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E então, Anders. Está feliz com ele?
- Sim. - Ele também está feliz.
- Onde o Anders está? - Está por aqui.
Então deixe-o vir.
Não, o Anders prefere ficar aqui.
- Eu sei o que se passa aqui. - Do que está falando?
Anders, venha aqui.
Eu disse para você vir! Agora mesmo.
- Não, Erling! - Afaste-se dele!
- Deixe o menino decidir. - Sei por que você o quer aqui.
Vem cá! Solte-o ou chamarei a polícia.
- Não, Erling! Não! - Vamos, deixe-o.
- Não tem nada para fazer aqui. - Erling!
- Vem cá. Relaxe. - Você é uma merda!
- Erling! - Você é nojento!
S01E03 legendas @drcaio
Estamos à procura de Anders Kjeldsen,
37 anos de idade.
Anteriormente condenado por estupro e roubo.
Ontem encontramos a mãe dele, Ulla Kjeldsen.
Amarrada a uma cadeira no porão.
Estava morta há quase um ano e meio.
Amarrada da mesma maneira que Natasha.
Frequentou um navio escola quando tinha 18 anos,
mas foi mandado para casa porque
sempre estava metido em confusão.
Qual foi a causa da morte da mãe?
Morreu de sede.
Ele a arrastou para o porão enquanto estava viva.
Pode haver outras vítimas que não conhecemos.
- Louise? - Sim.
Pelo que sabemos agora, esta é a nossa teoria.
Seu procedimento muda de Natasha para Julie.
Dez anos atrás, persegue Natasha...
a ataca, mata e esconde no mesmo lugar.
Três anos depois, ataca uma garota em um posto de gasolina.
Mas lá ele atacou por impulso.
No meio de um assalto porque a garota se parecia com Natasha.
Quando levou Julie, está deliberadamente
à procura de uma nova vítima.
Usa um carro e move a vítima.
Pode haver mais vítimas entre
a garota do posto de gasolina e Julie?
Acho que sim, porque ele muda seu foco radicalmente.
Então temos que procurar por casos antigos não resolvidos.
Com estupro, transporte da vítima,
ou assassinatos similares...
no mesmo período.
Certo.
Vamos checar também casos semelhantes
em nossos países vizinhos. Dennis, cuide disso.
Não gosto quando são duas lá embaixo.
Está indo muito bem agora.
Tenho medo de descer sozinha.
- E se me atacarem? - Não ousarão.
Desça e dê comida para elas.
Agora!
Com que frequência vem aqui?
Se você não resistir, então ele para de bater.
Diga-me, Julie. Todos os dias?
Apenas deixe ele fazer isso.
Se você resistir então ele corta a água.
Por muito tempo.
- Quem é? - Não sei.
Nunca diz nada.
A mídia se diverte com a teoria
do serial killer. E recebemos críticas.
Eles são motivo de preocupação?
Não são somente os jornalistas.
As famílias das vítimas criticam
por não chegarmos a lugar nenhum.
Os pais de Natasha acham que a ignoramos.
Certifiquem de que toda a Dinamarca
saiba que será enterrada amanhã.
Devemos usar a mídia para encontrar Anders Kjeldsen?
Se sai que procuramos por ele,
vai se tornar difícil de encontrar.
Há também outra razão para esperar.
Alguns assassinos aparecem
nas cenas do crime ou nas sepulturas das vítimas.
Acho que Anders Kjeldsen pode aparecer no funeral de Natasha.
Mas não se sair na mídia que o procuramos.
Você fala que ele não tem casa. Consegue ver tudo isso?
Eu acho que sim. Ele provavelmente vigie
tudo o que se escreve sobre ela.
Eu colocaria vigilância na igreja.
- Oi. - Oi, Stine.
Podemos falar sobre a festa de aniversário do seu irmão.
- Não tenho tempo. - Tudo bem, eu posso te cobrir.
- Só dois minutos. - Obrigada.
Estou vendo o local nas mesas...
por isso, preciso de saber se
você vai ao aniversário do Mikkel.
Ainda não decidi.
- Porque não quer ir sozinha? - Não.
- Pode levar alguém se... - Se há um homem na minha vida?
Sim.
Não há.
- Queremos que venha. - Obrigada.
Você ligou para Annemarie.
Deixe uma mensagem que darei retorno.
Olá, sou eu. Estava pensando em passar hoje.
Foi bom ver você de novo.
Bem, era isso. Até mais.
Estou indo agora. Vou ver Annemarie.
Quer uma carona?
Sim, obrigada, tenho o grupo hoje.
Assassinato não resolvido ao sul de Malmö.
Há três anos e meio.
