All language subtitles for La casa dalle finestre che ridono (1976)

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

::::: VICIADOS LEGENDAS :::::

Orgulhosamente apresenta:

A CASA DAS JANELAS SORRIDENTES

Tradu��o: Midnight Revis�o: Zebu

Cores... Minhas cores...

Elas fluem por minhas veias,

s�o doces, minhas cores,

doces, doces como o outono,

quentes como sangue,

suaves como a s�filis,

elas correm, entram nos olhos das pessoas,

infectando todos.

Minhas cores, minhas cores...

est�o dentro dos meus bra�os, minhas cores.

Meu Deus... Longe,

longe v�o as minhas cores,

e algu�m tem que morrer por elas, abrir-se por dentro.

Oh, meu Deus,

pureza... fora... fora...

pureza... pureza...

Todas as minhas cores...

Filho da puta... Sim, agora,

Meu Deus, agora... Meu Deus,

Sinto que ele vai morrer... Est� morrendo...

Bom dia. Solmi.

Prazer em conhec�-lo.

Leve as dela.

Aceite meu conselho, essa n�o �...

a melhor maneira de se ter sorte com mulheres hoje em dia.

De qualquer forma, seja bem-vindo. Coppola.

Fui eu quem escreveu para a Academia, sabe.

Eu disse a mim mesmo que dever�amos trazer uma pessoa famosa,

que poder�amos vender ao p�blico.

Sabe o que est�o fazendo em Guastalla, com Ligabue?

Sem turismo aqui, n�s morremos.

�guas termais n�o s�o mais suficientes para o p�blico.

Nos leve � igreja.

Tenho certeza de que far� um bom trabalho.

- Assim espero. - O sujeito que pintou o quadro,

Legnani, morreu h� 20 anos,

mas nem sequer podemos dar seu nome a uma rua.

- Por isso lhe chamamos, entende? - Claro.

Assim que seu trabalho acabar,

a pintura ser� uma de nossas quatro especialidades,

al�m de mulheres, �gua e sil�ncio.

O que est� fazendo? J� est� b�bado a essa hora?

Eu, b�bado?

A pintura est� em uma igreja nos arredores.

Deixei que o padre tomasse conta. L� est�.

O louco do Legnani a pintou l�, e eu n�o posso transferi-la.

A igreja foi destru�da e reconstru�da muitas vezes, eu acho.

E se n�o fosse por mim, n�o existiria mais.

Solmi me contou que voc� chegou aqui durante a guerra.

Sim. A igreja era um ref�gio das S.S., depois se tornou

uma garagem de carros funer�rios.

O padre h� muito tinha ido embora.

S� restaram as paredes. Ent�o eu comecei do zero,

e depois de um tempo tudo estava reconstru�do, como pode ver.

E agora eles descobriram que aquela porcaria l� � de Buono Legnani,

e que precisa ser restaurada, etc, etc.

Isso vai acabar com a minha paz.

� uma grande pintura.

Somente um bom artista poderia transmitir tanto realismo � morte.

Ele era um grande artista.

Pode ser. Mas voc� acha mesmo

que com tantas paredes bonitas e limpas aqui

ele tinha que escolher logo essa para fazer esta porcaria?

Pobre coitado, provavelmente nem sabia que estava em uma igreja.

N�o � � toa que estava louco.

- O que est� fazendo? J� vai come�ar? - S� dando uma olhada.

Vou deix�-lo trabalhar. Posso estar sendo grosseiro, mas

ainda nem tomei o caf� da manh�.

E n�o leve esse trabalho t�o a s�rio.

Se espera gratid�o aqui,

vai ter que esperar muito.

Ela devia fazer esse tipo de coisa em sua pr�pria casa, essa puta.

Tome.

Sim?

Tem algu�m no telefone querendo falar com voc�.

- Ali. - Sim, obrigado.

- Al�? - V� embora daqui.

- Ele n�o quer... - Al�?

- Quem est� falando? - N�o toque na pintura.

- Bom dia, senhorita. Como est�? - Bom dia, senhor Poppi.

Temos uma salsicha especial hoje.

Aqui est� seu queijo. Vou buscar seu caf�.

Obrigado.

Voc� me assustou hoje no hotel.

Finalmente uma cara nova nessa droga.

- Est� aqui a trabalho? - Pode-se dizer que sim.

Por favor.

- Desculpe, este lugar est� ocupado. - Antonio.

