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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

OBRA DE FICÇÃO INSPIRADA EM SOBREVIVIENDO A PABLO ESCOBAR

DE JOHN JAIRO VELÁSQUEZ VÁSQUEZ, E ADAPTADA AO AUDIOVISUAL.

Descarreguem rápido o avião, porque tenho que sair daqui.

Rápido! Estão muito moles!

O tempo na máfia é curto.

E aí, gente?

Olha só o cara.

Popeye, olha só o presentinho que eu te trouxe.

- Vamos. - Guerreiro, guarde isso no avião.

- Apareceu a Margarida. - Apareceu.

Amigo, te procurei bastante. Onde você estava?

Vai morrer, porque fala demais.

Filho da mãe, miserável. Está perdido na vida.

- Não sabia com quem estava se metendo? - Espera um pouco.

Demoramos tanto para encontrar o cara, faça-o sofrer.

Você tem razão.

Não vou te matar de uma vez,

vai sangrar como um rato, que é o que você é.

Que o diabo te leve.

Pessoal, já sabem. Recolham o corpo, não vai aguentar muito.

Venha comigo, temos um serviço em Medellín.

Pronto?

Mario 2, aqui é Mario 1.

Estamos a caminho, preparem o terreno. Repito: preparem o terreno.

Não se esqueça, José, chegando lá, temos que pegar as arepas,

senão teremos problema com a Silvia.

Mario 1, María está a bordo...

Estamos esperando-a.

Todos prontos, vamos pegá-lo.

Pronto, ele é seu.

Pronto.

Filhos da mãe.

Desce, anda!

- Escuta bem... - Não me matem.

- Minha família... - Cala a boca!

Vou te matar por apoiar a extradição de colombianos para os EUA.

25 DE JANEIRO DE 1988

ASSASSINATO DE CARLOS MAURO HOYOS PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

J.J. é um nome que martela dia e noite na minha cabeça.

Para o mundo, foi um pistoleiro do cartel de Medellín.

Um executor de Pablo Escobar, seu braço direito.

JORNALISTA - VÍTIMA

Um pistoleiro que matou mais de 350 pessoas.

Crianças, civis, policiais, procuradores,

juízes da república, candidatos à presidência.

Para mim, é muito mais que isso.

Ele é o assassino do meu pai.

QUATRO ANOS DEPOIS

- Vamos, meu amor, coloque. - Vamos o quê?

- Vista-se. - Por que estamos nos vestindo?

- Para tirarmos de novo? - O Pocho está vindo.

O quê? Que ele volte.

Eu não vou a lugar nenhum.

- Eu sei, meu amor. - Não me disse

que ficaríamos juntos o fim de semana todo?

- Eu sei. - O que aconteceu?

- Eu sei, amor, entenda. - Entender o quê?

- Não vou embora. - Anda, depois a gente se vê com tempo.

Depois? Já não nos vemos há quanto tempo?

- Vamos, não estou brincando. - Eu também não, mas se quer brincar...

Vamos, anda, vai se trocar, porque não é culpa minha.

Então a culpa é de quem?

Diga. A culpa é de quem?

Do Patrão?

Se é culpa do Patrão, é diferente, não é?

Porque o Patrão é o Patrão. E você quem é?

- Amor. - Não toma nenhuma decisão sozinho.

Amor, calma, vem aqui. Você sabe do que estou falando.

Estamos em guerra.

É máfia, ninguém é santo.

Quem erra, morre.

- Não quero que te aconteça nada. - Tenha dó.

Por que você não entende?

Como? Eu não entendo?

Não seja tão cara de pau, John.

Há quanto tempo estamos nisso? Quanto tempo?

- Para. - Diz.

Sabe o que acontece? Eu cansei! Cansei dessa vida de merda.

Porque é uma merda viver assim! Ficar nos escondendo o tempo todo.

Toda vez que te vejo, penso que vai ser a última vez.

E por 20 minutos? Quem quer viver assim, meu Deus?

Amor, não vai embora assim.

Escuta, não está na hora de acabar com isso tudo?

