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Avisa-se os membros das comunidades Abor�genes
e de Torres Strait lsland de que este filme cont�m imagens
que podem ser consideradas ofensivas para as popula��es ind�genas.
O filme inclui fotografias hist�ricas de pessoas j� falecidas.
ESCOLHA MORTAL
M�sica
Montagem
Fotografia
Produ��o
Argumento
Realiza��o
Sacanas do cara�as!
V� l�, sacana...
Mikey, desce da�!
Fui atingido, Charlie!
Vais ficar bem, Mikey. Aguenta.
Nunca me apanhar�o vivo, sacanas!
� preciso apresentar-me?
Eu sei quem �.
�ptimo.
Eu tamb�m sei quem � voc�.
O meu irm�o foi atingido por uma bala, Stanley, e precisa de um m�dico.
Permita-me que fale sobre o seu irm�o, Sr. Burns.
O Natal, como deve saber, est� a� � porta.
E, este ano, o Natal, ter� um significado �nico
aqui para o jovem Micky. - O Mikey...?
Porque no dia de Natal...
... tenciono mandar tir�-lo da pris�o de Banyon...
... e enforc�-lo at� � morte.
Charlie...
Voc� � pol�cia, Stanley, n�o � juiz, nem j�ri.
� �bvio, Sr. Burns, que sou aquilo que muito bem quiser.
O que quer ent�o?
Quero o Arthur Burns.
J� n�o ando com o meu irm�o.
Vou dar-lhe uns momentos para pensar no assunto.
Que se passa, Charlie?
Est� tudo bem, Mikey.
Est� tudo bem.
A Austr�lia...
Mas que inferno � este?
Toda a vida andei com homens indesej�veis.
Estive 22 anos ao servi�o de Sua Majestade, nas for�as terrestres.
Lidei muitas vezes com gente da sua laia.
Se volta a tocar no meu irm�o, mato-o.
N�o se iluda, Sr. Burns, ser� feito.
- Vou civilizar este local. - Mas que raio est� a falar, Stanley?
Oi�a-me, Charlie. N�o fale.
Sil�ncio, Mikey. Vai correr tudo bem.
Sil�ncio.
Quero fazer-lhe uma proposta.
Sei onde est� o Arthur Burns.
Na sua rec�ndita casa.
Os negros n�o v�o l�, nem os batedores.
Nem sequer os meus pr�prios homens.
No futuro, os ca�adores de pr�mios acabar�o por apanh�-lo.
Mas eu tenho outros planos.
O meu objectivo � derrot�-lo.
Quero demonstrar que ele � um homem como qualquer outro.
Quero mago�-lo.
Quando quiser, senhor.
E o que o magoar� mais?
Pensei muito maduramente sobre isso.
E percebi, Sr. Burns...
... que tenho de ser mais criativo nos meus m�todos.
N�o fale, Sr. Burns, oi�a-me.
N�o diga uma palavra.
E se eu lhe dissesse que h� uma maneira
de salvar da forca o seu irm�ozinho Mikey?
Suponha que lhes dava um cavalo... e uma arma.
Suponha, Sr. Burns, que eu lhes arranjava,
para si e para o seu irm�o, um perd�o?
Suponha que eu disse que podia dar-lhes a possibilidade
de expurgar a vossa culpa...
... sob a qual t�o obviamente vivem.
Suponha que lhes dava at� ao Natal?
Agora suponha que me pergunta o que quero de si...?
Quer que eu mate o meu irm�o?
Quero que mate o seu irm�o.
O Arthur Burns � um monstro, uma aberra��o.
Teve raz�o em se separar dele
e em ter levado o Mikey consigo.
O que se passou em casa dos Hopkins � imperdo�vel.
Jamais tive uma vis�o t�o repugnante.
Sabia que aquela pobre mulher, a Eliza Hopkins, estava gr�vida?
As contas com o seu irm�o n�o est�o saldadas.
Tem 9 dias, Sr. Burns.
V� l�, vamos a eles.