- Voc� vai me agradecer, eu espero. - Eu vou me sentar l�.

- O que est� fazendo aqui? - Como assim?

Quem voc� acha que deu seu nome pra esses sujeitos?

Eles procuravam por um grande restaurador, um mestre.

Eu imediatamente pensei em meu pintor falido.

- Como voc� est� agora? - Acabou.

Eu estou bem. Eu estava certo, era s� um esgotamento.

S� precisava me afastar por um tempo.

- E terminar com Marcella. - Aquela puta.

N�o sejam indiscretos, hein?

Quem � ela?

� a professora. Ela se envolve com todos os homens do povoado.

Se quer comer ela tem que se apressar, pois ela vai ser demitida.

- Voc� j� foi � igreja? - Sim, esta manh�.

- Ent�o j� viu a pintura. - Sim, por qu�?

Preferia que voc� tivesse visto comigo.

N�o fale sobre isso com ningu�m.

Acho que descobri uma hist�ria muito estranha.

Por isso fiz com que eles chamassem voc�.

- Voc� parece p�ssimo. - N�o, estou bem.

Estou bem, muito bem.

Vejo voc� mais tarde. Tenho que ir agora.

Tchau. Eu ligo pra voc�.

Ele est� tomando alguns comprimidos, logo ficar� novo em folha.

Bela casa. � sua?

N�o, estou alugando. Estou aqui h� pouco tempo.

Antonio me disse que voc� � professora. � verdade?

- Sim, eu sou. - E a quem voc� ensina?

�s crian�as. Quem mais poderia ser?

- Deve ser chato. - A��car?

- S� um pouco, obrigada. - Ora, tome bem doce.

Eu sempre tomo ch� quando quero me exibir.

E com voc� eu quero me exibir.

Sabe de uma coisa? Voc� parece triste.

Ora, eu quis dizer que voc� � simp�tica.

Se h� alguns anos atr�s,

com esse corpo que eu tenho, algu�m me achasse simp�tica...

Se voc� se sentir s�, volte. Voc� sabe o caminho.

Venha quando quiser, exceto pela manh�, quando estou na escola.

Eu virei.

Vou lev�-lo em um lugar, para que comece a entender algumas coisas.

Levarei voc� l� amanh�.

Tem uma casa com janelas sorridentes.

� essa a hist�ria estranha que voc� mencionou no outro dia?

Voc� costumava ser mais fantasioso.

Sabe como costumavam chamar o Legnani?

- O pintor das agonias. Entendeu? - Que doce.

Doce, sim.

Principalmente quando come�aram a encontrar cad�veres.

Venha, venha, Foresti!

Aqui est�, doutor.

- Obrigado. Vejo voc� amanh� no vale. - Certo.

Voc� estava falando sobre agonias...

Ol�! Bom dia a todos. Como v�o as an�lises?

� prop�sito, Dr. Mazza, o equipamento que pediu chegou. Est� feliz?

Voc� desperdi�a seu dinheiro, Solmi.

Chega de enguias neste rio.

H� mais rel�quias b�licas aqui do que na f�brica de Krupp.

J� vou indo. Tenho que come�ar a trabalhar tamb�m.

Vejo voc� mais tarde.

- Se importa se eu for junto? - Nem um pouco.

- Eu os interrompi? Sobre o que falavam? - Nada s�rio.

Esses rumores sobre os mortos e o pintor.

Coitado do seu amigo.

Seria um bom sujeito se n�o tivesse essas id�ias na cabe�a.

Algum idiota dessa aldeia est� me passando trotes por telefone.

- Sabe de alguma coisa? - Certa vez houve um certo Zanotti,

que ligava para as mulheres � noite e dizia que as tinha engravidado.

Mas depois foi preso.

� melhor voc� desistir. Voc� n�o vai descobrir.

Quem trouxe essas flores aqui?

N�o sei. Por que? N�o gostou delas?

J� chega, seu b�bado.

Tire as m�os de mim! Eu bebo o quanto quiser!

N�o empurre.

- Pare! - Eu disse para n�o me empurrar, Jesus!

- O que diabos voc� est� fazendo? - N�o me fa�a de idiota.

Voc� sabe que se eu falar... sabe que se eu quiser...

Agora acalme-se, est� bem?

De uma vez por todas, pare. E voc� sabe do que estou falando.

V� pra casa agora. V�!

Primeiro me d� um cigarro.

Acabou.

