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ESTE FILME FOI APROVADO PELA GUILDA ANGEL
BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL
EXTREMO LESTE DO TEXAS, 1997
Se existe um bom momento para se estar vivo
é quando somos crianças.
É a época de sonhar,
de capitães e palhaços, de corações partidos...
Quando temos toda a curiosidade que este mundo merece.
Mãe, você dirige feito uma avó.
Nós não percebemos, mas o mundo é mais simples.
Uma criança não tem muito com o que se preocupar.
Tudo simplesmente acontece.
E nós reluzimos com uma coisa que nunca mais teremos:
inocência.
Shanta, você vem?
Esse carro nem funciona, mãe.
Não falei?
Eu me lembro da minha inocência
sendo criada pela minha mãe e meu pai,
aqui nas florestas de pinheiros do leste do Texas,
onde Deus é facilmente encontrado.
- Como vocês estão? - Nós estamos bem.
O vestido, mamãe.
Você vem, meu amor?
Cuidado.
Vamos lá.
Eu já amei e já odiei esse lugar.
Eu já vi milagres, aqui.
Já vi o céu e o inferno,
virtudes nascendo e sendo perdidas.
Foi aqui que eu ganhei a vida, agora e para sempre.
E é onde eu espero, com toda a minha força,
que possamos dar uma chance aos outros.
E pelo que esse lugar é, não seria conhecido pelo nome.
O SOM DA ESPERANÇA: A HISTÓRIA DE POSSUM TROT
O SOM DA ESPERANÇA: A HISTÓRIA DE POSSUM TROT
Aleluia!
UM SENHOR, UMA FÉ, UM BATISMO
Você pode se sentir esquecido.
- Rejeitado... - É!
- Desprezado... - É!
E abalado.
Mas você tem que saber que meu Deus é capaz!
Você tem que saber que Ele tudo pode!
Você tem que saber que não precisa implorar.
Você não precisa entrar pela porta lateral.
Não precisa entrar pela porta lateral.
E nem entrar pela porta dos fundos!
Não é?
Você pode entrar direto pela porta da frente!
Glória a Jesus! Aleluia!
Pode ligar para o meu Jesus na linha direta!
Ligue na linha direta!
Chame Jesus diretamente!
Eu conheci o WC anos antes, aqui na capela Bennett.
Ele e os irmãos vieram cantar, uma semana,
ele me viu e soube que o Senhor queria que ele ficasse.
E foi o que ele fez.
- Muito bem. - Nós fizemos esse.
Ele virou pastor,
nós nos casamos e tivemos dois filhos:
meu precioso Princeton e Ladonna.
Viu que o Joe trouxe costela, pastor?
Você sabe que ele cozinha. Não posso com costela cozida.
Quer saber? Pode dar pras crianças.
Prince teve falta de oxigenação durante o parto.
Ele é meu bebê desde então.
- Eu quero ter mais netos. - Mamãe! Não posso.
- Não pode ou não quer? - Por que não pode?
- Eu quero mais netos. - Esquece isso.
Os dois que tenho parecem dez e precisam muito de mim.
Dois filhos, que graça. Ainda nem começou.
Com a igreja e tudo que eu faço...
Alô?
Oi, reverendo. Está, sim. Um minuto.
- Oi! - Achei você!
Gastei muita moeda ligando pra todo o condado.
Eu sei. Estava me escondendo.
- Como foi? - Não vendi.
A notícia boa é que vou atender outro casal no final da semana.
Esse vai comprar, pode escrever.
- Tomara. - Enfim...
Estou na cidade, se precisar de algo.
- Acho que nada. - Certeza?
- Estou no mercado. - Sim, certeza.
Tudo bem. Meu amor é seu.
Eu te amo. Ah! Pasta de dente!
- Como é? - Pasta de dente
- e sabão em pó. - Viu?
- Ainda bem que eu liguei. - E absorvente.
Absorvente? Vou ter que comprar isso?
Sou pastor, sabia?
A caixa pode até se converter
quando souber que compra absorvente pra sua esposa.
- Compre cereal também. - Misericórdia!
- Tá bom. - Tchau!
- Tudo bem. - Até mais.
Pediu pra ele comprar absorvente?
E ele quase jogou o telefone no meio do estacionamento.
- Tá bom. - Tchau.
- Me liga depois. - Tá.
Pode perguntar a todos os filhos e diremos o mesmo:
não existe ninguém igual à mamãe.
Ela criou 18 filhos
em uma cabana velha e detonada na floresta,
feita com restos de madeira e estanho,
num tempo em que éramos ricos se o teto não tivesse goteira.
Eu nunca tive tão pouco na vida sem perceber.
Senhor, como ela cuidava dos filhos.
Meu filho, que Deus te abençoe.
Sejam fortes, filhos de Deus.
Sejam obedientes a Deus.
Jesus, abençoe meus filhos.
Até o fundo da minha alma,
eu sei que Deus é bom.
Mas quando seu mundo é abalado,
tudo desmorona ao seu redor,
você implora pra Ele parar
e Ele não para...
Você esquece que Ele é onipresente.
Ai, Jesus.
Mamãe!
Mamãe!
Não vai, mamãe!
Nós sabemos que o dia vai chegar,
mas nunca estamos esperando quando acontece.
E para mim,
mamãe foi embora sem aviso.
Eu tinha meu marido amado, minha família,
vários primos e irmãos.
Tinha Deus, acima de tudo.
Mas minha âncora partiu.
Foi içada,
e senti as ondas violentas do luto se erguendo sobre mim.
Murtha Lee Grisby Cartwright.
A mãe entre as mães.
Sua doce alma de repente deixou a Terra
e se elevou ao nosso futuro lar.
Saber que um dia eu a veria não me confortou.
Era algo que eu sentia que não podia esperar.
Mas ainda havia mais reservado para mim.
Já que eu não levava em conta que as coisas não são
do jeito que deveriam ser com frequência.
- Emergência, como posso ajudar? - Por favor,
- preciso que ajude minha mãe. - Qual é seu nome, querida?
É Mercedes.
Ele está fazendo uma coisa ruim com ela.
- Como é? Cadê meu dinheiro? - Não tenho!
Eu sei que usou!
Fique no telefone comigo, tá? Quantos anos você tem?
- Mercedes? - Como assim "por quê?".
- Eu já dei tudo... - Mercedes?
Tenho 6 anos. Já estão chegando?
Vamos mandar alguém agora. O homem está armado?
Ele tem uma arma? Mercedes?
Mercedes? Ainda está aí?
- Vou atrás da sua filha. - Por quê?
- Não bate nela! - Sai da frente!
Ele fez uma coisa ruim com ela de novo!
Cadê o dinheiro? Acha que estou brincando?
- Para! - Mercedes, fala comigo.
- Preciso que venha. - Saia daí, meu bem.
Vá pra um lugar seguro.
- Quero que se esconda. - Vou pegar sua filha.
- Mamãe! - Dá o dinheiro!
- Ainda está aí? - Sim.
Preciso que ajude minha mãe!
O Prince precisa de ajuda.
Mãe, o Prince precisa de ajuda.
Mamãe.
Mamãe.
- Mamãe! - Ladonna, desliga o fogo!
Desculpa, você falou...
Eu sei o que falei. Você queimou.
Calma, Princeton!
A mamãe não pode atender sempre que você chama.
Vai terminar a salada.
Pai, o Prince precisa de ajuda.
A mamãe já vai, Prince.
Não, seu pai vai. Ele pode limpar sua bunda uma vez.
Espera, Ladonna.
- Princeton! - Tudo bem.
Princeton, Princeton!
Filho, filho. Princeton!
Tudo bem, meu amor. A mamãe está aqui.
Mamãe está aqui. Não estou brava com você.
Desculpa por gritar. E por usar uma palavra feia.
Tudo bem. Desculpa. Desculpa, bebê.
Tudo bem.
Está tudo bem, tá bom?
Está tudo certo agora. Viu só?