- E como? - Você sabe como.

Você sabe.

Não é tão macho, tão viril?

Não se esqueça que foi você quem nos meteu nisso.

Então nos tire.

Você não dá a mínima.

Amor. Alexandra. Vem aqui.

Me escuta um minuto, não vai embora assim.

- Escuta uma vez só. - Que merda.

- Me solta! - Amor, me escuta um segundo.

Solta!

Sabe que nessa vida não temos aniversário, nem Dia das Mães, nem Natal, nada disso.

- Vamos em frente e ponto. - E não quer que me aconteça nada?

Quero que fique bem, não quero que te matem e nem quero morrer.

Se acontecer alguma coisa com você, eu morro.

Anda, o Pocho veio te pegar.

Um beijo.

Vem aqui.

Sai!

PROCURADO PABLO EMÍLIO ESCOBAR

LIGUE DE QUALQUER CIDADE

DE SANTA FÉ DE BOGOTÁ

Tem certeza do que está falando?

Puta merda!

Acredita que o Louco também nos traiu?

É o que estão dizendo, Patrão.

Você sabia? Por que não disse nada, imbecil?

- Patrão... - Patrão, o quê?

E aí, Patrão?

E aí, J.J.? Como vai a sua lua de mel?

- O que aconteceu? - O que aconteceu? Vou te colocar a par.

O Louco também nos traiu.

Olha o que eu te falei de telefones.

Patrão, acharam a gente!

Pega! Vamos!

Vamos, avancem! Entrem!

Não vai acontecer nada, vá pela esquerda. Quietos.

Está limpo, Patrão, pode sair.

Vamos.

Chamem os paramédicos.

Vamos, por aqui.

- Posso ir? - Vem.

Veja, capitão.

- Para a esquerda. - Sim, sargento.

Atenção, estamos no lugar onde aconteceu uma explosão

e um tiroteio, que deixaram como saldo, quatro policiais e dois civis mortos.

Tudo aponta que foi uma operação do grupo de elite designado

para apreender o cartel de Medellín. E mais uma informação de última hora.

As autoridades acabam de confirmar a morte de Rodrigo Bocanegra Beltrán,

pistoleiro do cartel, conhecido como Pocho.

Estamos no lugar...

Alô?

Em quanto tempo saio se me entregar?

Está falando sério, irmão?

Sabe que as coisas estão quentes, e prefiro ir para a cadeia do que morrer.

- E vai abandonar o seu patrão? - Não estou abandonando ninguém.

Em quanto tempo?

- Irmão, isso depende de tantas coisas. - Depende do quê, cara?

Estou te dando muito dinheiro.

Diga, quanto tempo?

Vamos lá, seis, sete anos, no máximo.

Não dá. Dois ou três anos, no máximo.

Nesse tempo ninguém vai te tirar, muito menos com esse currículo.

Irmão, se quiser se entregar, tem que ser rápido,

sabemos que o Patrão não tem muito tempo.

Garanto que se isso me sair barato, eu me entrego.

A única condição é que pago a minha pena aqui em Medellín,

em nenhum outro presídio, ouviu?

Vamos ver o que dá para fazer.

Senhor,

mataram o Pocho.

Pegaram-no entrando na casa.

A polícia?

Ou os homens do Vale, qualquer um desses filhos da puta.

Mande matar alguém.

Sim, senhor.

E você? Está doendo?

Pegou de raspão, mas não foi nada.

Venha, fiz um café.

Patrão, acho que o melhor é nos entregarmos.

Do que está falando, J.?

Do que nos convém.

O que nos convém?

Você ainda acha que eu posso me entregar?

Patrão, eu nunca te traí, mas estamos muito visados.

Você tem muita coragem, não é?

Veio dizer na minha cara que vai me apunhalar pelas costas.

Não, senhor, não é isso.

Eu estou sempre ao seu lado, mas entenda como está a situação.

Para de falar merda, J. Acha que eu não te conheço?

Acha que eu não percebo quando está se borrando?