- Obrigado, oficial. - Sem problemas, senhor Poppi.

Me desculpe por isso. Voc� entende...

este � o �nico restaurante da aldeia,

� preciso pensar duas vezes antes de p�r algu�m pra fora.

- Como estava nossa comida hoje? - Boa, muito boa.

- Voc� est� aqui por causa da pintura. - Como sabe?

Voc� sabe como �, sai na janela e j� fica sabendo de tudo o que se passa.

Desde que aquele cara, Solmi, o baixinho, chegou

as coisas mudaram.

Para melhor, eu acredito.

� como dizem: quando algu�m tem sorte demais...

voc� entende...

Solmi � capaz de jogar uma fortuna fora por causa daquela droga de pintura.

E eu n�o me importaria. N�o me pergunte por que,

mas eu tenho uns dez desses.

E Solmi est� atr�s deles tamb�m.

- S�o extraordin�rios. - Ah, sim...

� minha esposa. Se dependesse de mim, eu daria todos eles.

Mas s�o todos de minha esposa.

Coitada, ela n�o est� mais normal. Vivemos praticamente separados.

Ela mora no andar de cima, mas desce aqui quando quer.

- Posso? - Claro.

V�? Esse � o favorito dela. Um dos primeiros que ele fez.

Ele deu pessoalmente � minha esposa.

Mas j� faz tempo, antes dele se tornar o "pintor de agonias".

Ele j� estava louco.

Aquela loucura de misturar as cores,

a s�filis entrando no sangue...

Ele n�o conseguia nenhuma mulher que posasse nua para ele.

Ele n�o tinha modelos.

Costumava ficar nu diante do espelho,

espalhava as cores sobre seu bra�o...

Al�? Quem? Sim, ele est� aqui.

S� um momento. � para voc�.

- Al�? - N�o diga que sou eu.

Preciso falar com voc�. Descobri tudo, algo horr�vel.

Estarei esperando por voc� em seu quarto, no hotel.

- Eu o vi cair. - Depressa, chame uma ambul�ncia.

- Ele j� est� morto. - Chame um m�dico.

Ele fez. Oh, meu Deus, ele se suicidou.

Eu tinha certeza que ele iria.

Ele se matou... coitado.

Olhe, eu sinto tanto quanto voc� pela morte daquele pobre homem.

Passamos algum tempo juntos e eu estava simpatizando com ele.

Escute, oficial, eu vi uma sombra se mover l� em cima.

Talvez algu�m o tenha empurrado. Ele n�o tinha motivos para se suicidar.

De acordo, mas n�o h� nenhum ind�cio,

nenhuma evid�ncia que justifique a hip�tese de assassinato.

O �nico inimigo dele era ele mesmo.

Voc� logo perceber�, se permanecer aqui.

Aqui n�o � lugar para jovens. Os jovens v�o embora,

e est�o certos. N�o h� emprego, nem divers�o.

H� somente vinho. Tamb�m n�o h� mulheres jovens. Ele estava sozinho.

De qualquer forma, mandei o cad�ver para Ferrara dar uma olhada.

Mais tarde faremos o funeral.

Al�? Sim. � para voc�.

Al�?

V� embora. N�o toque naquela pintura.

Se voc� pensa que pode me assustar com telefonemas

voc� est� muito enganada, entendeu?

- Ele me ama. - Eu n�o vou embora.

Com licen�a.

Amanh� teremos um �nibus tur�stico para as �guas termais.

- Voc� entende, n�o �? - O que?

Precisamos de seu quarto.

N�s precisamos de todos eles.

Sentimos muito, se ao menos soub�ssemos...

Voc� gosta? Tem uma fam�lia inteira na sacristia.

Se voc� se sentir sozinho, lhe dou um.

S�o a especialidade deste lugar. Ainda h� pessoas aqui na aldeia

especializadas em cozinhar ratos.

Voc� ferve eles vivos na �gua, e ficam �timos.

Cozinhe por pouco tempo, e coma-os bem quente.

- O que h� dentro desse tanque? - Aqui?

Tem uma coisa...

Venha.

O que est� fazendo? N�s vamos ou n�o?

Depressa, est� tarde.

� primavera e eu estou andando pela estrada com a minha bicicleta...

...e uma puta, matando centenas de insetos enquanto pedalo, alegremente.

O que acha? Nada mal, n�o �?

Voc� vem ou n�o?

Vamos.

Que luxo, hein? � sua pelo tempo que quiser.