Está tudo bem.
Está tudo bem.
Senta aqui. Fica assim. Espera.
Eu já volto. Só um minuto.
O que está acontecendo?
Não consigo ficar bem, WC. Não consigo.
Eu orei,
amaldiçoei, me ungi inteira com óleo. Fiz de tudo.
Tudo bem, Prince. Tudo bem.
Tudo certo. Eu te ajudo.
O que sua mãe significou pra você é bom.
- E ninguém sabia que... - WC...
- Bom, Donna... - Desculpa.
Eu estou bem.
As pessoas morrem.
Só preciso que fique com as crianças.
Eu arrumo tudo quando voltar.
Mamãe!
Jesus, tire isso de mim.
Por favor, tire isso de mim ou me leve pra junto de ti.
Leve-me para casa.
É estranho como Deus fala sem usar palavras.
Ainda assim
nós entendemos.
É, eu também. Sim, estou ansiosa.
- Oi, mãe. - Oi, filha. Oi, WC.
Você está bem?
Só vou ter que arranjar umas coisas por aqui.
Oi, Diann. Sou eu.
Está livre quarta à noite pra ir numa aula comigo?
Orientação para adoção.
Estou pensando em adotar umas crianças.
Reverendo? Olha... Vou falar com ele agora.
Vem pra cá que a gente conversa. Tchau.
Adoção?
Você quer adotar crianças humanas?
Estou pensando.
Donna, você não tem que fazer isso.
Por que não volta a cuidar do jardim?
Vai ser bom pra sua mente. É relaxante.
Não preciso relaxar.
Foi nessa ligação?
- Decidiu na ligação? - É só uma orientação.
Ai, Senhor, me ajude.
Como vamos fazer com tudo que damos conta?
Você mal aguenta como é.
Como vai ser com o Princeton?
Já falei que vou arranjar as coisas.
Se for algo que tivermos que fazer.
Por que não vamos ao canil? Você pode adotar um filhote.
- Ou um gatinho bem fofo. - Ele falou comigo.
Devem ter aquele cavalo pequeno.
- Já viu? É lindo. - O Senhor falou comigo.
Quem falou?
O Senhor falou comigo.
Ele fala, não é?
Fala, sim. Pelo menos comigo.
- WC, estou falando sério. - Eu também, Donna.
Não podemos adotar filhos.
WC...
Não posso passar mais um dia como eu estava, entendeu?
Eu não queria mais ficar aqui.
Algo aconteceu na casa da mamãe, hoje.
Ele levou a depressão.
Sumiu.
Foi embora.
Eu quero amar como minha mãe amou.
Eu quero ser pra eles o que ela foi pra mim.
Olha...
Sei que você também precisa querer,
mas eu quero pelo menos ver a aula.
Ver o que é preciso.
Não acho possível.
Não daria para fazer uma tentativa.
Não teríamos essa chance.
Podemos ignorar, mas o Pai de todos nós
usa ruas de mão única, pois não devemos voltar atrás.
Não importa o que vemos adiante.
É um trabalho importante.
É fundamental ter habilidades e conhecimento necessários...
Muito bem. Vamos prosseguir.
Eu não deveria
tirar fotos no trabalho.
Mas, às vezes, eu tiro.
É difícil sentir que serei a única a ver essas coisas.
É o lar temporário de uma mãe solo
e de suas filhas de 5 e 7 anos.
Elas não foram à aula porque a mãe foi despejada
por perder o emprego. Eu as encontrei
numa investigação de assistência social
e me mandaram remover as crianças.
Ela me arranhou
ao tentar evitar que eu levasse as meninas.
Essa família sofreu com percevejos por meses.
E não podia pagar US$ 523 pra se livrar dos percevejos,
nem comprar colchões e lençóis novos.
Fui enviada pra remover as crianças.
70% das crianças que temos no sistema
estão nele por negligência relacionada à pobreza.
A maior parte do nosso trabalho seria desnecessária
se alguém ajudasse essas famílias.
Os outros 30%
precisam de adoção porque têm pais perigosos,
que infernizam a vida dos filhos.
São crianças como essas.
Essa foto é
de um menino de 7 anos.
Foi encontrado num ponto de consumo de crack.
Conseguimos arranjar uma boa família pra ele.
Essa menina era prostituída
pela própria mãe. Não conseguimos salvá-la.
É como passar de carro por um acidente,
e ver metal retorcido e vidro quebrado em toda parte.
Então vemos as vítimas no meio dos destroços.
Mães, pais, filhos...
Uma verdadeira devastação.
Quando isso nos atinge,
não dá para passar reto.
Vocês estão aqui porque
o Depto. de Serviços Reguladores e Proteção
não consegue evitar isso e precisa de ajuda.
Gostei dela.
Doces, café. Adorei suas perguntas.
No que está pensando?
Estou pensando
que você não é tão louca quanto eu imaginei.
Acho que nós duas somos.
Mas não me sinto louca.
Não consigo nem manter um marido.
Amada, não assuma a culpa daquele homem.
Eu não sei, mas
não consigo ficar parada só dando apoio depois disso.
Não consigo.
Terri!
Ei, Terri! Você está aí?
Terri, está aí dentro?
É, a mãe temporária não está.
Não posso esperar o dia todo.
Não, eu chamei.
Se ela está, não quis atender.
Ela chegou. Já te ligo.
Senhora Nolan.
Estou aqui há duas horas. Isso é inaceitável.
Não controlo o horário do ônibus.
O que quer que eu faça?
- Vim buscar a Terri. - O quê?
- Por perder uma visita? - Você perdeu cinco.
Ela também não foi à escola. Cadê ela?
Está sozinha em casa?
As pessoas trabalham, se não percebeu.
Não posso levá-la pra todo lugar.
Ela está muito bem.
E deve ter feito uma baita bagunça.
Terri!
Terri?
- Terri? - Viu? Eu não falei?
- Você está aqui? - Olha esse caos.
Preciso chamar uma faxineira.
Vocês deviam pagar por isso.
Terri?
Terri,
o que acha de ir embora?
- Posso levar o gato? - Não, querida.
Sinto muito.
Mas acho bom juntar suas coisas, tá?
Pega.
Usa essa.
Isso é pra lixo.
Ei, você me ouviu chamando lá fora?
Não.
Tudo bem.
Pra onde vamos agora? Posso ir pra sua casa?
Eu queria que pudesse.
Mas você vai pra uma família, dessa vez.
Ei, fiquei feliz por falar com você e não com o gato.
Não, não! Ei, ei, ei!
Não pode levar! São dos meus netos.
Devolve! São meus!
Ei! Foram comprados com fundos do estado.
- Ela pode levar. - Não pode!
Foi com meu dinheiro suado. Pode deixar aqui!
Essa menina tem problemas que você nem faz ideia.
Algum desequilíbrio químico ou problema neuroplástico.
Ela acha que é um gato. Pelo amor de Deus!
Neuroplástico?
É uma visão muito perspicaz.
- Eu adoraria ouvir mais. - Mais o quê?
Do seu ponto de vista.
Qual problema acha que ela tem?
Ela é um caos. Eu sei lá.
Então, operantes neutros?
E se usarmos abordagens contínuas com reforços,
positivos e negativos? Ou condicionamento clássico
por meio de dessensibilização sistemática?
De que diabos está falando?
Ah, se perdeu?
Eu acho que o problema da Terri
é, em boa parte, ambiental.
Exposição repetida a coisas horríveis,
como bruxas velhas odiosas.
- Entendeu agora? - Não acredito em você.
É uma resposta condicionada.
Todo mundo tem a sua.
O que acha de levarmos os brinquedos?
Por que trouxemos pra cá?
- Diann, muita pergunta. - Só quero entender.
- Lá dentro. Vai. - Tá bom.
- Isso. - Devagar.
- Deixa aí. - Tá.
Beleza.
- Pronto. - É o WC.
Ele não pode ver.
Ladonna!
