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A PR�XIMA V�TIMA
- Homic�dios, Rampart. - Ela est� no quarto, sargento.
- Onde est�? - Eu n�o sei.
Que maluco cortaria um dedo?
V� o livro de ora��es?
Tive um igual na escola.
Onde estava seu Deus quando isso aconteceu?
- No quarto, tenente. - Obrigada.
- Fique frio, Mike. - Sim, claro.
- Pergunte aos vizinhos. - Sim.
- O que voc� est� fazendo aqui? - N�s est�vamos no bairro.
- Alguma ideia? - Nenhuma que n�o tenha.
- Fale assim mesmo. - N�o tem a ver com drogas.
Parece que vivia sozinha. N�o usaram armas.
E o dedo que falta?
N�o h� marcas nas fechaduras, mesmo das janelas.
Tenente.
A vizinha que a descobriu diz que a conhece.
- Ela � uma irm�. - De quem?
N�o � isso. � uma irm� cat�lica, uma freira.
Donato!
- Precisamos falar. - J� falamos.
Paremos de lamentar a morte do Tommy e falemos de n�s.
Tenente. Outro assassinato.
Na Quinta com a Principal. Esta usava o h�bito.
Pensei que fossem come�ar com uma sala primeiro.
N�o � tudo.
- Bom dia. - Bom dia.
O chefe Halliday quer v�-la agora mesmo.
- Disse o motivo? - N�o.
Ou�a, a imprensa n�o pode saber de nada daqueles dedos cortados.
Fa�a os agentes calarem a boca. Mantenham isso entre eles.
N�s iremos.
L� est� ela. Gravando, certo?
Tenente, voc� j� sabe alguma coisa sobre os assassinatos em s�rie?
Onde eles s�o encontrados?
- Quantos assassinatos s�o? - Nenhum coment�rio.
- Quantos assassinatos foram cometidos? - De que par�quia eram as freiras?
O que dizem os relat�rios de aut�psia? O que o legista disse?
Eu gostaria que f�ssemos t�o r�pidos quanto voc�s.
- Algo mais? - Existem suspeitos?
Pegou um caso e tanto, Donato.
Obrigado, senhor.
Eles v�o ficar na sua cola. Assassinatos em s�rie, freiras.
- O fato de voc� ser mulher. - Eu entendo.
� por isso que n�o escolhi voc�. Isso est� claro?
Perfeitamente.
Eu quero que voc� monte um time. Escolha entre os melhores detetives.
- Alguma ideia. - Tenho alguns.
E quanto a Mike Donato?
N�o, ele n�o est� na minha lista.
Fico surpreso que o dispense t�o r�pido. Ele � um dos melhores.
Apesar do caso Peak.
Vou escolher entre os melhores.
A prioridade aqui � pegar o assassino.
Um profissional deixaria de lado os problemas pessoais.
Est� me mandando chamar meu pai?
Considere como uma sugest�o.
Boa sorte, tenente.
O que voc� acha disso, vov�?
Acho que precisa mais um pouco ali embaixo.
Perfeito. Est� perfeito.
- Legal. - Bel�ssimo.
Oi m�e, n�o estou melhorando?
Sem d�vida que est�.
- Ok, maestro, vamos nos limpar. - Obrigado m�e.
Voc� tem tempo para mim?
Claro.
N�o, obrigado.
- Voc� parou? - Seis meses atr�s.
�timo, tenho que fazer isso tamb�m.
- Parou de beber tamb�m? - N�o, mas diminu�.
N�o veio conversar sobre meus v�cios, n�o �?
N�o posso ter interesse na sua sa�de?
V� com calma, tenente.
N�o pode ser uma boa policial se for suscet�vel.
Est� espirituoso hoje.
- Por que sempre d� nisso? - N�o sei, n�o era assim antes.
O arcebispo O'Malley ligou para o prefeito, a pol�cia...
e o Halliday quer que eu monte uma equipe.
Voc� vai liderar a investiga��o?
- Quer entrar? - Quem j� escolheu?
Bobby Keegan, Petsky, Bobinas e Judy.
Voc� tem que levar Al Scott. Um policial muito bom.
Voc� � melhor. O que me diz, Donato?
N�o daria certo, voc� e eu.
- Daria, se parasse de me julgar. - N�o ser� o contr�rio?
Por que n�o fala sobre o Tommy?
Existem boatos. Fez algo errado?
N�o quero falar nisso.
N�o mere�o saber a verdade? Era meu irm�o.
Falei tudo o que precisa saber.
D� um tempo, sargento.
- Vamos embora, Cal. - N�o �amos jantar aqui?
Mike, ela tentou se aproximar de voc�. Precisa de voc�.
Por que tem de ser t�o dur�o?
Pensa que Dina pode cuidar de si mesma, mas talvez n�o possa.
Talvez precise da sua ajuda.
Tem uma forma estranha de pedir. Sempre fala de Tommy.
Tommy est� morto. Ela s� quer saber o porqu�.
Voc� nos contou tudo, certo?
Certo.
Ent�o, por favor, n�o se afaste assim de n�s.
Merecemos mais de voc�.
N�o podia ser no escrit�rio?
Voc� queria me ver.
Entendo. Quer um terreno neutro.
Quero-o neste caso, Donato.
Para espionar minha filha?
N�o. � seu primeiro caso importante. Confio nela.
Eu tamb�m. Por isso vou deix�-la sozinha.
E gosto de estar no Rampart.
Fiz um favor transferindo-o. Sen�o, seria processado.
Abra os olhos, Mike.
Precisa deste caso tanto quanto eu e Dina.
Tenente, quanto tempo esta droga vai demorar?
Estamos arriscando as vidas s� de vir aqui.
Estou querendo mais espa�o. Vamos ser flex�veis, certo?
- McCartney, fique com o Petsky. - O que?
Algum problema?
N�o. Est� tudo perfeito.
Minha mesa destru�da. Uma mulher como parceira.
Cuidado, uma pode super�-lo.