Sacanas!
Acertaste-lhe!
Porcos!
Quem apanharam?
Soldados! Desmontar!
O homem que eu capturei...
... � o Mike Burns...
... do bando �Burns�.
Um j� est�... faltam dois.
Agora tem de apanhar os outros.
Vou civilizar esta terra.
Fica � vontade, Mikey.
- Boa noite, Sra. Stanley. - Boa noite, Sr. Broussard.
Agora j� n�o parece t�o perigoso, pois n�o?
Martha?
Boa noite, cavalheiros.
Boa noite, Sra. Stanley.
N�o devias... ter vindo aqui.
Uma esposa j� n�o pode visitar o marido no seu local de trabalho?
Homens... esperem l� fora.
J� fal�mos sobre os motivos por que n�o deves vir aqui.
- N�o � adequado... - Morris, est�s fora h� 3 dias.
Sinto-me s� naquela casa.
� demasiado silenciosa sem ti.
- Vens para casa agora? - Tenho coisas a fazer.
O agente Dunn leva-te a casa. Voltarei n�o tarda.
Est�s com p�ssimo aspecto, Morris.
Sim.
� verdade, estou mesmo.
Dunn!
Quem � aquele?
Mas � apenas um mi�do.
� suficientemente homem, minha senhora, � mesmo.
Leva a Sra. Stanley a casa e espera l� at� eu voltar.
Quanto tempo demoras, querido?
Mais tarde.
N�o voltes a falar com a minha mulher sobre essas coisas, entendido?
- As minhas desculpas, Capit�o. - O que aconteceu hoje em Flats...
... � entre mim e ti. - Com certeza, senhor.
Haveria consequ�ncias se aquilo fosse conhecido.
Sim.
A Eliza Hopkins era uma boa crist�.
E era minha amiga.
Rezo a Deus para que a sua morte tenha sido misericordiosamente r�pida.
Foi, n�o foi?
Martha, podemos mudar de assunto?
Venha c�, Capit�o Stanley.
Coitado do meu marido.
O mundo em que tu vives, l� por fora...
N�o fiques triste, querido.
Esse fardo que carregas...
... deixa-me ajudar-te com ele.
Eu acredito em ti.
N�o te levantes. Fica na cama.
Mas que raio...?
Meu Deus, Capit�o... disparei no meu p�.
N�o h� nada que ver aqui, Martha. Volta para a cama.
O agente Dunn deu um tiro no p�...
Martha, volta para dentro.
Malditas moscas!
Matamos uma e aparecem mais umas dezenas para o funeral.
Danny meu rapaz
As moscas As moscas n�o te largam
Mil perd�es meu bom homem,
parece que estou um pouco embriagado.
N�o � preciso, cavalheiro.
Voc� e eu somos brancos.
Permita que me apresente. Chamo-me Jellon Lamb.
Cidad�o do mundo, diria, um aventureiro e,
se me permite a ousadia,
um homem de educa��o a condizer.
E o senhor?
Por que nome posso ter a honra de o tratar?
Um mero detalhe, claro.
Mero detalhe.
Perdoe-me, mas tenho estado aqui desterrado
sem ningu�m para falar a n�o ser este monte de esterco irland�s.
Coitado do Dan O'Reilly.
Sente-se. Acompanhe-me numa bebida.
Mais uma piada 'irlandesa', Sr. Lamb, e dou-lhe um tiro.
- Fui claro? - Claro como as �guas de Ennis.
Vamos ent�o brindar aos irlandeses.
Nunca houve melhor ra�a de homens...
... a descascar batatas.
Costuma rezar, Sr. Lamb?
Santo Deus, rapaz. N�o, nunca!
J� fui crente, em tempos idos.
Mas, enfim, vim para esta tumultuosa terra
e a divindade que havia em mim...
... evaporou-se.
Vamos fazer um brinde, cavalheiro...
... ao deus que se esqueceu de n�s.
Mas primeiro...
... regra crucial.
Nunca erguer um copo com um homem cujo nome se desconhece.