- Cadê sua mãe? - Ele não sabe?
- Isso é só por precaução. - Não, Donna. Não!
Você já está com meio caminho andado.
Ele vai ver quando entrar.
Ele nunca vem aqui. A não ser que nos veja.
Precisa contar a ele.
Amada, faz tempo que você não tem um homem.
Não sabe que enquanto nós fervemos
- eles cozinham lentamente? - Não era assim comigo.
Diann! Estou falando de coisas que eles não querem.
Às vezes, fazemos o que não querem antes de saberem.
Quando eles se acostumam com a ideia,
- nem perdemos tempo. - Donna!
Acha que ele vai se acostumar com uma coisa dessas?
Isso é loucura.
Já imaginou a Ladonna ou o Prince sozinhos?
Se ninguém os adotasse?
Temos que falar sobre isso agora?
Por que não para de arrumar esse lenço e vem aqui, mulher?
Como você é romântico...
Você quer romance?
Posso te dar.
Desde quando?
Vou te mostrar meu romance agora.
Vou começar com poesia.
Não. Por favor, não, WC.
Cântico de Salomão.
"Como você é bela, minha amada.
Seu cabelo é como um rebanho de cabras."
- Rebanho de cabras? - É.
Fica melhor no fim. Eu te conheço.
"Sua cintura, minha pomba,
sua cintura é um monte de trigo."
- Monte de quê? - Trigo.
É um elogio, na Bíblia.
Um monte de trigo é macio
e atraente.
É grande, isso sim.
Como podemos não fazer nada?
WC!
Nós não temos ideia do que fazer com tudo isso.
Fale por você.
Então é isso que pensa sobre o que eu faço?
Você nunca quer encarar nada, mulher.
São filhos de outras pessoas.
Não sabemos o que vamos fazer.
Nós temos sorte de criar nossos filhos como criamos.
Eu nunca vi você com tanto medo.
Olha pra mim. Qual é o problema?
Deus está falando com você?
Ele está falando?
Donna!
- Estou aqui! - Donna...
Tem uma criança pra mim.
Não dá para mostrar um problema à minha irmã
e não esperar que ela pule da cadeira e faça algo.
O coração dela é grande demais.
Então ela saiu na nossa frente
e adotou um filho.
Diann! Ele se parece com você.
Oi, Nino.
- Sou sua tia Brenda. - Sou marido dela
e sou seu tio Chewy, como em Star Wars.
Ele é mexicano.
É, agora você tem um tio wookie mexicano.
Oi! Que lindo!
Bom dia, amor. Bem-vindo à família.
Oi, bebê.
- Tudo bem? Você é lindo! - Obrigada.
Oi. Que fofura! Sou sua tia Gladys.
- Tia Gladys. - Eu sou sua tia Donna.
Estamos felizes por finalmente te conhecer.
Agora você tem uma boa mãe.
Quem é esse rapazinho?
- Todo elegante nesse terno. - É verdade.
- Qual é seu nome, filho? - Nino.
Nino.
Sou seu tio.
Pastor Martin.
É isso aí.
O Senhor te ouviu, Nino.
O Senhor ouviu essa criança.
- É! - Nosso Deus é bom!
Ele merece ser louvado! É um pai aos que não têm pai.
Uma mãe aos que não têm mãe! Escuta quando precisamos!
Deus seja louvado! O que nós fazemos?
O que nós fazemos?
Nosso Deus é bom! O tempo todo!
O tempo todo! Glória! Aleluia!
Vamos cantar.
Breve, muito em breve
Breve, muito em breve
- Sra. Martin. - Oi!
- Como vai? - Bem, e você?
Estou bem, querida. Escuta,
eu tenho pensado sobre a Diann
e sobre o que vocês estão fazendo.
Pode ficar bem difícil.
Eu tenho dois primos que foram adotados.
Eu não sabia.
Um deles fez meus tios sofrerem tanto que tiveram que devolver.
O outro acabou preso.
Não terminou bem.
Vocês precisam tomar muito cuidado
com o que encorajam, senhora Martin.
Nós não podemos ignorar.
Oi, senhor Sanchez.
Susan Ramsey, do Serviço de Proteção.
Preciso acolher duas crianças. Estaria disposto...
Não, eu entendo.
Não, tudo bem.
Obrigada pela ajuda.
Oi, Rachel. É a Susan.
Você e o Tom podem acomodar uma emergência?
Duas crianças.
A menina tem 7 anos e o irmão tem 3 anos.
Sério?
Não, eu não quero separá-los.
Tudo bem. Preciso desligar. Tá bom. Obrigada, tchau.
O máximo possível.
Uma noite? Tá, vou ter que aceitar.
Já te retorno.
- Nada ainda? - Nada.
Os O'Brians acabaram de ser aprovados.
- Eles querem um bebê. - Ah, boa sorte pra eles.
Já pensou nos Martins? Eles aceitam irmãos.
- Devia ligar pra eles. - Ou socar a cara deles.
Jo-Beth, dois difíceis assim, de cara, não.
Devia ligar, Susan. Eles dão conta.
Tenho que ir. Até amanhã.
Volte com ideias melhores!
Acho que você nem vai dormir.
Oi.
Conseguiu?
- Só por uma noite. - Sinto muito.
O que vai fazer?
- Estou pensando nos Martins. - Sério?
É, eu os levaria para casa comigo, mas
vou ter que beber. Depois de brigar com o Peter.
Vocês estão bem?
Eu não faço ideia.
Está com medo?
Acho que eles chegaram.
Donna.
Venham!
Vai, vamos!
Eu quero sair.
Olha só.
Olha essa criança.
Tyler.
Você vai ser meu filho, agora.
Mercedes, quer sair agora?
Não? Tudo bem.
O que está acontecendo?
Susan,
tem certeza que essa família nos quer?
Ah, querida. Eu sei que sim.
E se não forem legais com a gente?
Está vendo a senhora Martin?
Ela me falou que sabe que você é a menininha dela.
- Falou? - É, falou.
Tudo bem?
Muito bem. Vamos lá.
Minha preciosa Mercedes.
Estou muito feliz em te ver.
Meu nome é Donna, mas pode me chamar de mamãe.
- Oi, mamãe. - Vem.
É minha cama?
Não, a sua é aquela. Muito bem, pula-pula.
Para um pouco. Tira a camisa.
Eu te ajudo aqui.
De manhã, bem cedo
Senhor Jesus...
Oi, querido.
De manhã, bem cedo
De manhã, bem cedo
Ouvi os anjos cantando
Você é tão doce, bebê.
Bom, eu vou encher a banheira, tudo bem?
Não! Não, não, não!
- Ei. - Me deixa em paz!
Eu não quero!
- Ninguém vai te machucar. - Não!
O que foi? Qual é o problema?
- Não! Não, não. - Ei, ei, ei!
O que foi?
Abri a torneira e ele entrou em pânico.
- Meu Senhor! - Tyler, está tudo bem.
- Ei, calma. - Tudo bem.
Está tudo bem. Vem cá.
Vem cá. Vem comigo.
Nós não vamos te machucar.
A mamãe te pega. Não precisa tomar banho.
Nós te amamos, filho. Tudo bem.
Nós recebemos duas crianças novas em nossa família.
Amém!
Isso é digno de louvor, mesmo.
É digno de louvor.
E outra noite, eu segurava meu filho novo
no colo, e ele tremia e se debatia,
apavorado,
só de pensar, em sua cabecinha, na água quente na banheira.
Não consegui acalmá-lo.
Não consegui acabar com o medo. Não pude fazer nada.
Igreja, está na hora de voltar os olhos para as crianças
- que não têm ninguém. - Isso mesmo.
- Isso mesmo. - Amém!
Sei que não é fácil. Eu escuto o tempo todo:
"Mas pastor,
crianças adotadas vão me causar problemas."
É.
- É verdade. - É.
E você também não causou problema?
É isso aí!
Boa!
"Mas pastor,
não tenho dinheiro o bastante pra adotar filhos."