Ande.

- De quem � essa casa? - Esque�a. Eu vou lhe mostrar.

Venha.

L� em cima.

� voc�?

- Por que n�o comeu nada? - Porque est� uma droga.

Voc� s� se importa com o dinheiro que lhe dou, seu ladr�o.

Se n�o gosta do que eu lhe trago, v� ao restaurante.

Seu bastardo. S� porque estou presa a esta cama.

- Quem � ele? - Bom dia.

� um homem muito gentil. � o novo inquilino.

Vai ficar aqui por um tempo. Vou instal�-lo l� embaixo.

Por muito tempo esperei algu�m novo nesta casa.

Aqui estou sempre sozinha. Voc� n�o sabe o que o sil�ncio significa.

- Quando chegar�o os turistas? - Turistas?

- Para as �guas termais. - Est� brincando?

Os �ltimos turistas que tivemos foram aqueles alem�es porcos, em 1940.

Quem �? Ah, � voc�.

N�o quis incomodar. Voc� estava dormindo?

Dormindo, eu? N�o, n�o...

Como uma pessoa presa � cama assim pode dormir?

Eu fiquei preocupado noite passada. Escutei muitos barulhos.

- Barulhos? - Sim.

- Noite passada? - Sim.

A �nica pessoa que pisou neste ch�o foi voc� ontem.

Queria poder pisar tamb�m.

S� queria me certificar de que voc� estava bem.

Venha c�, chegue perto.

Faz muito tempo que n�o toco um rosto saud�vel.

Estou t�o feliz que algu�m esteja preocupado comigo.

Como est� o tempo hoje? Bom?

Sim, est� um lindo dia.

Venha me ver de novo, me promete?

- Tchau. - Tchau.

Tem algu�m a�?

As cores. Minhas cores.

Elas fluem por minhas veias.

Elas s�o doces... minha cores,

doces como o outono,

quentes como o sangue,

suaves como a s�filis.

Elas correm, entram nos olhos das pessoas,

infectando a todos.

Minhas cores

est�o em meu bra�o.

Filho da puta...

Agora, meu Deus...

Agora, meu Deus, Sinto que ele est� morrendo...

Ele est� morrendo... Purificar-se

Est� morrendo... Purificar-se... Cheguei no tempo certo...

...prendam com for�a.

Don Orsi.

Don Orsi. Tem algu�m a�?

Sim?

Me desculpe, estou procurando pela mulher que mora aqui.

Ela n�o est� mais aqui. O que quer?

Me desculpe.

Ela partiu h� tr�s dias. Eu a substitu� na escola.

Por favor, entre. Estava acordada.

Quando voc� chegou, eu estava tendo um lindo sonho.

Por favor, entre.

Sonhei que estava em um restaurante,

e me traziam um grande prato de escargots.

Voc� gosta?

N�o tenho coragem de tocar.

Sabe como cozinh�-los?

N�o. E mesmo que soubesse eu n�o teria coragem de comer isso.

- Qual seu nome? - Francesca.

Bem, vou voltar para cama.

Nos veremos novamente, n�o �?

Ei, eu coloquei um rato vivo no caix�o,

para fazer companhia a seu amigo.

Santo Deus, por que essas duas mulheres?

O que elas t�m a ver com o tema sacro?

Aquela pintura n�o � sobre f�.

Achei que voc� iria gostar. Essas duas figuras,

das quais ningu�m tinha not�cia antes de eu chegar,

fazem do trabalho de Legnani ainda mais verdadeiro. Chega de hipocrisia

de m�rtires sorridentes. Finalmente a verdadeira crueldade do mart�rio,

a morte em seu mais puro horror.

Tinha que vir justo um restaurador herege.

Quando voc� chegou aqui, como era este lugar?

Eu resisti � enchente junto com alguns outros,

e ent�o voltamos a viver e a ter esperan�a.

E a senhora da casa em que me hospedo era um deles, n�o �?

- Quem, a parapl�gica? - Sim.

N�o a conhe�o muito bem.

Nunca fui v�-la em sua casa.

Ela est� de cama h� anos.

Dizem que � por causa de uma doen�a ven�rea.

Al�m disso, ela n�o gosta de padres.

Ela era amiga de Legnani?

J� basta! N�o arru�ne minha pescaria com o seu pintor.

Deixe-o em paz, pelo menos aqui.

- O que � isso? - N�o pensei que lhe veria aqui.