Eu sou flex�vel, tenente. Sou flex�vel.
Bobbins, fique com o Keegan.
Ok.
Vamos ouvir a Dra. Stewart, que est� em Atlanta...
e vai nos dar a sua opini�o sobre o assassino.
- Est� tudo em ordem. - Obrigada, Steven.
- Bom dia, Dra. Stewart. - Bom dia, tenente.
Sargento Donato?
Muito bem, Dra. Stewart, estamos prontos.
Penso que estamos lidando com um psicopata.
Surpresa, surpresa!
Diria que tem uns 20 e tantos anos ou 30 e poucos.
Pode ser casado, e � muito inteligente.
Cat�lico, ou melhor, deixou de ser.
Talvez alguma freira o tenha perturbado.
E quanto ao dedo, doutora?
O do anel. Simboliza o casamento com Cristo.
Pode ser significativo, mas n�o necessariamente.
Psicopatas gostam de possuir lembran�as.
Algo para olhar quando sozinhos.
Se for casado, a esposa n�o suspeitaria dele?
Deve ser assim desde crian�a, mas nunca foi diagnosticado.
Certamente passa por uma pessoa normal.
Seu pensamento � racional. Mas a motiva��o, n�o.
- E por que agora? - Provavelmente matou antes.
Talvez menos sensacionalmente. Matar uma freira atrai aten��o.
Os jornais est�o em cima. Virou not�cia.
Dra. Stewart, disse que � inteligente.
Diria que � egotista, arrogante?
N�o tenho d�vidas. Deve pensar que � mais esperto que voc�s...
que s�o um bando de idiotas.
O mal nesses casos � que, ap�s o primeiro assassinato...
qualquer motiva��o que tenha havido pode desaparecer...
e o assassino em si torna-se o motivo...
pois o assassino se diverte e n�o pode parar.
Ele n�o quer parar.
O perfil que ela nos deu n�o � o que darei a imprensa.
- Vai tentar provoc�-lo? - Vou.
Acha isso inteligente?
O que quer que fa�amos. vai matar outra vez.
Se for arrogante, tomar� como um desafio.
Talvez seu ego fa�a-o trope�ar.
Seguiremos ocultando a informa��o do dedo.
E quem ser� o parceiro do sargento Donato?
Eu serei. Vamos l�.
- Como est� Renata? - Ela sente sua falta.
Desde que vive com aquele cara, n�o tem aparecido.
E quanto a voc� e Dina?
At� voc�? Trabalhamos juntos. O que mais quer?
Conhe�o a fam�lia h� 20 anos, e n�o estou me aposentando.
E acho que nem voc�.
A Dina est� bem.
� mesmo? Perguntou-lhe ultimamente?
At� logo.
Como todos sabem, na noite de sete de janeiro...
o corpo da irm� Ang�lica foi achado em seu apartamento.
Na mesma noite, outra freira, irm� Mary Joseph...
foi encontrada em um estacionamento.
Ambas foram estupradas e esfaqueadas diversas vezes.
O chefe Halliday me encarregou da equipe de investiga��o.
- Acha que � trabalho de um Serial Killer? - Sim.
- E qual o motivo? - S� posso fazer conjecturas.
Estamos reunindo os ind�cios...
e falando com todos que conheciam as v�timas.
Um motivo vai surgir, acredite.
E a prote��o �s freiras?
Fazemos tudo para proteg�-las.
As irm�s de Los Angeles n�o tem nada a temer?
N�o diria isso de ningu�m em Los Angeles.
- Foram mortes premeditadas? - Parece que sim.
Ent�o deve haver um motivo.
Deve haver, mas n�o queremos especular. Mas temos teorias.
E esbo�amos o perfil psicol�gico do assassino.
Pode nos dizer, tenente?
Deve ter por volta de 30 anos, � solteiro...
solit�rio, com intelig�ncia abaixo da m�dia...
e algum emprego subalterno. Deve ser um psicopata.
Tenente Donato. Temos de come�ar no escrit�rio, amanh�.
- O que? - Eu tenho um prazo.
- E aonde iremos? - H� um espa�o para voc�s.
- � pequeno, mas � o que temos. - Est� bem.
Onde voc� a matou?
Nunca ouvi nada assim antes.
Escrit�rio da tenente Donato.
- � para voc�. - Tenente Donato.
Como assim, n�o vai apanhar o Cal?
� seu fim-de-semana. Conto com voc�.
Est� bem, Gino. Fa�a o que quiser. Sempre faz.
Tenente! � para voc� outra vez. Linha 1.
Que �, Gino?
Aposto que ficaria linda em um h�bito de freira.
- Quem �? - Gosta de gritar, n�o �?
Descubra quem est� na linha um.
Talvez pud�ssemos encontrar-nos.
N�o posso fazer isso agora.
Estou estacionando carros e lavando pratos.
Sabe como �, tenente.
Mais um dia na vida de um psicopata indigente.
O que quer? Estou ocupada.
Primeiro, quero cumpriment�-la pela roupa.
Que bonito colete de brocado.
E o broche de ouro tamb�m.
Tanta eleg�ncia para uma detetive. Estou impressionado.
Ent�o est� olhando. E da�?
Fa�o mais que olhar. Muito mais.
- N�o � casada, �? - Por qu�?
Acabo de ver que n�o usa anel.
Mas n�o se preocupe, Dina. Tenho alguns sobrando.
N�o deu.
- Fale sobre a visita da sua irm�. - Da minha irm�?
- Como ela estava? - Como estava?
Alegre, preocupada, nervosa?
- Gretchen sempre foi alegre. - Gretchen?
Minha irm�. Era seu nome verdadeiro.
N�o podia ser irm� Gretchen, ent�o escolheu Ang�lica.
Quem pode fazer jus a esse nome?
Depois que chegou, o que houve?
- O que houve? - Como passaram � tarde?
Fomos caminhar.
- Quanto tempo caminharam? - Quanto tempo?