Chamo-me Charles Murphy.
Charles?
Talvez tenha lido...
... �Sob a Origem das Esp�cies Atrav�s da Selec��o Natural�,
do Charles Darwin?
N�o se admire com o t�tulo, disse coisas fascinantes.
Coisas arrepiantes.
O Sr. Darwin passou muito tempo a estudar os Abor�genes.
Ele afirma que, no fundo...
... somos todos iguais.
Ele diz, Sr. Murphy...
... que somos todos descendentes dos macacos.
Macacos!
Sr. Murphy, a R�ssia, a China, o Congo...
... tenho viajado por entre povos desconhecidos...
... por terras para al�m dos mares...
... mas nada...
... nada poderia ter-me preparado para este buraco esquecido por Deus.
Sabe, Sr. Murphy...
... sou uma esp�cie de ca�ador da fortuna.
E que fortuna persegue aqui, Sr. Lamb?
Ia perguntar-lhe a mesma coisa, Sr. Murphy.
Largue-me, Murphy, sen�o corto-lhe a garganta.
Somos brancos.
N�o somos animais.
Ele fica l� em cima naquelas melanc�licas colinas.
H� quem diga que dorme numa caverna, como um animal,
repousa em profundidade como o Kraken.
Os negros dizem que ele � um esp�rito,
que a pol�cia jamais o apanhar�.
A for�a vulgar � in�til, Sr. Murphy,
enquanto ele se refugiar no seu inexpugn�vel poleiro.
Por isso, eu espero, Sr. Murphy.
Espero.
Espere aqui, ca�ador de pr�mios.
Enforque-o. Enforque-o bem alto.
Viva o her�i conquistador.
Que vil esp�cime da humanidade.
Que nojo.
Mas n�o � quem procuramos, pois n�o, Capit�o?
Justi�a acabar� por ser feita.
Justi�a. Guarde os seus ju�zos para a popula�a, Stanley.
Ele disse-lhe onde est�o os irm�os?
Com o devido respeito, Sr. Fletcher,
talvez fosse sensato deixar a Pol�cia fazer o seu pr�prio trabalho.
Mas que nojento.
Ainda assim, melhor do que nada, acho eu.
- Boa tarde, Capit�o. - Boa tarde.
As tuas rosas est�o lindas.
Tenho jeito para a jardinagem.
Estava s� a pensar em Inglaterra.
N�o tens saudades, Martha?
H� muito para ter saudades... l�... e c�.
Vamos livrar-nos dessa dor de cabe�a.
Capit�o Stanley,
come o teu pequeno-almo�o antes que as moscas o fa�am.
Feitos pelas minhas pr�prias m�os, esses ovos.
Os meus ovos nunca estiveram t�o bons, minha senhora.
�s um bom homem, Morris.
E tu uma boa mulher, Martha.
- Temos companhia? - Sim, receio que sim.
Capit�o!
Perd�o, minha senhora. Perd�o, Capit�o.
- Martha, d�s-nos licen�a? - N�o faz mal, Morris.
N�o, Martha, por favor. Isto � um assunto de Pol�cia.
Como se atreve a vir a minha casa nessa figura?
Que quer voc�?
Volt�mos agora de Arooka Ranges.
Prendemos 6 rebeldes negros. O Sean matou um.
Achei que queria ser informado imediatamente.
Capit�o?
Capit�o?
N�o, deixe a porta aberta. Est� aqui um cheiro p�ssimo.
Sim, senhor.
De certeza que esses homens est�o bem agrilhoados, Sargento?
Est�o bem presos, Capit�o.
- Jacko, vem c�. - Sim, Capit�o.
Pergunta-lhes h� quanto tempo est�o escondidos na montanha.
Ele diz que est�o muito cansados.
Bom, vai ter um belo descanso
se n�o abrir a boca e come�ar a falar, seus pretos do cara�as.
Sargento!
Espere l� fora. Espere l� fora.
Chamo-o se e quando precisar.
Pergunta-lhes de novo.