J� vi melhores formas de se receber algu�m.

Faz duas horas que estou ouvindo esse cara blasfemar.

- O que ele est� dizendo? - Estou tentando descobrir.

- Como voc� chegou aqui? - Lidio, o rapaz da igreja, me trouxe.

Est� sozinho?

N�o, h� uma velha no andar de cima. Ela nunca sai da cama.

� dif�cil fumar com o est�mago vazio.

Eu posso lhe dar umas aulas de culin�ria.

- Escargots? - N�o, algo muito melhor. Venha.

- Pode arrumar a mesa? - Claro.

Vai encontrar tudo o que precisa nesta gaveta.

- Estarei na cozinha. - Certo.

Encontrei um livro estranho na biblioteca da velha.

"A Cozinha do Amor".

Por que voc� estava vendo minha colega?

- Voc� gosta dela? - O que?

- Tem um isqueiro? - Ali.

Voc� foi pra cama com ela? � verdade que ela � ninfoman�aca?

Por favor...

B. L.?

De quem s�o essas iniciais? Conhece algum Buono Legnani?

N�o, foi um presente. Tenho h� muito tempo.

N�o � um lugar muito alegre, n�o � mesmo?

Depois de comer isso, a donzela e o cavaleiro

sentir�o amor e fogo sobre seus corpos.

Voc� tem muita bagagem?

Apenas uma.

Voc� pode trazer pra c�.

O que est� fazendo a�?

Foi aqui onde Legnani viveu?

- Quem? - O pintor. Ele estava vivendo aqui?

Pode me dar uma carona?

Sim, venha.

Sente-se na frente.

- Devo levar voc� para o hotel? - Por que n�o bebemos algo?

N�o. Eles n�o ir�o me servir.

Beba um Campari Soda, tive que ir at� o Ferrara ontem.

Obrigado. Deixe que eu pago.

Veremos isso depois. Agora continue sua hist�ria.

- Agora? - Sim.

O pintor...

Ele viajou at� o Brasil com sua m�e e duas irm�s para tentar enriquecer.

Mas somente ele e as irm�s retornaram.

Ele n�o encontrou fortuna no Brasil.

Sua m�e morreu l�.

Eles voltaram, encontraram aquela casa e ali permaneceram.

Com licen�a.

- De que eles viviam? - Como?

- De que eles viviam? - Coitados.

Viviam de caridades.

Pois n�o tinham nenhum dinheiro.

Eu conheci o pintor, sabe.

Eu tinha uns sete ou oito anos.

Ele veio numa noite pintar o quadro de minha m�e que estava morrendo.

Ela trabalhava numa lavanderia,

e ele veio pint�-la quando ela estava dando seu �ltimo suspiro.

Por isso o chamam de "O pintor de agonias".

Ele gostava de pintar as pessoas

no momento em que elas estavam morrendo.

Talvez ele n�o fosse t�o louco assim.

Talvez ele... As irm�s eram duas putas.

Mantinham com ele um relacionamento que n�o podiam terminar.

N�o se pode ir contra a natureza. Foram as duas que o enlouqueceram.

Ent�o, voc� reconheceria o som da voz dele..

se a escutasse?

N�o seria dif�cil.

Uma vez que a ou�a, n�o tem como esquecer.

Ele falava com um psic�tico, como uma metralhadora.

E de repente falava palavras estrangeiras.

- Ele era estranho. - Espere um momento.

As irm�s eram duas putas.

- Ligue. - Sim.

Escute isso.

Eu n�o consegui ouvir nada.

- Foi mexeu nisso? - N�o toquei nisso desde aquela noite.

Foi voc�, n�o �? Isso era importante para mim, entende, sua cretina!

N�o acredita em mim? Eu n�o toquei nisso.

Isso � rid�culo.

Me desculpe.

Eu j� volto.

Francesca!

Coppola?

Est� acordada?

Eu dormi apenas um pouco,

e s� tive pesadelos.

Pe�o-lhe desculpas.

Estou muito assustado.

Eu tamb�m, mas pra mim � diferente.

Posso ir embora daqui quando eu quiser.

Minha nossa, seu amigo tinha muitas coisas.

- Est� tudo no ba�? - Sim, � s� levar.

� incr�vel, inacredit�vel! Ou�a.

Verificar o recrutamento de modelos, checar as redondezas da casa do pintor.

As irm�s arranjavam cad�veres para ele pintar.

As irm�s...?