Quer saber quanto tempo andamos?
Sim!
Meia hora?
Uma hora e meia?
Duas horas?
Burt, n�o ganha nada assim. S� voc� sabe a resposta.
- Uma hora. - O que fizeram depois?
Depois da caminhada.
Por favor, Burt, responda a pergunta.
Fui para casa.
- Para onde foi a sua irm�? - Aonde foi?
- Burt! - Voltou a p� para casa.
- Por onde ela foi? - Voltou a p� para casa.
Tome. Avise-nos antes de sair da cidade, se sair.
- Sair da cidade? - V� amanh� depor na Central.
- Aonde eu iria? - V� a Central...
no segundo andar, pelo elevador ou as escadas.
N�o. Disse para eu n�o viajar. Aonde iria?
Tudo bem, sargento.
Beleza. Fomos de um canteiro de obras para um dep�sito.
Pode ouvir seus pensamentos.
Sempre que quiser fazer isso, avise-me.
N�o sei se voc� aguenta.
- Eu sou mau. - Mostre.
Ei, Judy. Traga uma x�cara de caf�, por favor.
Eu pare�o sua m�e?
Oh, eu gosto dela. Gosto muito.
- Parceira! - Receio que sim.
J� imaginaram ter a filha como chefe?
Bom dia, tenente.
Muito bem, vamos come�ar.
As freiras foram esfaqueadas com a mesma arma.
Uma faca tamb�m usada para cortar os dedos delas.
Nosso assassino odeia freiras.
Como faz? Esfaqueia e depois estrangula?
Por causa das contas, do ter�o.
Sim, mas os estupros v�m antes. Ambas reagiram.
Os ataques foram perversos. 17 ferimentos.
Por que abriu as blusas para esfaque�-las?
Feridas aparecem mais na pele.
- Para mostrar a quem? - A n�s, aos fot�grafos, todos.
Pela fama. Certo! Algo mais?
Nenhuma arma ou dedo cortado foram achados na �rea.
E, acreditem, ningu�m no pr�dio da irm� Ang�lica...
ouviu ou viu alguma coisa.
N�o havia ind�cios de entrada for�ada, havia?
- N�o. - Bem, n�s temos algo.
Encontraram um pelo p�bico loiro junto � irm� Ang�lica.
E um fio de cabelo loiro foi encontrado junto � irm� Mary.
Ambos pertenciam ao mesmo sujeito.
Isso n�o serviria no tribunal.
Mas encaixa o criminoso no perfil da doutora.
E um spray de cabelo foi detectado, o "Gentle Mist".
Ela quer dizer que podemos come�ar a reduzir os suspeitos.
Muito bem, vamos �s tarefas.
Judy, voc� e Petsky ficam com os estupradores loiros.
Eu gostava de loiros.
Mais algum telefonema, tenente?
N�o. Mas se ligar, darei meu telefone, Petsky.
Bobbins, investigue com Keegan tudo o que lembre...
- O modo de agir dele. - Tudo bem.
Vou ao internato falar com a madre superiora.
Se tiver algum informante verifique com eles.
Vamos almo�ar �s 12:30, certo?
Sou eu quem vai pagar? Espere, Keegan.
N�o banque meu int�rprete.
Para isso dar certo, n�o trate-me como crian�a.
N�o explique o que fa�o, est� bem?
Est� bem.
E eu j� liguei para o internato.
A irm� Margaret s� pode receber-nos � tarde.
Vejo-o �s 15:00.
- Como vai com o seu pai? - Voc� o conhece.
Parecem dois pugilistas com medo de dar um soco.
Sempre que me aproximo, ele afasta-se. E da� eu me afasto.
- Tal pai, tal filha. - Uma ova.
Talvez ele n�o diga, mas saiba que a ama.
Ele fez muito pelo Tommy. Eu estava l�. N�s o am�vamos.
Todos o amavam.
A morte dele n�o � o �nico problema, voc� sabe.
Ele nunca quis que eu tornasse-me policial.
Mas quando voc� e Tommy quiseram, ele os apoiou.
Apenas queria proteg�-la.
- Acha que n�o sirvo para isso. - Como sabe? J� lhe perguntou?
Est� bem, McCartney. A sess�o acabou.
E quanto a voc�?
Tenho enjoado muito ultimamente.
J� foi ao m�dico?
E ent�o?
Disse para eu come�ar a pintar o quarto extra.
Meu Deus! O que o Neil disse?
Est� bobo. Vai ganhar um menino.
J� queria isto h� algum tempo.
Estou t�o feliz por voc�! Vai se casar?
- Agora vou ter que me casar. - N�o � obrigada.
Precisa de algo?
Quer dar � luz por mim?
Ahn... n�o.
N�o custa perguntar.
Ajude aqui.
- Como vai, Vinnie? - Mike.
Os velhos tempos ficaram bem para tr�s, sabe?
�, voc� anda sem beber.
Estava pensando quando voc� apareceria.
Voc� sabe, n�s trabalhamos por todos os �ngulos.
Talvez tenha reparado...
em algum vagabundo ou tipo estranho por aqui.
Algu�m parecendo precisar se confessar, sabe?
- Eu fiz uma boa confiss�o. - A melhor, Vinnie.
Escute, ainda est� na ativa?
Por que pergunta, Mike?
Quero que fa�a algo por mim. V� a igrejas e conventos...
e veja se encontra algo como um padre em dificuldades.
Faz anos que n�o estou na ativa.
Pelos velhos tempos, Vinnie. Tome.
Pegue isto. Tem de sair daqui.
Tome um pouco de ar fresco, de sol. S� por algum tempo.
Mike.
Obrigado.
A irm� Ang�lica era uma �tima freira.
Serviu a Deus por 13 anos.
Gosta do seu trabalho?
Sim, creio que sim.
Dia ap�s dia, v� homens da pior esp�cie, n�o �?
� quase como ser �ntimo do mal.
Sim, �s vezes pr�ximo demais.