Melhor aceitar que está com medo,

que por isso inventou que está de quatro por aquela mulher.

Não é bem assim, Patrão.

Ache o Beto e diga que preciso falar com ele.

- O que vamos... - Ache-o!

Com licença.

Pope, o Patrão está chamando.

- Está bem. - Agora.

- Já vou. - Está bem.

Patrão.

Sente-se.

Pensou bem no que me pediu ontem?

Sim, senhor.

Ainda acha uma boa ideia?

Patrão, não sei se é uma boa, mas a coisa está feia para o meu lado,

a minha foto está em todo lugar.

O que o senhor acha?

J.J., é que...

é isso ou te dar um tiro.

Não pense que não percebi o que você está fazendo.

Está pensando só em você.

Poderia achar que está tirando o seu da reta,

mas não vou fazer isso.

Vou aproveitar a sua decisão de se entregar,

para que prepare tudo, caso eu tenha que me entregar.

Então anda.

- Muito obrigado, senhor. - J.,

cuidado com o que vai dizer.

Não arranje problema comigo dando uma de Pavarotti.

Tranquilo, Patrão, confia em mim.

Depois da Catedral de Medellín,

não dava para entender a entrega de J.J. Parecia uma piada de mau gosto.

Era como se não houvesse justiça.

Eu lembro que, quando saiu a notícia, eu e minha família estávamos almoçando,

e houve um silêncio...

e a minha mãe bateu na mesa muito forte,

como um grito de desabafo.

Ela nos olhou e disse:

"Quantos anos o J.J. vai pegar por todos os mortos que tem nas costas?"

CADEIA MUNICIPAL - 1992

"Quantos anos o J.J. vai pegar por todos os mortos que tem nas costas?"

- Viva Popeye! - Filho da mãe!

Saúde!

Alô? Está me escutando melhor?

Onde você está?

Amor, estou no Presídio Municipal.

E o que está fazendo aí?

Como o que estou fazendo? Eu me entreguei.

Não estava cansada da vida que tinha

e queria que me entregasse? Aqui estou.

Espere um minuto, não estou entendendo nada.

Amor, minha vida, me escute. Eu me entreguei.

Eu me entreguei, deixei o Patrão. Quero começar uma vida nova.

O esquema aqui é rígido, vou me endireitar.

Você está bêbado?

Não, amor, bêbado não.

Está bebendo?

É uma cervejinha que o pessoal me deu. Te amo!

E essa música?

É um rádio que os guardas deixaram entrar, mas o importante é o que estou contando.

Te amo e me entreguei por você.

O importante é que tem uma baita festa.

Não, amor, é só uma recepção que fizeram. Eu amo você.

Quando a vir vamos pregar o couro, e você vai engravidar, querida.

Então me ligou para isso?

Para dizer que vai voltar a viver a mesma vida da Catedral?

Não exagere, meu amor.

Estou exagerando?

Estou inventando que há mariachis

e que devem estar todos bêbados,

e deve estar cheio de putas?

Não é nada disso.

Sabe?

Por que não continua bebendo sua cervejinha importada

e para de me incomodar?

Amor, não! Me escuta!

Amor?

Essa princesa está perguntando até que horas vai ficar no telefone!

- São gêmeas ou o quê? - Claro, olha esses anjinhos.

- Um, dois. - Ave Maria, meu amor.

- Olha que maravilha! - Muito prazer, meu bem.

- Vou deixar vocês com o J.J. - Muito prazer. Guarda, vou para dentro!

Venha, meu amor, onde estávamos?

Isso aí!

Alexandra acha que está envolvida com a Madre Teresa ou João Paulo II?

Nada disso, gostamos de pegar pesado, sabe como é.

Sabe o que é?

Essa mulher sabe muito de mim, tenho que mantê-la por perto,

- porque se falar, ela me ferra, entende? - Aí sim é um problema, cara.

Sabe o que eu te aconselho.

Que você mesmo acabe com ela.

- Por que está me olhando assim? - É só fazer.

Não é a primeira de quem me livro.

Nem a última, não é?