Por que eles usavam tanto formalde�do?

Encontrar a tumba de Buono Legnani.

Fala sobre comunh�es de sacrif�cios,

ritos � base de sacrif�cios humanos,

da possibilidade de, hoje em dia,

as pessoas se comunicarem com os mortos

atrav�s destas pr�ticas.

Chega.

J� � o suficiente.

Me desculpe, mas eu n�o posso mais ag�entar isso.

Vou embora.

Rio de Janeiro.

� do Rio de Janeiro.

O que foi? Do que se trata?

Provavelmente � a chave para tudo isso.

Que horr�veis! Quem s�o?

- Acho que s�o elas. - Elas?

- Eu preciso ir agora. - Leve-me com voc�.

N�o, fique aqui. Descanse um pouco. N�o abra a porta, logo estarei de volta.

As flores do amor

flores lindas de meu jardim

para voc�, para voc�...

As flores do amor

flores lindas de meu jardim

para voc�, Senhor, para voc�...

As irm�s arranjam cad�veres para ele pintar.

- O que significa isso? - Quem est� na igreja?

Ah, � voc�. O que faz aqui?

S�o elas! S�o as irm�s do pintor, entende?

Ele as pintou enquanto estavam esfaqueando o corpo do m�rtir. Veja.

� verdade, tem algumas semelhan�as. Onde encontrou isso?

Agora podemos procurar por algo concreto.

Era isso que meu amigo estava fazendo...

- antes de morrer. - Procurando pelo que?

- Por que est� t�o animado? - N�o sei.

Me sinto envolvido nesta hist�ria.

A morte de Antonio... � tudo t�o estranho.

Eu tamb�m sinto isso. Ent�o, eu vou largar essa droga

o mais r�pido que puder.

- Est� assustado tamb�m? - Sim.

Eu admito que coragem � algo que Deus n�o me deu.

Prometa-me que voc� n�o far� nada idiota.

Por que?

Eu escuto muitas coisas estranhas no confession�rio.

Parece que a senhora da casa est� quase nos deixando.

Hoje � noite irei at� a casa dela para dar a Extrema Un��o.

Deixe-me ver.

Sim, definitivamente s�o elas.

Mas aonde voc� encontrou esta fotografia?

Me surpreende que elas tenham permitido serem fotografadas.

Para pessoas t�o primitivas, ser fotografado era como...

Sim, eu sei.

Al�m do mais ele era louco. Sim, essa � a verdade.

Louco, louco, louco, louco.

Minha esposa era muito bonita quando jovem,

de boa fam�lia. E pensar que se apaixonou por Legnani...

Ela n�o acreditava nas hist�rias sobre ele e as irm�s.

Na pr�pria casa, ao lado do rio, nos trilhos do trem, em todo lugar.

Essas coisas aprenderam no Brasil, onde viveram desde crian�as.

Eles costumavam acasalar-se como c�es no cio.

E ent�o veio a noite em que ele se suicidou.

Foi uns dois ou tr�s meses depois de ter terminado a pintura.

O pessoal do hosp�cio em Rovigo j� tinha vindo umas tr�s vezes,

mas as irm�s o escondiam.

Aquela pintura de S�o Sebasti�o deve t�-lo enlouquecido completamente.

Minha esposa foi a primeira a v�-lo.

Estava apaixonada por ele.

Ele ateou fogo em si mesmo.

Jamais acharam seu corpo.

- Dizem que foi "morte presum�vel". - O que quer dizer com isso?

Quantas vezes eu tenho que repetir?

Morte presum�vel significa morte presum�vel.

4 de Junho de 1931, � isso. Basicamente significa

que � presumida, entende, se presume

que o homem que faleceu naquele dia por conta das queimaduras e feridas

era Legnani Buono, o pintor.

- Preciso ler de novo? - N�o, n�o, n�o.

Presumidamente morto... Ele poderia estar vivo ainda.

Um homem devorado pelas chamas daquele jeito?

Nem sequer era poss�vel reconhec�-lo.

Franchini, tr�s c�pias deste certificado para amanh�.

Eu lhe pago quatro bebidas no bar.

J� lhe disse v�rias vezes que eu n�o gosto de beber.

� prop�sito, voc� j� n�o devia ter terminado seu trabalho na igreja?

- Sim, por que? - Chama aquilo de restaura��o?

Lidio, voc� precisa me contar como foi.

N�o tenho id�ia. Algu�m deve ter feito isso.