A irm� Ang�lica tinha inimigos?
N�o! Claro que n�o.
Algu�m especificamente dif�cil?
Certamente, havia garotos que precisava punir.
Estudou em col�gio de freiras?
Sim.
N�o usamos mais puni��o corporal.
H� v�rias formas de puni��o, irm�.
Expor ao rid�culo, humilhar na frente da classe.
N�o vou trair minhas crian�as.
Quer�amos uma lista de nomes.
Irm�...
Duas freiras foram estupradas e mutiladas.
Vou tentar.
Qual � a emerg�ncia?
Uma pista do internato.
A irm� Ang�lica expulsou um garoto drogado.
Ele amea�ou mat�-la.
Ele n�o se encaixa no perfil.
- J� houve perfis errados. - Melhor verificar.
N�o temos nada a perder. Se esperamos muito, pode fugir.
A decis�o � sua, tenente.
Posie, � a Pol�cia.
Abra!
Pare! Est� saindo pela janela.
- Est� na escada. Tem uma arma. - Para as escadas!
Pol�cia. Pare!
Tudo bem. Vai ficar tudo bem.
A Judy levou um tiro!
Chame uma ambul�ncia, c�digo 3. Washington.
Mike, v� com calma! N�o estrague tudo.
Ele atirou na Judy.
Aguente firme, querida. Voc� vai ficar boa. Vai ficar boa.
Aguente, Judy! N�o me deixe, querida!
Vai ficar tudo bem.
Vamos. Vamos, Judy.
Ela se foi.
- O que descobriu? - V�rias armas.
E uma bolsa imperme�vel com quase 1 Kg de coca�na.
Ent�o foi por isso que aquele imbecil correu.
Mais m�s not�cias.
Estava preso quando mataram a irm� Ang�lica.
N�o tem nada a ver com a morte das freiras.
Foi culpa minha. Deveria ter checado antes.
N�s seguimos pistas. � o que fazemos.
N�o acredita nisso.
Eu poderia ter feito obje��es.
Mas queria peg�-lo tanto quanto voc�.
Que estupidez! Judy morreu sem uma raz�o.
Vai envelhecer pensando em raz�es, Dina.
Observei-o no enterro. Estava a quil�metros de dist�ncia.
Em que estava pensando?
No Tommy.
Eu tamb�m.
Ele n�o precisava morrer.
O que saiu errado?
N�o sei.
Est� bem.
Queria que tivesse sido eu a morrer em vez dele?
Como pode perguntar isso?
Vou ver o prefeito e o arcebispo. Que temos?
Temos pistas. E confiss�es falsas. S� n�o temos sorte.
Perdemos uma boa policial. N�o encontramos o man�aco...
e quer provoc�-lo? Por que n�o me disse?
Ele vai matar outra vez. Tento desvi�-lo.
Vai tentar corrigir a imagem que temos dele.
- Sendo mais esperto. - Talvez n�o.
Seu ego pode derrub�-lo.
Ou talvez apare�a em cena que nem Luke Luke.
N�o sei.
Acha que isto pode dar certo?
Espere, a decis�o n�o � dele.
Se n�o gosta, tire-me do caso.
Est� bem, tenente. V� em frente.
Mas se n�o resolver logo isso, � o que farei. Entendeu?
Sim, senhor.
Mam�e, por quanto tempo terei de tocar piano?
Pensei que gostasse.
� legal, mas...
quero ser policial quando crescer, n�o pianista.
- Cal, n�o queira ser policial. - Por que n�o?
� um trabalho muito duro, e eu ficaria sempre preocupada.
Voc� fica de qualquer jeito. Quero ser como voc� e o vov�.
Talvez n�s tr�s pud�ssemos trabalhar juntos.
Venha c�.
- Quem �? - Sou eu.
- O que h�? - Voc� est� bem?
Sim, estou. O que foi?
Pegue o casaco. Quero lhe mostrar algo. Ele cuidar� do Cal.
Chamava-se irm� Ann Marie.
- Tem certeza de que foi ele? - Absoluta.
N�o h� muito sangue. Matou-a em outro lugar.
Toda freira daqui sabe o que est� havendo.
- Como se aproxima delas? - Devem conhec�-lo.
Ou acham que conhecem.
S�o enganadas num instante.
Por que aqui. Na minha vizinhan�a?
Ele est� nos conduzindo.
Sabe exatamente o que faz.
Ol�!
Mam�e?
O que est� fazendo aqui?
Queria v�-la. N�o conversamos desde o enterro.
N�o posso falar agora. Tenho um compromisso.
- Est� bem. Vou sair com voc�. - Como queira.
- O que h�, mam�e? - N�o h� nada.
S� estou cansada de sentar aqui olhando quartos vazios.
Cansada de escrever cartas de p�sames.
E cansada de esperar a pr�xima batida na porta...
para saber quem mais eu perdi.
- Vamos conversar sobre isso. - Conversar?
Sabia que seu pai costumava conversar muito?
Convers�vamos sobre fam�lia, honra e amor eterno.
E me apaixonei por ele.
Agora, conversamos sobre conversar. E ningu�m diz nada.
Mam�e.
Meu pai teria arrumado a vida do Mike.
Poderia ter herdado um neg�cio multimilion�rio.
Mas n�o. Queria ser tira.
Queria ter a emo��o de se aventurar atr�s de suspeitos.
Tudo, menos o sucesso.
Ser sargento de primeira talvez seja sucesso para ele, n�o?
Tem vivido momentos dif�ceis.
Primeiro Tommy, depois a transfer�ncia.
Por que ele foi transferido? Voc� sabe?
Sim. Deixou um suspeito ser espancado, e ele quase morreu.
Isso mesmo. Ubie Peak. Um traficante de drogas.
Mas por que o espancaram, voc� sabe?
N�o sei.
Uma noite eu descobri a ficha do Peak.
E o nome do seu irm�o estava anexado � ficha.
N�o uma, mas v�rias vezes.