Chonto, se eu pedisse um favor ao diretor do presídio, ele faria?

Não sei, depende, irmão.

Depende do orçamento.

- Aqui não tenho dinheiro. - Você consegue.

O mais importante da fé, é a misericórdia.

- Sem misericórdia... - Bom dia, padre.

Padre, por favor, me acompanhe. Todo mundo olhando para o chão, por favor.

O que é isso? Não vê que estou na metade do sermão?

Como entram armados na minha igreja?

Padre, queremos que reze uma missa, por bem ou por mal.

- Não me tiram nem à bala. - Vamos.

Vamos, Morsa.

Fiquem quietos, sentados! Agora.

Estou de olho.

Por que estão olhando para mim, idiotas?

Levanta, Padre. Era por bem ou por mal, você que escolheu.

Vem, Morsa.

Fiquem calmos. Quer levar um tiro, cara?

- Vamos. - Fiquem tranquilos.

Abaixa a cabeça.

Sogra, o Padre disse que é dois por um, aproveitemos a promoção,

e já casamos de uma vez, meu amor. Não?

Se eu não visse, não acreditaria que permitiram um casamento aqui.

- Que vergonha. - Agora não, mamãe.

- Quando vai começar? - Não sei, não tenho ideia.

- Não seja tão chata. - Abre o olho.

Você também.

Padre, entendo que isso não era jeito de trazê-lo,

mas os meus amigos são uns ignorantes.

Jamais havia deixado uma missa pela metade.

Eu sei e peço desculpas por isso, e também pelo soco que te deram.

Minha mulher, minha sogra, todos estão esperando,

preciso casar agora, então diga quanto você quer.

Acha mesmo que o problema é dinheiro?

É conveniente ser esse o único problema entre a gente.

- Está me ameaçando? - Estou ameaçando, sim.

Você vai me casar ou te meto 15 tiros em um buraco só.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Eu vos declaro marido e mulher.

- Posso beijá-la? - Faça o que quiser.

Que alegria, não é?

O casamento dos sonhos para uma filha,

em um lugar como este, rodeado por este glamour.

Muito bonito.

E com todos os pretendentes que a minha filha tinha...

até um médico ela tinha.

E o Padre...

Que beleza, não é, meu amor?

Assim que eu sair daqui, vamos casar como Deus manda.

Na igreja e com a festa que quiser,

que nenhum médico neste país pode pagar.

É, meu amor?

Viva!

Alô? Patrão?

Oi, J., como você está?

Agora você vai se tornar um homem sério, porque daqui a pouco vou te visitar.

Tranquilo, sabe que eu sigo leal ao senhor.

Aqui a segurança está no papo.

Que bom que disse isso.

Para você ver que gosto de você, mandei um presentinho.

- Ele nos mandou um presente, amor. - Verdade?

Obrigado, Patrão. Alexandra pediu para agradecer.

Depois nos falamos.

O garoto está mais contente que pinto no lixo.

Olhem só.

- Vejam esta maravilha! - Não.

É muita beleza. O Patrão gosta muito de você.

- Olhem os detalhes. - Que isso!

Vejam, já entrego estreada e tudo!

- Chocolate, olhem só. - Que delícia. Obrigada.

- São importados. - Amor.

E isso? O que acharam? Para brincar de tubarão.

- Com espuma. - Como você gosta.

- E aqui, a francesa. - Francesa?

Dizem que é francesa, eu não sei.

Meninos, façam um filho, porque quero ser padrinho, cara.

Depois nos falamos. Feliz lua de mel!

- Valeu. - Obrigada.

Tome um pouquinho, meu amor.

Isso.

Que delícia.

- Você sabia disso? - Não tinha ideia, mas é típico do Patrão.

É?

Te amo, John.

Eu te amo mais, amor.

Eu te amei primeiro.

Você não tem medo de pensar o que vai acontecer com a gente?

Por que, meu amor?

Quando não for mais novidade, enjoarmos de transar numa jacuzzi.

O advogado me disse que pego de sete a oito anos.