H� quanto tempo est�o escondidos na montanha?
Capit�o, ele disse que n�o se escondem nas montanhas...
... eles vivem l�.
Ent�o, pergunta-lhes h� quanto tempo l� vivem.
Sempre viveram na montanha, Capit�o.
Pergunta-lhe se viram um homem branco l� em cima.
Sim, Capit�o. Eu pergunto.
Viram homens brancos. Os homens brancos apanharam-nos.
Meu Deus.
N�o me refiro � Pol�cia.
Este homem.
Um homem... com este homem... um homem branco.
Este homem... este homem.
O tipo da foto...
Ele vive numa caverna.
Homem-c�o.
Muito grande.
Ele disse que o homem-c�o nunca dorme.
Fica l� quieto todo o dia.
Fica na caverna... l� em cima.
Vive com um tipo pequeno... e um negro.
Ningu�m consegue apanh�-lo. Ningu�m pode mat�-lo.
- Ele � o C�o. - O qu�? Come c�o?
N�o, Capit�o. Ele � o C�o.
Ele transformou-se em c�o.
As orelhas cresceram-lhe.
Cresceram-lhe os dentes... agu�ados.
E tem uma cauda... assim.
Comprida. E anda em duas pernas assim...
Sargento!
O Capit�o � fraco. Um homem fraco.
Achas que ele � fraco, Lawrence?
Veio para c� apanhar pretos, n�o fez nada.
Estes sacanas destes negros est�o a passar-nos por cima.
Escolheram o homem errado para o trabalho.
Isto n�o � Londres. N�o � Inglaterra. Isto � a Austr�lia, porra.
Eu j� disse que queria comer a mulher do Capit�o?
Paul, v� se dormes, por amor de Deus.
Eu gostava de comer a mulher dele.
Pois, se eu fosse casado com aquele balde de tripas a que chamas mulher,
tamb�m eu ia querer com�-la.
Eu quero... comer a mulher dele.
- Eu quero comer a mulher dele. - Eu c� comia-a...
Claro, todos queremos comer a Sra. Stanley.
De certeza que n�o leva nada do bom do Capit�o, pois n�o?
E sabem porqu�?
Porque ele � fraco.
Tem outras preocupa��es.
Desta vez fez asneira da grossa.
Apanhou o rapaz, sim... mas soltou o outro.
Vou j� cur�-lo.
Tenho bom rem�dio. Fica curado n�o tarda.
Precisa dormir. Precisa descansar.
N�o chore, pap�.
Isto vai limpar tudo.
Vai precisar dormir. Precisa descansar.
Boa tarde, Sr. Broussard.
Lembre-se de me guardar um peru.
Com certeza, Sra. Stanley.
Est� tudo bem?
- Vai para casa, vaca est�pida. - Perd�o, como disse?
Sra. Stanley, talvez seja melhor perguntar ao seu marido.
Caluda, c�o.
Santa M�e de Deus.
Olha s� quem voltou dos mortos.
Ele muito melhor agora. Muito melhor porque eu curei-o.
A mim n�o me parece melhor.
Sabes, Samuel, o que apreciei mais enquanto estive ausente?
Foi n�o ter de ver a merda da tua cara a toda a hora.
Se n�o fosse eu e a minha pontaria, tinhas sido comido pelos Dingos.
Eu estava a 30 metros.
Rebentei com a cabe�a daquele sacana negro.
Foi lindo. Mostra algum respeito.
Talvez tenha de te matar com a minha nova Winchester.
Porra! Isso doeu.
- Charlie. - Vai com calma.
Tudo bem, Charlie.
Queres saber por que voltei?
Eu sei por que voltaste, Charlie.
Olha s�.
S� humilde, Charlie. Aqui � o fim de tudo.
�s meu irm�o, Charlie.
O teu lugar � comigo.
Somos uma fam�lia. Todos n�s.
Estava s� a ambientar-me.
O Samuel? S� simp�tico.
Um pouco de toler�ncia, Charlie.