Bom, José adotou o filho de Deus.
- Amém! - Isso mesmo.
E Jesus nasceu em uma manjedoura,
ao lado de um monte de esterco.
- E deu tudo certo! - Deu, mesmo.
"Mas reverendo, eu não quero assumir ninguém bagunçado.
Eu não tenho que cuidar do problema dos outros, não é?"
Jesus! Meu Senhor...
O que eu respondo: a filha do faraó
achou o redentor dos escravos e o tirou
das margens de água turva do rio Nilo.
E colocou Moisés dentro de casa,
como se fosse seu próprio filho.
- Por que não fazemos igual? - Fala mesmo!
Nós enchemos igrejas como essa em todo lugar.
Todo domingo.
- E louvamos Jesus nelas. - Fale a verdade.
- Aleluia! - Louvamos o Senhor.
Mas se não conseguimos acolher os mais vulneráveis entre nós,
então o que fazemos? O que fazemos aqui?
Barulho!
Barulho! Barulho! Barulho!
Só fazemos isso. Barulho.
- É isso mesmo. - Amém!
E as crianças não aguentam mais só barulho.
Eu procurei...
Deus sabe que eu procurei.
Procurei aqui, mas não achei
onde Ele diz que nossa vida será fácil.
Amém!
Não achei porque Ele nunca disse isso.
Mas Ele falou
pra contar as bênçãos.
"Conte as alegrias quando tiver algum problema."
O que é a verdadeira religião?
É quando visitamos os órfãos e as viúvas em luto.
É isso. É o que está nas Escrituras.
- Aleluia! - Então pergunto a vocês
E agora?
Você se juntaria a nós?
Você pegaria uma mãozinha dessas?
Você ajudaria a tirar uma criança do rio?
Precisamos da sua força, Senhor!
Não conseguimos sem você, Senhor!
- Salvem as crianças! - É!
Salvem as crianças!
Vamos ajudar. Tirem-nas do rio!
Tirem-nas do rio!
Jo-Beth!
Desculpa. Jo-Beth! Vem cá!
A senhora Martin e o reverendo falaram que
22 famílias querem adotar.
A cidade toda quer adotar.
- É sério? - É, sim.
Mas o treinamento é um problema.
A maioria não consegue vir pra cá.
Então espero que possam dar as aulas na igreja.
- Sim. - É claro.
Eu posso até me batizar por 22 famílias.
Também estamos aqui pra pedir a adoção de outra criança.
Sério?
Estão bem assim com a Mercedes e o Tyler?
Não importa muito como as coisas estão.
E eu quero pedir...
Nós queremos crianças que ninguém mais quer.
Precisamos de muita ajuda com as crianças mais velhas.
E os irmãos Santiago ou a Terri?
- Terri, Jo-Beth? Não. - Quem é Terri?
Terri é uma menina de 12 anos
que está no sistema há três anos.
Está com uma família boa, mas informaram desistência.
- Não achamos nada permanente. - Nós queremos.
Reverendo, sra. Martin, a experiência precisa ser boa.
Há várias outras crianças mais fáceis de se lidar.
Vamos deixar outras pessoas cuidarem dessas crianças.
Não. Não. A Terri não é uma boa.
Essas pessoas que falaram estarão observando vocês.
Como vai ser quando der errado com a Terri?
Já vejo várias crianças voltando pra mim.
Susan,
é uma coisa que nós devemos fazer.
Consegue entender?
Culpa religiosa não cola coração partido de crianças.
O amor, sim.
Amor determinado e verdadeiro.
Sou eu quem junta os cacos.
Quando o amor acaba, o mundo real bate forte.
Não importa.
O estado não é família.
Não sabemos a extensão total do trauma,
mas a mãe dela é adicta e pode tê-la prostituído.
O namorado da mãe estuprou,
torturou a Terri e a jogou numa vala.
Depois, a mãe sufocou a irmã mais velha da Terri.
Ela tem problemas de apego,
episódios de mania e pode recorrer a alguns...
Mecanismos.
Mecanismos de enfrentamento incomuns.
Ela finge ser um gato.
Quando dizem que querem adotar,
as pessoas não costumam procurar crianças como a Terri.
Porque elas têm medo.
Só isso. E então procuram outras coisas.
Mas nós estamos buscando isso, agora.
E é só o que nós vemos.
Já são mais de vinte famílias
que querem crianças iguais à Terri.
Ou qualquer criança que precise de um lar.
Isso só na nossa pequena comunidade.
Pensem nisso.
- Há uma igreja em cada esquina. - É verdade.
Em cada uma delas, as pessoas têm que ouvir a mesma coisa.
Não deveria existir criança sem casa.
Nós podemos mudar tudo isso.
Vou pensar a respeito e ligo pra vocês.
- Tudo bem. - Depois eu ligo.
- Igrejas? - É. São comunidades.
É o que importa. São unidas, compartilham história,
dividem responsabilidades. É como uma família grande.
Tá bom, vou me arriscar e batalhar por isso.
Vou atrás de orçamento
e vou dedicar o que eu puder, incluindo você e a Jo-Beth.
Mas tem que dar certo com os Martins.
Terri, sempre falamos com a Susan.
Olha, sei que já passou por muitos lugares,
mas nunca vai precisar sair dessa casa, meu bem.
Vou cuidar de tudo o que precisa daqui em diante.
Somos sua família, agora, e pode me chamar de "mamãe".
Tá bom, Donna.
Sou um gato.
A Susan falou sobre isso.
Parece uma brincadeira legal.
As outras crianças gostam de brincar de faz-de-conta.
Vocês vão brincar muito.
- O que ela está fazendo? - Ladonna, vem tomar café.
Nós vamos comer, Terri. Não suje as mãos, tá?
Terri? Brincamos de gato depois.
Queremos conversar, te conhecer melhor.
Conta o que você gosta de fazer.
Sou um gato.
- Você é estranha. - Ladonna, não. Para.
Acha mesmo que é um gato?
Você não é gato, é menina.
Ela está fingindo que é um gato.
- Donna, - Ei!
cadê o fígado de frango que guardou?
Está por aí. Por quê?
Terri. Ei, Terri.
Eca!
Vem cá. Vem cá!
Prontinho. Seu café da manhã.
O quê?
Os gatos daqui costumam comer
fígado de frango, camundongos e coisas do tipo.
Se quiser ser gato,
vamos pôr a comida aqui fora, todo dia.
E pode dormir na varanda.
Mas precisa ficar de olho em guaxinins,
coiotes, gambás, lesmas... Tudo isso.
WC, o que você fez?
Algo que Salomão faria.
Acha que vai fazê-la se sentir melhor?
Talvez por isso ele tivesse tantas esposas.
Procurava uma mulher que não o questionasse o tempo todo.
Não vou comer isso!
Eu vou ligar pra Susan!
Estou com fome.
Aposto que sim.
Tem bastante comida,
mas não sei o que posso te dar.
Não quero mais ser um gato. Quero ser uma menina.
Ótimo.
Já tem muito gato aqui. Precisamos de mais meninas.
Menina, quanto nó.
Calma, tudo bem.
Uma ou duas vezes por semana, use o condicionador.
Desembaraça os fios, hidrata.
Precisa proteger o cabelo, tá bom?
À noite, eu quero que prenda e use lenço.
Seu cabelo é bonito.
As meninas vão ficar com inveja.
É.
Você é uma menina linda.
Pronto.
Como quiserem. Por favor, me procurem se tiverem dúvidas.
- Obrigado. - Olá, por aqui.
- Oi. - Oi, tudo bem?
Vocês terão algum aumento?
Tem um mínimo de renda pra ser aceito.
Não vamos ter aumento.
Tenho certeza que sim. É um pressentimento.
Ficamos felizes com sua inscrição.
Obrigada.
Sei que está nervosa. Eu também estou.
Estávamos tranquilos, os filhos adultos. Você sabe.