Perguntou ao papai sobre isso?
N�o.
Temia o que poderia descobrir.
- Estou t�o cheia de tiras. - Espere, mam�e.
Tommy est� morto. S� isso me importa realmente.
Foi tudo sem sentido, pois n�o devia ter sido policial.
N�o, foi feito para isso. Nunca quis ser policial.
E foi para agradar a seu pai.
Por que voc� faz isso?
Este � o Sgt. Donato. Ela viu algo que pode lhe interessar.
N�o est� s� atr�s de uma grana?
N�o quer saber? Contarei a outro.
Estava esperando um cara. Tinha uma grana para me dar.
E ele estava atrasado.
Fiquei aqui esperando um bom tempo.
E vi uma freira passando.
- Indo para onde? - Para aquele pr�dio...
onde mataram a primeira freira.
Pensei que talvez fosse ela a levar a facada.
E ent�o?
Da� soube onde a freira foi assassinada, a baixinha.
Sim, continue.
A que vi entrando no pr�dio era bem alta.
- De que altura? - Bem alta.
Acha que sou uma fita m�trica?
S� quero saber de que altura ela era.
J� lhe disse. Bem alta para uma freira.
Isto �, alta para uma mulher?
Sim.
Alta para uma mulher.
Muito bem, ou�am todos.
Voc�s conhecem o Al Scott. Far� parte da equipe.
Temos raz�es para crer que o cara se disfar�a de freira.
- Est� brincando. - Falha nossa.
Veremos todos os recibos de lojas de fantasias da cidade...
dos �ltimos cinco anos.
Ele deve ter um h�bito de freira e talvez um nome falso.
Se tivermos sorte, usou o nome verdadeiro.
� muito trabalho, mas se n�o descobrirmos algo...
Halliday vai nos tirar do caso.
- O que? - Vai uma ova!
N�o perdi uma parceira e me arrisquei para que venham...
tirar o cr�dito pelo que fizemos.
- Tudo bem, ent�o. - Tudo bem.
Vi mam�e hoje.
E ent�o?
Disse que a morte do Tommy pode estar ligada ao caso Peak.
Sabe algo a respeito?
Sabe que n�o quero falar sobre isso.
Quando vai querer?
Uma outra hora.
Est� bem, sargento.
Mas lembre-se, a vida � curta.
E ent�o, se morre.
- O que houve? - Em cima da mesa.
Um mensageiro entregou h� 20 minutos, endere�ado ao Cal.
N�o vai acreditar.
Acha que ele vai tentar atingi-lo.
Duvido. Mas n�o vou me arriscar...
com voc�, Dina e o Cal.
E quanto � Dina? Como vai proteg�-la?
Ela estar� comigo.
N�o deveria ter-lhe dito nada sobre Ubie Peak.
Isto n�o tem a ver com ele. Tem a ver conosco.
Acho que dev�amos aproveitar enquanto eu estou fora...
para chegarmos � conclus�o do que queremos um do outro.
Eu sei o que quero. Que fiquemos juntos.
Isso � �timo, Mike.
Mas ter�o que haver algumas mudan�as.
N�o podemos continuar assim. Est� bem?
Quero ficar com voc�.
Lamento, querido, n�o vai dar. Mas prometo...
que ficar� pouco tempo com a tia Carol. Certo?
Isto tem a ver com as mortes?
D� um tempo, est� bem?
N�o precisa me esconder a verdade. N�o sou mais um beb�.
Eu sei que pode morrer como o tio Tommy.
Cal, sinto muito. N�o sabia que se preocupava.
Claro. Se n�o me preocupasse, quem o faria?
Eu amo voc�.
Ele veio atr�s do meu filho!
Sei que � dif�cil. Para mim tamb�m �. � meu neto.
Mas n�o deixe que suas emo��es atrapalhem.
Vou pegar esse desgra�ado, eu juro!
Dina.
Fique aqui comigo. � mais seguro.
Onde? Meu antigo quarto est� cheio de quadros.
Fique no quarto do Tommy.
Desculpe, irm�. N�o devia andar sozinha.
Sim, eu sei. Mas me atrasei o dia todo.
Posso acompanh�-la?
Estou a quatro quadras de casa.
Recebemos instru��es para proteger todas as freiras.
Se acompanh�-la, estaria cumprindo ordens.
- Obrigada. � muito gentil. - Tudo bem.
Soube que h� um fot�grafo na cobertura. Kim Lyle.
Parece que gosta de usar fantasias.
Donato e eu vamos come�ar por l�, e descer.
Voc�s, comecem por baixo. Voc�, assuma o resto.
Encontramos uma freira morta no seu elevador.
Soubemos que gosta de fantasias.
Tem algo que se pare�a a um h�bito de freira?
Tenho uma capa. N�o um h�bito de freira.
O que � isto, Alemanha nazista?
Podem revistar meu apartamento sem um mandado?
N�o o estamos revistando, Sr. Lyle.
Se f�ssemos revist�-lo, saberia. Quer que o revistemos?
Podemos ver a capa?
N�o tenho nada a esconder.
- Posso usar seu banheiro? - Fica ali.
- Onde estava ontem � noite? - Em casa.
Espere. Espere, est�o suspeitando de mim?
Havia algu�m com voc�?
Espere, quem mataria algu�m no elevador do pr�prio pr�dio?
- Pensam que eu faria isso? - � pouco prov�vel.
A menos que estivesse provocando a Pol�cia.
Pode deixar de ser um suspeito se deixar que venham...
revistar o apartamento.
- Pode chamar o seu advogado. - N�o tenho advogado.
Est� bem. Est� bem, podem vir.
Posso me vestir?
O banheiro estava uma bagun�a. Ele usa um gel horroroso.
Podia colocar seus tacos de golfe naquele lixo.
Pol�cia de Los Angeles.
N�o acha que foi algu�m do pr�dio, acha?
Por que algu�m mataria e poria o corpo no elvador do pr�prio pr�dio?