- O Samuel � um mi�do. - � um cretino malvado.
- O Mikey, Charlie? - O Mikey ficou em Clarence.
- Deixaste o Mikey sozinho? - Ele arranjou uma rapariga.
O Mikey arranjou uma rapariga.
Sim. Arranjou uma rapariga.
- Como se chama ela, Charlie? - Molly.
- Molly... - Molly O'Boyle.
- Uma ruiva irlandesa, sem d�vida. - �... ruiva.
Como o p�r-do-sol?
Tal e qual.
O que faz essa... Molly O'Boyle?
Estou um pouco cansado, Arthur.
� filha de algum agricultor? Sabe fazer um bom guisado?
Podes parar?
O Mikey n�o � como n�s.
N�s os dois vamos para o inferno.
Ele idolatra-te, sabias?
Houve tempos em que ambos te idolatr�vamos.
O Mikey merece melhor. Fizeste bem em partir... em lev�-lo contigo.
Preciso descansar.
- Mary O'Boyle? - Molly, Arthur... Molly.
Mikey. Mikey.
No quinto dia de Natal O meu verdadeiro amor deu-me
Cinco gatos cansados
Quatro n�s pendurados
Tr�s corvos estouvados
Dois c�es mijados
E o pequeno Mikey pendurado
Numa pereira
S� faltam cinco dias, Mikey.
Martha?
Quando o Sargento Lawrence disse
que o rapaz que tens detido era �homem suficiente�...
... que queria ele dizer?
O Sargento Lawrence � um brutamontes ignorante
com a moral de uma serpente. N�o ligues...
Que queria ele dizer? Que fez o rapaz?
Faz parte do Bando Burns.
H� coisas onde uma mulher n�o deve meter-se...
Eu sei, e fiz-te uma pergunta.
- Diz-me o que ele fez � Eliza. - Basta!
- Ela era minha amiga! - Basta!
J� chega.
Dor de cabe�a, Capit�o Stanley?
Que posso fazer por si, Sr. Fletcher?
Diz-se que os seus homens capturaram
uma d�zia de rebeldes negros h� 2 dias.
E que um foi abatido.
E tem algum problema com isso?
Tenho sim, Capit�o.
Chegaram novas de Eight Mile Creek esta manh�
de que a casa de Dan O'Reilly tinha sido atacada.
De certeza que eram negros?
O Dan O'Reilly tinha tantas lan�as espetadas nele,
que parecia um ouri�o-cacheiro.
� simples, Capit�o. Chama-se Lei da Reciprocidade.
Mata-se um deles e eles matam um dos nossos.
Fa�a o trabalho para que eu o trouxe aqui.
Se tiver de matar um deles... veja se os mata todos.
Vou mandar alguns homens hoje mesmo.
A nossa conversa j� acabou?
- Vou mandar a�oitar o Mike Burns. - O qu�?
100 chicotadas.
- Martha. - Obrigada.
Achei que os cavalheiros apreciariam um ch�.
Sente-se, por favor.
Obrigado, Martha, muito agrad�vel.
Obrigado, Martha.
Precisam de mais alguma coisa?
N�o, obrigado, Martha, est� �ptimo.
Nesse caso, deixo-os a s�s.
Uma mulher inteligente e bem-educada, a sua.
Governou-se bem, Capit�o.
Diz-se... que prendeu o Charlie Burns.
E que o soltou.
Diz-se que lhe ofereceu uma esp�cie de acordo.
Diga-me que n�o foi assim, Capit�o.
Diz-se que prometeu um perd�o aos animais que violaram Eliza Hopkins,
se o Charlie Burns trouxesse o irm�o.
Um perd�o pela elimina��o da fam�lia Hopkins.
Voc� endoideceu?
Oi�a-me. O Mike Burns � um simpl�rio.
Passa o dia na cela a chorar que nem uma crian�a.
Tenho a convic��o de que n�o � respons�vel pelas suas ac��es.
N�o me interessam as suas convic��es, Capit�o Stanley.
