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- Quer uma carona? - Não, obrigada.
Oi.
- Como você se chama? - Anders.
- Você é da prisão juvenil? - Não é uma prisão.
- O que é então? - Só um lugar para morar.
Meu nome é Stine.
S01E04 legendas @drcaio
Alguma novidade sobre o carro na floresta?
Não tinha nenhum Golf.
Temos que expandir a área de busca.
Vasculhamos o lado oeste da estrada.
Alguém esteve em Brandelev?
Sim, mas estão a caminho de Fensmark.
Verifiquem as casas por lá também.
- Pode parar em uma casa? - Sim, é possível.
- Mas já faz quatro horas... - Fale como perita em perfis.
O assassino volta ao lugar onde se
livrou de suas vítimas durante anos.
A polícia chega e ele escapa... O que ele faz?
Continua dirigindo o mesmo carro?
Ou o abandona por perto?
- Provavelmente o abandona. - Obrigado.
Mantemos os bloqueios das estradas, certo? Obrigado.
- Não há vestígios do carro. - Dennis vai falar com o dono.
Se Anders Kjeldsen dirigia o carro,
devemos avisar na imprensa.
Espere um minuto, droga.
O tanque do carro estava quase vazio.
Ele pode ter colocado gasolina por perto,
então talvez conseguimos localizá-lo.
Estamos falando de quatro assassinatos e dois sequestros?
Cinco assassinatos. A mãe dele também.
Um assassinato na Suécia também se encaixa.
E até há uma semana não suspeitávamos desse cara.
Maravilhoso.
Vamos checar os postos de gasolina.
Já estivemos aqui antes.
Vamos tentar por aqui.
Não acha que foi Anders Kjeldsen esta noite?
Pode ser uma coincidência, ia lá quando era criança.
- Erling o viu. - Não via Anders há dez anos.
Pode ser outro criminoso.
E aquele lugar?
É melhor olharmos em outros lugares.
Se conseguirmos identificar esses três corpos,
podemos continuar de lá.
Se acha que estamos perdendo tempo...
Eu não disse isso.
Você não acha que foi Kjeldsen,
e também não acha que as garotas estão vivas.
Só estou dizendo que em vez de rodar
por aqui talvez devêssemos...
Vai ferrar o seu grupo de apoio. Tem um hoje, certo?
O ponto de ônibus está ali.
Quanto você dormiu esta noite?
Algumas horas.
No sofá.
Olhe aqui. É um Golf.
Às 19:24 ontem, na Q8.
AW 82... É esse.
Volta um pouco.
Anders filho da puta Kjeldsen.
Dennis telefonou. Era Anders Kjeldsen no Golf.
- Tinha razão. - 1207... Jan.
Sim, pode falar.
Encontramos o carro no depósito de cascalho atrás da floresta.
Já não checamos lá?
Sim, mas mandei cães farejadores.
É melhor você ir lá.
Onde está Julie?
O que você fez com ela? Espera!
Por favor, fique. Fale comigo um pouco.
Qual é o seu nome? Meu nome é Emma.
Ele também mora aqui?
Por que não me ajuda?
- Não posso. - Por que não?
Não posso. Ele...
Você tem o código da porta. Pode ir e vir quando quiser.
Somente como ele quer.
Fique aqui.
Julie Vinding ainda não chegou,
mas fiz a autópsia das outras que foram encontradas.
Todas não têm o dedo anelar esquerdo.
Um dos corpos é de uma mulher de etnia africana.
Tenho uma foto da tatuagem dela, se você...
- Me dê aqui. - Passarei pelo sistema.
Esta mulher não tinha mais de 25 anos.
Acho que do Afeganistão ou Paquistão.
- A mesma causa de morte? - Acho que sim.
As três com fortes golpes atrás da cabeça que causaram a morte.
As mãos do corpo mais antigo estavam amarradas.
O mesmo nó que Natasha Gilholm.
Sim, conversamos.
- MT quer um relatório. - Esperarei a autópsia de Julie.
Pode ir com seu grupo.
Faz tempo que você o conhece?
Desde os 16 anos.
Voltava de uma festa para casa e ele me deu uma carona.
Ele me tirou da floresta.
E queria que eu pagasse pela viagem.
Eu nunca...
Eu nunca fiz isso antes.
Nem eu.
Você contou a alguém?
Algumas semanas depois ele descobriu em que escola eu ia.
Quando saí, estava esperando lá fora.
- Começamos a nos ver. - Como pôde?
Ele me forçou.
Ele me bateu, ameaçou meus pais.
Falou que os mataria se eu dissesse alguma coisa.
Então ele foi para a cadeia por roubo,
eu mudei de escola e me livrei dele.