N�o temos certeza. Ouviu algum ru�do no elevador � noite?
N�o. Minha esposa e eu fomos dormir cedo.
Em que trabalha, Sr. Loring?
Sou vice-presidente da Cornell/Loring.
Desculpe, tenente.
Mas todo aquele caf� que bebi de manh� finalmente fez efeito.
Posso usar o seu banheiro?
Claro. Por ali, � esquerda.
- � cat�lico, Sr. Loring? - N�o, � voc�?
Acho que isso n�o vem ao caso.
Ora, se lhe fa�o uma pergunta e me responde...
parece mais uma conversa, e menos um interrogat�rio.
Sim, sou cat�lica.
Ent�o, tem mais uma raz�o para querer apanhar o man�aco.
Minha esposa, Andrea. Tenente Donato.
- Sra. Loring. - Muito prazer.
- Mataram uma freira no pr�dio. - Meu Deus. Que horr�vel.
- Minha esposa, Andrea. - Sra. Loring.
Concordo. Importa-se que seu apartamento seja revistado?
- Para que? - Est�o procurando ind�cios.
N�o suspeita de n�s, n�o �?
Acalme-se, fazem o servi�o deles. Todos s�o suspeitos.
- N�o �, tenente? - Isso mesmo.
Contudo, acho que deveriam arranjam um mandado.
Assim, deixaremos tudo arrumado.
Tudo bem. Por mim, tudo bem.
O que acha do Sr. Lyle?
Como disse, todos s�o suspeitos.
Conhece bem nosso procedimento.
Deve ser por causa dos programas da TV.
Acho que � s�. Obrigada.
- Adeus. - Espero que o apanhem.
- Apanharemos. - Boa sorte.
Achei um "Gentle Mist" num banheiro impec�vel.
Isso o coloca na lista.
E me aborreceu o fato de n�o tirar os olhos de voc�.
Sempre que eu lhe perguntava algo, ele olhava para voc�.
- Fala como pai ou detetive? - N�o sei.
� importante para ele se controlar. � um arrivista.
Se f�ssemos prender todos os arrivistas, seria um caos.
- E o que acha do Lyle? - Meio esquisito, e sem �libi.
Vamos investigar sobre ele.
Vamos descobrir de onde � o Loring. Vou ao seu escrit�rio.
- O que quer, senhorita... - Tenente Donato.
- Sou um homem ocupado. - Eu, uma mulher ocupada.
Minhas perguntas s�o importantes, Sr. Cornell.
Minha esposa n�o gosta dele. Queria saber isso?
- Por que n�o? - Ela o acha frio.
E o senhor? Acha-o frio?
Acho-o legal.
Sabe onde ele estava na noite do dia 7?
Grace, pe�a � Irene que traga a agenda do Russ.
Veremos o quanto suas perguntas s�o rid�culas.
- O que faz aqui? - Conheci Cornell, seu s�cio.
E Irene, sua secret�ria. Muito simp�tica.
Falaram sobre mim, n�o?
Disseram coisas interessantes a seu respeito.
Est� perdendo seu tempo.
Eu perco bastante tempo, Sr. Loring. �s vezes dou sorte.
N�o me force a chamar meu advogado.
- Qual � o problema? - Est� me molestando.
S� fa�o meu trabalho. Por que n�o fez o seu?
N�o seja presun�osa comigo.
Agora temos um problema.
Se n�o me largar, vou prend�-lo por agress�o.
Desculpe.
Verificamos todas as lojas de fantasias da cidade...
que alugaram ou venderam um h�bito nos �ltimos cinco anos.
Primeiro vimos as mais recentes.
Houve tr�s compras no ano passado.
Duas delas conferem.
Uma, a de Keith Lange, n�o confere.
Endere�o certo, nome errado.
Vamos, Petsky, fale.
Rua Wilshire, 13101.
- � onde encontramos o corpo. - Finalmente temos algo.
Acho que Keith Lange � Russ Loring.
O idiota est� nos provocando.
Acha que n�o o pegaremos nem que nos leve � sua porta.
Mas as iniciais de Kim Lyle s�o as mesmas. As de Russ, n�o.
Aposto no Lyle. � um exc�ntrico.
Aposto no Russ. Lembra-se do que disse sobre o elevador?
Lyle disse quem mataria algu�m no elevador do pr�prio pr�dio.
E Russ, quem poria um corpo no elevador do pr�prio pr�dio.
Qual a diferen�a?
Sup�e-se que o corpo fica no local da morte, como Lyle disse.
- � forma de dizer. - Acho que n�o.
Concordo. Julga-se brilhante. E a n�s, idiotas.
Como a doutora disse que seria.
Loring agrediu fisicamente a tenente, hoje de manh�.
Deve sentir que extrapolou. Continuemos a pression�-lo.
- Bobbins, fique com o Lyle. - Obrigado.
Petsy e Scott, continuem investigando onde Loring vivia.
Donato, vasculhe a cidade natal dele. Vejamos...
Piru, Arizona.
- Keegan, vamos vigi�-lo. - Vamos.
Fique de olhe nela por enquanto.
Sim, senhor.
Chefe Stone? Sargento Donato, da pol�cia de Los Angeles.
H� muito tempo que n�o me chamam de chefe.
Aposentei-me h� 10 anos.
Veio perguntar sobre Russ Loring.
Como sabe?
Tem indagado por a�, e n�o h� nada por aqui que eu n�o saiba.
E o Russ, j� teve problemas com a lei aqui?
Uma vez pensei que havia algo. Nunca descobri.
Algo relacionado com estupro ou mutila��o?
Bem, teve uma garota que desapareceu.
- Russ a conhecia? - Eram namorados no col�gio.
Dorothy Wells. Mo�a decente. De boa fam�lia.
Todos sabem que o Russ era estranho.
Dorothy foi a �nica mo�a que quis namor�-lo.
Ele era encantador, mas mimado. Tinha tudo o que queria.
Ela tentou romper com ele depois de um ano.