Mas uma coisa ficou me dizendo "vai em frente".
Isso! Essa é a Johnnie e seu marido Fred.
- Essa é a Susan. - Muito obrigada.
Muita gente apareceu, naquela noite.
A maior parte, amigos e parentes.
Alguns de quem eu mal me lembrava.
São tantas sensações. Era como
voar e cair ao mesmo tempo,
saber que algo tão importante estava fora de controle.
Então as crianças começaram a chegar.
Com histórias que nos despedaçavam por dentro.
Oi.
Susan!
Que crianças lindas.
Não chora!
E elas não paravam de chegar.
Em grande número.
Oi! É minha casa!
Fiz um jantar pra você. Pode se sentar.
Em meio à tanta perda e dor,
crianças adotivas de todo o leste do Texas
foram morar em nossa pequena cidade,
com algumas famílias determinadas.
Joshua e Randy, sejam bem-vindos.
Entrem. Venham conhecer seu irmão.
Nino! Tira isso de casa!
É bom correr!
Você é meu filho, agora.
Com esse documento, é oficial.
Não vai a lugar nenhum.
Obrigada.
A nossa família.
A Bíblia diz: "O irmão de condição humilde
deve orgulhar-se quando estiver em elevada posição."
Eu só fui entender o sentido disso por um motivo.
Parecia que quanto menos tínhamos, mais o Senhor dava.
Tenha misericórdia. Precisamos de você, Senhor!
Ele cuidou de nós de todas as maneiras imagináveis.
- Obrigada, Jesus! - Nós agradecemos, Senhor!
- Obrigada, Senhor! - Deus seja louvado!
- Nós acreditamos, Pai. - Acreditamos em Jesus!
Parabéns, querida Keyosha
Parabéns pra você!
Por que estão olhando pra mim?
Porque é seu aniversário, meu amor.
Sabe o que é isso? Já teve bolo de aniversário?
- Bolo de "aneversário"? - Todos vocês vão ganhar.
Todo ano. Pronta pra soprar as velas?
Um, dois, três!
- É! Muito bem! - Bom trabalho!
O que achou?
WC?
Oi.
Pagou a conta d'água?
Vou pedir pra religarem.
Preciso fazer compra. São uns cem dólares.
E acha que não sei o que está acontecendo aqui?
Desculpa, mocinha, onde arranjou esse shortinho?
O que tem?
Está atrás de problema. Vai trocar.
- Oi, Franklin. - Oi, Frankie. Entra.
Agora, não. Preciso da ajuda de todos.
Nos falamos depois.
- Vamos jogar lá fora. - Falei "agora, não".
- Por quê? Já acabei. - Não passe dessa porta.
Por quê? Já fiz o que pediu. Para de me arranjar tarefa.
- Espera aí. - Não me dê ordens!
- Por que não posso? - Para de gritar.
- Só quero jogar com o Frankie. - Já chega!
Com quem acha que está falando? WC! Não fala comigo assim!
Ei, baixem o tom de voz.
Você também! Para de mandar! Nunca posso fazer nada!
Vocês não mandam em mim! Me deixem em paz!
- Tudo bem. - Não quero mais isso! Para!
- Tudo bem. - Para, para! Não, não!
Me deixa em paz! Eu não quero mais fazer isso!
- Eu não quero! - Tudo bem.
Tudo bem, Terri. Olha,
- estamos com você, agora. - Eu não quero.
- No seu tempo. - Tudo bem.
- Desculpa. - Tudo bem.
Desculpa.
- Tudo bem. - Desculpa.
Está tudo bem, meu amor.
Então você está com raiva?
A Terri sofreu bastante com rejeição e traição da mãe.
Com o abandono do pai.
Pode levar um bom tempo até ela confiar em vocês.
Esse é o vidro quebrado. Ele ficou preso pra fora
e usou uma pedra pra entrar. Mas isso pode esperar.
O problema está lá dentro.
Pode entrar.
Tem um vazamento aqui.
Toda vez que tento lavar roupa, a área fica alagada.
O cano do esgoto não dá conta de tanta gente na casa.
Eu não tenho US$ 800 pra consertar.
Muita gente está sofrendo com esses desgastes em casa.
- Vou ver o que posso fazer. - O que puder, agradeço.
- Vou abrir espaço. - Doe hoje e nos ajude
a chegar ao objetivo: um milhão de dólares.
- A cor está nítida, Jim? - Com a participação de todos...
Projetor novo, tem que estar. Eu prefiro a parede toda aqui.
Não quero as plantas novas. Pode revisar tudo.
...vai para o Caribe. Junte-se ao nosso...
Mark!
- Tem um minuto, irmão? - WC! Boa tarde!
cruzeiro com sessões diárias e workshops...
Jim, para os anúncios.
Eu deixei recados, mas nunca tive retorno.
É, desculpa. Estou atolado.
Eu não quero incomodar muito, mas...
- Temos dificuldades, pastor. - O que está havendo?
As crianças continuam chegando e alguns estão sobrecarregados.
As casas estão sentindo a pressão.
Uma mãe solo precisa de um encanamento novo.
Não tenho como ajudar agora.
Reverendo, fazemos o possível.
Mark, agradeço por tudo que fez,
- mas estamos numa situação... - O condado não paga uma ajuda?
São famílias trabalhadoras. O dinheiro vai rápido.
- São muitas necessidades. - Sei. Olha...
Cada um tem sua cruz pra carregar, WC.
E por que não carrega? Deus, se pudéssemos
- nos unir. - Porque é muito peso.
Não vou mexer na vida de todos.
Não podemos enxergar assim.
- Lembra da Carta de Tiago? - Claro.
Tenho uma Bíblia.
- Temos que usar a sabedoria. - Sabedoria?
Eu também tenho uma Bíblia.
Não achei a parte que fala de palcos grandes.
Mas li sobre órfãos e viúvas, pedra de moinho, ovelhas...
- Acalme-se. - Não vi
a parte de ser marginalizado enquanto há um banho de sangue
- e você fica num cruzeiro. - WC!
- Nos importamos com crianças. - Quais?
Não consegue ver as que estão na sua porta?
A conferência está perto.
Além de tudo, isso não está no nosso orçamento.
Isso é meu e da Mary.
Passe o nome das crianças.
Vamos fazer sacolas de presente no Natal.
Fazemos o que podemos.
- Eu agradeço. - Tudo bem. Cuide-se.
O que está fazendo?
Limpando.
Cuidei do encanamento da sua irmã.
Que bom.
O pastor Mark ajudou.
Deus sabe que eu quero amar aquele homem.
De verdade.
Mas ele me jogou no chão e fiquei com terra na boca.
Estou onde Deus me colocou, mas tenho que implorar?
Não sei por que pede ajuda a ele.
Porque não tenho como pagar a energia da igreja.
- Mal tem para as crianças. - É uma vergonha, WC!
- Não é da conta de ninguém! - E por que não?
Nós adoramos o mesmo Jesus, não é?
Ele é meu irmão.
Vem cá.
Vem aqui.
Vem.
Esse lugar é muito longe?
Você tem que ir com a gente.
Devíamos ter pegado o carro do meu pai.
Franklin, você não sabe dirigir.
Beleza, é aqui. Vocês juraram pela sua avó
que não vão falar sobre o lugar pra ninguém.
- A Terri jurou pelo gato dela. - Nem tenho gato, bobona.
É só uma piada. Relaxa.
É o nosso lago.
Ninguém sabe sobre ele. Vamos manter o segredo.
Principalmente dos pais. Se minha mãe ficar sabendo,
- vai achar que vou me afogar. - Quem vai entrar?
Eu não. Não sei nadar.
- Está muito frio pra entrar. - Não está tão ruim.
- Para de ser um bebê. - Então vai entrar?
Talvez.
Para de tentar se mostrar, moleque.
Larga isso!
- Você não tem escolha. - Já disse que não consigo.
Não existe isso.
Vamos tentar de novo. Daquele jeito, tá bom?