Talvez na noite passada.

Droga.

Talvez dev�ssemos chamar um especialista de verdade.

V� � merda!

Quem �?

Quem �?

Francesca.

Onde voc� est�?

Ah, a� est� voc�.

- Faz 1 hora que estou lhe esperando. - Fui na aldeia telefonar.

- O que foi? - Nada.

Chamei o oficial da escola estadual.

Pedi que mandassem uma substituta.

- Est� brincando? - N�o.

N�o posso mais viver aqui. Estou enlouquecendo.

Algo horr�vel aconteceu hoje cedo. Sa� correndo e gritando.

Senti que alguma coisa horr�vel estava l� me espionando.

Voc� disse que ficar�amos juntos para sempre.

Foi isso que me segurou.

No entanto, a n�o ser por estas poucas horas � noite,

eu estou sempre sozinha.

Estou com medo.

Voc� quer me deixar?

N�o, eu n�o faria isso.

Amanh� sai um trem �s 9 da manh�.

Ser� que conseguimos fazer as malas se levantarmos cedo?

N�o estou brincando dessa vez.

Por que n�o me acordou? Voc� mudou de id�ia?

Voc� disse que partir�amos juntos.

Por que mentiu pra mim?

Eu n�o menti. Voc� tem duas horas para se aprontar.

Enquanto isso eu vou encontrar Solmi e dizer que estamos indo.

Ter�o de lidar com isso por si pr�prios.

Tchau.

Tem algu�m aqui?

Bom dia.

Eu trouxe a bicicleta de volta. Est� l� fora.

- Ent�o voc� est� indo embora? - Sim, estou.

- Posso lhe fazer uma pergunta? - � claro.

- Voc� vende �cido muri�tico? - E de qualidade especial. Quer?

Quem comprou recentemente?

Foi usado para destruir a pintura.

Eu vendo um litro por fam�lia,

uma vez por semana h� vinte anos. Todos compram.

Voc� n�o quer me ajudar, n�o �?

Eu j� lhe disse. Eles usam para limpar os banheiros,

os esgotos, matar ratos e jogar na cara dos namorados.

Eu vendo para todo mundo.

Estou indo, Coppola. Me d� uma carona, preciso apanhar Francesca.

Para onde voc� quer ir?

Tiraram a minha licen�a.

- Quem? - Eles.

N�o se importam comigo.

N�o sabem que eu posso acabar com todos eles, malditos.

Compraram meu sil�ncio com um pouco de grapa.

Mas agora chega. Esta � minha �ltima gota.

As irm�s do pintor ainda est�o aqui.

E, se quer saber, ainda est�o vivas.

Chegue aqui.

Sou o �nico que as viu agindo.

- O que quer dizer com isso? - Elas tentaram me pegar,

mas eu escapei.

Quando eu era crian�a costumava correr com muita agilidade.

Acha que eu me assusto com uma pintura na igreja?

Se eu me assusto � porque tem um motivo.

Eu sei muito bem sobre a morte daquele cara da pintura,

e de todos os outros tamb�m.

Mas se eu ainda estou vivo, se Coppola est� vivo,

� por que ningu�m se mete com Coppola, entende?

- Acha que estou b�bado, n�o �? - N�o.

- S�rio? - �.

Muitas pessoas desapareceram.

Meu amigo foi assassinado tamb�m, n�o foi?

Eu n�o sei se ele foi assassinado.

O que sei � que tudo come�ou quando

mataram aquele cara do quadro.

Voc� � muito curioso, n�o �?

Eu conhe�o um lugar onde curiosos como voc�

podem perder a cabe�a.

Venha. Vou levar voc� a um passeio tur�stico muito interessante. Suba.

� voc�?

Aqui estamos.

Legnani adorava esse lugar.

Agora � guardado por um pessoal tempor�rio, sem documentos,

ningu�m se importa se desaparecem.

Posso saber por que voc� me trouxe aqui?

Sei que est�o todos aqui, todos os desaparecidos. Enterrados aqui.

Aqui est� um deles.

E pensar que eu ia acabar assim tamb�m.

N�o est� com medo, est�?

Eu costumava fazer isso com as crian�as na igreja, mas elas nunca se assustavam.

N�o est� com medo de mim, n�o �?

- Ningu�m tem medo de Lidio. - N�o.

Voc� gosta dele, n�o gosta? Mas eu sei muitas coisas que ele n�o sabe,

coisas que ele deveria saber,

e voc� n�o sabe tamb�m, sua puta!