Erika Bernn, 35 anos. Encontrada
em um lago, amarrada da mesma forma...
que Ulla Kjeldsen e Natasha.
- Amarradas com meio nó. - Falou com os investigadores?
Sim, Rydberg. Pode nos ver amanhã no local.
Perfeito. Vamos para a Suécia amanhã.
Quando eu abri, ele estava furioso.
Vinha para minha casa a qualquer hora do dia.
Mas não o deixava entrar. Não até aquela noite.
Em um momento começou a chorar.
Então eu o deixei entrar.
Eu não tinha medo dele.
Nunca fez nada antes. Mas naquela vez ele fez.
Ele não se foi até a manhã seguinte.
Tinha medo que ele voltasse. Mas não fez isso.
Ele não voltou.
Fiquei com medo durante semanas.
- Você foi à polícia? - Não. Não acreditariam em mim.
Ele era meu ex e eu o deixei entrar.
Então, preferi esquecê-lo.
E como você lida com isso?
Uma merda.
Quer ouvir algo vergonhoso?
Sinto falta daquele merda. Eu sou uma estúpida.
Você não é estúpida.
Sou estúpida. É doentio.
Quando experimentamos um abuso de alguém que amamos...
gostaríamos de odiá-lo, e somente odiá-lo.
Mas nem sempre é assim tão fácil.
E tenho certeza que seu namorado nem sempre foi um bandido.
- O que está fazendo aqui? - Não recebeu minha mensagem?
Não.
Oi.
Posso ver que contratou alguém para o banheiro.
- E obrigado pelo último. - Oi.
Quem é você?
Meu nome é Jan. É minha casa.
- Certo. Pensei que você era... - Este é Danny, meu namorado.
Oi.
Espere um minuto.
Não queria que descobrisse assim.
- Quanto tempo? - Uns quatro meses.
Isto era o que eu queria lhe dizer nesta sexta-feira.
Não faça isso.
Não o investigue. Não fiz nada de errado.
Peça para ele não urinar no meu banheiro.
Tem irmãos?
Tenho um irmão mais velho.
O nome dele é Rasmus.
A pior coisa de estar aqui...
O que é?
É que a minha mãe...
e meu irmão mais velho não sabem o que aconteceu comigo.
Mas também não quero que saibam.
É abril?
Sim.
Então acabo de fazer aniversário.
Eu fiz 18 anos.
Parabéns.
Ali está Rydberg.
- Oi. - Oi.
- Lasse Rydberg. - Jan.
- Louise. - Lasse Rydberg. É logo aqui.
A encontramos aqui. Ele a deixou na beirada.
Sem qualquer tentativa de esconder o corpo.
Desapareceu a caminho do trabalho
para a casa, sexta à noite.
Quando a encontramos na segunda-feira,
estava morta no máximo há 24 horas.
Então ele a manteve viva por dois dias.
Mas nunca soubemos onde.
Somente encontramos o carro que talvez ele usava.
Que tipo de carro?
Uma van. Roubada pouco antes de ela desaparecer.
Foi completamente queimada.
Não há impressões digitais nem nada.
A causa da morte foi um golpe na cabeça,
mas antes tinha sido espancada.
Tinha cortado o rosto dela e a lavou com uma solução de cloro.
Algum suspeito?
Não. Ninguém do círculo dela tinha motivo.
Presumimos que a vítima e o agressor não se conheciam.
Tenho algumas fotos no carro.
Teve assassinatos semelhantes?
Não, nem perto.
Não tão cruel. Até cortou um dedo dela.
Antes ou depois de ela ter sido morta?
Antes, de acordo com o legista.
Se aconteceu antes, pode significar algo.
É possível que já se conheciam.
Acreditamos que a vítima foi selecionada aleatoriamente.
Poderia ser qualquer uma. Lugar errado na hora errada.
Podemos ter cópias?
É claro.
- Obrigado pela ajuda. - De nada.
- Louise? - Os suecos estão errados.
Cortar o rosto é muitas vezes uma tentativa de apagar...
a personalidade ou identidade.
Acho que o criminoso conhecia Erika.
- Poderia ser Anders Kjeldsen? - Acho que não.
Usa a violência para pacificar, mas ele não é um sádico.
E como conheceria Erika Bernn?
Ele pode tê-la conhecido depois de sua libertação.
- Uma advogada de 35 anos? - Várias coisas coincidem.
A localização do corpo, a van queimada e o nó.
Muitas coisas não combinam.
O corpo foi limpo.
Kjeldsen não poderia ter planejado.
- Cortar o dedo não se encaixa. - Poderia ter começado aqui?
Então também teria feito isso com a mãe dois anos depois.
Anders Kjeldsen esconde suas vítimas.
