.

Isso quebra nosso racioc�nio. E faz perder nosso tempo.

Sinto muito, Ushingo. Gostaria de faz�-lo pagar legalmente.

N�o sei como dizer o quanto isso � desapontador.

A justi�a dos homens brancos fazem coisas estranhas, bwana.

Parece que ela � gerida por homens malvados.

�s vezes as coisas legais s�o...

Pra ela, o certo � punir meus homens por causa do marfim, n�o?

- Vai querer fazer coisas legais com eles tamb�m? - Mas...

Isso � muito relativo Ushingo.

- Cedo ou tarde esses bandidos... - Talvez seja tarde demais.

Vamos l�, Bob. O que acha de um drinque?

- Feliz com a decis�o? - Certamente.

Deseja dar um conselho profissional?

Tem algum conselho que melhor me conven�a?

Neste caso talvez seja melhor fazer em particular.

Aqui no meu escrit�rio. Gostaria de entrar?

Sr. e sra. Payton, por favor, queiram sentar-se.

Sr. Payton, na minha profiss�o, os conselhos costumam serem pagos.

Pra mim n�o significa nada. Na verdade quero parabeniz�-lo.

Coloca essa sua experi�ncia acima dos princ�pios.

- Colocando de forma barata... - De forma barata, n�o sr. Payton.

S�o bem caros e custam muito dinheiro.

N�o entende o que est� fazendo com tribos inocentes da �frica?

Talvez esteja fazendo, talvez n�o. Mas...

Sra. Payton, n�o pense que estou sendo cruel.

Colocando essa delicada situa��o em detrimento de tribos inocentes?

Ora, vamos sra. Payton. Sejamos realistas.

O mundo n�o pode esperar que sua civiliza��o...

...seja dominada por estas tribos de negros.

Este neg�cio do marfim est� destruindo um povo inteiro, os gelanas.

- Nas m�os desses contrabandistas selvagens. - Mas, srta. Payton?

Na �frica, esse � o destino que os negros carregam.

E s�o selvagens, mesmo que isso seja lament�vel, mas � inevit�vel.

Talvez seja conveniente esquecer sua revolu��o industrial feita pelo seu povo.

A �frica sr. Payton, est� tendo a sua revolu��o industrial.

E nada sentimental ir� imped�-la.

Voc�, falando como um africano?

N�o sou africano.

Um fen�cio talvez, cheio de paix�o.

Mas, n�o africano.

Sou praticamente um fen�cio africano.

� f�cil para um conquistador ser magn�nimo.

Voc� n�o � africano sr. Payton.

Qual a sua maior oferta neste momento?

Porqu� estou falando com voc� de homem pra homem.

Gostaria de saber quais s�o seus interesses.

Ou algo parecido.

Sempre vou devagar, sr. Payton. Mesmo nesse tipo de assunto.

Mas, aqui � meu lar. E eu comando.

Sem espa�os pra negros. E pede que simpatize junto a voc� com eles?

Sou contra certas mudan�as, sr. Payton.

E o desaparecimento dos gelanas seria muito ruim.

� uma express�o direta, n�o?

Mas, me perdoem. Estou sendo um mission�rio. N�o quero ocup�-los mais.

- Eu gostaria de... - Neste mundo c�nico...

...de fato charmoso e tamb�m realista.

Tenham melhor sorte.

Sr. Payton, n�o pode tomar todas as dores da �frica.

Claro. Isso � o que posso chamar de plano.

- Viu s� o jeito de pensar. - � o homem mais vil que j� encontrei.

Bob, tem que ir adiante at� uma inst�ncia maior.

- Usam a lei ao seu lado... - N�o dou a m�nima.

N�o mudarei meu pensamento, � �bvio que n�o.

Tamb�m acho, mas n�o h� nada que eu possa fazer.

Deve haver algo que possamos fazer. Que homem horr�vel.

Tim, Mary. R�pido, � hora de ir.

J� estou indo. N�o vou demorar sr. Skeeper.

Te vejo em breve.

Se lembra que n�o havia muito pra come�ar, M'Kwongi?

Sei como aliment�-los. Com comida.

Estava pensando em ver Ushingo esta manh�. Dar uma volta com ele.

Ele est� bem pra baixo, n�o?