Quem pensa que �... juiz e j�ri?
O Arthur Burns tem de ser detido.
� ele o respons�vel por esta inf�mia.
E sei que o Charlie Burns far� tudo o que puder
para proteger o irm�o mais novo, o Mike.
Por isso, s� temos de esperar.
Esperar?
Meu Deus, eles violaram uma mulher.
Amanh� de manh� quero o Mike Burns a�oitado.
Tal como disse, 100 chicotadas.
- V�o mat�-lo. - Que assim seja.
E se eu tiver raz�o?
E se o Charlie Burns fizer o que lhe mandei fazer?
E se ele voltar?
Nesse caso enforcamo-los todos.
Bom dia.
Martha...
Fica aqui. N�o deixes entrar ningu�m. Volto amanh�.
Ouviste?
Por favor. Fica aqui.
O que se passa aqui?
Acho que os agentes Davenport e Matthews
estiveram a entreter o detido, Capit�o.
- N�o me diga, Sargento... - Sim, Capit�o.
- Pois tenho uma tarefa para si. - Sim, senhor.
Uma quest�o em aberto em Arooka Ranges.
- Capit�o? - Rebeldes negros, Sargento.
Tens duas horas para encontrar Jacko,
recrutar mais alguns homens e partir.
Maldita serpente.
Ainda est� a� porqu�?
Est� dispensado.
Onde est� o Charlie, Sr. Stanley?
N�o sei, rapaz. N�o sei.
Capit�o?
Capit�o.
Traga-o para fora, Stanley.
Afaste-se, Stanley.
Queremos justi�a.
Dou um tiro na primeira pessoa que tocar no Mike Burns.
Entregue-o a n�s.
Ele j� resolve o assunto.
J� disse. Se se mexerem, mato-os.
Tamb�m vai matar a sua mulher, Capit�o?
Martha?
Ela estava gr�vida! Por amor de Deus...
Martha, se isto aumenta...
... ser� a nossa senten�a de morte.
E se tivesse sido eu?
Capit�o Stanley?
- Socorro! - Entra, Mikey.
Larga. Larga-me!
Meu bom povo,
diante de v�s est�
um dos vil�es mais desprez�veis e sanguin�rios
que este pa�s alguma vez viu.
Violador,
ladr�o,
assassino.
Os seus crimes s�o os mais hediondos poss�veis.
Antes do final do ano, este homem ser� enforcado.
Hoje ser� a�oitado.
Uma mensagem a todos os que se atreverem a violar as nossas leis.
100 chicotadas.
- Comecem. - Uma!
Duas!
- Tr�s! - Por favor!
Ele envergonharia um rouxinol.
38!
39!
Continua.
Os seus dias acabaram, Capit�o Stanley.
Martha...
... vamos.
Martha, tens de comer.
O Tobey fez-te uma sopa.
Aqui tens.
Est� boa.
Tens de comer algo, Martha, por favor.
N�o.
N�o.
Lamento muito.
Perdoa-me, por favor. Eu s� queria proteger-te.
Eu tinha uma ideia para a justi�a...
... para a cidade, para o pa�s.
Para ti.
Para ti.
E agora...
... n�o sei.
- P�ra de me mijar para as pernas! - Arranja uma �rvore s� para ti.
Para que precisas de uma �rvore? Mija al�m, mas n�o em mim.
Estranha gente, voc�s os brancos.
Boas novas.
Sargento Laurie...
... ali. - Que foi?
- Onde? - V�?
� dif�cil ver.
No sop� da montanha.
- O qu�? N�o vejo nada. - Ali!
O qu�?
Fumo.
Amor.
O amor � a solu��o.
O amor e a fam�lia.
O que s�o a noite e o dia,
o sol e a lua, as estrelas,
sem amor?
E sem aqueles que amas � tua volta?
Que mais haver� a recear
sen�o morrer sozinho
sem amor?
Que raio foi aquilo?
Espingardas dos soldados... 450!
- A matarem negros. - Calma, Samuel.