- E daí? - Como assim?

Não acha muito tempo para continuar assim?

Sete, oito anos, passam voando.

E sabe o que é melhor?

Depois disso, vamos ter todo o tempo do mundo.

Olha nos meus olhos.

Estamos sozinhos nisso.

Prometa, que aconteça o que acontecer,

não vai abrir a boca.

Não sabe nada, não vai falar com ninguém.

Somos uma só pessoa.

SEMANAS DEPOIS

Toca a bola!

Isso. Passa.

Boa.

J.J., assina aqui.

O que é isso?

Assina, cara, não pergunta.

- Está notificado. - Notificado do quê?

O que aconteceu?

Que palhaçada é essa?

Que merda, irmão.

Por que vão me transferir para Bogotá?

Estão preocupados com o que acontece aqui.

Acham que você em Medellín é um problema para o processo.

Pura merda.

- Tem que colaborar. - Acha que eu não colaborei?

Eu me entreguei. O trato era me entregar, diminuir a pena e cumpri-la aqui.

E assim vai ser, mas até o julgarem, temos que dançar conforme a música.

Isso está complicado.

Você não está entendendo, não é?

Para de chorar, homem.

- Uns meses, cinco, seis meses... - Nem cinco e nem um dia.

De lá, eu não saio vivo.

Como não, se você vai ter proteção especial?

Quando eu chegar lá, vão meter essa proteção na sua bunda.

Não está entendendo.

Popeye, coloque-se no meu lugar.

Eu lutei esse tempo todo para termos um bom acordo, e você não colaborou.

Esses sete anos que estamos pedindo podem se transformar em 30 ou 40 anos.

É o que você quer, irmão?

Só quero ficar vivo e cumprir a minha pena tranquilo.

É o que temos que fazer. Colabore com o juiz e com a promotoria.

Quando vão me transferir?

Hoje. Em breve vai vir um guarda buscá-lo.

Transferido? Como assim não me avisou?

Amor, eu também não sabia, eles me avisaram esta manhã.

Eles não podem levá-lo assim, isso não pode.

Eu sei, mas não vai acontecer nada. No máximo em dois meses estou de volta.

Agora vai estar longe, amor.

Fique tranquila.

Quando chegar em Bogotá, eu ligo.

Qualquer coisa, fala com o advogado. Escuta, Alexandra,

lembre-se do que conversamos.

Não abra a boca.

Você não sabe nada, não fale com ninguém.

Entendeu?

Não deixe me ferrarem.

Tranquilo, amor.

- Chega, vamos. - Um minuto, amigo.

Escute...

Pegue as suas coisas agora.

Está tudo bem?

- Por que não contou para ele? - O quê?

Da gravidez?

Imagine, dar esta notícia por telefone?

É mesmo, tão delicada.

Vocês se casaram na cadeia, passaram a lua de mel em um calabouço

e agora vai esperar o momento certo. Que momento, Alexandra?

O importante é ele saber da gravidez, e não nos abandonar aqui.

Ou você já não pretende contar?

- Venha comer, Alexandra. - Não estou com fome.

O que o preocupa?

Ele não vai perceber nada.

Não? Quando Popeye descobrir, vai pôr todo o cartel para me pegar

e vai arrancar meus olhos.

- Está rindo do quê? - Qual cartel?

Que pessoas? Os que não estão presos, estão mortos ou escondidos como ratos.

O Cartel de Medellín não existe mais. É história.

Se você diz. Até logo, irmão.

Até logo.

O que foi?

Vamos, rápido.

Alô?

Senhor, transferiram o J.J.

Como assim transferiram? Para onde?

Dizem que foi para uma prisão na capital.

De Bogotá? E por que ninguém me disse nada, Beto?

- O que foi? - Você sabia que transferiram J.?

Não tinha ideia.

CADEIA CAPITAL

Anel.

Calça jeans.

Portão.

Portão.

- Isso! Vai! - Como perdeu essa bola?

CARTEL DO VALE

Está entregando o jogo!

Senhor.

O que ele está fazendo aqui?