Aquela conversa do advogado n�o sai da minha cabe�a.

Sim, aquilo incomoda.

Age com os gelanas como se fossem � parte.

Estou desamparado. � procura de respostas.

Me sinto do jeito que est� falando.

Bob, olhe.

Ele come�ou �s seis da manh�.

E ainda est� trabalhando.

Melhor irem. Os verei mais tarde.

Mantenha tudo limpo. Ou lembrarei de outra coisa pra fazer.

Est� certo. Adeus, papai.

At� � noite.

Boa sorte, campe�o.

Ushingo, � quanto tempo tudo aqui est� abandonado assim?

Voc� tem responsabilidades a cumprir. Deve isso a n�s.

- Estou envergonhado, bwana. - Voc� pode resolver isso.

Meu povo est� com o gosto da maldade.

Se tento corrig�-los, eles me desafiam.

Sinto muito, bwana.

- � tarde demais. - N�o �. T�m que se ajudar.

Acha que � f�cil pra homens negros se ajudarem?

N�o ligam se vivem ou n�o.

Se pensam ou n�o.

N�o estou falando como um homem do governo, Ushingo.

Mas sim como um amigo seu que sempre fui.

O que quer aqui homem do governo?

N�o te queremos aqui. V� pra casa.

Me perdoe, bwana. Isso saiu do controle.

Quebra as leis da hospitalidade da tribo.

Quem quer que insultem � muito pra eles.

Bwana, o que devo fazer. Diga-me e farei.

Quando v�o contrabandear marfim de novo?

Esta noite. Te direi a verdade.

Quero os ca�adores tamb�m.

Quero ver pra quem � entregue, e pra onde est� levando.

Ushingo, a arma.

Descanse, bwana. Esta noite n�o podemos fazer nada.

Que quer dizer com descansar? N�o levei tiro.

� muito perigoso. Descanse, bwana.

Bwana.

Lan�a delana, bwana.

S�o homens jovens tolos.

Mas n�o tenho sido um bom pai pra eles.

N�o descansarei enquanto estiverem nesse caminho de sangue.

Por aqui.

T�m certeza de que est�o me dizendo a verdade?

Tudo o que quero saber, afeta aqui.

Por qu� n�o querem falar comigo?

O que os amedronta de me dizer algo?

Ambrose, onde est� seu pai?

- Foi dar uma volta, sra. - Bethlehem, onde est� o chefe?

Eles mentem, sra.

Eles temem algo.

Que se lixem todos.

Qual o problema com ele? Algo est� doendo n�o?

O qu�? Quinze bananas?

Ele ficar� bem agora.

Ela diz que gostaria de lhe dizer algo sobre bwana Payton.

Mas primeiro ter� que prometer n�o punir aos homens jovens.

Mas, claro.

Ela disse que alguns homens vieram na noite passada pra pegar marfim.

Bwana e o chefe os seguiu.

Este homens estavam com raiva. E matariam qualquer um.

Meu marido e o pai de voc�s est�o em perigo.

E sabiam disso.

Me d� uma carona. Talvez algu�m aqui possa ajud�-los.

Poderiam, pelo menos ir at� a pol�cia.

� pra deixar a pol�cia fora disso. Voc� prometeu.

Sabem a quem est�o indo atr�s, n�o?

Quero que me mostrem de uma vez.

Se n�o disserem. Os matarei. Com as pr�prias m�os. Me ouviram?

- Eu farei isso. - Tudo bem. Mostraremos a voc�s.

Muitas pessoas passaram por aqui, bwana. Acho que perdemos o rastro.

Sim, receio que sim.

A �nica coisa a fazer � seguir aqueles rastros.

O que est� havendo?

O grande festival da pescaria, bwana.

Os chefes daqui s�o amigos meus, bwana.

Disseram que nenhum homem diferente foi visto aqui. S� al�m do rio.

- Podemos usar sua canoa. - �timo.

Pare.

� a sua jaqueta.

- Acha que...? - Bwana � um homem dif�cil de matar.

Ambrose, o que foi?

O que foi?

- Ushingo e bwana foram por aqui. - Tem certeza?

Acho que bwana seguiu o rastro dos ca�adores.

� melhor irmos.

- Est�o nos vendo. Temos que ter cuidado. - De fato, bwana.