Os tiros est�o muito longe.
Enquanto tu floresceres Orgulhoso e livre
O medo e a inveja de todos
Governam a Bretanha A Bretanha domina as ondas
Os Bret�es jamais
Jamais ser�o escravos
Queima-o!
Queima tudo!
N�o fiques a� a fazer caretas.
Que est�s a fazer?
Queima tudo!
Molly O'Boyle uma ova.
Quem deixou o Danny ao sol?
Jacko, meu lazarento.
Disse-te para enterrares aquele sacana ontem � noite.
Cheira ainda pior do que tu.
Jacko!
Enganaste-te no negro.
Calma, Sargento.
Guarde l� as partes baixas e volte-se.
Viemos roubar um cavalo para o meu irm�o e encontramos um pol�cia.
Se disparar essa arma, ter� outras oito apontadas.
� justo.
V� para a sombra, Sargento. Para as traseiras.
Ent�o o Charlie encontrou-o?
- O amiguinho do Stanley. - Para ali.
Junto � palha.
Isso mesmo, quieto. Deite-se, Sargento.
Sei algo que voc� n�o sabe.
O qu�?
O seu irm�o veio mat�-lo.
- Eu posso ajudar. - Pode ajudar-me a mim?
Ajude-se... a si... pr�prio...
... chui.
Toma l� a tua faca, nojento.
H� algo que quero dizer-te.
Tenho andado a sonhar.
Quase todas as noites. N�o te contei nada.
Mas agora j� n�o importa.
Eu estou num quarto...
... o nosso, acho eu.
E... procuro algo.
E, de repente... sinto uma presen�a no quarto...
... levanto-me... volto-me...
... e ali � porta est� a Eliza Hopkins.
E tem um aspecto aterrador.
Tem o vestido todo... amarrotado e rasgado...
... sujo de sangue e a cara tamb�m.
Toda espancada e ferida, salpicada de sangue...
- Martha... - Mas ouve isto...
... nos bra�os segura algo...
... n�o consigo ver o que �...
... pois est� coberto pelo cabelo dela...
... depois ela avan�a para mim...
... muito devagar...
... e ent�o...
... entrega-me uma pequena trouxa...
... eu olho para baixo...
... e vejo que � um beb�...
... um rec�m-nascido...
... e o beb�... � lindo, Morris...
... ele abre os olhos...
... e ent�o...
... sinto uma press�o na m�o, olho para baixo...
... e vejo que o beb�...
... agarrou o meu dedo e aperta-o no seu pequeno punho...
... e depois acordo.
Mas mesmo depois de acordada...
... h� algo muito estranho...
... continuo a sentir a press�o...
... da m�o do beb� daquele sonho.
No meu dedo.
Que achas disto?
Assim � que �!
Bem apertado, sim? Certo...
... vamos l�...
Se fosse a ti, n�o tentava isso.
Ligaduras e n�s s�o um dos meus v�rios talentos.
Certo.
E tu pareces desprovido de qualquer talento, Sr. Burns.
Ser espetado por um selvagem.
Extraordinariamente pitoresco.
Calma, Sr. Burns.
Eu estava b�bedo. S� me apanhaste por eu estar b�bedo.
Agora n�o estou b�bedo. Estou a trabalhar.
E o dia de trabalho nem foi mau.
Afinal, o que � um irland�s sen�o um preto virado do avesso?
Agora vamos sentar-nos...
... neste tronco...
... com calma, Sr. Burns.
Pronto.
Devia deixar de te salvar a vida, mano Charlie...
... pensando bem.
H� noite e dia, mano
Ambas coisas deliciosas
Sol, lua e estrelas, tudo coisas deliciosas
Tudo silencioso.
H� uma brisa na charneca.
A vida � muito doce, mano.
'A vida � muito doce, mano'.
Quem havia de querer morrer?
George Burrow, creio eu.
Um belo autor e um lindo sentimento, cavalheiro.
Mas voc� n�o � meu irm�o.
Acaba com ele.