Se é para nos vingarmos, não vamos esperar que ele se acomode no pavilhão.

É só me dizer o que fazer.

Cuide disso, você vai cuidar disso.

Este é o lugar que um rato como você merece.

Melhor não se apegar, porque com tantos inimigos que você tem,

não acho que vai durar muito.

Bem-vindo.

Tranquilo, eu também tenho amigos.

Vamos.

Que ninguém nos incomode.

Não quero problemas.

Você se ferrou. Quem mandou dar as caras aqui?

Crianças, podem brincar de pinhata.

Olha só.

Muita gente nos visitou neste presídio,

mas sendo sincero, John Jairo, por essa eu não esperava.

Como está o Pablo?

Imagino que passando aperto,

rezando e apelando para todos os santos que existem

para que nem Os Pepes, nem a DEA e nem a gente o pegue,

porque ele já está no papo.

O dia que o Patrão estiver no papo, o mundo vai acabar.

Então está para acabar, porque ele está encurralado.

Senhor Iván, telefone.

- Não disse para não incomodar? - É muito importante.

Pelo sim, pelo não, fique esperto, filho da puta.

Fiquem aí.

Alô?

Senhor Iván, bom dia.

É um prazer, como tem passado?

Quem é?

Iván, sou um amigo antigo, estou falando em nome do Pablo, o Patrão.

Faça-me um favor,

e cuide do Popeye, para que não aconteça nada com ele.

Melhor não se meter com ele.

É? E se eu me meter?

- Nesse caso, escute aqui, imbecil. Fale. - Papai, me ajuda!

- Papai, mataram o Alfredo! - Cala a boca!

Senão vai acontecer o mesmo que aconteceu com os que a protegiam.

Entendeu? Muito obrigado, Senhor Iván.

Temos que acabar com ele, não podemos deixá-lo vivo.

Parceiro, mudança de plano.

Enquanto Pablo Escobar estiver vivo, não pode acontecer nada com ele.

Ninguém toca em um fio de cabelo dele, por que sabe de quem vai ser a culpa?

Sua.

- E aí, Potro, vamos continuar? - Nada disso, temos que soltá-lo.

Vou ficar de olho, ouviu?

CADEIA CAPITAL DIAS DEPOIS

John Jairo, visita.

Andando, irmão.

Não quero falar com ela.

Estou de saco cheio.

- Senhor. - Sim?

- Esse relógio está certo? - Está, sim.

E o que aconteceu com ele?

CADEIA CAPITAL

Que dia maravilhoso.

Atenção. Podem sair.

Acompanhe-nos, por favor.

- Quem é você? - Colabore.

- Colabore o quê? Me solta! - Colabore.

- Colabore! - Me solta.

Fique aí.

É só colaborar.

Está quebrado.

Guarda, o telefone não está funcionando.

- Que pena. - Como assim, que pena?

Não podem me deixar incomunicável, tenho direitos...

Se encostar em mim de novo, arranco suas mãos.

Eu só quero telefonar.

- Procure o Iván, se ele permitir, ligue. - Tudo bem, tranquilo, amigo.

Um dia conserto o seu telefonezinho.

Notícia de última hora:

O chefe do Cartel de Medellín, Pablo Escobar,

foi morto hoje na capital.

Deus e o milagroso Buga são poderosos.

Estava esperando este milagre e, como estou vendo, aconteceu.

Este é o cadáver de Pablo Escobar, morto hoje pelo Bloco de Busca.

Uma ligação para parabenizá-lo ontem, quando fazia 44 anos,

e outra para a Rádio Super, para protestar contra a Alemanha,

ajudaram na localização e na posterior morte de Pablo Escobar.

Agora sim, vamos comemorar, porque aqui vai ter rumba, pessoal!

Quem diria que seria pego assim?

Que prato cheio, filho da mãe.

Viva o Cartel do Vale!

Abaixo Pablo Escobar!

Viva o Cartel do Vale!

Abaixo Pablo Escobar!

Guarda!

Guarda!

Guarda!

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