Quer saber quem � a velha no andar de cima?

Quer saber quem � aquela que est� no andar de cima? Quer mesmo saber?

Vou lev�-lo at� � casa das janelas sorridentes.

V� pegar a garota, estarei esperando. R�pido.

- Sim? - As coisas est�o ficando dif�ceis.

V� que eu lhe espero.

Francesca, est� pronta?

Francesca, voc� est� a�?

Senhora, voc� viu...

Sim, � aqui.

Por aqui, r�pido. N�o, por aqui.

Eu sei pra onde a levaram.

- Aqui, cave aqui. - Vamos, homens.

Quer um cigarro?

Com licen�a, oficial, o que devemos fazer? Continuar cavando?

Tem certeza de que est� sentindo-se bem? N�o h� nada aqui.

Eu juro que est� aqui. � verdade.

H� v�rios deles l� embaixo.

Quem lhe disse? Quem � seu informante?

Coppola, o motorista. Ele me trouxe aqui.

- Coppola? O pr�prio Coppola? - Sim.

Venha, Cifarelli, vamos.

Coppola, a perfeita testemunha! Sempre b�bado!

Pode se apressar, por favor?

Ei, voc�s, aonde o encontraram?

No dique, se afogou esta noite.

- Estamos levando-o para a terra. - Ele � pesado demais!

Vamos, ajude-me.

Deve ter mais �lcool do que �gua em seu corpo.

O que s�o essas cicatrizes? Nunca as vi antes.

Ferimentos de guerra. Esteve envolvido em um tiroteio.

N�o parecem cicatrizes de bala.

Levem-no at� Ferrara para uma aut�psia.

Quero o resultado para amanh�.

Masaldi, sabe algo sobre a professora?

Ela n�o est� em casa, ningu�m a v� faz uma semana.

Continue procurando.

N�o v� embora. Venha at� meu escrit�rio amanh�

para conversarmos e tentarmos descobrir algo sobre essa bagun�a.

Entendeu? Entendeu bem?

Est� certo, oficial.

Aceite meu conselho, fique no hotel esta noite.

- Preciso encontr�-la primeiro. - Este n�o � o momento certo. Vamos.

Sim? Um momento.

- Est�o lhe procurando no telefone. - Quem?

N�o sei.

- Al�? - Querido...

Sou eu, amor, Francesca.

Venha, estou lhe esperando

na casa.

Estou com medo. Venha. Estou com medo.

Me leve embora.

Bastardo! Patife!

Oh, � voc�. Venha, chegue perto.

Venha v�-lo.

� para voc�, viu? Nosso irm�ozinho.

Ele continua transando com n�s duas,

enquanto trazemos modelos

para que ele pinte a morte e viva.

Venha v�-lo.

Voc� estima e admira nosso irm�ozinho, n�o �?

Est� ouvindo sua bela voz?

Sabe como o conservamos? Com formalde�do.

Lidio nos trazia todos os dias.

Hoje ele pintou a mulherzinha que voc� levava pro seu quarto,

enquanto ela morria. E agora ele tem esse modelo,

esse espi�o para pintar. Venha, venha v�-lo.

Venha, n�o tenha medo.

Ele tamb�m se parece com o homem da pintura, n�o parece?

�timo, voc� o acertou.

Segure-o.

Pegue pelo outro lado.

Ele deve estar escondido aqui.

� in�til procurar agora.

Ele n�o ir� muito longe.

Amanh� procuraremos o corpo.

Est� bem, Laura, est� bem.

Socorro!

Policial!

Al�? Quero falar com a pol�cia de Ferrara.

Abra.

Meu Deus, Stefano. O que aconteceu?

Temos que par�-las. Devemos fazer alguma coisa.

Eu sei o que est� acontecendo aqui, s�o elas.

Eu sei de tudo.

Chame um m�dico, por favor.

As irm�s do pintor...

As irm�s de Legnani ainda est�o vivas.

Elas ainda est�o vivas, est�o vivas, est�o vivas...

ainda est�o vivas...

Uma delas � a dona da casa.

- A parapl�gica? - Sim, elas est�o vivas.

A outra... eu n�o vi seu rosto.

Logo agora que Lidio est� morto.

Eu tenho que fazer tudo sozinha.

Laura, venha v�-lo.

Tradu��o: Midnight Revis�o: Zebu

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.