Até...
Até o quê?
Até...
que me encontrou de novo há alguns anos.
Ele fica nessa de ir e vir,
bate em mim e me obriga a ajudar.
Por que não vai à polícia? Por que não me ajuda?
Se eu fizer isso...
ele vai me matar.
Julie está morta?
Quanto tempo me resta?
Seis meses, um mês?
- Não posso fazer nada. - Você não quer. Não, espere!
- Ele vai me matar. - Deus vê tudo!
- Deus? - Deus protegerá se me ajudar.
Eu sei que protegerá. Não, não vá embora!
Amanda. Encontraram uma mulher morta em Næstved.
- É Julie Vinding? - Não falam, mas certamente é.
- Onde estava? - Num depósito de cascalho.
O porco a enterrou lá.
- E a outra garota? Emma? - Não falam nada sobre ela.
O quê?
O que você quer? Há uma cadeira ali. Relaxe.
Foi limpa com cloro. Estava desnutrida.
Fortes golpes na cabeça causaram fraturas e hemorragia interna.
E a deixou inconsciente.
- Quando morreu? - Entre 5 e 7 desta manhã.
Persegui o carro em que ele estava às 3 da madrugada.
Então ela estava viva?
Viva?
Sim.
Tenho certeza disso.
- Obrigada por hoje. - Obrigada. Até logo.
Pode ficar um pouco, Yasmin?
Seja sincera, há algo que eu possa fazer
para que você se abra um pouco?
Só quero te ajudar.
Por que deixou a polícia?
Vim aqui porque queria fazer outra coisa.
Como assim?
- Parece simples. - Não, isso...
Não foi assim tão fácil.
Eu gostaria de ser policial. Sério.
Eu tenho um sonho onde...
minha parceira e eu achamos um pedófilo.
Sabe, um daqueles caras que
ficam abusando de muitas crianças.
Vamos prendê-lo, mas ele nos ataca,
e tenho que atirar nele.
E ninguém pode dizer nada porque ele atacou a polícia.
E ele era apenas um bandido que merecia.
Quer jogar Fortnite?
- Estou me mudando. - Tem mais 14 dias pagos.
- Não posso me dar ao luxo de... - Tudo bem.
Para onde você vai?
Para casa.
Está certo. Boa sorte.
- Onde está Jan? - Com a perícia.
Está esperando a autópsia de Julie.
- Como ela se chamava? - Rose Bojali.
A que estava no cascalho por mais tempo.
Fichada pela polícia em 2012.
Era da Nigéria e trabalhava como prostituta.
- Ninguém procurou por ela? - Não.
Não teria feito diferença. Para alguém como ela.
- Isso não é verdade. - Não?
Passaríamos muito tempo
à procura de uma prostituta negra?
- Não, mas para alguém que... - Você não está nem aí com elas.
Relaxe. Todos estão cansados. Olhe aqui.
Samira Khan, paquistanesa, 21 anos,
com pedido de asilo.
Foi reportada como desaparecida do centro de asilo há tês anos.
Encaixa-se com um dos cadáveres.
O observador disse que ela poderia
ser do Afeganistão ou do Paquistão.
Precisamos falar com alguém do asilo.
Tentarei que venham aqui.
Ele manteve Julie viva. Não suporto pensar nisso.
Será que ele fez isso com todas?
Talvez, se tem um esconderijo.
Onde as mantém se está sem casa?
Se Erika Bernn também foi sua vítima...
Era uma advogada sueca de 35 anos.
E uma prostituta negra. Por quê?
- Muda de lugar e assinatura. - Cortando o dedo anelar?
Sim.
Eu tinha começado a entender, mas agora nada se encaixa.
Sou eu. Não posso mais investigar isto.
Estou fora.
MT receberá meu pedido de demissão amanhã.
Sinto muito, Louise.
- Onde Jan está? - Com a perícia.
- Liguei para ele e não atende. - Provavelmente está ocupado.
Até mais.
- O que você está fazendo? - Temos que acabar com isto.
- Não precisa. - O idiota pôs tudo torto.
Me dê isso.
Estou voltando.
Nós lhes daremos algumas semanas ou meses.
Sei que trabalhei muito, mas agora vai ser diferente.
Pedi demissão. Certo?
Vi que encontraram um cadáver esta manhã, é Julie Vinding?
- Sim. - Eu sinto muito.
O que está havendo?
Jan está aqui. Pode dar uma volta?
Eu? Por que eu deveria sair?
Porque esta é a porra da minha casa.
Por favor, vá dar uma volta, Danny.
Não podemos vender a casa.
O banco me deixa comprar a sua parte.