Este queria que Erika fosse encontrada.
Queria mostrar que ela foi humilhada.
Se fosse Kjeldsen,
Julie e Emma poderiam estar vivas.
Erika não foi assassinada em seguida.
Julie está desaparecida há seis meses.
É mais fácil para você se as garotas estão mortas?
Que diabos você quer dizer com isso?
- Está tudo bem? - Não sei.
- Minha ex encontrou outro. - Droga.
Pensei que ela mudaria e então poderia voltar para casa.
Quando você se separou?
Há seis meses.
Na época que Julie desapareceu?
Sim.
Pensou que se salvasse Julie, talvez salvasse a sua relação.
Não pode calar a boca?
Deveria ser tão difícil?
Droga.
Acho que você não devia ir ao funeral da Natasha.
Está com ciúmes. Eu decido por mim mesmo.
E se alguém te reconhecer?
Não se meta.
Está bem.
Há uma maneira de ver o funeral sem correr riscos.
Quer ouvir?
- A que horas é o funeral? - Em uma hora.
Não acho que Anders matou Erika.
Ainda não sabemos.
Terminei o relatório.
Gitte, encontrou mais alguma coisa sobre Anders Kjeldsen?
Uma família nômade clássica.
Em 14 anos viveram em cinco municípios diferentes...
mas toda vez que alguém suspeitava, Ulla se mudava.
- Que tipo de suspeitas? - Violência e abuso sexual.
Ninguém investigou, então eram apenas suspeitas.
Falei com uma professora, que tinha Anders na 6ª série.
Disse que Anders era problemático e agressivo.
Não procurava contato com adultos ou colegas.
É difícil encontrar alguém que o conhecia
e teve um relacionamento com ele.
Mas vou tentar.
Temos que ir. Está tudo pronto, Dennis?
Sim, colocamos tudo na igreja.
Informei os pais e a igreja.
Ficaremos seis dentro, cinco fora.
Sim, perfeito.
Eu gostaria de ir.
Tudo bem. Pode vir comigo.
- Obrigado, Gitte. - De nada.
Certo, estamos prontos.
Veremos tudo por aqui.
Pode aumentar um pouco o volume?
Equipe 1 em posição. 2 e 3, esperem.
Entendido. Jan está dentro.
Vemos Jan. Mas nada de Anders Kjeldsen.
A mãe de Julie Winding está aqui.
Karen senta ao lado de Jan. Erik senta do outro lado.
Oi, Jan. Que bom te ver.
Dennis, está olhando para a lateral?
Como está o Rasmus?
Muito melhor. Obrigado por levá-lo.
Ele não queria vir hoje. Estou aqui por causa dos pais.
Durante dez anos eles não sabiam o que aconteceu com ela.
Acham que é o mesmo homem, não é?
É o que os jornais escrevem.
- Que é um serial killer. - Não sabemos.
E a mídia, eles definitivamente não sabem.
Fecham as portas externas. Nada de Anders Kjeldsen.
Dennis, dá uma olhada por aí?
Pode deixar.
Talvez ele esteja na região.
Agora, a mãe de Natasha gostaria de dizer algumas palavras.
Todas as unidades fora, chequem todas as estradas próximas.
Eu amava a minha filha.
Desde o dia em que nasceu, era todo o nosso mundo.
Tivemos o melhor de você.
A melhor coisa que um ser humano pode experimentar.
E no dia em que te perdemos...
experimentamos o pior.
Durante dez anos, seu pai e eu sabíamos...
que você não nos deixou de propósito...
Mas alguém tirou você de nós.
Agora posso finalmente dizer adeus.
Você não foi esquecida, Natasha. E nunca será.
Em homenagem à sua memória.
Vamos sair. Poderemos dominá-lo.
Ou então ela.
Não dá. Nunca sairei daqui.
Julie, não consigo fazer isso sozinha.
Você tem que me ajudar.
Nunca conseguirei esquecer este lugar.
Quando veio com você,
sabia que ele logo me mataria.
Mas não importa... Porque não tenho mais força.
Não vou deixá-lo fazer isso.
Vamos sair daqui. Julie?
Conseguiremos juntas. Julie?
Verificamos toda a vigilância,
Anders Kjeldsen não esteve presente.
Vamos acompanhar agora o túmulo dela.
Falei com um homem que morou com Ulla Kjeldsen.
Seu nome é Lars Purhus e ele tem um bar em Næstved.
- Falarei com ele. - Louise vai com você.
Conhece melhor Anders Kjeldsen.
Durante dez anos, seu pai e eu sabíamos...
que você não nos deixou de propósito...
Mas alguém tirou você de nós.
Havia também um policial.
Ele estava sentado bem na minha frente.