Eu
Preciso de Ti
Toda hora
Eu preciso de Ti
Viu?
Olha só você!
Linda de vestido, tocando tão bem!
- Logo vai tocar na igreja. - Papai, não!
Vai, sim. Vai tocar na igreja!
Se vou fazer uma coisa, é te pôr no púlpito.
- Perto da sua mãe. - Eu erro muito.
- Não sei se consigo. - Consegue, sim.
Você tem muito talento e tem sorte.
- Não pode esconder. - Papai...
Papai.
Papai.
Papai.
- Qual é o seu problema? - Ei!
O que é isso? Vi que deixou a perna.
- Não fiz nada. - Fez! Para de mentir!
- Entra já! - E ela?
Você não presta, Ladonna!
- Ei! - Me solta!
- Solta, para! - Mentirosa!
Sai! Solta a minha filha!
- Por que ela tinha que vir? - Chega, Ladonna!
Não viu o que ela fez comigo?
- Mande-a embora! - Não quero ouvir isso.
Por que você nunca faz nada? Ela é cruel!
A Mercedes mente, pega coisas e você nunca faz nada!
Eu já disse chega.
- Precisa ser compreensiva, tá? - Você só se importa com elas.
Ladonna, vem cá!
Vem cá!
Vem, vamos.
Vem, corre!
Você não me pega!
Estou indo! Vou te pegar!
Fui atingida! Você me pegou.
Vou te pegar!
- Tyler e Prince, lavem as mãos! - Ah, não!
O jantar está quase pronto. Terri.
Quero conversar com você.
Eu não tive intenção de falar aquilo, mais cedo.
- Teve, sim. - Não, Terri.
Eu só estava muito chateada.
Você também é minha filha, mas nós perdemos muita coisa.
Eu não pari você, não te amamentei.
Nem tive a chance de te balançar pra dormir.
Temos que fazer isso juntas.
Terri...
Não vou desistir de você. Não vou fazer isso.
Mas você não pode desistir de mim.
Tem alguma dúvida?
Muito bem. Bom...
Tente pensar de forma positiva sobre si mesma.
Não pense no trabalho que precisa fazer.
Eu quero que saiba que você é bonita, que é capaz
e que é forte.
Tudo bem?
Tá bom. Vou tentar.
Mãe!
Não acho meu vestido amarelo!
- Mãe! - Oi?
- Cadê meu vestido amarelo? - Não ouvi!
Quero ir à igreja com ele.
Você é bonita.
Eu sou bonita.
Eu sou capaz.
Eu sou forte.
E responsável.
Eu sou estúpida.
Que idiota...
UM ANO DEPOIS
Vem, Tyler.
Hora do banho. Pronto pra tomar banho?
Pronto pra tomar banho?
Vem cá. Vem!
Vem cá. Vem tomar banho.
Olha só. Está boa.
Terri, algum problema? O que está havendo?
Está preocupada com algo?
Só estou brincando.
O que acontece com você, menina?
Nada.
Só gosto dessa brincadeira.
É, mas brinca disso há muito tempo.
Sente falta dela?
Da sua mãe?
Ela era cruel, às vezes.
Como ela era cruel?
Ei,
tire-a da sua cabeça, ouviu?
Você é minha filha e nada vai acontecer nessa casa.
Ei!
Terri.
Querida.
Olha pra mim.
Eu pensei em fazer uma torta, cookies ou algo do tipo.
O que acha? Quer me ajudar?
Quer?
Por que isso?
Chama-se batismo.
Ela é uma pessoa nova, agora.
É como se
Jesus tirasse a tristeza e o que a pessoa fez de errado
e desse uma vida nova.
Parece que não existe sofrimento nessa Terra
igual às angústias de uma mãe e de um pai.
Elas nos consomem
e se recusam a ficar escondidas nos recônditos da alma.
Não podemos ignorá-las.
Não podemos ficar tão insensíveis
a ponto de elas não nos dominarem
e dominarem quem devemos amar.
Não saia enquanto falo com você!
Pode voltar aqui. E aja com respeito.
- Ela é sua mãe. - Você precisa entender.
Não fale assim comigo!
Eu sei que não quer que eu fale assim
e mostre o que está acontecendo.
Tá bom, continua. Mas vai ficar sem ar.
Oi, Glen. A Theresa está?
Sim, mas não é uma boa hora.
- Pode voltar aqui! - Preciso falar com ela.
Realmente não é uma boa hora.
Theresa, é a Donna. Cadê você?
É tudo por você. Eu dou tudo e é assim que age?
WC.
WC, acorda.
WC!
Ouvi barulho lá fora.
Vai checar as meninas.
Vai!
Eu não queria nenhuma criança noturna.
Se não for sério, vai ficar.
É bom que seja doença, morte ou pior.
Sempre eu.
É sério. É a Terri.
- Ela fugiu. - Senhor...
A janela está aberta.
Seus pais vão te matar.
Nem pensar.
Põe os braços em volta de mim.
"Explique de novo, reverendo,
como acabou levando um tiro do seu vizinho."
Terri!
Terri! Franklin!
- Vou conversar com seu pai. - Ele me chamou.
- Não chamei! - Chamou! Falou pra eu vir aqui.
- Não, nunca chamei. - Ele está mentindo!
Levanta e sai logo daí, mocinha.
Agora!
Como está o processo de adoção?
Isso pode mudar as coisas.
Está difícil, agora.
Mudaria o auxílio-adoção.
Parece que ela não quer ser adotada.
Até ela acreditar que é amada
e que está segura, isso não vai acontecer.
Damos o que ela precisa. Não sei mais o que fazer.
Pode ser bom que ela vá para outra casa.
O quê?
- Não a vejo formando um laço. - Não!
- Não vai acontecer. - Sra. Martin.
Susan, eu não vou aceitar.
Não depende de você. Nem de mim.
Tá bom? Eu avisei.
As pessoas da cidade estão olhando para vocês.
Elas não podem desistir ao ver tudo desabar com a Terri.
O que fizeram em Possum Trot chamou a atenção do estado.
Pedimos aos legisladores mais acomodações e recursos.
Pode haver uma mudança muito grande no sistema.
A Joyce não quer pôr isso em risco
e vai remover a Terri se achar que ela precisa.
Se tirar a Terri de casa, como tudo não vai desabar?
É uma desistência.
Vocês não vão devolvê-la.
Seria intervenção psiquiátrica recomendada pela médica.
- Não é culpa sua. - Ninguém vai ver assim.
Susan, você precisa entender.
Muitas famílias estão se segurando por um fio.
Essas pessoas não entendem assim.
Pense bem nisso, tá bom?
Se remover a Terri, vão devolver várias crianças.
Tá bom.
Só precisamos mudar a direção.
É.
- Tudo bem? - Tudo bem.
WC!
- O que foi? - Venha aqui.
- Traga a Terri. - Terri!
- Terri, o que é isso? - Precisa se abrir, T.
Conte o que está acontecendo.
Quer ferir alguém aqui?
Por que isso está na sua cama?
Alguém pode entrar à noite, não quero que me machuquem.
Filha...
Terri,
quem te machucou, meu bem?
Os amigos dela.
Todo mundo.
- Olha, está segura, agora. - Me solta.
- Tudo bem, fica calma. - Para.
- Só quero conversar. - Para!
- Eu quero te amar. - Para de falar.
- Me solta! - Não vira as costas!
Me deixa, sua vaca!
- Não toca em mim! - Terri! Ei!
Nunca mais faça isso! Sou sua mãe!
- Eu sou sua mãe! - Você não é minha mãe!
- Você não é minha mãe! - Sou sua mãe, ouviu?
- Não fala comigo. Solta! - É a minha casa!
- Não fala assim comigo! - Me deixa em paz!
- Meu Senhor Jesus... - Donna.
- Meu Deus! - Donna.
- WC! - Você está bem, Donna?
A Susan sabia que não ia dar certo. Meu Jesus...