- Não achei que pudesse pagar. - Eu posso.
E ele se muda?
Você queria isso há quatro meses,
mas parece que as pessoas mudam de ideia.
Eu não mudo de ideia.
Danny?
- Oi. - Oi.
Não consigo localizar Jan. Ele disse alguma coisa?
Julie Vinding estava viva quando
Jan perseguiu o carro. Ela morreu mais tarde.
- O que é isso? - Um brinco que Julie usava.
Amanhã vamos realizar uma conferência de imprensa.
Encontraremos Anders Kjeldsen com nome e foto.
Não temos outras opções.
Certo, mas não deve ser revelado que Julie estava viva.
É claro que não.
Se Emma Holst está viva e Anders Kjeldsen é procurado...
O que ele faria com ela?
- É um risco que devemos correr. - Sim.
Ela estava viva ontem.
Eu sei.
Eu poderia tê-la salvado.
Talvez.
Entendo que você queira deixar tudo.
Sim, você entende, não?
Sim.
Mas não quando alguém precisa de mim.
É o brinco de Emma?
Um de seus brincos.
Estava com Julie.
- Então Emma e Julie... - Estavam no mesmo lugar.
Você tinha razão.
Julie estava viva enquanto procurava por ela.
Então isso também é verdade para Emma.
Ela está em algum lugar.
Acha que tudo está acontecendo por determinação de Deus?
Que se eu te ajudar, será a vontade de Deus?
A escolha é sua, mas Deus vê tudo.
Ele vai te proteger.
Se assim for, quero te ajudar.
É Linda Olsen do centro de asilo.
- Sei que é um pouco tarde. - Sim.
Samira Khan. Trabalhou no centro onde morava.
Sim, cheguei a conhecê-la bem.
Tinha acabado de fazer 18 anos
quando veio sozinha do Afeganistão.
- Não é incomum? - Muito. Samira era especial.
Aprendeu dinamarquês em um ano e graduou-se na décima série.
- Mas ela foi expulsa do país? - Sim.
Sabíamos que a polícia viria, mas quando chegaram, ela fugiu.
Não levou nada com ela.
Samira e eu éramos amigas.
Ela iria me contatar antes de desaparecer.
Como pode ter certeza disso?
Eu não falei disse isso então,
porque teria custado meu trabalho.
Samira me ligou no dia seguinte que partiu. Não sei onde estava.
Mas concordamos que passaria em minha casa naquela noite.
- Mas ela não apareceu. - E tem certeza que ela iria?
Muita certeza. Sabia que algo tinha acontecido com ela.
Sabe se ela foi ao dentista na Dinamarca?
Quer dizer...
se há radiografias para que possam identificá-la?
Encontraram um cadáver?
Sinto muito, mas você não pode ver nada.
- Certo. Ele está lá em cima? - Ele partiu há algumas horas
Ele não costuma voltar até a manhã seguinte.
O carro está aqui.
Muito bem, vamos continuar.
Confirmamos que é Samira Khan.
Como podemos raciocinar?
Uma prostituta e uma imigrante.
Teve sorte ou sabia que não a procurariam?
Não é tão racional.
Depende mais de idade e aparência,
que não sejam de alto risco.
Ele vai caçar, nem precisa entrar no carro.
- Erika Bernn não foi com ele. - Mas ela é vítima dele?
- Deve ser. - Não consigo encaixá-la.
Vamos.
Fuja, corra, Emma. Corra.
A linha do tempo está correta.
Kjeldsen sai da cadeia e mata Erika seis meses depois.
É a primeira vítima que ele corta o dedo, mas não a última.
E se Erika Bernn foi um assassinato encomendado?
Agora é um assassino profissional?
Kjeldsen se encontra com sua ex que paga para matá-la.
As três no cascalho, também são assassinatos encomendados?
- Não sei. - Você está na pista, Dennis.
E se Anders Kjeldsen não estiver sozinho?
Ele matou a mãe sozinho. Não há dúvida disso.
Mas aquele que mata Erika Bernn
tem algum tipo de conexão com ela.
Está planejado. Não acho que seja Kjeldsen.
Ele pode ter um cúmplice.
E essa é a assinatura dele.
Cortar o dedo anelar das vítimas.
Depois de sair da prisão, Kjeldsen...
Não matou sozinho.
Socorro!
Kjeldsen é um agressor sexual. Não tem necessidade de matar.
Mas o cúmplice gosta de matar.
É metódico e organizado.
Ele também tem um lugar onde mantém as garotas.
Quer ter as vítimas por perto...
porque gosta de ter poder sobre elas.
O controle final sobre outra pessoa.
É o que ele gosta.
Ainda não terminei com você.
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