Vou tirar uma delas hoje à noite.
Obrigada. Eu agradeço.
Sinto muito pelo que eu disse antes.
Sobre o seu divórcio e desaparecimento de Julie.
Não sei nada sobre o seu casamento.
Não.
É uma doença do trabalho. Faço isso com frequência.
- Verdade? - Sim.
Então, peço desculpas.
Você teve relacionamento com Ulla Kjeldsen?
Como eu disse à mulher, não a vejo há mais de 20 anos.
E o seu filho, Anders?
Sabe alguma coisa sobre ele?
- O que ele fez? - Por que pergunta?
Depois de 25 anos aparece a polícia perguntando por ele,
então provavelmente fez alguma coisa.
- Quer tomar algo? - Duas Cocas, obrigado.
Então... Ulla não conseguia controlá-lo.
Era um garoto difícil, fugia sempre.
Por um tempo ele viveu em uma fazenda vizinha.
De Erling Pedersen.
O que Ulla achava de seu filho viver lá?
No começo achava que estava bem, que era bom se livrar dele.
Mas prefeitura ameaçou retirar o bolsa família.
Então queria ele de volta.
- O Anders mudou-se para lá? - Sim. Ele se tornou violento.
Ele bateu em um colega e um professor.
Por favor, tinha 10 anos de idade.
Uma criança totalmente perturbada.
Você o viu desde então?
Não.
Felizmente.
Devia falar com Erling Pedersen. Um cara muito escorregadio.
- Aconteciam coisas na fazenda. - Lars?
Sim, já vou.
- Ele foi abusado sexualmente? - Não sei.
Mas algo aconteceu lá que o deixou tão violento.
Olá.
Polícia da Zelândia central e ocidental.
- Conhece Anders Kjeldsen? - Sim.
- Podemos falar com você? - Sim. Entrem.
Como conheceu o Anders?
Ele veio para a fazenda com a classe.
Então ele continuou vindo aqui.
Me ajudava no celeiro e depois de um tempo acabou ficando.
Eu o levava para a escola todos os dias,
inclusive frequentava as reuniões de pais.
- A mãe dele não se importava. - Mas finalmente veio buscá-lo.
Sim, já que ameaçaram tirar o bolsa família,
então ela e o namorado vieram aqui.
- Lars Purhus? - Sim.
Ele tem um bar na cidade.
Anders tinha medo dele.
- Também da mãe. - Não tentou protegê-lo?
Sim, eu tentei.
Mas quando se vive sozinho, sem uma esposa e filhos...
as pessoas pensam o pior de você.
A mãe de Anders ameaçou ir à polícia.
Então não me atrevi fazer mais nada, mas deixá-lo levá-lo.
Anders não aceitou muito bem.
Ele poderia reagir muito violentamente.
Ele estava muito zangado comigo.
Eu o entendo bem. Eu o decepcionei.
Como ele expressava a raiva?
Depois de algumas semanas...
encontrei o meu gato jogado na fossa.
Ele foi morto com uma faca.
Eu suspeitei de Anders. Ele gostava muito daquele gato.
- Você o viu desde então? - Sim. Uma vez.
Há um ano.
Acordei à noite, e havia um carro
atrás do celeiro, ao lado do tanque.
- Era ele. - Tem certeza?
Totalmente. Eu o vi direto nos olhos, e então ele partiu.
- Estacionou ao lado do tanque? - Sim.
- Pode nos mostrar o tanque? - Sim.
Droga!
Não é usado há anos, mas tem algo lá.
Tem algo lá.
- O que é isso? - Acho que é uma mão.
Vem cá.
Vem cá, já te falei!
Vamos, Julie!
Há três cadáveres, presumivelmente mulheres.
Em todos falta o dedo anelar esquerdo.
- Julie é uma delas? - Não, não pode ser.
Na minha opinião, as três estiveram lá por mais de um ano.
Então, não, Julie não é uma delas.
Obrigado.
Obrigado pela ajuda. Ligue se souber de alguma coisa.
Você tinha razão. Havia outras vítimas.
Algo não está certo.
- Não parece ser ele. - Deve ser o Anders.
Erling viu ele por aqui.
O mesmo jeito que Erika Bernn. Ela também deve ser sua vítima.
E Julie não era um dos corpos...
Então ela ainda está viva.
Quem é aquele?
É ele!
Unidade 1207 seguindo o suspeito e pedindo reforços.
1207, tem uma localização mais precisa?
Não. Está dirigindo para a floresta.
1207, qual é a placa?
Um minuto. Vou me aproximar mais.
Começa com AW... 82127.
Droga!
AW 82127, repita por favor.
Eu o perdi!
Vamos! Vamos!
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