O que vamos fazer, WC?
Donna...
Por que aceitamos seguir?
- Foi o que Ele pediu. - Nem sempre gosto das crianças!
Estou perdendo minha filha! Quero que saiam da nossa vida!
Ai, Deus...
Não sou nada igual à minha mãe.
A Terri vai ficar bem.
Só precisamos manter a calma pra seguir...
Não! Você não me escutou?
É o que Deus pediu e o que vamos fazer.
Não é hora de pensar no que precisamos e desistir.
Preciso de ajuda!
- Fico todo dia sozinha. - Eu não te deixo sozinha!
- O que você quer? - Tenho Prince, Ladonna
- e não aguento mais! - Não está sozinha!
Faço o melhor. Não posso estar em todo lugar.
Cuido de todos pondo comida na mesa, mantendo a luz acesa.
A luz de todos está acesa. O que mais quer?
Todos estão desmoronando e eu nem sei o que dizer.
Escuta... Donna!
Sei que está me ouvindo. Preciso de você, Pai.
Apareça em espírito agora, em nome de Jesus.
Eu amo o Senhor
Ele ouve minhas súplicas
Eu preciso de você, Pai! Não consigo continuar.
Por favor, Jesus, precisamos de você.
Entra na minha casa.
Está vendo nosso sofrimento.
Nos dê forças, agora.
Eu amo o Senhor
Ele ouve minhas súplicas
E ele acaba
Com a minha angústia
Enquanto eu viver
E problemas surgirem
Hei de clamar
Por Ele
Desculpa.
Não devia ter falado com você daquele jeito.
Você...
Você é uma boa mãe.
O que vamos fazer?
- Aleluia. - Aleluia!
Esse lugar é especial.
- A Capela Bennett. - Amém!
É verdade.
Os olhos do Senhor estão nessa casa.
Mas eu procurei e não consegui achar
ninguém formado em Harvard nos bancos da igreja.
Também não achei nenhum cientista.
Nem uma estrela do cinema.
Ainda não. Mas o que eu vejo
é um lugar cheio de pessoas comuns.
Mais parecidas com as 12 pessoas comuns
pra quem Jesus deixou sua igreja.
Vocês estão fazendo uma coisa que muita gente não faria.
Aleluia!
Vocês adotaram crianças órfãs. Duas, três, cinco!
Deixaram seu barco de pesca
e escolheram andar ao lado de Jesus.
Amém!
E sei de mais uma coisa.
Alguns de vocês não têm mais tanta convicção.
Justo.
A bússola de alguns está girando
e vocês não sabem qual direção tomar.
Sim, senhor.
Sei que sentem isso, porque eu também sinto.
Isso mesmo.
Se nós acreditamos na Bíblia,
- temos que carregar esse fardo. - É, é!
Aleluia!
Mas ele deve ser leve. E às vezes,
o peso só fica leve quando é dividido.
Aleluia!
Somos uma família.
Se estiverem sentindo muito peso agora,
eu quero que se levantem.
Levantem-se.
Fiquem de pé comigo.
Vamos lá.
Alguns de vocês sentem
que não dá pra continuar.
Alguns se arrependeram.
Quero que saibam que O escutaram direito.
Vocês não cometeram um erro.
Ele nunca falou que seria fácil,
mas prometeu que estaria sempre ao nosso lado.
Então vamos pegar essa cruz
e seguir caminhando.
Vocês O ouviram.
E Ele vai amparar vocês agora,
porque também ouviu vocês.
Venham até aqui.
Venham.
Podem vir.
Eu peço que vocês abracem seus irmãos e irmãs.
Ajudem todos eles.
Quando ligarem no meio da noite,
vão correndo.
Quando estiverem com vômito de uma criança doente,
ajudem a limpar.
Se quiserem pular de um penhasco,
entrem na frente deles.
O maior do reino de Deus é o que serve a todos.
Ele é o bom pastor.
Está na hora de fazer isso juntos, igreja.
- E não sozinhos. - Pai, nós aceitamos.
Senhor, precisamos de você!
Estamos diante de Ti, em nossa fraqueza, Senhor.
Agora, vamos deixar o poder de Deus agir sobre nós.
Venha até o seu povo, agora, nesse momento.
O Seu poder se aperfeiçoa na nossa fraqueza.
Tira o peso do nosso coração, Senhor.
E nos dê o poder do Espírito Santo
pra fazer o que precisa ser feito.
Você tem o poder, Senhor!
Satanás
Nós vamos destruir seu reino
Satanás
Nós vamos destruir seu reino
Você tem erguido seu reino
Por toda essa terra
Satanás
Nós vamos destruir seu reino
Os pregadores
Vão orar até destruir seu reino
Todos os pregadores
Vão orar até destruir seu reino
Você tem erguido seu reino
Nós nos abraçamos como nunca tínhamos feito.
Pode deixar.
E Deus nos leva a lugares profundos com alguém ao lado.
- Vai sentar. - Oi, tudo bem?
Eu sei como é difícil.
- Depois vou te ajudar. - Tá.
Pega, Randy.
A estrada fez uma curva e nós seguimos.
E Deus está em todos os lugares.
Eu não posso devolvê-lo.
Não vou fazer isso, Donna.
Não vou conseguir viver com isso.
Diann...
Você resgatou aquele menino das chamas.
Agora nós daremos o que ele precisa.
Ainda que andássemos...
O caminho segue para o lado oposto ao que imaginamos.
O Joshua chegou em casa!
Oi, Joshua!
Oi!
Agora eu sei.
A sombra da morte é só poesia.
Até chegarmos ao vale da morte e a sombra recair sobre nós.
É só nesse momento que entendemos
que fomos parar num lugar que testará
até o fundo de nossa alma.
Porque seguimos Deus até esse ponto.
Mas não encontramos verdes pastos.
Nós chegamos a um lugar que só pode ser achado
depois de um caminho sinuoso e estreito,
iluminado somente por uma lamparina.
Porque o Senhor não é necessário em verdes pastos.
As águas tranquilas ficaram para trás.
Agora, estamos diante da face do mal,
onde o medo vai crescer dentro de nós,
porque deixou uma marca tão grande que temos certeza
que ela não pode ser apagada.
Não conseguimos sem você, Jesus.
Vamos, gente. Vamos embora!
Ladonna! Mercedes!
Vai, Mercedes. Vai!
- Não temos tempo pra isso. - Rápido, vamos lá.
Já ouvimos, pai.
Só quero nota alta. De todas vocês.
Oi.
E aí?
Sua irmã é muito oferecida, Ladonna.
Cala a boca, Vanessa. Vamos.
- Vem cá. - O que falou pra inspetora?
Ela acha que estou na enfermaria.
Beleza, vai. Corre.
O quê? Mostra aí, vai.
Vai, rápido.
Antes que alguém entre aqui.
Vai, tira a blusa.
Você é doida.
- Sra. Martin... - Sinto muito, sr. Thompson.
Entendo a suspensão. Estamos trabalhando nisso.
Sra. Martin, dessa vez foi sério.
Acho bom passar em uma farmácia.
O quê?
O que aconteceu, Terri?
Aquele menino te machucou?
Terri, estou falando com você.
Eu não vou fazer o que você quer.
Como diz uma coisa dessas se eu só quero te proteger?
Não quer! Quer que eu seja igual a você.
- A filha falsa do pastor. - Já chega!
Eu sou a mãe aqui.
Pode não aceitar, mas vai me respeitar, ouviu?
Não!
Terri!
- Não fala assim comigo! - Para!
Eu não quero ficar aqui!
Não quero ficar em lugar nenhum!
Eu queria estar morta!
Eu queria nem ter nascido!
Terri.
A Terri fugiu. Ela pegou meu carro.
Eu não sei, ela estava muito nervosa.
WC, eu não sei, mas o jeito que ela falou
me deixou preocupada. O que vamos fazer?
Pede pra Diann pegar as crianças na escola.
Fred, Fred!
Fred!