A m�e de Dorothy disse que ele fez tudo para ela desistir.
Ent�o, ele ficou insuport�vel. Maldoso.
Um dia Dorothy n�o apareceu na escola.
A cidade inteira a procurou.
Nunca a encontramos.
Investigou o Russ?
N�o pude provar nada.
Sua m�e, Adele...
� uma mulher terr�vel.
Jurou que Russ estava em casa com ela a noite toda.
� muito dif�cil numa cidade pequena como esta.
Algu�m desaparece como por encanto. Sem explica��es.
Mais tarde, come�a-se a perceber quem foi o culpado.
Mas n�o h� nada que se possa fazer.
Isso me deixa doente!
Vou lhe dizer outra coisa.
O pai dele, Ken, morreu de uma forma muito misteriosa.
- O pai se chamava Ken? - Sim, Ken Loring.
Ele me viu. Entrou.
- Est� logo ali. - N�o o perca de vista.
- Sra. Loring? - Sim.
Sou o sargento Donato. Pol�cia de Los Angeles.
O que houve? Aconteceu algo ao Russ?
N�o. S� queria conversar sobre ele e Dorothy Wells.
Isto � assunto encerrado. �guas passadas.
O que acha que houve com ela?
Quem sabe? Algu�m deve ter sumido com ela.
Como assim, sumido com ela?
Por que estamos falando disto?
Achamos que talvez seu filho esteja matando...
mulheres em Los Angeles.
Se isso � verdade, por que n�o o prenderam?
N�s iremos. � s� uma quest�o de tempo.
Em outras palavras, n�o tem provas.
E voc� espera que eu o ajude.
� a mesma coisa, tudo de novo.
Como assim, tudo de novo?
Uma pessoa como voc� n�o pode entender o Russ.
N�o se importa que ele assassine mulheres?
Estou certa de que nenhuma vale o mesmo que ele.
O que houve naquela noite, Sra. Loring?
O seu filho perdeu o controle e a�, matou Dorothy?
Ela era uma pessoa que n�o prestava.
Pode ter enganado a cidade toda, mas n�o a mim e ao Russ.
Dorothy era cat�lica, n�o era?
N�o lhe disseram? Ela decidiu sair da cidade.
Ia se tornar freira. N�o � uma piada?
Como o lixeiro que faz de conta que n�o fede.
Soube exatamente o que seu filho fez, mas n�o disse nada.
N�o sei do que est� falando. Russ estava em casa comigo.
Matou o seu marido tamb�m?
Se matou, n�o foi uma grande perda.
Ele era um monstro.
Senhora, como dorme � noite?
Como um anjo, sargento. Como um anjo.
E acho que j� � hora de dar o fora daqui.
Tente me impedir!
Onde est� ele?
A porta foi trancada. O escrit�rio est� escuro.
Ele n�o saiu por aqui.
Querem vir dar uma olhada?
Eis as v�timas antes de se tornarem freiras.
Podem ver o que t�m em comum?
S�o mulheres. Bonitas. E mulheres brancas.
- Da mesma idade. - T�m cabelo escuro.
Todas se parecem.
Isso mesmo. Elas se parecem.
Agora vejam. Esta � a Dorothy Wells.
Sabe de uma coisa? Parece que pertencem a mesma fam�lia.
E se parecem um pouco com voc�, tenente.
Aqui est� a lista da companhia de fantasias.
Poderia ser qualquer um.
Sim, poderia.
Mas se mostrarmos ao Loring, s� ver� a si mesmo.
Tenente, cinco anos atr�s. Loring morou no Texas.
Mataram duas freiras. Da mesma forma.
- E ent�o ele mudou de cidade. - Deixe-me ver.
Amola��o ao meio-dia!
- Tenente Donato? - Sim.
Martin Reddick. Sou advogado do Russ Loring.
Este � um mandado do juiz Thomas Bellmont...
ordenando que voc� e a Pol�cia parem de vigiar o meu cliente.
Se tem provas, prenda-o. Se n�o, deixe-o em paz.
Viu seu cliente hoje?
- Por qu�? - Queremos lhe perguntar algo.
Ele disse tudo o que tinha a dizer, tenente.
Est� cuidando da pr�pria vida.
Preciso dizer mais?
- Vamos dar uma olhada. - Est� bem.
- Olhou o terra�o? - N�o.
Eu irei.
Donato!
VOU PEG�-LA QUANDO QUISER
Ele veio pelo terra�o.
Vou olhar por aqui.
- Encontrou-o? - N�o, foi embora.
Vou matar esse desgra�ado!
- Calma. - Voc� mataria!
Nem por isso deve faz�-lo.
- Por que n�o? - Ora, vamos!
Estou bem. Estou �tima.
� exatamente o que mam�e sempre temeu, n�o �?
Suponho que sim. Mas voc� pode lidar com o medo.
As coisas que voc� n�o pode imaginar � que a abalam.
Como o Tommy.
Tem perguntado sobre ele. Vou lhe contar.
Sabe, a vida do Tommy entrou por um caminho errado.
E eu n�o soube o que fazer.
Ele n�o levou um tiro.
Seu irm�o tomou uma overdose.
Encontrei-o de uniforme, com uma agulha espetada no bra�o.
Havia uma nota ao seu lado, dizendo adeus.
Apenas adeus.
Eu a queimei, e fui atr�s do traficante.
Ubie Peak. Deixou que o espancassem de prop�sito.
Pod�amos afast�-los por um bom tempo. Mas n�o bastava.
Ent�o modifiquei o seu rosto.
Eu devia ter imaginado.
Devia ter-me dito. Eu teria entendido.
N�o podia dizer que seu irm�o era um viciado!
N�o podia dizer � sua m�e. Nem a ningu�m.
Por isso escondi a verdade.
N�o devia t�-lo for�ado a se tornar um tira.
As coisas teriam sido diferentes.
Sabia que havia algo errado. Eu n�o fiz nada.