Cuidado, � melhor irmos mais pro meio.

- Descendo aqui acaba no rio, sra. - Tudo bem.

- O caminh�o n�o consegue ir por ali. - Estou sem esperan�as. Sejamos honestos.

� melhor voltarmos.

- Sentimos muito, sra. - � muito ruim quando se perde o amado.

Voc�s tem que ajudar os gelanas, agora.

Porqu� n�o ajudarei mais.

Ou�a, Ushingo.

Vamos.

Suba, M'Kwongi.

Pare. Pare, pare, sra. Olhe.

Bob.

Bob.

Foi bom ter vindo at� aqui.

Estava precisando de cuidados m�dicos.

- O r�dio n�o pegaria por aqui. - � o of�cio da profiss�o.

Talvez precise ir adiante dez milhas al�m daqui.

Bob, est� louco. Viu do que esses homens s�o capazes.

S�o assassinos e n�o vai querer andar...

- Mary, isso � oficial... - Isso n�o � brincadeira.

Trata-se de assassinos, agora. Se n�o est� certo disso, eu estou.

Est� exagerando. Bwana fez tudo o que um amigo poderia fazer.

- Devo apoi�-lo. - N�o seja rid�culo tamb�m, Ushingo.

Esse � um trabalho para a pol�cia de Mombasa.

Seria um trabalho para a pol�cia se os advogados permitissem.

Vi como o corpo dos meus homens jovens ficam, sra.

Eu e meus filhos devemos ir.

Suponho que ache tudo o que ele falou verdade.

Voc�s homens.

Seu imbecil.

N�o quero mais v�-lo vindo em minha dire��o.

Coloquem o marfim � bordo. R�pido.

Est�o embarcando tudo.

Precisamos ser mais r�pidos. Os perderemos.

Se nos virem conseguir�o retornar.

Ushingo. Bob. Bob.

Ushingo, volte. Volte.

Ushingo, n�o seja bobo.

Assassinos. Assassinos. Se afastem dos meus homens.

Se afastem dos meus homens. Assassinos. Assassinos. Se afastem...

N�o Bob. N�o v�.

Acabo por aqui, sra.

Minha luta se foi.

Os perdemos. Malditos.

Sinto muito, Ushingo.

N�o � tarde demais, bwana. Olhe.

O rio faz uma volta assim.

Aqui o local n�o � bom.

E nesta converg�ncia h� muitos recifes. Podemos esper�-los � noite.

- Diz que os pegamos indo reto pra l�? - Sim, bwana.

Tem rochedos horr�veis ali. Dif�ceis de serem atravessados.

Ningu�m consegue atravessar.

N�o tenho tanta certeza disso.

- Querida. - Bob.

N�o consegue ficar longe dos seus neg�cios, n�o �?

Por favor, cuide-se. N�o suportaria perd�-lo.

- Se sentem em d�bito com voc�, bwana. - Diga isso novamente.

Vamos.

Realmente n�o foram t�o r�pidos.

Ainda n�o cruzaram aquela faixa de �gua.

Diga que mataram o seu pai, Ushingo.

Diga que precisamos de homens e canoas e r�pido.

Fiquem longe de mim. Sr Payton, onde est� voc�?

- Voc� � o respons�vel por essa desordem? - Por qu� eu seria?

N�o lembro de nada do que falou a respeito deles.

J� te disse. Tudo o que voc� foi.

Est� certo. Mas isso j� faz algum tempo. Levem-no.

Seremos sempre agradecidos � voc�, bwana.

Cuide de todos. E una-os de novo.

Est� vendo a todos, bwana?

Querem fazer uma festa.

Mas acho que temos uma longa caminhada antes de seguir adiante.

E quero presenciar isso.

Este � um grande e jovem pa�s.

Mas acho que � o suficiente pra n�s podermos crescer.

- Quero viver em paz. - Compartilho isso tamb�m.

- Sauda��es, bwana. Sauda��es, sra. - Sauda��es. - Sauda��es.

Boa sorte com todos.

Acha que ficar�o bem, Bob?

Assim espero. Acho que sim.

Com os melhores l�deres.

- Levando duas coisas em considera��o. - O qu�?

Paix�o...

...e toler�ncia.

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