Enfim...
Isto pode doer.
Por que ser� que nunca consegues deter-me?
V�o enforcar o Mikey no dia de Natal.
Quando � o Natal, Charlie?
- Tenho uma viagem para fazer. - Mano?
- Onde arranjaste isto? - Sou uma mulher de muitos recursos.
Nunca duvidei disso.
- Est� muito bonita, minha senhora. - Obrigada, Tobey.
E...
... olha...
... neve.
- Quem �? - Dr. Bantry.
- Est� sozinho? - Estou.
Ent�o pode entrar.
As coisas n�o est�o nada bem, Morris. O rapaz est� a morrer.
N�o posso fazer nada.
� bem bonito.
Nunca nos cansamos da natureza, Samuel...
... t�-la � nossa volta tranquiliza-nos.
Suaviza o cora��o.
As montanhas, as �rvores, as plan�cies sem fim...
A lua, as mir�ades de estrelas.
Todos os homens se sentem em paz e completos.
Mesmo o mais baixo dos misantropos ou o mais vil dos pecadores.
O que � 'misantropo' Arthur?
Um sacana qualquer que odeia todos os outros.
N�o te perguntei a ti, sacana negro.
Ele tem raz�o, Samuel. Um misantropo � aquele que odeia a humanidade.
� isso que n�s somos? Misantropos?
Santo Deus, n�o. N�s somos uma fam�lia.
� melhor ires, Tobey.
Tobey...
... Feliz Natal.
Feliz Natal, Capit�o.
Prisioneiro a passar!
Prisioneiro a passar! Para tr�s, senhoras e senhores...
... este negro morde.
Mexe-te, sacana de assassino.
Para ti � a pris�o.
Fizeste-nos andar � toa durante dias.
Mas finalmente apanh�mos-te, rafeiro nojento.
Que tal estou a sair-me?
Muito bem, Sargento Stoat.
Mexe-te, diabo do cara�as, n�o pares.
E baixa esses olhos lascivos, c�o perverso...
... ou tiro-te a cor � chicotada.
Bom dia, menina.
- Que se passa? - N�o sei.
Deve ser gente do Lawrence.
Merda!
- Mikey! - Este mijou-se todo.
Onde est�o as chaves, sacanas?
A merda das chaves?
Por favor... meu Deus, por favor.
Mikey!
V� se o calas, Charlie.
� o Charlie!
- Acho que o trabalho est� feito. - 'Two Bob', meu cobardolas.
Vamos, seus filhos da m�e, para baixo!
Arthur!
Vemo-nos em casa do bom do Capit�o. Deixamos o melhor para o fim.
- Quietos! - Para tr�s!
�s o maior, Samuel.
Bom, vamos fazer uma visita?
Exactamente.
A culpa � toda tua, Charlie. Nunca devias ter-nos deixado.
- Queres que eu corte? - N�o, eu corto.
O melhor peru que j� comi, minha senhora.
Feito com as minhas pr�prias m�os.
Obrigado.
Pelo que vamos agora receber,
que o Senhor nos fa�a verdadeiramente agradecidos. �men.
Feliz Natal.
Feliz Natal.
Vigia a mulher, Samuel.
Merda!
Mexa-se outra vez, minha senhora...
... e espeto-lhe o garfo na merda da vista.
Caluda.
Eu disse caluda.
� Natal.
Que diz a�?
�Para a minha querida esposa...�
�... a quem amo tanto. Pe�o desculpa.�
Desculpa porqu�?
Minha senhora, s�o lindos.
Nunca vi nada t�o bonito.
- Samuel! - � para n�s.
N�o vai querer perder isto, Capit�o.
Samuel, canta-nos a �Peggy Gordon�.
Charlie, mesmo a tempo.
Mikey est� morto.
Ouve s�. Canta que nem um passarinho.
Nas entranhas n�o, Charlie.
Merda!
Acabou-se.
Vou para junto do meu irm�o.
Apanhaste-me, Charlie.
Que vais fazer agora?
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