A minha vida inteira eu lutei pela sua aprova��o.
E parecia que quanto mais eu lutava, mais o Tommy ganhava.
E eu o culpava, e a voc�.
N�o v�, Dina? Voc� � a forte.
Sabia que se sairia bem.
Mas o Tommy... ele precisava de ajuda.
Acho que falhei com os dois.
Oh, n�o. N�o.
Voc� n�o falhou comigo.
S� precisava saber que me amava.
Ah, Dina.
Eu sempre amei voc�. E ainda a amo.
Acho que sim. E com o dossi�...
creio que pode esperar a implementa��o da redistribui��o.
Esta � a primeira vez em quatro anos...
que as pessoas est�o reticentes em se envolver.
Sobretudo no centro comercial. N�o h� movimento.
E voc� sabe...
- Com licen�a. - Claro.
A� vem ele.
Por que vieram aqui?
Viemos almo�ar. Omelete espanhola. Eu recomendo.
Por que n�o fica conosco?
Est�o me molestando outra vez.
N�s n�o molestamos. Mas h� alguns furos no seu �libi.
Como clientes que n�o o viram.
Devem ter se enganado.
E h� um Keith Lange...
que comprou um h�bito e um uniforme de policial.
- N�o conhe�o nenhum Lange. - E Dorothy?
Como se sentiu quando ela resolveu ser freira?
Ent�o, investigaram meu passado.
O que acha que aconteceu a ela?
N�o tenho a menor ideia.
Lembra-se do chefe Stone? Est� investigando outra vez.
Acha que deixou passar algo.
N�o achar� nada. N�o h� nada a ser descoberto.
Houve uma testemunha ocular.
As pessoas que viram o assassino o descreveram.
Viram o assassino?
Pode identific�-lo?
Seu imbecil. Acha que n�o me reconhe�o?
Tamb�m achamos parecido. Por isso fomos ao Texas hoje.
Vivia no Texas, n�o �?
- Quer �gua, papai? - N�o, obrigado.
Escutem bem. Conhe�o meus direitos.
� melhor pararem com isso ou vou process�-los.
- Est� saindo. Fiquem de olho. - Est� bem.
N�o gosto disso. H� provas no apartamento.
E se as destruir estamos fritos.
Pe�a a conta. Encontro-o l�.
Procura isto?
O que faz com isto?
Venha c�, Andrea.
O que voc� pensou?
N�o!
L� est� ela.
- E o Donato? - Vem j�. E o mandado?
Scott est� no juiz. O advogado est� causando problemas.
Droga! Muito bem. Bobbins, Petsky, cubram as sa�das.
Procure uma janela que d� para o apartamento.
Vou ganhar tempo com ele.
- N�o pode ir l�! - O diabo que posso!
- Onde est� ela? - Subiu.
Vai ganhar tempo com ele.
- N�o pode entrar sozinha. - Preciso ganhar tempo.
- N�o quero que entre a�! - Sou eu que dou as ordens!
Sim?
� a tenente Donato, Sr. Loring.
Tem o mandado, tenente?
N�o. Mas gostaria de conversar um momento.
Aqui estamos outra vez. Deve ser o destino.
- Vim pedir desculpas. - Veio, �?
N�s nos enganamos com voc�.
Depois que saiu, o assassino foi encontrado. Entregou-se.
Ent�o queria convenc�-lo a desistir daquele processo.
Posso?
Claro, entre. Por favor.
- Quer me dar o casaco? - Sim, obrigada.
- Quer um caf�? - Adoraria.
- Como prefere? - Puro, obrigada.
Keegan, pode v�-los?
Sim, est� tudo bem.
Qualquer coisa diferente, d� um grito.
Ent�o cometeu um engano?
Sei que o pressionamos muito.
Quando � um caso importante como este...
�s vezes nos excedemos.
Mas n�o era pessoal. S� quer�amos apanhar o assassino.
Eu entendo. �s vezes tamb�m sou implac�vel no trabalho.
Ajude-me.
Vou ser franco com voc�, tenente.
Se fosse outro, eu teria batido a porta na cara.
Mas n�o tiro os olhos de voc� desde que a vi.
� um homem casado. O que sua esposa diria se ouvisse?
N�o poderia ouvir. Est� em San Diego visitando a m�e.
Estou deixando-a sem gra�a?
N�o, s� acho que disse o que tinha para dizer.
N�o v�. Estamos apenas nos conhecendo.
O que est� acontecendo, Keegan?
Espere. A tenente est� indo para a sala.
- Preciso voltar ao trabalho. - Esqueceu o casaco.
Donato!
- N�o fa�a nada est�pido. - V� para o inferno.
Voc� a quer de volta? Quero um helic�ptero...
agora ou ela e eu daremos um pequeno salto. Entendeu?
- Est� bem, n�o a machuque. - Atire no desgra�ado!
Keegan, ele a est� levando para o telhado. Arranje um helic�ptero.
Isso � o que eu quero que voc� fa�a.
Keegan, a Sra. Loring foi esfaqueada. Perdeu muito sangue.
Desista, Loring!
Se eu desistir, ser� a primeira a saber.
Ou iremos para cima, ou para baixo.
O helic�ptero est� a caminho. Tenha calma.
Para tr�s. Se voc� se aproximar pulamos. Sabe que sou capaz.
Acabe com ele, Donato!
Deixe-a, Loring. Pode usar-me como ref�m.
Est� brincando? N�o.
Se saltar, prefiro segur�-la e observ�-lo.
O tempo est� se esgotando, Mike.
N�o � nada. Estou bem.
� uma policial e tanto, tenente.
Eu sei, papai.
Obrigado.
Nunca deveria t�-la deixado entrar sozinha.
- Estava tudo sob controle. - Sim, eu sei.
Se n�o fosse sua filha, teria atirado l� dentro.
- Isso n�o teve nada a ver. - Sim, eu sei.
� superprotetor. Sempre foi.
Eu? Superprotetor? Nunca!
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