O que foi, Chewy?
A Terri fugiu no carro da Donna.
A Terri dirigindo?
Ela vai matar alguém!
RJ!
A Terri pegou o carro da Donna. Ela passou aqui?
Por favor, Senhor, ajude a achar essa criança.
Volte pra cidade e avise todos.
Tá bom.
Diann, soube de alguma coisa?
Tá, tchau.
Senhor, precisamos de ajuda. Ai, Deus.
Eu agradeço.
- Diann, e aí? - Ela não está aqui.
Mas tem gente procurando e mais pessoas vindo.
Vai anoitecer.
- Ligamos pra Susan? - Não!
Por que fazer isso? Não vai ajudar.
Terri!
Aparece, menina.
Terri!
Tem muita gente procurando você!
Terri!
Terri!
Não. Não fiquei sabendo.
Quando foi?
Tá, tá bom.
Ei, Renae, conversamos sobre isso depois, tá?
Obrigada.
A Terri sumiu.
- Pegou o carro da Donna. - O quê?
Acharam o carro batido e sem a Terri.
Terri!
Terri! Cadê você?
Eu sei que é difícil, Susan.
Terri.
Você está brava?
Não.
Não estou brava.
Eu sou uma pessoa nova, agora?
Nós a encontramos!
WC!
Estamos com ela!
Nós a achamos.
- Encontramos. - É, achamos, gente!
WC!
Ela está bem. Ela está bem, pessoal.
Você está bem? É?
Que bom.
Ela está segura, agora.
- É melhor... Levá-la. Isso. - Levá-la pra casa.
- Ei. - Vai.
Vamos, querida.
Eu teria que levá-la comigo.
Agora.
Susan, por favor.
Quero acreditar que nós mudamos a direção.
Senhora Martin,
nós mudamos a direção?
Bom...
Parece que mudamos.
Glória a Deus.
Glória a Deus.
Deus é bom o tempo todo!
- Deus seja louvado! - Deus é bom.
- O tempo todo! - Aleluia!
Deus é bom o tempo todo!
Obrigada, Senhor!
Obrigada, Pai! Olha o que Ele fez.
Deus é perfeito. É, sim. Deus é bom!
Tive que olhar pra coisas
que eu não enxergava antes.
Coisas que eu preciso mudar.
Eu sei que te magoei, Terri.
Sinto muito, minha menina.
Minha mãe me odiava?
Não.
Vem cá, meu bem.
Não fala uma coisa dessas.
Sua mãe não te odiava, tá?
Eu tentava ser boa,
mas não adiantava.
Não foi nada que você tenha feito, entendeu?
Olha pra mim.
Ela não te enxergava. Mas eu te enxergo.
E quando olho pra esse rosto lindo, eu vejo minha filha.
Você é um presente.
E você só merece ser amada.
O amor é gentil.
O amor protege.
E o amor nunca desiste.
Vem cá.
E o amor perdoa. É onde você precisa começar.
Perdoando.
Está tudo bem.
Eu te ajudo.
Está tudo bem.
Tudo bem, filha.
Tudo bem.
Põe pra fora. Tudo bem.
Estamos com você.
Pode chorar.
Nós dizemos que cremos
e que seguiremos o Senhor onde quer que Ele nos leve.
A verdade é que nem sabemos se temos fé
até alguma coisa pesar sobre nós com toda força.
É aí que vemos o que somos.
Quando chegamos a esse lugar,
ou ficamos iguais Àquele que nos guia,
ou descobrimos que nunca O conhecemos.
Nós seguimos.
Ouvi dizer que não podíamos só tentar.
E o que eu digo é: "Se nós conseguimos,
então quem não consegue?"
Conduzimos aquelas mãozinhas mesmo com nossa fraqueza.
Adotamos com fé.
E ainda que nós andássemos pelo vale,
e a sombra da morte se abatesse sobre nossas almas,
nós não temeríamos mal algum,
porque sabemos que não andamos sozinhos.
- Alô? - Susan!
- Como está, irmã? - Reverendo! Oi!
Bom, acabei de conversar com umas pessoas.
E temos espaço pra mais crianças.
Reverendo, fico muito feliz em saber disso.
Mas no momento,
- não temos crianças. - O quê?
Como assim?
Não tem nenhuma criança precisando de um lar
em um raio de 160 quilômetros de Possum Trot.
Mas eu sei onde te encontrar.
Tudo bem.
Me mantenha informado.
Obrigada.
22 FAMÍLIAS DE POSSUM TROT
ADOTARAM 77 CRIANÇAS COM DIFICULDADE DE COLOCAÇÃO.
ELAS AGORA SÃO AMIGAS E PARENTES,
CONCLUÍRAM SEUS ESTUDOS E MUITAS SÃO MÃES E PAIS.
HÁ 400 MIL CRIANÇAS NO SISTEMA AMERICANO, ATUALMENTE.
CEM MIL DELAS ESPERANDO ADOÇÃO.
ESTÁ NA HORA DE LUTAR POR ESTAS CRIANÇAS.
MICHAEL FOI A ÚLTIMA CRIANÇA ADOTADA EM POSSUM TROT,
CONCLUIU O ENSINO MÉDIO EM 2021
E JOGA BASQUETE EM UMA UNIVERSIDADE DO TEXAS.
DIANN É MÃE DE SHANTA, NINO E RANDY E AVÓ DE 12 NETOS.
NINO E A ESPOSA TÊM QUATRO FILHOS E GÊMEOS A CAMINHO.
ELE É OPERADOR DE MÁQUINAS E ELA É ENFERMEIRA.
A FAMÍLIA MARTIN
O BISPO MARTIN E DONNA MARTIN SÃO PAIS DE SEIS FILHOS
E AVÓS DE DEZ NETOS.
OS MARTINS LIDERAM A CAPELA BENNETT ATÉ HOJE,
E CONTINUAM FALANDO EM TODOS OS EUA
PARA TENTAR ACABAR COM A CRISE DAS CRIANÇAS SEM LAR.
BISPO MARTIN
LADONNA É CASADA, DONA DE CASA E MÃE DE TRÊS FILHOS.
ELA CONTINUA COMO ORGANISTA E MEMBRO DA CAPELA BENNETT.
TYLER MORA PERTO DE POSSUM TROT.
ELE TORNOU-SE PAI EM 2022 E TRABALHA COM CONSTRUÇÃO.
MERCEDES É PRÓXIMA DE TYLER E MORA PERTO DE POSSUM TROT.
ELA TEM DUAS FILHAS E É GERENTE DE UM RESTAURANTE.
JOSHUA VIVE EM HOUSTON, É PAI DE DOIS FILHOS
E DONO DA LOYALTY WINES, MARCA DE VINHOS EM CRESCIMENTO.
PRINCETON É O XODÓ DA FAMÍLIA
E O MEMBRO MAIS FIEL DO GRUPO DE LOUVOR DA CAPELA BENNETT.
TERRI VIVE COM DUAS FILHAS EM SHREVEPORT, LOUISIANA.
ELA COMPROU SUA PRIMEIRA CASA.
ELA SE DESTACA EM GESTÃO DE VAREJO E SUPERVISIONA
TRÊS UNIDADES DE UMA REDE DE LOJAS DE CONVENIÊNCIA.
SUSAN ERA CONSIDERADA FAMÍLIA PELA COMUNIDADE DE POSSUM TROT.
A CAPELA BENNETT ERA A ÚNICA IGREJA QUE ELA FREQUENTAVA.
EM 2000, RECEBEU UM PRÊMIO PELA ATUAÇÃO EM ASSISTÊNCIA SOCIAL.
ELA FALECEU DE CÂNCER EM 2002. DONNA FEZ SEU DISCURSO FÚNEBRE.
A HISTÓRIA DE POSSUM TROT FOI CONTADA EM VÁRIOS MEIOS DOS EUA
E É UM DOS CASOS DE ADOÇÃO MAIS INFLUENTES DO PAÍS.
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